Notas iniciais
''Eu poderia te arrastar do oceano Eu poderia te puxar do fogo E quando você está de pé nas sombras Eu poderia abrir o céu E eu poderia dar-lhe a minha devoção Até o fim dos tempos E você nunca seria esquecida Comigo ao seu lado E eu não preciso desta vida Eu não tenho nada para viver Não tenho motivos também para morrer Mas quando eu estou de pé na forca Eu vou estar olhando para o céu...'' Olá Gente! Até que enfim o Nyah voltou! Estou com esse capítulo pronto a dias e não consegui posta-ló antes por conta da manutenção. Espero imensamente que vocês começem a se questionar quem é que está por trás de tudo nessa tramâ, saberão mais dela, logo, logo. O nome desse capítulo é uma grande dica. Boa Sorte Músicas: * https://www.youtube.com/watch?v=Pt1kc_FniKM * https://www.youtube.com/watch?v=BxzEeKfpyIg



''Lá vem o sol, lá vem o sol, eu digo que está tudo bem... queridinha, tem sido um inverno longo, frio e só. Parece que foram anos desde que esteve aqui, eu sinto aquele gelo está lentamente derretendo...''

Nina Simone — Here Comes The Sun

Pov’s Carina.

Setembro, 16.

Querido diário,

Enfim, as férias acabaram. Acredito que, elas vieram no momento certo, um tempo fora de toda a loucura que é uma escola, ou melhor, agora, uma universidade, era tudo de que eu precisava para fazer com que minha inspiração que antes, debilitava-se somente a aparecer quando eu estava rodeada de pessoas dos quais, fariam qualquer coisa para estarem comigo e me agradarem, nestes dias tornou-se, mais intensa e mais proveitosa, afinal, não é atoa que estou aqui, escrevendo em você. Sabe...me sinto tão vazia, triste, incrédula de muitas coisas e estranhamente, com muitas saudades de um alguém que fiz questão de mandar embora. O que me deixa cada vez mais angustiada, é o fato de que não tenho noticias dela, desde aquela noite no baile, nem um telefonema, nem sequer uma mensagem de voz ou uma matéria sobre ela em alguma estúpida revista de socialaites, das outras vezes em que isso aconteceu, ela fazia questão de chamar mais atenção do que o normal para ela. Por que de repente, seu jogo mudou? Não que eu me importe, é claro, pois sei que não faz diferença o numéro de vezes eu que irei manda-lá me deixar, ela sempre dá um jeito de voltar de uma maneira mais triunfante do que antes, pois ela é Anna Kheterinne King’s, e depois de mim é a pessoa mais ardilosa e persistente que conheço e pensando bem... até ela voltar e decidir que vai infrentar a faculdade comigo, eu tenho uma substituta, alguém que passou suas últimas semanas ao meu lado me dando apoio moral incondicional, da maneira que Anna já mais foi capaz de me dar. Eu só precisava dela longe, para eu poder tentar me encontrar e encontrar uma razão pelo qual o universo quis que eu passasse por essas coisas que passei e me fez tornar-me o que me tornei. Quero uma razão para minha existência, minha missão e minha solução. Será que só estou aqui por que minhas palavras valem mais do que minhas atitudes?

