Daddy
4 CAPITULO 3 - Todos Temos Fantasmas
CAPITULO 3
TODOS TEMOS FANTASMAS
Não esperava, que fosse naquele momento. Lembro-me que Carlos disse para eu beijar e acariciar todo o seu corpo, mais naquele momento não tinha nada em meus pensamentos a não ser ela, a principio suas lagrimas molharam o doce e suave beijo deixando tudo mais sincero, eu a queria e ela me queria.
Não falávamos mais pelos nossos corpos, eles se conectavam de tal forma que apenas deixamos eles nos levar, suas mãos frias tocaram minha nuca trazendo um mim um arrepio ligeiramente gostoso, minhas mãos deslizaram sobre suas costas, ate que ela finalmente tirou a camisa, ela era tão graciosa ate mesmo na hora de se despir, ela era linda e tinha um jeito tão único e puro...
Beijei seu pescoço enquanto ela soltou um leve gemido, fui descendo sobre seu ombro com pequenos beijinhos e então voltei a beija-la minha mão deslizou novamente sobre suas costas mais agora elas tinham um objetivo, e levemente soltaram o sutiã de Vanessa e La estavam seus seios descobertos e expostos ela não se importava por mais que ambos os dois fossem virgem ela não tinha medo, ela sempre se mantém segura de tudo, Tirei minha camisa expondo meu corpo magrelo e pálido, eu me senti tão estranho como pode uma garota com o corpo tão bem definido estar se entregando a mim um magrelo desajeitado e atrapalhado, sua Mao explorou minha barriga inteira levemente me causando uma leve ereção. E após desabotoar seu short e minha calça alguns minutos após estávamos só com roupas intimas, e novamente deixei pequenos rastros de beijo sobre seu corpo mas sempre quando eu ia chegar em seus seios sentia que eu não tinha permissão e isso me dava medo.
— Não tenha medo, eu sou sua – disse ela pegando minha Mao e levando sobre seus seios, nossa respiração suavizou e estavam sincronizadas.
Acariciei o então seus olhos estavam sobre os meus, seus cílios ainda estavam úmidos deixando seus olhos mais claros e lindos, e um tempo depois La estávamos-nos, totalmente nus, estava sobre ela e naquele dia passei de um garoto a um homem como dizia meu amigo Carlos.
Havíamos conversado sobre sexo uma vez, como se fossemos amigos e não namorados, O bom de nosso namoro era que nenhuma conversa entre nos era boba ou estranha para se conversa entre namorados, não ligávamos pra isso, não ligávamos para nada.
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— Me diz uma cantora, atriz ou o que for, que você gostaria de ter uma noite com ela.
Engoli em seco, estávamos em um restaurante que tinha as cortinas vermelhas e as paredes combinavam com ela, aquele restaurante era um pouco escuro e era tão romântico ao mesmo tempo, tinha alguns homens tocando uma musica em seus instrumentos usavam ternos e um chapéu que pareciam ter encomendado do México, tocavam algo suavemente alegre.
— Como assim? – Tossi em quanto tentava me recompor após engasgar com o meu suco de laranja.
A garçonete me encarou achando graça da situação ela era graciosa e linda tinha os cabelos louros em uma espécie de coque.
— Aah! Qual é? Todo mundo tem um desejo impuro por alguém famoso. – Vanessa era tão direta, ela não tinha medo de ser ela, ela não se escondia atrás de mascaras ela era totalmente transparente mesmo tendo seus fantasmas em “seu armário”.
— Desejos impuros? – Brinquei, não consegui conter o riso era engraçado quando Vanessa tocava no assunto ela nunca falava a palavra “transar” ou “Sexo” ela dizia “Fazer amor”. Ela nunca dizia “Fantasias Sexuais” e sim “Desejos impuros” ela dizia que isso era feio para uma garota como ela dizer, e isso me fazia rir, como uma garota tão cheia de atitude e tão segura se sente tão sem graça em dizer essas palavras.
— É serio – Consegui perceber suas bochechas corarem.
Pensei em quem diria, eu sabia que seu não falasse algo ela não cansaria, ela era muito persistente quando queria, Pensei e Sem perceber deixei sair despercebido um som de “Huuum”.
— Anne Hataway.
— Não acredito? – Ela parecia realmente surpresa mais logo depois ela mexeu em seu canudo de Milk Shake de morango e sussurrou porem não tão baixo que conseguir ouvir o que ela disse. – Não e pra menos, ate eu pegaria ela – Ela brincou
— Mas Por que a surpresa?
