Daddy

3 CAPITULO 2 - Garotinha Indefesa


CAPITULO 2

GAROTINHA INDEFESA

A Noite Aqui não parece ter 12 Horas e sim 24 horas, ela e longa e escura ela me invade de sentimentos pessimista há uma senhora aqui que parece ser boa ela vem aqui semanalmente com noticias sobre meu pequeno e isso me conforta ela me disse que ele esta bem, e que sente muito a minha falta e isso me dói a cada vez, a cada dia em que não recebo um abraço e um bom dia com aquele sorriso lindo em que ele adquiriu de sua mãe. Ele era tudo para mim, era meu filho. A noite talvez duraria 24 horas pois quando a lua fosse dormi igual Diego dizia e o sol acordasse, nada mudava entrava luz entre a celas mas para mim a luz estava a alguns quilômetros de distancia. Sozinho, com medo. Deus Por favor proteger meu pequeno.

— Papai, Papai. É Hoje É Hoje!

— Calma filho! Esta falando de que? – As vezes me perguntava como ele tinha tanto fôlego e animo tão cedo, era todos os dias sempre uma novidade nova, Um dente que caiu. A Borboleta que saiu do casulo, O Novo episodio de bob esponja, mais dessa vez a noticia pareceu ser a melhor de todas, seus olhos brilhavam e seu corpo dançava suavemente de felicidade, ele estava radiante, conseguia brilhar mais do que a luz do sol que invadia meu quarto com um feixo de luz sobre meus olhos

— Hoje vai sair o desenho que o senhor fez pra mim – ele falou com tanto orgulho, e isso me fez lembrar do por que eu ter escolhido o cinema.

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— Por que cinema? – Após algumas semanas eu e Vanessa estávamos mais íntimos e próximos porem ainda não havia acontecido nosso primeiro beijo e eu não me importava só me importava em estar com ela cada segundo, ela era tão linda, tão engraçada e esperta, eu a amava!

— Acho que por que, um cineasta tem a possibilidade de criar, de dar esperanças, um filme causa emoções e reações, desde gritos de sustos a lagrimas de alegria causadas pelas gargalhadas, as pessoas sofrem demais em suas rotinas e vidas e os filmes lhe proporciona se desligarem do mundo e viver o filme, cada historia, cada personagem, cada fala ou expressão. O Cinema traz felicidade, e isso e a coisa que eu mais preservo na vida. A Felicidade.

— Eu Assistirei todos os seus filmes – seus olhos penetraram se nos meus e por alguns segundos ficamos em silencio apenas nos olhando mais entre nos varias coisas acontecia, nosso corpo conversavam me lembro de ouvir uma musica que falava sobre que ele não hesitaria mais e havia um trecho que ele dizia ‘’Bem, abra sua mente e veja como eu. Considere outros planos, e caramba, você se libertará Olhe para seu coração e encontrará amor’’. E alguns segundos depois essa musica pareceu aumentar levemente entrando sobre meus ouvidos como uma melodia calma e bonita.

— Eu amo essa musica do Jason Mraz, a letra e tão linda.

— Realmente ela e linda – Eu a observei dançar suavemente a musica, não era algo coreografado era algo que ela fazia sem perceber apenas sentia a musica, seus pés descalços sobre a grama verde fazendo ela parecer uma princesa de contos de fadas, ela sentia a musica de tal forma que eu respeitava e admirava, seus olhos fechados enquanto ela dava alguns giros e seu vestido dando voltas completas era um vestido branco que ficava tão lindo sobre sua pele, e então o cantor essa sua musica com a frase ‘’ Não precisa complicar, Porque nosso tempo é curto, Esse é, esse é, esse é nosso destino, eu sou seu!’’ e essa frase me fez pensar, do quanto eu já pertencia a ela, e do quanto eu queria toca- La e beija – La e dar a ela o mundo, o meu mundo.

Logo após o ultimo toque da musica, ela se jogou sobre a grama, sorrindo feito uma boba e sua risada me envolvia me fazendo rir também, quando paramos trocamos olhares novamente por alguns segundos.

