Eu mal podia acreditar no que eu estava vendo: era ele! O vampiro que havia me transformado, o rosto que sempre aparecia em meus pesadelos. E estava ali, na minha frente me aplaudindo e sorrindo despreocupado como se não tivesse nem idéia de quem eu era. Os corpos de três outros vampiros jaziam no chão desacordados, enquanto isso eu fazia de refém uma vampira ruiva, com minha mão segurando firme uma estaca improvisada próxima ao peito dela. Ruby amarrada em um canto me olhava com espanto, provavelmente assustada por ver que todos ali éramos vampiros.

Mas para você entender como cheguei até aqui, vamos ter que voltar aos eventos turbulentos que aconteceram na noite anterior.

Anteriormente...

Depois de um longo dia de trabalho na cafeteria, tudo o que eu queria era ficar em casa lendo os artigos que eu havia coletado sobre vampirismo e aguardar alguma ligação de Noah que após meu último surto não me ligava a dias.

—Vamos, vai ser legal! Você precisa sair desse apartamento. – Ruby reclamou chorosa enquanto passava delineador nos olhos em frente ao espelho do banheiro.

—Eu sempre saio. Vou a cafeteria, a biblioteca... – Comecei a listar os locais que eu costumava frequentar.

— Por favor – Me interrompeu revirando os olhos. –Estou falando de sair à noite, conhecer pessoas e dançar, não desse itinerário de vovó que você costuma seguir todo santo dia.

-Eu posso ser mais despojada e espontânea se eu quiser! – Me defendi, ofendida com a comparação.

—Ótimo! Tira esse pijama e vem comigo para a God of the Night.

— O que é isso? – Questionei franzindo o cenho.

— Uma boate que fica a duas horas daqui, no centro da cidade.

Não era uma boa idéia me meter na cidade, mas eu também não podia deixar Ruby desconfiar que tinha algo errado comigo. Eu precisava me comportar mais como uma jovem humana da minha idade.

—Acho que uma noite fora de casa não faz mal a ninguém. – Me rendi enquanto ia para o quarto me trocar.

Depois de alguns minutos eu já estava pronta.

—Você vai sair assim? – Questionou a doida enquanto me olhava dos pés à cabeça, dos coturnos até a jaqueta de couro preta que eu usava.

—Eu aceitei sair com você, mas não vou permitir que me transforme em uma segunda Ruby. – Disse sarcasticamente enquanto avaliava seu vestido vermelho super curto e decotado.

—Touché! Só de tirar você daqui já é um avanço.

—Então vamos antes que eu mude de idéia.

Chamamos um táxi e seguimos para o centro da cidade. Ruby tagarelava o tempo todo e eu tentava me acalmar e me convencer de que não tinha tomado uma péssima decisão em me arriscar voltando para a cidade, mesmo que só por uma noite. Algum tempo depois desembarcamos em frente a uma boate com uma entrada que descia para uma espécie de túnel subterrâneo. A fila para entrar era enorme, cheia de jovens aguardando ansiosamente para começar a noite. O sol já havia se posto e o início da noite dava um tom macabro ao local.

Atravessamos a rua em direção a entrada, Ruby passou pela fila em meio a gritos de protestos seguiu até o segurança na entrada, sorriu enquanto colocava um pirulito na boca:

—Olá Robert!

—Ruby! – Ele parecia familiarizado — Quem é sua amiga?

—Essa é a Verônica, minha colega de quarto. – O homem me olhou de cima abaixo como se me avaliasse.

—Podem entrar minhas lindas. – Sorriu maliciosamente enquanto liberava a passagem para nós.

Lá dentro era extremamente escuro com luzes piscando sem parar por todos os lados. O rock tocava super alto e vários corpos se mexiam loucamente, dançando no pouco espaço que tinham já que o local estava lotado. Em um canto reparei em uma estátua gigantesca de uma espécie de deusa. Nos encaminhamos para o bar e uma dúvida passou por minha cabeça: “ Vampiros ficam bêbados? ” Bem, hoje eu iria descobrir!

