Notas iniciais
Hey gente, eu só queria me desculpar por ter demorado, eu queria muito postar, mas tinha que fazer um capitulo grande. :3 Esse capitulo não é entorno do caso, e sim sobre um romance que está florescendo, será que SebasNa vai funcionar?

“Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, somente o amor de mãe.”

Luna PVO

— Mas o que!- pulou Sebastian ao sentir um choque em seu colo. Todos que estavam no avião ficaram surpresos com a minha presença.

— Luna, o que faz aqui?- perguntou Mark, aparentemente incomodado com o fato de eu estar no colo do Sebastian, que devo dizer ser lindo demais e que claro, diga-se de passagem, está excitado, o que me fez rir por dentro.

— Ué, o Subsecretário não disse nada?- perguntei me fingindo de inocente.- Meu trabalho na UAC acabou, estou indo para o Brasil, vou trabalhar na equipe de vocês.- falei levantando, tirando a minha transferência do bolso e entregando a Silva. Que não parecia nada feliz com isso.

— Já fez seu exame psicológico?- perguntou olhando minha transferência.

— Bom meu psicológico nunca foi bom, mas sim fiz e passei.- falei voltando a me sentar no colo de Sebastian que deu um suspiro.

— Mas que lindo, mais uma menina no grupo.- disse Lili sorrindo e batendo palmas. Contagiei-me com Lili, parece que seriamos boas amigas.

— Bem vinda à equipe!- disse Silva guardando a minha transferência e fechando os olhos. Sorrindo olhei para Mark que estava meio preocupado e meio incomodado.

— Donzela eu sei que sou bom de sentar, mas poderia, por gentileza.- Sebastian falou meio com dificuldade, eu havia até me esquecido de que estava em seu colo, sorrindo levantei e fui para a parte de trás do jato sentando e fechando os olhos.

Acordei as cinco e vinte suada e com Mark me encarando preocupado, Meu sonho havia sido tão ruim, que não era nem bom de lembrar, vinte minutos que fechei os olhos mas pareceram uma eternidade.

— Você está bem?- perguntou Mark com as mãos em meu ombro apenas confirmei com a cabeça e olhei para a janela, vendo a imensidão azul e branca.- Luna, o que tanto te aflige minha pequena, você sabe que a melhor coisa é falar, não sabe? – É eu sabia, mas como eu poderia dizer ao Mark que eu acabei com a vida do meu bem mais precioso? Como?

— Não é nada Mark, deve ter sido apenas um pesadelo, nada demais.- falei voltando meu olhar para ele e sorrindo.- Então porque você não me fala sobre os seus companheiros?- pedi mudando de assunto. Apesar de ser um grande perfilador Mark não sabia perfilar pessoas próximas a ele, ele achava invasão, e eu agradecia por isso sempre que eu mentia para ele.

— Bom, temos o Saulo, Saulo Silva, ele quem me ajudou a fundar a DECN,um líder nato. Ele tem uma mulher e um filho. Sua mãe ama a Karina, a mulher de Saulo, ela é doce e é como se fosse uma irmã para mim, nossa família é muito unida com a do Saulo.- Mark dizia cada palavra com um sorriso, e quando dizia o nome da minha mãe, falava num tom apaixonado o que me fez rir.

— E o filho como se chama?- perguntei o encarando, a essas alturas todos nos olhavam, querendo saber sobre o que falávamos, já que estávamos distantes deles.

— Se chama David, em homenagem a Rossi. Saulo fez um intercambio e foi estagiário na UAC, onde se conheceram e se tornaram grandes amigos. — completou, eu balancei a cabeça vendo como a UAC e a DECN tinham uma história extensa de amizade e ideologias. — Bom, Lili Martin, muito inteligente e tem um bom astral. Ela consegue fazer com que nosso dia melhore em menos de cinco minutos. — falou olhando a loira que nos encarava com curiosidade. — Ela é analista especialista em computação e nossa assistente de imprensa. E temos o Sebastian. — Olhei para o moreno de olhos castanhos e pele bronzeada que se não tivesse me irritado no primeiro momento que nos vimos, poderia ser um futuro “papa de todas as noites”. — Ele já fez grandes operações e já ajudou muito o BOPE e CORE, sabe? Apreensão de armar, drogas e até já ajudou o esquadrão antibombas. Tem um olfato muito apurado, chega a ser arrepiante. — disse terminado. — É isso. A propósito sua mãe sabe que você está indo?- perguntou ele me encarando curioso.

