DDUGQP - As máscaras caem.

12 Hey Irmã! Fazem 2.555 dias que eu sinto a sua falta.


Notas iniciais
''Pois querida, agora temos sangue ruim Então dê uma olhada no que você fez Agora nós temos problemas E eu não acho que podemos resolve-los Você fez um corte bem profundo Você tinha que ter feito isso? Eu estava pensando que você poderia ser confiável Você tinha que arruinar o que estava brilhando? Agora tudo está enferrujado Você tinha que atingir meu ponto fraco? Querida, eu nem conseguia respirar Trouxe-me tão fundo Sal na ferida, como se você estivesse rindo diretamente da minha cara Oh, é tão triste Pensar nos bons momentos Você e eu Você pensou que ficaríamos bem? Ainda tenho cicatrizes nas minhas costas das suas facadas Então não pense que está no passado Esses tipos de feridas, elas duram E elas duram agora Você acha que tudo isso passar? Todas essas coisas irão voltar pra você E o tempo pode curar, mas isso não Então se você está vindo até mim, não venha Curativos não curam buracos de bala Você pede desculpas só para se mostrar Se você vive assim, você vive com fantasma'' Primeiramente, desculpem pela demora, capítulo ficou meio longo, ele é uma especie de especial. Aproveitem! Esse é o video de preparação para o capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=xPD8qUBsiH8

Nos últimos capítulos...

( Inicio da temporada e primeira temporada capítulo 1 )

Já chorando, levanto da carteira, Renny Clark, meu melhor amigo e Ágata Bask, minha melhor amiga me aguardam, porém já cansados de esperar, resolvem ir embora sem mim. Sento-me em cima de uma das carteiras e tento a todo custo disfarçar as lágrimas. A professora vem até mim e me dá um abraço. Ah diário... eu precisava daquele abraço.

.............

Mas, há alguns anjos que cometem erros e de alguma forma acabam revelando ser o quê já mais se achou que fossem, outros anjos, se espelham em seus criadores, o quê foi o caso de Anna. Toda fera pode ser domada por aquele que lhe deu vida assim como todo filho é reflexo da criação recebida quando criança. Oh anjo disfarçado! Salve minha alma e eu salvarei a sua. Para todo o sempre, deixe-me ser sua fonte de inspiração e eu te darei tudo o quê for necessário para a sua felicidade.

***

— A minha pulseira! O quê está fazendo aqui? Eu a perdi a alguns meses — animei-me ao rever meu tão amado simbulo de nascimento — Lissa, por que você e sua família tem fotos minhas quando pequena junto com a minha pulseira de nascimento ? Tem algo que eu precise saber? — falei, fitando-a e percebendo o quanto aquilo afetava cada pronfundo milímitro de seu ser enquanto o silêncio e o nervosismo tomava conta. Segurei firme a pulseira e ai percebi no braço de Lissa algo semelhante. Entreguei nas mãos dela, para que ela retirasse e comparasse, vendo que eram idênticos — somos pa...rentes? — questionei temendo a resposta e ao mesmo tempo temendo não te-lá.

Há algo de muito errado nesta Mansão, é como se eu já estivesse estado aqui, sentia isso, pois assim que adentrei, imaginei-me correndo por aquele jardim, e oh... o sentimento era realmente, adorável! Além disso, desde o primeiro instante em que vi Lissa nos corredores do colégio assim que Carina e eu voltamos para New York, pude perceber que existia uma ligação um pouco grande de mais entre ela e Carina ... e infelizmente, entre mim também, sempre achei que fosse algum mistério sem sentido ou até mesmo coisa de minha cabeça um tanto quanto imaginativa e criativa. Alias, lembro-me de Cauanne ter citado e me alertado estranhamente no baile de natal quando conversávamos, sobre o fato de que eu podia me surpreender com Carina mesmo a conhecendo perfeitamente, por que, segundo Cauanne, ela não era a única mentirosa desta história toda. Qual a maldita ligação de Lissa com Carina?

