DIGIMON - ALPHA

4 TRÊS - Guerreiro DO Mar


Notas iniciais
YOO! Olha eu aqui de novo. Dessa vez não na Sexta, mas ainda no prazo do fim de semana! Pois bem, Aqui está mais um capítulo pra vocês! Espero que gostem!

— Finalmente — de braços esticados e com um enorme sorriso no rosto, Ethan comemorava o fim da re-reconstrução da vila dos Tanemon.

Estava tudo perfeito. As casinhas, agora feitas de madeira e pedregulhos, com ainda mais enfeites nas janelas e portas, várias flores plantadas em torno delas e estradas pintadas com a ceiva das árvores que ligam cada casa. O céu estava ainda mais lindo nesse dia, com nuvens de vários formatos e tamanhos, o sol iluminando todo o vilarejo e aparentemente nenhuma ameaça prevista. Os escolhidos também ergueram uma cerca em volta da vila, para dar um pouco mais de segurança às plantinhas.

— Fizemos um bom trabalho aqui — comentou a morena. Seus olhos estavam admirados com o que fizeram.

— Pensei que não fossemos terminar nunca — o cão, parceiro da garota, brinca. — a vila é pequena mas tem muitos moradores.

— Existiam muitos mais — o líder Tanemon interveio — antes do primeiro ataque, haviam muitos mais — silêncio.

— O importante é que vocês estão bem. — Ethan tentou animá-los.

— Você está certo, escolhido — as plantinhas se reúnem em um círculo esverdeado, saltitando e cochichando algo — e como forma de agradecer vocês — ele esperou um tempo até os Tanemon, que haviam saído em disparado para uma das maiores casinhas da vila, retornarem — peço que aceitem isso. Não é muito, mas vai ajuda-los em sua jornada.

Cerca de quatro Tanemon carregavam uma única bandeja, feita de casca de árvore, em suas cabeças. Na casca usada como bandeja havia algumas frutas. As plantinhas deixaram os alimentos com Marsh, que os pegou e dividiu entre os amigos. Três frutas para cada um deles.

— Muito obrigado, Tanemon — Agradeceram.

— Vocês tem certeza de que não querem que fiquemos mais alguns dias? — o garoto perguntou e recebeu um sorriso gentil dos Tanemon como resposta — tudo bem, então já vamos.

º º º

Após se despedirem de todos os digimon broto e saírem do vilarejo pela parte norte, o lado oposto pelo qual chegaram na vila, os escolhidos seguiram caminho rente à um extenso rio, esse de águas escuras, porém com certo grau de transparência. Ethan, Marsh e Labramon caminhavam lado a lado na margem do rio, observando as poucas árvores, flores e alguns digimons que passavam brincando ou procurando algo pela floresta que aos poucos iam deixando pra trás. Já Otamamon nadava tranquilamente pelas águas azuis, sua maior preocupação e observar os peixes nadando e as algas dançando no fundo do rio.

— Não acredito que você já comeu todas as frutas que os Tanemon nos deram! — a exclamação veio de Marsh, a garota encarava furiosa o amigo.

— Vai dizer que você ainda tem alguma?

— Claro que sim! — ela retira seu último alimento do bolso da jaqueta. – uma fruta parecida com uma pera.

— Ethan, tô com fome! — Otamamon se intromete na conversa ao notar a fruta na mão da garota.

— Será que não tem alguma árvore frutífera aqui por perto? —ele perguntou, seus olhos percorriam toda a extensão do lugar em que estavam. – uma quase planície aberta, com o rio que seguiam atrás de si e em sua frente algumas poucas árvores sem fruto algum em seus galhos. Não encontrou nem mesmo arbusto ou flores, somente as árvores e um gramado verdinho e baixo.

— Nós vamos procurar! — Labramon saiu correndo na frente, sendo seguido pelo anfíbio azulado que pedia freneticamente para que o outro o esperasse — mais rápido Otamamon, não podemos deixar eles sozinhos por muito tempo.

