Código de conduta 2
59 Um passeio pela cidade
Notas iniciais

Vegeta acordou no dia seguinte e se viu sozinho na cama, acordou meio zonzo de sono olhando para todos os lados e não via Bulma em nenhum lugar. Se levantou e a procurou no banheiro e nada dela depois saiu do quarto e a procurou rapidamente pela casa e não a encontrou. Começou então a lhe bater um desespero em não encontrar ela em nenhum lugar, mas quando abriu a porta da sala colocou a mão no peito para controlar o coração acelerado ao ver Bulma sentada na areia de frente para a praia, aquela garota qualquer hora iria lhe matar!
Foi até ela que tomava o sol ameno daquela hora da manhã sentada na areia e pensando na vida.
— Bulma pelo amor de Deus! Não faz mais isso. – ele diz e ela o olha sem entender.
— Que foi Vegeta?
— Eu acordei e não vi você em nenhum lugar!
— É que eu perdi o sono e sentei aqui um pouco. – ela responde e o vê se sentar ao seu lado.
— Porque não me acordou? Eu viria com você.
— Você estava dormindo tão bem não quis te acordar. – ela sorri para mostrar que estava tudo bem.
— Já tomou o remédio? Aquele que você tem que tomar cedinho.
— Tomei sim, na hora que eu levantei.
— Ta bom. Vou fazer um café pra gente.
Vegeta beija o alto da cabeça dela e se levanta vê de longe a caminhonete antiga de Mathias entrando no terreno e foi até ele que estacionava embaixo da cobertura.
— Bom dia Vegeta! – ele diz assim que desce.
— Bom dia Mathias!
— Eu vim ver se está tudo bem por aqui.
— Está tudo bem. Eu só não consegui ligar a bomba d'água eu liguei a chave, mas a água não quis subir. – Vegeta diz enquanto o homem tira algumas coisas de dentro da caminhonete.
— Nossa, mas vocês estão sem água?
— Não eu só queria repor a caixa para não faltar.
— Tá bom eu vou dar uma olhada lá depois, é que aquela bomba é muito velha Vegeta ela tá ali desde a época do seu pai já tá na hora de trocar por um modelo novo.
— Depois você vê isso pra mim Mathias, me passa o valor de uma bomba nova que eu mando pra você trocar. Eu quero cuidar desse chalé, eu pretendo vir aqui com a Bulma pelo menos duas vezes no ano.
— Senhor desculpe a intromissão, mas o que aconteceu com a menina Bulma? Ela parece triste, abatida. – o homem pergunta, pois tinha sido impossível não notar que algo havia acontecido na vida daqueles dois.
— É uma longa história Mathias, Bulma passou por momentos difíceis, na verdade, nós dois passamos por isso vim para cá pra descansar um pouco. – Vegeta responde vendo Bulma ainda sentada no mesmo lugar.
— Eu sinto muito senhor ela parece uma boa moça.
— E é sim, Bulma é mulher incrível... Não merece as coisas que tem acontecido com ela.
— Minha esposa a adorou mandou até um bolo de banana que fez para vocês. – disse tirando da caminhonete uma forma de bolo coberta por um pano de prato e também um saco grande de papel. _ Ela também mandou mais algumas hortaliças que colhemos hoje de manhã.
— Mathias não precisava, vocês precisam vender seus produtos não ficar dando.
— Imagina senhor, a colheita esse ano foi muito boa, colocamos um adubo especial na horta e tá crescendo que o senhor precisa de ver e como os nossos produtos são todos naturais elas perdem muito rápido se não forem consumidos logo. – o homem diz sorrindo afável.
— Então muito obrigada, agradeça a sua esposa também.
— Eu vou lá no poço dá uma olhada na bomba e depois vou ver como está de lenha.
— Certo, vem tomar um café com a gente, eu acabei de acordar. – convida.
— Depois eu dou uma passadinha lá dentro, com licença senhor.
