Código de conduta 2
58 Sozinhos no paraíso
Notas iniciais

Assim que chegou à areia Vegeta vê Bulma tirar as havaianas a areia estava quente, mas gostosa de pisar. Estendeu a mão para ela que aceitou e a leva para caminhar um pouco na beira da praia, as ondas batiam e se quebravam na margem e molhavam os pés deles a água estava gelada, uma delícia e batia uma brisa gostosa, aquele cheiro de mar acalmava. Vegeta olhava para ela vendo o vento bagunçando os fios de seus cabelos que se soltaram do coque e por mais que aquele ambiente calmo e tranquilo parecia estar fazendo bem para ela ainda via aquela expressão triste em seu olhar, então após alguns minutos de caminhada se lembrou que tinha feito uma surpresa para ela e que já estava na hora de mostrar.
— Bulma, eu tenho uma coisa pra te mostrar. — ele disse a tirando de algum pensamento e fica de frente para ela. Bulma olhou para ele curiosa, Vegeta tira a camiseta e Bulma arregala os olhos ao se deparar com seu próprio rosto tatuado no peito de Vegeta, abriu a boca sem acreditar que ele tenha feito aquilo.
— Vegeta... Eu não acredito!
— Gostou Bulma? – ele sorri finalmente mostrando a obra que tinha feito há alguns dias, ela colocou a mão no peito dele contornando com os dedos o próprio rosto que sorria.
— Eu não acredito que você fez isso!
— Mas eu fiz, ficou parecida? – ele não parava de sorrir vendo-a olhar pro próprio rosto abismada.
— Quando foi que você fez isso Vegeta? – questiona.
— Você ainda estava no hospital. Lembra aquele dia que eu disse que ia precisar trabalhar? Era mentira, eu estava no estúdio de um amigo do Raditz fazendo ela passei o dia inteiro lá.
— E por que você não me mostrou antes? – ela sorri agora.
— Eu estava esperando a pele desinchar e eu queria fazer uma surpresa.
— Caramba, deve ter doído muito!
— Não foi nada!
— E por que meu rosto?
— Porque eu queria fazer uma homenagem pra mulher que eu mais amo no mundo. – ele a segura pela cintura e os olhos de Bulma marejaram, nunca tinha visto sua própria imagem assim. _ Agora você também está marcada em mim pra sempre Bulma Briefs!
— Você é doido!
— Doido por você, ainda tem dúvidas?
— Ficou linda eu amei, obrigada! – ela sorri e Vegeta segura em seu queixo.
— Quero que saiba que independente de tudo que tenha acontecido o meu amor por você não mudou um só milímetro e que você foi à melhor escolha que eu fiz na minha vida. – ela deita a cabeça na mão dele e não sabe o que dizer. _ Quer dar um mergulho?
— Não, eu nem trouxe biquíni, quer dizer, eu nem tenho biquíni mais... — ela força um sorriso para ele e Vegeta segura sua cintura com mais força sentindo a pele dela quente.
— Eu até pensei em comprar uns, mas aí eu lembrei que você ia ficar pra cima e pra baixo de biquíni e não sei se eu gosto muito dessa ideia!
— Não ia ter ninguém aqui pra ver!
— Os peixes iriam ver! E as baleias e os golfinhos e às tartarugas... – brinca.
— Você é bobo Vegeta! — ela riu e foi o primeiro sorriso sincero que Vegeta viu nela desde o acidente.
— É melhor a gente entrar então, eu tenho certeza que você não passou protetor e já tá toda vermelha.
— Eu esqueci mesmo.
— É claro que esqueceu, depois a gente volta, vem vou fazer um almoço pra gente. — ele a segurou pela mão e a levou de volta pro chalé, teriam muito tempo para curtir aquele paraíso, todo aquele pedaço de praia seriam só deles pelos próximos dias. Assim que entram de volta no chalé Vegeta pergunta:
— Você quer tomar um banho enquanto eu faço um almoço pra gente? – pergunta vendo-a meio perdida na sala.
— Pode ser. Você não quer ajuda?
