Notas iniciais
''Não há como voltar atrás Mesmo enquanto dormimos Nós vamos encontrá-lo Estando em seu melhor comportamento Vira as costas para a mãe natureza Todos querem governar o mundo É o meu próprio projeto É o meu próprio remorso Ajuda-me a decidir Ajuda-me a tirar o máximo da Liberdade e do prazer Nada dura para sempre Todos querem governar o mundo Há uma sala onde a luz não vai encontrá-lo De mãos dadas enquanto as paredes desmoronam Quando elas caírem, estarei bem atrás de você Tão feliz pois quase conseguimos Tão triste que tiveram que disfarçá-lo''' HOOOOWWW, OLHA QUEM CHEGOU? SIM, EU! RESOLVI DAR AS CARAS E COM UM ÓTIMO CAPÍTULO. BOA LEITURA! * começe o capítulo escutando esta musica, é dedicada a Dianna! https://www.youtube.com/watch?v=Jn6-TItCazo

''Eu cometi todos os erros
Que você poderia provavelmente cometer
E eu peguei, peguei o que você deu
Mas você nunca percebeu que eu estava sofrendo
Eu sabia o que queria, segui e entendi
Fiz todas as coisas que você disse que não faria
Eu te disse que nunca iria ser esquecida''

Sia: Alive

......

Flashback on.
Pov's Renny

Desprendi-me de meu grupo logo após Carina e Anna terem adentrado a Monster House. Senti algo vibrar em meu bolso e com dificuldade por conta da calça extremamente apertada da fantasia estar me encomodando, retirei da li meu celular. A tela do mesmo brilhava fortemente com um numéro desconhecido estampado. Curioso, atendi. Assim que fiz o ato anterior, o silêncio tomou conta da chamada, notei logo depois uma mélodia conhecida e barulhenta ao fundo. Associei a letra a música que tocava no salão de festa e conclui desta forma que quem quer que fosse que estivesse fazendo aquela brincadeira, estava me observando naquele instante. Fitei atentamente os arbustos verdes e as arvores ao meu redor ainda com o aparelho em mãos e arrisquei-me a perguntar quem estava do outro lado da linha. Para minha surpresa, ou talvez desgraça, contráriando os prognósticos da reação que eu esperava, a voz distorcida e computadorizada respondeu com um curto e breve '' Estou bem na sua frente, venha me achar''. Arregalhei meus olhos espantado e totalmente eufórioco por aquilo possivélmente ser o ínicio de mais um dos ataques de Dianna, afinal ninguém mais além dela poderia ter descoberto o meu numéro já que, a pouco tempo o troquei justamente por causa do fato de receber muitos trotes desnecessários. Cruzei os dedos na tentativa de conseguir manter contato com a voz, desta maneira, usando meu aplícativo rastreador para encontrar a localização exata do sinal, contudo segundos depois da pessoa ter dado seu recado, a mesma desligou em minha cara. Tentei em vão ligar para o numéro, pois tal encontrava-se fora de área. Vire-me na direção da grande escadaria que ligava a porta principal dos corredores e que estavam todos fechados, seus únicos focos de luz eram as lanternas de abóboras pinduradas no chão próximo as colunas gregas , responsavéis por sustentarem a arquitetura do prédio.
Pude distinguir uma sombra em uma capa preta olhando em minha direção. Quando aquele ser perceberá que eu havia de ter a visto, disparou o mais rapído que pode em direção ao pequeno gramado próximo ao bosque. Suspirei e resolvi entrar em seu jogo, corri o quanto minhas pernas puderam me propundo a ir ao seu encontro. Sem ter mais para onde fugir e sentindo-se encurralada, a garota para sem folêgo quase chocando-se ao muro do portão da faculdade. Acomodei-me todo suado por causa desta futíl persseguição sem aparente motivo mílimetros atrás dela que usava sua capa negra até o chão para encobrir sua fantasia, a única coisa que pude ver era um pouco de seu cabelo castanho e liso bem como uma máscara vermelha de vampiro.
— Dianna...é você? — Questionei não obtendo resposta — Não tem mais para onde ir. Ou você mostra o rosto por sí própria ou será obrigada a fazer isso. Vamos! Agora! Tire a máscara...
Ela recuou, balançou a cabeça em sinal negativo e levantou a mão coberta por uma pequena luva rendada, também negra.
— Renny! Renny! Estavamos te procurando — Varias vozes de diferentes tons ecoram e arfaram atrás de mim. Ao ficar de costas, dei de cara com Marcelly e Priscila — Anna e Carina sumiram. Alias, com quem é que você estava falando? — Completou, Thommas surgindo apressado do meio do campus.
Imediatamente olhei para a frente. O espaço entre o portão e o muro que antes era ocupado por aquela garota, agora estava vazio. Droga! Como pude me esquecer da presença dela? Era obvio que Dianna não perderia a oportunidade de fugir! Mordi meu lábio inferior, grunhi e irritado, chutei um pouco da grama que foi parar na parte pavimentada, todos pareciam não entender o porquê daquilo. Me dei conta pouco depois que, Dianna estava tentando me manter afastado da Monster House para que ela ganhasse tempo e colocar sem plano em ação, sua intenção nunca foi se revelar e sim, me enganar, jogar, manipular, coisas que vem fazendo desde que surgiu em nossas vidas. Seu único foco é em Carina e Anna e em ninguém mais, tudo isso gira em torno das duas, é delas que Dianna quer se vingar por ter desenterrado o seu maldito livro de mémorias, ou seja, as únicas pessoas capazes de descobrirem quem é ela de verdade estão desaparecidas e pelo que tudo indica, não apareceram tão cedo.
— Para onde ela foi? — Berrei — Ah Meu deus! Como pude ser tão idiota? Eu a deixei escapar! — Exclamei, Marcelly abriu as mãos em sinal de confusão, os outros a acompanharam — Dianna está aqui e pelo que tudo indica, disposta a dar fim aquelas duas patetas, quer elas queiram ou não.

