Daily Wishes

4 Fourth Wish- Our date, you choose


Notas iniciais
Eis aqui novo cap. Pessoinhas! Daily Wishes sempre me deixa na beira das lágrimas, internalizar o Scorpius e sua dor, é muito próximo da dor que a autora sente : ( doi demais! Espero que gostem!

Faltava pouco para as provas temíveis de Hogwarts, Scorpius encontrava-se no canto mais isolado da biblioteca e olhava seus livros de Transfiguração com vontade mortal de ignorá-los, apesar de ser bom aluno. Ele estava dormente , cansado e ficar de cama era muito tentador.

Não demostrava muita vontade de encarar ninguém, não depois do que havia sucedido, aquela notícia de Rita Skeeter, era absolutamente revoltante, que ódio que ele tinha naquelas horas, como ela podia difamar o nome da sua mãe? Que nem esta ali para se defender? Já bastava o que tinha sofrido em vida, como para continuar na morte.

Conhecendo seu pai, com toda a certeza já teria descido o inferno na mulher e honestamente, ele não tinha pena.

Seu pai, seu olhar recairá sobre a carta que ele lhe enviara no aniversário , em resposta á sua, mas não conseguira responder ainda …

Ele não sabia que pensar, ele realmente queria aproximar-se mais dele, mas que pensar de tudo que já ouvira sobre ele, se bem que ele conhecia um lado que nem todos conheciam, mas que esperar de seu pai no todo, quem ele era? Isso apavorava-o mais do que queria admitir.

Sobre a matéria de sua mãe na revista independente de Rita Skeeter sabia o que ele iria fazer, essa víbora que havia sido demitida quando ele não era ainda nascido, do Profeta Diário, mas conseguiu uma indemnização choruda destes, com isso conseguindo abrir uma revista que muito infelizmente tinha sucesso, porque a verdade incontestável é que as pessoas amam uma fofoca, mesmo que não seja verdadeira.

—Scorp…

Ele erguera o olhar vendo Albus, que tinha uma expressão cansada, irada e irritada, arquejara a sobrancelha, olhando-o.

—Que aconteceu?

—James…- Não precisou ouvir mais, sabia com certeza que os irmãos tinham brigado, desde que Albus tinha calhado na Sonserina, tinha sido um tal desde sempre, James arranjava maneira de implicar com o irmão, conterá um suspiro longo, tentando manter o foco no que ele lhe dizia, mesmo sem cabeça para tal.

—Ignore-o…não vale a pena…e no fim de tudo é irmão…não é? E a sua irmã?

—Oh, Lily?- Scorpius assentira, olhando-o, ao que Albus fizera uma expressão mais suave, eles sempre se deram melhor com toda a certeza, a menina não se afastara do irmão só porque tinha virado Sonserino, como Rose Weasley havia feito e além de que falava com ele, o que era realmente surpreendente, uma Potter falando com o potencial filhote de Voldemort.- A Lily esteve ao pé de mim e me acalmou…

Scorpius dera um breve sorriso, vendo que Albus tirava da sua mochila os materiais para estudar, com uma enorme cara de sono, que fizera o loiro sorrir brevemente. Realmente, tinha muita sorte de ter um amigo como ele na sua vida.

—Vamos, Al…temos que estudar senão que será das notas nos NOM’s…

—Tenho ainda um ano para me preocupar com NOM’s…- Revirara o moreno os olhos, ao que Scorpius contivera o riso, porque o olhar da idosa Madame Pince não era de brincadeira, ao que voltaram a focar no que realmente tinham que fazer e estudaram, apesar dos resmungos de Albus e que ele lhe explicasse, o que pacientemente explicara, dando graças a Dumbledore, ter distraído a sua cabeça.

Isso pelo menos até de noite, quando adentrara seu dormitório, trata de sua higiene e deitara, ouvia o tique taque incessante do relógio, ele queria dormir e não conseguia, suspirando soubera que estava com insónia, olhara para seu malão aos pés da cama enorme, coberta de dossel verde e prata, erguera-se para ir tomar um pequeno frasco de poção de sono sem sonhos.

Seu pai que havia feito, quando soubera que por vezes, ele sofria de insónia, por intermédio de sua avó, ao que olhava com atenção, o frasco na mão e o que lhe preocupara mais cedo voltara.

Seu pai era óptimo em Poções, mas que mais? Porque ele nunca tentara aproximar-se mais do pai como a mãe sempre lhe tinha dito. Sua mente corria veloz pensando em tudo isso, quando lembrara-se do que vira na última memória que tinha visto da mãe.

Ele iria escolher o local onde eles teriam o seu segundo encontro, escolhido por ele, seria uma boa ver mais sobre o pai?

