DDUGQP - As máscaras caem.

13 Problemas famíliares mal resolvidos - 26 de maio


Notas iniciais
''Estou de pé em uma montanha Esperando você vir Você estava sentada contando Os dias desde que eu fui embora O bilhete que eu escrevi Eu embrulhei em um cigarro Queimando as memórias Tentei esquecer Mas ainda não Desejando a minha vida longe Mas essas três palavras Eu tenho que dizer para você Meu triste amor Você sabe que é verdade Eu te amo Eu te amo Como posso te dizer? Eu não sei o que dizer Esta oportunidade que eu não vou perder Mas eu sinto sua falta de qualquer maneira Eu sinto sua dor Está me deixando louca''

Anteriormente em diário de uma garota quase perfeita...

{...} — Maria Alice Gallardo. Este nome, este lugar, te lembra algo Anna? Algo me diz, que você deveria investigar em suas memórias de infância — disse Cauanne com um exesso de ironia e segundas inteções, com as mãos na cintura e olhando de forma ameaçadora para Lissa — Ah por favor, chega! Eu conto para a sua irmãzinha... — continuou enfatizando alto sua palavra final. Arregalei meus olhos indignada e já com raiva — Ou você conta? Ou até mesmo... deixe me ver... sua melhor amiga, Anna? — supôs — Que peninha Carina nunca ter te contado que no dia em que vocês duas se conheceram ela acabou por descobrir um segredo seu e que a sete anos esconde, por que fez um acordo com Radolph? Não acredita? Veja você mesma! — exclamou, tirando da bolsa algumas páginas do diário de Carina, desdobrou-as e deu-as para mim.

{...} ’’Querida Anna, sua vida tem sido uma completa mentira incluindo a nossa amizade, e eu te fiz beijar Michael, que é seu meio irmão assim como Lissa, Victor é seu pai biológico, Lissa sempre soube por que tem memórias suas que você é incapaz de se recordar. Nossas famílias, a minha e a sua, fizeram um pacto do silêncio’’ {...}

***

Madrugada.
Bar próximo ao Empire State

''Me de um segundo que eu
Eu preciso contar a minha história direito
Mas entre bebidas e coisas sutis
Os furos em minhas desculpas,
Agora sei que não sou tudo o que você tem
Acho que só pensava nisso para talvez podermos encontrar um jeito de nos separar
Mas têm amigos em volta
Então, vamos levantar uma taça
Porque eu encontrei alguém para me levar pra casa''

Não, isso não pode estar acontecendo! Não, isso só pode ser um sonho! Oh Céus, não há nada que eu possa fazer para tentar entender? Por que... por que? As últimas horas me levam a pensar que, tudo o que vivi, o que escutei, senti, falei e observei ao longo desses dezoito anos, não passam de borrões em branco, cheios de metáforas sobre o quanto eu odiava minha família e questionava minha existência, e se a mesma, era ao mínimo desejada, mal sabia o meu eu antigo, que esse era o menor de seus problemas.

No momento, eu não consigo sentir nada, mas não sei se é como se eu já esperasse isso vindo daqueles que dizem amar-me, ou se o choque me impossibilita de dizer algo a mais do que essas simples, porém sinceras palavras.

Eu quero fingir que isso não é verdade, quero apagar pro resto dos meus dias e afundar-me nesse copo de whisky a minha frente, enquanto curto o gosto amargo da verdade junto a esse rum adocicado, feito qualquer coisa que já mais fui capaz de sentir. Essa combinação, pode ser a pior de todas, assim como era minha amizade e a de Carina, mas não é pior do que pensar que, a única pessoa que eu tinha certeza que estaria ao meu lado para todo o sempre, me usou de uma forma tão sutil e desagradável, como se fosse somente um brinquedo velho que perdeu o encanto e o espírito das chamas do fogo sem ter ninguém mais para reacende-lá e estimula-lá para tornar-se algo novo e impossível de se estilhaçar-se em pedaços.