— “Hummm” sei lá você tem mais cara de Jennifer Lawrence.
-Por quê? – a Brincadeira estava engraçada
— Sei lá – e Novamente ela rodou seu canudo sobre o Milk Shake
— E Voce? Quem e seu homem de desejos impuros – Brinquei dando ênfase em “Desejos Impuros”.
— Evan Petters. – Ela disse enquanto dava uma sugada no delicioso liquido em seu copo, ela falou tão normalmente e despreocupada.
-Serio?
— Qual e a surpresa? – Duchê! Ela me jogou novamente a minha pergunta contra mim.
— Você tem mais cara de Channing Tatum. – Me senti tão estranho falando aquilo. Lembrei-me do físico daquele ator que me fez sentir inveja de meu físico magrelo e esguio.
— Por que acha que eu preferia ele? Ate acho ele bonito mais não e pra mim.
-E por que todas as meninas são loucas por ele e...
— Eddie... – ela tocou em minha mãe interrompendo-me – Eu não sou igual a elas. – Ela pareceu um pouco seria mais sua expressão voltou e estava novamente divertida. – Alias eu sempre preferi os magrelos. – ela piscou pra mim, aquilo me fez rir alto e naquele momento eu me imaginei cortando uma foto qualquer do channing Tatum e logo após tacando ao fogo enquanto eu ria e dizia “Chupa idiota” aquele pensamento me fez rir mais ainda.
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Contei a Carlos, todos os detalhes sobre a noite anterior, Carlos parecia muito orgulhoso de mim, contei a ele o quão foi bom ver ela se entregar pra mim, e do quão me senti feliz ao ver que eu podia a satisfazer. E naquele dia eu sorri o dia inteiro igual um bobo
— Fez aquela posição que te falei? – estávamos no corredor do campus mais a todo tempo alguém passava e acaba escutando um pedaço da conversa mesmo sem querer.
— Não...
— Mas Eddie, ai não tem graça né – me interrompeu – tem que ter criatividade, sabe da ultima vez eu peguei a garota e coloquei-a pra cima...
-CARLOS! – Interrompi, uma garota esquisita com uns óculos preto quadrado e remendado estava escutando nossa conversa isso me fez ficar muito sem graça – Vanessa não e como as garotas em que você pega, já te disse isso. Não e apenas uma noite, não e apenas uma ficada, Foi algo diferente, Foi...
-Intenso? – Me surpreendi de tal forma, Carlos adivinhou o que eu iria falar como isso era possível.
— Como sabe? – não consegui esconder a cara surpresa, era novidade aquilo para mim, Carlos sempre tinha piadas para tudo mais dessa vez ele falou com um pouco de sentimento.
— Você não e o único que sentiu isso – Sua expressão estava seria.
— Como assim? – Imaginei o Carlos como uma versão mais nova de mim, de alguns anos atrás, um garoto inseguro talvez? Um garoto sem atitude? Mais era difícil encontrar as respostas após conhecer ele mais havia mais, Havia fantasmas, Assim como todos nos carregamos.
-Bom, Minha primeira vez foi igual a você com a garota em que sempre sonhei. E Consegui – Isso era algo pra se estar feliz e não para estar triste e Carlos estava triste, nunca tinha visto sua expressão tão obscura igual a vi naquele momento.
— E por que você não esta feliz em me contar isso? – Eu o perguntei mais logo após me venho uma pergunta melhor – Por que você não esta serio? – Mais depois percebi que a segunda pergunta foi muito mais estúpida
-Eddie, vou te contar algo que não contei a ninguém, mais sei que em você posso confiar.
Eu me sentia tão bem em ouvir, isso Vanessa tinha me dito isso e ela me permitiu conhecer seus fantasmas que a assombrava e agora Carlos, O Carlos aquele cara em que sempre via o lado positivo em tudo também tinha seu lado negativo também tinha seus fantasmas e ele iria liberta-los para que eu as conhecesse.
Todos Temos Fantasmas... Todos temos fantasmas...
