Daily Wishes

7 Seventh Wish- Just Make him Happy


Notas iniciais
Hello everyone, recuperando aqui..sempre que escrevo essa história, acabo chorando imenso e.e, é terrivel. Sim, passa-se no Natal, em respeito ao fio condutor da fic. Se encontraram erros, desculpem não tive tempo de revisar. Espero que gostem.

Scorpius retirava a sua gravata lentamente, um leve puxão distraído e desgraçara com o perfeito nó que a avó lhe tinha feito com esmero, á medida que a sua mente vagava pelos eventos da noite ainda presente.

Ao contrário do que ele pensaria, fora uma noite...agradável. Não sabia bem que pretendia quando aceitara o convite dos Potter- Weasley para passar essa data com eles, esperava na realidade tudo, afrontamento da Rose, olhares de esguelhas dos restantes membros e olhares de pena da Ms.Weasley e de desconfiança do Mr.Weasley, mas não fora isso nem de longe, fora incrivelmente reconfortante. Podia atribuir o facto de ser Natal, era uma noite em que a família se juntava a mesa e celebrava mais um ano juntos e comemoravam o facto de estarem unidos e em família.

E o que ele podia deduzir daquela família, era que realmente eles celebravam o Natal no seu melhor.

Um longo suspiro tomara conta do seu ser á medida que tentava deixar os pensamentos negros de fora, não estava sendo de todo fácil, por mais que se tivesse rido e não pensado no que mais lhe entristecia, naquelas alturas do ano, ele sentiria sempre uma incrível falta da mãe, perante os festejos em família que ele presenciara não podia evitar que o seu pensamento fugisse para o facto de mãe adorar aqueles eventos em família, Natal era sem dúvida a sua época do ano favorita.

Encaminhara-se para o banheiro, deixando cair a gravata conforme andava, e aos poucos tirando a restante roupa, conforme fechava os olhos ao entrar no duche e deixar cair a água morna sobre seus cabelos platinados e suas memórias vagavam pelo último Natal.

“ —ACORDA...

—AHHHH..- Ele dera um pulo enorme da cama, onde havia sido o fogo? Que acontecia de grave? Segurando o seu peluche em forma de furão, ele vira a sua frente , sua mãe rindo da sua expressão assustada.

—Desculpa meu filho...mas acorde que hoje é um dia especial...

—Especial?- Esfregava os olhos conforme deixava os resquícios do sono ir, sua mãe com aquela empolgação já não lhe deixava dormir novamente, e particularmente ele não o faria, amava ver a mãe sorrindo.

—É véspera de natal meu filho, temos muito que preparar...

—Como o que?

Ela colocara as mãos na cintura, fletindo o sobrolho, abanando comicamente a cabeça.

—Oras, Scorpius Malfoy....os doces, as comidas, ir buscar as últimas prendas...- Dito tudo de corrido, Astoria começara tossindo e Scorpius aproximara-se mais da mãe preocupado.

—Mãe, não deviamos deixar isso com a elf...

Ele nem terminara vendo o olhar fulminante da mãe que era um claro aviso, que não devia continuar.

—Não meu filho, feito por nós tem mais significado..

—Sim, mamãe e eu ajudo a senhora...

—Eu sei, meu filho...- Ela parecia algo mais pálida do que quando entrara, mas parecia determinada e nada demovia Astoria Malfoy de seus intentos, ele sorrira , colocando a mão sob o queixo.

—Mas compramos tantos presentes,quais faltam mamãe ?

—O do seu pai...”

—Scorpius...

Acordara subitamente dos seus pensamentos e memórias, vendo que já estava todo engelhado do tempo passado debaixo de água, recolhera a toalha limpando rapidamente e encaminhara-se para o seu quarto, devidamente tapado de cintura para baixo com a respetiva toalha. Só havia duas pessoas que entravam em seu quarto, sua avó e a elfa que conhecia desde pequeno.

Mas para a sua surpresa, quem vira entrar fora nada mais e nada menos que...

—Olá, pai...

—Não sabia se estava dormindo...mas como vi a luz acesa decidi vir ter com você...- Draco parecia meio sem jeito, ao entrar no quarto do filho olhando os cantos e estranhando alguns, como se ali não viesse muitas vezes, o que era o caso, seu pai não costumava vir ter consigo, contava nos dedos as vezes, que ele entrava no seu quarto, era mais comum quando a mãe ainda era viva, mas mesmo nessas épocas se encontravam nas refeições, mas nunca no quarto.

—Ah...esta tudo bem, pai?

Draco erguera o olhar para ele, como se agora o visse e desconectara o quarto.

—Sim, só queria saber...como correu a sua noite filho?

—Ahm...bem tendo em conta, que prometeu ir ...e não foi...

