Vegeta não conseguiu mais ficar em casa, ficar naquela casa vazia era uma tortura, o vazio que Bulma deixou na casa e no seu coração era difícil demais para ele suportar. Cada canto a lembrava, tudo tinha o cheiro dela e não conseguia ficar ali dentro, precisava sair, precisava tomar um ar, respirar e pensar, pois, estava surtando. Se sentia sufocado seu peito estava apertado e seu coração aos frangalhos. Olhou no relógio e eram quase 21:00 da noite, passou o dia procurando algum sinal de Bulma, mas a garota parecia ter evaporado. Vestiu uma jaqueta e saiu, não pegou o carro, queria caminhar, queria sentir aquele vento frio no rosto, começou a caminhar sem rumo pela rua, não tinha um destino certo para ir.

Caminhava pela rua com as mãos dentro do bolso da jaqueta só pensava em Bulma e em onde ela estaria agora, involuntariamente, pensar que ela poderia estar com Samuel, que poderia estar na cama com ele agora lhe deixou com ódio não queria ter que pensar nisso. Andou por algumas quadras, caminhou por uns 30 minutos ou mais até passar em frente a um bar karaokê que ficava no final daquela rodovia o lugar estava aberto e decidiu entrar queria beber algo que o fizesse esquecer aquele dia, que fizesse passar aquela dor que sentia no peito o que preenchesse aquele vazio. O lugar era calmo e tranquilo as paredes eram de um tom escuro e as mesas e cadeiras eram de madeira pintadas com um verniz avermelhado. Não tinha muitas pessoas àquela hora, tinha um palco no meio do bar onde uma moça cantava um karaokê em uma mão ela segurava o microfone e com a outra uma garrafa de cerveja e estava visivelmente bêbada. Um dos funcionários do bar estava embaixo do palco tentando convencê-la a descer.

Se aproximou do balcão e sentou, um outro funcionário limpava o balcão de mármore preto e perguntou:

— Boa noite senhor, vai querer alguma coisa?

— Um Johnnie Walker – pede.

— Red, Black ou Blue?

— Tanto faz!

— Como quiser.

O rapaz pegou um copo quadrado colocou uns cubos de gelo e serviu com uma dose generosa do whisky black, colocou o copo de frente pra Vegeta e quando estava saindo o homem pede.

— Deixa a garrafa!

O rapaz olha pra Vegeta meio sem graça.

— Senhor, nós só trabalhamos com doses.

Vegeta então puxa uma nota de $100 da carteira e bate na mesa.

— Deixa a garrafa!

O rapaz não discute pega a nota e coloca a garrafa no balcão que já estava pela metade, olha Vegeta mais uma voz e nota que o homem não parecia estar nada bem. Vegeta se debruça sobre o balcão balançando o gelo no copo e vira quase todo o whisky na boca e torna encher o corpo novamente, passou a mão pelo cabelo e suspirou fundo. Finalmente a moça tinha parado de cantar e o funcionário do bar segurou na mão dela a ajudando descer os três degraus que subiam até o palco e a colocou sentada de volta na mesa dela. Uma outra moça subiu para cantar agora, ela escolhe a música que queria em um monitor grande que estava preso em um suporte em cima do palco, escolheu a música que queria e deu play, um vídeo com a letra da música aparecia junto com a melodia da mesma e ela começou a cantar.

"Eu poderia ficar acordado

Só pra te ouvir respirar

Te ver sorrir enquanto dorme

Enquanto você está longe e sonhando..."

A música chama a atenção de Vegeta e ele olha para a mulher em cima do palco enquanto ela canta era aquela música, justo aquela música...

"Eu poderia passar a minha vida

Nesta doce rendição

Eu poderia ficar perdido neste momento pra sempre

Cada instante que passo com você

É um momento que eu valorizo..."

Era I Dont' wanna miss a thing – Aerosmith e era a música deles e aquilo só poderia ser brincadeira. Pegou o copo e a garrafa do balcão e foi se sentar na primeira mesa que ficava em frente ao palco para ouvir a mulher que cantava com a voz rouca.

" Eu não quero fechar meus olhos

Eu não quero adormecer

Porque eu sentiria sua falta, amor

E eu não quero perder nada..."

