Notas iniciais
Sim, I'M Back... Mil desculpas pela demora, eu estava muiiiiiito sem tempo, era faculdade e agora estou trabalhando, e só terei tempo sábado e domingo, então não me matem, prometo vir com outro capitulo, se não hoje amanha. Queria agradecer a todos os comentários e aos leitores novos, isso está me dando muita força para continua. Esse capitulo é o primeiro da saga "cidade de minhas leitoras" então obrigada a todas que falaram o nome de suas cidades, se alguém quiser ainda tem como participar.

Sempre haverá o mal no mundo, mas as crianças nos mostram que também há o bem. — Lola Matos

Já fazia um mês que eu estava no Brasil, fazia um mês que Sebastian infernizava minha vida, um mês que aconteceu aquele pesadelo, um mês que me separei da minha irmã, Bianca aquela teimosa que vive dizendo que a culpa não foi minha. Só de pensar no que aconteceu, e que aquela cabeça dura desistiu de tudo por minha causa, dava uma sensação de angustia tristeza, e nem uma casa nova ou um closet lotado me animava.

Nesse mês que eu estou no Brasil, falei pouco com ela, duas vezes para ser mais precisa. Sabia que toda noite ela falava com minha mãe, e era assim que eu sabia como ela estava. E segundo minha irmã ela estava triste de mais, ainda mais depois de descobrir que Morgan estava com uma tal de Savanna.

Estava terminando de me arrumar, olhando meu reflexo no espelho, vendo o quanto eu era destruidora – eu era uma bomba relógio, tudo que ou todos que se aproximavam de mim se machucavam-.

Escutei a buzina de um carro, era Sebastian, já fazia um mês que eu ia de carona com ele, já que eu não tinha habilitação brasileira.

Assim que entrei no carona do carro de Sebastian ele me encarava com uma cara nada muito boa, parecia que nem havia dormido, e como sou uma pessoa bastante educada dei o meu melhor bom dia e coloquei o cinto, recebendo um bom dia mal humorado em troca, percebi que não era só eu que estava tendo um dia daqueles.

Desde o dia que Sebastian havia me levado para casa, ele fazia questão de me dar carona para o escritório e na volta também, desde o dia que eu o conheci nunca o vi mal Humorado como essa manha.

— O que aconteceu?- perguntei o encarando, antes de ele ligar o carro.

— Não é da sua conta.- disse ríspido, saindo com o carro do condomínio, fiquei com um pouquinho de raiva, isso eu não posso negar, mas fiquei quieta uma coisa que aprendi com minha irmã é que quando as pessoas ficam de mal humor uma hora elas falam o motivo, nem que sejam explodindo, fizemos nossa parada de sempre na cafeteria, onde ele saiu do carro e voltava com o nosso café, e ficávamos uns dez minutos dentro do carro. Quando ele voltou entregou meu café e meu cupcake, somente agradeci e comecei a comer silenciosamente.- Desculpa.- escutei a voz rouca de Sebastian. O encarei fingindo não saber do que se tratava.- É que hoje eu acordei com uma noticia não muito legal.- do nada seu olhar ficou vazio, como se pensasse em algo.

— Como o que?- Ele balançou a cabeça e voltou a me encarar.

— Promete que não vai dizer nada a ninguém.- pediu, apenas concordei.- Vou ser pai.- meus olhos saltaram para fora com a surpresa, e eu acabei engasgando com o cupcake.

— Como assim?- perguntei assustada. Fazendo-o soltar uma gargalhada.

— Não se preocupe donzela, ainda sou todo seu.- o encarei fechando a cara.- Foi uma moça, ela está grávida a cinco meses.

— Ah.- voltei minha atenção ao meu café, encarando a rua.- Parabéns papai, mas o que fez você ficar assim, tão chateado.

— É que ela era uma vitima de uma caso. — voltei a encara-lo e percebi que não era só isso.- Ela é uma louca, e tem um tempo de vida de dois meses, ou seja, a criança vai ter que nascer prematura.- Não sabia o que fazer ou falar, a criança tinha tempo de vida, a minha vontade era de chorar, sim eu sou muito emotiva não me julguem. Então eu por impulso o abracei forte e recebendo um abraço forte na mesma intensidade.

— Vai ficar tudo bem.- falei afagando seus cabelos e sentindo seu halito em meu pescoço, e algo molhado em meu ombro, ficamos assim até Sebastian me afastar dando um sorriso calmo e agradecido.

— Então me conte do caso.- pedi terminando meu café.