— Não, quero fazer uma surpresa. — falei sorrindo. — Tem café aqui?- olhei ao redor procurando uma cozinha.

— Tem sim, no final do corredor. — disse. Sorri feliz, adoro café, de todos os tipos de Cappuccino a mocca. Levante, passei pelos meus novos colegas e fui pegar o café.

Como não tinha café pronto, tive que fazer, coloque a água na cafeteira e pus o café para côa. Quando ele ficou pronto comecei a sentir o cheiro de café no ar, ele entrava pelas minhas narinas e o prazer que eu estava sentindo com aquele cheiro era fenomenal. Havia uma cortina que me impedia de ver os meus colegas, mas eu não liguei, comecei a colocar meu café quente e coloquei duas colheres de açúcar, só para não ficar muito forte. Quando estava me virando para passar pela cortina levei um susto, Sebastian está lá me encarando com uma cara diferente.

— Uia! A donzela sabe fazer café.- instigou, levantei minhas sobrancelhas, eu realmente odiava ser chamada de donzela, mas na boca dele tudo soava diferente e até mesmo prazeroso.

— Só não jogo meu café dentro das suas calças, porque eu não gosto de desperdiçar meu café.- falei encarando-o com desdém. Sebastian começou a andar mais para perto de mim me encarando com cara de predador fazendo meu coração bater mais alto. Quando ele chegou perto o suficiente para grudar nossos corpos ele simplesmente pegou uma caneca e me encarou com um sorriso no rosto.

— Poderia me dar licença donzela?- pediu me encarando. Comecei a me xingar mentalmente e sair da “cozinha” me sentando ao lado de onde todos estavam se reunindo.

Depois de beber meu café eu acabei pegando no sono e só acordando quando o avião parou.

— Vamos donzela! Bem vinda de volta ao Brasil.- Disse Sebastian pegando sua mala de mão, já eu não trouxe nada já que decidi comprar novas, já o Brasil é quente, levantei e sai do avião vi que era a ultima a sair, já que todos me esperavam. O ar do Brasil era totalmente diferente do ar dos Estados Unidos, completamente diferente, era puro, era bom.

— Nossa que saudade daqui.- falei abrindo os braços e olhando para cima, o céu azul escuro e sorrindo.

— Ok! Vamos logo Cristo Redentor.- disse Sebastian impaciente andando na frente.

— Me diz uma coisa.- Falei chegando perto dele, que me olhou.- Qual o curso que você fez?- ele parou e me olhou interrogativo.

— Curso? Como assim?- perguntou.

— De idiota, queria saber por que deveria ser aprovado pelo MEC, é muito bom.- falei andando em sua frente, eu consegui escutar ele dizendo algumas palavras feias, Lili dizendo o quanto gostou de mim, e Mark e Saulo rindo de situação.

Assim que entramos no carro, Mark disse que íamos para casa de Saulo, por que minha mãe estava lá, mas antes íamos para a central da DECN que era para confirma minha transferência.

Depois de completarmos toda a democracia de transferência, Mark disse todos iam a um jantar na casa de Saulo, acabei por me preocupar com isso, já que minhas condições não eram das melhores, estava toda machucada, mas só de pensar em ver minha mãe eu ficava mais tranquila.

Ao chegar a casa, que ficava em um condomínio, reparei que tinha dois andares e com a cor branca e com o jardim bem feito parecia como se uma boneca morasse ali, na verdade todo aquele condomínio era bem cuidado as casas eram iguais, mas as cores eram de tons diferentes. Assim que Saulo abriu a porta da casa foi recebido por um menino branco de olhos verdes, imaginei que teria os olhos da mãe já que Saulo não tinha olhos claros e sim negros, logo o menino abraçou Mark e Lili, e parando de frente para mim e Sebastian.O menino logo sorriu para Sebastian que o abraçou, e olhou para mim.

— Você é a namorada de Sebastian?- perguntou o menino com voz fofa, minha vontade era de morder as bochechas dele, mas assim que meu cérebro processou a informação minhas bochechas firam vermelha, Sebastian riu com isso e colocou o menino no chão.

— Eu ouvi direito? Meu menino tem uma namorada? Sabia que quando pediram para...- disse uma voz conhecida por mim chegando no hall da casa e me encontrando, minha mãe parou de falar assim que me viu, e lagrimas se formavam em meus olhos.

