Código de conduta 2
26 Um policial fora da lei
Notas iniciais

Quando saiu da sala da perícia e voltou para a sala principal Vegeta tomou um grande susto ao ver uma movimentação na delegacia e o pivô em pessoa da sua investigação andando entre os policiais os cumprimentando. Achou uma verdadeira ironia ver o próprio deputado Thomas Freeza na delegacia logo após estar conversando com a perita sobre o mesmo. Se aproximou de uma mesa cruzando os braços analisando Freeza de longe a forma como ele andava e cumprimentava, a forma como sorria como se estivesse forçando. Vegeta sabia que era exatamente o que ele fazia, todos os movimentos dele pareciam ser previamente calculados.
— Para de ficar olhando assim ou vai levantar suspeitas! – Raditz diz se aproximando dele e ficando na mesma posição que o amigo, com os braços cruzados.
— Eu não consigo confiar nesse cara!
— Você não confia em ninguém Vegeta!
— Não é assim Raditz, olha só para ele. Cada movimento dele é calculado, cada sorriso que ele dá parece ser forçado.
— E você parece paranoico falando assim!
— Você não vê o que eu vejo!
— Pode ser... O que a Vanessa queria?
— Só me dar uma informação.
— Você e ela agora vivem cheios de segredos!
— Pra você não é segredo, você já viu o que estamos fazendo. – diz sem tirar os olhos do homem.
— Já vi e estou preocupado que você se dê mal com isso.
— Você me conhece há muito tempo para saber que minha intuição nunca falha!
— Mas pode estar falhando agora, eu sinceramente não consigo ver motivos para tanta desconfiança.
— O motivo é esse. — Vegeta apontou a cabeça na direção do homem que conversava com algumas policiais. _ O jeito dele é totalmente dissimulado ele faz todo mundo ficar em cima dele como se fossem urubus em cima da carne podre.
— Ele só quer ganhar eleitores, você sabe que o ano que vem é ano de eleição.
— Não é só isso, o jeito dele é de alguém que quer esconder alguma coisa, que se passa por bonzinho e amigo para que ninguém descubra suas verdadeiras intenções.
— Olha, sinceramente eu acho que você tá na profissão errada deveria ser psicólogo!
— Pode ir zombando, mas eu vou te mostrar que estou certo.
— Você é meu irmão e sabe que pode contar comigo para tudo, mas eu estou começando a achar que você tá ficando maluco. — Vegeta riu, vendo que Freeza agora andava em sua direção.
— É melhor não falar essas besteiras aí na frente dele. — Raditz sussurrou.
— Agente Vegeta! Como você está?
Freeza cumprimentou o policial oferecendo sua mão direita e ele sorriu de canto recebendo o comprimento dele.
— Muito bem deputado e você?
— Bem também, tirando esse calor infernal, parece que os Estados Unidos inteiro está dentro de um forno. – diz para puxar assunto.
— Verdade, são as mudanças climáticas, uma hora está muito quente, outra hora muito frio. — Vegeta responde também analisando bem o homem a sua frente. Satan saiu da sala dele chamando por Freeza.
— Com licença!
— Toda!
Freeza se afasta e foi se encontrar com Satan e Raditz se aproximou de Vegeta de novo.
— Sua falsidade é comovente! — Vegeta sorriu ainda analisando o homem de longe tinha alguma coisa errada com aquele Freeza e somente ele conseguia ver isso, mas iria descobrir o que era, sua intuição nunca falhava.
***
Vegeta terminou seu expediente na delegacia e foi para o estacionamento pegar seu carro, Raditz e alguns policiais ficaram treinando na academia, mas naquele dia ele queria ir para casa mais cedo. Chegou até seu carro o destravando não via à hora de chegar em casa e tomar um banho quando abriu a porta do motorista viu a alguns metros à frente Mai abaixada sobre o carro dela na direção de um dos pneus traseiros imaginou que ela pudesse está com problemas, fechou a porta do carro o travando de novo e caminhou até ela percebeu que a mulher colocava o macaco sobre a lataria do carro ao lado de um dos pneus traseiros que ele percebeu que estava furado e totalmente vazio.
— Mai, está com problemas? — ele perguntou assim que se aproximou dela.