—Tive uns problemas nas empresas filho, me desculpe...

Ele sabia bem que aquilo não era real, era mais um desculpa para o pai isolar-se nessa data, noutra época provavelmente ficaria furioso por lhe mentir, mas naquele momento somente olhara para ele, assentindo, controlando o suspiro que desejava sair. Ele no fundo conseguia entender o porque dele não querer ir, percebia demasiado bem.

—Ok...correu tudo bem, pai...

Ele assentira de leve, olhando o filho e recuando na porta.

—Bem, vou deixar você descansar meu filho..boa noite.

Ficara olhando uns bons segundos para a porta, vendo o pai afastar-se e suspirara longamente como para espantar a tristeza que desejava sair. Vestira-se devagar, desviando os seus pensamentos para os eventos da noite, em como a Sra.Weasley fora simpática e o Sr. Weasley fizera o possível para o acomodar, sem contar que os jantares em casa dos Weasley, eram sempre animados, todos os filhos destes vinham com sua respetiva família, conversara bastante com Lilian, ela era de facto muito interessante, sem contar a mãe dela, Ginny Potter, só tivera que aturar sempre as alfinetadas de Rose Weasley, mas depois de uns avisos subtis da mãe Hermione calara-se. Ele ao passar o Natal com eles, notara sem dúvida, que os Natais em sua casa eram ligeiramente diferentes, mas sem dúvida, a dose de alegria era semelhante.

Fora até seu guarda fato, buscar algo em especial, dois presentes que tinha escolhido aquela manhã, numa última corrida desesperada as compras de natal, tinha esquecido completamente que se trocavam presentes, ao olhar o presente que havia escolhido para seu pai, não pode evitar soltar um sorriso algo nostálgico ao recordar como a mãe gostava desse ritual.

“ Scorpius olhava em volta na loja e pensava porque a mãe iria querer entrar na loja das Geminialidades Weasley, era algo inconcebível para ele, sua família era demasiado quieta, séria e discreta, tudo que aquela loja não apelava, voltara o olhar novamente para a mãe, bem ela era o completo oposto da família, sem dúvida. Ao notar seu olhar, a mãe voltara-lhe a atenção.

—Quando andava em Hogwarts, meu filho...amava vir nessa loja, mal abriu...ela é perfeita para algumas partidas de Natal...- Rira-se como a recordar alguma façanha que ele não sabia.- Adorava assustar sua tia Daphne...- Ele ficara surpreendido ao ouvir falar da tia, por algum motivo atualmente ela e sua mãe não se encontravam ou falavam, cada vez que perguntava a mãe, ela somente esboçava um sorriso triste e dizia que a sua tia não conseguia aceitar algo e que precisava de tempo. Com o tempo, fora aprendendo a não fazer perguntas. Voltara sua atenção a mãe, ela já estava de olho em algo.

— E o pai?

Ela começara a sorrir algo malandramente, até que lhe piscara o olho.

—Ele era o meu alvo favorito...

Ele começara-se a rir, ao pensar na mãe atormentando o pai, era algo digno de ser memorável sem duvida.

Sua mãe rira-se com ele, abraçando-o, ela amava abraços, era algo tão mágico, sentia-se sempre seguro nos braços dela.

—Qual quer escolher...?

Ele olhara em volta, e começara a percorrer todas prateleiras perfumadas e outras não tanto, até no tecto podia surgir o que lhe podia assustar. Até que ele olhara o logro perfeito.

—Esse aqui, mamãe...

Sua mãe rira-se imenso, até que assentira.

—Perfeito, meu filho...”

Com esse pensamento , descera as escadas indo de encontro ao pai, precisava de fazer isso, era algo necessário, era Natal ainda e Natal era em família. Fora ao sitio mais provável que ele poderia achar seu pai, de frente para a lareira com seu firewhisky com os pensamentos longe.

Quando chegara na sala, ficara levemente surpreso, realmente sob a mesa encontrava-se a bebida que ele havia pensado, só ao de leve tocado ainda estando cheio o copo, ganhando um tonalidade de laranja afogueado com o crepitar da lareira aquecendo a divisão e iluminando-a, mas seu pai não.

Ele encontrava-se de pé debruçado com a cabeça numa espécie de pia antiga em mármore toda entalhada em detalhes greco-romanos, cujo o centro era metal e com poderosos encantamentos, ele sabia o que aquilo era, era um pensieve*, uma espécie de recetáculo onde as pessoas guardavam preciosas memórias que não queriam esquecer.

Ficara ali na porta observando com atenção, vendo quando seu pai submergiria de dentro, o que viria a concretizar-se passado uns minutos, quando ele erguera o rosto parecia absorto em seus pensamentos, e ele sabia isso, porque seu pai não demonstraria tamanha tristeza, felicidade e dor no rosto se soubesse que ele estava ali.