— Maria Alice Gallardo. Este nome, este lugar, te lembra alguma coisa Anna? Algo me diz, que você deveria investigar em suas memórias de infância — disse , Cauanne com um exesso de ironia e segundas inteções, com as mãos na cintura e olhando de forma ameaçadora para Lissa — Ah por favor, chega! Eu conto para a sua irmãzinha... — continuou enfatizando alto sua palavra final. Arregalei meus olhos indignada e já com raiva — Ou você conta? Ou até mesmo... deixe me ver... sua melhor amiga, Anna?

3 Horas antes.
Prédio de Trás,
Quinto Período
Hunter College
.

POV’S CARINA

Já faz um tempo desde a última vez que ouvi de você

E eu deveria te dizer para ir embora, pois eu

Sei exatamente onde isso vai parar, mas eu

Assisto enquanto damos voltas e voltas

Você tem aquele olhar de James Dean, sonhador

Eu tenho lábios vermelhos, algo clássico que você gosta

E quando nós desabamos

Conseguimos ressurgir, todas as vezes

Pois nós nunca saímos da moda

Nós nunca saímos da moda...

— Amor... — sussurei baixinho em seu ouvido ao mesmo tempo em que ele beijava meu pescoço intensamente esbanjando saudades em tocar-me — O sinal já tocou, nós precisamos voltar para a sala de aula antes que alguém nos veja e saiba que ainda estamos juntos e que Dilan e eu somos apenas um plano para deixar a minha inimiga em reta guarda — no mesmo instante ele soltou um olhar triste, estilo aqueles de cachorro pidão — lembre-se do nosso combinado, quando isso acabar, eu prometo serei só sua! Beijinhos — conclui, abrindo a porta e deixando-o ali.

Me recompuz, arrumando primeiramente minha saia azul e logo depois meu cabelo caminhei em passos apressados até as escarias próximas a sala nove, cuja era meu destino, a aula de literatura. Os corredores já estavam vazios e o inspetor que por sorte é manipulável e me encobre todas as sextas-feiras me entregou-me um passe de corredor para que eu pudesse me encontrar com Pedro sem me levar direto até a diretoria, onde Margareth me espera todos os dias, até que eu faça algo de errado para assim, poder me explusar e se livrar de um problema que ambas sabemos, que nunca vai se resolver.

Quando passei pela porta todos já se encontravam em suas respectivas carteiras, Priscila, Renny, Marrie e Dilan estavam sentados junto a Anna que acomodou-se próximo a janela, Anna conversava com Tereza sobre um assunto qualquer, próximo de Tereza, avistei Lissa sentada atrás de Anna, e em seguida, Anna e Tereza revirando os olhos. Acompanhando Anna e Tereza fiz o mesmo, Lissa revirou os seus assim que me viu entrar e fazer o ato anterior.

FlashBack On

{...} Mal pude acreditar no que meus olhos insistiam em querer ver. Pelo visto, existe muita coisa que precisa ser explicada e algo me diz, que hoje, irei ver o sol nascer queimando meus miolos de tão forte e intenso.

— Tereza? É você?!!!

— Quem raios é Tereza? — Berrou Anna , sua voz ecoou por toda a rua vazia, percebendo que gritará de mais, colocou as mãos sobre a boca e pediu desculpas em tom baixo.

Mas é claro! Como eu não havia me lembrado daquela garota que cruzou comigo naquele corredor a alguns dias atrás, e misteriosamente desapareceu desde então?

Os anos podem ter se passado correndo, no entanto, é impossível não reconhecer aquela menininha do qual ficava junto a sua mãe me esperando na porta do primário todos os dias da semana, Tereza foi minha primeira vitíma e também minha primeira melhor amiga de verdade, mas em minha cabeça de gente pequena, ela não se importava comigo em nem um momento pois eu achava que sua prioridade era suas outras amigas, e como desde sempre odeio isso, passei a faze-lá chorar por não ter sua atenção somente para mim, sendo assim, daquela forma, eu conseguiria que ela focasse somente em minha pessoa e em ninguém mais, mesmo que para isso, Tereza precisasse me odiar pelo resto de sua vida. Sim, seu rosto era familiar desde o primeiro instante. Recordo-me vagamente de que ela tinha um medo absurdo de mim antigamente e pelo visto isso não é a única coisa nela que mudou durante esses anos todos.

