Código de conduta 2

48 O desespero de Vegeta


Vegeta chega à delegacia aflito só queria descobrir onde Bulma estava aquele vazio que estava sentindo no peito começava a doer e queria sua menina de volta, não queria acreditar que nada daquilo fosse verdade olhou nos olhos dela e não viu verdade neles algo estava acontecendo com ela e precisava encontrá-la. Raditz já esperava por ele também preocupado e sem entender nada, assim que viu o amigo entrando foi ao seu encontro.

— Vegeta e aí? Encontrou alguma pista?

— Não, as coisas dela estão todas lá, ela não levou praticamente nada e nenhum dinheiro só levou uma arma.

— O quê? Como assim uma arma?

— A arma que era da mãe dela, que eu dei a ela, estava no cofre e ela levou. – responde passando a mão pelo cabelo.

— Mas por que diabos Bulma levaria uma arma? Eu não estou entendendo nada!

— E você acha que eu tô entendendo alguma coisa Raditz? Eu chego em casa e vejo Bulma na sala com uma bolsa nas costas e ela me diz um monte de coisas que não fazem sentido e vai embora do nada!

— O que foi que ela disse pra você?

— Disse que estava indo embora para ficar com o Samuel que gostava dele, mas é claro que isso é mentira! Eu olhei nos olhos dela tem alguma coisa errada!

Raditz passou a mão pela cabeça agora com um pensamento que Vegeta não gostaria de saber.

— Vegeta...

— Não! Não venha dizer isso pra mim! – ele sabe bem o que Raditz diria e começa a andar para o fundo da sala.

— Essa história tá estranha Vegeta e a gente tem que pensar em tudo...

— Não! Bulma não faria isso eu a conheço.

— Mas você mesmo disse que estava desconfiado dela com o garoto.

— Não, isso não é possível e eu não vou acreditar nisso tá acontecendo alguma coisa com ela e eu preciso encontrá-la, ela pode estar em perigo Raditz é a única coisa que eu consigo acreditar.

— Tá bom, você tem razão, vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para encontrá-la eu já falei com o Kuririn e ele está tentando achar a localização dela.

— Vamos lá!

Vegeta foi com Raditz até uma das mesas no fundo da sala onde Kuririn estava trabalhando, mexia simultaneamente em dois computadores tentando cruzar rotas e localização.

— Kuririn você achou alguma coisa? — Vegeta pergunta assim que viu o rapaz baixinho e careca.

— Infelizmente não Vegeta, já tentei de todo jeito localizar o telefone dela, mas a última localização do aparelho está na rua de vocês. – responde.

— Ela com certeza desligou o telefone. — Raditz deduz.

— Com certeza. Eu já tentei falar com ela um milhão de vezes e seu celular só está dando desligado.

— Vegeta ela por acaso não disse para onde iria? Ou deixou alguma pista? — o baixinho pergunta.

— Se ela tivesse deixado eu não estaria aqui olhando para sua cara! – Vegeta responde de mal humor, mas quem poderia culpá-lo.

— Kuririn releva ele tá nervoso.

— Tudo bem já estou acostumado. Vegeta você não conseguiu ver a placa da Kombi?

— Não, na hora eu fiquei tão nervoso que não prestei atenção. – responde se recriminando por ter sido descuidado.

— E ela por acaso não levou nenhum outro aparelho eletrônico que a gente possa localizar?

— A arma! – Vegeta lembra. _Bumba levou a arma que era da mãe dela, é um modelo exclusivo, uma Glock g19x que foi feita sobre encomenda eu me lembro que a Meirin encomendou aquela arma de um fabricante, enfim, é um modelo exclusivo e é equipada com um rastreador.

— Isso é muito bom! — Raditz comemora. _ Você consegue achar a localização dessa arma Kuririn?

— Se eu tiver o número de série consigo sim.

— Droga, mas eu não tenho esse número aqui. — Vegeta diz.

— Mas aqui na delegacia tem, se a Meirin usava a arma no trabalho ela tem que estar identificada nos arquivos e o número de série tem que estar nos arquivos dela também.