Bem, com insónia, ele já encontrava-se, mais um pouco acordado não faria diferença, no dia seguinte era fim-de-semana, não teria aulas.

Voltara a guardar o frasco no malão, pegando o pequeno diário de sua mãe, com um leve sorriso melancólico, era incrivelmente sádico como ele agarrava-se aquele objecto como se fosse a mãe viva, por mais que só fosse o receptáculo de suas memórias.

Fora para a sua cama, cobrir-se com as cobertas, resguardando seu corpo do frio, abrira o diário, pegando a sua varinha da mesa-de-cabeceira, pronunciara “memoriam cotidie” e novamente, sentira aquela sensação de cair dentro de algo.

Quando conseguira focar melhor o local, reconhecera instintivamente, era a sua casa…Mansão Malfoy, arquejara uma sobrancelha, como assim? Enganara-se de diário, pensara, mas rapidamente seus pensamentos foram absorvidos pela presença luminosa de sua mãe que estava dentro da mansão, estava falando muito simpaticamente com o elfo da casa, que lhe guiava até a sala de estar onde iria ser recebida.

Lá chegando, ele reconhece a presença da avó que avaliava a sua mãe de alto a baixo, como analisando as roupas meio trouxas da garota, tirando conclusões antecipadas, ele conhecia sua avó, até encontrar-se com o rosto dela iluminado e cumprimenta-la, não era a primeira vez que se viam pelos vistos, já que sua avó falara.

—Srta.Greengrass,que bom revê-la…

—Igualmente, sra.Malfoy, como vai o sr.Malfoy?

—Encontra-se bem, obrigada…- O rosto de sua avó suavizara, não era para menos, a pergunta de sua mãe era preocupada e genuinamente queria saber se ele estava bem, a que isso sem dúvida amolecera sua avó que sorrira mais abertamente.- Veio ver Draco?

—Sim, tínhamos combinado às oito horas, mas ele deve ter adormecido…decidi vir…

O rosto de sua avó parecera mais sério e muito preocupado, o que automaticamente preocupara sua mãe, que aproximara-se e segurara as mãos de Narcisa, que erguera o rosto para ela, vendo que a sua mãe questionava-se sem necessidade de pergunta que teria acontecido.

—Draco…não anda dormindo bem, na realidade…ele trabalha, absorve-se no trabalho para não dormir, srta.Greengrass…estou muito preocupada com ele…

Sua mãe tinha uma expressão preocupada, pensando sobre que sua avó tinha dito, pelo que apertara mais as mãos de sua avó, sorrindo um pouco mais como para animar a senhora.

—Vou subir se não se importa…

—Claro, querida…- E fora ai que definitivamente sua mãe havia conquistado sua avó, ainda lembrava o quão infeliz sua avó tinha ficado com a morte de sua mãe, realmente não gostava de todas as atitudes pró-trouxas de sua mãe, mas gostava imenso dela.

Vira sua mãe subir e seguira o caminho que ela seguira, analisando em volta, vendo que a mansão Malfoy naquele tempo era imensamente escura, fechada, cheia daqueles quadros de seus familiares que normalmente lhe recriminavam, por não ser como um Malfoy deveria ser.

Desviara-se dos seus pensamentos, quando ouvira o trinco da porta do quarto de seus pais ser aberta, na sua altura era de seus pais, aparentemente naquela altura era só de seu pai.

Vira sua mãe caminhar cuidadosamente, pegando a sua varinha e dando um pouco de iluminação no local que estava imensamente escuro, quando ela olhara em frente, vira seu pai dormindo atribuladamente sobre a sua escrevaninha elegante de madeira cereja, ele estava com seus cabelos desgrenhados e revoltos, coisa que era rara de ele ver, parecia respirar ruidosamente, gemendo em sonhos de mau jeito, parecia imensamente desconfortável.

—Não…Goyle…NÃOOOO…- Sua mãe tocara seu ombro, ele parecera tremer ao toque mas ainda dormia, pelo que o olhar de sua mãe ficara mais alerta, pronunciando um feitiço não verbal e buscando uma manta da sua cama, tapando-o, ao que seu pai encolhera-se dentro da manta, apreciando aquele quente repentino.- hmmmm…

Com isso, vira sua mãe sorrir um pouco, ainda em silêncio, olhara para o que seu pai estivera trabalhando e com alguma surpresa, vira que era seu processo inteiro, todo o histórico de seus familiares que estiveram doentes, desde á seculos atrás, uma lagrima cairá de seu rosto, demostrando naquele momento que ela cria que ninguém via, seu sofrimento e dor perspassando os seus olhos azulinos, vendo os rostos de seus outros familiares que não conseguiram escapar daquela maldição que lhes assolava o sangue. Scorpius engolira em seco, sentindo o seu rosto molhado sem que o desejasse ao ver a quão sua mãe havia sofrido, sabendo sobre a sua morte certa, ainda em vida.