Aquela música mexia com Vegeta de uma forma intensa, não sabia explicar essa sensação, a primeira vez que a ouviu, ou que prestou atenção, estava com Bulma do lado e a letra parecia falar com eles, desde então sempre que a ouvia sentia seu coração disparar, pois era como se cantasse aquela letra pra ela. Queria que a sua menina estivesse ali estava sentindo tanta falta dela que doía jamais imaginou passar por isso, esse pesadelo sempre lhe assombrava e ouvir aquela música só lhe fazia lembrar dela, do sorriso dela, do jeito que ela olhava pra ele, do jeito que ela o abraçava à noite...

"Porque até mesmo quando eu sonho com você

O sonho mais doce não serviria

Eu ainda sentiria sua falta, amor

E eu não quero perder nada"

Virou mais um copo na boca e tornou enchê-lo novamente, e após mais algumas notas a moça parou de cantar e guardou o microfone fez menção de descer do palco quando escuta:

— Canta de novo! — Vegeta pede, a mulher olha para ele sem entender.

— Não entendi moço...

— Por favor, canta de novo. – torna pedir, precisava ouvir mais uma vez.

— É tem mais pessoas querendo cantar...

— Eu pago o que você quiser, só canta de novo!

— Tá bom...

A mulher deu de ombros e voltou a pegar o microfone de novo, procurou pela música e deu play voltando a cantar. Vegeta sentia seus olhos se enchendo de lágrimas com as imagens da garota que formava em sua mente. Porque ela fez aquilo com ele? Achava que o que eles tinham era forte e verdadeiro, que nada poderia separá-los, que nada poderia ficar no meio deles e de repente descobre que tudo aquilo era uma mentira. Por mais que não quisesse acreditar nas palavras dela não conseguia achar uma outra explicação devido à todos os acontecimentos, ele temeu que isso acontecesse que o amor dela por ele fosse um capricho, mas por um tempo não duvidou, mas agora não sabia mais o que pensar e não sabia como iria seguir em frente, pois não foi preparado para viver sem ela.

***

Desde que Sam deixou Bulma de volta no quarto a garota estava aflita, não conseguia dormir, rolava na cama e o sono não vinha, estava com um presentinho ruim e seu coração palpitava. Desde que soube que Zarbon era um traidor estava inquieta, sentia que algo ruim iria acontecer, sentia que Vegeta estava em perigo e não tinha nada que pudesse fazer para avisar a ele e aquela sensação era muito ruim, o peito apertado, as mãos suavam frio. Ficou andando pelo quarto olhando a lua pela pequena janela. Estava apreensiva, nervosa, não sabia como reverter essa situação, Freeza queria mandá-la para fora e ficaria ainda mais longe de Vegeta e o que faria? Não esperava por aquilo, mas tinha que pensar em alguma coisa, rezava no fundo da alma para que ele estivesse bem, para que aquela sensação ruim que estava sentindo não fosse nada acontecendo com ele...

***

Era um quase 03h00 horas da manhã quando homens se aproximaram da casa de Vegeta à surdina, eles desceram de um carro todo carro que ficou parado em frente à casa. Estavam de capuz no rosto e roupas pretas para não serem vistos por ninguém, olharam para todos os lados na rua para terem certeza de que não tinha ninguém por ali ou nenhum vizinho fora de casa, à rua estava um verdadeiro silêncio e só se ouvia o barulho dos grilos em algum lugar. Estavam em 3, se aproximaram da casa do policial e olharam por todos os lados perceberam que o carro do homem estava na garagem e notaram também que a luz da sala estava acesa. O homem que estava no portão de grade acenou para os companheiros e um deles abriu o porta-malas do carro onde tinham cinco galões de gasolina cheios, rapidamente eles pegaram a gasolina do carro tentando fazer o mínimo de barulho possível para não chamar atenção de nenhum vizinho, tinham sido muito bem instruídos e não poderiam errar. Perceberam que o portão de grade estava aberto e o empurraram tentando conter aquele ruído de portão de ferro se abrindo, o homem olhou para os companheiros fazendo um sinal com o dedo para que fizessem silêncio, conseguiu abrir o portão e foram entrando teriam que ser rápido ali, pois não sabiam exatamente onde Vegeta estaria dentro da casa.

Abriram os galões de gasolina e começou a jogar na porta da frente e nas janelas e depois foram para o fundo jogando gasolina também nos cantos da casa, na porta do fundo e na janela, ensoparam todas as entradas e saídas da casa com gasolina e como a casa era quase toda de madeira seria muito fácil o que iriam fazer agora.

