DDUGQP - As máscaras caem.

10 Como uma roleta russa....


Notas iniciais
Leia do começo ao fim e novamente O destemor de pensamentos impressos Desnuda o acorde de uma palavra sensível O que é pior? Ela deixou sua marca Permanente Oh a natureza dos seus versos Mantém os meus olhos parados na página E diz Francamente querido, sou forçada a desistir Eu tentei e agora tive o suficiente Mesmo que tenhamos de dizer adeus Me mantenha em seus pensamentos Oh querido, um dia Você aprenderá a ser alguém melhor Adequado para me querer Mas até lá Chamaremos isso de "fim" DESCULPEM A DEMORA! ESTOU EM SEMANA DE PROVAS... ENTÃO JÁ SABEM! BOA LEITURA

Anteriormente em Diário de uma garota quase perfeita...

Suspirei pesadamente, tomando coragem para dizer as coisas que meus olhos e meu coração impossibilitam-me mentir, mas antes mesmo que eu pudesse dizer uma palavra sincera sequer, meu celular começou a tocar a musíca Keep Me in Mind da banda Little Joy; tentei desesperadamente pausa-lá. A tela ficou preta e letras em dourado brilhante formavam a mensagem ''Anna não é a culpada por você ter sido atropelada. A única culpada nisso tudo é você mesma. Fale a verdade ou Cauanne irá prova-lá sem precisar de você, cedo ou tarde. Se isso acontecer, você se torna a vilã e ela a mocinha. Garanto que não é isso que você quer.’’

– TVG.

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Hunter College.

Pov's Carina.

— Classe! — exclamou Mrs. Jonson virando-se para seus alunos e parando assim, de escrever no quadro negro. Ele poderia ser dentre os professores, o mais bonito, porém é como Anna sempre diz, por trás de tanta beleza existe sempre um defeito, Com Wesley Jonson não era diferente, costumo ser direta e falar de cara que em matéria de ser chato e rigoroso o suficiente para fazer você querer voar em seus cabelos e tira-lós, fio por fio Mrs. Jonson é campeão — quero avisar a todos, que preciso que me entreguem os trabalhos até hoje a tarde. Tenho absoluta certeza que ninguém aqui quer ficar de recuperação em pleno feriado de páscoa. Corrijam-me se eu estiver errado. — Na frase final, a sala toda revirou os olhos e soltou um bufo conjunto, olhei para Anna sentada ao meu lado que acabava de fazer um sinal de arma com as mãos e atirar em sua própria cabeça, ironizando e rindo. Gargalhei com tal cena e acompanhei-a com o mesmo ato.

Após o recado, sem avisos, o sinal tocou dando ínicio a mais um recreio qualquer, dando inicio a segunda etapa de um dia e de uma vida, que claramente só está se iniciando.

***

Oh, finalmente é abril e todos os conflitos anteriores acabam de renascer, curioso não? É tempo de crescer, florescer, amadurecer e talvez, por fim a algumas coisas. Creio que é um pouco cedo de mais para ficar fazendo planos para esse novo mês, até por que, eu não dou a mínima se daqui a algum tempo irei me formar, ou se daqui a alguns meses terei que escolher uma faculdade, pois, tudo o que importa para mim agora, é sair daqui uma nova pessoa e para isso, irei ter que correr contra o tempo quebrando regras, e acabando de vez com richas antigas. Eu já sou uma mulher e devo me comportar como tal. Farei desta a minha meta, uma promessa, mais uma de muitas que já fiz e que cumprirei de olhos fechados... ou se necessário de olhos bem abertos!

Bem, você deve estar se perguntando por que uma garota como eu está tão aparentemente despreocupada com tudo. A resposta chega a ser simples, eu já planejei uma saída triunfal desse inferno estressante, chamado ensino médio. Eu poderia tentar mentir a mim mesma, dizendo que esses foram os piores e mais dolorosos anos da minha vida, que fui um completo fracasso, ou que de fato, não fiz coisas que ficaram para sempre em minha memória, mas prefiro ser sincera e dizer que, eu tive a melhor época da minha vida nesses corredores, embora as complicações para poder domina-ló, as inimizades que formei e o ódio que gerei, não me arrependo de nada e se possível, faria tudo novamente, por quê é isso que adolescentes fazem. Elas se divertem enquanto ainda são adolescentes, é apenas uma pena que tudo esteja acabando aos poucos. É triste pensar que meu esforço, possa ter sido tão em vão.