Posso contar um segredo? Promete, por favor, não me achar maluca? Promete, por favor, não me julgar? Você é único que me entende, você sabe disso, não é? Então... é como um anel preso em um dedo errado. É como uma discussão diante de princípios opostos a uma única metáfora. É como a terra em um plano reverso. É ela, sempre ela. Me confundindo, me trazendo a capacidade de falar tão magestosamente bem. É a minha admiração. Quer queira ou não, ela conquistou-a a muito tempo, realmente. Desde que estive em sua pele, soube como se sentia diante de mim, senti a necessidade de mudar, de faze-lá entender que nada é como sua pequena mente presa a uma única idéia imposta, pensa. É meu caráter que está em jogo cuja depende inteiramente de minha postura, minha extrema e integra gratidão por ela ter me feito perceber o que eu gosto de fazer que é nada mais nada menos, do que escrever sobre mim mesma e sobre a minha vida. Sendo assim, está decidido, quero que New York, cada canto e cada camada social, saiba sobre essas coisas, por que eu quero parar de sentir a falta do passado pois a mim ele deve as respostas para o futuro. Não há mais por que me esconder, em breve Anna, você lerá isso, então deixou minha mensagem: Sinto falta de todas as vezes que você me levantou. Sinto muito por ter feito todas essas coisas estúpidas, por ter te afastado e consequentemente te feito pensar que desisti dos nossos sonhos de infância, por ter desmoronado-me e te levado junto. Eu sinto sua falta porquê você me escutava e agora, a única coisa que faz é me ignorar. Sinto falta das nossas conversas, sinto falta de você. Sinto falta do seu bom humor e de suas brincadeiras. Não entendo o quê aconteceu, mas a muito tempo não somos amigas, talvez até nunca tenhamos sido. Não sei por que choro por você, quandovocê parece já estar seguindo em frente. Infelizmente, não há nada que eu posso fazer. Francamente! Sou forçada a desistir! Sinto falta de você dizer que me ama e que me aceita da forma que sou, pois, baby, você foi a minha melhor amiga que mais durou. Você é a melhor alias, pelo menos para mim. Sinto sua falta por que mesmo depois de tudo, você continuou confiando em mim. Enfim, sinto sua falta por uma infinidade de coisas, algumas delas até idiotas, outras, verdadeiramente importantes.Quando é que você vai voltar? Oh, a vida tem me pregado tantas peças últimamente! Mas querida, você é livre, livre para voltar. Faça suas escolhas, aposte em mim, ou em outro alguém porém tenha em mente que, não sou algo que você pode entrar e sair a hora que quiser, embora eu tenha feito isso varias vezes com você, eu quero o seu respeito e não te dou o direito de fazer e cometer os mesmos erros que eu.

Acho que você já sabe que assim como você eu sou única e, mereço ser especial para quem é especial para mim também. Independente do que virá a acontecer quando ler isso. Mantenha-me em seu coração e em suas vagas lembranças, por que, você está eternizada nas minhas.

***

— Carina? Eu sei que inútil perguntar mais, você está na terra? Aloooooouuu. — Gritou e questionou Marcelly, notando por fim que me silêncio dava-se por conta de estar escrevendo em meu diário — Esse maldito caderninho preto de novo? Sério? Eu ao menos posso lê-ló?

Tirei meus olhos da página, fechei o diário cruzei as pernas e passei minhas mãos sobre o edredom de minha própria cama, suspirando e sorrindo irônicamente.

— Mas é claro, querida — Estendi o caderno em sua direção, e quando ela foi pega-ló, desviei-o do foco — Só, quando eu publica-ló, obvio. O que será, deixe me ver...nunca.

Gargalhei com vontade. Marcelly por sua vez, sentou-se em minha poltrona e fez bico, fechando a cara. Neste exato instante, ouvimos três batidas fracas na madeira maciça pintada de branco da porta. Autorizei a entrada.

— Achei que não iria vir comemorar com a gente... — Falei surpresa, assim que Priscila colocou a cabeça para dentro do quarto — Amanhã é nosso primeiro dia de aula como universitárias. Se eu fosse você, estaria animada. Thommas estará lá conosco, e tanto Marcelly como eu, sabemos que ele tem uma queda estranha por você, e bem... por Anna. Mas como a Senhorita Perfeição não estará conosco nem esse ano e nem nunca mais, o caminho está totalmente livre pra você.

Marcelly e eu nos entreolhamos, fiz cara argumentativa e dei de ombros. Priscila pareceu animada com o meu tipo de raciocínio. Dei um meio sorriso e uma risada de leve, para depois dar espaço para que ela se sentasse ao meu lado. Não se demorou muito até, mais uma vez, a porta se abrir sem avisos, fazendo-me levantar assustada, afinal, não esperava mais ninguém.

— Me sinto ofendida, literalmente. Esqueceu de mim vadia? Baaah! — Rugiu com raiva uma voz um tanto quanto conhecida — Normal, sempre sou a excluída desse tipo de reuniãozinha, depois me pergunta por que é que eu ajudava você por mensagem de texto. Era melhor ser anônima, pelo menos tinha uma desculpa para não me convidar — Completou, varando quarto a dentro.

