DIGIMON - ALPHA

5 Quatro - O Pesadelo DE Soulmon


Notas iniciais
Yooo Mais um capítulo pra vocês! Tenham uma boa leitura! Qualquer erro, podem reclamar!

A noite passara mais rápido do que Marsh previra. Ela dormira muito mais do que planejara e só agora percebera que metade do dia já havia passado. A morena se levanta de seu colchão de folhas improvisado e olha em volta. De um lado Ethan ainda dormia, seu corpo continuava bastante vermelho, do outro, Labramon permanecia encolhido, com vários hematomas pelo corpo.

— Finalmente alguém acordou — Otamamon adentrava a caverna arrastando uma folha cheia de frutas — como você está? — perguntou após entregar um dos alimentos para a jovem.

— Melhor do que eles — comentou, em seu rosto só podia se notar a preocupação que estava sentindo — precisamos fazer alguma coisa para ajuda-los.

— Sim, mas... O que? — até mesmo o anfíbio havia percebido que seus amigos não iria melhorar assim do nada, ainda mais Labramon, que estaca com seu corpo todo ferido — não podemos deixá-los aqui sozinhos e sair à procura de ajuda.

— É por isso que você vai ficar aqui cuidando deles — disse finalmente. Já havia pensado nessa possibilidade na noite anterior.

— O que está falando? — exclamou o menor — você não pode sair sozinha por aí sem a proteção de um digimon — afirmou tentando se por entre ela e a saída.

— Não se preocupe comigo — tarde demais para o digimon, a garota já estava do lado de fora da caverna, com um galho em mãos e olhando em volta, a procura de alguma trilha, ou algo que possa seguir — por ali! — Apontou para o que parecia ser o telhado de alguma casa. O local estava um tanto distante, mas não importava.

— Marshel, você não pode — tentou argumentar, mas foi cortado.

— Já disse pra não se preocupar comigo. Apenas fique de olhos bem abertos e proteja todos enquanto eu estiver fora — com um aceno de mão ela se despede. Estava disposta a chegar na tal casa ainda no mesmo dia, precisava se rápida.

º º º

A morena seguia caminho em direção ao topo da casa que vira e, após passar por alguns maus bocados, como ter que fugir de um digimon cogumelo furioso por ela invadir seu território e atravessar um lago congelado, a jovem finalmente consegue avistar as paredes da casa, que na verdade é um gigantesco castelo. – de paredes negras com várias janelas douradas espalhadas por elas, uma extensa varanda na frente com um caminho de flores negras que dão até ela. Duas pilastras com mais de cinco metros cada, uma de cada lado da varanda rodeada por cercas de madeiras. Telhados acinzentados com calhas de mesma cor, disfarçadas. E uma enorme porta dupla bem na frente, de madeira dourada, como as janelas, e com uma campainha na lateral direita. Um belo castelo.

— Com certeza alguém aqui pode me ajudar — afirmou a si mesma, seguindo pelo jardim de flores negras até a varanda de entrada. Apertou a campainha uma, duas, três vezes e nada. Pensou em desistir, mas finalmente a porta se abre — com licença, eu... — não havia ninguém atrás da porta. Ela adentra o local.

Agora, Marsh, estava em uma hall de entrada muito belo, paredes brancas, com um enorme tapete vermelho estendido pelo chão, um lustre com velas no teto e algumas estátuas de algum digimon desconhecido espalhadas pelo lugar. Olhando em frente ela pode ver uma escada, caminho para o segundo piso, porém a mesma estava bloqueada por pilhas de escombros que caíram do telhado, o que era estranho, já que a casa parecia perfeita pelo lado de fora. A esquerda, duas portas, uma mais próxima à porta de saída e a outra perto da escada para o segundo andar. Do lado direito a mesma coisa, como se fosse um reflexo no espelho.

