Daily Wishes
2 Second Wish- Clothes Change and Candy Distribution?
Notas iniciais

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Scorpius acordara e notara que o Sol já ia alto, sentindo todo seu corpo dolorido, como se um trasgo tivesse passado por cima de si, seus olhos doíam e pesava-lhe a cabeça, provavelmente por ter chorado até dormir.
Amanhã faria exactamente um ano que sua mãe tinha morrido, um ano que não a tinha perto de si, sorrindo sempre quando ele estava em baixo, indo consigo para as cozinhas e fazer muitos bolos, sua mãe amava doces mais do que tudo, ou então vindo com ele para os jardins, correr com ele perseguindo os pavões albinos que sua avó Narcisa amava muito.
Ao pensar nisso, mais lágrimas caiam de seus olhos, ele sentia que nunca iria recuperar daquele vazio opressor que lhe comprimia a respiração, fazendo que cada dia fosse ainda mais difícil levantar da cama, encarar cada rotina e cada olhar de lado, tudo porque ele era odiado e muitos sussurravam sobre ele ser o misterioso filho de Voldemort.
Ele odiara e sentia-se mais em baixo com tudo isso, não por ele, que pouco ou nada se importava com a opinião dos outros, mas porque isso havia entristecido a sua mãe, mesmo que perto dele não o demostrasse, mas ele sabia, entristecia-se por isso.
Só ele e seu pai sabiam o quão doloroso e sufocantes, esses rumores afectaram Astoria, seu pai revoltara-se e ele sabia que era mais consigo mesmo que outra coisa, porque o seu passado que contribuirá para a fama que sua esposa tinha ganho e ele simplesmente ficava triste e sempre estava perto da mãe, ela sempre sorria-lhe e o abraçava, dizendo que estava bem quando ele sabia perfeitamente que não estava.
Com essa rotina infeliz e com um esforço enorme, Scorpius erguera-se da cama, olhando novamente para pensando se não podia deixar-se ficar, ele não queria encarar aquele dia e nem ninguém.
Mas a promessa que fizera a mãe, ele não podia quebrar, havia prometido que iria viver e ele teria que o fazer por ela.
Felizmente, era fim-de-semana, ele podia perfeitamente ir no Salão principal e voltar para o dormitório, tratara de sua higiene pessoal e descera sem muito ânimo, somente com a expressão séria e desanimada.
Fora esse seu plano e assim o cumprira, mas mal adentrara o dormitório, seu olhar recairá sob o diário da mãe, ele já não o pegava á um tempo, engolindo em seco, pegara novamente, olhando sua cama mas uma súbita memória fizera-se presente em sua mente e ele fora caminhando para fora conforme recordava.
“ Ele não tinha mais de uns oito anos, encontrava-se com uma versão ilustrada de “Hogwarts: Uma História”, ele queria muito ir para lá desde que dera sinais de magia aos seis anos e seus avós e pais ficaram felizes, ele corria muito animado querendo saber, qual era o local preferido dela.
Ofegante e com seu cabelo loiro caindo para o lado, ele havia chegado nos jardins, vendo a sua mãe observando e dando de comer aos pavões albinos que seu pai também tinha comprado para ela, ao ver que ela amava.
—Mama…
Ela voltara seus brilhantes olhos acastanhados na sua direcção, sorrindo imenso e o chamando para perto. Ao chegar perto dela, via que sua mãe tinha leves pálpebras escuras nos olhos, mas ela era muito linda aos seus olhos.
—O que se passa, meu raio de Sol?
—Qual era o teu local preferido em Hogwarts, mama?
Ela olhara-o e colocara seu dedo indicador sob o queixo, olhando para cima, pensativa até que com um longo sorriso, dissera:
—O Lago negro…
Ele surpreendera-se, afinal la habitava a temível Lula Gigante.
—Mas, não tinha lá um bichinho mau?