— Não, vou fazer alguma coisa rápida, vai lá inaugurar a banheira. – sorri e Bulma assente e vai para o quarto, entra no banheiro vendo a banheira branca de formato oval num canto e a colocou para encher, ficou sentada na borda pensando, sabia que Vegeta estava se esforçando para que a vida deles voltasse a ser o que era e no fundo era tudo o que ela queria, mas estava se sentindo quebrada demais e tinha medo de não conseguir se recuperar. Algo dentro dela gritava que ela precisava reagir, que não podia desistir que a vida não tinha acabado, que apesar de tudo Vegeta estava com ela, não tinha desistido dela, do amor deles, ele também sofreu, também foi prejudicado, mas estava ali passando por cima de tudo pra continuar e ela precisava fazer o mesmo.
A banheira estava quase cheia e colocou um pouco de sabonete líquido na água e um óleo com cheiro de erva doce que já estava lá, achou diferente, mas ao misturar com o sabonete criou espumas cheirosas. Tirou a roupa e entrou, ultimamente ela evitava se olhar no espelho para não ver as marcas em seu corpo, daquele acidente horrível que custou a vida do seu bebê, que ela não fazia ideia que estava dentro dela, ela nunca esteve sozinha naquele galpão como ela pensava seu filho estava com ela e era ele que estava lhe dando toda aquela força e coragem de não se deixar abater, de não desisti, ele merecia ter nascido. Chorou, com a mão sobre o ventre se ela tivesse imaginado que ele estava ali teria feito tudo diferente, mas do que adiantaria se lamentar agora? Dobrou os joelhos e os abraçou, deitando a cabeça sobre eles e ficou um bom tempo ali. Tentando achar um jeito de superar tudo aquilo.
...
Vegeta fazia um macarrão com massa fresca que era uma coisa mais rápida ele não dominava muito na cozinha, mas também não dava para morrer de fome. Colocava algumas folhas de manjericão no molho quando viu Bulma sair do corredor ajeitando um vestido de alça azul claro que estava bem abaixo dos seus joelhos, mas tinha achado ela linda.
— Você tá linda Bulma! – ele sorri meio bobo, se ela fizesse ideia de como estar com ela lhe fazia bem.
— Foi a Elita que me deu, mas tá muito grande ela é bem mais alta do que eu.
— Vou levar você na cidade amanhã pra fazer compras.
Bulma se aproxima e senta de frente para ele numa banqueta de frente para o balcão, o cheiro dela invade o ambiente e ele precisou se controlar para não largar aquelas panelas e tomá-la pelos braços, mas estava tentando ir com calma.
— O que tá fazendo? – ela pergunta.
— Eu tô fazendo um molho de macarrão com massa fresca.
— O cheiro tá muito bom!
— Eu acabei de bater um suco de abacaxi com hortelã, experimenta. — ele pegou na geladeira a jarra de suco colocando um pouco em um copo para ela, Bulma experimentou e sorriu.
— Tá muito bom, tá uma delícia.
— O que está achando do chalé? – pergunta enquanto mexia o molho.
— Eu gostei daqui é muito calmo não tem aquele barulho todo de carro passando para todo lado e pessoas gritando. – responde e vira o resto do suco na boca.
— A vantagem de passar uns dias num lugar como esse é justamente descansar de toda essa correria da cidade.
— Mas eu confesso que talvez não me acostumaria com tanto silêncio. — colocou os cotovelos no balcão vendo Vegeta espalhar o molho por cima da massa agora.
— Eu também não! — ele sorri pra ela. _ Vou arrumar a mesa pra gente almoçar ta?
— Deixa que eu faço isso. – diz e se levanta indo para o outro lado do balcão. _ Onde ficam os pratos?
— Nessa parte de cima do armário, e os talheres estão na gaveta do balcão.
Bulma vai pegando os pratos e talheres e arruma uma mesa pequena de quatro lugares que ficava ali num espaço entre a sala e a cozinha, não achou necessidade de usarem a sala de jantar onde tinha uma mesa grande de 12 lugares. Quando arrumou tudo viu Vegeta levar uma travessa com o macarrão que cheirava muito bem, mas estava sem apetite algum, mas faria um esforço para comer e não fazer desfeita a ele.