— Oi Vegeta pior que eu tô viu o pneu do carro furou e agora vou ter que trocar. – ela responde em desagrado.
— Nossa, mas como foi isso? O pneu está totalmente vazio. — Vegeta pergunta dando uns pontapés no pneu.
— Para falar a verdade eu não sei, eu acho que deve ter furado quando eu estava vindo para cá, mas não percebi e agora fui pegar o carro e vi o pneu totalmente vazio.
— Caramba que azar! Você tem estepe?
— Tenho sim, menos mal. — ela disse pegando a chave de roda para começar afrouxar os parafusos.
— Deixa que eu faço isso pra você. – oferece.
— Tá bom, obrigada.
Vegeta pegou a chave da mão dela começando afrouxar os parafusos assim que afrouxou bem os quatro parafusos acionou o macaco para levantar o pneu um pouco, o manteve a uma certa distância do chão para permitir a retirada do pneu murcho e encaixar o estepe, quando percebeu que o carro já estava na altura indicada terminou de remover os parafusos totalmente girando-o no sentido anti-horário até que ficaram completamente frouxos e ele os removeu.
Mai abriu o porta-malas do carro e tirou o estepe novo e entregou a Vegeta que já tinha tirado o pneu furado e o posicionou embaixo do carro ao lado do macaco caso ele viesse a ceder o pneu amorteceria a queda diminuindo o risco de acidentes, colocou o estepe novo no aro bem alinhado as cavidades dos parafusos o encaixando perfeitamente, depois colocou os parafusos um a um apertando com a mão até onde conseguiu e depois com a chave de roda os apertou o máximo possível para que o pneu ficasse apropriadamente encaixado. Retirou o pneu furado debaixo do carro e foi descendo o macaco colocando o peso do carro agora no pneu novo, retirou o macaco e terminou de apertar os parafusos e colocou a calota no lugar.
— Prontinho. — ele disse e pega o pneu furado no chão para colocar dentro do porta-malas do carro dela.
— Obrigado Vegeta, eu sinceramente odeio ter que trocar pneu! – agradece sorrindo a ele.
— De nada, mas leve o pneu furado no borracheiro para ver se tem jeito, usar um pneu mais novo que os outros pode ter algum risco de acidente. – ele aconselha.
— É eu sei, amanhã mesmo eu levo. – Mai lhe respondeu fechando o porta-malas e percebeu que as mãos de Vegeta estavam sujas da graxa do pneu velho. _ Eu fiz foi você se sujar!
— Imagina, bobagem.
— Vegeta tem uma coisa que eu queria te falar, por favor, não fique com a impressão errada de mim sobre ontem.
— Imagina Mai, eu jamais ficaria.
— A gente se conhece há pouco tempo, tive medo de ter deixado uma impressão ruim, você ter pensado que eu sou atirada ou coisa assim.
— Não se preocupe, não tive essa impressão, na verdade eu que peço desculpas por ficar alugando você com os meus problemas.
— Claro que não foi bom conversar com você, tinha tempo que eu saía assim.
— E me desculpe também pelo jeito que falei com você hoje de manhã é que eu estava bem chateado Bulma e eu tivemos uma briga e você nunca teve nada a ver com isso.
— Eu entendo, de verdade. Mas vocês já conseguiram se entender? Se quiser eu posso falar com ela, posso explicar o que aconteceu.
— Não precisa, eu já conversei com ela e expliquei que não aconteceu nada demais e realmente não aconteceu até porque a culpa foi minha eu que deveria ter voltado pra casa e ter resolvido meu problema com ela de outra forma.
— Fico feliz que tenham se entendido, sei que vocês se gostam muito, ciúmes no relacionamento é normal quem nunca sentiu ciúmes que atire a primeira pedra! – sorri.
— Verdade, às vezes eu tenho a impressão de que tenho 20 anos de novo quando estou com a Bulma, eu achava que tinha todo o controle das minhas emoções, mas descobri que não tenho.
— Olha, no dia que você descobrir como que faz isso você me avisa! — Mai riu e Vegeta também.
— Bom eu vou indo, amanhã a gente se fala. Boa noite Mai.