— Mamãe!- falei indo de encontro com ela, graças aos analgésicos eu não sentia tanta dor e pude abraçar minha mãe a vontade.- que saudade.- falei desfazendo o abraço, minha mãe ainda estava estática com minha surpresa, e assim que sua fixa caiu me abraçou mais forte, fazendo carinho em minha cabeça.

— Minha filha, ai meu deus. Que saudade.- disse me abraçando mais.

— Mãe, ta doendo.- falei implorando para que me soltasse, realmente doía, mas não os ferimentos e sim por que ela não deixava eu respirar.

O jantar correu bem, fui bem vinda à casa de Saulo, conheci mais meus colegas e a família de Saulo, descobri que minha mãe era tipo mãe de todos os DECN, que praticamente amava minha mãe, algumas vezes ela me dava uma ou duas alfinetadas dizendo que eu estava horrível ou que eu devia voltar a me concentrar em pericia, e não trabalhar com armas. Saulo fez um anuncio dizendo que ia tirar umas férias para passar tempo com a família, Lili falava o quanto queria me apresentar os lugares já que eu disse que não conhecia Brasília, e Sebastian ficava fazendo brincadeiras, quando me disseram suas idades eu quase morri, tudo bem que eu sabia que eu era a mascote, mas eu pensava que Lili tivesse uma idade próxima a minha.

— Como assim o antigo mais novo é o Santiago, tudo bem que os neurônios dele são de um bebê, mas Lili pensei que você era a mais nova.- falei com ar de indignação.

— Ai Amora, obrigada, mas devo isso a minha genética e claro ao fato de ter passado anos da minha vida no Sul do Brasil.- quando todos terminaram o jantar, ajudamos a tirar a mesa e lavamos a louça fomos para a sala tomar vinho, cada um com uma taça.

David que era quietinho me puxou para sentar no tapete junto a Sebastian, para brincarmos de lego. Como eu adorava montar coisas, nos começamos a montar algo aleatório, quando Sebastian começou a me irritar dizendo que conseguia construir algo melhor que eu, e foi assim que começamos uma competição nada amistosa de construção, David trazia todas as suas peças e se sentou no colo da mãe, o que chamou a atenção de todos.

— Ok. Vamos começar, vocês- começou Sebastian apontando para os outros da sala.- serão os jurados.- Logo depois apontando para mim.- Pronta para perder Donzela?- Somente ri e comecei a montar um dragão de lego, não grande médio, menor que eu um pouco.

Assim que terminei vi Sebastian completando o que deveria ser a Torre Eiffel o que me fez rir.

— Olha que o meu dragão pode pegar você, Donzela.- Falei em desdém. A sala caia em gargalhada ao ver Sebastian emburrado num canto.

Assim que íamos embora, descobri que todos moravam no mesmo condomínio, e também que havia uma casa vaga, ao lado da de Lili, que prontamente disse que antes de irmos para o escritório, íamos ao corretor de imóveis, eu agradeci e também disse que ia precisar de ajuda para ir ao shopping, ela somente balançou a cabeça e concordou.

— Realmente ta precisando por que essas roupas são horríveis, se quiser vou com você.- quando virei de costas vi Sebastian com mãos entro do bolso das calças, e com um sorriso maroto nos lábios, o que me fez imaginar coisas muito pervertidas.

— Claro bebê, por que não.- falei apertando suas bochechas, seu sorriso logo murchou e seus olhos brilharam.

— Então ta combinado depois que voltarmos do trabalho vamos ao shopping.- disse Lili batendo as mão me olhando. Quando dei por mim estávamos de frente para a casa da minha mãe, ela e Mark entraram e deixaram a porta aberta, Lili foi para sua casa que era duas a frente, e Sebastian ficou lá me encarando.

— Então eu vou indo, boa noite.- falei olhando para o moreno, que olhou envolta para ter certeza de que estávamos sozinhos, me puxou e colou seus lábios nos meus me pegando desprevenida, sua língua pedia passagem para entrar em minha boca que logo concedeu a passagem, sua língua explorava toda a minha boca, varrendo o céu da minha boca, tentei fazer o mesmo, já que ele era mais forte que eu, estava me sentindo uma menina de quinze anos diante dele, o que não era legal. Eu fui chegando mais perto a ponto de nossos corpos se colidirem e cada átomo do meu corpo entrando em estado gasosos de tão quente que eu estava, assim que ele colocou seus braços fortes envolto da minha cintura me senti falecer, minhas pernas estavam bombeando. Tivemos que, infelizmente, nos separar por causa da droga do ar, foi quando nos olhamos nos olhos e o sorriso dele ficou terno logo me abraçando que eu percebi a burrada que estava fazendo provavelmente estava mais vermelha que um camarão e mais molhada que um oceano.