Manhã Seguinte...
Pov's Anna


''E eu tenho algo a dizer, meus amigos
Eu nunca vou desistir sem uma luta
E quando eu morrer, será o dia
Quando cada um dos meus erros serão feitos direito
Apenas o tempo vai curar minha dor
O Senhor sabe os erros que vou cometer
Sim, haverá paz na minha alma algum dia''...

Acordei sentindo um leve desconforto por de trás de minha nuca e uma imensa dor em minha testa, nariz e pescoço como se eu tivesse acabado de receber uma martelada no cranio ou algo do gênero. Minha visão claramente embasada me impossibilitava de ver o ambiente por completo, porém ao esticar minhas pernas, pude distinguir um tapete quadrado com desenhos de losango nas cores vermelha, cinza e creme. Coçei os olhos e bagunçei ainda mais meu cabelo para depois passar meu membro superior esquerdo em meu rosto, amassando-o de certa forma. Algo ao meu lado se mexeu e se desprendeu de minha mão esquerda para em seguida espreguiçar-se. Foi quando finalmente contemplei o rosto dela...Carina. Senti algo estranho ao me lembrar de que, só dormiamos daquele jeito quando uma de nós estava triste, eramos como um consolo uma para a outra, ou como irmãs gemeas quando criança que não se desgrudam um momento sequer. A ligação entre nós era e ainda é algo inesplícavel. A muito tempo não acordava abraçada a ela (ou ao menos a abraçava) talvez isso não aconteça desde o ensino fundamental quando eu pedia para Carina que fizesse aquilo na tentativa de sentir-me segura afim de que não acontecesse alguma recaída no meio da noite quando trata-se de bulímia, se caso ocorresse ela saberia de um jeito ou de outro, me repreenderia, ficaria extremamente brava e desta forma, consequêntemente brigariamos.
Ainda um tanto confusa e agora enxergando amplamente o local, pelo qual assemelha-se a um quarto feminino levanto-me com dificuldade e começo a caminhar pelo ambiente. As paredes roxas e os movéis de madeira branca disfarçavam muito bem a obscuridade do local. Mais próximo ao canto podia-se ver uma janela trancada abaixo de um divã ao lado de um pequeno painel, me aproximei do mesmo e assustei-me ao ver as fotos ali pregadas Toquei-as com a ponta dos dedos e as descolei do metal. Pude vislumbrar uma versão um tanto mais nova minha olhando diretamente para uma camera por cima de meus ombros e vestindo um enorme vestido preto de festa. Ao meu lado, contando da esquerda para a direita, Cauanne, Ashley e Alene...ah eu me lembro da última vez que tinha me deparado com aquela imagem! Foi pouco antes de sumir de meu armario antigo em Londres, só dei-me por falta dela quando fui limpa-ló para voltar a New York no final do ano passado, alias esta foto também ficava pindurada em minhas coisas do Hunter College alguns anos antes de eu resolver sumir do mapa por sete meses. Apegava-me aquele momento todas as vezes que sentia saudades de minha vida antiga, de minhas amigas, de como eramos antes da noite daquela festa do pijama e da minha aposta com Cauanne, quem tirou aquilo foi Becky que não era muito chegada a sair em fotografias que não fossem somente comigo. Por falar em Rebecca e em registros de memórias...(sim, sei que nunca me referi a ela pelo verdadeiro nome, porém acredito que não temos mais a intimidade o suficiênte para que eu a chame pelo apelido, até porquê não nos vemos a pouco mais de um ano) esta foto em que estou pulando nas costas dela também desapareceu misteriosamente de meu albúm e eu não tenho ideia se já fazia tempos em que eu havia de ter a perdido ou se isso fora recente, porém dou graças por quem quer que seja ter a guardado. Apesar de ter ali uma grande quantidade de fotografias antigas de datas próximas uma da outra de minhas idas e vindas até Londres, ou até mesmo da casa que mamãe e papai moravam quando eu era pequena, também notei outras em meu estado atual tiradas desfocadamente de angulos invisivéis sem que houvesse uma percepção extrema, outras até mesmo de minhas viagens, Paris...Malibu, etc.
Confusa e desconfiada, suspirei e após ter uma ídeia fabulosa, passei minhas mãos abaixo do painel, fazendo-o cair da parede em um estrondo, trazendo junto a ele uma imagem minha em um estabulo com um cavalo marrom familiar, tentei voltar ao instante exato em que aquilo aconteceu, mas era como se houvesse um vago no espaço em que preenchia minha cabeça, fazendo-me questionar se aquilo realmente aconteceu e se aconteceu, quem registrou minha face de tal maneira a destacar minha incansavél beleza como se me admirasse tanto a ponto de morrer por mim? O que mais me intriga é que ao virar o papel cartão duro no verso do retrato, acima da parte branca, continha escrito em caneta vermelha com uma letra redonda e cheia de curvas o seguinte: '' Let me be your ruler you can call me queen bee''. Pois é! Aquela frase era minha, foi a primeira coisa que disse as minhas meninas quando apareci no Couci em 2014, retirei-a da musíca Royals da magnifica cantora Lorde, obviamente.
— Você pode me explicar que lugar é esse e o que aconteceu pra virmos parar aqui, ou vai continuar a fazer esses ruidos horrivéis com essa droga de pedaço de lata polida enquanto fala sozinha? — Sussurrou Carina, colocando as duas mãos em meu ombro — Aloou! Sou a única aqui que não lembra de nada e que está com uma maldita dor no cranio incansavél? Eu não bebi naquela festa, bebi? — Concluiu, aumentando seu tom de voz, normalizando-o.
Encarei-a, balancei a cabeça em sinal negativo, entregando a ela a mistériosa foto. Carina abriu os braços e franziu o cenho, dizendo assim em um gesto que não tinha entendido o porquê de eu estar dando a ela aquilo, um simples e futíl retrato, retribui seu ato anterior e decidi,comunicar-me por olhares, obrigando-a a fazer o mesmo. Minutos de silêncio passageiros nos assolaram, necessários para que Carina analisasse o material em um todo pra desta forma, dar uma opinião ou jogar um fato concreto no ar. Acredito eu que as vezes, a sua sinceridade e seu Q.I de inteligencia elevado é um grande ponto forte, porém sem querer ofender não precisava ser um gênio para entender o que estava acontecendo. Sem aviso prévio, fui puxada pelo braço na direção de uma projetor com camera piscando que permitia que quem estivesse do outro lado nos visse claramente e interagisse por video. Contudo, nada mais que uma sombra feminina em uma sala escura era visivél a nós pelo monitor.