— Anna... — chamei-a assim que saímos do refeitório — Eu sei que estamos dando um tempo a respeito de toda essa bagunça relacionada a Lissa e companhia para nos focarmos nos relacionamentos pessoais e inclusive em nossa amizade mas... depois que Pedro e eu rompemos foi inevitável não parar de pensar em seguir com meu plano, por mais que você discorde dele, é a única saída. Eu estou sacrificando meu namoro para por um fim nisto, então é melhor você colaborar.

— Carina escuta... tudo bem que nesse jogo, já fui quase presa e nós duas já sofremos um atentado de morte, contudo nós não temos certeza de nada, o seu plano é perigoso de mais! Acusar uma pessoa ou faze-lá sofrer sem provas é a mesma coisa que dar um tiro no escuro — é difícil admitir, mas ela tinha razão. — eu estou cansada de sempre voltarmos a estaca zero. Depois de me desculpar com a Cauanne, achei que as coisas parariam, enganei-me. Agora além dela tem essa tal de TVG e mais o raio que o parta, não sei se você percebeu ou finge que não, mas estamos no fundo do poço e não temos como voltar para cima, nossa situação só piorou depois que voltamos de Londres! — seu tom de voz estava alterado, indicando sentimentos de raiva crescendo dentro do seu ser — se for pelo nosso bem, eu irei fazer o que for necessário e espero que você também. Preciso saber se você esta disposta a fazer as coisas ao modo antigo, do meu modo, ao estilo New York.

POV’S Anna.

Chega de limites, chega de sermos boazinhas com quem quer que esteja tentando nos derrubar. Esta mais do que na hora de voltarmos a ditar as regras por aqui. Eu posso estar um pouco inferrujada, no entanto eu ainda sou Anna Kheterinne King’s e isso nunca vai mudar. Uma King nunca foge da luta e nunca entra em uma guerra para ser a perdedora e o bom em Carina, é que podemos não admitir, mas somos muito parecidas e reconheço isso, pelo menos neste momento.

Fecharemos a cidade e iremos dizer para as pessoas que algo está vindo chamá-las, uma nova era, em novos contextos. Por trás dos meus olhos existem sentimentos que podem se transformar dia após dia, cabe a mim dar vida a eles ao invez de ficar para sempre com medo do mundo ao meu redor e do quê os outros irão achar se eu expor o meu eu verdadeiro. Compaixão e união é o poder que deve ser usado para o bem de todos. Na honestidade, não existem tons de cinza, somente a verdade, pois ele pode ser sincera e não precisa da minha palavra, falar de tal, é a mesma coisa, essas são nossas armas, as mais poderosas, ninguém pode nos derrubar enquanto a possuirmos.

— Eu topo se você prometer não magoar ninguém e quando digo ninguém, estou falando inclusive de Renny. Por isso, Anna, você sabe o quê fazer. É a sua chance de provar que pode me superar e que é capaz o suficiente de ser uma líder — Falou, apontando na direção de Renny que se encontrava no lado oposto ao nosso, conversando com Marrie, Marcelly e Eric, novatos este ano no colégio.

Assenti com a cabeça, trocamos alguns olhares por frações de segundos e propuz-me a ir ao encontro dele. Assim que fiz tal ato, sem avisar, sussurrei as palavras ''me siga’’ em seu ouvido, minha atitude arrancou um grito de raiva daquela menina, a tal de Marcelly, não entendi ao certo o por quê e definitivamente prefiro não entender, pois se for o quê eu estou pensando, só me dá mais motivos ainda para ter tomado a decisão que tomei.

Levei-o até a escada localizada em uma parte vazia da escola, por que para mim, aquele era o lugar mais digno de terminar algo desse tipo, pois foi onde tudo começou...

Flashback On.

Abril do ano de 2008.

O silêncio entre nós dois é o que mais me mata e corroi-me fazendo-me perceber o quão errado isso é e o quão errado eu estou sendo desde que cheguei em New York, não faz mas sentindo eu estar participando desta aposta se de alguma forma, apeguei-me a ela como já mais consegui me apegar a nem uma outra amiga, apesar de que, creio nunca realmente ter tido uma melhor amiga verdadeira a não ser Marrie e agora... Carina. Eu não posso arriscar destruir isso por conta dos motivos que me levaram a conhece-lá . É uma pena eu ter que fazer uma das únicas pessoas que sabe sobre isso calar-se de uma forma tão rude. Ah me deus! Estou caindo de joelhos porque estou perseguindo uma mentira! Eu não sei o que eu estava pensando quando concordei participar dessa maluquisse sem saber os efeitos dela. E o pior de tudo isso é que... eu quero que ele me toque tanto quanto ele quer me tocar, mas infelizmente tenho que fingir uma indiferença que é inexistente em meu coração...