— Boa noite.- disse beijando minhas bochechas e saindo.

Depois que entrei na casa tentando me recuperar do ocorrido, das minhas pernas não conseguirem parar de tremer, escutei minha mãe gritando dizendo que o quarto estava pronto e que tinha trago algumas roupas minhas, para essa casa, o que agradeci mentalmente. Assim que subi, encontrei o quarto entrei no banheiro, tomei um banho escovei meus dentes e coloquei uma blusa larga e uma calcinha, fechei a porta a cortinha que dava para outra casa e liguei o ventilador. Quando deitei na cama e dormi imaginando o beijo de Sebastian.

Assim que acordei, duas horas antes do combinado com Lili, fui arrumar minha mala de mão e me arrumar para meu primeiro dia na DECN, assim que eu estava pronta e minha mala estava igualmente preparada, desci sentindo o delicioso cheiro de café que minha mãe faz, como eu amo a minha velinha.

— Bom dia!- disse sorrindo, pegando uma caneca e pondo o café pegando logo em seguida algumas roscas de pão.

— Bom dia minha filha.- Minha mãe veio me dando um beijo no topo da cabeça, fazendo o mesmo que eu.- Acordou cedo.- disse me encarando.

— Sim daqui a uns dez minutos vou com a Lili ver uma casa.- falei comendo uma rosca e bebericando o café quente. Quando levantei meu olhar e vi minha mãe com ar de triste logo conclui.- Mãe é a casa ao lado.

— E sei filha, mas, você poderia ficar aqui.- Me olhou com carinha pidona.

— Mãe eu não posso vou fazer dezenove anos, sei que não é muito, mas tenho minha privacidade, e você e o Mark tem a de vocês não que atrapalhar.- falei comendo uma rosca.

— Entendo.- disse sorrindo.- Como você cresceu rápido.- Assim que olhei para minha mãe ela tinha um sorriso safado, que eu conhecia bem.

— Bom dia!- disse Mark entrando beijando minha cabeça e dando um beijo carinhoso nas bochechas da minha mãe.

— Salva pelo Mark.- sussurrei, mas foi o suficiente para eles ouvirem e quando Mark ia pergunta sobre o que ele tinha me salvado, a campainha soou e eu sorri pensando o quanto sou sortuda. Levantei da cadeira, terminando o café em uma única golada, peguei minha bolsa de viagem e fui até a porta vendo Lili, com um vestido branco com flores azuis e um sapato vermelho, com uma bolsa vermelha.

— Como pode ser tão parecida com a Garcia?- perguntei para mim, mas parece que ela havia escutado e dando um sorriso disse.

— Ela era minha mentora há anos atrás. Vamos?

— Sim vamos.- falei sorrindo.- Tchau mãe, tchau Mark.- falei fechando as portas.

Depois de irmos na agencia imobiliária e arrumar toda a papelada, já comprando a casa e saindo da imobiliária com as chaves, fomos em uma cafeteria onde pedi um Mocca e com Cupcakes, comemos então entramos no carro indo para o escritório da DECN

Ao chegar ao escritório todos estavam presentes, ou seja, Mark e Sebastian. Quando olhei para o Sebastian meu rosto ficou vermelho e eu abaixei a cabeça me sentando perto de Mark. Lili ligou a TV e olhou para todos, e começou a falar sobre o caso.

— Bom gente, fomos chamados pela DP do município de Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, para poder identificar e perfilar quem fez isso.- Lili mostro algumas mulheres com a barriga aberta e algumas tripas saindo para fora.

— Desculpe Martin, mas porque nas duas primeiras vitimas tem tripas do lado de fora?- perguntei abrindo a fixa que estava em minha frente.

— Nossa como pode falar isso tão normalmente?- Sebastian me olhou horrorizado, sua voz me fez arrepiar, já estava me irritando me sentindo desse jeito.

— Bom passei dois anos da minha vida estagiando no necrotério do NCIS, sem falar que sou cientista Forence e que trabalhei nos últimos dois anos na UAC, já vi coisas muito piores.- completei ainda olhando para o papel.

— Bom, Luna, a policia disse que os peritos informaram que a desova foi dois dias antes de serem encontrados, já das duas ultimas foi de algo entorno de horas. Provavelmente animais mexeram no corpo.