—Não, ela é muito querida quando te dispões a ouvi-la, meu filho…todos os seres vivos tem uma voz única…e a Lula Gigante amava seu sossego, dai que ela podia não gostar de pessoas á volta,mas eu realmente amava o lago Negro… “
E com um longo olhar para o Lago Negro, suspirara dolorosamente, ele procurara uma árvore para sentar-se e acomodar, assim o fizera, vendo um longo tentáculo vir á superfície da água do lago e voltar para dentro.
Com um toque na capa de couro, abrira-a , vendo a próxima data que tinha para ler “ 2 de Abril de 2002”, mas um estranho pergaminho estava sob as páginas, ele vira a elegante e cursiva letra de sua mãe, tinha somente duas palavras: “Memoriam cotidie” , que traduzido do latim, que ele estudara no Colégio trouxa antes de ingressar em Hogwarts, seria “ Memórias no diário”, ele olhava atentamente e virara o pergaminho não vendo nada, seria um feitiço?
Ele pegara a sua varinha, tocando o diário na sua frente, na página do dia 2 de Abril de 2002 e sussurrara as palavras “memoriam cotidie” , ele vira uma forte luz tomar conta dele, fazendo-o fechar os olhos e quando os abrira, mergulhava directamente numa mansão, que ele reconhecera como Mansão Greengrass.
Ele caminhara pelos familiares corredores, mas ele estranhara a decoração, sua tia Daphne e seu tio Theodore haviam mudado para a mansão, que ficara inabitada desde que a sua avó havia morrido, a decoração era mais actual que aquela que parecia mais antiga.
—Bom dia, srta. Greengrass…- E o coração dele dera um pulo, era a sua mãe, elegantemente vestida em suas jeans e blusa simples, sua mãe tinha um senso de moda bem trouxa que a sua avó nunca aprovara muito mas também nunca dissera nada.
E quem falava para ela, era seu pai, havia reconhecido a voz e o sorriso que ele tinha no rosto, era algo que lhe fazia falta agora que via, era aberto e bem- disposto, como de felicidade.
—Bom dia, Sr.Malfoy… posso fazer um pedido?
—Sim…diga por favor…
—Posso chamá-lo de Draco?
Ele rira-se de leve, e Scorpius ao ver, dera um leve sorriso triste, ele não sabia o que era ver o pai rir desde que a mãe se fora, nunca mais lhe vira um sorriso ou riso, parecia que a felicidade do pai tinha ido com a mãe, mas ele entendia isso muito bem, afinal, ela era a luz deles.
—Pode sim, posso chamá-la de Astoria?
Ela retribuíra o riso, confirmando e aproximara-se dele, entrelaçando o seu braço no dele, analisando-o de alto a baixo.
—Draco, hoje quero o meu segundo desejo…
Ele sorrira ternamente, assentindo. Scorpius dera um sorriso nostálgico, vendo os dois, como ele tinha saudades desse amor que os dois transpareciam pelos olhos, só de se verem na mesma divisão.
—Mas primeiramente, quero uma mudança de guarda roupa irá ser preciso…- Ela rira-se puxando-o , consigo e aparatando, ao que o cenário da memória mudara e eles estavam agora numa loja filial em Hogsmeade de Madame Malkin, Trajes para todas as ocasiões.
Sua mãe puxava o seu pai para cada traje diferente, analisando o que melhor lhe cairia.
—Ah, ideal…
—Ahm, não sei se ficaria bem…
—Oh , é uma camisa azul acinzentada com uns jeans descolados, ficaria muito bem e realçara seus belos olhos, meu estimado doutor…
—É especialista em moda, Astoria?
—Não, minha área é outra…
—Qual?