— Quando eu estava no ultimo ano do ensino médio eu conheci Kelly, eu era como você pela Vanessa e tivemos nossa primeira vez foi único e perfeito, eu a levei a um acampamento e fizemos amor a luz das estrelas e da lua meus olhos estavam brilhando iguais aos seus nesse momento, ela me mudou, ela me fez crescer, ela me ensinou tudo que sei, ela me deu coragem atitude e ela sempre tinha uma frase “Mesmo que tudo de errado tente sempre ver o lado bom nisso tudo, sempre tem uma luz no fim do túnel”. – Tudo fez sentindo naquele momento, Carlos não era esse Carlos que eu conheço, eu sempre imaginei ele desde pequeno pegando todas as garotas usando aquelas blusa descoladas enquanto todas as meninas deliravam em só ouvirem seu nome, mais eu estava enganado, estava enganado sobre tudo, Carlos era e ainda e inseguro, mais ele encontrou uma Camada protetora em si, que o protege e hoje eu consegui ver a brecha dessa sua camada. – Ela era linda, engraçada e única, fomos ao baile juntos e... – E novamente a longa pausa, nesse momento, eu vi o quanto Carlos e Vanessa eram parecidos, eles dariam um bom casal e isso me embrulhou o estomago, após alguns segundos Carlos prosseguiu – No dia seguinte, seus pais foram viajar e ela ficou em casa sozinha, eu iria passar o final de semana com ela, tínhamos combinado de assistir P.S Eu te Amo e As branquelas – Carlos deu uma risada ao dizer o nome do filme de comedia mais essa risada não foi igual a todas as outras, ela foi para tentar substituir a lagrima, o escuro que tinha em seu peito, o Vazio aaah! O vazio. – Mas eu tinha treino de futebol, um pouco antes do treino começar ela me ligou, pedindo para que eu faltasse e fosse pra casa dela, por que ela tinha medo de ficar sozinha em casa, mais eu pedi a ela que esperasse, e então quando eu cheguei em frente a casa dela a porta estava aberta, e ao chegar mais perto percebi que ela não estava aberta como uma simples pessoa que foi na esquina comprar algo para o almoço e esqueceu aberta e sim como uma pessoa que não tinha a chave, ela foi arrombada. Eu entrei desesperado, a cozinha e a sala estavam todas revirada como se alguém soubesse que tinha algo de precioso lá, no mesmo estante o nome dela tocou em minha mente e então subi as escadas correndo e La estava ela Jogada ao chão ao lado de sua banheira, envolta dela tinha sangue muito sangue. Eu não conseguia sentir, ouvir, falar, chorar, ou qualquer coisa eu estava paralisado e alguns minutos a sirene tocou e ouvi vários passos subindo as escadas e então os policiais me encontraram com o corpo de Kelly sobre minhas mãos e minhas lagrimas descendo sobre seu rosto, Ouvi os policiais me dizerem para eu me afastar de Kelly mais eu não queria, queria estar ao seu lado mesmo que ela não me escutasse, mesmo que ela, ou ainda estivesse lá, eles mandaram que eu colocasse as mãos sobre a cabeça mais a vizinha que havia denunciado a invasão avisou a eles que eu tinha chegado depois e que era o namorado dela, então eles me soltaram. – Carlos segurou a lagrima, olhou para o alto respirando talvez ele estivesse ate contando em sua mente 1... Respira 2.... Respira 3.... Respira.
— Carlos, Eu não sei nem o que dizer – Que ótimo, seu amigo esta conversando novamente com seus fantasma enquanto você assiste e você só fala isso? Uma voz me disse isso em minha mente.
— O Pior e que se eu tivesse deixado de ser egoísta e tivesse ido lá e faltado ao treino, talvez ela estivesse comigo agora, eu teria salvado, eu teria...
-Carlos. – Coloquei a Mao em seu ombro – você não tem culpa, você não sabia, ninguém sabia, não se culpe por que eu sei que a Kelly não te culparia e sim ficaria orgulhoso em quem você se tornou
— Sabe... eu fico lembrando do lema de Kelly e fico me perguntando aonde tem o lado bom nisso? Onde teve a luz no fim do túnel para ela? – e entao sua camada não era mais uma brecha e sim uma enorme rachadura, havia se despedaçado em vários pedaços e esse era o verdadeiro Carlos.
— Ela Viu a luz sim, e ela viu o lado bom.
— O que ? – Carlos estava confuso.
— Era você. Carlos ela te amava, e você a amava, não somos deus para salvar o mundo, não temos poderes e nem podemos prever o futuro, O Túnel dela não teve escuridão e nem o seu, por que um acendeu a luz para o outro e aposto que ela esta muito feliz em ver que o pequeno Carlos se tornou esse Carlos. – Uaau! Eu não sabia que poderia ser tão capaz de dizer algo assim, mas acho que quando você brinca e meche tanto com fantasma você aprende a emoldura-los, aprende a entende- lós e enfrentar.