Os dois almoçam e depois Vegeta chama Bulma para dar uma volta na praia novamente, ela vestiu novamente o short e uma camiseta e lembrou de passar protetor no corpo todo. Vegeta já a esperava lá fora só de bermuda exibindo a tatuagem com o rosto dela e ela ainda não acreditava que ele tinha feito aquilo. Levou uma toalha e estendeu na areia ficou sentada aproveitando o sol e Vegeta foi dar um mergulho só de bermuda, ficou sentada vendo ele de longe nadando contra as ondas às vezes via a cabeça dele bem longe e depois voltava de novo. Uns minutos depois o viu saindo da água passando a mão pelo cabelo o corpo moreno brilhava com o sol que batia nele, olhava para ele e não queria mais se lembrar do tanto que sofreu achando que ele não estava mais ali, tremia só de pensar que poderia está realmente sozinha agora.
Vegeta chegou perto dela abrindo aquele sorriso que desmanchava seu coração ele ficava ainda mais bonito sorrindo.
— Vem dar um mergulho, a água tá uma delícia.
— Ah não, eu quero ficar aqui mesmo.
— Mas nem pensar dona Bulma! — ele diz a puxando pelo braço e a pegando no colo a fazendo sorrir.
— Para Vegeta! Me põe no chão!
— Vou te colocar dentro da água!
— Isso é maldade eu não queria me molhar! — ele sorriu pra garota que estava com o corpo quente e entrou com ela na água, quando a água já estava batendo em sua cintura colocou Bulma no chão uma onda bate e ela o segura pelos braços dá um mergulho e volta para ele, à água estava gelada, mas foi se aquecendo aos poucos e Vegeta tinha razão estava uma delícia.
Uma onda mais alta bateu a jogando para frente e ela segura Vegeta pelos braços enquanto sorria, ver ela sorrir era tudo o Vegeta queria solta os cabelos dela que estavam presos em um coque alto gostava quando os fios azuis cobria-lhe o pescoço e o busto e como eles se mexiam movidos pelo vento, acariciou o rosto vermelho e aqueles olhos azuis que tanto amava, as ondas borbulhantes batiam neles, mas nada seria capaz de derrubá-los, não mais. Bulma umedeceu os lábios que estavam secos vendo os olhos penetrantes de Vegeta sobre ela, ele levou uma das mãos por dentro dos cabelos dela e segurou delicadamente sua nuca, Bulma o abraçou pela cintura levantando a cabeça para que ele lhe beijasse queria mais do que tudo sentir o gosto dos lábios dele, se sentir viva de novo e que ele realmente estava ali. Vegeta olhou para os lábios rosados e não resistiu a segurou com mais força contra seu corpo e a beijou de forma delicada no começo, fincou os pés no chão e beijou sua garota como se fosse à primeira vez saboreando os lábios salgados pela água. Uma outra onda os joga para frente e Vegeta se segura ainda mais nela sem deixar de beijá-la, Bulma aproveitou a outra onda que os afastou e se soltou de Vegeta se afastou mais dele e jogou água nele e correu fazendo Vegeta ir atrás dela mergulhou e começou a nadar Vegeta a alcança e coloca as mãos no ombro dele e o empurra para baixo ele a pega pelas pernas e a derruba ela grita e Vegeta nada para longe e escuta ela xingando, mas sabia que ela estava se divertindo, era o que ele queria. Sabia que Bulma nadava bem, mas ficou perto dela o tempo todo, pois ela ainda não tinha se recuperado ainda 100% do acidente e tinha medo dela perder as forças nos braços para nadar então ficava sempre por perto e ela também não ia muito para o fundo.
Brincaram na água por alguns minutos e depois saíram o sol daquele horário era muito quente. Voltaram pro chalé e foram se lavar na água doce para tirar o sal do corpo, Bulma foi primeiro e Vegeta esperando ela terminar ele já tinha percebido que desde que saiu do hospital Bulma estava evitando ficar nua na frente dele e sabia que ela estava com vergonha das marcas do acidente que tinha ficado em seu corpo ele não se importava com isso, mas queria deixar ela à vontade não queria lhe pressionar de alguma forma, apesar de estar morrendo de saudades dela queria deixar as coisas agirem naturalmente. Ela saiu do banheiro enrolada na toalha e ele entrou se lavou por uns minutos tirando o sal do corpo e voltou para o quarto viu Bulma de frente para um espelho grande de moldura preta que tinha perto da janela, ela já tinha se vestido e penteava os cabelos. Viu que ela tirava o curativo da testa e do pescoço e olhava para as marcas dos pontos que levou ali fazendo careta e se aproximou.
— Será que vai ficar uma cicatriz? — ela pergunta vendo-o se aproximar através do espelho.
