DDUGQP - As máscaras caem.

9 Eu sou inocente. Eu juro!


Notas iniciais
''Você sempre pode confiar nos seus sentimentos Porque eles sempre dizem a verdade Analisando aonde isso te levou Apenas faça o que considera certo pra você Se você levar a vida como uma jogatina louca Lançar seus dados, arriscar-se Você vai ver isso por um ângulo diferente E você então poderá entrar na dança Torne isso real, não fantasia Fantasia Torne isso real, não fantasia Fantasia, oh yeah Você alguma vez teve um desejo secreto? Você não sabia que pode ser verdade? Agora é tempo de definir o girar das rodas Para abrir a sua vida para você Como você sabe, sempre existe o bem e o mal Faça sua escolha, não seja cego Abra sua mente e não seja banal Há todo um mundo novo a descobrir'' Sim, o titulo faz referência a Anna mais a narração é pela Carina. E sim, há uma conexão com o nome deste capítulo e com o quarto desta temporada ( Carina culpada!!! Será? - 23 de janeiro.), Boa leitura!

ANTERIORMENTE EM DIÁRIO DE UMA GAROTA QUASE PERFEITA....

Eu já podia sentir sua respiração próxima a meu pescoço, o quê me deixava arrepiada e aflita. Acabei com o pouco espaço que restava entre nossos lábios, e os selei em um beijo. Beijo esse, que tinha gosto de vitória. Dilan segurava minha nuca e mantinha o ritimo. Céus! Eu esperei isso por anos.

— O que está acontecendo aqui? — Quatro vozes, em um coro surgiram de repente. Separei-me de Dilan e voltei minha atenção as pessoas que presenciavam aquela cena. Anna, Pedro o meu namorado, Margareth e Renny. — O quê é isso na bibloteca do meu colégio?

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Querido diário,

Chaves, desejos, paixões. É um pouco tarde para voltar atrás. Novamente, o sol nasceu e aqui estou eu escrevendo. Raios alaranjados adentram o quarto, refletindo-o no piso de madeira maciça. Meu sono fugiu, assim como o meu controle. Um cobertor e uma caneta são instrumentos da minha vasta futilidade e quase invalido entendimento sobre a vida, afinal, tudo sempre foi como um conto de fadas, onde a protagonista sou eu. Não faz diferença o numero de vezes em que me meto em roubadas, sempre acabo saindo bem, mesmo que meus atos sejam capazes de destruir aquele que, até hoje mais amei. O amor é como uma grande chama de fogo; as vezes essa chama dura e demora para apagar-se, em outras, ela nunca existiu.

Eu sei como essa história começou, mas não sei até onde ela é capaz de prosseguir sem fazer com que as pessoas que a compõem passem a tornar-se o oposto daquilo que por toda a vida, pareceram ser. Apartir do momento em que você faz a escolha de colocar a razão a frente da proporção e dos sentimentos as mudanças se tornam inevitáveis, porém mudar causa tanta confusão! Oh, eu posso mudar minhas perspectivas o quanto eu quiser, mas no fundo, todos somos obcecados pela fama, pois a fama nos torna diferente dos de mais. Eu nunca quis verdadeiramente me tornar um tipo de estrela do qual muitas pessoas nutrem ódio, por que, ódio é o pior sentimento que o ser humano pode sentir pelos demais. Se as estrelas que brilham mais intensamente, são as que queimam mais rápido, responda-me então o por que eu ainda continuo ganhando cada vez mais brilho, e consequêntemente, cada vez mais, inimigos!

Bem, diria que sempre irei encontrar um arco-íris após a chuva. Todas as rachaduras em meu reino me levam a achar que a luz que recebo hoje, brevemente não será mais a mesma e eu finalmente terei a punição que diversos adolescentes de New York querem, a minha queda. Resta saber, quem está ao meu lado. Resta saber, se realmente alguém quer que eu encontre quem está por trás deste jogo.

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Hunter College.

Seis e meia da tarde.

Último período de aulas.

Não! Nada de nada

Não! Não lamento nada

Nem o bem que me fizeram

Nem o mal, isso tudo me é bem igual!

Está pago, varrido, esquecido

Não me importa o passado!!

O Sinal indicando que teríamos que voltar para a sala de aula, soou como uma melodia que recentemente esteve em minha cabeça. Quando virei-me para guardar meus materiais e trancar meu armário, senti algo me jogando contra o chão e em seguida, um leve impacto. Meus livros, esparramaram-se pelo corredor e minha bolsa voou para longe, impossibilitando-me de pega-lá.

— Meu Deus Carina, me perdoe! Deixe-me pegar suas coisas, por favor! — Disse uma menina que tinha mechas em uma tonalidade clara, não consegui distinguir se seu cabelo era loiro, moreno, ou até mesmo, os dois. Contudo, ela parecia um pouco nervosa com a minha presença.