— Dianna, sabemos que é você. Se tem algo a dizer, nos diga de uma vez, vadia! Se realmente quisesse fazer mal a nós, teria feito a muito tempo. Sei que só quer jogar e eu estou disposta a entrar no seu jogo, te mostrei isso ontem a noite organizando aquela festa e sabe de uma coisa? Se você fosse tão inteligente quanto acha ser, não teria caido — Carina debochou, ficando frente a frente com a tela sem medo algúm
De repente, algo na camera modificou-se e mexeu-se devagar, levantando seu esqueleto da cadeira, sua silhueta não me era estranha. Ela bagunçou o cabelo e riu intensamente, mas sua risada era forçada e distorcida por programas para que não pudessemos reconhece-lá.
— Acha mesmo que pode me enfrentar, alteza? Conheço você mais do que você mesma se conhece — Disse parecendo irritada e voltando a se sentar, ao cruzar suas pernas, deixou visivél na sombra um salto alto — Vocês duas não passaram de simples personagens em um livro quando ele for mostrado a New York. Perderam parte da moral que ganharam, trataram vocês como uma grande piada. Sabe da maior Carina? Será por minha culpa, finalmente tenho a carta que pode destruir as duas. Eu ainda não a usei por pena. É queridas, parece que o mundo da muitas voltas e agora, eu..uma completa desconhecida enfim tem mais poder — Desta vez, quem teve a oportunidade de debochar da situação foi Dianna — Aproposito, sei que estão afastadas porquê colocaram na cabeça uma ideia maluca de que assim me afastaram também, mas estejam cientes de que não precisam continuar com a mentira. Aproveitem esse tempinho juntas para colocar as cartas na mesa...principalmente você Anny — Carina e eu nos entreolhamos, ficamos fazendo o ato anterior até Dianna bater palmas e estralar os dedos na frente da tela —Heeey, eu ainda estou aqui, okay? E afinal Mrs. King's..não sabia que educadores faziam o seu tipo baby. Você e o senhor Benson? Poxa ein? Que classe!
— O que? — Berrou Carina ao sete ventos
Continua...

Notas finais
Estou de férias e pretendo escrever mais regularmente, prometo! Até o próximo capítulo, sim? XX, -MRSC