— Tem alguém em casa? — perguntou em auto e bom som, mas não obteve resposta — Melhor eu procurar algum remédio ou alimento — decidiu após algum tempo observando atentamente os detalhes da casa. Ala conseguira ver que as paredes pareciam ter sido forradas com pano branco ao invés de pintadas. Talvez fora sua imaginação.

Entrou na primeira porta a direita, parando em uma sala de estar, — também de paredes brancas, com um jogo de três sofás negros bem postos no centro da sala e em torno de um carpete preto e uma mesinha de centro feita de vidro. Uma enorme TV, de pelo menos 65 polegadas, presa na parede em frente aos sofás e um enorme lustre de velas no teto.

— Muito bonito, mas não vai ajudar nos ferimentos deles — resmungou fazendo careta — próxima porta — ela já havia retornado para o hall de entrada, seu próximo alvo seria a porta mais atrás a direita — o que significa isso?

Ela havia entrado em outra porta, mas fora como se tivesse retornado para a sala de estar que, poderia até ser a mesma da qual acabara de sair, se não fosse por um detalhe. Na parede atrás dos sofás negros, uma estante repleta de livros terminava de enfeitar o lugar. Fora isso, tudo estava do mesmo jeitinho.

— Quem em sã consciência tem duas salas de estar? — murmurou fechando a porta atrás de si. Agora lhe restavam apenas mais duas opções de porta e ela estava seguindo para uma delas — só pode estar de brincadeira comigo! — exclamou ainda mais surpresa. Estava em uma terceira sala.

Marsh estava de frente com mais uma sala de estar completamente idêntica a primeira que visitara, a não ser por um detalhe. No lugar onde havia a estante recheada de livros na segunda sala, agora estava uma mesa de pingue pongue com duas raquetes e uma bolinha sobre a mesma. A garota nem se preocupa em observar muito e já sai do cômodo, rumando para a última porta disponível naquele piso.

— Agora só faltava me dizer que aqui também tem uma... Ahhh, não! — a quarta sala de estar era um reflexo das outras, com exceção de uma cama, com lençóis abarrotados, que ocupava o lugar da estante e até mesmo da mesa de pingue pongue — mas que droga está acontecendo aqui? — usando de força ela bate à porta da sala, não ficaria naquele lugar nem mais um segundo sequer, ou era o que ela pensava.

Ao se virar para fitar a direção da porta de saída, Marsh, teve uma grande surpresa, ela não estava mais no hall de entrada, não havia mais uma escada com escombros tapando sua passagem e também não haviam portas para outros cômodos. Ela estava presa na sala de estar, essa que possuía tudo o que havia na primeira, que ela visitara, incluindo a estante abarrotada de livros, a mesa de pingue pongue e a cama. Mas, porque uma cama? A garota tenta caminhar, mas seu corpo não podia se mover, estava preso. Ela estava presa na cama, logo atrás do jogo de três sofás e entre a mesa de pingue pongue e a estante de livros.

— O que é isso? — gritou assustada. Seu corpo parecia estar sendo enrolado por cordas — Me tirem daqui! — gritou novamente, mas logo se deteve — Que... O que está acontecendo aqui? — todos os móveis da sala começaram a flutuar, inclusive a cama em que ela se encontrava presa.

— Menina tola. Ninguém vai te salvar! — após uma gargalhada estridente ela ouve tais palavras.

— Quem está aí? — tentou perguntar, mas algo envolveu sua garganta, sufocando-a.

Pouco a pouco a criatura começou a se tornar visível. Era completamente branco, como a parede da casa, e usava um chapéu de bruxa preto na cabeça. Um braço azulado saia de debaixo do pano e apertava a garganta da jovem.

— Fan... Fantasma! — a voz saiu fraca. Ela estava pra apagar.

— Chuva de Lâminas!

Várias espadas douradas começaram a atingir o digimon fantasma, Marsh não conseguia ver de onde vinham, mas elas haviam salvo sua vida.