—O que você quer tomar? – Gritou Ruby no meu ouvido em meio a música alta.

— Um Whisky puro. – Respondi. Eu não tinha o hábito de ingerir bebida alcoólica, então disse a primeira bebida que me veio à mente.

Depois de alguns minutos disputando a atenção do barman ela voltou com um copo de Whisky e um drink cor de rosa com um morango na borda do copo. Logo um rapaz alto apareceu e a puxou pela mão e ambos se misturaram com a multidão. Continuei recostada no balcão do bar, entediada enquanto tomava minha bebida, o gosto não era tão ruim mas eu também não sentia nada demais, realmente o álcool não tinha efeito em vampiros. Próximo da meia noite eu já estava cansada e minha colega de quarto havia desaparecido pela pista de dança.

Afim de me afastar um pouco do barulho e agitação que vinha de dentro, resolvi sair pela porta dos fundos, o que me levou até um beco escuro cheio de latas de lixo. Foi a partir daí que minha noite começou a ir por água abaixo! Eu estava há alguns dias sem me alimentar, não queria tomar sangue humano e sempre que eu ingeria sangue de algum animal imediatamente vomitava. Eu não tinha noção de como estava faminta, mas ao sentir o cheiro de sangue vindo daquele beco logo comecei a me descontrolar. Imediatamente meus caninos aumentaram de tamanho, senti uma dor extrema tomando conta de mim,e caí ajoelhada no chão tentando reprimir o impulso. Sim, a sede era tamanha que chegava a doer!

—Moça você está bem? – Um garoto se aproximou de mim com a mão estendida e pude ver uma faixa enrolada nela.

Era dali que vinha o cheiro de sangue! Tentei me afastar dele cambaleando.

— Por favor não se aproxime, eu estou bem.

— Você está cambaleando, eu te ajudo. – Ele insistiu chegando mais perto enquanto eu lutava para me afastar.

Não pude mais suportar, um ruído rouco e animalesco saiu de minha garganta, olhei em sua direção e ao ver meu rosto ele se assustou, seu olhar era de puro pânico e ele começou a correr. Infelizmente eu era muito mais veloz e mais forte. Rapidamente o encurralei, avancei sobre ele jogando – o no chão e o puxando de volta para o beco escuro. Ele tentou se debater por alguns segundos, mas foi em vão. Minha fome era descontrolada e terrível, estraçalhei sua garganta com os dentes, o sangue jorrava na calçada e eu não me importava, só queria mais daquele sangue fresco e quente.

Quando voltei ao meu estado normal ele estava em meus braços imóvel, com um olhar vidrado como se fitasse o infinito do céu. Um remorso profundo me tomou e em lágrimas joguei seu corpo em uma lixeira próxima afim de esconde-lo. Eu estava coberta de sangue e não podia deixar que ninguém me visse assim! Limpei minha boca com as costas da mão e entrei.Devido ao local escuro ninguém reparou que eu estava suja de sangue.

Entrei no banheiro que por sorte estava vazio e imediatamente comecei a me lavar. Joguei água gelada em meu rosto e isso me ajudou a me recompor. Voltei para a pista como se estivesse em piloto automático, o resto da noite foi um borrão, eu nem sabia dizer o que fiz ou como me portei. Eu estava em choque com o que havia feito, pela segunda vez eu tinha perdido o controle e alguém pagou com a vida. No fim da noite, encontrei Ruby quase na saída da boate.

—E aí como foi a noite? – Questionou com um risinho malicioso.

—Fiquei o tempo todo no bar. – Respondi sem nem ao menos prestar a atenção na conversa.

— A minha foi ótima, conheci um homem maravilhoso e combinamos de nos encontrar amanhã de novo aqui.

— Era aquele que te puxou para a pista de dança logo na chegada? – Se eu demonstrasse interesse na história dela, ela não iria questionar minha noite.

