Daily Wishes

8 Eighth Wish- Try to live without me


Notas iniciais
Hello pessoinhas, eis aqui atualizando Daily Wishes, um dia depois de meu aniversário, a quarentena nos obriga a ficar em casa nos resguardando e enfim, como vem a inspiração nós escreve e chora uns rios, essa fic um dia me mata eoe de verdade! Revisei, mas pode acontecer de ter erros! Hope you like it!

A aurora acabava de nascer no horizonte iluminando o bairro de Wiltshire, conhecida no Mundo Bruxo, como o lugar por excelência dos ricos e poderosos que viviam no Reino Unido, numa mansão escondida na penumbra e rodeada de altas árvores, encontrava-se uma família que ainda dormia naquela hora matutina, e em particular num escritório, encontrava-se um homem loiro dormindo de mau jeito numa poltrona defronte para uma lareira acesa, esbracejando no sono como se este não estivesse sendo tranquilo.

—Está falhando, Draco...neste desejo...Scorpius também, precisa ajudá-lo e se ajudar, meu amor...

Draco ouvia esta voz melódica e doce no ar, ele ia jurar que havia adormecido algures no escritório mas ali estava ele ouvindo vozes, seria que finalmente estava ficando louco?

Não, ele tinha a certeza que era isso mesmo, não se lembrava de acordar ou o teria feito? Abrira os olhos e vira aquele sorriso e aquela vivacidade sob seu corpo belo e delgado, longos cabelos pretos que caiam vertiginosamente ao sabor do seu movimento, mas ele sabia que não podia ser real, pois ela estava translúcida, como um fantasma.

—Astoria...

—Draco...

—Como é possível?

Ela sentara-se perto de si, na outra poltrona, sorrindo mais largamente.

—Está dormindo, por óbvio está sonhando...não acha meu anjo?

Draco engolira em seco, claro era a única explicação lógica, afinal, ela estava longe do seu alcance já fazia algum tempo, para sua própria infelicidade.

—Porque está aqui?

Ela sorrira ainda mais, esticando sua mão na direção da sua perna sem deixar de olhá-lo, ele não conseguia desviar o olhar por mais que tentasse, ele queria tanto tocá-la que fosse real ao menos aquilo, mas tinha medo se esticasse a sua mão e ela desvanecesse do ar.

—Está falhando no que me prometeu Draco...

—Como assim?

—Precisa de continuar vivendo...sem mim...e não está tentando...

Ele desviara o olhar por vez, encará-la lhe dizendo aquilo doía. Ela pressentia, Draco sabia, pois ela aproximara-se ainda mais, ajoelhando-se aos seus pés, forçando-o a olhá-la.

—Astoria...

—Draco, eu morri ...você precisa aceitar...e seguir em frente, você não o está fazendo, nosso filho também não...

—Como?

Aquela pergunta estrangulava-lhe na garganta, essa era a realidade sobre tudo aquilo. Como ele faria isso? Ele não tinha uma resposta. Ele daria tudo que tinha só por mais um momento com ela.

Focara novamente em seu rosto, vendo que ela diminuía o sorriso gradualmente, aproximando a sua mão translúcida e fantasmagórica de seu rosto, alisando ao que ele fechava os olhos esperando sentir aquele toque. Mas, nada...o vazio que sentia no peito lhe pregara uma pancada, o desespero ameaçava tomar conta de si.

—Não tenho uma resposta para isso, meu anjo...mas se tivesse te daria. Mas, você tem que me esquecer …

—Nunca que conseguirei fazer...

Seu rosto ficava triste gradualmente, á medida que aproximava e o abarcava nos braços, mesmo sabendo que não era real, ele apegava-se como se fosse, ele queria tanto, por Merlin, aquilo era enlouquecedor.

—Te amo Draco, e sei que o fará ...eu te conheço melhor que ninguém...

Ele limitara-se a assentir, mas sentia tudo ficar vazio e escuro, como um rodopio gigante que absorvia a paisagem , a luz e a ela, ele gritava por ela, mas ela já estava longe.

Abrira de súbito os olhos, ouvindo algo estilhaçar no chão, suponha que fosse o cálice do licor que havia bebido ontem, mas não focara nisso, focara na sua mãe, vendo ela o encarando com a mão na boca, com os olhos cheios de lágrimas. Que teria passado?

