Código de conduta 2

47 Não me diga adeus!


Notas iniciais
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Bulma soluçava tanto que tremia seu corpo parecia que iria se desmontar a qualquer momento. Seu celular começou a tocar novamente e viu que era ele... Freeza. Atendeu. Ouviu a respiração do homem do outro lado e logo a voz dele.

— Oi Bulma eu acabei de ficar sabendo do que aconteceu que coisa horrível! — Freeza disse de forma cínica do outro lado.

— Foi você! – o coração dela estava aos pulos.

— Eu disse pra você não brincar comigo Bulma, eu disse o que iria acontecer.

— Você mandou matar o Vegeta seu monstro! – soluçou mais forte.

— Mas ele foi salvo pela policial bonitinha, ela tem muitos reflexos. Eu não queria ter feito isso Bulma, mas você precisava entender que eu não estou pra brincadeira e da próxima vez não vai ter policial nenhuma para salvar seu amado.

— Por favor... Não faz nada com ele...

— Isso só vai depender de você!

— Eu faço o que você quiser, só não machuca ele. – ela cede estava com medo.

— Daqui a 30 minutos vai ter um carro do outro lado da sua rua e você tem exatamente 30 minutos para sair dessa casa e entrar dentro dele caso contrário os meus homens vão fazer uma visita naquele hospital e vão terminar o serviço e não só com seu namorado eles também vão atirar em algumas pessoas lá dentro para não parecer tão pessoal inclusive no seu amigo Raditz, você não vai arriscar tantas vidas inocentes não é Bulma? – Bulma coloca a mão na boca, seu corpo treme, que loucura era aquela? _ Estou te esperando Bulma!

Freeza desliga e Bulma limpa o rosto tentando não chorar mais, tentando pensar, não queria mesmo ter que fazer aquilo não queria deixar Vegeta, mas essa era a única alternativa que tinha para protegê-lo. Freeza não estava brincando e por mais que não gostasse muito de Mai se não fosse por ela Vegeta poderia estar morto agora e não queria pensar isso, não queria mais arriscar a vida dele se ela tinha que se sacrificar ela iria, não sabia como iria ser agora e estava com medo não queria ter que fazer isso, mas também não poderia ir embora sem dizer nada pra ele tinha que de alguma forma se despedir. Ela o amava demais e só de pensar no que iria fazer seu peito doía. Respirou fundo tentando acalmar a vontade que tinha de se jogar naquele sofá e chorar até não ter mais lágrimas, ligou para ele e no segundo toque ele atendeu.

— Bulma tá tudo bem?

— Oi Vegeta... – ela aperta os olhos. _ Eu só estou ligando pra saber como a Mai está.

— Ela está na sala de cirurgia, os médicos removeram as balas, mas estão tendo dificuldades para conter a hemorragia.

— E quando você volta? – Bulma soluça não estava conseguindo segurar as lágrimas estava sendo muito difícil fazer aquilo.

— Só vou esperar mais notícias e volto, não sei quanto tempo vai demorar.

— Vegeta... Me desculpa... – ela soluça e chora, seu coração estava despedaçado, ele nunca a perdoaria pelo o que iria fazer e mais sentia mais medo por ele talvez nunca descobrir o porquê de ela ter feito.

— Depois a gente conversa sobre isso Bulma...

— Me deixa falar... Me desculpa, por tudo..., mas eu te amo. – soluça. _ Eu te amo demais, você é a pessoa mais importante pra mim não se esqueça disso...

— Porque está me falando isso Bulma? – Vegeta pergunta confuso, percebeu que ela estava chorando no telefone.

— Eu só quero que você saiba... Que você nunca duvide disso.

— Assim que eu puder eu vou pra casa Bulma e a gente conversa.

— Tá bom... – ela responde e chora mais, pois sabia que não estaria mais lá quando ele voltasse.

Vegeta desligou a ligação cismado estranhou a atitude de Bulma tinha alguma coisa acontecendo...

...

Bulma desligou a ligação, mas continuou apertando o telefone no peito, seu coração estava acelerado suspirou fundo não queria mais chorar ela queria agir não tinha mais para onde correr. Levantou-se e foi para o quarto pegou uma mochila rosa de costas e colocou algumas roupas dentro e alguns produtos de higiene, seu coração estava aos pulos, não sabia como teria coragem de sair daquela casa, de deixar Vegeta daquele jeito. Abriu a gaveta e pegou uma foto sua com Vegeta, que ela sempre guardava ali era uma que eles tiraram no Havaí no ano passado e era sua foto preferida, eles estavam tão felizes naquele dia... Olhou pra ele na foto e chorou ele não iria perdoá-la por fazer aquilo e ele não iria entender o porquê.