Mathias saiu para os fundos e Vegeta gritou por Bulma antes de entrar em casa, ela o ouviu e se levantou entrando na casa também. Vegeta colocou o bolo na mesa e a sacola com as folhas na pia e foi pegar a cafeteira para fazer um café.
— Que foi Vegeta? – pergunta vendo ele se movendo pela cozinha.
— Te chamei pra tomar café, à esposa do Mathias mandou um bolo de banana pra gente. – diz.
— Eu não tô com fome.
— Mas vai comer, nem que seja só um pedaço, você comeu muito pouco ontem à noite.
Bulma sentou na mesa de madeira de quatro lugares na sala e ficou esperando Vegeta fazer o café.
— Sabe o que eu pensei? – ele diz. _ A gente podia ir à cidade depois do café fazer umas compras, você está precisando de roupas e eu também.
— Pode ser. – ela concorda.
— Aí aproveitamos e conhecemos a cidade, podemos almoçar por lá mesmo e também preciso comprar um celular novo pra você, o que acha?
— Gostei da ideia, acho que vai ser legal.
— Então assim que tomarmos café nós vamos! (...)
...
Depois do café Bulma foi se arrumar para sair e Vegeta ficou a esperando do lado de fora vendo alguma coisa na casa com Mathias. Tomou um banho rápido e vestiu um dos vestidos que Chichi havia lhe dado, agradecia por estar indo comprar roupas novas. Colocou um vestido preto ele era colante no corpo e de alça tinha um decote no formato de v era muito bonito e se agarrou bem em seu corpo, quando vestiu achou meio extravagante era muito quente ali, mas estava sem muitas opções. Soltou os cabelos os penteando iria deixar soltos, mas estava incomodada com aquele corte na testa o cabelo não cobria e queria esconder aquilo, considerou a ideia que Vegeta tinha lhe dado de cortar novamente a franja que caia em sua testa e teve uma ideia.
Saiu do quarto e viu pela janela da sala que Vegeta estava conversando com Mathias lá fora então foi até a cozinha e abriu a gaveta do armário e encontrou o que procurava, uma tesoura. Voltou para o quarto e penteou os cabelos novamente separando algumas mechas na frente, foi arrumando com a ponta de um pente fino para não tirar de mais e nem de menos e vendo se ficaria na posição e altura certa, cortou sem medo algum mais ou menos no meio do nariz, pois sabia que o cabelo subiria um pouco para cima e depois foi arrumando as pontinhas deixando os cabelos caírem um pouco abaixo das sobrancelhas, arrumou com o pente e até que gostou do resultado tinha ficado uma franja meio ondulada, mas gostou, balançou um pouco a cabeça e foi arrumando os fios em volta de toda a testa e conseguiu esconder o corte que estava tanto lhe incomodando.
Ficou se olhando no espelho e mexendo nas pontas dos cabelos, se via muito pálida, os lábios estavam ressecados, ela sempre fora tão vaidosa e agora parecia mais um fantasma sem vida, não queria aparecer para as pessoas assim, e não queria que Vegeta a visse sempre assim, tinha que achar um jeito de recomeçar e o primeiro passo era arrumar essa cara! Procurou na bolsa umas maquiagens que Chichi tinha lhe dado e passou um gloss rosa clarinho para hidratar os lábios, passou rímel e um pouco de blush só para não parecer tão morta. Calçou seus all Star e passou um pouco de perfume, não precisava se preocupar com bolsa já que não tinha nada para colocar dentro dela e seu documento já estava na carteira de Vegeta. Saiu do quarto e foi se encontrar com ele lá fora.
