DDUGQP - As máscaras caem.

21 A Regressão De Uma King's


Notas iniciais
''Minha esperança é sangue em vidro quebrado Um buraco destruído, um passado disperso E eu não consigo acordar pois a escuridão está tomando conta Tudo está perdido E este pesadelo está se aproximando Há uma tristeza debaixo da minha pele Esse é o meu fim'' Há anjos e demônios em guerra dentro do meu peito O bem e o mal estão lutando para possuir'' :O, Eu aparecendo em uma sexta- feira? Sim meus caros! Já vou avisando que esse capítulo não está muito grande e é bem depressivo. Sábado tem outro, sosseguem! Boa Leitura mortais. *www.youtube.com/watch?v=ulZjcBxqI4c - (música do flashback) * www.youtube.com/watch?v=GXoZLPSw8U8 - Recomendo começar a ler o capítulo com essa música.

Anteriormente em DDUGQP...

(No Capítulo 6 )

— Esse, será o nosso segredo. Baby, a vida é uma roleta russa e vai ser essa vida e esse mundo que ainda irá te mostrar e te ensinar muita coisa, assim como a própria Carina. Um dia você será capaz de aprender mais sobre si mesma, então sua ficha irá cair e a sua idealização de perfeição será diferente desta que você julga conhecer hoje, não sei ao certo quando ou como, mas quando acontecer, será o momento do seu alpice, onde as coisas estarão ao seu favor e a sua chance de consertar cada gesto ruim que fez a mim e a todos os meus amigos finalmente vai existir, apartir deste dia, considere-se mais poderosa do que sempre sonhou ser, por que seus objetivos brevemente mudaram...mas, como punição, receberá algo que sempre temeu... a solidão.

***

Algumas semanas depois...

O dia amanhece sem sol, escuro, vazio e cheio de nuvens negras carregadas de água acomulada , prestes a despencar na terra em forma de uma típica chuva de final de verão, nos estados unidos. Lissa e eu estávamos no carro mandado por nosso pai para ir especialmente nos buscar no aeroporto, pois por um puro milagre conseguimos fazer com que nosso vôo de volta para NY não fosse adiado, por conta das tempestades que alastravam todo o sul do pais. Acredito que, estas férias foram um tanto intensas, como vocês conhecem a mim e a Lissa muito bem, devem saber que adoramos pegar um brozeado em qualquer praia distante daqui, para simplesmente esquecermos nossos maiores problemas. Desta vez, não foi diferente, passamos nossas últimas quatro semanas, nos ‘’divertindo’’, em uma ilha do Caribe que fica em frente ao mar azul de Antígua. Lá, meus pensamentos estavam livres de qualquer coisa ou pessoa desta cidade, embora eu tenha me sentido um tanto sozinha e desolada por aquelas bandas, eu sabia exatamente que, ao voltar para cá, teria que instantaniamente lembrar-me de Carina, Renny e todos os outros, que deixei aqui na noite de minha formatura e que pretendia esquecer.

Então, quem estou tentando enganar? A mim mesma? Céus! Essas foram as piores férias da minha vida, contando que, só viajei para cuidar de minha irmã e para acertar as papeladas finais de minha nova certidão de nascimento. Claro que não deixei de ser Anna King’s, ainda sou ela, a única coisa que mudou é o final de meu nome, cuja felizmente agora tem o sobrenome que por direito é e sempre foi pertencente a mim, desde que nasci, está na meu sangue, está em mim e em minha personalidade, sim... eu sou uma verdadeira Gallardo.

— Sim, pai... Maria Alice está recuperada — Afirmei, revirando os olhos, abrindo o vidro escuro da limousine, sentido uma garoa baixa e fina bater contra meu rosto. Victor parecia preocupado — Fique tranqüilo. Cuidarei para que ninguém saiba.

Finalizei a ligação com tais palavras. Lissa fitou me curiosa.. oh como aquela imagem era triste..seu olhar não tinha vida, era seco, indiferente e ao mesmo tempo esbanjava preocupações em aparecer novamente em publíco, para pessoas reais sem serem médicos ou enfermeiros. Notando isso, balancei a cabeça em sentido negativo e acariciei seus cabelos com cuidado, fazendo-a ficar tranqüila com o que é que se passasse em sua cabeça naquele momento.