— É lógico, claro que está!

— Eu vou pedir pra Luiza procurar esse documento é ela quem organiza esses arquivos mais antigos, espera um pouco vou procurar por ela.

Raditz diz se animando e foi procurar pela agente administrativa que estava na mesa de sua outra colega batendo papo.

— Luisa eu preciso de um favor seu. – diz e a moça o olha.

— Claro, está tudo bem? Eu já ia te procurar para perguntar sobre a Mai, como ela está?

— Os médicos conseguiram conter a hemorragia, ela ainda está em observação, mas o estado dela ainda é grave. Deixei os pais dela lá no hospital.

— Meu Deus! Coitada, ela não merecia isso, eu vou lá ver como ela está depois do trabalho.

— Tudo bem, mas agora eu realmente preciso de um outro favor seu.

— Claro o que você precisar.

— Eu preciso que você encontre pra mim os arquivos da antiga delegada Meirin.

— A mãe da Bulma?

— Isso, eu sei que é você quem organiza esses arquivos antigos eu preciso que você traga pra mim a ficha dela de identificação.

— Claro, eu sei onde estão, fui eu mesma que separei esses arquivos outro dia lá no almoxarifado. – ela sorri.

— Ótimo, traga isso para mim agora é muito importante.

— Tudo bem, mas o que está acontecendo? Essa delegacia está uma zona desde que Mai levou um tiro.

— Eu te explico depois, faz isso pra mim por favor.

— Tá bom, eu vou procurar agora mesmo.

Luisa correu para o almoxarifado agradecendo por ela ser uma pessoa super organizada e está sempre mantendo os arquivos organizados, mesmo os arquivos antigos, não foi difícil encontrar o que Raditz queria a ficha de identificação da delegada Meirin onde continha todos os dados dela. Sorriu orgulhosa de si mesma ela deveria ser promovida, ninguém tinha mais cuidado com os arquivos do que ela.

Levou o papel até a mesa dos fundos onde Vegeta estava com Raditz não sabia o que estava acontecendo, mas imaginava ser algo sério, pois Vegeta estava mais nervoso do que de costume e nem o diabo ousaria olhar pra ele agora.

— Raditz tá aqui o que você me pediu.

— Ótimo Luisa obrigada. – Raditz sorriu para a moça que saiu, olhou a ficha e encontrou o que queria lá estava descrito na segunda página todo o armamento que a delegada usava na época e tinha o número de série da arma GLOCK G19X Gen5 9MM Dourada n° de serie 47197. _ Aqui Kuririn, tudo o que você precisa estar aqui.

O rapaz baixinho pegou a identificação digitando o mais rápido que conseguia no computador. Raditz olhava para Vegeta que parecia que iria ter um troço a qualquer momento, ele estava de braços cruzados e a respiração pesada percebia que ele carregava todo o ar para dentro dele não queria ver o amigo naquela situação e rezava de verdade para que tudo aquilo fosse tudo menos o que ele pensava, que Bulma realmente não tivesse feito aquilo porque quis Vegeta sofreria muito se aquela menina tivesse o deixado de propósito.

— Diz alguma coisa Kuririn! — Vegeta rosna ao ver os minutos passando e o rapaz quieto.

— Desculpe, mas eu não consegui achar a localização.

— Droga! — Vegeta chuta uma cadeira que vai parar longe.

— Mas por quê? – Raditz pergunta com medo que Vegeta quebrasse tudo ali.

— O rastreador da arma está desligado e não tem como eu achar uma localização.

— Faz sentindo, já tem muitos anos que essa arma não é usada. – Raditz concorda para desespero de Vegeta que agora voltou para perto deles.

— Então você quer me dizer que não consegue encontrar Bulma?

— Não, esse tipo de modelo rastreador é ativado quando a arma está destravada só assim para conseguir a localização dela.

— Então Bulma precisa usar a arma para gente achar a localização?

Raditz arregala os olhos e olha para Vegeta que colocou as mãos no quadril e levantou a cabeça puxando ar e ele sabia que o amigo estava surtando.