— Não, não foram animais, em Arraial do Cabo não tem esse tipo de animais.- falei a olhando.

— Como você sabe?- perguntou Sebastian.

— Porque eu nasci e morei por seis anos lá.- disse sem olha-lo.- Pode continuar Martin.- Lili me encarou como se não estivesse entendendo e com os olhos disse que queria saber, só voltei meus olhos para a pasta dos casos.

— Bom ontem tivemos uma morte, Clara Freitas.- disse apertando um botão no controle e logo apareceu uma foto da menina, loira, branca com olhos cor de mel.- tem vinte nove anos e trabalha na área de administração.- Lili dava muitas informações como das outras vitimas e eu lia tudo que continha na ficha e já montem a vitimologia na cabeça.- A única coisa que ligava elas era terem sido estrangulas e algo faltando, quando digo algo quero dizer de dentro, sabem?- falou com cara de nojo.

— O DESCON quer virar um novo Jack, o Estripador.- falei analisando.- Nem um indicio de abuso sexual, ou espancamento, só estranguladas e partes do corpo faltando. Um baço, fígado, pâncreas, vesícula, vou precisar ver as vitimas.- falei analisando. E encarando Mark que até então estava calado.

— A vitimologia não mudou, então temos quatro meninas de cabelos diferentes, sem opção ao tom da pele, umas bem sucedidas outras não, mortas e desovadas da mesma maneira o fato do assassino não ter cuidado com as vitimas implica que eles não se conheciam.- Mark olhou ao redor, todos concordaram, ralamente Mark estava certo.

— Tudo que o mundo menos precisa é de um Jack,o estripador aqui.- Sebastian Levantou pegando sua mala e fechando a pasta, fiz o mesmo, junto de Mark que olhou para Lili.

— Martin, você vem conosco.- disse saindo da sala, Martin abriu a boca e me olhando pegou sua mala e seguimos para o aeroporto. Assim que nos acomodamos e terminamos o debate do caso Lili ligou a televisão.

Assim que saímos da sala meu celular tocou, e o visou mostrou a foto da minha irmã, tive que engoli o choro e atender.

— Morning!- saldei sorrindo, escutei uma gargalhada do outro lado.

Bom dia!- disse, mesmo não podendo ver o do outro lado eu sabia que ela estava escondendo algo.

— O que aconteceu?- perguntei, preocupada.

Nada, só queria conversar.- sua voz ficou falha.

— Bianca!- chamei preocupada, e começando a andar.

Não, eu sei que você não tem tempo.- Eu sabia que sempre que ela começava a falar que eu não tinha tempo era que viria uma bomba, e eu não gostava disso. – É só que eu terminei com o Morgan, mas antes de falar qualquer coisa saiba, eu não aguentaria estar com ele e não poder ter um filho com ele.— foi quando minha irmã começou a chorar, aquilo acabava comigo, estava perto de entrar no carro, mas eu parei e percebi que lagrimas rolavam no meu rosto.- Eu só queria que soubesse.- Disse entre soluços.

— Bia, isso é tudo culpa minha.- falei tentando acalmar minha voz.- Mas não consigo entender, você ama ele, vocês poderiam adotar ou algo assim.- falei entrando no carro no banco da frente ao lado de Mark.

Realmente irmã, você não me entende.- disse desligando o telefone.

Aquilo me matava Bianca conseguia ser cabeça dura e a única pessoa que podia convencê-la seria minha mãe, e eu tinha que falar com ela.

— Ai essa menina me tira do serio!- exclamei recebendo um olhar de Mark apenas olhei para frente fazendo com que ele dirigisse para o aeroporto. Antes de chegarmos ao aeroporto eu havia ligado para minha mãe e pedi para que ela ligasse para Bia.

— Qual o problema?- perguntou Mark estacionando o carro.

— Bianca sendo uma louca varrida.- falei pegando minha bagagem e saindo do carro.- Sabia que eu estava sentindo falta daqui? Sabe é tudo mais puro.- falei indo de encontro a Lili que discutia com Sebastian que ria.

— Você é um babaca, devia me apoiar seu cretino.- esbravejava com o homem, o que deu vontade de rir.

— Qual é Lili, você aparece com um namorado a cada quinze dias. Quer que eu apoie?- pergunto virando os olhos e colocando a mão dentro do bolso das calças.

— Tudo bem?- perguntei.

— Sim.- falou andando para dentro do aeroporto.