— Não, na verdade foi depois desse. O nome dele é Dante e ele é tão lindo, forte e com aquele ar de perigoso que eu adoro...

Durante a volta para casa Ruby falou sem parar sobre o seu homem maravilhoso. Eu fingia prestar a atenção enquanto tudo que eu tinha em mente era o corpo daquele garoto jogado na lixeira atrás da boate.Quando percebi já estávamos na frente do nosso prédio.

Chegando em casa enquanto eu terminava de tomar banho desejando que a água levasse embora a lembrança daquela noite Ruby bateu a porta:

— Vero, seu celular está tocando.

Enrolada na toalha abri a porta e peguei o aparelho de sua mão, o identificador mostrava o nome de Noah. Eu não estava em condições de falar com ele agora, apertei o botão vermelho e joguei o celular sobre a pia.

— Quem é Noah? – Questionou Ruby já se preparando para me tirar cada detalhe.

— Meu ex namorado. – Tentei dar uma resposta curta, torcendo para que ela percebesse que eu não queria falar sobre aquilo.

Infelizmente ela não percebeu e continuou:

— É por causa dele que você não saiu com ninguém desde que chegou aqui?

— É claro que não! Não me importo mais com ele. – Menti, eu me importava sim. Na verdade, eu não sabia o quanto me importava até perceber que não ia poder vê-lo todos os dias.

— Sua cara diz outra coisa.

— Digamos que nosso relacionamento ficou mal resolvido, não terminou da melhor forma.

—Procura ele então e resolve! – Ela disse como se fosse a coisa mais óbvia e fácil do mundo. – Se der certo vocês reatam e senão você fica livre para seguir em frente. Talvez se torne até uma pessoa mais divertida.

— Acredite essa sou eu me divertindo. – Falei apontando para meu rosto e forçando um sorriso.

— Meu Deus! Por isso ele foi embora. — Falou fingindo-se horrorizada. -Pobrezinha você tem muito o que aprender com a Ruby.

— Você é única! – Sorri enquanto me dirigia para meu quarto. — Preciso me apressar tenho algumas coisas para fazer antes de pegar o turno da tarde na cafeteria.

— Vai voltar comigo na boate hoje? Posso perguntar ao Dante se ele tem algum amigo para levar.

— Hoje quero ficar tranquila em casa, pode ir sozinha.

— Temos que trabalhar mais seu lado divertido. – Finalizou ela enquanto se fechava em seu quarto.

***

Trabalhei a tarde toda na Cafeteria, Ruby ligou em cima da hora me pedindo para cobrir o turno dela. No meio da tarde enquanto eu organizava alguns copos descartáveis ouvi uma voz muito familiar atrás de mim no balcão:

— Um capuchino por gentileza.

Me virei depressa, derrubando vários copos no chão.

— Noah! – Não pude disfarçar a alegria em minha voz, eu estava muito arrependida de ter sido tão impulsiva e gritado com ele. Eu achei que nunca mais iria vê-lo depois daquilo.

— Vim me certificar de que você estava viva, não atendeu mais minhas ligações.

— Eu queria mesmo me desculpar...

— Não precisa! – Ele me interrompeu. – Você estava com muita coisa na cabeça e eu fui muito precipitado e injusto em terminar com você daquela forma.

— O que quer dizer com isso?

Ele puxou uma cadeira e se sentou no balcão.

— Não quero terminar em definitivo, apenas dar um tempo até me acostumar com tudo isso.

Senti um alívio em meu peito, nem tudo estava perdido.

— Por mim está ótimo!

— Percebi que não é porque você é uma vampira que vai agir como eles, podemos achar uma forma alternativa para você se alimentar.

— Claro, e talvez eu consiga me reverter tudo isso e tudo volte a ser como antes.- Eu estava esperançosa.

— Como tem se alimentado até agora? – Perguntou ele.

Logo senti uma pontada de culpa, eu não podia contar á ele que eu havia perdido o controle de novo. Precisava ganhar sua confiança, e eu havia prometido a mim mesma que não ia mais me descontrolar então não tinha porque estragar o clima.