Saiu do quarto e entrou no dele o cheiro dele estava em todo canto, olhou pra cama onde dormiu com ele tantas vezes, sentiu um nó na garganta terrível e preferia morrer a fazer aquilo. Deu uma volta pelo quarto e parou na parede próximo da porta olhou para um quadro grande de vidro onde estava expostos alguns certificados de Vegeta, parou de chorar, se aproximou do quadro o tirando com cuidado do prego que o sustentava o que lhe interessava estava atrás do quadro, um pequeno cofre digital com uma combinação de 4 dígitos e ela sabia qual era a senha, era seu ano de nascimento. Digitou 2003 e o pequeno LED ficou verde mostrando que já estava aberto, abriu a pequena porta e o que queria já estava bem à vista. Em meio a alguns documentos e um pouco de dinheiro estava uma maleta pequena na cor coyote, a maleta onde estava guardada a arma que era da sua mãe e que Vegeta havia lhe dado meses antes. Era aquilo o que queria. Pegou a maleta e trancou novamente o cofre colocando o quadro no lugar. Levou a maleta até a cama e a abriu vislumbrando a pistola dourada de modelo exclusivo a pegou com as mãos trêmulas e leu o nome de sua mãe gravado um pouco abaixo do cabo. Olhava para a arma e era capaz de ver seu próprio reflexo nela naquele momento precisava ser forte, precisava deixar de ser uma garota e se tornar uma mulher Vegeta já tinha feito tanta coisa para protegê-la e agora era sua vez de retribuir.

Guardou a arma dentro da bolsa e pegou da maleta apenas as balas e os cartuchos reservas e guardou tudo no fundo da bolsa. Respirou fundo antes de sair do quarto fazia uma prece silenciosa para a mãe, para que ela lhe desse forças. Andava a passos lentos pelo corredor, não queria sair dali, e estava sofrendo, aquela era a coisa mais difícil que teria que fazer. Chegou à sala e quando estava se aproximando da porta viu ela se abrindo, arregalou os olhos ao ver Vegeta entrando, o homem olhou pra garota em pé perto da porta com uma mochila nas costas e olhando pra ele com os olhos arregalados.

—Pra onde você vai Bulma?

...

Vegeta ainda olhava pra Bulma em pé naquela sala olhando pra ele com os olhos arregalados e estava pálida. Entrou e fechou a porta atrás de si vendo que ela nem se mexia.

— Responde Bulma, pra onde você vai? – ela olhava pra ele com o coração aos pulos, ele não deveria estar ali. _ O gato comeu sua língua Bulma? Pra onde você vai? – ele grita impaciente em entender.

— Por favor, Vegeta... Não faz nenhuma pergunta...

— Como não? Eu falei pra você não sair de casa. E você tá aí com essa mochila nas costas.

— Eu preciso sair. – ela soluça, temendo perder a coragem que juntou até ali.

— Não, você não vai, não é seguro, eu falei isso pra você.

— Eu preciso ir Vegeta... Por favor... Sai da frente... – ela soluça tanto que quase sua voz não sai. Vegeta a olha agora vendo que ela estava nervosa o peito dela subia e descia.

— Você tá indo embora Bulma? – ele pergunta ligando os pontos temendo a resposta dela. Mas ao ver a cara de pânico dela olhando pra ele nem precisou que ela dissesse, outra pergunta se formulou em sua cabeça e sentiu um nó na garganta ao fazê-la. _ Você tá indo embora pra ficar com ele Bulma?

Bulma não tem coragem de olhar pra ele agora, vira o rosto e sente um nó na garganta e tentava a todo custo segurar o choro.

— RESPONDE! – Vegeta grita.

— Sim! – Bulma responde sem olhar pra ele, não conseguia olhar, mentiu com o peito despedaçado, aquele era o único jeito dele lhe deixar sair, não poderia dizer a verdade por mais que isso doesse tanto.

— Foi por causa dele que você queimou aquele dossiê Bulma? – ele pergunta com dor, seu peito estava apertado e suas mãos começaram a tremer.

— Sim! – ela fecha os olhos sentindo as lágrimas que não conseguia segurar descendo pelo seu rosto.

— Porque Bulma?

— Porque eu o amo! – diz e aquela frase queimou a sua garganta, arrisca olhar pra ele e o vê com lágrimas nos olhos olhando pra ela completamente confuso estava doendo muito dizer aquilo e ele não poderia imaginar o esforço absurdo que ela estava fazendo para não desabar e dizer que era tudo mentira. Vegeta avança sobre ela segura a garota pelos braços a colocando contra a parede não consegui acreditar.

— Você tá mentindo pra mim Bulma!