— Não!- Lili me olhou e começou a andar eu fui acompanhando ela sendo seguida por Mark que ria.

Luna’s PVOF

DESCON PVON

Estava sentado em um sofá passando os canais, vendo se achava algo legal para assistir, algo que falasse sobre o que fiz.

— Bom dia, meu amor.- disse Tomaz se sentando ao meu lado, me dando um beijo na bochecha.

— Bom dia meu doce.- falei sorrindo e voltando minha atenção para a TV. Tomaz levantou e foi pegar um pouco de café. Quando o noticiário começou e a primeira coisa que falaram era das vadias mortas, e que poderia haver um Jack, o estripador na região, essa analogia me deixou feliz.

— Mamãe.- escutei uma voz infantil me chamando.

— Oi querido, dormiu bem?- perguntei sorrindo para meu filho. Que concordou com a cabeça e sorriu indo para a cozinha, me levantei e fui me arrumar para o trabalho. Quando desci vi meu filho amarrando o sapato e pegando sua mochila, meu marido pegando uma maça e me entregando minha bolsa. Assim que sai e fui para meu carro esperei Tomaz sair com André.

Assim que liguei o carro sintonizei o radio nas noticias, e o assunto era do novo Jack, o estripador. Fui com um sorriso estampado no rosto, até chegar ao trabalho, mas antes de desligar o carro a repórter dizia que a PF estaria auxiliando o DP com a DECN.

— Era tudo que eu precisava, um bando de federais na minha cidade.- falei saindo do carro.

Ao entrar no hospital vi muitas pessoas doentes e vários enfermeiros, ao entrar na ala de DST, vi varias mulheres que choravam, que provavelmente descobriram uma doença o que me fez rir.

— Drª?- escutei alguém me chamando.

— Essa é a Eliza Marins e ela quer falar com a senhora.- disse uma das enfermeiras apontando para uma menina loira que tinha os olhos chorosos, minha próxima vitima era linda e tão deprimida, sorri e a encarei.

— Claro, venha.- falei indo para minha sala.

DESCON PVOF

Luna’s PVON

Assim que chegamos e nos instalamos na delegacia da pequena cidade, Mark e Sebastian saíram para saber mais sobre as vitimas com os pais, e eu e Lili fomos analisar os mapas marcando onde elas sumiram e onde elas foram achadas.

— Sabe o estranho?- perguntou Lili , a encarei pedindo que perseguisse.- Elas foram abandonadas com pouca distancia, tipo, as duas primeiras vitimas Ana Cristina foi achada nesse ponto e a Paula foi achada aqui.- disse apontando.

— Sim, e as outras duas tivera, uma distancia de 1.5 quilômetros.- Me afastei depois de marcar onde as meninas foram achadas e encarei, o mapa tentando entender.

— Luna, eu sei que estamos trabalhando e tal, mas me diga.- A olhei e já imaginava o que estava por vir, apesar de não conhecer Lili por muito tempo convivi demais com ela para saber que a mesma era a Penélope que sempre me conhecia muito bem.- O que aconteceu entre você e o Sebastian, quando eu comecei a falar de vocês para ele, ele ficou muito estranho.- falou me olhando com olhos críticos.

— Lili, vamos nos concentrar?- falei a encarando.- E, amiga, respondendo sua pergunta não, não houve nada.- peguei o telefone e disquei o numero do legista.

— Alô, aqui é a Agente Federal Matos do Departamento Especial de Comportamento Nacional, e eu só gostaria de confirmar minha visita ai junto a outra agente.- falei ao telefone olhando Lili que fazia cara de nojo e desespero ao mesmo tempo.

Claro Agente, daqui à uma hora a senhorita poderá ver, vamos deixar os corpos preparados.— falou uma voz masculina ao telefone.

Assim que desliguei o telefone Sebastian e Mark entraram informando varias coisas sobre amas meninas, que eram meninas boas, sociais, do tipo que ninguém machucaria. Quando deu a hora de ir ao legista eu chamei Lili que implorava para não ir, e então Mark teve uma ideia linda, eu ir com Sebastian.

— Vamos?- perguntou Sebastian foi andando na frente com as mãos no bolso, olhei para Mark que sorrindo, aquilo estava muito estranho. Segui Sebastian que me esperava no elevador. Quando entrei naquela caixa mortífera de metal comecei a sentir enjoo, eu realmente odiava me sentir a vitima era péssimo, parece que Sebastian percebeu o meu nervosismo e assim que o elevador fechou as portas ele chegou mais perto de mim.- Do que você tem medo, donzela?- disse no meu ouvido, logo meus pelos da nuca se arrepiaram e eu senti que gotas de suor escorriam, como eu odeio esse homem.