— Eu estou Faminta, o Que tem nessa cesta? – perguntava ela, revirando a cesta. Tinha um suco de laranja um bolo de chocolate e algumas coisas da quais não lembravam, o nosso piquenique foi meio que em cima da hora, ela era tão imprevisível apenas me ligou e disse para irmos fazer um piquenique então passei correndo na padaria da esquina e comprei algumas coisas para nos comer. – Isso esta delicioso, Você quem fez? – ela devorava um pedaço de bolo de chocolate, e isso de alguma forma me excitou, corei no mesmo instante tudo em que Vanessa fazia suava sensual e lindo.

-Não, comprei na padaria, perto de casa. – respondi, mais não conseguia parar de observa o jeito com que ela fazia tudo. – Eu Sou péssimo na cozinha. – admiti

— Somos dois – ela sorriu – MAS! – ela deu um gritinho que me assustou – eu sei fazer um bolo de baunilha, único você vai adorar.

— Vou? – ela disse de uma forma como se fosse algo perto de acontecer, e por ela ser tão imprevisível essa pergunta me pareceu bem normal.

— Sábado a noite, na minha casa. Vou fazer um jantar para nos – ela falava enquanto colocava um pouco de suco de laranja sobre o copo descartável – Acho que já passamos da fase de nos conhecer não acha?

Quando ela falou isto minha garganta secou imediatamente e tive que engoli minha saliva fazendo um barulho constrangedor

— Concordo com você – não consegui conter o sorriso, eu sabia o que ela quis dizer com isso, ela realmente me queria e não como um de seus amigos, ela gostava de mim.

Uma das Coisas que eu mais gostava em Vanessa era que ela nunca me via pela aparência ou pelas roupas, ela me via internamente ela me enxergava de uma forma diferente, ela conseguia ver o realmente eu, ela me enxergava!

— Mas então, e Você por que pediatria?

Vanessa, ficou em silencio por alguns segundos e encarou seu copo com o resto em que sobrou de suco de laranja, seu rosto ficou serio.

— Por que eu gosto de ajudar crianças!

— Sim, eu sei mais por que você decidiu pediatria? – eu estava empolgado para saber do por que ela escolhe essa profissão que não notei que sua expressão estava passando de seria a triste.

— Não quero falar sobre isso – sua voz estava baixa quase falhando.

— Ah! Fala, eu te contei do por que escolhi cinema agora e sua vez – eu a cutuquei brincando

— EU NÃO QUERO FALAR SOBRE ISSO – Ela gritou, me assustando e percebi que a tinha magoado

— Tudo bem – Me senti tão idiota por te – La magoado não conseguia nem olha- La, queria que tivesse um buraco para eu me enterrar La vivo.

— Me Desculpa – suas mãos estavam gélidas sobre minhas costas, meus olhos automaticamente viraram se para ela, foi a primeira vez que vi ela tão vulnerável e tão desprotegida e foi quando eu tive a certeza que eu tinha que estar com ela e protege lá – Eu Também não tive um começo muito bom. Eu quero te contar, mais não agora.

— Tudo bem, eu espero – minhas palavras foram sincera, eu a esperaria para sempre, eu estaria La quando ela precisasse e ela precisava de mim nesse momento.

Nossos olhos se encontraram e uma força invisível entre nos, nos invadiam meu corpo suavemente foi em direção ao dela e então La estava nossos lábios se tocando, naquele momento o mundo parou já havia beijado varias garotas mais nenhuma tinha o beijo tão doce e tão envolvente quanto o dela, Nenhuma tinha o fogo e o amor em que esse beijo me fez sentir, e lá estava nos dois sentado sobre um lençol cercado por gramados verde, com crianças brincando de patins, futebol, cachorros passeavam com seus donos e algumas pessoas corriam com roupas de malhação, lá estavam Eddie e Vanessa, lá estava nosso primeiro beijo.

—--

Eu não gostava tanto da fama, mais era consequência de um cineasta, hoje era o dia da estreia e Diego estava tão animado devido o desenho ser inspirado em um desenho que ele Fez na escola porem com algumas alterações de traço. O Nome o Diego que escolheu “Bobby’’ mais o nome do filme foi ‘’As incríveis aventura de Bobby’’ fiz questão de que o nome de Diego aparecesse nos creditos falava de um garoto que tinha poderes mágicos e podia desenhar o mundo, era incrivelmente infantil mais era aqueles tipos de desenho que faz qualquer adulto adorar.