Vegeta se despediu de Mathias após avisar a ele que passaria o dia na cidade com Bulma e provavelmente só voltaria à noite, viu o homem entrar em sua caminhonete antiga e sair da propriedade, quando voltou para a entrada do chalé viu Bulma saindo de lá e foi impossível não correr os olhos pelo corpo dela, a garota estava linda em um vestido colado no corpo com os cabelos soltos e uma franja na testa que até alguns minutos atrás não estava lá e aquelas pernas lindas que ela tinha estavam de fora, vê-la se arrumar assim lhe deixou feliz, era como se ela estivesse voltando a ser quem era. Bulma fica corada ao ver o olhar de Vegeta sobre ela, se aproximou e ele a segurou pela cintura.
— Isso é novo! – passou o dedo na franja dela.
— Gostou? Eu queria esconder o corte.
— Você ficou linda, como que você consegue ficar cada dia mais linda? – ele diz só pra ver ela ficar corada, há muito tempo não tinha visto ela assim. Segurou a cada lado do rosto dela para lhe beijar. _ Eu vou trancar a casa, já volto.
Diz e a deixa perto do carro esperando por ele, entra na casa rapidamente para buscar a carteira e verificou se os documentos dele e de Bulma estavam lá, depois trancou tudo e foi encontrar a garota, abriu a porta do carro para ela e Bulma já entrou colocando o cinto, viu Vegeta entrado do outro lado e notou que os olhos dele ficaram parados por um momento em suas pernas e logo eles subiram para o decote do vestido, os lábios dele se curvaram naquele sorriso de canto enquanto dava partida no carro e a deixou vermelha. Sabia que desde que tinha saído do hospital ele não há tocava e estava meio retraída diante de todos os acontecimentos e meio insegura com as marcas do acidente que ainda estavam em seu corpo. Apertou as coxas, pois aquele olhar de Vegeta fazia seu corpo inteiro se acender e chegou a achar que jamais sentiria isso de novo.
Vegeta deu partida no carro e saíram do terreno do Chalé, contornaram toda a Ilha e minutos depois já estavam na fila para pegar a balsa e poder atravessar para o outro lado e chegar em Florence. A fila estava grande e apenas duas balsas funcionavam, uma que ia e outra que voltava, Vegeta já tinha comprado as passagens e aguardavam na fila uma das balsas voltar para poder subir, tinha ligado o rádio e colocado numa estação local, mas não conseguia focar totalmente na estrada, revezava entre olhar para os outros carros a sua frente e olhar para as pernas de fora de Bulma.
— Vegeta, para de me olhar assim. – ela pede sem graça.
— Não consigo, você tá linda nesse vestido.
— Dos que eu ganhei esse foi o que ficou melhor.
— Você ficaria linda até em um saco de farinha. — Ele sorri e deixa corada e era incrível como depois de tanto tempo ele ainda a deixava assim tudo com ele era sempre como se fosse a primeira vez. _ Está gostando de ficar aqui?
— Humhum... Principalmente porque eu tô aqui com você.
Vegeta pega a mão dela lhe beijando o dorso e faz um carinho em sua bochecha. Logo percebe que a fila de carros começou a andar, pois a balsa já tinha chegado e os carros entravam devagar e se acomodavam.
Minutos depois já estavam na cidade o dia estava quente e tinha várias pessoas na rua comprando, andando, conversando... Tinha muitos turistas em todos os cantos e Vegeta olhava tudo e poderia dizer que também estava sendo uma primeira vez para ele a última vez que foi a aquela cidade tinha 13 anos e tudo tinha mudado muito desde então nada era como ele se lembrava.
Foi para o centro da cidade que era onde ficava o maior ponto de comércio da mesma, havia uma rua larga e comprida onde tinha muitas e muitas lojas espremidas umas nas outras dos dois lados com os mais variados produtos, desde roupa, calçados, produtos de beleza a utensílios domésticos, cama, mesa e banho e etc.