— Se ficar você pode cortar aquela franja de novo aí dá para disfarçar. – ele sugere.
— é mesmo... — ele pega a escova da mão dela e começa a pentear seus cabelos devagar abre o cabelo dela no lado direito da cabeça e olha o corte mais grave que ela sofreu ela tinha levado quase 10 pontos ali e o cabelo em volta onde os médicos rasparam ainda não tinha começado a crescer.
— Tá muito feio? — ela pergunta vendo que ele olhava sua cabeça.
— Não, os pontos estão bem sequinhos. Ainda dói?
— Um pouco...
— Logo, logo essas marcas vão desaparecer.
— Você devia ter desistido de mim... — Bulma sibilou entre os dentes e faz Vegeta parar de pentear seus cabelos.
— O que disse Bulma? – ela o olha através do espelho e repete.
— Você deveria ter desistido de mim Vegeta.
— E por que acha que eu faria isso?
— Por que você sempre teve razão, sobre tudo e eu não ouvi você, eu nunca escuto você...
Vegeta a vira pelos braços para poder olhar pra ela.
— Eu não quero mais ouvir você falar isso, nunca mais!
— Mas é verdade, tudo aquilo aconteceu por minha causa porque eu não ouvi você, porque eu não acreditei em você por isso eu perdi nosso bebê por isso todas aquelas coisas aconteceram... Eu não sou mulher pra você Vegeta!
— Para de falar isso agora! Eu não admito que você fale assim! – ele a segura pelos ombros e olha bem dentro dos olhos dela. _ Eu nunca desistiria de você, você é a mulher mais incrível que eu conheço com um coração gigante incapaz de ver maldade porque aprendeu que todo mundo merece um voto de confiança, a mulher mais generosa, mais amiga e mais honesta que conheci e foi por isso que eu me apaixonei por você e eu não mudaria você por nada nesse mundo!
— Você devia ter raiva de mim... — os olhos dela se encheram de água e seus olhos não suportaram o peso.
— Eu nunca teria raiva de você Bulma! Eu te amo meu amor você é tudo na minha vida todos nós temos culpa do que aconteceu e se quer culpar alguém culpe a mim, eu tinha as provas contra aquele cara na minha mão o tempo inteiro e não entreguei, eu devia ter denunciado ele quando tive a chance à culpa é minha, se eu tivesse o entregado antes ele teria sido preso e nada daquilo teria acontecido se quer culpar alguém culpe a mim!
— Eu não vou culpar você.
— E nem a você, eu não vou admitir!
— Mesmo eu sendo imatura e burra?
— Você é meu amor e vamos passar por tudo isso juntos como a família que sempre fomos. Nossa vida nunca foi fácil sabe disso, mas sempre tivemos um ao outro, sempre estivemos juntos e isso não vai mudar agora. _ Bulma olha para ele vendo os olhos do homem cheios de lágrimas. _ Eu só preciso que você me ajude nessa porque eu não consigo sozinho.
Bulma o abraça pela cintura, ele tinha razão tinha que reagir, não tinha mais nada o que fazer, não poderia voltar no tempo e mudar o que aconteceu erros foram cometidos dos dois lados da história e eles serviam para se aprender com eles e não deixar que eles acabassem com sua vida (...)
***
A noite caiu rápido e junto com ela a temperatura Vegeta tinha se esquecido de como a temperatura daquele lugar oscilava, durante o dia fazia muito calor, mas a noite a temperatura caia e fazia bastante frio. Ele acendeu a lareira e fez um chocolate quente Bulma ficou sentada no sofá assistindo um programa na TV e ele ficou na cozinha cortando uns legumes para fazer uma sopa aquele tempo frio pedia e a receita estava dentro dos seus dotes culinários. Tinha deixado o seu celular com Bulma para ela falar com os amigos, mas a garota nem tinha tocado nele.
Estava no balcão terminando de cortar os legumes enquanto a água fervia, tomava uma cerveja direto da garrafa, viu que a água começava a borbulhar e colocou os legumes cortados dentro da panela, colocou um pouco de sal e mexeu, tapou a panela e deixou cozinhar em fogo baixo, olhou para Bulma sentada no tapete com a xícara de chocolate na mão, iria falar com ela, mas antes passou no quarto para pegar uma coisa que queria mostrar a ela. Pegou o que queria dentro da bolsa e voltou para a sala, se aproximou dela e ajoelhou no tapete ficando de frente pra garota que abraçava os joelhos.