-Então garotão ta pronto pra ver o grande Bobby em ação? – Steven era meu produtor, empresário e amigo, quando contei a ideia do filme para ele, ele achou que era uma loucura e que por isso tinha adorado a ideia era nossa primeira animação o que fez ele ficar mais ansioso ainda, Diego me acompanhava sempre na criação da animação.

-Sim, tio Steven – ele chamava Steven de tio, mais ele era realmente como se fosse ele era um grande amigo, nunca esquecia dos aniversários de Diego e sempre me ajudou em tudo, embora ele seja apaixonado por Cris, mas ela disse que não sente nada por ele, eu apoiaria o namoro dos dois.

— Sejam todos bem vindos – disse o locutor iniciando a inauguração do filme – todos deram muito trabalho e suaram para que esse filme fosse criado e ...

-Papai?

-Oi Filho! – eu o olhei

— Quando vai começar o filme não aguento mais esperar. – ele estava muito ansioso e quando ele ficava ansioso ficava batendo os pés um no outro e ficava muito inquieto.

— O Papai só vai subir lá, falar algumas coisas e ai ele já começa ta bem?

-Ta bem papai!

-Agora coma sua pipoca antes que eu coma tudo. – brinquei

-Pode pegar papai – era incrível como ele era generoso e tão educado – só deixa um pouquinho para mim

— To brincando filhão pode comer tudo, se garante? – desafiei-o

— Sim, Senhor – e novamente a voz do recruta Diego.

-E Agora, recebam ele que tornou essa loucura se tornar realidade – voltei minha atenção ao locutor que suava que nem louco, talvez seja a primeira vez dele como locutor para uma plateia com tantas pessoas famosas e reconhecidas – o Sr. Eddie Garcez.

A Plateia começou a aplaudir levantando de seus assentos acho que consegui ouvir Diego falar, papai vai lá estão chamando você, subi ao palco abotoando o botão do meu terno.

— Obrigado – Por sorte o Microfone estava na minha altura em algumas premiações ou eventos as vezes o microfone tinha um tamanho padrão do qual eu tinha que me agachar e ficar curvado para que minha boca ficasse na direção. – Primeiro eu quero agradecer a meu filho aqui presente, Diego, Foi ele que tornou esse filme uma realidade, e queria agradecer a ajuda de todos pois foram longos meses de puro trabalho e dedicação. Mais sem mais demora, assistam As incríveis Aventura de Bobby – e as palmas recomeçaram, a tela enorme se acendeu, reparei que Diego havia jogado algumas pipocas de alegria,desci as escadas de pressa e sentei ao seu lado, levantamos um dos braços do banco e ele deitou sobre meu peito.

Depois do Filme, Diego não parava de falar sobre o filme ele pediu que eu ligasse para todos os amiguinhos para uma noite de filmes em casa com o novo filme, não era correto devido o filme ser recém estreado, mais era algumas crianças apenas e não vi nenhum problema, porem antes eu perguntei a Steven e ele disse que não teria nenhum problema.

— Marcos, vem aqui em casa amanha após a escola para assistirmos o filme que meu papai Fez? – após a pergunta ele ficou em silencio ouvindo o que o outro lado estava dizendo e depois ele me direcionou o telefone – a mamãe dele quer falar com você.

-Alô – uma voz de uma senhora respondeu parecia feliz pelo convite

— Alô senhor Garcez, marcos me disse que amanha o Diego vai fazer uma sessão pipoca e queria que ele fosse, seria que horas?

-Senhora Meredith seria após a escola, mais pode ficar despreocupada que eu me responsabilizo em levar ele na sua casa as nove da noite, tudo bem pra senhora?

-Claro que sim! Marcos vai adorar.

-Agradeço que tenha permitido, Ate mais – Desliguei, porem tive que fazer isso mais três vezes, e lá estava ele de novo Diego totalmente animado e ansioso batendo os pés e ai que me pergunto se nesse momento ele esta batendo os pés, naquele orfanato, com medo e sozinho.