Vira ela remexer nas outras pastas, mil e uma formas de a tentar salvar, com milhentas fórmulas de poções, mil feitiços e entre outros, isso emocionara ainda mais sua mãe, sem contar a ele mesmo, que não sabia que o pai tinha feito tanto e tentado tanto curar sua mãe.

Sua mãe pousara os extensos pergaminhos sob a mesa, tocando os belos cabelos loiros que seu pai possuía, com uma imenso carinho e atenção, vira ele remexer-se mais calmo e não já gemendo ou falando alto,até que fora abrindo os olhos e deslocando na direcção da luz, dando de caras com sua mãe, tinha um olhar que ainda não era daquele mundo, tocara a mão dela sob seus cabelos, com um olhar tão intenso e tão sério, que sua mae arrepiara-se, até que suavizara e abrira um pequeno sorriso sonolento.

—Astoria?

—Bom dia, Draco…

Fora ai, que ele começara a franzir o cenho, olhando-a mais directamente, arquejara uma sobrancelha.

—Astoria? Espera mas…- Fora ai que ele olhara seu quarto, olhara para a manta que o cobria e depois para ela novamente- Que estás a fazer aqui?

Sua mãe dera um largo sorriso, fazendo uma falsa expressão séria em seguida, ao ver que ele ainda não tinha entendido.

—Hmmmmmmm…olhe as horas?

Draco olhara na direcção do relógio de parede que tinha no quarto e ainda não estava a entender, vendo marcado nove e meia da manhã e quando a olhara-a, depois o relógio novamente, depois a si mesmo, vendo-se todo desarrumado e despenteado , abrira a boca e corara imenso, aquela cena fizera Scorpius rir-se com o coramento do pai.

Se havia algo que Draco Malfoy odiava, era chegar atrasado, era um Lord inglês devia de estar sempre a horas nos locais, pontualidade britânica no seu melhor e sem contar, desarrumado, nunca desarrumado.

—Perdão…devo ter adormecido…

—Notei…disse para estar pronta ás oito horas, sr.Malfoy…como pensa compensar-me?- Dissera no seu melhor tom de brincadeira, ao que seu pai sorrira mais calmo ao ver que ela não se chateara, conservava sempre seu bom humor, ao que ele sorrira mais largamente.

—Não estamos atrasados de todo, que tal um café da manhã que a senhorita irá escolher e depois iremos aonde eu planeei…- Dissera com o seu melhor olhar de mistério, ao que sua mãe rira-se mais animada e assentira. – A menos que já tenha comido…

—Sim, já comi, mas comerei de novo…vamos na pastelaria francesa que tem em Hogsmeade?- Dissera com o seu olhar brilhando, ao que ele rira-se com a sua animação, ficando muito mais leve.

—Qual é a dos Greengrass com a culinária francesa, já Theodore me fala que Daphne adora ir nesse local…ama tudo que é francês…

Sua mãe rira-se, olhando-o fingindo muita indignação.

—Simples minha família é originária de França, temos a tradição na família de conhecer a França, comer culinária francesa, não há um Greengrass que não tenha amor verdadeiro aos crepes franceses, ao Ratatui…é verdadeiramente divino… sem contar que quase ingressei em Beauxbatons, mas bati o pé e Daphne idem, de que queríamos ir a Hogwarts…ao...nosso pai…- Concluirá sua mãe com um sorriso adorável no rosto, ficando levemente triste ao falar do pai, ao que o seu, só fazia era admirar sem desviar o foco, chegando perto abraçara-a contra o peito, ao que sua mãe apertara no abraço, tendo os olhos fechados como aproveitando aquele gesto que era raríssimo, ele próprio podia contar pelos dedos quantas vezes o pai o abraçara espontaneamente.

Nisso, o olhar dos dois encontraram-se, quando sua mãe desfizera-se parcialmente do abraço, Scorpius não conseguia desviar o olhar, com algo de nostalgia, mas a porta abrira-se, ao que ambos desviaram-se rapidamente e formidavelmente, vendo entrar por ela, o sr.Lucius Malfoy, que ao ver que o filho tinha companhia ficara subitamente em silêncio, olhando-a e reconhecendo-a, com olhar meio de descrença, juntamente com algo de reprovação ao que Draco so sustivera o olhar dele, como dizendo que fazia ali, ao que Lucius decidira ignorar e sorrir algo cautelosamente.