— É... e..eu... — sua voz parecia não querer sair, como se um nó integro tivesse se formado ali.

— Anny, ela é uma amiga minha do primário. E aposto que também é TVG, ou melhor, Tereza Verdena Garbretch — respondi

— Tá, mas isso não justifica o fato dessa criatura quase ter roubado o seu diário, ou justifica? E por que eu não te conheço? — perguntou Anna com a sombrancelha arqueada.

Agora, foi a hora de Anna e eu cruzarmos os braços e encararmos Tereza, que continuava no chão. Estendi a mão para que ela se levantasse e começasse a falar tudo, e assim foi.

— Carina tem razão; eu sou a pessoa das mensagens. Eu levei ela até a Lissa na noite do seu jantar Anna, aproposito, eu também não te conhecia pessoalmente até hoje — finalmente manifestou-se Tereza — se vocês sabem quem sou eu, sabem também que faço parte desse jogo e que estou tentando ajudar vocês desde o retorno a New York. Eu só ia pegar o diário emprestado, precisava saber o que se passava na sua cabeça para terminar com Pedro Campbell após o seu acidente, e pelo visto... — falou abrindo a última página de meu diário, arranquei de suas mãos de forma violenta, o que fez ela continuar — hmmm, você ainda é a mesma tola, escreve tão bem sobre seus sentimentos mas tem vergonha do que os outros vão pensar, tão típico. Essa cidade, ela chama seu nome. As cicatrizes que você esconde são semelhantes a essas estrelas nos seus olhos feitos os ecos que são todos iguais. Você pode deixar isso ir, pode tentar por conta própria. Mas, seu orgulho só vai deixá-la ver que quando você jurar que é feita com um coração que não vai quebrar, pode estar morta, mas ainda acreditará. Sua fé é imensa, até maior que o seu ego — Anna ardeu seus olhos sobre mim, como se quisesse dizer, ''como essa garota te conhece tão bem quanto eu?'' — ah e tem mais! Eu sei quem te atropelou Carina, assim como sei que Lissa não armou aquilo e muito menos eu.

FlashBack Off.

Acenei para Anna em sinal de que por mais um dia, tudo tinha dado certo com relação a Pedro e eu literalmente nos pegando as escondidas pelo colégio. Entreguei o passe a MS. Carter ( aos mais chegados, como eu, Karol ) a mesma professora que agüentou-me chorando em seus braços, a mais ou menos um ano e meio, se não me engane a primeira vez que escrevi em meu diário foi quando este feito aconteceu, logo após Anna voltar a minha vida depois de uma passagem misteriosa e secreta a França, já que pensávamos que ela estaria em Londres. Essa pequena '' passadinha’’ acarretou em Piérrie se tornar um problema e Cauanne outro, pessoas que nunca pensei que conheceria. Passado, que seja somente passado, é o que mais desejo! Se pudesse o esqueceria para não precisar nas manhãs frias de outono me lembrar da culpa que tanto carrego.

Voltando a realidade, a professora virou-se e escreveu em letra grande e legível ''Redação valendo metade da nota bimestral''.

— Como o livro que acabaram de ler chama-se ''Os Irmãos Karamazov’’ que mostra e tem como enredo básico e sem aprofundações uma família russa desestruturada. Quem poderia falar um pouco sobre o assunto, antes que eu faça os sorteios das duplas?

Rapidamente, Lissa levantou desesperadamente a mão e a Karol passou a palavra.