— Vegeta fica calmo, a gente vai conseguir encontrar ela.

— Como você quer que eu fique calmo Raditz?

Vegeta puxava o ar com força sentia seu coração se acelerando.

— Eu prometo pra você que vou fazer tudo que estiver ao meu alcance pra achar Bulma. — ele disse sincero colocando a mão no ombro do amigo sabia o quanto estava sendo difícil pra ele toda aquela situação e iria sim fazer de tudo para encontrá-la só temia que a garota não quisesse ser encontrada.

— Eu vou atrás daquele garoto, quero ver com meus próprios olhos se Bulma está com ele.

— Não, eu vou atrás do Samuel, nervoso do jeito que você está você vai fazer uma besteira se por acaso encontrá-lo, você vai pra casa da Chichi e tenta descobrir dela se por acaso de Bulma lhe disse alguma coisa. – Raditz ordena, sabia que precisava tomar o controle da situação, Vegeta não agiria como policial agora, estava com raiva, ferido, e não gostava de como ele se tornava quando estava assim.

— Eu quero ir atrás dele, eu quero ouvir ele dizer que está com ela, quero ficar cara a cara com aquele moleque e ouvir ele me dizer isso! – ele cerrava os punhos com raiva.

— Mas você não vai, desse jeito você não vai, deixa que eu resolvo isso, me deixa resolver isso pra você, você não ta bem Vegeta, não ta pensando, por favor me deixa resolver.

Vegeta olha pra Raditz e tornou a olhar pra cima de novo, mas sabia que o amigo tinha razão ele não tinha condições de fazer aquilo agora e não queria admitir que estava com medo de realmente encontrar Bulma com Samuel.

— Tá bom, mas vai me prometer que se descobrir alguma coisa vai me ligar na mesma hora!

— No mesmo minuto, não se preocupe, vai pra casa da Chichi e tenta descobrir alguma coisa. — disse ao amigo. _ Kuririn continua aí se conseguir qualquer coisa me avisa!

— Pode deixar, eu não vou tirar os olhos desse computador.

Raditz olha para Vegeta de novo.

— Vou colocar algumas viaturas pela cidade procurando na rodoviária, no aeroporto em todas as saídas, vou chamar o Goku e o Broly para irem comigo e vamos nos falando pelo rádio. – ele coloca a mão no ombro do amigo e foi chamar os dois policiais, Vegeta ainda continua na mesma posição tentando respirar.

***

Após pouco mais de uma hora de viagem Samuel chegou com Bulma em um galpão que ficava nos limites da cidade, ficava localizado dentro da mata. O galpão era enorme, uma antiga fábrica que foi desativada há muitos anos e que tinha túneis subterrâneos de difícil acesso, não tinha nenhuma identificação ficava dentro de uma mata fechada praticamente na saída de Oregon e era escondido pelas árvores e uma mata densa. Aquele galpão era de Freeza, foi adquirido por ele há uns anos e ele usava aquele lugar para armazenar armas, drogas e outros objetos e ao lado do galpão tinha um campo de pouso ilegal e ele fazia o transporte das suas cargas por um jatinho também sem nenhum tipo de identificação, tudo feito da forma mais ilegal possível.

O lugar é tão isolado da cidade que não tinha sinal de telefone celular e nem de internet era um lugar perfeito para quem quisesse esconder algo e no caso havia muita coisa escondida ali e era para aquele lugar que Samuel estava levando Bulma, iria escondê-la ali, mas aquele não seria o lugar definitivo Freeza já tinha um plano maquinado pela sua mente pérfida, não iriam manter a garota ali por muito tempo aquele era um esconderijo provisório para evitar que a garota mudasse de ideia e tentasse voltar ou avisar ao namorado, ela não teria como sair de lá.