É assim que eu comecei minha jornada, e é desta mesma forma que eu estou desde sempre. Curioso perceber que sou a única nessa história que nunca evolui; por mais que eu tente, não consigo fazer a diferença, e a certeza disso veio depois de descobrir ser a copia perfeita da minha melhor amiga. De fato, eu nunca fui eu mesma, não pelo menos aquela que eu queria ter sido. Obviamente todos um dia marcaram ao seu modo esse tão imenso e vasto mundo onde 7 milhões de pessoas vagam pelas ruas todos os dias em busca de se encontrarem, seja profissionalmente, ou mentalmente. Porém sinto dizer, que não serei aquela garotinha que acaba em finais felizes, por que eu não sou como todos, eu nunca quis ser clichê e também nunca tive recursos para ser desta maneira. Ao mesmo tempo que desejo ser somente mais uma adolescente, sinto a necessidade imensa de fazer a diferença, chamar a atenção, ser admirada... pois fui criada dessa maneira, mas não cabia a eles decidirem o que eu deveria ser ou não, a minha personalidade, eu deveria formar. Não posso mudar meus instintos, não posso ser quem eu sou e nem ao menos melhorar-me, não consigo aceitar-me desta maneira, e não tenho uma mente aberta para o futuro e a felicidade. Então, o que resta de mim além de memórias quebradas e um coração destinto, desprovido de amor, e impossibilitado de sentir algo, desde que vim a esse mundo?

Talvez eu não seja alta o suficiente para admitir a mim mesma, que, meu mundo sempre foi desmoronado e meu maior medo sempre foi tentar reergue-ló e por algum motivo, ele cair novamente e destruir-me de tal maneira a pensar que, a decepção não pode ser curada e nem muito menos aquela que sente que deve por um fim nisso. Durante meses a fio eu tive minhas dúvidas, negando todas as minhas lágrimas, mas a prova está na forma com que isso dói. Eu tenho estado tão indisponível, mas agora, infelizmente, eu sei porquê eu sou inalcançável para muitos.

Anna? — uma voz conhecida apareceu por de trás de mim, virei-me e encarei-o ainda com o copo em uma de minhas mãos e uma garrafa logo ao lado — até que enfim eu te achei! Te liguei varias vezes, você não me atendeu! Lissa, Carina e a gangue inteira revirou New York atrás de você o dia todo — afimou ele parecendo preocupado ao ver o meu aspecto abatido e que esbanjava álcool — Eu sei que você não está bem, mas você pode encarar isso ao lado dos seus amigos e...

— Que amigos? Os que me traíram? — falei o cortando e em seguida secando mais uma dose do liquído em meu copo — Desculpa, não tenho nem um — joguei as palavras no ar e por um instante elas pareciam pelas circunstâncias e pelo momento não terem mais sentido. Então, naquele instante fui invadida por uma ponta de esperança de que talvez Renny estivesse ali, pelo fato das coisa entre ele e Lissa, serem somente fachada, assim como o namoro de Dilan e ... Carina — Espere; por que liga se estou ou não bem? Acho que você deveria somente se importar com a tua namorada, ou melhor a minha meio irmã, estou errada? — arrisquei-me a questionar trazendo atona uma coragem que definitivamente nunca tive. Mesmo que, minha voz, estivesse um tanto hesitante, embriagada e cansada ainda passava confiança até mais do que se eu estivesse em meu estado normal...ou melhor, sobria ou não, hoje falei e fiz coisas dos quais a muito tempo, sinto vontade, passando a imagem de alguém impulsivo somente por que está chateado e de fato, é verdade...

Flashback ON.

— Como você pode Carina, como? Nós somos uma mentira, alias nós não! Nunca existiu nós, somente você — nesse instante, virei um tapa em uma das faces dela, que por sua vez não revidou, pois sabia que merecia aquilo mas do que qualquer um naquela sala — eu percebi que tinha algo de errado no começo, mas não imaginei que eu fosse o problema! — Berrei e conclui.

Cauanne apareceu na sala, batendo palmas e zombando da cena junto a Lissa que se mantinha calada e olhava para Carina que parecia estar realmente muito arrependida . Porém, isso não me abalou por nem um segundo.

— Anna, acalme-se. Tente entender a situação! Eu sei como você se sente, eu também passei por isso quando descobri — Exclamou Lissa.

— Tentar entender a situação? — perguntei indignada — Querida, não preciso nem dizer que vivi por todos esses anos sem precisar da tua ajuda e desses seus conselhos, sempre tomei minhas próprias decisões por mais que tenham sido erradas. Então, por favor, se você não percebeu é tarde de mais para ser minha irmã mais velha. É tarde de mais para se desculpar ou tentar fazer o seu papel. EU NÃO PRECISO DE UMA IRMÃ E EU NÃO QUERO TER UMA IRMÃ — gritei o mais alto que pude, expressando toda a raiva que surgirá e tudo o quê estava guardado em meu peito.