—Mãe, está tudo bem? Que aconteceu?

—Você...meu filho estava gritando pela Astoria...

Percebera então a aflição da mãe, ao que desviara o olhar, até que controlara melhor a sua entorpência, forçando um sorriso a esta, abraçando-a, ao que Narcisa não recusara, apertando o filho nos braços. Aquele abraço tinha o poder de o confortar, nos piores momentos de sua vida, na época de Voldemort e Dumbledore havia sido esse abraço que o havia sustentado por muito tempo, mas dessa vez parecia que não era o suficiente. Ele temia que nunca mais fosse ser o suficiente para aquela dor que o consumia.

—Está tudo bem, mãe...

—Draco...

Mas, a conversa não prosseguira, vira alguém entrar exultante pela porta a dentro ao que ambos se assustaram olhando na direção, era Scorpius.

—Meu filho?

—Foi você não foi pai?

Draco arquejara um sobrolho, olhando o filho como não entendendo. Que ele estaria falando?

—A Lily me mandou um presente e na carta que mandou...disse que adorou que eu lhe dei ...foi você não foi?

Finalmente, havia entendido o entusiasmo do filho, ao que ficara meio corada, sob o sorriso da mãe e olhar divertido e alegre do filho.

— Talvez...

—Pai...

—Sim...fui...que está esperando?

Scorpius olhava o pai, meio interrogativo, como não entendendo, ao que apontara para o que o filho tinha vestido, que era o pijama de tonalidade preta e tinha um presente por abrir e uma carta na mão com o lacre rompido.

—Como assim, pai?

—Convide-a para sair...

Seu filho ficara corado, olhando-o e mordendo o lábio com alguma força. Draco fixara-o, notando as suas reações e se havia pessoa que conhecia bem, era seu filho e sabia intuitivamente que ele tinha.

—Hm...ok pai...e ...obrigado...- Sorrira ao pai, indo perto abraçando e dando um beijo no rosto da avó, saindo em seguida, correndo na direção das escadas.

Draco ficara olhando o filho se afastar, percebendo que ele não tinha uma ideia de como o fazer.

—Me lembra tanto você , meu filho...

Olhara a mãe sorrindo com a afirmação, não respondendo, ao que lhe beijara a fronte e lhe desejando uma boa manhã, subira nas escadas, tomara um rápido duche e tratara de sua higiene pessoal, trocando de roupa, ignorando as enormes dores de costas, definitivamente precisava de dormir melhor e numa cama de preferência.

Saindo todo aprumado e direito como um bom Malfoy, prosseguira o caminho na direção do quarto do filho, quando abrira a porta, vira-o sentado e encostado num almofada na cama, debruçado no diário da mãe, ao que suspirara longamente.

—Filho?

Scorpius dera um susto, com certeza absorvido na leitura, ao que o fixara e sorrira meio sem jeito.

—Pai...não o ouvi...

—Eu sei ...não ia escrever para ela...para Lily?

O loiro ficara meio corado, como se tivesse sido pego num travessura, ao que olhara o pai e aquele entendimento que só eles podiam ter transparecia, ao que Draco pegara o diário que o filho lhe passou.

—Que passagem está lendo?

—Do oitavo desejo que a mamãe pediu...reparei que não tem mais...

Draco sorrira de modo meio triste, fixando-o e suspirando longamente.

—Porque sua mãe me incumbiu de ...te falar pessoalmente, meu filho...

O Malfoy mais novo ficara admirado, olhando o pai, como esperando que ele revelasse, ao que este sorrira despenteado o cabelo do filho com a mão que tinha livre.

—Esses dois últimos...terá tempo para eles, meu filho, um de cada vez...mas me diga meio complicado esse não...o oitavo desejo dela...

Scorpius não respondera, limitara-se a assentir e mordera novamente o lábio inferior, era um claro sinal que estava nervoso e o pai sabia, sentara-se perto dele .

—Ela saberia que me dizer, sobre sair com a Lily...onde ...como..ahm...eu tento pai, mas sempre me pego pensando ...hmmm...