— Há cinco meses houve um massacre no Rio de Janeiro, onde, pelo nosso perfil era um homem de aproximadamente quarenta anos, de estabilidade financeira, que tinha uma família. Ele assassinava mulheres entre vinte e vinte e cinco anos, que trabalhava como atendente.- balancei a cabeça o incentivando a continuar, Sebastian estava meio nervoso e mostrou isso olhando para frente do carro.- Bom ela estava de serviço em um café quando eu fui até lá e perguntei sobre se conhecia alguém com aquele perfil, ela disse que não e ficava dando encima de mim e uma coisa deu em outra, dormi na casa dela e quando voltei no café para falar com ela soube que sua casa havia sido invadida assim que eu sai, e que ela conseguiu acertá-lo com uma faca o matando.

Terminou, mas eu senti como se algo faltasse, como se ele omitisse algo, ligou o carro e deu partido logo mudando de assunto.

— Agora vamos parar de falar sobre isso e vamos para o escritório, eu quero falar com o Saulo ver se consigo dias de folga para acompanha tudo.- disse rindo, disse virando algumas esquinas.- Vai fazer algo amanha?- perguntou parando na faixa de pedestre para que alguns pedestres passassem.

— Sebastian esquece.- falei ficando vermelha.- mas provavelmente estarei em serviço.

— Ah qual é Luna.- fez uma pausa.- Vamos sair, como amigos.

— Sebastian eu posso ser mais nova mais não sou ingênua.

— Até que podia ser.- disse rindo

— Me surpreenda.- falei olhando pra frente. Quando percebi que já estávamos em frente ao escritório e vi um largo sorriso se fazer em seu rosto.

— Pode apostar.- disse abrindo a porta.

Assim que chegamos ao salão de reuniões estavam todos reunidos, esperando por nós.

— Se não são os pombinhos atrasados.- disse Lili.

— Teremos um encontro.- falou Sebastian se sentando despreocupado.

— Cala a boca.- falei irritada, já começando a me arrepender de ter aceito. Odeio misturar trabalho e relacionamentos super afetuosos se é que me entendem, apesar de ter tido um namoro com o Spencer, que foi o suficiente para mim.

— Lili pode começar.- falou Saulo, seriamente. Mas com um pequeno sorriso se formando em seus lábios.

Lili sorridente pegou o controle e passou para sua pequena apresentação de Slide.

— Então amados, há uma semana a policia de Petrolina achou o corpo de Maria Lucia Motta em uma rodovia.- Lili mostrava a foto de uma criança nua em uma rodovia, meu estomago embrulhou, eu ainda tentava imaginar o que levava uma pessoa a fazer isso. A menina era morena, pelo corpo devia ter cinco anos e ela estava abraçada a um corpo de boneca.- Eles me informaram que não acharam a cabeça da boneca, e que ela desapareceu a três dias.

— O Pedofilo de Cabeças.- disse Mark

— Oi?! Não tinha nome melhor não?- perguntei o encarando.

— O pedofilo das cabeças conduziu um terror em Petrolina em mil novecentos e noventa, ele abandonava as crianças em frente a suas próprias casas, a única coisa que faltava a não ser a vida era a cabeça de suas bonecas. O ultimo caso registrado foi em vinte cinco de dezembro de mil novecentos e noventa, nunca mais se ouviu falar nele.- explicou Saulo

— A menina tinha quase cinco anos, ia completar amanha.- informou Sebastian, voltei meu olhar para o relatório e esperei que alguém se pronunciasse, mas como não houve uma simples silaba eu tomei a iniciativa.

— Mas esse tal Pedofilo das cabeças deixava às crianças na porta de suas casas, esse não, a assinatura mudou depois de vinte e seis anos, será que é ele mesmo?- Perguntei intrigado, Sebastian deu os ombros.

— Saímos em trinta minutos.- disse Saulo.- Lily, você fica aqui hoje o.k?- Lily assentiu e foi para o seu QG como ela mesmo diz.

Estava arrumando minha mesa quando eu vi Saulo, Sebastian e Mark entrando na sala de Saulo, pensei que provavelmente era sobre o que eu e Sebastian conversamos, então fui ver a Lily, me despedir- isso já virou rotina nossa-.

— Amiga?- chamei por Lily. Ela estava sentada em sua cadeira mexendo nas coisas que só ela entendia.

— Fala.- disse abafado com se tivesse comendo algo. O que me fez rir internamente.

— E ai como esta indo com o Matheus?- Matheus é o novo namorado de Lily, Sebastian não aprovava muito, já que a cada semana a mulher trocava de namorado.