—Bom dia, Draco…srta. Greengrass…

—Bom dia, Sr.Malfoy…- Dissera sua mãe com sua habitual simpatia, que parecia deixar seu avô com uma expressão ainda mais desagradável, quando recairá o olhar nas roupas trouxas que ela possuía, ao que Scorpius que mal conhecia o avô, porque ele morrera quando muito novo, não ficara mais contente de ver mais.

—Deseja algo meu pai…?- O tom frio empregue por seu pai era bem forte, que sua mãe olhara para ele, meio constrangida e ele também, seguido de um necessário arrepio, quando seu pai usava esse tom não era coisa boa, devia de ter reprovado as reacções de seu pai, sem dúvida.

—Não, era falar de algo importante sobre ontem a noite…mas depois falamos…- O olhar de seu pai não podia ter sido mais surpreendente, revirara os olhos assentindo e sr. Malfoy vendo a expressão do filho, não aprovara também mas calara-se saindo, dando um leve assentimento a sua mãe, pelo menos era educado com ela, mesmo não a aprovando, Scorpius vira claramente.

—Ahmm..- Começara sua mãe, olhando seu pai ao que este voltara-se na direcção dela, suavizando a expressão, sorrindo de leve.

—Pode esperar aqui, enquanto me troco no banheiro…?

—Ahm, sim…tudo bem…- Nisso seu pai dera-lhe um beijo na fronte, que a fizera corar de leve e sairá na direcção do closet do seu quarto que ela vira que era enorme, tirando sem muita surpresa, uma camisa e terno cortado preto, dirigindo-se ao banheiro e fechando a porta.

Ao que sua mãe passara a revista pelo quarto, admirando cada recanto, mas ao ver que estava escuro demais, abrira as cortinas do mesmo, vendo o quão…espartano era o quarto, ele lembrava-se de entrar muitas vezes no quarto dos pais e estava todo iluminado e cheio de cor, com muitas coisas novas, recheadas de arte bruxa, que a sua mãe amava e admirava, até mesmo após sua morte, seu pai conservara assim o quarto.

Naquela altura, era bem diferente, os moveis eram de uma madeira mais negra, só a escrevaninha era mais clara e mais moderna, resumia-se a uma longa cama de casal, com dossel preto, com cortinas mais pretas ainda, a mesinha do lado tinha um simples candeeiro que era ligado por Lumus, tinha um livro sobre medibruxaria e maldições raras, ao que sua mãe preferira ignorar e seu olhar concentrara-se em algo surpreendente, era um vira tempo, seria? Ele não conseguia ver com exactidão, sua mãe quando gravara a memória não focara direito.

Mas, de qualquer modo parecia surpreendida, com o objecto mas sua atenção fora desviada por um barulho que vinha do banheiro, ao que ela curiosa aproximara-se da porta que não estava devidamente fechada, observando pela fresta e mordendo seu lábio inferior com a visão que tinha de lá de dentro, seu pai pressentindo algo, olhara na direcção, apanhando-a pela certa ao que sua mãe corara imenso.

Ele aproximara-se da porta, sem a parte de cima ainda vestida, so de calça preta e os sapatos, com seus cabelos já devidamente arrumados.

—Precisa de algo?

—Hm, não…eu…hm, desculpa…

Seu pai alargara seu sorriso, num meio auto-suficiente, como gostando de a ver corada, algo que não surpreendera Scorpius nem um pouquinho, era um incrível deja vu.

—Não tem problema, de todo…

—C-Claro…- Sua mãe desviara-se da porta, indo sentar-se na poltrona preta, surpreendam-se, perto da janela.

Passado poucos minutos, seu pai já saira do banheiro devidamente aprumado e despachado, ao que sua mãe olhara na direcção sorrindo imenso, levantando-se indo ter com ele, chegando perto .

—Vamos indo?

—Vamos…mas temos que aparatar além dos portões…- Sua mãe franzira o cenho, olhando –o confusa, ao que este sorrira mais.- Barreiras anti- aparatação…meu avô colocou…

—Oh, entendi…

Nisso, saíram do quarto, descendo as escadas, ao que viram a sua avó que sorrira ao vê-los descer e ver o filho mais disposto, sorrira muito amigavelmente para Astoria, logo depois aparecera o sr.Malfoy olhando para a mulher e depois para onde ela olhava, ao que contivera a sua expressão, ficando somente serio vendo Draco descer com Astoria, definitivamente estava difícil de Scorpius ter mais gosto pelo seu avô.