— Boa noite Vegeta! — ele se despede indo para o carro Mai ainda olhou para ele por alguns instantes, mas decidiu fazer o mesmo, já não era mais nenhuma garotinha para ficar se iludindo achando que teria alguém que não poderia ser seu, toda vez que Vegeta falava de Bulma os olhos dele brilhavam e não poderia competir com isso por mais que quisesse, também entrou no carro e foi pra casa.
***
Vegeta chegou em casa e assim que abriu a porta sentiu o cheiro delicioso que vinha da cozinha e sabia ser Bulma cozinhando, era raro chegar e não encontrar ela fazendo alguma coisa. O som estava ligado e ouvia a voz dela que se sobressaia da música, foi até a cozinha avistando sua namorada mexendo uma panela no fogão usando uma daquelas roupas minúsculas que ela sempre gostou de usar e que não cobriam nada. Os cabelos estavam presos por um coque frouxo no alto da cabeça, olhou para o ombro dela onde viu a tatuagem com seu nome que já estava descascando, olhou melhor o quanto a tatuagem contratava com a pele dela, aquela garota nunca cansava de lhe surpreender e morria de ciúmes dela, mas tinha que admitir era o seu nome que estava gravado na pele dela 24 horas por dia.
Se aproximou lhe beijando no ombro em cima da tatuagem a fazendo se assustar.
— Vegeta eu nem vi que você já tinha chegado! – ela diz quando seu corpo deu um pulo.
— Também, fica ouvindo essas músicas altas.
Bulma virou para beijá-lo e percebeu que ele tinha fechado a mão.
— O que foi?
— Eu tô com as mãos sujas de graxa não quero te sujar. – responde sem encostar nela.
— Tava mexendo no carro?
— Não, eu fui ajudar a Mai trocar o pneu do carro dela e acabei me sujando. – responde indo lavar as mãos na pia e Bulma fechou a cara.
— Ajudou a Mai trocar o pneu do carro é?
— Sai da delegacia e ela estava no estacionamento com o pneu furado.
— E ela não sabe trocar? – resmunga, não gostava daquela Mai.
— Eu ouvi isso!
— Você é sempre tão bonzinho não é?
— Não é ser bonzinho Bulma, só é ser educado não é fácil trocar o pneu de um carro sabia?
— Não sei, não tenho carro e você não me deixa chegar perto do seu!
— Nossa como você é dramática! — Vegeta sorriu para ela limpando as mãos em um pano que estava na pia.
— Claro, você acha que eu esqueci que você passou a noite toda com ela ontem contando da nossa vida?
— Você não vai esquecer isso, não é?
— Não vou mesmo, se fosse comigo você teria surtado!
— Vamos parar de falar nisso, eu já pedi desculpas, já disse que foi um erro e que não vai acontecer de novo. — Vegeta abraçou sua namorada tornando beijar o ombro dela e Bulma resolveu mudar de assunto, não queria mais lembrar daquilo.
— Você já descobriu alguma coisa sobre a morte do Yamtcha? Você disse que estava investigando, mas não falou mais nada.
— Não, não descobri nada ainda. – mentiu, não queria ter que falar sobre a sua investigação secreta com Bulma ainda mais que a garota era amiga do filho do cara que ele estava investigando e ainda não sabia qual era a participação de Samuel em tudo isso e se ele tinha alguma.
— Hoje fez um mês que ele morreu sabia? – Bulma comenta voltando mexer a panela.
— É mesmo? Passa muito rápido. – ele responde e abre a geladeira pegando uma cerveja.
— Você prometeu pra mim que não ia ficar mexendo nisso!
— Eu não estou fazendo nada, não se preocupe. – diz e senta na ponta da mesa, ficando de costas pra ela. _ Já passou a pomada nessa tatuagem hoje? — perguntou para mudar de assunto, pois realmente não queria ter que falar sobre aquilo com Bulma não queria envolve-la em nada daquilo.
— Já sim, mas já está descascando.
— E você não tá coçando não né?
— Não...