A Kombi entrou no galpão e estacionou ao lado de outros veículos o lugar era cercado por seguranças de Freeza homens fortemente armados que eram autorizados a atirar em qualquer pessoa não autorizada que se aproximasse. Lá estava com bastante movimento agora, pois um caminhão entrava abarrotado de caixas com as mercadorias que seriam separadas e etiquetados por um outro pessoal e depois mandadas para o seu destino. Desde que Vegeta tinha invadido o porto há meses atrás Freeza não estava mais usando os contêineres para armazenar os materiais para evitar que o homem retornasse e tudo estava sendo guardado ali agora.

Samuel saiu da Kombi e pegou a garota que ainda estava desmaiada no colo entrou com ela para dentro e a colocou dentro de um quarto improvisado que tinha montado para ela lá dentro, era um quarto pequeno, tinha mandado tirar as caixas e limpar tudo e colocou uma cama de solteiro, comprou lençóis e travesseiros e montou um pequeno banheiro, tentou deixar tudo o mais confortável possível até que eles saíssem de lá para um lugar melhor. Colocou Bulma deitada na cama e tirou os sapatos dela, ficou olhando ela ali não conseguia se arrepender do que fez, sabia que ela iria odiá-lo, mas teria um tempo para que ela o conhecesse melhor e ela iria perceber que ele era um homem bom, que era o mesmo Samuel que ela conheceu. Alisou o rosto dela, ela era tão bonita a mulher mais bonita que ele já tinha conhecido. Olhou o pequeno frigobar que tinham colocado lá dentro e o abriu para ver se tinham colocado tudo que ele mandou lá dentro tinha água, suco e algumas frutas, deixou a bolsa dela junto da cama e saiu trancando a porta pelo lado de fora e foi procurar pelo pai, pois sabia que ele estava ali verificando suas mercadorias.

Encontrou Freeza no salão do galpão dando algumas ordens aos seus seguranças.

— Pai! — o chamou e Freeza dispensou os homens com um gesto de mão.

— Oi filho, como está nossa hóspede?

— Ela ainda está desmaiada. Por quanto tempo ela vai dormir?

— Por umas 2 horas no máximo, mas ela vai ficar bem.

— O senhor tem certeza que não tem nenhum perigo do policial encontrar ela aqui?

— Tenho, esse lugar é isolado, não tem endereço cadastrado em lugar nenhum há anos. Você se livrou do telefone dela?

— Sim, eu joguei fora.

— Vocês também não vão ficar muito tempo aqui, eu já acertei tudo, em dois dias você sai do país com ela quero fazer isso o quanto antes não é seguro ficarmos aqui por muito tempo.

— E o policial? Ele com certeza vai procurar por ela.

— Há essa hora todo mundo já deve estar sabendo que ela fugiu com você, meus homens foram bem eficientes quando invadiram o computador dela e mandaram uma mensagem a faculdade, sei que ele vai investigar o sumiço dela e terá uma surpresa.

— E se mesmo assim ele continuar procurando? Se não acreditar que ela está comigo de livre e espontânea vontade?

— Você não entendeu ainda Samuel? Deixei essas pistas para as outras pessoas acreditarem e não para o policial, eu só quero evitar que os amigos fiquem fuçando e procurando por ela, o policial não vai ter muito tempo de procurar por ela, vou tirar ele do meu caminho de uma vez por todas.

— O senhor vai matá-lo? – Sam pergunta e vê seu pai abrir um sorriso.

— Não com minhas próprias mãos, agora que ela está no nosso poder vou tirar ele do meu caminho não posso deixá-lo vivo, esse nunca foi o plano. – diz e tira um cigarro do bolso do paletó de grife. _ Ele sabe muito sobre mim e agora que ele imagina que ela está com você vai fazer de tudo para nos encontrar.

— E o que o senhor vai fazer?

— Não se preocupe, eu já cuidei de tudo, hoje à noite esse policial vai se encontrar com Deus, ou não! – ele torna rir e Samuel não discute e não diz mais nada sabia que aquele era o único jeito de ficar com Bulma, enquanto Vegeta estivesse vivo era um risco para ele e um risco dela mudar de ideia com ele morto tudo seria diferente ele a levaria para outro país e eles poderiam recomeçar juntos e ninguém os atrapalharia e ninguém a tiraria dele, ela não teria mais para quem voltar...