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Era uma tarde de Outono as folhas caiam sobre o chão, estava reorganizando o meu quarto quando coloquei uma caixa vermelha com uns buracos em volta, isso chamou a atenção de Diego que sem esperar abriu apressadamente a caixa, ficando exposto varias e varias fotos, ele riu em ver uma foto cujo tirei assim que fiz Vinte anos e Cris tinha jogado um pedaço de bolo na minha cara, e se divertiu ao ver uma foto de quando ele estava em uma banheira com um pouco de espuma na cabeça, e após remexer Diego pareceu intrigado ao olhar uma foto.
— Papai, quem e esse da foto? – Ele virou a foto para que eu pudesse olha-la e de imediato me lembrei de quando foi tirada esta foto, no ultimo dia de aula do primeiro ano na faculdade e La estava eu e Carlos, a lembrança fez com que uma pontada de saudades me cutucasse.
— Este era o melhor amigo do Papai – Lembrar... Lembranças, tem seu lado bom e seu lado ruim, o bom de lembrar e que ainda algo te mantém conectado com aquela pessoa mas o lado ruim e saber o quão conectado esta com essa pessoa mais de um jeito triste e distante.
Pela primeira vez, Diego havia parado seu questionário ai, esperava que ele me perguntasse de onde o conheci, ou por que ele não tinha ainda conhecido ele, ele pareceu se sentir saciado apenas com aquela pergunta, e isso acabou me assustando. Ele ficou mais um tempo observando a foto e finalmente a soltou vasculhando outra foto algo em mim já sabia o que ele estava procurando.
-Aqui está! — entreguei a ele meu álbum de formatura em uma especifica pagina era um álbum azul e na frente havia uma frase de algum livro que chegamos a estudar naquele ultimo ano mais não me recordava o nome e no final da frase estava escrito “Parabéns Formandos” apontei para a segunda foto ao lado esquerdo do álbum – É isso que esta procurando?
-É a mamãe? – seus olhos tocaram os meus mas ele mudou de um toque seguro a um tom mais claro e intenso igual os de Vanessa e por algum momento vi seus olhos encherem de lagrimas mas nenhuma se permitiu descer sobre seu rosto.
Tirei a foto do álbum e entreguei em suas mãos na foto estava eu de beca e seu braço me envolvia aqueles doces e suaves braços de Vanessa ela estava linda com seus longos cabelos solta um vestido branco ela estava radiante e tão bela, um flashback sobre aquele dia me fez sorrir.
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-“X” – e o Flash da câmera disparou.
Ao abaixar a câmera La estava o rosto de Carlos nos encarando ele era como se fosse um irmão e um pai ele cuido de mim e me deu tantos conselhos era realmente uma amizade que jamais esqueceria.
— Nosso pequeno Eddie esta crescendo em Vanessa. – Ele brincou.
-Tem razão – Vanessa entrou na brincadeira e meu deu um beijo lentamente em meu rosto.
Dei uma risada forçada e tanto Vanessa quanto Carlos percebeu as vezes eu pensava que eles me conheciam mais do eu mesmo me conhecia.
-O que foi Eddie? – Vanessa olhou em meus olhos sua expressão estava preocupada.
-Queria que alguém estivesse aqui. – Não consegui conter a tristeza em minha voz, Carlos se sentiu interromper então ele se afastou um pouco nos deixando sozinho apenas com algumas arvores em volta do banco onde estávamos.
-Sua mãe? – Sua voz estava tão doce e suave
Confirmei com a cabeça, alguns segundos nos invadiu minha mente jogava e jogava varias lembranças de minha infância que eu queria esquecer ainda não me sentia preparado para encarar meus fantasmas assim como Carlos o fez.
— E ela está – Vanessa tocou em meu coração, entendi o que ela quis dizer e por algum motivo as vozes e as lembranças pareciam mais e mais distante e meu corpo estava se preenchendo de paz e felicidade, por um estante consegui ouvi-la dizer “Estou muito orgulhosa de você meu filho”.
— Queria também que minha Irma Cristina estivesse aqui.
-E Quem disse que eu não estou – virei de imediato e La estava ela, ela tinha vindo como me prometeu há alguns anos atrás, ela não me desapontaria ou esqueceria-se desse dia tão importante para mim.
-Cris! – E então estava completamente preenchido de felicidade e paz.