Ele foi puxando uns assuntos com ela para que a garota tirasse da cabeça aquela investigação, e Bulma disparou a conversar com ele e tentava prestar atenção para não se perder na conversa, mas ainda estava com todas as coisas que Vanessa lhe disse na cabeça e do que iria fazer para tentar descobrir algo. Estava nessa investigação há mais de um ano e pela primeira vez ele chegava perto e não iria perder aquela oportunidade, se ele conseguisse ligar Freeza a todos àqueles crimes seria muito bom inclusive para sua carreira, mas ainda não sabia bem como faria isso e precisava ter certeza antes de acusá-lo não poderia simplesmente dizer que era sua intuição que lhe dizia tudo aquilo, não fazia sentido, precisava de provas concretas e cabais e também precisaria descobrir o envolvimento de Sam em tudo aquilo, percebia a cada dia o quanto a amizade de Bulma com o rapaz estava crescendo e não poderia permitir que ela continuasse caso o garoto tivesse algo a ver com o pai. Eram tantas coisas que ele não sabia por onde pensar. Olhou para Bulma que não parava de falar e ele nem sabia mais o que ela estava falando agora já não estava mais prestando atenção, mas ela ainda não tinha percebido que ele estava longe, preferiu assim.
***
Depois que eles jantaram Bulma ficou no quarto dela arrumando as coisas da faculdade e Vegeta ficou na sala estava olhando as três fotografias que o amigo de Vanessa conseguiu para ela de Freeza com seu assessor e mais dois homens no estacionamento do Porto junto com o documento de locação dos dois contêineres, com certeza, tinha algo errado ali porque Freeza colocaria a locação daqueles contêineres no nome do seu assessor? Se era algo que certamente interessava a ele também, não fazia muito sentido a não ser que ele estivesse escondendo algo que não poderia ser descoberto por ninguém.
— O que é que eu estou fazendo? — Vegeta suspirou e ouviu o bocejo de Bulma no corredor e soube que ela estava indo para lá. Colocou as fotografias e o documento embaixo da almofada do sofá para que ela não visse e logo a pequena figura da garota saiu do corredor usando uma camisola minúscula.
— Vegeta vem deitar já está tarde! — ela chamou bocejando de novo.
— Já vou, só vou guardar uns papéis aqui.
— Tá bom... — Bulma respondeu e voltou para o quarto. Vegeta guardou os papéis de volta no envelope e foi guardar dentro de uma gaveta no seu guarda-roupa que tinha chave. Quando entrou no seu quarto viu que Bulma já estava debaixo das suas cobertas, mas ela nem percebeu que ele estava mexendo na gaveta onde ele geralmente guardava documentos importantes de trabalho, ele já tinha muito material ali de toda a investigação que fazia sobre Freeza com Vanessa, mas ainda não era o suficiente. Trancou a gaveta e guardou a chave de volta dentro de um pote que ficava em cima da cômoda, Bulma nunca mexia naquela gaveta ela sempre soube que ele guardava coisas de trabalho lá. Tirou a camisa e entrou debaixo da coberta aconchegando o corpo quente de Bulma no seu, enfiou a cabeça no pescoço dela e logo adormeceu.
***
No outro dia...
Vegeta estava em seu computador terminando um relatório quando Vanessa se aproximou dele olhando para todos os lados para ver se não tinha ninguém prestando atenção nos dois. Ainda não estava certa do que iria dizer, mas já estava naquela investigação e não poderia dar para traz agora. Vegeta viu ela parada ali e esperou que ela falasse ao perceber que os dois estavam completamente sozinhos e sem receber atenção Vanessa sussurrou se inclinando para perto dele.
— Você quer mesmo fazer aquilo?
— Claro!
— Então tem que ser hoje, aquele meu amigo vai estar de plantão no porto hoje à noite ele disse que consegue colocar você para dentro. – Sussurra.
— Então vai ser hoje!
— Vegeta você tem certeza de que quer mesmo fazer isso? Se você for pego lá dentro nem faço ideia do que pode acontecer com você.
— Eu vou correr esse risco, mas não se preocupe se algo der errado eu não vou deixar que você se prejudique por minha causa.
— Não se preocupe com isso, estamos juntos nessa. Ele me disse que o segurança responsável por operar as câmeras sai para tomar café às 20:00 horas e ele ficará no lugar dele, mas será por apenas 30 minutos é o tempo que você tem que entrar e sair.
— Tá certo será suficiente, mas preciso da localização exata dos contêineres para não ficar procurando.