— Não! — ela diz e vacila.

— Eu não acredito em você! – ele a sacode e Bulma tenta segurar as lágrimas. _ Me diz a verdade porque você tá fazendo isso?

— Por favor, Vegeta, fica longe de mim...

— Eu não acredito em você!

— Eu quero ficar com ele!

— Não! — ele grita a sacudindo e Bulma chora com um nó na garganta vendo as lágrimas escorrendo do rosto dele.

— Você me ama, eu sei.

— Mas eu também amo ele! – mente, precisava que ele lhe deixasse sair e achava que magoá-lo seria o único jeito dele não ia atrás dela.

— Eu não vou deixar você ir...

— Por favor... Você tem que ficar longe de mim... – chora com mais força e vê-lo assim estava doendo demais.

— Eu te amo Bulma...

— Você nunca me entendeu Vegeta... Sempre me via como uma criança, uma adolescente ingênua e imatura você nunca me levou a sério de verdade.

— Não é verdade...

— É sim... você sempre achou que eu precisava de você pra tudo, que eu não conseguia fazer as coisas por mim mesma, você passou todos esses anos controlando a minha vida me dizendo que eu deveria fazer. — ela disse, mas nada daquilo era verdade sentia seu peito doer preferia que lhe cortassem uma perna ou um braço a ter que dizer aquelas coisas pra ele.

— Porque você tá fazendo isso comigo? – ele aperta os olhos sentindo seu coração acelerado demais.

— Porque eu quero ser livre e você não me deixa ser!

Vegeta tira as mãos dela e se afasta.

— Você sempre teve razão, tudo isso foi capricho meu... Eu, eu... Tenho a vida pela frente, quero curtir, sair sem ficar preocupada que a qualquer momento você vai sacar sua arma e o distintivo e prender alguém!

— Bulma você não pode tá falando sério?

— Pois eu tô! – mente.

— E é com aquele moleque que você vai achar tudo isso?

— Sim!

— Você tá mentindo, eu vejo que tá, você não consegue mentir pra mim Bulma!

— Eu não tô mentindo! Eu não posso mais brincar de casinha com você, já deu!

— Bu... Bulma!...

— Me desculpa Vegeta, você tinha razão sobre a gente... Isso foi um erro! Me perdoa Vegeta! – aproveitou que ele estava em choque e passou correndo por ele, abriu a porta aflita e correu para fora, não pensava, não queria se pensar, pois se fizesse isso voltaria para dentro daquela casa e diria a ele que era tudo mentira. Viu uma Kombi branca do outro lado da rua e viu quando a porta dela se abriu, sabia que era sua carona e não poderia mais voltar atrás, tinha que ir até o fim. Saiu de casa e viu Vegeta pela janela na mesma posição.

— Por favor, Vegeta, não acredite em mim...

Vegeta não conseguia entender, algo estava errado e não poderia deixa-la ir embora assim, correu atrás dela e chegou a tempo de vê-la entrando em uma Kombi branca.

— BULMA!!! – grita correndo atrás da Kombi que arrastou os pneus pela rua em alta velocidade, mas Vegeta não parou continuou correndo o mais rápido que conseguia enquanto gritava o nome dela pela rua.

— BULMA!!! BULMA!!!

Bulma olhou para o vidro traseiro da Kombi e viu Vegeta correndo atrás dela, colocou a mão no vidro e chorou copiosamente seu coração sangrava de dor por fazê-lo sofrer assim era capaz de ouvir ele gritando seu nome e tinha tanto medo que aquela fosse a última vez que o veria...

A Kombi já ia longe e Vegeta não conseguiu alcança-la parou no meio da rua e colocou as mãos nos joelhos, recebeu a buzina enfurecida de um carro que precisava seguir viagem e ele estava no meio da via. Foi para o acostamento e tentou pensar, passou a mão pelo cabelo enquanto respirava não estava conseguindo acreditar no que acabou de acontecer, Bulma tinha ido embora? Para ficar com Samuel? Não estava fazendo sentido.

...

Bulma vê que Vegeta tinha ficado longe, que ele não conseguia alcança-la, aquele era o fim. Olhou para frente, mas fechou a cara ao ver Samuel saindo do banco da frente e passando para o lado dela.

— Você! – ela olha pra ele com raiva.

— Me desculpa Bulma, eu juro que não queria que fosse assim.

— Me ajuda Sam, por favor. – suplica.

— Eu não posso, eu te amo Bulma, e tudo que eu quero é poder ficar com você.

— Mas eu não amo você!