-Eu nunca perderia a sua formatura, Eddie, Nunca! – ela estava linda como sempre seu cabelo estava curto para minha surpresa, pois Cristina nunca gostou de cabelo curto tanto que uma vez tive que a segurar lá para que não arrumasse encrenca com a cabeleireira que cortou a mais seu cabelo, mas ainda sim ela estava lindo mais do que o normal.
— Quem te torturou? – Não podia negar a piada
-Como assim? – ela não havia entendido então toquei em uma mecha de seu cabelo e tudo fez sentindo para ela. Ela deu uma longa e intensa respirada. – Longa historia.
Senti um leve puxão vindo de trás de minha beca, Vanessa.
-Há, me desculpa! – Dei a Mao para Vanessa para que ela levantasse de seu banco – Vanessa essa e Cristina, — Ela movimentou sua cabeça graciosamente como uma forma de cumprimento. – Cristina essa e Vanessa.
-Prazer! Cris, — elas deram um lindo e belo aperto de mão.
-Então você e a tal Irma de que tanto Eddie me fala? – Era incrível como as duas sempre se sentiam a vontade em qualquer lugar em que estivesse.
-Acho que sim. – Ambas riram
Estavam se dando tão bem, Consegui notar que Carlos estava olhando na direção de Vanessa me afastei, a conversa das duas parecia ter fluido tão rápido que nem notaram que eu havia saído.
-O Que foi Carlos?
-Quem é ela, Irma de Vanessa? – Carlos não estava olhando para Vanessa e sim para Cristina, simplesmente uma risada sem controle saiu de mim, não entendia por que, apenas não conseguia parar de rir – Por que esta rindo?
-Ela não e Irma de Vanessa – um garçom passou ao nosso lado e peguei duas taças de champanhe entreguei uma a Carlos. – Ela e minha Irma.
-Que diabos? E Você nunca me falou? – Carlos pareceu um pouco chateado, mas pelo menos não estava mais “babando” enquanto olhava Cris.
-Eu te disse sim Carlos, Varias vezes – dei um gole em meu champanhe, estava muito bom. Carlos deu um gole e então sua expressão feliz e despreocupado voltou.
-Odeio essas bebidas chiques.- Ele deixou sua taça sobre um balcão atrás de nós – Garçom — Ele acenou como se estivesse em um restaurante pronto para pedir sua comida. E por incrível que pareça o garçom venho ate ele como se fosse atender sua exigência.
-Tem cerveja? – ele falou de uma forma tão natural que o garçom se assustou e isso me fez rir mais ainda.
-Acho que sim senhor. – o garçom era muito educado, Porem ele pareceu estar admirando mais do que o normal Carlos, isso fez com que minha risada aumentasse.
— Traz uma pra mim. – Ele tirou uma nota de 20 reais e colocou sobre o bolso da camisa do garçom, ele sorriu! Carlos fez isso para provoca-lo ele sabia que fazendo isso, esse garçom arranjaria qualquer coisa a qualquer hora que ele quisesse. O garçom estava o que parecia sem fala apenas acenou a cabeça em forma de aprovação – Obrigado.
Carlos falando Obrigado? Isso me fez rir mais, mais então vi que Vanessa e Cris nos olhava e também parecia estar curtindo a cena e cochichavam algo, talvez fosse por Carlos esta flertando com aquele garçom. E então o garçom se foi, e as garotas vinham em nossa direção.
-Conseguiu o numero dele Carlos? – Vanessa riu.
-Não me disse que seu amigo era Gay, Eddie.
-Mas ele não é – Carlos estava sem graça, isso deixava cada vez mais engraçado.
— Prazer! – Carlos beijou a Mao de Cris, isso criou um silencio interno entre nos – Carlos. – A não Carlos, estava flertando com minha Irmã.
-Cristina – Cris sempre se apresentou como Cris essa era a primeira vez em que disse o nome completo, talvez ela não tenha gostado muito de Carlos.
A Noite foi ótima eu e Vanessa dançamos a noite toda, Cris ficou fugindo de Carlos ate que decidiu dar uma chance a ele e lá estavam os dois tinham um fogo que eu parecia que iriam transar no meio de todos ali, aquilo me deixou com um pouco de inveja, eu não tinha a pegada de Carlos e nem a sensualidade de Cris.
-Não vejo a hora de ver seus filmes em cartaz – Vanessa me tirou de meu pensamento.
-E Eu de ver você em seu hospital. – Então nossos lábios se tocaram levemente e deliciosamente.
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