—Pai..?

Rapidamente, vira seu pai a voltar violentamente a realidade ficando algo sério ao olhar para ele e reconhecê-lo, até que suavizara o rosto e deixara um leve sorriso no rosto, algo forçado notava ele.

—Desculpe, Scorpius não sabia que estava ai ...

—Devia me ter anuciado...mais cedo.

Um leve olhar culpado passara pelo seu rosto, até que arrumara sem grandes explicações, o pensieve. O que ele esconderia ali?

— Me diga então, filho...que aconteceu?

Ficara meio confuso com a pergunta, até que recordara-se de súbito que havia ido ali fazer, olhando suas mãos vira que por engano, havia trazido os dois presentes. Ficara levemente corado, ao notar que o presente que tinha escolhido para Lílian havia vindo com ele para baixo também, deixara sob a mesa onde encontrava-se o firewhisky.

—Era para lhe dar isso pai...

Dito isso, esticara um dos embrulhos, até que Draco pegara suas mãos, ficando surpreendido com o facto, não esperava que o filho tivesse comprado realmente presentes de Natal, começara a rasgar o embrulho até que vira que lhe tinha comprado, engolira em seco, controlando o ímpeto de começar a ceder ao lado mais emocional do seu ser.

Scorpius olhara a expressão do pai, tentando decifrar se ele gostara, mas como sempre ele não era o melhor avaliador de sentimentos alheios, não era bom nisso, até que sentira algo inesperado, dois braços esguios o rodeando e despertando dos seus pensamentos, era um abraço e era o seu pai abraçando-o, era tão raro esses momentos e tão ...preciosos notara ele, que algo familiar assaltara-o, a mesma sensação de segurança que sempre sentira com a mãe, sentia com ele agora, quando via que ele ia afrouxar, retribuirá o abraço apertando o pai.

—Lembrei que usas muito, e fui na loja que a mãe costumava ir e comprei...esses botões para o seu fato pai, não sabia se tinha...mas comprei...

O presente em questão, era uns botões de colocar no casaco de um fato, banhados a ouro com detalhes esculpidos, era um pássaro que estava inscrito, mas mesmo assim interessante e bonito.

—Sim, ela adorava comprar esses botões...depois de colocar um furão transfigurado em lenço para me assustar...ou pastilhas de aumentar o queixo..lá dos Weasley...era incrível...- Seu sorriso era ainda mais nostálgico, como se recordasse, sorrira para o filho, algo feliz, sim era isso pelo que podia identificar.- Obrigada, filho...não tenho nada para lhe dar, estive hoje no hospital...pediram que ajuda-se...

—De nada, pai...e não precisa...já tenho tudo que queria no Natal...- Ficara algo corado, não sabia como reagir quando o pai agia assim.- Bem vou me deitar...

—Claro...boa noite, filho...

Nisso, Draco sentara-se na poltrona de frente para lareira, como era o costume, até que quando ia pegar no firewhisky, deixara algo cair ao chão, algo que ele não sabia que ali estava, era outro presente, ele franzira o cenho, não se recordava de ter sido ele a colocar ali. Puxara para perto da luz para ver, vendo num pequeno cartão, a letra do filho e algo que lhe surpreendera.

“ Para Lilian Potter, com carinho

Scorpius “

Que estranho, ele tivera no jantar de Natal dos Weasley-Potter, como não dera o presente? Ficara olhando até que algo lhe transcorrera no pensamento, será que ele ficara envergonhado de lhe entregar o presente ou ele gostava dela?

Olhando o presente mais focadamente, como se reconhecesse uma verdade difícil de ignorar, deslocara seu olhar para a pensieve, deixando seus pensamentos vagarem no sétimo desejo que ele recordava-se que Astoria lhe havia cobrado e que curiosamente tinha sido o que havia visto.

“ Era uma noite algo gelada, isso ele sabia, sentia suas mãos dormentes, tamanho era o frio, colocara suas mãos na curta pausa que tinha perto da lareira, para ver se aquecia, aquele turno natalício tinha tanto de cansativo como de reconfortante, suspirara longamente, pensando em sua cama que ainda demoraria a deitar-se mas que sentia imensas saudades, seu dia hoje havia sido especialmente dificil. Saíra, indo até ao andar superior de St.Mungus que era comumente a maternidade, onde mal entrara, os choros eram inconfundíveis, não sabia o que o guiara ali, mas sempre sentira uma certa paz, vendo bebés recém-nascidos, como se eles fossem a vida, a longa vida que tinham pela frente e o mundo onde ele se movia era o mundo onde a vida acabava. Sua caminhada terminara perto do berçário, vendo muitos dormindo, outros despertos comendo os pequenos punhos Um toque no ombro despertara-o da sua observação, olhara para o lado e surpreendera-se com a sua paciente favorita, entenda-se sua Astoria levantada quando ele havia dito para ela dormir e descansar, sorrindo algo contente e feliz.