—Eu…irei mostrar…- Dissera num tom misterioso, ao que ele arquejara a sobrancelha, mas não tivera tempo de perguntar mais nada, pois fora arrastado para um provador de roupa, entrara e vestira, ao que ele sairá vestido, dando uma volta ao que sua mãe rira, com a expressão de galã que ele fizera e assobiara em brincadeira.- Muito bom, está muito bonito…
Seu pai sorrira, olhando-a encantado, ele já amava a mãe desde essa altura, pelo que podia ver e ela a ele, era bem plausível. Mas, ele também era novo não entendia tanto assim de amor.
—Bem, só ir pagar…
—Nem, eu que convidei e arrumei a roupa, eu que pago…- Seu pai voltara-se para a sua mãe, escandalizado como dizendo : “ Onde já se viu uma dama pagar a conta? “ ao que a sua mãe devolvera um olhar determinado “ Os direitos das mulheres bruxas já foram alcançados á umas boas décadas, entre elas, pagar as nossas contas…e ofertar presentes. “. Aquela guerra de olhares, deixara Scorpius sorrindo mais largamente, era um incrível deja vu.
No final , como sempre, sua mãe vencera e seu pai sairá vestido com a sua nova roupa e a sacola com sua roupa elegante e preta , ele parecera contrariado mas nada dissera.
Ambos caminharam e iam conversando trivialidades e sobre o tratamento médico que ela teria que fazer, que tentava esquivar-se e seu pai notava claramente, até pararem no Doce dos Duques e seu pai arquejara a sobrancelha.
—Será necessário…- Fora o que a sua mãe lhe dissera num tom bem misterioso e brincalhão, ao que ele não conseguira evitar a curiosidade.
—Mas onde iremos?
Sua mãe colocava para uma longa sacola que a atendente lhe tinha dado, varinhas de alcaçuz, trufas com abobora, bombons de cereja, sapos de chocolate, feijões de todos os sabores e outros doces variados.
A curiosidade de seu pai só aumentava, pelo que Scorpius vira, até a dele.
—Cumprir meu segundo desejo…- Dissera ela, depois de um tempo.
Fora cómico para Scorpius ver seus pais batalhando e concordarem em pagar metade da conta cada um.
Novamente, sua mãe estendera a sua mão para ele, para novamente aparatarem, foram no que parecia o Orfanato do Mundo Mágico, que havia sido criado pelo Ministério da Magia, após a batalha de Hogwarts á uns anos atrás, infelizmente, a vitória tinha vindo com o sabor amargo das perdas que havia deixado no caminho, entre elas, muitas crianças haviam ficado sem os pais ou tutores.
Scorpius olhava os pais, sua mãe parecia bem á vontade ali, vendo crianças com o uniforme do lugar, bem cuidado e limpo, correrem na sua direcção e a cercarem todos alegres e felizes, pronunciando “Professora Astoria…Professora…voltou”, seu pai permanecia rígido e com olhar distante, como se lhe custasse imenso estar ali o que ele não duvidava em nada. Podia não se abrir com ele, mas sabia que o seu pai carregava uma enorme culpa que nunca se conseguira livrar de ter sido comensal da morte.
—Mas, voltei…e aqui estou meus amores, trouxe uma visita para vocês…- O olhar das crianças desviaram para o lado directamente sob seu pai, que engolia em seco pelo que podia ver para não dizer que estava levemente em pânico.
Uma mocinha negra de empolgantes olhos cor de chocolate aparecera perto dele, tocando seu joelho, ao que ele baixara-se meio rigidamente ainda, sob o olhar atento de sua mãe.
—É o namolado da plofessora?
Seu pai havia corado imenso, sob o olhar risonho de Astoria que não pudera evitar gargalhar, sob o olhar curioso da menina que olhava os dois, sua mãe aproximara-se dela, acariciando os seus cabelos cacheados.
—Oh, Lacey … acho que ele já tem noiva, amor…
—Poquele? Plofessora bonita, moço bonitu…
Seu pai tinha o olhar bem fixo sob o dela, ao que Astoria olhara para ele com um longo sorriso, conforme via o olhar de seu pai ser bem penetrante, ao que ela corara de leve.
