Notas iniciais
Olá queridos! Este capítulo terá alguns links para o youtube, são músicas que usei para inspiração ao cria-lo, por isso achei interessante coloca-las para que vocês escutem enquanto leem.

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Capítulo 49

Dark Paradise — Lana Del Rey

Elisabeth estava sentada na penteadeira enquanto desembaraçava os cabelos com uma escova grande. Esse era um de seus momentos favoritos, pois a lembrava quando sua mãe fazia o mesmo. Essas eram boas recordações e ela as presava muito, mesmo que nunca tenha enxergado seus outros sentidos a ajudavam a preservar momentos. Por isso que agora estava tão triste, havia acabado de jantar junto com Bobby e Claire, no entanto não tinha vontade de mais nada pois lhe era impossível chegar próximo a sala sem pensar nele, doía como um corte aberto não ouvir a televisão ligada ou sua voz sarcástica quando atrapalhavam seus programas. Era difícil e doloroso, sentia em seus lábios o sabor dos dele e não conseguia nem dormir direito, o queria tanto e nunca poder tê-lo estava lhe fazendo mal, sempre achou que amor fosse eterno mas seu coração lhe enganou terrivelmente e agora estava sofrendo demais. Às vezes passava a noite revivendo o abraço, o beijo e o som da voz do arcanjo e mesmo que Bobby tivesse lhe dito que ela era muito importante para todos, não tinha vontade de tentar esquecê-lo e seguir em frente.

Bobby podia ter feito um feitiço para invocar o caído, porém fazer uma prece seria mais rápido e também mais eficaz.

"Rogo para que Lúcifer o Arcanjo da Luz traga sua bunda emplumada aqui nesse instante! "

Não demorou para ouvir um barulho característico das asas batendo.

– Que foi Singer sentiu Saudades? — Brincou o Arcanjo.

– Temos que ter uma conversa. — Bobby disse sério.

– O que houve?

– Lizzie está sofrendo...

– E a culpa é minha? — Perguntou cruzando os braços e tentando disfarçar sua preocupação.

– Olha garoto acho bom você me ouvir, sabe que só quero seu bem assim como quero o bem de Elisabeth. — Disse Singer como não ouve resposta da parte do Arcanjo, prosseguiu. — Ela está triste, não quer comer, fica enfiada naquele quarto. E isso tudo desde que você resolveu ir embora. De verdade Lúcifer eu não sei o que aconteceu naquele dia, mas sei que algo aconteceu e a sua partida deixou ela... praticamente doente. Agora me responde uma coisa filho, você está melhor que ela? — Falou Bobby.

Não, ele não estava melhor que Elisabeth. Desde que beijou a inocente jovem, não conseguia deixar de pensar nela, em todas os momentos que estiveram juntos, os pequenos toques que recebia, sentia falta do riso tímido da Milligan, do jeito tranquilo de falar, o Caído sabia que Bobby tinha razão, mas o que ele poderia fazer?

– Então me diz o que eu tenho de fazer? — Perguntou e Bobby sorriu.

– Filho se tivesse manual de instruções para isso, o mundo seria bem menos complicado! Mas eu posso te dar um conselho. Ela está com raiva, deixe-a desabafar e aí depois seja sincero, fale tudo que sente e então talvez vocês se acertem! — Disse Bobby deixando Lúcifer sozinho para tomar sua decisão.

O arcanjo sentou no sofá e ligou a televisão. Havia saído tão transtornado depois de ter estado com Elisabeth que nem tinha terminado de assistir o box de Dr. House MD. Quando chegou no fim do episódio percebeu que não havia se concentrando em nada do que passava, estar ali tão perto de Lizzie estava tomando todos seus sentidos e o deixando ansioso por sua adorável presença. Sabia qual seria a atitude que seu pai esperava dele mas não era possível obedece-lo pois só agora percebeu que já havia tomado sua decisão mesmo antes de que entendesse o que sentia. Levantou-se nervoso, nunca tinha ficado tão sentimental mas parece que até isso sua pequena humana conseguia. Parou no corredor em frente seu quarto, sabia que está era sua chance de se acovardar e fugir, mas se a milênios atrás quando sabia que iria perder toda sua família, não se acovardou agora é que não ia.

Love Me Like You Do — Ellie Goulding

Estava deitada na cama tentando inutilmente não chorar, era uma guerra perdida e logo seus olhos estavam doloridos das lágrimas derramadas. Estava com o rosto inchado pelo choro quando ouviu o bater na porta, manteve-se quieta para que a pessoa desistisse e voltasse outra hora.

– Elisabeth? — Ela não queria acreditar, mas era verdade já conhecia a história de vários romances que terminavam assim, a pessoa apaixonada chegava a ver e ouvir seu amado quando eles estavam separados e a loucura dominava a mente do desafortunado. No entanto Lúcifer continuou a chama-la fazendo compreender que ele estava mesmo ali. – Lizzie? Abra a porta!

Levantou-se rapidamente mas não foi abrir, o que ela iria dizer? Reclamar do porquê ele partiu sem se despedir? Exigir amor da parte dele? É claro que não, não era tola, sabia que relacionamentos não funcionavam desse jeito. Aprendera com as freiras que os homens faziam muito mais do que só beijar uma moça antes de abandona-la. Por isso não tinha motivos para estar perto dele.

– Lizzie? – Chamou novamente o arcanjo. – Preciso conversar com você, necessito tanto te ver.

O coração da garota parecia que a qualquer momento fosse saltar de seu peito, jamais imaginou ouvir tal frase vinda de Lúcifer.