— Com sangue de animais. – Eu era a pior pessoa do mundo, mentindo para o único que confiava em mim e me conhecia de verdade.

— Eu consegui mais uma fonte de alimento para você. – Disse apontando para sua mochila.

— O que é? – Questionei curiosa.

Ele olhou furtivamente para os lados para se certificar de que não havia ninguém ali, o local estava vazio. Então ele abriu sua mochila e eu me debrucei sobre o balcão para olhar: haviam várias bolsas de sangue.

— Onde conseguiu isso? — Perguntei.

— Tenho meus contatos. – Se gabou. – O importante é que a cada duas semanas vou dar um jeito de te visitar e trazer essas bolsas para ajudar na sua alimentação.

— Você é o melhor do mundo. – O abracei por sobre o balcão.

— E como vai sua nova vida? – Perguntou me observando com o avental da cafeteria.

— Não tem a mesma emoção do Centro de Treinamento, mas é seguro e não topei com nenhum Vampiro até agora.

—Isso é bom. Eu tenho pesquisado muito sobre a cura e tudo relacionado a isso, deixei vários arquivos na mochila junto com as bolsas.

Me entregou a mochila e eu a guardei em um canto atrás do balcão.

— E minha mãe como está? – Perguntei séria, o assunto me incomodava, mas eu precisava ter notícias dela.

— Está ótima, exigindo muito de mim em seu treinamento para que eu possa ocupar logo o cargo dela e ela possa ir...

— Ir para onde? – Eu não sabia que ela pretendia ir embora ao se aposentar.

—Para o vilarejo do clã, onde ela cresceu.

—Faz sentido, ela não tem nada mais que a prenda aqui. – Não pude disfarçar minha tristeza.

— Não fique assim, nós vamos dar um jeito.

— Obrigada por não desistir de mim, mesmo eu não merecendo.

— É o mínimo que posso fazer pela garota que eu amo.

Me olhou afetivamente até que seu celular tocou quebrando clima.

— Preciso ir, tenho medo que percebam minha ausência e comecem a questionar.

— Tudo bem, aguardo sua próxima ligação.

Sorrindo ele acenou para mim enquanto caminhava em direção a porta. Eu já me sentia muito melhor, havia novamente uma chance e uma motivação para me dar forças para lutar pela minha antiga vida. Passei o resto da tarde sorrindo à toa! Fechei o estabelecimento no final do meu turno e com a mochila de Noah nas costas segui para casa.

Caminhei tranquila, o sol já havia se posto e a noite começava a cair. Uma brisa fresca e agradável veio de encontro ao meu rosto. Chegando no prédio subi as escadas até o apartamento e quando cheguei no corredor, percebi que a nossa porta estava entreaberta. Instintivamente fiquei em posição de ataque. Alguém invadira o apartamento e não era bruxo, se fosse não teria deixado tanto rastro, era alguém bem descuidado.Devagar abri a porta e levei um susto: O local estava revirado, coisas quebradas no chão como se alguém houvesse lutado por ali. Na bancada da cozinha um bilhete:

“ Estamos com sua amiga, se quiser encontrá-la viva venha até a God of the nigth. Temos muito para conversar! Procure por Dimitri.

Att: Thana Ivanovich. ”

Dimitri, esse nome era familiar, porém eu não me lembrava onde havia escutado. E quem diabos era Thana? A única coisa familiar ali era o local: a mesma boate onde eu havia ido com Ruby na noite anterior. Seria algo relacionado com meu incidente no beco? Eu tinha muitas perguntas e pouco tempo. Não era prudente me expor de novo, mas se eu quisesse salvar Ruby eu tinha que ir até lá.

Eu não tinha como me armar, improvisei duas estacas de madeira e as escondi debaixo da jaqueta. Já era quase meia noite quando consegui chegar até a boate, me dirigi ao segurança na porta.