— Ele me passou a localização. — Vanessa disse entregando a Vegeta um papel onde tinha anotado:
Corredor B: container 17
Corredor C: container 24
— Ótimo, vou arrumar umas ferramentas.
— Esteja no porto às 20:00 horas e esse meu amigo vai colocar você para dentro, agora Vegeta tenha cuidado!
— Pode deixar e obrigada Vanessa, sei que está se arriscando muito me fazendo esse favor.
— Sei que vai valer à pena e boa sorte!
Vanessa sorriu e se afastou da mesa dele dando de cara com Raditz a uns metros.
— Vocês dois sempre de segredinhos heim! — Raditz alfinetou levantando sua sobrancelha a mulher.
— Que é isso Raditz, só estava dando uma informação a Vegeta só isso!
— Informação? Sei... — Raditz olhava desconfiado para a mulher, Vanessa sorriu amarelo e passou por ele.
...
Vegeta passou o dia se preparando, pois não iria perder aquela oportunidade se ele tinha a chance de descobrir qual era o daquele Freeza e se suas suspeitas estavam corretas ele iria atrás por mais que os métodos que estava usando não eram convencionais a ele, jamais tinha agido fora dos princípios, mas não tinha outro jeito precisava de alguma prova concreta para denunciar alguém da influência de Freeza, só precisava arrumar umas ferramentas, pois imaginava que o container deveria ser trancado com cadeado, mas já sabia onde conseguir sabia que Raditz tinha o tipo de ferramenta que ele precisava.
Se aproximou do amigo que batia papo com alguns policiais e perguntou:
— Raditz você ainda tem aquele pé de cabra e o corta arame na no porta-malas do seu carro?
— Tenho sim Vegeta.
— Será que pode me emprestar?
— Claro, vai fazer algum concerto? – pergunta e Vegeta disfarça.
— É... Vou usar em casa hoje à noite, amanhã eu te devolvo.
— Ta bom, pode pegar lá! – Raditz joga a chave para Vegeta que pega no ar, sorri satisfeito e vai até o carro do amigo pegar as ferramentas que precisava.
...
Depois do expediente Vegeta saiu conforme tinha combinado com Vanessa pegou uma roupa que tinha no armário e se vestiu, uma calça preta e um blusão preto de manga comprida e capuz. Colocou em uma bolsa de costas apenas um pé de cabra, um corta arame e uma lanterna não podia levar nada que o atrapalhasse, deveria ser rápido. Não ligou para Bulma para dizer onde iria não saberia o que dizer e a verdade não poderia contar. Foi para o porto de Oregon e deixou o carro afastado para não chamar atenção. Andou até o porto e ficou próximo da entrada do estacionamento onde ficava guardado os contêineres que eram usados para carga e descarga, viu quando o portão se abriu e um dos seguranças fez um sinal para que ele entrasse.
Vegeta olhou para os lados para ter certeza de que não estava sendo observado tinha colocado o capuz na cabeça e uma máscara de pano cobrindo o nariz e a boca apenas para não ser reconhecido. Entrou no portão onde um rapaz baixinho lhe disse:
— Você deve ser o policial amigo da Vanessa! – ele diz baixo.
— Sou eu, Vegeta, prazer!
— O prazer é meu Vegeta, meu nome é Mark eu vou ficar lá em cima tomando conta da sala de vigilância enquanto meu colega toma café, mas ele vai ficar fora por meia hora é o tempo que você tem de procurar o que quer e sair. – avisa.
— Não se preocupe sairei antes disso.
— Eu vou apagar suas imagens das câmeras assim que você sair, os contêineres que você procura são o 17 e o 24 eles estão no corredor b e c bem naquela direção. — o rapaz apontou para um corredor a esquerda. _ Seja rápido, vou deixar o portão aberto para você sair depois eu venho trancar de novo, agora vai você não tem muito tempo! – diz e Vegeta acenou começando a se esgueirar entre os contêineres procurando os que lhe interessava, o lugar era bem escuro então pegou a lanterna na bolsa para iluminar o caminho.