Seu pai cumprimentara a avô, com um sorriso e quando olhara o pai, sua expressão ficara séria que nem a deste, parecia uma guerra de frieza pelo olhar, ao que ambas as mulheres presentes ficaram meio sem jeito.

Seu pai logo desviara-se, levando sua mãe com ele, na direcção da porta, caminhando para fora dos limites do território dos Malfoy, aparatando com ela, ao que ambos foram na dita pastelaria francesa, que Scorpius conhecia imensamente bem, sua mãe era adita dos doces e dos cafés da manhã que ali confeccionavam, suspirara nostalgicamente, quando vira seu pai sendo arrastado ao que fora, vê-los, ambos comeram e riram durante todo o café da manhã.

Depois disso, quando saíram, caminharam na direcção do centro de Hogsmeade, ao que sua mãe arquejara a sobrancelha, olhando-o fixamente.

—Onde vamos?

—Oras, curiosa, espere…

Ela fizera um biquinho, ao que seu pai olhava directamente, rindo de leve e levando-a consigo, até ao que parecia uma filial do banco Gringotts em Hogsmeade, indo buscar no seu cofre, uma espécie de bota velha, ao que sua mãe franzira mais o cenho.

—Toque na bota…

—Me recuso…- Tinha uma expressão de quem iria tocar, ao que seu pai rira-se mais.

—É seguro…

—Eu sei mas podia ter sido outra coisa, não …

—Podia mas não seria a mesma coisa…

—Ah, vá…- Sua mãe tocara a bota com algo de nojinho e depois seu pai, a imagem sumira em um twist de cores, até que quando voltara a aparecer, vira seus pais caminhando no ar e lentamente pousando no chão.- Odeio botão de transporte…

—Mas, não poderia aparatar sempre toda as vezes, ainda passávamos mal…á poucos dias fomos em Paris, não podíamos arriscar de novo…

Sua mãe assentira, sentindo todo o corpo estropiado pelos vistos. Mas, logo esquecera-se da dor ao olhar em volta e ver bandeiras roxas e amarelas e bandeiras verdes e vermelhas, abrira a boca, vendo vassouras esvoaçando sob sua cabeça e animada, dera pulinhos totalmente entusiasmada.

—Ahhh…não pode…

—Pode, pode…- Até Scorpius ficara entusiasmado com a animação da mãe, vendo em volta que era…

—O 430º Campeonato Mundial de Quadribol…sério, que tudo…pensei que não poderia vir, tinha a consulta com o Dr.Wilhelm…- Seu pai tinha um olhar culpado ao que sua mãe aproximara-se toda feliz e abraçara-o na espontaneidade.- Obrigada, Draco…

E no impulso, dera um selinho nos lábios dele ao que ele ficara meio corado com a reacção e que ela fizera, que quando ela ia-se afastar, abraçara contra o corpo não deixando que afastasse mais. Ao que o olhar deles tornara-se intenso um no outro.

—Não…obrigada você, Astoria…- Ao que esta sorrira, mais calmamente, alisando os cabelos dele distraída, ao que ele fazia carinho no seu rosto, ao que ela estava amando.

—Serão dois dias…

—Queria que o encontro que escolhi fosse épico…- Sua mãe rira-se e seu pai descera a mão do rosto dela, para o seu pescoço, alisando-o ao que o olhar de sua mãe fora ficando mais suave e aproximara-se mais, ao que seu pai fizera o mesmo e sem esperar por mais nada, a beijara ao que inicialmente fora tímido, pudera ver Scorpius, mas logo sua mãe entrelaçara suas mãos em torno do pescoço dele, aproximando mais.

— Você tem certeza? – O olhar dela perguntava bem mais do que aquela pergunta, ao que Draco alisara mais seus cabelos.

—Este momento aqui…é a minha única certeza, Astoria Greengrass…- Sua mãe engolira em seco, com leves lágrimas sob seus olhos, ao que seu pai limpara com carinho, beijando cada um, ao que a sua mãe não resistira beijando-o novamente e este correspondera.

No momento seguinte, já puxava seu pai novamente na direcção das milhentas tendas, cheias de cor e animação.

E novamente, aquela sensação de ser sugado para fora invadira Scorpius, que vira-se novamente no seu quarto na Sonserina, olhando o tecto.

Engolindo em seco, erguera-se da cama, fazendo pouco barulho, ainda era de noite e alta já, dirigira-se até ao salão comunal, onde redigira a resposta á carta de seu pai, sendo o mais sincero possível, mas nunca conseguia abrir-se por completo, ele queria tentar mas não conseguia.

Talvez um dia, ele conseguisse ter um terço da relação que tinha com sua mãe, com o seu pai. Talvez…

Notas finais
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