— Anny...você acha que, vamos conseguir esconder que você está em NY até quando? Do jeito que todo mundo aqui te conhece, daqui a pouco estaremos na página pricipal de cada jornal local e Carina verá que você não cumpriu com sua promessa, de nunca, nunca mais voltar para seguir em frente. E por favor, não minta pra mim dizendo que está na cidade por minha causa, por que ambas sabemos que você poderia ter ido direto para Massachusetts, visitar os dormitórios da universidade de Harvad, porém é tão engraçado o quanto você nega depois de todas essas indas e vindas que não suporta a idéia de ficar longe de uma das pessoas que você mais ama nesse mundo, e que essa pessoa basicamente te exilou daqui pela milésima vez consecutiva! Não importa o quanto você tente Anna, você é você e esta pra nascer quem irá mudar-te! — Exclamou.

Abaixei meu rosto e encarei o carpete do carro, em seguida, comecei a mecher de leve em meu anel com a letra ‘’ A’’, foi quando me lembrei vagamente de que não conseguir tira-ló de meu dedo e desapegar dele o verão inteiro..afinal, ele é minha única ligação com ela, embora eu ache que deveria ter seguido o conselho de Marrie, e jogado-o no mar quando pude, singelamente, algo em meu peito gritava e me impossibilitava de fazer isso, todas as vezes em que tentei.

Arquei a sombrancelha e lancei um riso tímido, que significava que eu pouco me importava com o que Carina fosse pensar de mim. Na verdade, eu já não me importava antes, visto que, quebrei suas regras e minhas promessas antigamente e nada aconteceu, por que justamente hoje, aconteceria? Não me culpe! Sinto que preciso estar aqui e só irei embora, quando eu achar que estou pronta. Vislumbrei a cara de espanto de Lissa, e aproveitei para deixar transparecer a ousadia de alguém que desligou-se das emoções a muito tempo. Puxei-a para fora da limousine e entralacei meus braços no dela, fazendo-a olhar diretamente para o céu, admirando cada gotícula, partícula molhada que caia sobre seu rosto, foi quando, ela revelou um sorriso que a semanas eu não via brotar em seus lábios.

Coincidentemente ou não, estávamos na 3rd Avenida, em frente do The Bluebell Coffe, um dos lugares preferidos de Carina em New York e bem.. a princípio nada me impedia de entrar ali. Todavia, quando minha visão passeou para dentro da janela de vidro do estabelecimento, ah...eu há tinha encontrado, sem nem sequer, fazer algum tipo de esforço. Como previ, ela não estava sozinha e sim, acompanhada por Renny meu ex namorado e Marcelly, atentei-me na maneira em que Carina tratava a mais nova amiga, estavam...próximas, quase como se conhecessem a anos. Fechei meus olhos e abaixei minha cabeça, colocando minhas mãos sobre a vidraça na direção da mesa em que eles estavam sentados. Eu não precisava nem me dar o trabalho de virar-me para saber que Lissa, mantinha-se calada e observava-me. Não consigo explicar o quanto aquela cena me doeu e me magou profundamente, dei um suspiro final antes de sentir as lágrimas transbordarem de meus olhos, ainda fechados...

Flashback on.

''Quando tudo desmoronar
Quando os pesadelos começam
Por que é tão difícil
Encontrar algum lugar afastado para começar de novo?
Eu preciso de uma faca afiada
Eu preciso cortar essas cicatrizes
Direito para fora da minha vida
Precisa ser abalada
Eu preciso de uma bola de demolição
Porque eu sou um desastre...’’