-Boa Noite Papai – Diego estava com aquele seu pijama azul com bolinhas brancas carregando seu cobertozinho sobre as escadas, ele estava realmente muito cansado, nos estávamos.

E Então o telefone toca, e no terceiro toque eu atendo.

-Alô?

— Eddie? – No mesmo estante reconheci a voz, era Cristina

— Oi Cris, tudo bem?

-Tudo sim, e você esta bem?

-Estou, que pena que não pode ir a minha estreia – Cris foi a todas as estreias em meus filmes e a todas premiações e eventos, ela sempre me acompanhava em tudo e pela primeira vez ela não foi, e isso foi estranho para mim

— É e to ligando para me desculpar.

— Não tem o que desculpar, Como foi o passeio com o senhor Mc Donald – Brinquei com ela

— É Tito

-Pra mim e Senhor Mc Donald – Brinquei de novo

— Idiota – ela riu – Foi Bom, e como foi a estreia do filme?

-Foi Ótima, Obrigado!

-E O Diego, gostou do filme ?

-Ele amou , ate quer fazer uma sessão pipoca aqui chamou alguns amiguinhos para assistir com ele.

-Estou convidada?

— Claro Você sempre esta – e estranho quando eu e Cris não nos vemos na semana. Por algum motivo eu me lembrei quando eu tinha apenas 15 anos e Cris 12 anos. Quando o nosso pai chegou alcoolizado em casa e queria bater em Cris sem motivo algum, eu me intrometi e foi a pior surra em que tomei na vida, mas pelo menos a salvei e prometi a mim mesmo que nunca beberia e sempre protegeria Cristina e desde então eu sempre estou cumprindo minha promessa.

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Estacionei meu carro do outro lado da rua e La estava a casa de Vanessa, eu esperei por esse encontro a semana inteira ainda mais após o nosso primeiro beijo, apertei o botão do alarme que fez um bip para avisar que o alarma havia sido ligado. Atravessei a rua e respirei bem fundo, dentro de mim muitas coisas estavam acontecendo estava ansioso demais, então bati na porta fazendo com que fizesse um ‘’Toc’’ ‘’Toc’’ e então ouvi sua Voz um pouco distante.

-Já Vou!

Eu Estava com um terno em que Carlos me emprestou e estava tão formal a primeira vez em que usei um terno foi na minha formatura minha mãe me olhou com tanto orgulho e me abraçou pena que foi o ultimo abraço, minha mãe havia falecido uma semana depois, foram os piores dias da minha vida, eu tinha que ser forte para acalmar a Cris mais quem me acalmava? Foi quando eu me tranquei e comecei a criar historias, depois disso meu pai não entrava mais em casa, então era só eu e Cris.

Então eu ouvi o ranger da porta se abrindo e La estava ela como sempre bela e radiante, e dessa vez ela estava mais linda, tinha um dom, um toque a mais nela.

-Uau! Agora eu sei o verdadeiro significado de bela – eu a olhei de pé a cabeça e não acreditava que um cara como eu conseguiu ficar com uma mulher como ela.

-Obrigada, Entre! – Disse ela abrindo totalmente a porta liberando o espaço para que eu entrasse, a Casa dela era linda havia uma escada que lavava ao segundo andar era clara e bem espaçosa, na sala havia um piano enorme. Cacete, a garota e rica! Eu fiquei sem fala, por que ela não me disse mas a resposta já venho logo em seguida, ela queria que a enxergasse como ela e normalmente e não como a filhinha cheio da grana, e eu sabia por que eu a conhecia.

– Sua casa e muito linda.

— Obrigada – disse ela jogando uma mexa por trás da orelha

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O Jantar estava realmente delicioso, Vanessa tinha certos dons culinários por mais que ela tenha dito que não cozinhava bem, ela cozinhava divinamente, tínhamos a casa só para nos e foi o momento certo, o nosso momento.

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— Vai transar com ela? – Carlos, era tão direto e tão indiscreto que as vezes isso me irritava, sua pergunta fez com que uma menina que usava uns óculos quadrado nos encarar me deixando totalmente sem graça.