– Por favor?! – O som de asas seguido da voz de Lúcifer atrás de si quase a fez cair no entanto as mãos do arcanjo a ajudaram a apoiar-se – Você está bem?

– Sim, obrigada. – Ela virou de costas para ele. – O que você quer?

– Queria te ver, conversar!

– Já viu e esta conversa já acabou, agora poder ir.

– Lizzie. – O arcanjo não se conteve e deslizou a mão em seu braço direito. – Eu queria me explicar.

– Não Lúcifer, você não me deve explicações! – Ela disse enquanto se afastava de seu toque. – Não sou criança e não preciso ser tratada como uma invalida, sei muito bem que um beijo não significa nada.

– Pelo contrário, aquele beijo foi tudo para mim. – Ele se aproximou novamente e afastou uma mecha de cabelo que estava fugindo da traça da garota. – Não consigo nem por um milésimo de segundo parar de lembrar-me, aquela memoria grudou nas retinas e não me abandona.

– Lúcifer por favor, não me iluda. – Elisabeth chorou.

– Nunca. – Ele a puxou para seus braços e enxugou seus olhos. – Eu nunca minto e não vai ser agora que vou começar. Me desculpe por aquele dia, eu fiquei tão confuso e não soube como lidar com tal sentimento que até então era desconhecido para mim. Não soube como entender e fugi, mas não vou repeti-lo por isso vim aqui, eu te amo, e é um sentimento estrangeiro e forte demais entretanto agora o compreendo e quero tanto estar com você, por favor me perdoe por meus erros.

Elisabeth apertava a camisa do arcanjo e chorava em seu ombro a cada palavra dita por ele.

– Você me desculpa e talvez se possível me deixaria tomar seus lábios nos meus novamente? – O Caído sussurrou no ouvido da moça e Lizzie sorrindo timidamente entre as lagrimas ofereceu seus lábios em um beijo apaixonado.

O que começou como toques tímidos e beijos castos foi se perdendo no sentimento que os dominava, cada toque na pele deixava um rastro de calor que não se extinguia. Os lábios unidos se separavam em busca de ar mas o arcanjo não permitiria deixar de beija-la e logo dava pequenos selinhos no rosto e pescoço da moça. A mente de Elisabeth era um borrão de sensações desconexas que se perdiam nos lábios do Caído, quando ele traçou beijos por seus ombros, ela arrepiou-se inteira e nem percebeu o arfar cálido que escapara de entre seus lábios.

Não conseguia afastar-se da jovem. Sua humana estava embriagando-o com seu perfume floral e gemidos baixos. Sabia que não devia mas não pôde deixar de descer seus toques para sua cintura fina e quadris largos, sabia que era harmoniosamente bem delineada e não conseguia conter sua mão que traçava descaradamente a costa e descia para o zíper do vestido.

– Luci... – Ela gemeu entre medo e anseio o fazendo fechar os olhos de puro desejo. Quando pensou em afastar-se a jovem o segurou pela gola da camisa e grudou mais ainda o corpo no dele. Retornaram ao beijo e logo já tocava suas costas livres do fecho do vestido floral. Ele sabia que ia acabar sendo jogado na jaula por tal ato mas seu amor e desejo eram maior que qualquer temor.

Elisabeth não continha os gemidos e sussurros, cada toque de seu amado a levava a um novo estado de entrega, em algum lugar de seu cérebro sabia que deveria parar, no entanto não lembrava mais o porquê deveria e quando Lúcifer deslizou por seu seio esquerdo, ela momentaneamente esqueceu seu próprio nome ao estar apenas chamando o dele.

Tocavam-se mutuamente quando Lúcifer a apanhou nos braços e caminhou em direção a cama, deitou-a e ficou parado analisando a beleza surreal de mulher em sua frente. Elisabeth estava com os lábios vermelhos, o cabelo desalinhado, respirava de forma rasa e em suas bochechas um adorável tom de rosa se espalhava. Não podia só olhar para tamanha tentação por isso logo estava sobre ela, tomando novamente seus lábios. Quando voltou a percorrer seu pescoço e ombros, desceu uma das alças do vestido e não conteve um gemido rouco ao visualizar o seio farto e firme.

–Luci. – O grito de Elisabeth era um misto de susto e prazer quando os lábios do Caído tocaram seu seio direito. O arcanjo voltou a si neste instante e afastou-se dela.

– Minhas desculpas Elisabeth, isso não voltará a acontecer. – Ele sentou-se, esfregou o rosto e fechou os olhos para não olhar a mulher amada. – Sinto muitíssimo se meu amor misturou-se erroneamente com o desejo e acabei ofendendo-a.

– Lúcifer meu amor! – Lizzie o puxou para a cama e mesmo relutante o arcanjo deitou-se ao seu lado e teve seu rosto acariciado pela jovem – Eu amo e seria impossível que me ofendesse com seus toques. Meu querido eu sou sua desde sempre!

– Lizzie. – Ele gemeu enquanto ela beijava atrevidamente seu pescoço.

– Lúcifer me faça sua mulher? — Ela ronronou ao levar a mão do Caído para seu seio.

Havia pedidos inegáveis e este de sua humana era o mais forte deles, como ele poderia negar o que tanto ansiava? Isso mesmo ele não pôde. Deslizou sobre cada canto do corpo de Elisabeth, a beijou em cada pedaço de pele disponível, sussurrou em seu ouvido recebendo arquejos de prazer em troca e quando o ápice do amor os alcançou deitaram-se juntos esperando a chegada de um novo dia regado a promessas apaixonantes.

Notas finais
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