Jogaram os galões no fundo e um dos homens acendeu um fósforo, jogou sobre a gasolina e o fogo se alastrou rapidamente seguindo a trilha que eles tinham feito. Um dos homens segurava três garrafas de coquetel molotov colocou fogo no pano embebido de álcool que pegou fogo rapidamente e jogou as garrafas por cima da casa, outra eles arremessaram pela janela da cozinha e a outra assim que saíram arremessou contra a janela da sala o fogo pegou na cortina que já começou a incendiar.

Assim que fizeram saíram de lá o mais rápido possível, pois logo a coisa ficaria feia. Entraram no carro e saíram o mais rápido que puderam dali antes que aparecesse alguém, o fogo se alastrava rapidamente lambendo com ódio as madeiras da casa e em poucos segundos as portas e as janelas estavam tomadas pelo fogo, a garrafa de coquetel molotov caiu dentro da sala e o fogo rapidamente foi se alastrando consumindo todos os objetos que tinha lá dentro e o outro estava na cozinha lambendo com fúria as paredes de madeira.

Em poucos minutos a casa estava completamente em chamas não dando chance de ninguém que estava lá dentro consegui sair...

***

Alguns vizinhos atraídos pelo fogo já estavam aglomerados na rua e olhavam assustados à casa do policial Vegeta ardendo em chamas furiosas. Foram acordados pela fumaça densa e escura que cobriu o céu, correram para a rua e se depararam com a tragédia acometida ali e não fizeram ideia do que pode ter acontecido. Estavam todos os aflitos, pois não sabiam se tinha alguém em casa e eles não conseguiram se aproximar para tentar ajudar, o fogo estava com muita força nas portas e janelas e não conseguiriam entrar. Viram que o carro do policial estava na garagem da casa, mas felizmente ele não tinha sido atingido pelas chamas ainda e o que mais preocupava a todos era isso se o fogo chegasse ao carro teria uma explosão absurda.

Já tinham ligado para o corpo de bombeiros e rezavam para que ele chegasse logo, gritaram protegendo os rostos ao ouvir uma explosão dentro da casa o que imaginaram ser o botijão de gás. Ouviram a sirene do corpo de bombeiros se aproximando do local e rapidamente os homens desceram cumprindo o seu dever retiraram as mangueiras do caminhão e acoplaram no hidrante mais próximo da rua, um dos bombeiros correu até a garagem da casa e conseguiu quebrar o vidro do carro com um pé de cabra e abriu a porta do carro de Vegeta por dentro o homem procurou rapidamente e por uma sorte grande do destino encontrou a chave reserva dentro do porta-luvas e tirou o carro da garagem antes que o fogo chegasse a ele e o estrago seria muito maior. Ligaram as mangueiras e fizeram as manobras necessárias para apagar o fogo que se alastrava com rapidez. Outros homens conversavam com os vizinhos para tentar saber deles alguma coisa se eles faziam ideia de como o fogo começou e quem morava naquela casa e se tinha alguém lá dentro, a última pergunta os vizinhos não souberam responder e eles tentavam a todo custo amenizar o fogo na entrada para poder entrar e tentar localizar alguém lá dentro tudo tinha que ser muito rápido o fogo já estava no teto fazendo as madeiras e vigas desabarem. Um dos vizinhos conhecia mais ou menos Vegeta e a garota que morava com ele ali tinha o telefone deles e também o telefone de Raditz, era um vizinho bem antigo, o homem resolveu ligar para o outro policial e contar o que estava acontecendo.

***

Raditz estava na casa de Elita, tinha aproveitado que os filhos dela tinham ido passar o final de semana com o pai e foi dormir com ela tinha tentado ficar ao lado do amigo aquela noite, mas Vegeta não quis queria ficar sozinho e não achou uma boa ideia deixá-lo eu sozinho numa situação dessas, sabia o quanto ele era tempestuoso, mas não teve jeito e foi tentar desanuviar a mente ao lado da namorada, pois ela lhe fazia se sentir muito bem. Estava dormindo com ela e estavam no décimo sono seu braço descansava confortavelmente na cintura dela e a mantinha bem perto no seu corpo, mas assustou com o toque incessante de seu aparelho ao lado da cama, seu celular não parava de tocar. Aborrecido tirou o braço da cintura da mulher.

— Mas que diabos esse telefone tá tocando uma hora dessa! — olhou o pequeno rádio relógio do lado da cama vendo que era 04h05min da manhã. O toque também acordou Elita.

— O que é isso?

— Volta dormir meu bem, eu vou desligar essa droga, quem é que liga para uma pessoa às 04h00min da manhã?