— O patriarca desta família é um palhaço que é bem sucedido devido a ter tido dois casamentos. Como fruto do relacionamento, com a primeira mulher, gerou Dmitri que foi basicamente criado pelo empregado cuja era muito próximo a sua mãe que acaba morrendo antes da trama iniciar . Com sua segunda esposa teve mais dois filhos, Ivan e Aliêksei. Muitos julgam que esta obra deveria ter continuação, onde o autor e narrador poderia explorar melhor o caráter do mocinho, o filho mais novo Dmitri — ao terminar, inclinou sua cabeça para trás e disse — isso deveria ter sido uma indireta a Anna, mas como ela não sabe que é minha irmã, foi para você mesma, que se diz melhor amiga e esconde um segredo desse tamanho das pessoas que estão nele involvidas.

Soltei um grito de raiva. Os alunos me olharam com cara de espanto, quando levantei, peguei minha bolsa e ferrozmente mudei de lugar. MRS.Carter não necessitou me perguntar o que acontecerá, pois Anna entrou no meio.

— Senhora Carter! A Lissa está atrapalhando, tem como mandar ela parar de indiretas para a minha amiga? Se não eu juro, levanto daqui e enfio a mão na cara dela, por que vontade é o que não falta — A sala inteira se pos a rir e um burbirinho começou.

— Se a sua máscara te serviu até esse exato milésimo de segundo Anna, duvido muito que vá cair aqui, na frente dessa gente que só idolatra a você e a Carina como se fossem duas magestades no auge do reinado. Isso é patético!! Estou errada?

Anna jogou-se na carteira com a cabeça na veirada, segurando-se para não surtar, Tereza e eu gargalhamos com a cena. Se ela se perguntava como éramos tão ''fabulosas’’, seria por que, quer queira ou não, nos admira, e por isso, acaba de cair em contradição ao próprio clamor.

— MS. King’s e MS. Gallardo, como castigo por estarem discutindo eu ordeno que façam o trabalho juntas! E quero algo impecável, não irei aceitar relaxo, estamos entendidas? Agora calem-se, a menos que queiram ter uma conversinha com a Margareth — Exclamou a professora.

***

3 horas depois,

Frente da mansão dos Gallardo.

POV’S ANNA

Tem coisa pior do que ser obrigada a fazer um trabalho com a pior das piores pessoas da face dessa terra da professora mais chata da história sobre um conteúdo difícil de ser compreendido? Se existe, por favor, já aconteceram coisas de mais para um dia só.

Ficar perto de Lissa, depois daquela abraço estranho na noite do jantar, e depois das coisas que Tereza disse a respeito da ligação dela e de Cauanne, tornou-se um desafio, um dos maiores que já infrentei.

— Anda otária! Temos muito o que fazer — disse Lissa assim que atendeu a campanhinha, dando espaço para que eu entrasse.

Quando puz meus pés sobre o hall de entrada, vi um homem sentado no escritório, ele tinha cabelos castanhos e olhos mais castanhos ainda, semelhantes aos meus, sua barba era rala. Lissa pediu para que eu a esperasse ali até que a mesma tivesse acabado de conversar com seu pai, o que não demoraria muito, pois Victor Gallardo, segundo Lissa, era uma replíca idêntica de Arthur, meu tão ‘’adorado’’ progênito, não é atoa que os dois são inimigos declarados nos negócios e na vida pessoal em sí. Não sei apartir de que década os King’s e os Gallardo se odeiam, mas posso garantir que essa rivalidade não é só entre Arthur e Victor, é também entre mim e Lissa de forma idêntica, o que eu não entenderei de jeito nem é o que sinto quando fico perto dela, uma mistura de raiva e... afeto, como se tivéssemos crescido juntas, mas por algum motivo, a raiva estaria presente como se fosse um abandono, acho que se parece um pouco com uma ligação de almas, ou gerações passadas.

Após longos quinze minutos com os dois trancados naquele lugar, Lissa apareceu com a cara mais fechada do que antes de falar com o pai, teria Victor, dado uma bronca nela por algum motivo? Sem dizer nada, descemos as escadas rumo ao andar de baixo onde havia uma sala de estar com uma imensa lareira elétrica com estantes de livros e uma enorme mesa de madeira... Ah... como eu amava lareiras e ambientes iguais a esse! É tão reconfortante, me lembra da época em que eu era indefesa e pura, mais pura do que água benta recém batizada. Sem previstos, Lissa sentou-se na frente do fogo e fez sinal para que eu me acomodasse ao seu lado.

