Notas iniciais
CARA, me perdoe! XD Sumi, mas agora retornei e caprichei pra vocês! - Repito: qualquer erro, incoerência e tudo mais, digam-me. "O que seria dos acertos sem os erros?", uma vez interrogou-me a professora, e de fato só há desenvolvimento quando percebemos o nosso e o corrigimos. Agradeço por lerem a história e... aproveitem.

Passos breves e indefinidos compunham a caminhada há pouco principiada; ora aqui, outra acolá, quando deu por si, deparou-se com um rio. “Rio?” e era um belo rio; águas cristalinas, via-se inclusive as pedras ao fundo, belas e limpas. Assentou-se diante daquilo e pôs-se a observar. Por um momento viu reflexionar à frente a imagem do outro; os olhos, antes entreabertos, sofreram gradativa expansão, tal como a sensação fustigante que tomava-lhe o corpo, percorrendo ao fundo e atacando ferozmente o âmago. Ergueu-se aturdido e voltou a andar, não tardando em findar aquela sensação desagradável que sentira ele, que, aliás, não possuindo uma explicação razoável, atribuiu àquela miragem mera alienação.

“H I B A R I!”

Houve um aceleramento repentino dos batimentos cardíacos, os olhos arregalaram-se como nunca ao ouvir aquela voz... familiar voz. A perplexidade lhe atingiu por inteiro, nem sequer um músculo movia-se, apenas os movimentos dos olhos ao rodear o local; nada via, nada sentia; um toque que fosse... nada. Respirou profundamente, fechou, abriu e voltou a fechar, com uma pausa, reabrindo os pequenos olhos. Deu um passo a frente, outro e assim sucessivamente.

- Mas o que diabos...

Nada impediu-lhe, porém, de então prosseguir e alcançar o local determinado. Estava ele já em terreno do colégio quando uma chuva pegou-o, lacônica, somítica... encharcou -o antes que pudesse alcançar a porta. Quando no corredor, já molhado, subiu até a extremidade do colégio; era o local onde mais ficava, sua preferência, ainda que em dias de chuva. Assentou-se em algum ponto alto, deixando-se estar parado, aguardando algo, qualquer que fosse.

Pensamentos, reflexões, lembranças, breves e polêmicas ocorriam em sua mente enquanto a chuva derribava, molhava, moldava e criava lá e cá suas poças que não retardariam em secar com a ação do caloroso sol; não, não sobreveio o sol. E ela prosseguiu, firme, a chorar por suas melancolias. Hibari deitou-se como a fechar os olhos; pesavam-lhe de cansaço, pesavam-lhe de insegurança e, em parte, seu corpo buscava proteção.

“Um dia, quando estivermos velhos, voltaremo-nos ao passado em pensamentos e então sucederá que as lembranças das mais terríveis circunstâncias virá à tona; mas não haverá lágrimas nem tristeza... brindaremos a tudo quanto superamos. Nós vamos sorrir, e então eu vou te beijar.. e a sensação será de como se fôssemos eternos. Eternos amores... eternas paixões. ”

Eterno?” Retrucou alguma voz, próxima. “E a proveniência de tal exatidão dá-se pelo quê?”

“Pelo fato de que a minha certeza de que permaneceremos juntos é tão concreta quanto uma estátua e tão firme quanto o céu. Creia em mim, não há nada neste mundo que nos possa separar... nada.”

Naquele momento, eu realmente cri no dito daquele homem. Aquela singela voz, honesta, adentrou-me no mais profundo ser. Então, agora eu realmente não sei o que fazer; permaneço a crer nas tuas palavras ou simplesmente ignoro-as e faço algo a respeito do que se passa? Diz-me.. Por favor.

É isso. Assim como lê é como pensa ele; assim como vê, de igual maneira que teus olhos leem e tomam conhecimento dessa informação, surge a dúvida, mesma dúvida... o que faria você? Deixaria de crê-lo para salvá-lo? Ou prologaria visando respeitar os próprios conceitos, princípios; dos quais, inclusive, toma em parte o enfermo?