DIGIMON - ALPHA
10 Nove - Dia UM: Sobreviventes
Notas iniciais
FLORESTA DATA
— Acho que já podemos ir mais devagar...
Os dois amigos ficaram cara a cara com suas mortes à poucos minutos, Alex nunca pensou que algum dia iria correr da lava incandescente de um vulcão em erupção, o que, pra seu azar, aconteceu. Ele e Gorillamon haviam conseguido resgatar Otamamon e Labramon no último minuto, dando apenas tempo de se jogarem na parte mais íngreme do monte escaldante e, após algumas cambalhotas, esbarrões e tropeções durante a decida, parecia que finalmente estavam à uma distância segura do vulcão.
— Aquele miserável — urrou o gorila, seu pelo todo chamuscado e em algumas partes ainda se pode ver a fumaça acinzentada sendo exalada — ele vai pagar pelo que fez!
— Calma aí amigo, primeiro temos que nos recuperar dessas queimaduras — o jovem, assim como seu parceiro e os outros dois digimon, estava com sua pele chamuscada, igualmente como sua roupa e cabelo, ele caminhava atrás de Gorillamon, observando o chilique do parceiro, que chacoalhava Otamamon e Labramon de um lado pro outro enquanto xingava FlameWizardmon — depois pensamos em uma forma de nos vingar daquele digimon.
Dito isso, o jovem e seu parceiro procuram por um local seguro para descansarem, precisariam de muito tempo de descanso para recuperar suas energias e poderem seguir rumo a sua vingança contra o perverso mago de fogo. Encontrar tal local foi o mais complicado do que pensaram, já que o meio da floresta não é um lugar muito seguro, não após ela ser toda ‘torrada’ pelas chamas do vulcão.
— Teremos que ir para fora da floresta se quisermos encontrar um lugar seguro — sugeriu o humano, que procurava em volta, tentando encontrar um caminho para algum lugar que ainda não tivesse sido tomado pelas chamas, que corriam já a uma longa distância de onde estavam.
º º º
CONTINENTE NET – CENTRO DE TREINAMENTO PARA VILÕES
— Aqueles dois ainda não terminaram o que ordenei? — a voz feminina demonstrava impaciência.
— Perdemos o contato com eles à algumas horas — uma segundo voz feminina se sobressai no local — mas já mandamos alguns Airdramon para checarem a ilha — não deu nem tempo da outra pensar em algo para responder.
— Muito bem, darei mais um tempo — pronunciou, prosseguindo logo em seguida — se eles não conseguirem, você será responsável, LadyDevimon!
— E então, o que elas estão dizendo? — pergunta o rato voador, Tsukaimon, que esperava a resposta de seu amigo, um Lopmon, que usava suas grandes orelhas para ouvir a conversa de sua líder com a anjo caído.
— Vocês dois não deveriam estar treinando para batalha? — um terceiro digimon aparece no corredor de paredes brancas, Togemon, o mestre de treinamento, ele percebera que dois de seus ‘alunos’ haviam escapado da aula e decidira busca-los.
— Corre! — Antes mesmo que pudesse se virar para olhar, Tsukaimon agarra uma das orelhas de seu amigo e o arrasta pelo corredor.
º º º
FLORESTA DATA
— O que acha? — Gorillamon encontra uma caverna afastada, essa que já havia sido afetada pelo fogo — Podemos ficar aqui até estarem em melhor condição — após retirar os galhos chamuscados da entrada da caverna, o Digimon gorila ‘joga’ Otamamon e Labramon em um canto, retornando para sua forma infantil — eles são mais pesados do que aparentam — resmungou após se sentar, massageando os braços.
— Para de reclamar e vá buscar algumas ervas para cuidarmos deles — diz enquanto observa os dois Digimon que permaneciam desacordados.
— Como é, eu vou ter que ir atrás de medicamento pra esses dois? — aquilo já estava passando dos limites para o esverdeado — nem pensar que vou ajudar eles, esse não foi o combinado.