—Posso ajudá-la?- Ele questionou ao me ver passar reto pela fila e tentar entrar.

—Tenho uma reunião com Dimitri. – Falei com naturalidade.

Imediatamente ele liberou minha entrada e eu fui até o bar.

—Onde posso encontrar o Dimitri? – Gritei por cima do barulho.

— No terceiro andar logo acima da área VIP. – Gritou de volta o barman, parecia habituado a dar aquela informação.

Subi as escadas passando pela área VIP no segundo andar, continuei subindo e um andar a cima havia um corredor com uma porta dupla grande no fim. Na frente como se estivessem guardando algo estavam dois homens vestidos de preto, um deles sorriu para mim mostrando longos caninos afiados. Eram vampiros!

Não sei se foi pelos anos de treinamento no clã Guerreiro, ou então as novas emoções de vampira, mas no momento senti que devia entrar atacando e pegá-los de surpresa. Avancei sobre eles com muita rapidez. O primeiro, por ter sido pego desprevenido mal reagiu enquanto eu enfiava uma estaca em seu peito. O segundo avançou em minha direção ao ver o colega cair ao chão, nos chocamos um contra o outro e o impacto nos fez cair para trás escancarando a porta no caminho, entramos rolando para dentro da sala. Aproveitando a vantagem girei com força sua cabeça para o lado. Não sabia se isso o mataria mas provavelmente o deixaria desacordado por um tempo.

Meus reflexos de vampira eram incríveis! Em um segundo consegui ver Ruby amarrada em um canto da sala, com uma vampira ruiva ao seu lado. Um vampiro grandalhão que estava dentro da sala com elas e logo avançou em minha direção. Ele tentou atingir meu peito com o punho fechado a fim de me desestabilizar, mas eu consegui segurar seu braço a tempo, peguei impulso com meus pés na parede e girei seu braço enquanto usava meu peso para imobiliza-lo no chão, ouvi o barulho de um osso se quebrando. Antes que ele se recuperasse quebrei seu pescoço como havia feito com o outro vampiro.

Com o rosto transbordando em ódio a vampira ruiva já avançava em minha direção, me passou uma rasteira e eu caí no chão com ela em cima de mim. Ela era muito mais forte que os outros dois, mas eu tinha mais motivação: precisava tirar Ruby com vida dali! Pensando em salvar minha colega eu consegui aumentar minhas forças e usando as duas pernas eu consegui lança-la para longe tirando-a de cima de mim, me levantei rapidamente e dessa vez quando ela avançou eu estava mais alerta, não foi foi fácil neutralizá-la mas usando a segunda estaca que eu tinha consegui envolver seu pescoço com um braço enquanto mantinha a estaca apontada para seu peito com o outro. Ela paralisou ao sentir a ponta encostada sobre o coração que nem tinha mais. Ao menor movimento eu não hesitaria em afundar à estaca em seu peito, e ela sabia pois ficou imóvel com as mãos levantadas em sinal de rendição.

—Bravo! Bravo! – Nesse momento das sombras surgiu um homem aplaudindo e sorrindo como se tivesse visto o melhor show de sua vida.

Sua voz era grave, profunda e levemente melódica. Imediatamente o reconheci: era o vampiro que me transformou, eu tinha certeza! Como poderia esquecer o último rosto que vi antes de morrer e acordar como vampira? Eu mal podia conter minha raiva, uma fúria primitiva tomava conta do meu corpo enquanto eu exibia meus caninos e rosnava para ele.

—Solte ela ou eu juro que mato essa aqui! – Exigi, enquanto puxava a ruiva para mais perto de mim e pressionava um pouco mais a ponta da adaga.

— Tudo a seu tempo. – Ele respondeu calmamente enquanto andava despreocupado até uma mesa e servia dois copos com bebida.

— Primeiro nos apresentemos: eu sou Dimitri Bursin e você é a Verônica eu suponho. – Disse sorrindo enquanto vinha em minha direção com um dos copos estendido.