Draco pressentia o que estrangulava a fala do filho ao vê-lo ficar com os olhos rasos de água que não caia, somente o puxou para o seu abraço e o deixou ali, sentindo seu ombro ficar molhado das lágrimas silenciosas que caiam , esperou ele se acalmar e terminar de falar.

—Eu...tento todos os dias...e dou por mim, voltando a esse pensamento...e ela pediu isso mesmo?- Dissera com a voz fungosa ao pai, que limitara-se a assentir.

—Sim...ela o falou...no dia em que vínhamos...da ala das crianças com doenças terminais de São Mungus...me lembro de ter ficado tão...

E a mente de Draco vagava nessas memórias conforme contava ao filho.

“ _ Porque quis vir aqui, Asty? De todos os locais...ver do buffet do casamento, ver as pirâmides do Egipto...

Astoria sorrira, caminhando alegremente com muitos bolinhos de abóbora, sucos e chocolates em diversas sacolas flutuantes. Ele não podia evitar sorrir perante o seu contentamento. Ela olhara-o, sorrindo imenso, chegando na porta, sendo recepcionados por uma das enfermeiras que saia e reconhecia os dois. Lembrava dela, chamava-se Lory, senão se equivocava.

—Astoria...porque não me surpreende que venha aqui...

—Porque prometi aos meus amiguinhos que viria...e não poderia deixar escapar a oportunidade de vir...

A enfermeira concordara, sorrindo e dando-lhes passagem. Dera um aceno a ele, ao que ele retribuira. Conforme andavam, via meninos e meninas ora flutuando, ora correndo na direção de Astoria, ignorando os protestos ora de pais ora de médicos e enfermeiros, o grito era geral “ A moça...voltou...”

—Como não poderia e trouxe um amigo comigo...ele prometeu ler a história dos três irmãos, da coelhita babita para vocês...

Olhara-a meio estranhando, como não entendo que ela queria dizer, até que das sacolas que ela trazia, tirara de lá um exemplar dos contos de Beedle, o Bardo.

E fora assim passada a tarde, de volta daquelas crianças que o ouviam ávidas e comiam contentes.

Quando estavam voltando, ela o pegara na mão e desaparatara, ao que ficáramos olhando para uma pizzaria que havia aberto na vila de Hogsmeade.Todo mundo que passava na frente do local, olhava com alguma desconfiança, afinal além de trouxa aquela comida, era alguma novidade no local.

—Eu o levei lá e não escolhi outros lugares ou outras coisas...porque para eles e para mim, Draco os momentos importam...as pessoas que estão connosco importam...além de que estou dando algo a você...

—O que ?

—O que fazer quando me for...como pode me honrar, Draco...

Ele ficara meio irritado naquela hora, ameaçava explodir ao ouvir a menção dela á sua morte, ao que ela pressentindo a tempestade, o abraçara com força, o calando mal ia começando a falar.

—Tem que tentar viver sem mim, Draco...esse é meu oitavo desejo...precisa tentar viver sem mim...

Ele não queria debater sobre isso, não agora ao que assentira e ela sorrira, ele erguera a sobrancelha, olhando-a.

—Amo uma pizza...é lindo como tudo cabe em cima de uma pedação de pão...bora...encher o buchinho, Draco...

Ele não podia deixar de rir com o entusiasmo dela, nunca na vida tinha comido Pizza, mas essa era sua noiva sempre o levando aonde ele nunca havia ido.”

Scorpius ouvia com atenção o que o pai lhe contava, até que este sorrira , olhando a carta que ele havia aberto de Lily Potter.

—Eu não a conheço, mas sei que sendo Potter deve ter...bom coração, não é mesmo?...Porque não a leva na pizzaria?

O loiro ficara pensando e encarando o pai, seria realmente o melhor sitio para a levar? Ou pior, será que ela viria? Todas as inseguranças assaltavam o Malfoy mais novo, que não sabia como reagir.

—Será que ela aceitava vir comigo, pai? Eu não sei...

—Só saberá se tentar e se a sua mãe estivesse aqui era o que ela diria...não é mesmo?

Olhara para o pai com uma atenção que acreditava que não o fazia ao tempo, parecia-lhe diferente de uns tempos para cá, sentia que podia confiar ainda mais nele, ao que animara-se em pedir-lhe algo.