— Você vai ter tempo pra me amar, você só precisava tirar ele da sua vida pra perceber que seu amor por ele nunca foi real. – Sam dizia abrindo uma garrafinha pequena que continha um líquido de cheiro muito forte e despejou o conteúdo da garrafa em um lenço branco. _ Eu sei que está com raiva agora, mas você vai entender, eu nunca quis te fazer mal você é a melhor pessoa que eu já conheci e ele não merece você. –diz e puxa Bulma pelo braço colocando o lenço úmido no nariz dela, a garota se debate tentando se soltar, o cheiro do líquido era muito forte entrava em seu nariz e fazia sua cabeça doer, parou de se debater, pois não estava mais conseguindo se mexer sua consciência estava lhe abandonado, sua mente ficando cada vez mais distante e seus olhos não conseguiram mais ficar abertos.

Quando viu que Bulma tinha desmaiado Sam tirou o lenço do nariz dela e colocou a cabeça dela em seu ombro e tirou os fios de cabelos azuis do rosto. Ouviu o celular dela tocando sem parar no bolso de trás da calça da garota colocou a mão por baixo dela e pegou o aparelho que tocava e vibrava sem parar e viu o nome Vegeta no visor.

— Você nunca mais vai ver Bulma de novo Vegeta, nunca mais! – ele tira o celular dela da capinha rosa, abre a tampa traseira arrancando com tudo o chip do aparelho o jogando com celular e tudo pela janela da Kombi, voltou a abraçar a garota deitando sua cabeça na cabeça dela.

...

Vegeta não conseguia falar com Bulma e agora o celular dela só estava dando desligado estava aflito e ligou agora para Raditz no segundo toque o amigo atendeu.

— Oi Vegeta.

— Raditz eu preciso da sua ajuda! – Vegeta dispara.

— Ei o que foi Vegeta?

— Bulma foi embora, você precisa me ajudar encontrar ela.

— O QUÊ? – Raditz grita do outro lado sem entender nada. _ Como assim Bulma foi embora Vegeta?

— Ela foi embora Raditz que parte você não ouviu? – Vegeta estava muito nervoso e Raditz sentiu isso, relevou.

— Vegeta fica calmo, respira e me explica direito o que aconteceu senão eu não vou poder te ajudar.

Vegeta respirou, ou tentou.

— Eu cheguei em casa e ela estava saindo com uma bolsa nas costas me disse umas coisas que não fez sentido e saiu, entrou em uma Kombi e foi embora.

— Quando foi isso Vegeta?

— Agora, eu tentei vim atrás dela, mas não a alcancei.

— Onde você está?

— Estou na rua, estou voltando pra casa.

— Certo, vai pra casa e tenta achar uma pista, alguma coisa que possa indicar pra onde ela possa ter ido. Eu tô indo pra delegacia agora, os pais da Mai estão aqui no hospital e eu encontro você lá.

— Tudo bem.

— Fica calmo Vegeta, vamos descobrir o que aconteceu e vamos encontrar ela. Nos vemos daqui a pouco.

Vegeta volta pra casa completamente arrasado tentava entender na sua cabeça o que tinha acontecido tentava encontrar uma solução que explicasse Bulma ter feito aquilo e por mais que fosse difícil não queria acreditar nas palavras dela, não queria acreditar que ela tinha ido embora para ficar com o garoto, que ela tinha preferido trocar tudo o que eles tinham por causa dele, nada estava fazendo sentido. Ficou andando pela sala com as mãos na cabeça enquanto puxava o ar para os pulmões com força. Foi até o quarto dela procurar alguma pista, abriu o guarda-roupa e viu que ela não tinha levado praticamente nada apenas algumas peças de roupas, estava tudo ali, revirou o guarda roupa inteiro, gavetas, caixas, tudo, mas não encontrou nada, abriu a gaveta da cômoda e vasculhou tudo não encontrou nada de diferente, mas sentiu a falta de algo uma fotografia, era uma fotografia que eles tinham tirado no Havaí enquanto estavam de férias aquela foto sempre esteve ali naquela cômoda em cima de uma caixinha e a foto não estava lá imaginou que Bulma pudesse ter levado com ela e aquilo poderia significar que ela ainda o amava que nada daquilo era verdade. Abriu uma caixinha onde ela costumava guardar dinheiro e viu que o dinheiro que ela guardava estava todo ali achou estranho, ela saiu sem levar dinheiro nenhum? Correu para seu quarto para olhar o cofre e ver se ela tinha levado algo de lá, pois ela sempre teve a senha, quando entrou nem precisou abrir o cofre para saber o que ela tinha levado, a maleta dourada que guardava a arma que era da mãe estava vazia em cima da cama, Vegeta se apavora ao ver que estavam faltando a arma e os cartuchos, porque Bulma fugiria e levaria a arma?

...