Flashback OFF.

Ele me encarou com a sombrancelha arqueada e suspirou, tirando de perto de mim a bebida e jogando o copo no outro lado da mesa.

— Certo, vamos fingir que você não está bebada e que não foi você que terminou comigo para agora estar com essa ciumera boba da sua irmã, sendo que ela ama você assim como a Carina. Então quer queira ou não você vai ter que aceitar e fazer as pazes com as duas, por que você é Anna Kheterinne King’s e essa raiva vai passar. Venha, eu vou te levar pra casa! — concluiu ele, me puxando para seu colo.

AGORA...

Dia seguinte.

Acordei de baixo de vários cobertores ao lado dele...em um ambiente conhecido, o meu quarto. Foi quando notei que estava deitada em minha cama, a mesma do qual nós nos amamos no melhor dia de minha vida, quando eu pude sentir o que é ser livre e feliz ao mesmo tempo, compartilhando meus sentimentos sabendo que eu seria correspondida. Os lençóis eram macios e ao invez de ter o meu cheiro, continham o dele, oh... mesmo que minha cabeça latejasse e quissesse explodir feito uma bomba relógio, estar ao seu lado, me confortava pois eu não me lembro de como vim parar aqui. O último flash que tenho é de mim em um carro, depois de encher a cara pra caramba!

Cada músculo de meu corpo doía, cada centímetro de mim me puxava de volta quando eu tentava levantar. Avistei meu vestido em cima de uma cadeira. Visualizei-me toda desarrumada, usando somente a parte de cima do pijama azul de Renny. Foi quando começai a questionar-me o que tinha acontecido entre nós dois... será que transamos? Eu só sei é que, me sinto como se tivesse sido atropelada por um caminhão e depois por dois carros e um avião.

Puxei meu celular e vi que haviam trinta e oito mensagens de Carina não vistas e vinte e cinco ligações perdidas. Balancei minha cabeça em sinal negativo e me afundei ainda mais na cama, o que fez-a mecher.

— Está acordado? — perguntei ainda com voz de sono.

— Hurrum — respondeu, sentando-se de frente para mim com cara séria — você está bem Anny? — assenti com a cabeça, em sinal positivo, cruzando os braços — Fique tranqüila, não precisa recitar seu discurso de '' eu estava caindo de bêbada e por isso te beijei daquele jeito ontem a noite e não lembro de nada’’ por que eu já sei disso — ironizou ele, imitando minha voz, seu ato anterior me fez rir, então, fitei-o com brilho nos olhos por alguns instantes e jurei para mim mesma que poderia fazer aquilo pelo resto do dia, sem me cansar nem sequer por um segundo, busquei por sua mão debaixo das coberta e repousei a minha sobre a sua, bem ali. Puxei-o para mim de modo com que eu ficasse por cima e ele por baixo. Me aproximei de sua nuca, fazendo minha respiração bater em seu pescoço e deixa-ló arrepiado.

Adivinhe? Eu não só te beijei por que estava bêbada, te beijei por que quis te beijar — sussurrei em seu ouvido — Sem você nos meus abraços eu morrerei de frio. Não posso confiar no meu coração para contê-lo, por que você toma conta dele toda noite — despejei, sem nem ao menos conter-me — Talvez eu fique bêbada de novo, e te beije, varias e varias outras vezes dado que somente você me faz sentir essa coisa que fica presa na minha garganta e dentro de mim... Ah querido... me ame ou me deixe-me ficar só! Você não vai acreditar mas eu amo apenas você. Eu prefiro ficar só do que ser feliz com outro alguém. Você pode achar que o clima da noite é o tempo certo para beijar, mas o clima da noite é meu tempo para simplesmente pensar, não haverá ninguém a menos que esse alguém seja você. Eu quero seu amor, e não o quero emprestado, tipo ter hoje para devolver amanhã — fiz uma pequena pausa e continuei — você é a única coisa que tenho, o único que não me decepcionou. Por favor eu te pesso, fique comigo, eu preciso desesperadamente de você... sempre precisei e sempre irei precisar!

Continua...

Notas finais
OMG! Esse capítulo estou em love com ele! Até semana que vem XX, -MRSC