—Pai, posso pedir algo?

—Diga, se puder...

E novamente, mordiscara o lábio, ao que ele sorrira de modo confortante, que fizera o filho relaxar.

—Pudemos ir visitar as crianças do hospital, pai? Eu gostaria de honrar a mamãe, desse jeito...ela iria gostar.

Draco ficara olhando-o, desde que a mulher havia morrido que ele não havia ido lá, realmente ele estava falhando no que lhe havia prometido, não estava tentando o suficiente viver sem ela, não estava fazendo o que ela lhe havia pedido, ficara uns bons segundos o olhando até que assentira, despenteando novamente o cabelo com algum protesto da parte do filho.

—Vamos, meu filho...precisa se ajeitar e mandar uma carta...vamos de tarde. Depois desça para tomar o café da manhã...

—Sim...- Ele levantara igual relâmpago, indo para o banheiro privativo que possuía no quarto, ao que Draco levantara-se saindo para fora, deixando ele se aprontar.

E o dia passara relativamente tranquilo, até chegar á tarde, aparataram para Hogsmeade, indo na loja de Doces Dedos de Mel, comprar toda a doçaria existente e mais sucos, ao que Scorpius parecia contente e feliz, ao que ele sorria para o filho, animado de o ver feliz, começava aos poucos entendendo que ele precisava de seguir em frente pelo filho, ainda precisava dele e do seu apoio, vê-lo feliz o deixava imensamente satisfeito consigo mesmo. Como se essa fosse a sua missão de vida.

Ao ver o filho caminhar contente e feliz, erguendo as sacolas no ar, a lembrança de Astoria fazia-se ainda mais presente, eles eram tão parecidos, sua mãe não tinha razão, ele era mais parecido com ela, sem sombra de duvida e ainda bem. parecia ter parado a pensar sobre isso, pois via o filho olhar para trás, interrogativamente.

—Vamos...?

Ao que ele assentira para ele pegando em seus braços e aparatando os dois em direção de St.Mungus, se dirigindo ao local que ele não ia á muito tempo, por Merlin, notava que sentia alguma falta de ali voltar. Ao chegar lá foram recepcionados por ninguém menos, que Lory que ao vê-los, sorrira com alguma surpresa.

—Á quanto tempo, sr.Malfoy...

—É verdade...trouxe o meu filho comigo..- Ela olhara na direção de Scorpius que a cumprimentara e ela retribuirá, olhando por uns segundos para ele como reconhecendo algo ali, desviando o olhar para Draco que acentuara o seu sorriso, era o que ambos concordavam sem dúvida.

E o dia passara-se muito bem, entre risos, doces e gargalhadas a quem precisava, vira o filho saltar de animação literalmente, quando chegavam nos jardins da mansão e assustavam os pavões albinos de sua mãe, tudo porque uma coruja havia chegado e trazia a resposta que ele ansiava.

—Ela aceitou pai ir na pizzaria...diz que era muito legal conhecer...

—Viu...é um Malfoy, meu filho...ninguém nos recusa...- Scorpius rira-se, assentindo e entrando na mansão correndo, indo responder.- Veja o dia que vai...retorna a Hogwarts dentro de dias...

Ele gritara lá de dentro , confirmando que tinha ouvido. Draco aproveitara para ficar um pouco lá fora, indo nos jardins admirando a beleza invernal das flores que resistiam ao frio Inverno, fixando nas coroas imperiais que cresciam num ambiente isolado e protegido, haviam sido criadas por Astoria, que as havia protegido numa redoma mágica, eram flores que não lidavam com o extremo frio e o estranho é que não haviam desvanecido, como se conservassem alguma magia especial, mesmo após a dona dela ter partido, sorrindo com o brilho destas, sussurra algo a si mesmo.

—Vou tentar, meu amor...

Mesmo que não pudesse ver, uma figura translúcida o observava com um longo sorriso, parecia ter observado tudo que havia acontecido ali e sumindo no ar gradualmente,somente sua voz sussurrava ao sabor do vento que corria por Wiltshire naquela manhã.

—Eu sei...

Notas finais
Até a próxima! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.