— Me desculpe...mas Anna, você não merece mais três anos na minha sombra, você não merece ter que tentar entender as coisas que horríveis que tentam fazer conosco quando estamos juntas. Você não precisa continuar nessa bagunça. — Carina disse. Cada centímetro de sua voz, continha insegurança e no fundo, ela matava-se por dentro em ter que estar falando aquilo — Por tempos, achei que o problema fosse você, a sua vida, suas complicações, no entanto, o que eu não enxergava, é que eu destrui o quê você possuía de bom, aquilo que mais se vangloriava, menti tantas vezes que sou incapaz de contar em meus dedos, pois eles não são o suficiente para suprir meu arrependimento. É a minha decisão e não existe nada que você possa fazer para me impedir de afastar você. Minhas obrigações com você e com a sua família terminam hoje. É a hora de você seguir com a sua vida. É a hora de você se reinventar, pois eu farei isso. Eu dei cada segredo para sobreviver sem mim, basta lembrar-se deles.

Silenciei-me. Fitei o céu estrelado, como se fosse a última vez em que eu faria aquilo, e talvez fosse. Ah aquele céu...sentirei tanto a falta dele. Em que outro lugar do mundo irei achar esse brilho, o meu brilho? Sem essa cidade, me desintegrarei e reduzirei-me as cinzas aos poucos...será que isso sequer importa agora? Eu não queria sentir mais nada, chega de sofrer por uma coisa que nunca já mais deixará de ser o que verdadeiramente é. Fechei os olhos por um instante. Era como se eu estivesse segurando meu coração juntamente a meus sentimentos com a própria palma de minha mão e em um passe de mágica, os apertado com toda minha força desaparecendo meio a minha raiva.

— Sabe? Acho que você tem toda razão. Somos completas desconhecidas não, é? — Ironizei sorrindo de uma forma falsa — Não nos conhecemos a sete anos e eu não estou acostumada a vencer os obstáculos. Aceito isso! Eu sou fraca — Continuei — Ou é isso que você pensa — Completei — Só mais uma coisa Carina... EU SOU ANNA KING’S, E EU NÃO PRECISO DE VOCÊ. Então engole essa sua droga de discurso e não se de o trabalho de me dizer adeus, por que eu não preciso dessas cinco estúpidas letras de consolo para dizer que acabou, e isso não é de hoje. Se é isso que você quer esteja ciente de que eu não procurarei você. Deleterei seu numéro, seu nome e qualquer coisa sobre você da minha memória. Seja feliz Carina Monteiro, eu espero que você ao menos deseje o mesmo a mim, fique com a Culumbia e não se culpe por não ter mais notícias minhas, estarei em qualquer canto do mundo, em cada lugar que você olhar, em seus sonhos e na sua mente, desde que seja bem longe! — Em minha frase final, levantei-me da escada, e sai andando, deixando-a plantada ali, sem olhar para trás...

Flashback Off.

Desde esse dia, desde esse momento, estou inabilitada de conseguir derrubar ao menos uma lágrima ou de sentir mais algo a não ser, um grande vazio em meu peito, é como se eu respirasse mas estivesse morta, isso, até hoje... até vê-lá, feliz com outra pessoa que não sou eu. Não é a primeira ocasião de que tenho experiência com esse tipo de coisa, o mesmo aconteceu no primeiro ano do ensino médio, quando fui para Londres após fazer minha melhor amiga trair o namorado para me vingar. Quer queira eu ou não, aquela garota, fria, esnobe e imparcial está de volta e ela prefere não lidar com sentimento algum a sentir alguma coisa que a machuque ainda mais do que a perda.

— O que você está fazendo ai Maria Alice Gallardo? — Questionei e esbravejei ao vê-lá pronta para entrar na cafeteria, instantaneamente voltando a realidade — Te convenceria se eu dissesse que acho que ela está bem melhor sem mim? Vamos embora, não há nada que eu tenha mais para fazer aqui.

Estaria Renny certo ao dizer que a punição para a conquista do poder próprio, seria minha ruina e ao mesmo tempo, minha glória?

Continua...

Notas finais
Sim, o capítulo terminou na melhor parte, e foda-se também, não quero nem saber. Próximo capítulo marcado pelo priméiro dia de aula na faculdade e Carina receberá uma presença indesejada, já sabem muito bem de quem, né? Sério, depois de três temporadas vocês acham mesmo que a Anna não tem um plano B? Ela não vai embora nem que eu precise matar ela antes disso! Beijão e que começem o jogos, hahaha. - MRSC