— Não está, terminamos.- disse virando para mim, com os olhos um tanto triste.

— Serio Lili? Não acredito que você fez isso comigo.- falei irritada, ela me encarou como se não entendesse, eu não a culpo ela não teve culpa.

— Do que você está falando, amiga?- perguntou receosa.

— Eu disse para o Sebastian que ele estava errado e que vocês durariam mais de dois meses, e ele riu de mim e falou que eu não te conhecia, poxa Lili.- falei a encarando.

— Desculpa, eu não queria ter te decepcionado.- ironizou. Eu estava queimando de raiva, eu pensei que a conhecia e pelo visto não a conhecia, sentia vergonha de mim mesma. A encarei e sai batendo a porta a deixando com a boca aberta.

— Luna?- escutei alguém me chamar, assim que olhei para trás vi Sebastian diferente do Sebastian de hoje cedo, estava calo, aliviado.- Cara você quase arrancou o meu braço o que aconteceu?

— Não te interessa, se me der licença eu preciso colocar minhas coisas no carro.- sai marchando, mas sendo impedida por Sebastian que me segurava com força.

— Vamos juntos então.- falou me arrastando.

Estávamos em silencio no avião esperando Lily nos chamar, para debatermos o caso.

— Devíamos pedir para Martin procurar por crianças que desapareceram nos últimos dois dias, quem sabe uma delas pode ser a próxima.- falei olhando para a papelada, sabendo que estava sendo analisada pelos homens a minha frente.

— Pode ser!- falou Saulo estranhamente, mas não levantei a cabeça para ver os olhares questionadores que estavam me dando.

Sebastian ao meu lado se mexia constantemente tentando chamar minha atenção só parou quando Lily deu as caras nos monitores das duas TVs que havia no avião. Peguei meu computador, o ligando esperando que alguém começasse a falar, e como vi que ninguém falava, pedi.

— Martin, por favor mande para a gente tudo que você achar sobre crianças da área que desapareceram nos últimos 3 dias, obrigada.- falei a encarando friamente. Sim eu não tenho motivos para ficar chateada com ela, provavelmente ela quem deveria ficar chateada comigo, mas eu era assim era um costume horrível e orgulhoso meu que eu devia parar de ter.

— O.k- falou, percebi que ficou meio magoada com a maneira que eu havia falado com ela.

Entrem em um jornal online de Petrolina e comecei a ver o pânico que estavam fazendo na cabeça dos moradores.

— Isso não é bom, não é bom!- falei, sentindo um arrepio no pescoço, quando olhei era Sebastian.

— Hum... realmente não é bom, um dos jornais está falando em culto satânico e pondo um maior terror nos moradores da cidade.

— Vamos terminar logo com isso, Martin fale com os jornalistas, esses repórteres acabam com qualquer investigação.- disse Saulo e logo Lily desapareceu. Voltei a procurar mais sobre o Pedofilo de cabeças, enquanto Sebastian dormia, Mark tomava café e Saulo lia um livro.

Quando pousamos já havia carros a nossa espera, onde colocamos nossas coisas e fomos direto para a delegacia, ver as novidades.

Andávamos em perfeita sincronia quem olhava poderia querer saber qual quartel general saímos, estava a pouco tempo na equipe mas parecia que eu fazia parte a anos dela. Paramos ao chegar perto de um homem calvo que vestia um terno e gravata.

— Delegado Borges, Obrigado por chegarem o mais rápido que possível.- falou o delegado, Silva apertou sua mão e falou:

— Sou o Agente Federal Silva e esses são Agente Federal Peterson, Agente Federal Santiago e Agente Federal Matos. Fale sobre o caso para nós.

Quando o homem terminou de falar, Silva pediu a Sebastian e Mark irem falar com os pais da vitima, e para que um policial me acompanhasse na cena do crime.

O policial quem me levava a cena do crime se chamava Frederico Solmaro, que era um veterano na policia, bem humorado que pediu para eu o chamar de Fred, o que agradeci mentalmente. A cena do crime era em um parque infantil, com mais ou menos 2 quilômetros de arvores e arbustos, estava tudo interditado segundo Solmaro, por causa do corpo, que não estava mais ali, eu não achei nada na intenção da sena, mas eu senti que tinha que entrar na mini floresta e foi o que fiz.

Quando cheguei no coração da floresta vi a sena mais horrorosa que eu já havia visto, quando Solmaro chegou por trás e se assustou junto a mim.

Notas finais
Obrigada por lerem, comentem, vamos ser amigas... até.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.