DDUGQP - As máscaras caem.
18 Uma vez vadia...
Notas iniciais
Anteriormente em DDUGQP....
{...} Humm... você gosta de jogos? Normalmente, quando você decide começar um, quer somente vencer ou perder lutando. Certo, posso estar sendo cruel, porém se há algo que aprendi é que a verdade tem de ser falada por quem a obstriuiu, então, sinto informar, mas não há opções nessa fase, ou você é tudo, ou você é simplesmente, nada; você pode ter a saída de andar longe e dizer que não precisa disso, no entanto sempre haverá algo em seus olhos dizendo que precisa vencer tudo. Se conseguiu com tanto esforço erguer a muralha, por que você continua a querer faze-lá desabar? Oh...não sei se já te disse, mas a lição que deixei, foi que nada que já foi construído pode ser apagado ou esquecido, toda mentira tem uma verdade e toda a verdade tem uma mentira. {...}
***
Sábado a noite.
— Onde eu estou? — Sussurei a mim própria, assim que abri meus olhos e me levantei do chão ainda atorduada. Minha cabeça latejava como se uma marreta estivesse dentro dela, ou como se uma guitarra tocasse no mais alto do sons, justamente bem ali, naquele local.
Claramente, eu conhecia aquele quarto em que eu me encontrava, até por que ele era meu, mas diferentemente do normal, o mesmo estava completamente desarrumado, para começar de minhas roupas, que pareciam ter despencado todas juntas do meu closet com um sopetão dado propositalmente, fazendo-as caírem no chão como se fossem nada mais nada menos que simples trapos de limpeza, o que é obvio que não eram. Logo mais, passei meus olhos pelo meu relógio de pulso de ouro que marcavam, exatas 8h30min, que acabou por fazer-me dar conta de que já estava usando meu maravilhoso vestido de formatura azul escuro, cuja Anna e eu, juntamente a Thomm, escolhemos hoje mais cedo.
Levei minha mão até a boca, na tentativa de conter meu espanto, não sabia o que fazer, estava quase atrasada e sozinha por algum motivo que não me recordo, como se algo tivesse me obrigado a esquecer de minha últimas embora, vastas horas de existência. Peguei minha bolsa e meu capelo e corri em direção a porta, calçando meus saltos altos dourados, porém, o que eu não imaginava é que a tal, localizava-se, trancada pelo lado de fora.
— Ah, não! Isso só pode ser brincadeira... — Esbravejei com ódio em minha voz.
3h00min antes
‘’Não importa o que você veja
Eu sei que eu jamais seria
Alguém parecido com você
Não importa o que você diga
Eu sei que jamais poderia enfrentar
Alguém que soa como você
Eu sei que temos tudo, mas eles estão prontos
O céu está se abrindo a cada dia
E as coisas estão melhorando, mas logo eles nos derrotarão
Antes que qualquer um descubra os nossos nomes...’’
Ah, a sonhada graduação! Que garota não almeja este grandioso dia desde que inicia sua vida escolar? O baile, o caminho da escadaria até o palanque, a companhia perfeita, tudo quase perfeito. No entanto, sinto informar, pois em New York e em meu circulo social... essa elite não aceita que uma formatura seja apenas uma formatura, e sim a formatura, não é atoa que quando criança e Anna e eu estivemos em uma destas cerimônias — se não me engane da prima dela — acabamos por apelida-lá de, entrada para o mundo adulto, ou melhor o simbolo do deixar de ser adolescente e isso inclui, eliminar o comportamento revoltado e intimidador desta fase. Em poucas palavras, quando pegarmos aqueles pedaços de papel dentro daquele ‘’rolinho’’ com o brasão do colégio, chega de joguinhos, chega de picuinhas, chega de garotas malvadas e por fim, chega de ser a abelha rainha, pois na maioria das faculdades, deve-se conquistar seu lugar sem absorver do privilégio do seu passado. É fato que as pessoas te reconheceram, principalmente a mim, que venho a ser herdeira de uma longa linhagem que tem o poder de influenciar as demais ao meu redor. Mas quero por mérito dominar meu novo mundo, assim como por mérito consegui ser disputada por 6 das 8 faculdades mais renomadas dos Estados Unidos pertencentes a Liga Ivy. Alias, por falar nisso, ainda não cheguei a conversar com minha melhor amiga sobre, para onde iríamos. Sei o quanto ela almeja ficar em NY, todavia eu não sei se é uma boa idéia. Sim... eu não quero me separar dela, entretanto também não quero que tudo continue igual e que Anna fique por mais três anos inteiros em minha sombra, estudando na mesma faculdade que eu...seria concorrência na certa.