— Você está certo — concordou o moreno, prosseguindo — o combinado foi dar uma lição em FlameWiardmon — fez uma pausa caminhando até o parceiro — mas como pretende fazer isso sem a ajuda deles?
Mais nenhuma palavra fora dita, Shamanmon apenas se pôs de pé e seguiu caminho para fora da caverna, cara emburrada e sua clave pendurada no sinto de sua calça, sendo arrastado pelo chão, deixando um rastro por onde passava, o que o ajudaria a retornar caso se perdesse pelo lugar.
— Ainda me pergunto o porquê de ajudar esse cara — o resmungo do Digimon esverdeado era alto, talvez para que o som de sua voz chegasse até os ouvidos de seu parceiro, ou talvez apenas para se livrar de toda a ‘raiva’ que estava sentindo no momento — qualquer dia desses eu desapareço e deixo ele sozinho pra morrer — sorriu ao imaginar a situação.
O Digimon continuou caminhando pela floresta por mais alguns minutos, observando toda a destruição causada pela erupção do vulcão. Vários digimons bebê estavam correndo sem rumo pelo local, em busca de algum lugar seguro para se refugiarem, mas não o encontrariam.
º º º
FLORESTA DATA – ESCONDERIJO
Enquanto esperava o retorno de seu parceiro, Alex observava atentamente os dois digimon desacordados, eles faziam alguns barulhos estranhos, talvez devido as dores causadas pelas queimaduras, o rapaz parecia preocupado.
— Sahaman, é você? — um ruído se faz audível do lado de fora da caverna, o que chama a atenção do rapaz, que não recebe resposta alguma.
Novamente, o som de algo sobrevoando próximo à caverna, é ouvido.
— É melhor eu chegar — comenta consigo mesmo, apontando para os digimon desacordados antes de dizer — vocês esperem aqui — sorri com a piada.
O rapaz sai da caverna, o gramado chamuscado e árvores se desfazendo em cinzas distraem sua atenção por alguns segundos, até o grande digimon dragão e com corpo de serpente voadora planar em sua frente e, com seus olhos avermelhados, corpo em tom azulado com um crânio cobrindo a cabeça e suas asas com alguns furos, sem contar na juba vermelho e amarelada, o faz recuar alguns passos.
— Finalmente encontrei você — disse o digimon dragão — onde está seu parceiro? Porque ainda não terminaram o que lhes foi ordenado?
— Shamanmon está na caverna — mentiu, sabia que se dissesse estar sozinho, o digimon o atacaria — e sobre nossa missão, tivemos um pequeno imprevisto, ou não percebeu que o vulcão entrou em erupção e destruiu tudo em sua volta? — seu tom sarcástico tirou uma careta do outro.
— Só não demore mais — com sua calda, o digimon lança uma espécie de aparelho comunicador para o jovem — e não perca mais seu comunicador, ou a mestre não nos mandará apenas para lhe procurar.
Ameaça feita, a serpente dragão levanta voo de volta para o continente de onde viera. Alex respira profundamente assim que a ameaça se vai, retornando para seu esconderijo, deixando seu corpo cair relaxado próximo aos digimons desacordados.
º º º
A espera demorou cerca de uma hora e meia, Alex já estava ficando sem paciência, pois sabia que se demorassem ainda mais para cuidar de Otamamon e Labramon, sua batalha contra FlameWizardmon demoraria ainda mais para acontecer, e isso significava uma demora na missão que lhe fora dada, que por sua vez, significa uma ameaça de morte por parte de sua chefa, que é uma pessoa completamente fora de si quando se trata de seus planos de dominação para com o digimundo.
Shamanmon chegou com algumas carnes para serem preparadas durante a noite, fora as frutas que carregava em um saco improvisado feito de folhas que ele encontrara pelo caminho. Trouxe consigo também as ervas medicinais para cuidar dos feridos.
Fale com o autor