Todas rimos. Era fato consumado de que, Tereza é simplesmente a maior dramática da história do universo. Deitei-me no colo de Priscila, fazendo com que Marcelly me jogasse olhares de quem não aprovava aquilo, praticamente gritando com os olhos que estava com ciúmes. Quando tive esse pensamento, suspirei satisfeita. Sem Anna, eu não precisava bancar a boazinha, poderia voltar a ser provocativa, esnobe e abusaria disso o quanto eu pudesse. Ao fundo, bem baixinho no rádio ao lado da minha penteadera, tocava a musíca ‘’Amsterdam’’ da banda Imagine Dragons. Ah... essa melodia! Trás-me uma sensação de deja vu enorme. Percebendo que eu estava em meu estado pensativo, Tereza começou a cantarolar, acompanhei-a. As demais apenas, tentavam entender do por que daquilo. A resposta era simples, por pura coincidência a letra definia-me perfeitamente, era como se Anna estivesse me passando uma mensagem através daquilo.

***

Pov’s Anna

Do outro lado de New York...
New York Public Library
2147 Barnes Ave

— Eu sinceramente não sei por que raios você está me arrastando pra uma biblioteca, Alice — Protestei — Para de cerimônia e me diz logo o que você tanto quer me mostrar que tivemos que vir parar no Bronx pra ver. Eu já mais viria aqui sozinha, na verdade eu já mais viria aqui se não estivesse me escondendo de toda Manhattan. Então tenha em mente que é a primeira e única vez que venho parar nesse fim de mundo. — Protestou — Credo! esse lugar nem parece que é em New York.

Lissa revirou os olhos e continuou me puxando pela mão até estarmos diante de diversas estantes de livros empoeirados no segundo andar. A bibliotecária, uma senhora de meia idade que usava óculos de grau e tinha um relógio de pulso dourado antigo, pareceu não se importar muito com nossa presença, apenas repreendeu-me pelo barulho desnecessário. Não havia mais ninguém ali, mas mesmo assim eu me sentia um pouco observada. Seria isso, uma síndrome que tenho, ou intuição aguçada de mais?

Paramos em frente a sessão de ‘’ Aspirantes a escritores’’. Minha irmã ptirou dali, um livro de veludo vermelho, na capa estava estampada uma foto/desenho de uma menina sentada em um bar bebendo algo com a cidade de New York de fundo. Ele intitulava-se como ‘’Diary of an almost perfect girl’.

— Encontrei isso no ínicio do ano, quando voltei da minha caçada em Londres, na época que você estava em Malibu com a gangue de Carina. Neste dia, vim até aqui para tentar achar um romance que o professor de literatura disse que deveríamos ler, não me recordo o nome e também, não importa. Ele parecia ter sido deixado aqui recentemente, é aparentemente o mais novo dessa pilha, então investiguei mais a fundo, e é um tanto obvio que foi deixado aqui propositalmente, para que nós o encontrássemos pois, não existe registro desse livro em lugar algum, nem mesmo na biblioteca internacional de obras célebres, a editora é privada e não me forneceu informações, a data em que ele foi entregue para a biblioteca é um dia antes de eu estar aqui, 10 de janeiro. É quase como se essa obra não existisse, entende? É algo realmente curioso, por que e o pior de tudo é que não há uma escritora em New York que se chame Diana Royalty. Abra-o e entenderá por quê estou tão preocupada com isso!

Assim fiz:

Capítulo 1: Pelas entrelinhas de uma partida.

{...} — Você voltou para descobrir que eu tinha ido embora. Aquele lugar aqui dentro está vázio. Como o buraco que foi deixado em mim. Como se nossa amizade fosse absolutamente nada! Como se eu não significasse nada para você. Carina solta as palavras no ar, fazendo Anna apenas abaixar a cabeça.

Todos estavam calados, o silêncio tomou conta do ambiente. Ágata, Renny e Pedro apenas se entreolhavam.

Algo que Anna não imaginava é que, as lembranças não poderiam ser esquecidas, por isso, afinal, se chamam lembranças. Elas não mudam, mesmo se a pessoa tenha mudado. Elas não mesmo se você berrar e dizer coisas ofensivas. Aceite como vier e seja grato quando terminar. Há tantas maneiras de agir, escolha a melhor para efeitos positivos causar. {..}’’

— O quê? Como assim alguém detalhou parte da minha vida aqui? Que diabos é isso?

Continua...

Notas finais
Irei postar mais um, ainda hoje! Até mais tarde. XX, - MRSC