— Tá tudo bem? – pergunta.
— Tá! Aqui faz bastante frio à noite né? – ela disfarça que estava pensando, pois sabia que ele não iria gostar.
— Faz mesmo, a temperatura cai bastante à noite. Quer que eu pegue um cobertor pra você?
— Não, eu vou sentar ali mais perto da lareira.
— Tá bom. Eu quero te mostrar uma coisa. — diz e Bulma vê ele abrindo um saquinho de pano cinza e tirou a arma dourada lá de dentro a arma que era da sua mãe.
— A arma da minha mãe! Como conseguiu? – ela o olha surpresa, não imaginava ver aquela arma de novo.
— Eu pedi pro Raditz pegar ela para mim ela estava no arquivo de provas e ele pegou ninguém vai sentir falta dela.
— Eu achei que nunca mais fosse ver essa arma... – pega o objeto das mãos dele, estava feliz em tê-la de novo.
— O que aconteceu Bulma, naquele dia, porque você atirou nele? – pergunta, já tinha ouvido ela contar a história diversas vezes pra polícia, mas nunca tinha perguntado assim diretamente. Ela morde os lábios e responde.
— Porque eu achei que você tava morto... Ele fez questão de jogar na minha cara que tinha matado você e eu fiquei com tanta raiva... Fiquei com medo... eu achei que estava sozinha... – faz uma pausa e Vegeta segura em sua mão. _ Eu queria me vingar dele, eu... eu já não pensava em mais nada eu só... eu queria matar ele pelo o que ele fez com você, mas não deu muito certo aquele Zarbon me impediu, e o Freeza ficou rindo de mim duvidando de que eu teria coragem e eu atirei na coxa dele pra mostrar que eu tinha coragem sim!
— Você se arriscou demais amor, eu não gosto de pensar no que aquele maldito poderia ter feito com você. – Vegeta coloca alguns fios de cabelo dela atrás da orelha e sente um nó na garganta.
— Naquele momento eu não me importava, eu não ligava se eles fossem me matar... Eu não conseguiria viver num mundo em que você não estivesse...
— Não diz isso meu amor, eu estava vivo, estava procurando você e eu não iria desistir de te encontrar! – ele segura a cada lado de seu rosto e a olha.
— Mas eu não sabia, eu achei que você estava morto!
— Ninguém vai me tirar de perto de você Bulma, ninguém! E eu já posso me considerar imortal tentaram me matar três vezes e, no entanto, estou bem aqui!
Bulma sorri.
— Você se dá conta de que foi a sua coragem que me fez chegar até você Bulma? Se você não destrava aquela arma e não atira naquele miserável o rastreador dela não teria se ativado e eu nunca teria encontrado você, se você não tivesse feito aquilo aquele maldito teria tirado você do país com o filho dele e eu talvez nunca encontraria você, foi a sua coragem que me fez te encontrar sem saber que estava com nosso bebê aí dentro, você se arriscou para não deixar que eles levassem você tem ideia de que se não tivesse feito nada daquilo a essa hora o Freeza e o filho dele estariam bem longe e continuariam com as maldades deles e que você poderia ser refém deles para sempre? E o nosso bebê também?
— Você só tá dizendo isso pra me animar...
— Mas é claro que não, eu tô dizendo a verdade, você é a garota mais corajosa do mundo inteiro... — Ele cola sua testa na dela e Bulma sorri para ele, era incrível como Vegeta lhe fazia sentir bem, que ele não desistia dela e que estava sempre dizendo palavras de ânimo. _ Sei que nosso bebê pagou pelo o que aconteceu, e eu também estou triste, eu também o queria e teria sido o homem mais feliz do mundo. Sabe que sempre fui avesso a ter uma família, mas com você eu queria tudo Bulma, mas não podemos mudar o que aconteceu e não podemos nos lamentar agora. Tudo acontece por uma razão e ainda estamos aqui.
Ela o olha apertando os lábios e o abraça forte.
— Como sempre você tem razão, não é?
— Alguém tem que ter meu anjo. – retribui o abraço dela e a coloca sentada em seu colo.
— Eu te amo Vegeta!
— Eu te amo mais, minha Bulma!
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