— De nada que te interessa.- tentei fazer minha voz ficar firme, o que falhou e muito.- E eu já falei para não me chamar de donzela.- Me virei o encarando. Antes dele falar qualquer coisa o elevador parou e as portas se abriram, agora se me der licença preciso trabalhar.

Me virei e entrei em uma sala que dizia “Legista” ao entra na sala me deparei com quatro corpos e um homem que os arrumava, peguei a luva e a mascara e entreguei a Sebastian, e peguei uma luva e mascara para mim o colocando.

— Agente Matos?- perguntou o homem.- Sou o doutor Miranda.- Me ofereceu a mão para um comprimento.

— Oi, sou o Agente Federal Santiago.- disse Sebastian fechando a cara. Assim que todos foram devidamente eu analisei os corpos, li os laudos do legista e quando vi uma coisa no laudo da Clara Freitas eu fiquei embasbacada.

— Sebastian?- Chamei o moreno que logo veio e assim que mostrei a ele, Sebastian pegou outro laudo e conferiu e me mostrou. – Porque não falou que elas tinham AIDS?- perguntei olhando para o legista.

— Não achei relevante.- falou nervoso.

— Esse povo pede para ser incompetente.- esbravejei e fui a passos firmes para a “caixa mortífera” sendo seguida por Sebastian.- Como ele não achou isso relevante?- perguntei olhando Sebastian pelo reflexo da porta.

— Às vezes ele não percebeu que todas tinham AIDS, de um credito a ele, só tem ele de legista aqui.- disse me encarando. As portas se abriram e saímos indo até a sala onde nos alojamos. Mark e Lili não estavam lá então Sebastian ligou para eles que falaram que houve mais um assassinato.

— Como assim mais um?- perguntei olhando para o celular como se alguém ali pudesse me ver.- A pessoa só mata a noite.-falei olhando para Sebastian que concordava.

Assim que o corpo chegou ao legista eu pedi para ele me manter informado sobre tudo, avisamos para Mark sobre a DST e fizemos um perfil, apresentando para a DP.

— Ainda não podemos falar se é homem ou mulher, mas acreditamos que tenha aproximadamente trinta anos, e que tenha conhecimento na área de medicina.- Falou Mark.

— O DESCON provavelmente trabalha no tempo matutino e diurno, provavelmente também tem uma família.- falou Sebastian sentando em uma mesa.

— Com certeza teve algum trauma que envolve DST, talvez o DESCON tenha ou alguém que ele(a) amou.- falei olhando para as paredes, e o quebra cabeça foi se formando em minha cabeça, olhei as fotos e então um estalo veio em minha cabeça.- É uma mulher!- falei olhando para Lili que me olhou se entender.- A porcentagem de mulheres que matariam por algo assim é enorme, e também tem o fato de que nem uma mulher psicologicamente instável suspeitaria de uma outra mulher.- Completei, então Sebastian tomou a frente e repassou todo o perfil detalhadamente para os PD.- Lili veja quais médicos ou enfermeiras tiveram contato com as vitimas na ultima semana.- pedi e ela prontamente foi até os computadores fazer sua ‘mágica’.

Depois de muita preocupa Lili achou três mulheres que se encaixavam no perfil, então eu pedi para que ela diminuísse para com família o que deu em duas mulheres.

Já eram quatro horas da manha, estava morta de cansada sentada em uma poltrona na sala que a PD havia fornecido para a gente, lendo tudo sobre as duas suspeitas, olhando o Mapa e vendo as fotos das meninas, Mark e Lili cochilavam com a cabeça em cima da mesa e Sebastian estava em outra poltrona fazendo a mesma coisa que eu.

— Sebastian?- Chamei o encarando, ele me olhou não precisava ser uma perfiladora para ver o quão cansado ele estava.- Se alguém têm DST, e se for um filho?- perguntei voltando meu olhar para a papelada.

— Se for o filho faz muito mais sentido. Olha isso Maria de Lurdes Vieira adotou um menino chamado André Vieira, que era filho de uma prostituta que morreu de DST, talvez seja ela é medica tem trinta anos e foi quem teve mais contato com as vitimas.

