Notas iniciais
Ah, esse capítulo eu considero bem reflexivo.
Escrevi-o em outro computador e utilizando um programa miserável. Só irei escrever o próximo quando estiver no meu, que no momento, encontra-se com defeito. Então, aguardem.
E COMENTEM! Nossa, hoje vi ali... 114 leitores e apenas 3 comentários. Isso entristece, sabe? Se estiver bom/ruim... Eu gostaria de saber, gente. ):
E obrigado aos que comentaram, ok?

“É realmente um milagre que este rapaz tenha sobrevivido...”

“ Sim, embora tenha fraturado muitos ossos e sua vida ainda corra perigo... ele sobreviveu...”

Murmuravam as enfermeiras, retirando-se do quarto.

– Hibari – disse Reborn, assentado em uma cadeira ao pé da cama onde estava Dino – Logo deveremos partir, o que pretende fazer?

– Irei. — Disse, observando o Amado, ainda naturalmente -

– Está tudo bem em deixá-lo nessas condições?

– Está.

– Certo... Então, compareça no dia marcado. — completou o pequeno, saindo pela janela. — até mais.

Apenas observou-o sair, e voltou-se ao loiro. Sereno, parecia cochilar. Forçando os olhos, pegou em sua mão. Estava um tanto fria. Era desagradável senti-la, e olhá-lo. Completamente enfaixado e com aparelhos estranho para tudo quanto é lado do corpo.

– Estará tudo bem... Enquanto eu estiver com você. — Dizia a si, apertando a mão de Dino fortemente. Por trás de tamanha frieza, vivia um grande e caloroso coração. -

Horas passavam como instantes, e a noite sobreveio. O silêncio predominava, e era nostálgica a sensação de estar lá, ao lado de um semi-morto. Sim, era dessa forma que Hibari encarava a situação de seu amado. Um semi-morto, porque não falava e não abria os olhos, e se não fosse pelo fato de seu coração bater e sua respiração, com a ajuda de aparelhos, continuar, então, ele estaria morto.

– Garoto, — disse o médico – vamos conversar.

– Ok.

– Era incrível como Hibari lidava com aquilo tudo. Estava tão calmo, tão... normal. Será que ele sentia medo? Ou angústia... Afinal, não há como saber o que exatamente se passava no interior de alguém como ele.

– Rapaz, o que vou lhe dizer é algo delicado, e espero qu--

– Ele está morrendo aos poucos?

– B-bem não é exatamente assim... — disse o médico, impressionado com a forma direta com a qual o rapaz dirigia suas perguntas -

– Então diga-me o que é antes que eu lhe bata até a morte, doutor.

– Seu amigo está correndo risco de vida, como já sabe. Ele está também em coma, e não se sabe quando voltará.

– Então ele está morto. — Concluiu o moreno, encarando o médico -

– Não... — replicou o doutor -

– Era só isso? — perguntou, já impaciente -

– Está tudo bem com você? — perguntou o médico, preocupado com indiferença com a qual o garoto agia. -

– Sim.

– Você se preocupa com aquele rapaz, não é?

– Hum? — entreabriu os olhos, olhando para o médico, e então para o chão -

– Eu compreendo a sua dor. Sabe, a alguns anos, perdi uma filha em um acidente... De qualquer forma, tenha fé, rapaz... E tudo dará certo. — tocou de leve no ombro de Hibari, retirando-se da sala -

– …

Há coisas que simplesmente acontecem. Não há uma razão lógica, mas é simplesmente assim. Você é pego de surpresa por um acontecimento que muda por completo seu modo de viver, e por obrigação, deve aceitar e adaptar-se. É injusto. Toda essa imprevisão. Mas, no fundo... São coisas como essas que unem as pessoas.

– Gokudera-kun, também irá visitar o Dino? — Interrogou Tsuna, a caminho do hospital. Mal soube da notícia e certificou-se de ir saber como o amigo estava -

– Irei acompanhá-lo, Jyuudaime. — respondeu prontamente o outro, sorrindo -

– Ah... Certo. — sorriu de canto — estou preocupado...

– Pois n-- — Mal completou a frase e foi interrompido por Yamamoto, que vinha do treino -

– Ah, Tsuna! Aonde vai? — Perguntou o moreno, escorando o taco no ombro -

– Visitar o Dino-san. Ele está hospitalizado a algum tempo.

– Dino? O que houve com ele?

– Pelo que Reborn me disse, ele acidentalmente tropeçou e caiu do terraço da escola...

– Rapaz de sorte esse, heim – disse – uma pessoa normal certamente morreria.

– Decerto.

– É, é... Agora afaste-se do Jyuudaime, maníaco do basebol! — falou Gokudera, enciumado -

– Ei! Vamos parar de conversas e ir logo. — disse Tsuna, preocupado -

– Com ele? — replicou – Por que o Yamamoto deve ir?

– Sem reclamações, Gokudera-kun...

– Do quarto de Dino, Hibari observava da janela o movimento. A cidade era pouco movimentada, e o silêncio era relaxante.

– Com licença – disse um dos rapazes, subordinado de Dino – como está ele...?

– … — Respondeu com um profundo silêncio, voltando-se à janela -

– Mal... Dino-sama... — concluiu ao observá-lo, fechando a porta -

– a

– Chegando ao hospital, Tsuna e os demais adentraram, indo à recepção e localizando o quarto do rapaz. Seguiram pelos corredores, parando em frente ao tal quarto.

– Licença... — disse Tsuna, abrindo a porta – Hibari-san?

– O que faz aqui? Pretende apanhar?

– N-não, Hibari-san!! — Aterrorizado, respondeu-o, recuando -

– Não fale dessa forma com Jyuudaime, seu...! — Replicou Gokudera, com o sangue fervendo.

– Outro que pretende apanhar... — virou-se, os olhando friamente -

– Não! Perdão Hibari. Viemos apenas visitar Dino. — Intecedeu Yamamoto, segurando Gokudera -

– Tsc.

– Dino-san... — Murmurou Tsuna, ao pé da cama do rapaz, olhando-o – Quando ele voltará, Hibari-san?

– … — Retirou-se do quarto subitamente -

– Deve ser horrível passar por isso... — disse Yamamoto -

– Sim... Mesmo eu, ao vê-lo assim, sinto certa nostalgia...

– Não se preocupe, Jyuudaime, jamais farei-o sofrer! — Berrou Gokudera ajoelhado diante de Tsuna, com uma energia invejável -

– Obrigado, Gokudera-kun.

Já fora do Hospital, Hibari caminhava em direção à escola.

As coisas parecem tão simples e sem importância... Quando não ocorrem conosco.