— Você tem noção de que se ela souber que foi um jogo do qual eu e minhas amigas de Londres criamos quando estávamos intediadas com nossas vidas fúteis e sem sentido, nunca mais irá olhar na minha cara? — Questionei preocupada, sabendo a resposta — Renny, eu te pesso, não tire de mim a inimiga que eu mais amei, antes dela as coisas eram um completo desastre, eu não tenho coragem e capacidade de dizer a Cauanne que eu não tenho nem um vinculo afetivo com Carina e que só a odeio para poder pegar o meu trono na minha cidade de volta por que eu estaria mentindo e essa mentira me custaria ficar longe dela e de você... você não quer ficar longe de mim... quer? Não negue! Eu sei sobre os seus sentimentos por minha pessoa — afirmei, chegando um pouco mais perto dele. — eu sempre soube e sempre fiz pouco deles ... por que... eu... amo muito tudo isso, amo me sentir amada e também amo ter entrado para esse mundo... ah querido eu não irei tão cedo se me ajudar a ficar!

— Pobre Anna... você se acha muito esperta não é mesmo? — questionou baixo, fitando-me nos olhos e em seguida, acabando de vez com o espaço entre nossas bocas, não recuei e não queria fazer isso. Era bom... não! Era mais que isso, acendia-me por dentro. — Esse, será o nosso segredo. Baby, a vida é uma roleta russa e vai ser essa vida e esse mundo que ainda irá te mostrar e te ensinar muita coisa, assim como a própria Carina. Um dia você será capaz de aprender mais sobre si mesma, então sua ficha irá cair e a sua idealização de perfeição será diferente desta que você julga conhecer hoje, não sei ao certo quando ou como, mas quando acontecer, será o momento do seu alpice, onde as coisas estarão ao seu favor e a sua chance de consertar cada gesto ruim que fez a mim e a todos os meus amigos finalmente vai existir, apartir deste dia, considere-se mais poderosa do que sempre sonhou ser, por que seus objetivos brevemente mudaram...mas, como punição, receberá algo que sempre temeu... a solidão.

Flashback Off.

''Jogue sua alma em cada porta aberta

Conte suas bênçãos para encontrar o que procura

Transformou minha tristeza em ouro precioso

Você vai me pagar na mesma moeda

E colher exatamente o que semeou

Me veja indo embora com cada pedaço de você

jamais subestime o que eu posso fazer!''

Meu deus, que turbilhão foi esse? Aquele primeiro beijo... como me forcei a esquece-ló quando eu me lembrava dele todos as noites. Naquela época eu só queria poder falar que eu não me encontrava apaixonada e por isso reprimia... a fim de que pudesse um dia resolver, passando por cima como sempre fiz com amores passageiros, mas, a única diferença deste amor, é que ele prevalece até os dias de hoje! Dar a entender que não aconteceu me fez superar um pouco, mas não o bastante para virar a página e recomeçar mais uma folha do meu caderninho amoroso bem mal sucedido. É como se as palavras de Renny ecoassem meio a cada degral da escada a minha frente e meio a cada espaço de minha mente, fazendo-me ter dificuldade até hoje de saber que mudança é essa que ele descreveu tão detalhadamente.

Nuvens de chuva acima de mim, ventos que sopram-me para longe. Parte de mim vai ficar sempre com olhos fechados, braços abertos, abraçando nada além da tempestade que eu sinto por dentro, não há mais choro, eu sou inquebrável. Não me importo de um ferimento ou outro, eles já me doeram tanto, com tudo hoje, não mais.

— Eu sei o por que você me chamou aqui Anna — disse Renny irritado. — Ouvi boa parte da sua conversa com a Carina e no final, ela estava certa, você só machuca as pessoas, as usa e depois a joga fora! Você se orgulha do amor que julga dispertar nas pessoas, embora você nunca me amou honestamente. Eu acho é que você na verdade não ama nem a sí própria, que dirá um outro alguém! Me Desculpe, as escolhas, as apostas, os dados não há mais nem um na mesa. Você me perdeu, assim como vai perder aqueles que sempre estiveram ao seu lado. Adeus Anna... Adeus.

Continua...

Notas finais
Até o próximo capítulo! BEIJOS -MRSC