Com certeza Bulma encontraria tudo o que precisava ali e ele também, os dois perderam praticamente tudo que tinham naquele incêndio horrível e as roupas e objetos que tinham agora foi dados pelos amigos e não poderiam ficar assim, ver Bulma usar roupas dadas por outras pessoas estava lhe matando logo ele que nunca deixava faltar uma agulha sequer para aquela garota, que torrava o seu cartão todo mês com ela para que ela tivesse tudo o que uma garota da sua idade precisava ter e sabia que aquele era o esporte preferido dela e pode ter certeza que torrar o seu cartão naquele dia iria lhe fazer o homem mais feliz do mundo. Tanto que quando desceu do carro com Bulma percebeu que a cabeça da garota girava em 360° sem saber para que loja olhar primeiro e teve a certeza de que teve uma boa ideia em fazer aquelas compras pela manhã. Deixou o carro estacionado em um desses estacionamentos rotativos, não conhecia muito bem a criminalidade da cidade então não iria deixar o seu bebê largado em qualquer lugar, pagou duas horas de estacionamento, pois imaginou que não sairia dali por tão cedo principalmente com os olhos de Bulma brilhando daquele jeito.
Começaram a entrar nas lojas de roupas femininas e viu Bulma praticamente sumir dentro da loja olhando uma peça e outra animada, as vendedoras andavam atrás dela com sorrisos de orelha a orelha mostrando todas as tendências ele ficava de longe, pois ele não entendia nada de roupas e não negava que não tinha muita paciência para compras. Via Bulma escolhendo algumas peças e colocando num cesto para experimentar no provador viu que ela estava se animando pouco a pouco e ficou satisfeito. Ficou sentado em uma poltrona marrom escura no canto da loja para os clientes que quisessem esperar, as vendedoras passavam por ele e sorriam o tempo inteiro lhe oferecendo um café, um refrigerante ou uma água de coco ele negava educado mantendo os olhos na menina de cabelo azul que cada vez que passava por ele estava com uma peça de roupa no braço, mas estava satisfeito, gostava de ver ela feliz de vê-la sorrindo porque cada vez que Bulma sorria era a confirmação de que ele estava fazendo a coisa certa, de que ele estava cuidando dela do jeito certo e ele não se arrependia nem um segundo de nada do que fez faria tudo de novo por ela porque ela valia a pena.
Às vezes Bulma passava perto dele e fazia questão de mostrar a ele as peças que pegava e a cada miniblusa ou shortinho que ela pegava recebia um olhar de reprovação dele, não tinha como negar que sempre odiou vê-la vestida dentro de uma roupa curta simplesmente pelo fato de que ela chamava muita atenção e chamaria atenção mesmo se estivesse vestindo um saco de farinha, mas o que poderia fazer? Bulma sempre foi uma garota dona de si e nunca aceitou que ninguém dissesse o que deveria fazer ou muito menos vestir só restava a ele pagar a conta e garantir não perder sua sanidade quando encarava cada homem que olhava para ela na rua.
Compraram algumas peças de roupa naquela loja, ele pagou a conta e foram para outra, tinha muitas variedades ali e lojas de praticamente tudo. Praticamente todo o lucro da cidade vinha das compras dos turistas então os moradores investiam em quase tudo. Bulma comprou algumas roupas, sapatos e roupas íntimas e depois entrou em uma loja masculina para comprar roupas para Vegeta ele sabia que essa hora chegaria afinal, tudo que ele tinha lhe foi emprestado por Raditz, mas ele odiava fazer compras e odiava mais ainda ficar nos corredores das lojas escolhendo roupas sempre pegava a primeira que aparecia, não ligava muito pra isso e as vendedoras faltavam morrer mostrando peças a ele e insistindo que ele fosse provar, claro que a maioria só queria tirar uma casquinha do policial mal-humorado e extremamente charmoso que estava diante delas, mas quando estava com Bulma por perto nem se preocupava muito já que a garota sempre assumiu o controle da situação tirando do pé dele as vendedoras que cercavam o homem de todos os lados e naquela loja não foi diferente. Nunca gostou de chamar atenção sempre foi um homem discreto preferia entrar e sair de lugares sem ser notado, mas infelizmente com a profissão que tinha isso era quase impossível e nunca entendeu o porquê das mulheres de praticamente se jogar em cima dele nunca se achou um homem com qualidades, muito pelo contrário, mas não negava que estava gostando de ver Bulma olhar para cada vendedora com cara feia o ciúme dela por ele ainda estava ali. Ela estava sempre por perto ajudando ele a escolher algumas roupas, os modelos que combinavam mais com o porte Atlético dele, ele não ligava, deixava ela escolher não entendia nada de roupa e não tinha paciência, já Bulma sempre teve bom gosto e sempre sabia o que ele precisava a única coisa que ele parava para dar atenção eram as cuecas e meias e mesmo assim Bulma estava sempre dando palpites que o deixava morrendo de vergonha.