***

As horas se passaram rapidamente e Vegeta ainda não tinha nenhuma pista do paradeiro de Bulma, a garota tinha simplesmente desaparecido. Tinha ido à casa de Chichi, mas não foi uma boa ideia, a garota ficou muito nervosa quando ele contou o que aconteceu e Vegeta ficou preocupado pelo estado em que ela estava, Chichi lhe disse o que ele já sabia que Bulma não tinha lhe dito nada que indicasse o que ela iria fazer, só disse que notou a amiga muito estranha nos últimos dois dias e também afirmou que Bulma jamais fugiria com Sam, que ela jamais teve nenhum sentimento pelo garoto que nada daquilo era verdade que algo sério deveria estar acontecendo, pois um dia antes Bulma estava muito nervosa, mas colocava sua mão no fogo que aquilo era tudo mentira que Bulma não fugiria com ele e praticamente implorou para que Vegeta encontrasse a amiga.

Vegeta volta pra casa sentindo um aperto no peito, não estava com um bom pressentimento sentia que tinha uma coisa errada e estava com medo que Bulma estivesse em perigo, seu coração estava acelerado demais e chegava doer uma dor que jamais imaginou sentir. Quando entrou dentro de casa aquela dor aumentou em um nível que ele não iria conseguir suportar, encontrou a casa vazia, ela não estava em nenhum lugar, ela não estava na cozinha dançando e rebolando enquanto fazia o jantar deles como ele geralmente a encontrava naquele horário e não estava sentada no sofá debruçada com um monte de livros em volta, soluçou, aquilo não poderia estar acontecendo...

Passou a mão pelo cabelo e sentou no sofá colocando as mãos na cabeça e logo sentiu as lágrimas queimando seu rosto não conseguia tirar as palavras dela da sua cabeça o jeito que ela olhava para ele aquilo não foi real, por Deus, não poderia ser real ele só poderia estar em um pesadelo e quando abrisse os olhos tudo teria passado queria sua menina de volta porque não sabia viver sem ela, ele nunca foi preparado para viver sem ela, ninguém nunca ensinou a ele como viver sem ela...

Um desespero profundo tomou conta do seu corpo, uma agonia que não sabia de onde vinha, uma vontade de extravasar, de quebrar alguma coisa de sentir algo nem que fosse dor. Se levantou e arremessou a pequena mesa de vidro que ficava no meio do tapete na parede, foi em busca de outros objetos, pois não estava satisfeito quebrou alguns vasos na estante e deu socos na parede, gritava jogando os moveis para o alto, quebrou a mesinha que ficava ao lado da porta. Depois de extravasar colocou as mãos na parede e respirava fundo, estava ofegante, sabia que quebrar a casa não ia resolver nada, mas ele nunca soube controlar seus sentimentos ainda mais quando era em relação a ela. Voltou a dar socos nas paredes e só parou quando já não tinha mais forças, só parou quando quebrou cada osso de suas mãos, só parou quando o seu sangue se misturava aos escombros da parede. Com as mãos ensanguentadas e tremendo ele desabou no chão de joelhos, colocou as mãos na cabeça e chorou, como há muito tempo não tinha chorado, sentia uma dor, uma dor no peito quase insuportável e algo dentro dele queria acreditar que tudo aquilo era mentira, mas quando ligava todos os fatos... Sentou no chão e sentia os ossos da mão ardendo, mas sua mão não doía mais do que o seu coração, não sabia como seria sua vida sem ela...

***

Raditz foi à casa de Vegeta para poder falar com ele e sinceramente não sabia como iria dizer o que sabia, não queria ser ele a dizer aquilo. Viu que o carro de Vegeta já estava na garagem e que ele já estava em casa. Abriu o portão de grade e se aproximou da porta percebeu que a mesma estava entre aberta. Raditz entrou e a primeiro momento pensou que a casa tivesse sido invadida, todos os móveis estavam revirados com muitos vidros quebrados em todo canto, estava quase tirando a arma da cintura quando viu Vegeta sentado no chão encostado na parede e naquele momento entendeu o que tinha acontecido, o viu com as mãos sangrando sobre os joelhos e a cabeça encostada a parede.

