DIGIMON - ALPHA
11 DEZ – DIA DOIS: PLANO DE FUGA
Notas iniciais
CONTINENTE NET – SALA DA CHEFE, CENTRO DE TREINAMENTO PARA VILÕES
— Entre — a voz da mulher, ainda, estava calma, ela relia pela terceira vez alguns relatórios sobre a evolução digimon que havia conseguido desde que chegara no digimundo — é você — seu olhar se desviou dos papéis por algum instante — alguma novidade sobre aqueles dois?
A anjo caído, de pele acinzentada, longos cabelos branco acinzentados, olhos vermelhos como sangue e seu braço esquerdo maior que o direito e com pontiagudas garras, adentra o local, ela está sem sua máscara, o que a deixaria ainda mais bela, se não fosse por sempre estar com uma expressão maldosa. Ela caminha pela sala de paredes brancas e piso acinzentado, com duas estantes recheadas com livros de diversos tamanhos, uma extensa mesa de vidro próxima a parede do fundo que, por alguns metros, era separada de duas poltronas brancas, sobre a mesa um computador super avançado, assim como uma boa xícara de café, a digimon vai até próximo a mesa onde sua líder está.
— Gravi — começou sua frase, porém fora interrompida por um aceno com a mão vinda da mulher.
— Não dei intimidade para que me chame assim.
Gravi é uma mulher alta, de pele branca e cabelos negros, ondulados e longos até mais abaixo de suas costas, de olhos avermelhados encobertos por seus óculos de grau arredondados. Era uma recém formada cientista no mundo humano, que fora dada como desaparecida logo após se formar em Ciências Biológicas, porém o que não sabiam, era que a mulher havia sido sugada por um portal para o digimundo, onde iniciou uma gama de pesquisas sobre os seres que vivem nesse novo mundo. Ela veste uma camiseta de botão, preta, curta, mostrando seu abdome e calça jeans até a canela, sandália preta nos pés e um longo jaleco sobre sua vestimenta.
LadyDevimon não se alterou nenhum pouco com o comentário da outra, por outro lado, ela se aproximou da doutora por trás e curvou seu corpo, até sua boca ficar na altura dos ouvidos de Gravi — Acredito que eu tenha sim toda essa intimidade para de chamar de Gravi, Gravi — ao repetir o nome da mulher, a digimon deposita uma lambidela na orelha da outra, que se arrepia toda.
— Não faça isso! — se mexeu na cadeira, ficando de frente para a platinada, essa por sua vez aproveita a situação para se sentar de pernas abertas no colo da mulher, ficando cara a cara com ela.
— Vocês... — Cho-Hakkaimon, uma digimon de aparência feminina com ‘fantasia’ de porco, abre a porta da sala, pegando as duas no flagra.
º º º
ILHA DATA – CASA NA BASE DO VULCÃO
O dia já havia começado a algumas horas, um dos Candlemon capachos de Wizardmon deixara, à algumas horas, dois pedaços de pão para que os jovens escolhidos tivessem algo para comer, porém, por receio de ser um trapaça e os pães estarem envenenados, nem Ethan e muito menos Marsh se arriscaram a comer aquele alimento.
— Como estão nossos convidados? — o mago com vestes vermelho fogo adentra o local pouco iluminado, com um de seus cajados em formato de fósforo, aceso.
— Não comem nada — o guarda Candlemon informa, ele parecia irritado — porque o senhor continua desperdiçando nosso alimento com eles?
Passando pelo digimon vela, o mago de fogo segura com sua mão livre a grade da cela onde os dois jovens estão — são nossos convidados de honra — diz, antes de Marsh tentar agarrá-lo — opa, você é rápida — zombou — mas não pode me pegar, sabe porquê? — desaparecendo em uma labareda, o digimon surge por de trás da garota — porque eu sou uma mago muito poderoso — mais uma vez ele desaparece nas chamas, deixando apenas uma gargalhada do mal pra trás.
— Miserável — uma surpresa para Marshel ouvir tais palavras vindas de Ethan — o que ele ganha nos mantendo presos aqui?
— Ele só quer mostrar o quão poderoso é — disse a jovem, cruzando os braços e encarando o Candlemon na porta.
— Quietos aí — ordenou o digimon vela. Ele estava “sentado” numa cadeira, balançando pra trás e pra frente, aguardando pacientemente até que seu mestre ordene a execução dos prisioneiros.
— Porque não vem pessoalmente e nos faz ficar quietos? — provocou, fazendo gestos com as mãos para o inimigo, que aceita a provocação — se prepara — murmurou para Ethan, que rapidamente entendeu o recado dela.
— Você vai aprender a não ser tão insuportável! — urrou o digimon, preparando uma bola de fogo em suas mãos — tome isso! — ele a arremessa, porém, devido à distância, seu ataque é em vão — pare de se mexer — disse irritado, enquanto tenta acertar outras bolas de fogo nos humanos.
—Um digimon lerdo como você não pode nos acertar à essa distância — a provocação veio do garoto, ele e Marsh estavam no fundo da cela.
º º º
Na Noite Anterior
— Temos que arrumar um jeito de sair desse lugar — os dois jovens prisioneiros aproveitavam a noite na cela em que foram postos. A garota estava sentada próxima as grades e, aproveitando o momento em que os guardas Candlemon trocariam de turno, propôs um plano com seu companheiro de cela.
— No que pensou?
— Amanhã iremos sair daqui! — disse rapidamente ao perceber que o novo “guarda” estava abrindo a porta o local — apenas se prepara e descanse bastante.
º º º
— Não pare de correr! — o provocado Candlemon havia perdido sua paciência, ele cansara de tentar lançar suas bolas de fogo contra os jovens e então decidiu adentrar a cela, sua grande falha, já que no momento em que destrancou a porta metálica e saltar para próximo dos jovens, Marsh se jogou contra ele, o derrubando e dando a chance de escaparem.
Agora, os dois escolhidos corriam por um extenso corredor escuro e sujo, sem janela alguma e com apenas uma direção, essa que eles seguiram loucamente.
º º º
Após alguns minutos correndo pelo extenso corredor escuro, os jovens finalmente chegaram até uma porta, essa que dava para o hall de entrada da casa, eles finalmente poderiam fugir e foi o que fizeram, sem esperar por nada eles correram para a porta de saída e, mesmo com alguns Candlemon do lado de fora do lugar, eles conseguiram se ver livres e a salvos. Agora só precisariam arrumar uma maneira de vingar seus parceiros.
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