Comprou algumas peças e alguns sapatos pelo menos naquele dia não estava preocupado com a fatura do cartão estava com um bom dinheiro na conta graças a herança que recebeu do pai então poderia dizer que se daria a certos luxos, pois não iria ficar lamentando o que perdeu iria reconstruir tudo e ser feliz de novo com a mulher que amava e era só o que importava. Quando saiu da quarta loja que entrou as mãos já estavam abarrotados de sacolas deixou Bulma na calçada e foi levar as sacolas para o carro, pois sabia que aquilo não seria nem o começo. Quando voltou viu que Bulma estava enfiada em uma lojinha de bijuterias e uma das vendedoras mostrava a ela brincos, colares e pulseiras que eram feitas ali mesmo na região e outras que eram importados de outros lugares ela comprou algumas peças e depois passaram em frente a uma loja de eletrônicos e Vegeta se lembrou que precisava comprar um celular novo para ela. Bulma ainda não tinha demonstrado interesse em ter um novo aparelho e era bem estranho a antiga Bulma não vivia sem o seu celular e todo ano estava trocando por um modelo novo, mas desde o acidente ela não parecia ligar só usava seu celular para falar com Chichi de vez em quando e ele sabia que ela estava tentando evitar contato com o mundo lá fora, sabia que as notícias de tudo que aconteceu estavam estampadas em todos os sites de fofoca e mesmo que ele tenha se empenhado bastante e não deixar que o nome e a foto dela vazasse sempre tinha uma especulação ou outra pelos jornalistas, mas naquele momento um celular novo não seria um objeto de lazer e sim uma necessidade, pois logo, logo Bulma teria que voltar para a vida dela, de um jeito ou de outro as coisas precisavam seguir.
Entrou com ela na loja e foram atendidos por um vendedor simpático que mostrou os modelos de celulares que tinha na loja, o rapaz foi mostrando a eles um a um explicando a funcionalidade e diferenças de cada modelo, Bulma não estava muito animada normalmente ela pirava com a ideia de ter um celular novo, mas acabou escolhendo um modelo, compraram um chip novo e o rapaz fez todas as instalações necessárias no aparelho e Bulma ainda ganhou de brinde uma capinha Rosa de borracha com duas orelhas de gatinho que Vegeta achou a coisa mais ridícula do mundo.
Saíram da tal loja e entraram em uma outra de moda praia e Vegeta ficou na porta vendo Bulma escolher alguns biquínis cada um menor que o outro, ela realmente não mudava. Compraram de tudo um pouco. Conheceram uma loja de cosméticos naturais feito pelas próprias moradoras e Bulma comprou vários cremes de pele, pés, rosto, produtos pros cabelos, comprou sapatos, e várias outras coisas que ela achava ser importante, o porta malas e a parte dos bancos traseiros do carro já estavam cheios. Eles não sabiam quanto tempo tinha passado naquele corredor de lojas, mas já tinham comprado de tudo um pouco, os comerciantes daquela região sabiam vender e sabiam como cativar os clientes com os produtos. Entraram em uma lojinha de artesanatos e viu Bulma se apaixonar pelos objetos de decoração e praticamente surtou ao ver ela comprar um abajur preto em formato de aranha e sabia que logo, logo ela o quebraria no primeiro susto que ela tomasse com aquilo em cima da cabeceira da cama.