— Carlos, e apenas um jantar, e acho que os pais dela estarão lá.

— E Qual e o problema? Já transei com uma garota na cozinha dela enquanto seus pais assistiam um filme na sala.

— Ela e diferente, ela não e como as garotas em que você pega.

— E o que você tem contra elas?

— Você ao menos sabe o nome de no mínimo duas? – Provoquei- o

Carlos ficou sem fala por alguns minutos pensei que ele estivesse tentando recorda o nome delas e fazer uma lista.

— Bom... – ele estava procurando pelas palavras – O que importa não são os nomes e sim o que me marcou nelas por exemplo a loira da bunda grande a morena dos peitões a ruiva do oral e por ai vai.

— Eu mereço – deixei o falando sozinho, rindo, enquanto ele tentava me alcançar.

— Mas então quando é que vai rolar? – Disse ele ofegante era incrível como Carlos tinha tantos músculos tinha uma aparência bonita mais ficava ofegante tão facilmente talvez ele tivesse alguma doença ou problema de coração, resolvi desacelerar os passos para que ele se igualasse a mim.

-Eu não sei Carlos, vai ter a hora certa. – Bufei

-Espera. – Carlos se jogou em minha frente fazendo com que o caminho fosse bloqueado – Eddie você e virgem? – Carlos pareceu estar surpreso

Para Carlos era tão vergonhoso um cara estar na faculdade e não ter perdido a virgindade, ele tinha um pensamento de que os homens tinham que perde a virgindade no Maximo na formatura do colégio.

— E qual o problema? – Eu realmente não sentia nenhuma vergonha em admitir aquilo afinal era verdade e não teria o por que esconder do meu melhor amigo.

— Todos. – Carlos deu um tapa em meu ombro que seus dedos estralaram – Temos que resolver isso.

— Temos?

— Não vou deixar meu amigo passar vergonha com a garota de seus sonhos. Vou te ensinar tudo que eu sei.

Carlos era realmente um amigo por mais que ele seja irritante de vez enquanto ele sempre se preocupava comigo, naquele dia ele realmente usou um jaleco e me disse que me daria aulas e foi o que ele fez, atualmente eu sinto muita falta de Carlos, ele era daqueles tipos de pessoa que sempre via o lado bom das coisas e isso seria bom para mim nesse momento, enxerga um lado bom e acreditar nesse lado, seria bom acreditar em que meu filho esta sendo bem cuidado e que isso seria resolvido a verdade viria e tudo ficaria bem, mais não e assim que acontece.

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Após o Jantar, Vanessa e eu subimos para seu quarto, ele era enorme tinha um papel de parede que pareciam pequenas patas de cachorros, flores e algumas letras que não me lembro mais, era tão confortável e tinha seu cheiro, tinha seu jeito.

— O que achou?

— É realmente lindo, você que escolheu o papel de parede – que pergunta estúpida, que garoto pergunta isso a uma garota naquele momento senti vontade de me socar.

— Na verdade foi meu irmão, mais eu adorei. – ao citar um tal irmão ela ficou um pouco cabisbaixa mais tentou recuperar logo seu animo ao final da frase.

— Irmão? Não me lembro de você citar ele. – eu realmente vi algumas fotos pela sala aonde tinha quatro pessoas, seus pais, Vanessa e provavelmente seu irmão, eu pensei que era algum primo ou alguém próximo a família, e uma pergunta de imediato subiu sobre minha mente, se esse garoto da foto era seu irmão, qual era o motivo de ela não ter citado ele para mim, e possíveis respostas surgiram em minha mente, talvez eles tenham brigados ou seu irmão estuda em outro lugar ou ate esta passando um tempo na casa de seus avôs.

— Por que eu nunca citei ele. – ela abaixou a cabeça jogando o cabelo sobre o rosto.

— E porque nunca citou dele pra mim?

— Eu Não quero falar sobre isso? – ela foi em direção ao que pareceu ser seu armário e ficou o olhando de costas para mim

— Por quê?

— Não importa – sua voz estava fraca e baixa

— Importa sim, pra mim importa...