— Esta tudo bem. — Falei, levantando-me e me recompondo da queda. — Quem é você? Acho que nunca te vi por aqui, inclusive nesta parte do colégio. É novata? — Perguntei de forma clara e objetiva.

O silêncio pairou meio a nós duas, a garota lançou-me um olhar um pouco estranho. Foi como se já tivéssemos nos cruzado algum dia, neste mesmo local, nesta mesma hora.

— Meu nome é Tereza e é só isso que você precisa saber. — Respondeu-me correndo em direção a porta , como se não quisesse que eu soubesse de sua mera existência.

Algumas pessoas que presenciaram a cena, ficaram boqui-abertas com tamanha ousadia, esperavam que eu tomasse alguma atitude, o quê é claro não foi possível, já que ela simplesmente virou poeira. Entretanto, Tereza não é quem eu queria que desaparecesse como num truque de circo, e sim Anna. Venho a evitando desde a noite do acidente, seus telefonemas, mensagens e até mesmo tentativas de aproximação forão em vão. Não sei ao certo o que pensar sobre este assunto e também não sei se o quê acho que sei é real ou fruto da minha bela e tão estúpida imaginação. Anna seria tão incapaz de me machucar e embora eu ache isso, as evidencias não mentem, ou será que sim? Há tanta loucura me rodeando e tanta coisa acontecendo, que fica difícil respirar. Toda minha fé sumiu e eu não estou certa das minhas prioridades. Perdi a noção das coisas, como se eu tivesse morrido em uma vida e renascido em outra. Quando a minha cabeça está forte mas o meu coração está fraco fico cheia de "furacões" e incertezas. Tento não pensar em Pedro, tento não pensar no que fiz com ele para poder cumprir com aquilo que meu pai prometeu naquele dia a Arthur e então, por um segundo, paro e reflito: e se tudo isso foi em vão? E se arrisquei meu coração e meu namoro beijando outro cara para poder fazer o certo, e acabo sendo traída por aquela que sempre tentei auxiliar, amparar e ajudar?

— Nos precisamos conversar! — Exclamou Anna, surgindo da sala da diretoria e vindo em direção ao seu armário, localizado ao lado do meu. — E chega de me ignorar. — Completou, puxando-me pela mão até o toalete feminino.

Ao chegarmos em nosso destino, Anna deu um sopetão só com a ponta do salto em cada portinha de cada cabine, ficando de frente para mim, com os braços cruzados, chateada e com raiva.

— Será que dá para você fazer o favor de me explicar o que deu em você Carina? Oh alteza perdeu a memória como os médicos disseram que perderia? — irônizou — Esqueceu-se que fui eu que passei uma noite inteirinha em um hospital por você? Se esqueceu também que eu basicamente implorei para alguma força do submundo fazer com que você saísse bem dessa? Eu sou Anna King’s querida, caso não tenha percebido, eu me importo com você. — Gritou, fazendo sua voz ecoar no ambiente e logo, abafar-se e sumir.

Suspirei pesadamente, tomando coragem para dizer as coisas que meus olhos e meu coração impossibilitam-me mentir, mas antes mesmo que eu pudesse dizer uma palavra sincera sequer, meu celular começou a tocar a musíca Keep Me in Mind da banda Little Joy; tentei desesperadamente pausa-lá. A tela ficou preta e letras em dourado brilhante formavam a mensagem ‘’ Anna não é a culpada por você ter sido atropelada. A única culpada nisso tudo é você mesma. Fale a verdade ou Cauanne irá prova-lá sem precisar de você, cedo ou tarde. Se isso acontecer, você se torna a vilã e ela a mocinha. Garanto que não é isso que você quer.’’

– TVG.

Espere... é o mesmo número e o mesmo remetente da pessoa que que me deu as cordenadas para que eu seguisse Lissa naquela noite. Quem afinal é TVG? E por quê está me ajudando? Qual é a ligação dela comigo e, qual é a sua intenção me dando dicas de como seguir o caminho? Desde quando, ela/ele me observa e sabe a ocasião perfeita para mandar uma dica, que sempre cai como uma luva? E o maior importante... como sabe sobre o meu segredo?

— Anna, era o seu carro e o seu motorista que me atropelaram . Armaram para você, não armaram?

São muitos os dias desperdiçados. O passado é tão duro que é difícil dar a volta por cima, esteja ciente disto. O futuro faz tremer os meus ossos como um trovão. Sim, está chegando a hora de colocar finalmente as cartas na mesa.

CONTINUA...

Notas finais
Já deu pra saber qual é a identidade de TVG e que ela é aliada das meninas. Façam suas teorias! As perguntas estão feitas ATÉ SEMANA QUE VEM, Beijinhos. -MRSC