Compraram também várias lembranças para levar para os amigos e depois de saírem da loja passaram em frente a uma outra que vendia coisas para bebês. Vegeta vê Bulma parar e olhar para a loja ela queria entrar e comprar algumas lembrancinhas para bebê de Chichi, mas simplesmente não teve coragem porque se lembrou naquele momento que também deveria estar comprando lembrancinhas para o seu próprio bebê, foi inevitável não pensar e Vegeta sabia e não nega que também ficou mexido em ver aqueles manequins pequenos em forma de bebês na entrada da loja usando roupinhas variadas com modelos para todas as idades, aquilo também mexeu com ele, a ideia de que nos próximos meses estaria numa loja daquelas com Bulma escolhendo as roupinhas do seu filho, aquilo não sairia de sua cabeça nunca, era algo que jamais iria esquecer.
Segurou na mão de Bulma que olhou para ele espremendo os lábios e a tirou de lá levou ela até uma barraquinha próxima e a sentou um pouco para tomar uma água de coco tinham andado muito e o sol estava quente ela não disse nada, mas sabia que estava pensando. Ele sabia que o carro não iria caber mais nada então teve a difícil missão de dizer a Bulma que precisariam encerrar as compras por hoje ou ele teria que fretar um caminhão para levar as coisas, mas ela não protestou.
Quando terminaram de tomar a água voltaram a andar e viram uma grande movimentação de pessoas na praça rindo e batendo palmas e se aproximaram, vendo que eram uns 5 ou 6 artistas de rua com fantasias dançando e fazendo graças no intuito de ganhar alguns trocados. Bulma ficou entre as pessoas vendo o que eles faziam e Vegeta foi pedir a um comerciante de tecidos uma indicação de algum restaurante para poder almoçar com Bulma e o homem lhe indicou o restaurante de comida típica Sabores da Terra que ficava a apenas duas ruas dali e que era o melhor restaurante de comida caseira da cidade e disse ainda que gente de todo o canto ia comer lá, a dona dele era uma senhora muito conhecida na cidade. Vegeta aceitou a sugestão, olhou no relógio e viu que eram quase meio dia e com certeza Bulma já estava com fome. Deixou ela, que ainda estava entretida com os artistas e foi buscar o carro no estacionamento para deixar mais perto deles, foi o mais rápido que pode para não deixar Bulma muito tempo sozinha naquele lugar, demorou uns 20 minutos para chegar, pegar o carro entupido de sacolas e voltar para a praça, viu que Bulma já procurava por ele para lhe pedir uma nota de R$20 para poder colocar na urna dos artistas e ainda teve que ouvir ela lhe chamar de mão de vaca quando ele disse que eles já deveriam ter ganhado muito, mas só fez aquilo pra provocar ela. Viu ela colocar o dinheiro numa urna preta e ganhar uma rosa de um dos artistas, ela volta pro carro sorrindo e ele ainda a provoca dizendo que a rosa era feia e que o artista com certeza a pegou em algum cemitério...
A levou até o famoso restaurante de comida típica e não foi difícil encontrá-lo era localizado em uma rua bem movimentada com muitas outras lojas de variados produtos, sua estrutura era de uma madeira escura, e tinha portas e janelas de vidro, muitas mesas bem harmonizada do lado de dentro e outras embaixo da cobertura na parte da frente. O piso era de assoalho também escuro e tinha muitas peças de decoração também de madeira espalhadas e muitos quadros na parede de pessoas famosas que já frequentaram o lugar. Os dois escolheram uma mesa também de madeira do lado de fora. Bulma olhava todo o lugar que parecia bem aconchegante e tranquilo, já tinha algumas pessoas espalhadas pelas mesas conversando e comendo. Logo um rapaz alto e moreno de longos cabelos negros e cacheados que estavam presos por um elástico se aproximou deles segurando um cardápio grande e amarelo na mão.