—Lacey, não é?
—Si, moço…
Ele puxara da sacola que eles haviam comprado no Doce dos Duques, tirando um chapeuzinho de chocolate com morango que fizera os olhos da pequena brilhar, ao que ela o abraçara e ele meio desajeitado retribuirá, conforme a via afastar e as crianças ao verem o chocolate, aproximaram-se dele, quase caindo em cima querendo receber, todas lhe abraçaram, deram beijo e estavam imensamente felizes.
Mas, seu pai era o que mais sorria, soltara-se e sentando-se no chão, brincando com todos por sua vez, as educadoras e responsáveis haviam ficado espantadas ao verem um Malfoy ali, mas ao verem que vinha acompanhado de Astoria, nada disseram.
E o sorriso de sua mãe ao ver aquele cenário, rejubilava o coração de Scorpius, e o que ela sussurrara para si mesma, o fizera sorrir mais ainda.
—Que bonito…Draco Malfoy, sabia que tinha bom coração…
E em seu âmago, Scorpius concordava com a mãe.
Entre sorriso e risos, seu pai erguera seu olhar, olhando para sua mãe e com um gesto chamara-a para a brincadeira, ao que ela alegremente fora.
E com um longo respirar doloroso, ele sentira-se voltar para a realidade, sentindo algo de frio, o vento corria gelado e ele observara o lago, encarando o céu que ainda tinha um Sol brilhante, sentindo subtis lágrimas caírem novamente.
Como ele sentia falta da luz e da benevolência de sua mãe que tudo em sua volta era vida e cor e vendo o pergaminho, guardara-o junto da página que havia lido e vivenciado, achando bem interessante ver do que somente ler, querendo usar novamente para quando prosseguisse.
—Scorp?
Aquela voz fizera-o sair de seus pensamentos meio negros, voltando na direcção de quem havia falado, dando de caras com Albus que vinha com o uniforme de quadribol da Slytherin, este sentara-se do seu lado, ao que ele o vira em silêncio, sem dizer uma palavra.
—Você está bem?
Ele não sabia que responder, ele pensara em contar uma mentira ou desviar o assunto para qualquer coisa, mas ao ver o olhar de Albus pousar sob si, engolira o que iria dizer na garganta, era um olhar genuinamente preocupado e isso encolhera o coração de Scorpius, que via que o amigo preocupava-se realmente com ele e não soubera que acontecera, somente vira o olhar de Albus agravar e o segundo seguinte, estava chorando no ombro do amigo, que simplesmente lhe dava leves tapinhas nas costas, enquanto ele chorava e chorava o rio de lágrimas que segurara por tanto tempo.
Ele não estava bem, mas ver que alguém havia notado e se preocupado, deixava-o confortado, agradecia a Merlin, pela amizade sincera de Albus Potter . Ao acalmar-se, erguera seu rosto, limpando ás lagrimas contra o manto que portava.
—É sobre a sua mãe?
Scorpius limitara-se a assentir, sob o olhar triste de Albus que encarava o lago Negro.
—Não sei o que é perder uma mãe, dou graças a Merlin de ainda ter a minha comigo…mas quero que saibas Scorp que estou sempre aqui, para quando precisares de um ombro amigo…- A voz dele era bem baixa, mas o loiro escutara cada palavra e isso acalentara o seu coração, assentindo.
—Bem, vou para o treino de quadribol, mas todos estão a perguntar por ti…porque não compareceste aos últimos treinos…não queres vir?
Scorpius optara por dizer que não, mas novamente o que havia prometido a mãe fizera-se presente na sua mente e ele dera por si.
—Sim, vamos…
E perante o sorriso satisfeito de Albus, ambos foram para o Campo de Quadribol sob o olhar alegre de todos por ter o seu melhor batedor de volta e Scorpius sentira-se mais vivo pela primeira vez em meses.
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