Da Penitência Ao Amor
57 Capítulo 50
Notas iniciais
Capítulo 50
Amy está em seu novo quarto vendo e revendo as fotos de sua família no computador. Sentia muita falta de casa, sua mãe falava o tempo inteiro das "coisas horríveis" que seu pai e tio haviam feito e não adiantava falar que não eram eles pois a mulher estava resolvida a atormenta-la com mas acusações infundadas.
A visita rápida de Michael a fez se sentir um pouco melhor, estar perto de Stacy e de sua avó Audrey era bom, mas não se sentia mais pertencente aquele lugar, não conseguiu dormir, se sentia presa e sua mãe estava muito estranha.
– Posso entrar? — Era Victor.
– Sim...
– Como você está? — Ele perguntou.
– Bem. — Respondeu.
– Amy sua mãe só quer seu bem...
– Não, Cassie só quer o que é melhor para ela! — Amy diz.
O homem deposita um beijo no topo da cabeça da garota e sai. Não adiantaria conversar nem com Amy e nem com Cassie ambas eram idênticas em teimosia e para piorar as coisas sua mulher havia discutido coma mãe e proibido Audrey de ver as meninas.
Não demorou muito para a pequena Stacy ir para o quarto atrás da irmã.
– Princesa da mana! – Amy beijou a irmã. – O que você está fazendo?
– Quero ver o neném — Pediu a pequena que guardou o segredo sobre a visita da irmã.
– Vem cá! — Amy coloca a pequena em seu colo e elas começaram a ver as fotos, Amy sentia falta de seus outros irmãos Danny e Claire, por que ela considerava a loira como sua irmã e sabia que a outra também a considerava assim. Ficaram juntas até tarde e acabaram dormindo no mesmo quarto.
Quando Amy acordou e olhou para as horas no celular, soube que sua mãe já havia ido trabalhar. Olhou para sua irmãzinha que dormia profundamente e apesar de estar contente por ter a pequena perto, sentiu seu coração doer em estar longe do resto de sua família. Sacudiu a cabeça tentando não lembrar, prendeu os cabelos num coque e foi ao banheiro escovar os dentes. Depois de terminar sua higiene desceu para a cozinha em busca de café da manhã. Assim que pôs os pães na torradeira, abriu a geladeira para apanhar leite e lembrou que deveria dar as vitaminas de sua irmã as nove horas da manhã. Entretanto abriu a maleta rosa com o nome de Stacy e viu o vidro de remédio vazio. Irritada com Cassie por ter esquecido algo tão importante pois sua irmã havia nascido prematura e tinha alguns problemas de saúde, a Winchester resolveu ligar para Victor e pedir para que ele comprasse, afinal a Delegacia de Polícia em que trabalhava não ficava a mais de dez minutos de distância da casa e mesmo que fosse mais longe seu padrasto nunca deixaria de cuidar de ambas as garotas.
Quando terminou a ligação para Victor, ouviu Stacy a chamar. A criança estava no topo das escadas toda descabelada segurando seu amado coelhinho de pelúcia e esperando sua irmã vir abrir o portãozinho para que pudesse descer.
– Bom dia meu amor! – Amy a abraçou e pegou no colo dando um beijo terno na testa da irmã.
– Dia meu mô. – Stacy respondeu gargalhando quando a mais velha fez cocegas na sua lateral.
– Victor já deve estra chegando com sua vitamina. – Amy pensou em voz alta. – Enquanto isso o que você quer para o café: suco com torradas ou cereal e frutas?
–Bicoto? – A pequena perguntou esperançosa.
– Que tal torradas com geleia de morango. – A Winchester fez a contra proposta.
– Mindoim?!.
– Certo, com creme de amendoim então.
No entanto assim que Amy foi sentar a irmã em sua cadeirinha a campainha tocou, imaginando ser Victor que esqueceu a chave a garota colocou a irmã no chão e foi atender sem olhar pelo olho magico. No outro lado da porta estava uma mulher ruiva, vestida em preto. A desconhecida segurou a porta quando viu Amy tentar fecha-la.
– Não mesmo Win-ches-ter. – A ruiva sorriu largamente. – Demorei muito para encontrá-la sozinha e desprotegida, não pretendo perder esta oportunidade.
Havia algo errado, Michael sentiu embora não conseguisse identificar, sabia que algo ruim estava acontecendo ele forçou-se a localizar seus irmãos na terra e depois de ver a localização de todos os doze, ficou tentando entender o que sentia até que de repente a voz sussurrante de Amy chegou seus ouvidos.
Depois de muitas discussões Dean havia convencido Bobby e Michael que ele, Sam e Castiel iriam ao Missouri para tentar resolver as coisas com Cassie pacificamente, embora ambos só havia acreditado quando Sam prometeu fazer o impossível para manter seu irmão o controlado. Agora estavam no Missouri ambos os Winchester acompanhados de seus anjos e o pequeno Daniel. Quando fizeram o registro em um hotel afinal Dean não iria deixar seu bebê num local insalubre como os motéis baratos que eles normalmente se hospedavam. Foi difícil mas Sam havia conseguido convencer seu irmão que não podiam chegar tão cedo a casa de Cassie e mesmo porque Daniel havia passado muito tempo no Impala e precisava dormir em um lugar que não fosse sua cadeirinha ou o colo de Castiel.
Por volta das nove da manhã o primogênito Winchester já andava feito um animal enjaulado, e Sam sabia que não poderia mas contê-lo quando ia abrir a boca para falar Daniel acordou de seu sono chorando a plenos pulmões o bebê chegava a tremer parecendo totalmente angustiado.
– O que está havendo com ele? — Perguntou Dean tenso olhando para o filho no colo de Castiel, ficou muito assustado que seu pequeno tivesse adoecido devido a viagem.
– Há algo errado...
– Isso a gente já percebeu Cas! — Dean falou impaciente pegando o bebê do outro pai.
– Não com ele, acho que assim como nós o pequeno Danny também sentiu. — Gabriel falou.
– Sentiu o que? — Samuel perguntou.
– Apenas uma das piores sensações que já tive, eu preciso ir...! — Disse o Arcanjo do juízo.
Dean não conseguia entender e tentou fazer seu filho acalmar quando de repente as luzes e a televisão começaram a ligar e desligar, as paredes e o teto tremeram tanto que pedaços de reboco caiam no chão, uma luz muito forte invadiu o quarto e o Winchester abaixou para proteger o bebê, no meio do tumulto e gritos dos outros hospedes um som agudo que o loiro logo reconheceu como a voz verdadeira de um anjo encheu o local. Ambos os Winchester se encolheram com a dor e logo Castiel pegou no colo seu filho que como ele podia ouvir o que estava sendo dito sem ser prejudicado. Assim que a luz parou Dean destampou os ouvidos que já sangravam, assim com um de seus olhos por onde sentiu o liquido quente descer.
– O que foi isso? – Falou extremante alto devido a surdez momentânea.
– Dean eu sinto muito. – Castiel disse com lagrimas nos olhos.
Fale com o autor