— V... você está bem? — arrisquei-me a dizer, notando tamanha tristeza e pobreza de espírito em que ela estava — é sobre Victor? Por que se for, entendo perfeitamente aquilo que você sente.

POV'S CARINA

''Tomamos hoje o que nós enterramos

Você só espera passar, é por isso que o escondeu

Eu segurei o seu peso, agora ele me segura

Uma maneira de sermos covardes em violeta

Você vai protestar contra o que você pede a sua benção

Até que você os aceita em seu abrigo...’’

Acordei com o apito do meu celular, indicava que tinha um recado do número de Tereza.

Você sabe onde Anna está não é? Então corre prá cá agora, estou com problemas! Você não sabe quem acabou de chegar aqui. Isso mesmo, Cauanne! Viu só como eu não te enganei? Espero que acredite em mim depois disso.

— TVG.

Não necessito dizer o quê havia junto aquela mensagem, por que é meio obvio que era a foto do carro de Cauanne, o mesmo carro que vi passar por cima de mim antes de apagar. Meu deus, eu estive certa esse tempo todo. Cauanne está manipulando Lissa, ela é o cérebro por de trás das armações.

Calcei um sapato qualquer e corri em direção a casa de Margareth, o mais rápido possível.

POV’S ANNA

Ambas suspiramos por segundos incertos.

— Você se lembra do que aconteceu na escada da tua casa?. Por que você fez aquilo e depois, saiu daquele jeito? Pensei que quando eu te contasse que a sombra no Natal em Londres era eu, você surtaria e quisesse somente me matar. Preciso que me diga o quê aquele abraço significou pra você, por que desde o principío, eu não sei — assegurou.

Longas palavras perdidas sussurram lentamente pra mim. Ainda não consigo encontrar o que me mantém aqui, provavélmente é a sede por vencer essa batalha. Por todo esse tempo eu estive sozinha por dentro?

— Será que isso responde? — sugeri e a puxei para um abraço sem pensar em mais nada a não ser sentir aquilo que eu senti antes, algo bom, indescritível.

Sabia que aquela garota que vi naquele jantar, aquela por dentro, ainda estava lá, me observando. Eu posso sentir ela puxando pra baixo. Temendo-me , amando-me, desejando ser parecida comigo, mas o que ela não sabe, é que de alguma forma, já é, fazendo-me lembrar de quanto foi difícil me encontrar e o quanto é fácil se perder.

Pare! Eu preciso de uma mão amiga, só para combater esse vazio, preciso de uma missão, um sonho para me impedir de falar comigo mesma, o silêncio está quebrado e minha alma vendida. Eu preciso juntar os pedaços para espalhar ao vento, você pode ouvir o vento entrar, com tudo você não pode mudar o mundo e não pode fazer tudo certo quando está tudo errado, não posso deixar escapar através de meus dedos. Quando há um fantasma, não tente argumentar com ele! Porque agora eu estou cansada, estou ligada. Não vou parar de pensar, então como refugio, irei pendurar as minhas palavras lá fora para secar.

— Que adorável momento em família! Tão fofo se não fosse trágico, não é mesmo garotas? — uma voz reconhecida surgiu por de trás de nós.

O assoalho de madeira lhe denunciava e indicava que ela caminhava em direção a uma das estantes, tirando de lá um álbum e o jogando na minha direção. Abri-o e folhei-o encontrando na última página, algo curioso relacionado a mim, algo que me pertence.