— CHEGUA- Ela gritou me interrompendo isso me fez recuar por alguns segundos, havia algo, ela estava ferida e eu não poderia aceitar eu não poderia deixar que isso acontecesse, e por isso uma força subiu sobre mim que poderia jurar ouvir a voz de Carlos falar, vai atrás dela, chega de ser bom moço faca ela te ouvir.

A Puxei pelo braço e seus olhos se assustaram estavam molhados e tão sinceros passaram de um tom escuro para um tom tão claro que era como que se pudesse ver toda sua vida e sua historia.

— Você importa para mim Vanessa, Você importa, eu quero te ajudar eu estou aqui por você, eu quero te entender e quero te proteger eu quero que você se sinta segura comigo então não diga que não importa por que importa, você e importante pra mim e o resto que não importa isso que realmente não importa. Vanessa Eu Te amo – Minha boca não previa estas palavras meu cérebro não tinha mais controle e pela primeira vez vi quando o coração falava ele falou por mim

Vanessa ficou surpresa, e de novo a vi desprotegida ela parecia uma criança solitária com medo, só com um urso que envolve seus braços a trazendo conforto e amor, eu queria beija lá, ah como eu queria beija- lá.

— Eu Tinha um Irmão – Ela respirou fundo e sentou sobre sua cama, a acompanhei sentando na cama, ela era muito confortável. – Caio — e novamente ela respirou mais dessa vez foi mais intenso – Eu tinha 13 anos na época quando ele... – ela parou alguns segundos e olhou em seu pulso, tinha uma corrente prata com um pingente que tinha a letra C. na hora eu entendi que C significava o nome de seu irmão, me senti um idiota por nunca ter notado que ela usava isso. – Ele me deu isso em meu aniversario, ele estava com uma tosse intensa e cada vez piorava, levamos ele a um medico em que varias pessoas diziam ser de confiança, aquele imbecil Matou meu irmão – Vanessa imediatamente começou a chorar, meus músculos não se moviam, eu não tinha a palavra correta para conforta-la.

Todos nos carregamos Fantasmas, que nos assombram para o restos de nossas vidas, todos nos temos coisas em nossos passados que pesa em nosso presente, esses fantasmas sempre voltam para jogar na nossa cara tudo o que aconteceu e nesse momento consegui enxergar um fantasma do passado de Vanessa voltar para assombrar ela, eu não queria saber do por que ela havia falado aquilo eu só queria a acalma-la e cuidar dela eu queria colocar uma coberta nessa garotinha que esta com medo e com seu ursinho de pelúcia, eu senti que ela precisava falar ela queria me contar tudo... mais doía ver ela se punir tentando lembrar, parecia que tudo estava acontecendo naquele momento e não a alguns anos atrás.

— Se Lembra que você me perguntou do por que eu escolher essa profissão de pediatra ou de qualquer coisa em que eu possa salvar crianças? – Ela Olhou em meus olhos seus cílios estavam abertos e úmidos.

Eu afirmei com a cabeça.

— Eu quero salvar vidas, não quero que os anti profissionalismo desses desgraçados tirem vidas de crianças inocentes, se fosse eu naquele momento se fosse eu... – sua voz falhava – teria salvado ele, Caio, eu teria...

A abracei, senti meu ombro ficar úmido com suas lagrimas, ela se entregou para mim, dava pra ver em seus olhos que nunca ninguém havia chegado nesse seu lado obscuro, aquele lado em que guardamos para nos, aquele lado em que nos calamos e nos fechamos e que guardamos a sete chaves.

— Eu sei que você teria salvado ele, e Você vai salvar muitas vidas – a abracei mais forte e pude sentir o calor entre nos acontecer.ela se soltou de meu abraço e novamente pegou em sua pulseira.

— Eu Ainda me lembro das ultimas palavras dele, ele me disse...

— Você não precisa falar – a Interrompi a puxei novamente para um abraço e a ouvi sussurrar em meu ouvido

— “Nessa”, eu te amo – “Nessa” era um apelido em que todos de sua família a chamava. Seu choro se intensificou, eu queria beija-la, Eu queria beija lá.

E Foi o que eu fiz...