º º º

Os digimon não demoraram tanto tempo assim, mas fora o suficiente para que seus parceiros humanos pegassem no sono, cada um nos pés de uma árvore diferente e não muito distante uma da outra.

— Demoramos tanto assim? — Otamamon vinha carregando uma grande folha com algumas frutas sobre ela e, logo atrás Labramon puxava uma casca de árvore, também com várias frutas nela.

— Eu disse que não era pra nos afastar tanto.

— Mas foi você quem saiu correndo para o meio da floresta — tentou argumentar o anfíbio. Sem sucesso.

— Vamos deixar a comida aqui, quando eles acordarem verão ela.

Fizeram exatamente o que o labrador dissera. Deixaram tanto a folha quanto a casca da árvore com frutas perto dos dois humanos e foram para próximo ao rio, onde descansariam.

º º º

Não tiveram muito tempo para descansar, o sol já começara a se pôr e a lua se reerguia para mais uma noite. Os escolhidos acordaram quase que no mesmo tempo, encontrando os alimentos deixados por seus parceiros, não demorou muito para acabarem com tudo.

— Venham rápido! — a voz do parceiro de Ethan é ouvida ao longe. Os dois jovens correram o máximo que conseguiram pela margem do rio até se depararem com um cenário todo destruído.

— O que está acontecendo aqui? — questionou o Loiro. Ele ainda não reparara na enorme ave que lançava várias bolas de fogo contra o rio, onde vários digimon aquático tentavam se esconder.

— É Birdramon! — o anfíbio se joga na água e vai até os pequenos digimon marinhos para ajuda-los — não vou deixar que tire a vida desses digimon — Exclamou, ele nadava velozmente pelas águas escuras do rio.

— Labramon! — Marsh chamou, o aparelho digital no bolso de sua jaqueta brilhou.

— Labramon, digivolve para... Seasarmon!

O parceiro da garota avança contra a ave flamejante, seus olhos e patas brilham intensamente em luz esbranquiçada. Ele não conseguiria pisotear o oponente.

— Brilho da Bravura! — seu corpo se incandesce e o digimon libera suas lanças de energia contra Birdramon.

— Não me faça rir! — o pássaro de fogo, — com quase quatro metros de altura, corpo em chamas e garras e presas muito afiadas — exclamou — ataques como esses não podem me ferir — a ave sobrevoa Seasarmon, suas garras quase o atingem algumas vezes.

— Você precisa tomar cuidado Seasarmon! — gritou a garota — não deixe ele acertar você.

Tarde demais, a gigantesca ave, com um forte bater de asas, lançou dezenas de meteoros de fogo que atingiram em cheio o parceiro de Marsh.

— Labramon! — ela corre até o digimon que, após receber o ataque, retorna a sua forma infantil. A jovem tenta tirá-lo de perto do inimigo.

— Isso, só mais um pouco e vocês conseguirão fugir — Otamamon anda tentava guiar os monstrinhos marinhos para longe de Birdramon, eles estavam seguindo para o sul pelo rio, o anfíbio ia nadando na frente dos menores – digimons parecidos com patos, porém de pelugem esverdeada e bicos amarelos, com suas barbatanas e uma pequena calda — estamos quase lá.

— Não pensem que vão fugir de mim! — a ave flamejante paira em frente aos digimons aquáticos — minha missão é acabar com todos os digimon que não tiverem o elemento fogo em seu DNA — explicou — não irei falhar! Asa Meteoro! — lançou seus meteoros de fogo contra o rio, os pequenos digimons desaparecem em dados.

— Não! — Otamamon é arremessado pra trás com a explosão no rio.

— Otamamon, você está bem? — Ethan conseguiu pegar o parceiro que ia voando em sua direção.