— Eu não estou acreditando que você vai cortar — Resmungou Anna, sentada na cadeira giratória ao meu lado, folhando uma revista da Teen vogue. A cabeleira por sua vez, obrigou-se a esperar a discussão cessar — Você deixou seu cabelo crescer por dois anos Carina! Dois anos, não é pouca coisa. Qual vai ser a próxima agora? Vai pintar de moreno e virar gótica? Ou arrumar um óculos quadrado e adotar o estilo greek? — questionou em forma de deboche.
— Por que como sabemos, você é uma nerd de primeira categoria disfarçada de rainha — zombou.
Revirei os olhos e fiz para ela o sinal de silêncio, provando assim que sua opinião pouco influenciaria na minha decisão que por sinal já estava tomada, afinal o desaprovo dela, só fez eu ter certeza de que escolhi o corte certo.
— Pode fazer — Ordenei, lançando uma piscadela — Confie em mim Anny, eu sei o que estou fazendo — conclui virando a cadeira no sentido contrário ao espelho, de modo que Anna só pudesse ver a parte de trás do meu cabelo.
Após longas 1h25min , a profissional que cuidava de meu novo visual, avisará que tanto o penteado que eu usaria na formatura como o corte, tinham ficado prontos e que bastava apenas minha amiga terminar seus cuidados capilares, para que eu pudesse ver o resultado, sendo essas as palavras da própria MS. Anna, sendo reproduzidas pela cabelereira. De repente, a voz ao meu lado iniciará uma contagem regressiva de dez para baixo. Assim que Anna parou no numero três, ambas começamos a rir sem motivo, apenas por nossa apreensão, para vermos uma a outra. Combinamos dessa maneira, e dessa maneira seria.
— Ual — Falamos juntas, assim que nossos acentos se viraram para o enorme espelho a nossa frente, possibilitando cada uma fitar a outra da cabeça ao tronco — você está fabulosa — continuamos, ainda dizendo tudo ao mesmo tempo uma para a outra, de uma forma um tanto idiota.
Anna apesar de não ter mudado muito, continuava mais bonita que eu. Seus cachos estavam mais lisos do que o normal e não optará por diminui-lós, deixando-os soltos de forma com que caissem perfeitamente em seu ombro.
Enquanto eu, preferi prender todo o cabelo, em um coque desarrumado. Retirei a capa que cobria-me por inteira e a chaqualhei no ar pois ela continha boa parte de meus fios cortados em sua superfície, fazendo desta maneira com que elas fossem parar diretamente no chão para em seguida, uma empregada varrer.
Pagamos o que devíamos pelos serviços e nos retiramos do local pouco depois. Estávamos claramente no Centro de New York, na 42ND Street onde aguardávamos um motorista gentil parar seu taxi, para que pudéssemos seguir nosso caminho para a mansão dos King’s, lugar onde provavélmente Marrie, Tereza, Priscila e Lissa nos aguardávamos para a prova final do trage vulgo vestido que cada uma tinha comprado, se não me engane... Anna também havia por ter convidado aquela garota, Marcelly ou algo assim, mesmo sabendo que nós duas não nos damos muito bem pelo fato dela quase ter roubado meu namorado antes das férias começarem e antes de eu estantaneamente voltar para ele depois de tudo o que ocorreu com Dilan. Mas nada me tira da cabeça, que a Marcelly, somente queria ficar perto de outra pessoa adentrando nosso mundo... Renny. Sim.. Anna sabe disso, e talvez, somente talvez, esse tenha sido o motivo dela ter sido convidada a comparecer em nosso encontro de garotas, hoje. Sabe? Não acho que ela seja uma pessoa ruim, provavélmente nós estejamos a julgando de mais, embora ache que cutucar o inimigo seja a melhor arma, não acredito que Marcelly vá querer entrar nesse jogo estúpido que Anna e eu estamos planejando... alias eu não, Anna, só Anna. Como eu sei sobre ela gostar de Renny? Bem... culpe Priscila e Ágata por isso, ambas ouviram da própria Marcelly que conversava tranquilamente com Eric seu único e melhor amigo próximo ao seu armário de que, sua mais nova paixonite tinha namorado e.. era '' propriedade’’ de uma das garotas mais poderosas, presunsosas e arrogantes do colégio e podia se passar claramente por um dos sete anões de branca de neve, com cabelo encaralodo e covinhas que poderiam fazer qualquer garoto suspirar, no entanto, até mesmo Thomm que nem sequer estuda conosco e sim é calouro na Universidade De Columbia sabe que os encantos baratos de Anna deixaram de ter efeito a muito tempo nos corredores do Hunter, e que ela tem feito de tudo nos últimos dois meses para se manter fora do foco das colunas sociais e das fofocas que sempre envolvem seu nome, por que? Acredite, gostaria de saber!
— Dificuldades para encontrar uma maneira de se movimentar de uma avenida para no império de vocês garotas? Ou melhor.. ex império? É melhor começarem a se acostumar, hoje vocês deixam de ser as rainhas, nunca se esqueçam disso quando forem subir comigo naquela escada. Então, Deixe-me ajuda-lás! — falou uma voz surgindo de dentro de um taxi, que acabava de parar em nossa frente.