—Astoria...- Sua voz começara repreensora, mas ela colocara um dedo sob os seus lábios e ele calara-se algo momentaneamente.

— Já sei...que devia de estar dormindo mas não resisti...

—Porque?

—Eles são tão maravilhosos...queria muito ser mãe um dia...

—Mas, você sabe que devido a sua doença...

Seu sorriso ficara algo sombrio e meio triste, ao que focara nele intensamente e fora alargando o sorriso cada vez mais.

—Eu não quero saber...

—Astoria...

—Draco...minha maldição não tem cura...temos que enfrentar isso e eu quero viver plenamente...e sem arrependimentos...- Nisso esticara-lhe um papel, que ele reconhecera o seu mentor, que dizia expressamente que a doente saia sob termo de sua responsabilidade do Hospital St.Mungus. Faltava a sua assinatura, ele focara o seu olhar que no tempo que a conhecia, raramente ficava sério, mas nesse momento estava.

—Não...

—Sim...prometeste-me...o sim...recordas?

E vagamente recordara-se que no campeonato do Mundo de Quadribol, ele o fizera e sentira-se algo zangado e irritado, por ter concordado, pegara algo trêmulo no papel, como se estivesse assinando a sentença de alguém, sentira uma mão apertar a sua, aquela mão lhe transmitia paz e força, ele não queria, não aceitava.

—Astoria...

—Por favor...assina...

Nisso, ele focara seu rosto, vendo uma enorme tristeza e dor, nunca no tempo que ele a conhecia vira essa expressão, ela sempre fora imensamente forte e sorridente mesmo nas piores circunstâncias e agora deixava ver esse lado vulnerável do seu ser, seu coração encolhera de tal forma, que começara a assinar, lhe devolvendo o papel em silêncio, ela lhe devolvera um sorriso triste.

—Eu sei o que te pedi para fazer...mas sei que me entende...

Ele engolira em seco, não respondendo, nem mesmo quando ela tocara seu rosto, afagando ao que ele somente segurara sua mão, apertando entre as suas.

—Me promete algo mais...

—Não se consigo nesse momento, prometer algo mais...

—Então um desejo...

—Desejo?

—Meu sétimo desejo, Draco...

—Qual seria?

Vira ela deslocar o seu olhar para os bebés que remexiam-se na fileira da frente, algo irrequietos, como se preparando para chorar, ele seguira o seu olhar deixando que o silêncio continuasse entre os dois.

—Se um dia tivermos um filho, me prometa que fará tudo a seu alcance para fazê-lo feliz...não deixe que cresça como nós crescemos.

Ele nada dissera, somente assentira, não sabendo exatamente como cumprir esse desejo, mas ele encontraria um jeito. “

Nisso, ele erguera-se, indo na sua secretária escrever uma breve nota, mando pela sua coruja com algo de urgência, mais rápido do que pensava surgira a resposta, ao que ele sorrira de leve ao ver, suspirando algo pesadamente ao sair da Mansão, em meio ao terrível frio que fazia, até chegar nos portões e aparatar no sitio pretendido, era um área amigável e familiar, conhecida por ele a relativamente pouco tempo, como Godric's Hollow, abanara de leve a cabeça, quando começara a andar até perto de quem ia encontrar, estes deram conta da sua presença, ao que uma ruiva algo conhecida, chegara perto dele, com um sorriso subtil.

—Boa noite, Draco...

—Boa noite, Ginny...

Ao que dito isso, o marido de Ginny, conhecido por todo o mundo como sendo, Harry Potter, aproximara-se da esposa, segurando o que ele reconhecia como sendo a sua carta, olhando inquiridor, perguntando o motivo da convocatória naquela hora algo tardia, ao que Draco estendera o presente de seu filho nas mãos dele.

—Faça-me esse favor, Potter...

Ao ler o que dizia o papel, Harry dera um leve sorriso, assentindo ao que mostrara a Ginny que dera um sorriso iluminado.

—Sem dúvida, Malfoy...feliz Natal...

Draco dera um leve assentimento, vendo os dois afastarem-se e indo para sua casa, começara a caminhar até aparatar num sitio que tristemente fora ficando muito familiar, o cemitério onde os membros de sua família era enterrados, até chegar no que pretendia e engolir em seco, juntamente com o choro que ameaçava sair.

—Está feito...meu amor. Feliz Natal.

Notas finais
♥ ;)