— Bom dia. Querem dá uma olhada no cardápio? – o rapaz pergunta educado.
— Claro. – Vegeta responde.
— O restaurante é muito bonito. – Bulma elogia.
— Obrigada, é um restaurante de família, ele é da minha mãe. A propósito meu nome é Jonas, e estou à disposição de vocês.
— Nós não somos da região Jonas e não conhecemos a comida daqui, o que nos sugere? – Vegeta pergunta.
— São turistas?
— Sim, chegamos ontem.
— Que bom, sejam muito bem vindos a Florence. Bom eu sugiro a vocês a paleta de cordeiro com ameixas e damascos, é o prato que mais sai por aqui. – o rapaz responde.
— Parece gostoso, eu nunca comi carneiro. – Bulma comenta e sente sua boca se encher de água.
— Vamos querer esse então. – Vegeta decide.
— Boa escolha. Enquanto esperam aceitam um suco de pitanga natural? É uma cortesia para novos clientes.
— Claro, obrigada.
— O prato de vocês fica pronto em no máximo 40 minutos, lá dentro tem uma mesa com doces e compotas que minha mãe faz, se quiserem dá uma olhada fiquem a vontade, os potes que estão abertos vocês podem experimentar.
— Certo, depois damos uma olhada.
— Fiquem à vontade, se precisarem de mais alguma é só chamar. – o rapaz sorri para eles e sai voltando para dentro.
— Que rapaz simpático né? – Bulma comenta.
— É mesmo, tomara que esse carneiro seja bom.
— Eu quero ir ver os doces.
— Depois a gente vê, eu tenho certeza que você vai querer se empanturrar com os doces da degustação e nem vai querer almoçar. – diz por que sabe que o ponto fraco dela era doce.
— Eu nem ia querer comer, nem sei se é bom... – ela dá de ombros.
— Ah ia sim, você adora doce, na sua outra encarnação você deve ter sido uma formiga! – brinca só pra ver ela brava. _ A formiga mais linda de todo o formigueiro. – pega a mão dela lhe beijando o dorso, ficou acariciando sua palma com o polegar enquanto a olhava sorrindo, estava louco para beijá-la ela tinha passado um gloss rosa em uma das lojas de cosméticos que entrou e tinha deixado os lábios dela ainda mais convidativos, subiu seus dedos pelo braço dela agora e sentiu seus pelos se eriçarem já estava quase se levantando da cadeira para ir sentar mais perto dela e matar seu desejo de beijar aquela boca, mas foi interrompido por uma voz feminina e alegre.
— Bom dia jovem casal!
Olharam para o lado vendo uma senhora baixinha e gordinha se aproximar tinha um sorriso simpático no rosto e cabelos brancos e enroladinhos que saiam para fora da touca de tecido que usava na cabeça. Chegou à mesa deles com uma bandeja e encima dela tinha uma jarra com o tal suco de pitanga e dois copos cheios de gelo.
— Bom dia. – Vegeta e Bulma dizem quase ao mesmo tempo.
— Aqui está o suco de pitanga de vocês. – a mulher diz e os serve. _ Vocês são turistas, não é? Meu filho me falou.
— Sim, chegamos ontem na cidade. – Vegeta responde.
— Ah que maravilha! De onde vocês vieram? – ela enche o copo deles do suco, mas permanece em pé na mesa e sorria muito.
— Somos de Oregon. – Bulma responde.
— Ah, que ótimo, sejam muito bem vindos. Meu nome é Rafaella e sou a dona do restaurante.
— Então a senhora é a famosa Dona Rafaella? Ouvimos muito falar da senhora e do seu restaurante. – Vegeta diz.