Anna piscou varias vezes tentando acordar de qualquer tipo de sonho que estivesse tendo, senti até que ela queria desmaiar, pois cambaleou para trás apoiando-se em mim para não cair.
— What The hell? — Vociferou em um sotaque britânico que eu nunca tinha visto-a usar, mesmo quando estávamos morando em Londres. Era idêntico a de alguém que viveu lá a vida toda — O quê essa vadia britânica está fazendo aqui? — Perguntou novamente, apontando para aquele ser — Você não estava passando as férias em Londres? Não ia se formar em Londres? Não ia sumir? Ou até mesmo morrer? Não faria diferença, sabe? Meu deus! Eu mereço!
— Também é muito bom te ver, Anny! — Ironizou em uma gargalhada — Não gostei que vocês me deixaram de fora da reuniãozinha de hoje. Por isso, comprei cafés para nós três, temos uma missão antes da nossa grande noite — Espere... ela disse nossa? Cauanne pedirá para se formar conosco, tendo passado meramente meses estudando aqui? — Olha... eu sei que vocês duas não se despediram do ensino médio com estilo.. tipo, fazendo o que fazem de melhor, serem malvadinhas, como eu e não haverá geração futura capaz de superar a gente, fizemos história e agora que estamos deixando de ser adolescentes, temos que criar uma lembrança pra jogar na cara dos nossos filhos. Mas a questão que resta é, vão vir comigo, ou não? — Disse, abrindo a porta do taxi para nós, convidando-nos para entrar supostamente e claramente na entrada do inferno, pois aceitar uma oferta daquelas vinda de Cauanne é mexer com o governante do submundo que todo mundo teme, aquele ser mitológico de chifres, com pele vermelha que carrega em uma de suas mãos um tridente. Desta maneira acabo de perceber que o diabo.. literalmente veste Prada e channel. Tem cabelo castanho escuro e usa como truque um sorriso inocente!
Anna e eu nos entreolhamos com uma expressão interrogativa, buscando entender aquilo tudo. Por fim, decidimos pagar para ver, quem sabe realmente nos não espairedeciamos? Já mais deixaríamos de lado uma boa diversão e confusão, por que como sabemos, onde há Cauanne DiLewis, há fogo meus caros!
Adentramos o carro e nos acomodamos cada uma em uma janela, com Cauanne no meio. Ela por sua vez, não necessitou falar nada ao motorista e nem mesmo o endereço que iríamos, apenas ficou o caminho inteiro rindo de algo em seu celular, para depois mostrar a nós uma mensagem que enviou com um numéro bloqueado.
From: Anônimo.
To: Marcelly P.M
Heey. Quer se encontrar comigo no Central Park, hoje as 5h00min? Espero que não tenha compromisso.
Abraços,
– Renny.C
— Eu só vou te perguntar uma vez. Quem deixou você sair do hospício Cauanne? — Falei assim que passei meus olhos para a assinatura da mesagem — Anna e eu estamos fora. Não vou me passar pelo meu melhor amigo pra destruir uma menina que nem conheço, seria humilhação para uma pessoa só de mais até pra gente. Aposto que você vai querer filmar isso e dar um jeito de colocar no telão na hora da formatura — Conclui adivinhando seu plano, pronta para sair o mais rápido possível de dentro do taxi, mas fui impedida por uma mão que puxou-me para dentro novamente.
— Se você quiser cair fora C, fica a vontade! — Exclamou Anna, ela nunca chamou-me pela inicial do meu nome, isso era coisa de Lissa que herdará da própria Cauanne. Arregalei os olhos com surpresa por seu comportamento fora do normal, ou melhor, estranho. Ela verdadeiramente queria ir adiante com aquilo? Mesmo depois de tudo o que falamos sobre maturidade nestas semanas? Era como se Anna precisasse provar algo a Cauanne, o modo com que as duas se olhavam, era como se dissessem sem palavras, que estava em seus sangues revidar a uma ameaça de outra menina para com seus namorados — Se não dermos uma lição nela e mostrarmos que não se mexe com Anna King’s, já mais serei respeitada na faculdade.. já mais seremos respeitadas. Se começarmos do zero, vamos ser Zé ninguéns, quer isso depois de tudo o que passamos para ficarmos no topo? Mentimos para quem mais amávamos, escondemos segredos, quase morremos. Mas sobrevivemos e isso é metade do caminho! E eu juro que se você disser naquela merda de discurso hoje a noite naquele palanque que se arrepende e que esses anos não valeram para ficar na memória, arranco e roubo isso que você chama de manto de oradora e subo eu mesma ali pra dizer a verdade!
Continua...
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