Tinha muitos contêineres ali muitos eram alugados por empresas que faziam importação e exportação usando o porto eles eram muito grandes e tinham na cor vermelho, amarelo e azul, e estavam todos enfileirados por ordem crescente. Rapidamente Vegeta conseguiu chegar ao corredor B e avistou o container 17 na cor vermelha, com a lanterna conferiu o número para ter certeza que era o certo, teria que ser rápido, segurou o cabo da lanterna com a boca para iluminar percebeu que o container era fechado com um cadeado grande, como tinha imaginado, então pegou o corta arame para quebrar o cadeado, o estalo do metal se partindo anunciou que tinha conseguido quebrar não foi tão difícil como tinha imaginado, mas a cada passo que dava olhava para os lados para ter certeza de que não estava sendo observado. Tirou o cadeado quebrado e usou o pé de cabra para empurrar a porta do container pegou a lanterna da boca para iluminar lá dentro e se decepcionou ao perceber que estava vazio.
Fez um impulso para entrar lá dentro não era possível que estava vazio, era muito azar, o container parecia ser bem maior por dentro era bem largo e comprido Vegeta colocava a luz da lanterna em cada canto em busca de vestígios, mas estava completamente vazio, havia apenas uma explicação se tinha algo ali dentro foi removido antes dele chegar. Ao colocar a luz da lanterna no chão viu que tinha um cartão em um certo ponto, caminhou até ele e o pegou era um cartão preto sem nenhuma inscrição tinha apenas uma letra F gravado em uma letra verde fluorescente no meio do cartão, o mais esquisito é que era um cartão exatamente igual ao que foi encontrado no bolso de Yamtcha na época da morte dele.
Nada ali estava fazendo sentido, mas ainda havia um outro container que precisava abrir e rezava para que tivesse mais sorte com ele. Vegeta desceu rapidamente de lá e encostou a porta de ferro continuou se esgueirando pelos outros contêineres até chegar ao corredor C não era possível que sairia de lá sem descobrir nada, ou mais nada. Chegou ao container 24 que era amarelo colocou a lanterna na boca para quebrar o cadeado, mas no exato momento em que colocou o alicate pela argola dourada se assustou com a luz de uma outra lanterna que foi colocado sobre seu rosto.
— Ei você! O que pensa que está fazendo?
Alguém gritou atrás dele e Vegeta se sobressaltou ao perceber que tinha sido pego olhou para trás apenas para ver um dos seguranças do estacionamento que estava com uma lanterna apontada para ele.
— Merda! — Vegeta grunhiu jogando o alicate de todo jeito dentro da bolsa pegou a lanterna da boca e começou a correr pelos espaços entre os contêineres.
— Volta aqui!!! — o segurança gritou correndo também atrás de Vegeta que também corria procurando uma saída.
— Droga! – ele resmungava o tempo inteiro percebendo que o segurança estava atrás dele e logo começou a ouvir um alarme alto que soava em todo o estacionamento com certeza o segurança já tinha o denunciado para os outros da presença dele ali e com certeza estava sendo visto como um assaltante. Ele precisava sair dali, não poderia correr o risco de ser pego.
Vegeta chegou à lateral do estacionamento e muitas luzes tinha sido acesas com certeza para pegar o ladrão que estava sendo ele! Olhou para o muro e percebeu que não era muito alto tinha uma caçamba de lixo encostada no mesmo e não pensou duas vezes de forma ágil e habilidosa subiu em cima da caçamba e fez um impulso para subir no muro passando suas pernas por cima dele e pulando do outro lado até chegar no chão, onde deu um salto perfeito e tornou a correr o mais rápido que conseguia para sair do Porto e chegar ao carro que estava estacionado há alguns metros antes da entrada.
Chegou ao carro entrando rapidamente e dirigindo para fora de lá o mais rápido ainda olhava pelo retrovisor o tempo todo para ter certeza que não estava sendo seguido quando se afastou do porto tirou a máscara do rosto e o capuz da cabeça batia no volante com raiva por ter corrido tanto risco por nada, mas ai se lembrou do cartão e o pegou no bolso da calça, aquilo não era só coincidência o mesmo cartão que foi encontrado na cela de Yamtcha estar ali para ele significava uma prova, Freeza tinha sim alguma ligação com tudo aquilo, tinha algo muito errado em toda aquela história e ele precisava descobrir o que era.
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