— Não sou tão famosa assim, mas muita gente já veio comer aqui, muita gente famosa até modéstia à parte minha comida é a melhor da região, pois faço com muita dedicação e amor.
— Não duvido. Meu nome é Vegeta e essa é minha noiva Bulma. – apresenta.
— Muito prazer conhecer vocês. – ela diz oferecendo a mão num cumprimento. _ Vocês já vieram à cidade antes?
— Eu sim, mas quando criança, mas é a primeira vez da Bulma.
— E está gostando Bulma? – ela olhou totalmente curiosa pra garota de cabelo azul.
— Sim, a cidade é muito bonita.
— E onde vocês estão hospedados? – ela começou a passar um pano que estava em seu ombro na mesa.
— Num chalé na ilha.
— Ah que maravilha, eu estou sempre por aquelas bandas entregando doces e compotas que eu mesma faço, os turistas de lá adoram meus doces, vocês já conheceram? Tenho certeza que vão gostar.
— Ainda não, depois vamos conhecer. – Vegeta olha pra Bulma e levanta a sobrancelha com a mulher que não parava de falar.
— Seu filho disse que esse é um restaurante de família, tem mais filhos seu trabalhando aqui? – Vegeta pergunta para ser educado e se arrepende quando a mulher desanda a falar.
— Ah não, deus só me deu o meu Jonas de filho e ele me deu minhas duas netas, as gêmeas Aline e Alice de 10 anos, tenho alguns funcionários que são como uma família pra mim, eu e meu marido montamos esse restaurante a quase 30 anos e depois que ele morreu eu e meu filho tocamos pra frente...
— Mãe, estão precisando da senhora na cozinha! – Jonas chama a mãe e Vegeta suspira agradecido.
— Já vou filho! Com licença, a comida de vocês fica pronta logo, logo. – ela sorri e sai de novo, ainda para em outra mesa pra cumprimentar outro casal e o filho a puxa pelo braço.
— Meu Deus, eu pensei que ela não ia parar de falar nunca!
— Eu a achei simpática!
Vegeta levanta a sobrancelha pra ela.
— Esse suco é bom né? – comenta ele.
— É, parece que é feito com leite. É bem docinho. – Bulma responde atacando o suco, não nega que estava morrendo de sede e aquele suco veio na hora certa.
Poucos minutos depois Jonas volta empurrando um carinho e trazendo a comida deles em panelas de barro, e o cheiro estava espetacular, poderia ser sentido do outro lado da cidade. Colocou os acompanhamentos do carneiro na mesa e os pratos estilo cumbuca e talheres, Vegeta pediu umas cervejas pra ele e Bulma outra jarra do suco de pitanga.
— Tenham um bom apetite e se precisar é só chamar!
Assim que Jonas saiu Vegeta serviu Bulma de arroz, farofa de feijão com bacon, e o carneiro com ameixas e damascos frescos, tinha um mix de folhas cruas temperadas com limão e sal para ser consumidas como salada. Começaram a comer e aprovaram o sabor, o carneiro tinha um gosto forte, mas estava muito bem temperado e picante a carne derretia na boca de tão suculento e era realmente uma especiaria deliciosa feita com todos os temperos e sabores daquela região.
Vegeta olhava para Bulma comendo e ficava completamente satisfeito ele sempre adorou vê-la comer, mas desde o acidente nunca tinha visto ela comendo tão assim e ainda bem que a cumbuca era funda e a porção que a Dona Rafaella mandou foi bem generosa.
Comeram o lauto almoço e se sentiram estafados, Vegeta olha Bulma pegando a panela onde veio o carneiro e catando os filetinhos de carne que ficaram no fundo ela sempre fazia aquilo desde criança adorava raspar as panelas, ela olha para ele e fica sem graça, pois percebeu que estava em um lugar público, mas ninguém estava prestando atenção neles...
Continua...
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