— A minha pulseira! O quê está fazendo aqui? Eu a perdi a alguns meses — animei-me ao rever meu tão amado simbulo de nascimento — Lissa, por que você e sua família tem fotos minhas quando pequena junto com a minha pulseira de nascimento ? Tem algo que eu precise saber? — falei, fitando-a e percebendo o quanto aquilo afetava cada pronfundo milímitro de seu ser enquanto o silêncio e o nervosismo tomava conta. Segurei firme a pulseira e ai notei no braço de Lissa algo semelhante. Entreguei nas mãos dela, para que ela retirasse e comparasse, vendo que eram idênticos — somos pa...rentes? — questionei temendo a resposta e ao mesmo tempo temendo não te-lá.

Há algo de muito errado nesta Mansão, é como se eu já estivesse estado aqui, sentia isso, pois assim que adentrei, imaginei-me correndo por aquele jardim, e oh... o sentimento era realmente, adorável! Além disso, desde o primeiro instante em que vi Lissa nos corredores do colégio assim que Carina e eu voltamos para New York, pude perceber que existia uma ligação um pouco grande de mais entre ela e Carina ... e infelizmente, entre mim também, sempre achei que fosse algum mistério sem sentido ou até mesmo coisa de minha cabeça um tanto quanto imaginativa e criativa. Alias, lembro-me de Cauanne ter citado e me alertado estranhamente no baile de natal quando conversávamos, sobre o fato de que eu podia me surpreender com Carina mesmo a conhecendo perfeitamente, por que, segundo Cauanne, ela não era a única mentirosa desta história toda. Qual a maldita ligação de Lissa com Carina?

— Maria Alice Gallardo. Este nome, este lugar, te lembra algo Anna? Algo me diz, que você deveria investigar em suas memórias de infância — disse , Cauanne com um exesso de ironia e segundas inteções, com as mãos na cintura e olhando de forma ameaçadora para Lissa — Ah por favor, chega! Eu conto para a sua irmãzinha... — continuou enfatizando alto sua palavra final. Arregalei meus olhos indignada e já com raiva — Ou você conta? Ou até mesmo... deixe me ver... sua melhor amiga, Anna? — supôs — Que peninha Carina nunca ter te contado que no dia em que vocês duas se conheceram ela acabou por descobrir um segredo seu e que a sete anos esconde, por que fez um acordo com Radolph? Não acredita? Veja você mesma! — exclamou, tirando da bolsa algumas páginas do diário de Carina, desdobrou-as e deu-as para mim.

5 de Maio de 2015.

Querido diário,

Eu preciso dizer a verdade, antes que ela chegue aos ouvidos de Anna da maneira errada, isso, destruiria nossa amizade. Durante esses sete anos, manti tudo o que sei somente para mim, mesmo que me corroa estar perto dela e ter feito ela pansar que o pai é o seu pior monstro, quando a única coisa que ele fez, foi protégé-lá, assim como eu. São 2.555 dias de angustia. 2.555 dias que penso em gritar: ''Querida Anna, sua vida tem sido uma completa mentira, e eu te fiz beijar Michael, que é seu meio irmão assim como Lissa, Victor e seu pai biológico, Lissa sempre soube disso por que tem memórias suas que você é incapaz de se recordar. Nossas famílias, a minha e a sua, fizeram um pacto do silêncio, eu fui meio que obrigada a gostar de você no começo, por que pra ser sincera, eu odiava seu jeito de ser, era tão frio, sem o parecer da vida. Ver você se destruir aos poucos com a bulimia me fez sentir pena de você, eu queria estar ao seu lado quando tudo começou, mas você não me deixou fazer isso. Depois que nos tornamos amigas foi fácil te proteger, te ensinar as coisas que a mim foram ensinadas, e também foi fácil começar a a amar nossa amizade, assim como também foi fácil esconder isso tudo de você. Não quero que você me odeie... eu não vou suportar... entretando, eu entendo se não quiser mais olhar para a minha cara e jogar fora um número tão grande como 2.555 em que você esteve junto a mim, nos momentos bons e ruins. Antes que grite comigo e desconte toda a sua raiva, saiba que aquela frase com sete letras ainda é valida, alias, sempre foi''

Carina M.

Continua...

Notas finais
É, esse capítulo muda totalmente o rumo da fic daqui em diante. É esperar para ver! Até a próxima semana - MRSC