— É ELA!- gritei levantando assustando Mark que levantou em um pulo e Lili que caiu da cadeira. Depois de explicar tudo aos dois, Mark decidiu esperar da umas seis horas que por lei no Brasil a policia só podia invadir uma residência a partir das cinco da manhã.

Estávamos em frente à casa da Lurdes e assim que houve a invasão, prendemos a mulher e fizemos uma busca na casa, ao abrimos o carro vimos às coisas que ela usava para matar as mulheres e achamos também os órgãos que faltava das mulheres.

Quando chegamos ao escritório da DECN o cansaço tomava conta de todos, mas parecia que eu não ia dormir nem tão cedo, Mark havia falado com Saulo que estava aproveitando com a família em algum lugar calmo, eu o invejava não tirava férias a muito tempo, foi me sentar na minha cadeira para terminar minha parte do relatório, Mark disse que ia demorar para ir embora por causa que ele ia terminar de juntar os relatórios e ia fazer um completo, Lili havia ido embora, disse que ia se encontrar com o novo BoyMagia dela, então eu ia de Taxi.

Estava saindo da sede indo para o ponto de Taxi mais próximo e adivinhe? Sim começou a chover.

— Otimo, o universo me ama.- falei olhando para cima.

— Sabia que era louca, donzela, mais falar sozinha?- disse uma voz ao meu lado e quando olhei soltei um riso, Sebastian estava dentro do carro me olhando, gente como ele era sexy.- Carona?

— Minha mãe me ensinou a nunca aceitar a carona de um estranho.- fale, ele soltou uma gargalhada.

— Provavelmente te ensinou a não beijar estranho.

Entrei no carro pondo o cinto de segurança e rindo.

— Verdade.- O carro estava tão quente que meu corpo relaxou, olhei para ele sorrindo.- Tira uma foto que dura mais.- Logo ele voltou a dirigir indo em direção ao condomínio , mas parando em uma cafeteria me perguntando se eu queria alguma coisa e eu não nego café, ainda mas grátis.

— Claro!- falei esperando no carro, quando ele me trouxe um café e um cupcake que eu amava, o que era estranho.- Como sabia que esse é meu Cupcake predileto?- perguntei curiosa.

— Não sabia.- falou

— Sabia para um perfilador você é um péssimo mentiroso?- dei uma mordida no cupcake e tomei um gole no café, senti ele me olhando de soslaio.- Foi a Lili?- O olhei finalmente, seus olhos me analisavam sem dor, cada centímetro do meu corpo, tudo.- Ela é uma fofoqueira mesmo.- falei rindo olhando para frente, a Lili era a Penélope em praticamente tudo até no fato de se meter na minha vida.

— Ela é chata às vezes, mas quando cisma com algo ninguém a segura.- ele começou a ligar o carro.

— E com o que ela cismou?- perguntei, ainda olhando para a rua que passava rapidamente.

— Que vamos ficar juntos, segundo ela somos um “Shipper” perfeito, o que é Shipper? É de comer?- Gargalhei com aquela idiotice.

— Tenho que ter uma conversa com Lili. Shipper é casal sabe? Eu e você é uma coisa que realmente não vai acontecer.- quando percebi ele já havia parado em frente a minha casa, e quando eu desci do carro agradecendo escutei um “Veremos”, que eu realmente achei que estava imaginando coisas, logo quando entrei em casa percebi que Mark já havia chegado, amanha eu ia comprar roupas e roupas de cama e outras coisas para minha nova casa, mas por ora eu ia morar com minha mãe.

— Luna?- chamou minha mãe, da cozinha.

— Oi mãe!

— Já comeu?- Perguntou aparecendo na porta da cozinha me olhando, eu estava no pé da escada, provavelmente avoada.- O que aconteceu?- Mães.

— Do que você está falando?- perguntei rápido.

— Querida mães sabem.- disse chegando perto de mim.

— Não é nada, só uma coisa.- falei subindo as escadas mas parando que assim que ela soltou.

— O que tem com você e o Sebastian?- perguntou e olhando com ar de safada.

— Marta deixe a menina.- escutei a voz de Mark da cozinha e em seguida uma risada.

— Mãe eu e o Sebastian não temos nada, e nunca vamos ter.

— Nunca diga nunca.- minha mãe riu e foi para a cozinha, as vezes minha mãe me irritava, ela simplesmente conseguia me tirar da “graça”.

Ao me arrumar e fazer minha higiene, fui fechar a janela e me deitar. Pegando em um sono pesado.

Notas finais
OBG por lererem... YOLO! XOXO