— Vamos lutar, Ethan! — sua voz saiu como uma ordem, tanto que ele saltara do colo do garoto e se jogara nas águas do rio — vou vingar todos os digimon que você matou! Bolhas Fervidas!

As bolhas lançadas pelo parceiro do loiro vão em cheio contra o pássaro, que recua ao ser atingido. Mais uma ou duas vezes e o Otamamon parece ter a vantagem, pelo menos por alguns minutos.

— Maldito! — urrou. O fogo em seu corpo, mesmo estando recebendo doses e doses de água, ainda sim se mantinha muito quente — como ousa tentar apagar meu poderoso fogo? Vai pagar por isso! Nuvem de Fogo!

O pássaro gigante começa a bater suas asas, uma densa nuvem de fogo é criada e começa a pairar sobre as águas do rio em que estavam lutando e elas se aquecem. Otamamon sente que se continuasse assim não iria muito longe, mesmo com suas bolhas sendo lançadas a todo momento contra o algoz ele percebia que não lhe causavam dano algum agora.

— Você tem que sair daí! — Ethan, ao notar que as águas começavam a soltar fumaça devido ao calor fica preocupado com o parceiro, ele tinha que fazer algo para ajudá-lo — saia daí, Otamamon! — vendo que o parceiro não o obedeceria, o jovem se joga no rio. Seu corpo começa a aquecer mais do que deveria, sua visão falha e respirar fica cada vez mais complicado — O... Otamamon. — foram suas últimas palavras antes de afundar.

— Ethan? — sem ouvir mais a voz do rapaz, Otamamon começa a procura-lo. Olhando mais a fundo no rio ele percebe o corpo afundando cada vez mais. O anfíbio submerge desesperado para salvar o amigo — Ethan!

No bolso da calça jeans do loiro, seu aparelho digital começou a cintilar. Otamamon tem seu corpo coberto por uma forte luz, o corpo pequeno e azul arroxeado se alonga, suas perninhas se transformam em barbatanas, uma longa cauda de peixe e um bico se formam em seu corpo. Agora ele tinha a aparência de um golfinho, corpo azul escuro com detalhes mais claros nas costas, barriga esbranquiçada e uma cicatriz no focinho.

— Otamamon, digivolve para... Dolphmon!

O recém-evoluído digimon usa seu novo, veloz e poderoso corpo para retirar o parceiro da água, deixando-o seguro em terra firme.

— Vai pagar caro por isso, Birdramon! — ameaçou. Agora, a água fervente parecia nem incomodar o monstro marinho — Ondas Super Sônicas!

De sua boca uma grande onda sônica fora lançada, não feriu o inimigo, — e nem era o plano do golfinho – mas o deixou completamente atordoado, o que deu, novamente, a vantagem para Dolphmon.

— Espero que em sua nova via você seja um bom digimon! — suas palavras saem quase como uma oração — Mordida Feroz!

Aproveitando o momento, Dolphmon afunda no rio pegando impulso para dar um grande salto, suas presas brilhavam intensamente quando mordeu o pescoço de seu algoz, girando-o no ar e arremessando-o contra a água. Birdramon explode em data.

º º º

O digimon marinho retornara a sua forma infantil e seguira até seu parceiro. Marsh e Labramon ainda estavam um pouco afastados, a garota cuidava do digimon com muito afinco, já que as feridas em seu corpo pareciam muito graves.

Quando finalmente se juntaram, Ethan deu a ideia de se esconderem em alguma caverna ou algo do tipo, caso encontrassem. Sua ideia foi muito bem acolhida. Os quatro, mesmo que com dificuldades, continuaram caminhando até chegarem em uma planície com neve, onde as árvores eram brancas e não podia se ver o gramado, já que havia uma densa camada de neve sobre ele. Por sorte encontraram uma pequena caverna escondida entre as árvores e montaram acampamento ali mesmo. Estavam todos cansados e necessitavam de uma boa noite de sono para continuarem sua jornada.