— Como ousa atacar o grande Soulmon — exclamou o vilão, ele olhava atentamente para um ponto da sala.

— Sou D’Arcmon, a guardiã da Ilha Data, defensora dos mais fracos e guerreira direta da deusa Ophanimon! — a voz era firme, assim como sua aparência. – uma jovem mulher com armadura de guerra dourada, da mesma cor que seu par de asas celestiais, uma espada embainhada em suas costas e um cajado, também embainhando, porém na cintura. Em sua cabeça um lenço vermelho com broxe de uma pedra esverdeada com asas. – ela encarava o vilão.

— Vai pagar por isso! — urrou o fantasma — Grito das Almas!

Com certo esforço, o digimon invoca dezenas de fantasmas menores, todos parecidos com ele, exceto pelo chapéu, que avançam contra a anjo.

— Não pode vencer um guardião. Golpe do Amor! — como se estivesse dançando a digimon, com sua espada em punhos, gira pela sala golpeando todos seus oponentes e, em pouco segundos, restavam apenas Soulmon, Marsh e ela no lugar.

— Muito veloz — arregalou os olhos ao perceber que seus subordinados perderam.

— Agora é sua vez —a digimon arcanjo guarda sua espada e pega o cajado de madeira — que seus dados retornem em um digimon puro e gentil! — exclamou apontando sua arma para o inimigo — Explosão de Luz! — suas asas começaram a cintilar, assim como a ponta de seu cajado.

— Não! — as duas mãos fantasmagóricas de Soulmon até tentaram acertar a oponente, porém, conforme seus membros eram tocados pelo forte brilho liberado pela digimon anjo, eles desapareciam em dados, pouco a pouco, até que o fantasma tivesse sido completamente destruído.

Todos os móveis que flutuavam desapareceram, incluindo Marsh, que era pensa apenas pelo poder do inimigo. Quando se levantou, após o forte impacto contra o chão, ela avista um cenário de filme de terror, tudo era escombros. Toda aquela mansão havia sido obra da ilusão de Soulmon, que hipnotizara a jovem quando a mesma se aproximara dos restos da casa. Ela olha para D’Arcmon.

— Obrigada — pediu um pouco envergonhada.

— O que um humano está fazendo no Digimundo? — a arcanjo apontava seu cajado para a garota, mesmo ela não oferecendo perigo algum.

— Longa história — se levantou batendo a neve e a poeira da roupa — você por acaso saberia onde posso encontrar remédios e curativos? — perguntou um tanto desconfiada, mas não poderia perder a oportunidade, o digimon a salvará. Não deveria ser mal — meus amigos precisam de cuidados, eu vi esse castelo e.... Bem, caí numa armadilha.

— Seus amigos são digimon?

— Um é meu parceiro digimon, o outro é um humano.

A garota respondeu a todas as perguntas do digimon arcanjo. Ele estava tentando ter total certeza de que a garota não era alguém que fosse fazer mal aos digimon. Depois de confirmar que Marsh não era uma má pessoa, D’Arcmon decidiu que iria ajuda-la, pediu para que a levasse até onde estavam seus amigos e, durante o percurso, foi recolhendo algumas ervas e frutos que encontrava, dizendo que seriam necessários para fazer pomadas e remédios.

º º º

Durante o resto da noite, D’Arcmon cuido de Labramon e Ethan no esconderijo improvisado que montaram. Ela produziu algumas pomadas para queimaduras e pediu para Marsh passar no garoto enquanto que ela iria fazer outro tipo de pomada, essa mais poderosa e eficaz contra ferimentos mais graves, como os do parceiro da garota. Os cinco passaram a noite na caverna, vez ou outra a arcanjo saia do lugar para fazer uma ronda, procurar possíveis ameaças ou até mesmo sentir a leve brisa gélida que passava por ali. A noite foi muito calma.

Notas finais
TENHAM UM HAPPY HALLOWEEN! (Ps: Art de juaniglesias90 no deviantart)