— Vegeta o que você fez? – pergunta andando até ele e pisando nos cacos de vidro no caminho.

— Eu precisava quebrar alguma coisa... — o homem responde com as mãos penduradas sobre os joelhos e Raditz notou que os punhos dele estavam sangrando.

— Vegeta você está sangrando! — Raditz se aproxima dele preocupado e procura algum pano pra colocar nos pulsos dele.

— Isso nem dói...

— Vegeta você precisa reagir, eu tô preocupado com você!

— Você descobriu alguma coisa? – Vegeta o olha com os olhos vermelhos e corta o coração de Raditz.

— Foi isso que eu vim fazer aqui, eu descobri uma coisa e você não vai gostar.

— Então fala!

— Eu procurei o Samuel pela cidade toda e... Ele saiu da cidade hoje de manhã, praticamente na mesma hora em que Bulma saiu daqui e... — Raditz suspirou fundo para contar a outra parte. _ Ele avisou no condomínio que estava indo eu viajar com a namorada.

— Isso é mentira! — Vegeta se levanta.

— Não é só isso... A coordenadora também recebeu um e-mail da Bulma enviado hoje de manhã, onde ela diz que precisaria se ausentar por uns dias, pois faria uma viagem, eu conferi o IP, a mensagem saiu do notebook de Bulma.

— Não...

— Vegeta eu acho que temos que começar a pensar na possibilidade de Bulma ter fugido mesmo para ficar com ele.

— Não! Ela não faria isso! — ele grita incrédulo.

— Você não tem como saber Vegeta, você mesmo disse que ela estava estranha que achava que ela tinha destruído tudo por causa dele ela mesmo te confessou isso.

— Ela estava mentindo, eu vi nos olhos dela...

— Esse é o problema Vegeta, você sempre esteve cego em relação aquela menina você acha que conhece ela, mas você não conhece!

— Cala a boca Raditz! – ele olha o amigo com raiva agora.

— Me desculpa falar assim, mas talvez precisemos encarar os fatos, a verdade é que ela sempre aprontou e você nunca acreditou que ela fosse capaz, mas tudo leva a crer que ela foi mesmo embora com ele, ele avisou no condomínio, na faculdade em todo canto que estava indo viajar com ela!

— Cala sua boca! – Vegeta avança sobre Raditz segurando o homem pela gola da camisa e o empurrando contra parede.

— Eu não admito que você fale assim!

— Pode me bater Vegeta, se isso for te fazer ficar melhor pode me meter a porrada eu não ligo, mas você é meu amigo e está doendo em mim ver você assim.

— Você não entende Raditz... — Ele solta o homem. _ Eu não consigo acreditar, eu não posso acreditar.

— Eu sei que você está sofrendo e eu sinto muito, eu queria poder te ajudar, mas eu não sei mais o que fazer.

— Eu não sei viver sem ela Raditz...

— Mas se ela foi mesmo embora porque quis você vai ter que aprender Vegeta.

— O que foi que eu fiz pra ela fazer isso?

— Você não fez nada Vegeta, você só a amou demais. Olha, eu te prometi e eu vou cumprir eu vou continuar procurando por ela porque eu acho que tudo isso foi uma sacanagem demais, mas eu quero que você esteja preparado para tudo meu amigo porque pode ser que ela não queira ser encontrada.

Raditz vê Vegeta indo se sentar no sofá colocando as mãos na cabeça de novo.

— Vai cuidar desses punhos isso pode infeccionar, eu vou pro hospital agora ver como a Mai está e depois eu volto pra ver você.

— Tá...

— Você promete que vai ficar bem e que não vai quebrar mais nada?

— Prometo...

— Força meu amigo, eu volto assim que puder e te ajudo a arrumar tudo isso. — Raditz diz e Vegeta não responde vê que o amigo estava completamente perdido e não sabia como ele iria reagir se tudo aquilo fosse mesmo verdade...

...