— Atende amor pode ser importante. — ela diz voltando a deitar a cabeça no travesseiro e Raditz acaba seguindo o conselho dela, se lembrou que era policial e poderia ser uma emergência. Resmungando que nunca tinha paz pegou o telefone não reconheceu o número de imediato, mas atendeu.

— Alô?... O QUÊ??? – Raditz grita completamente incrédulo com o que acabou de ouvir, Elita dá um pulo na cama olha pra ele de novo assustada.

— O que foi Raditz?

O homem levanta a mão pedindo para ela esperar um pouco enquanto terminava de ouvir.

— Como foi que isso aconteceu? — Ele pergunta já se levantando da cama. _ Tá bom... tá bom eu tô indo pra aí!

Desliga o telefone e começa a procurar pela calça completamente nervoso.

— Raditz me fala o que foi que aconteceu? – a mulher pergunta vendo ele feito louco rodando pelo quarto.

— À casa do Vegeta tá pegando fogo, eu tenho que ir para lá.

— O quê como assim? — Elita também se levanta.

— Foi o vizinho dele que acabou de ligar, disse que a casa está completamente tomada pelas chamas, mas os bombeiros já estão lá.

— Meu Deus! Que tragédia... E o Vegeta ele estava na casa?

— Eu não sei, eles não sabem dizer, os bombeiros ainda estão tentando entrar.

— Ai meu Deus! Eu vou com você.

Nisso os dois começaram a procurar as roupas se vestindo rapidamente, Raditz acabou vestido com a camisa do lado avesso e só se deu conta dentro do carro e Elita segurou o volante para ele consertar, estavam muito nervosos Raditz principalmente sabia que não deveria ter ido embora, que não deveria ter deixado Vegeta sozinho estava com medo e se o amigo estivesse dentro da casa? Meu Deus, não queria pensar nisso...

***

Quando Raditz se aproximou da rua já percebeu a grande movimentação de pessoas fora das casas tentando apurar o que aconteceu, tinha bombeiros em todos os lados com mangueiras com jatos de água potentes para apagar o fogo e evitar que outras casas fossem atingidas. Estacionou em frente à casa de Vegeta e quando desceu sentiu um nó na garganta a casa do amigo estava foi totalmente tomada pelas chamas e aparentemente não tinha sobrado nada. Os bombeiros ainda corriam de um lado a outro, já tinham conseguido conter boa parte das chamas e tinham conseguido entrar, Raditz pegou algumas informações com os bombeiros que estavam na frente e eles ainda não souberam responder se tinha alguém na casa, os companheiros estavam lá dentro, mas a todo o momento ouviam os barulhos das vigas e madeiras cedendo do teto.

Raditz colocou a mão na cabeça em total desespero tentando entender o que foi que aconteceu e o desespero ficava ainda maior quando ele olhava para o carro de Vegeta parado ali, pois era muito provável que o amigo estivesse dentro da casa e não tivesse conseguido sair por conta das chamas, não conseguia ficar ali só olhando, tentou entrar dentro da casa, o desespero tomou conta dele de tal forma que não pensava, foi impedido pelos bombeiros que não deixaram ele entrar eles tentava conversar com ele e acalmá-lo que ele tinha que ter fé e deixar que os bombeiros fizessem o trabalho deles, mas a verdade é que o homem estava começando a se sentir culpado, pois não deveria ter deixado Vegeta sozinho, deveria ter ficado lá mesmo quando o homem gritou com ele e o ameaçou, e agora não tinha nada que pudesse fazer teria que esperar.

Alguns minutos depois os dois bombeiros que tinham entrado na casa voltaram e estavam sozinhos. Raditz foi até eles apreensivo.

— E então, meu amigo estava lá dentro? – pergunta encarando bem os bombeiros.

— Não, a casa está vazia, não tem ninguém lá dentro.

Raditz soltou o ar que estava prendendo de alívio.

— Graças a Deus...

— Foi muita sorte, pois se tivesse ficado alguém lá dentro não teria sobrevivido as chamas atingiram a casa inteira muito rápido e não sobrou nada lá dentro. – o homem diz.

— E vocês acharam algo lá dentro que possa indicar o motivo desse incêndio assim?

— Dentro da casa não, mas encontramos alguns galões de gasolina e tinha três garrafas de coquetel molotov lá dentro.

— Puta merda! Alguém colocou fogo na casa do Vegeta. – Raditz concluiu alarmado.

— Somente uma perícia vai poder afirmar isso, mas diante das provas obviamente é um incêndio criminoso.

— Mas que merda! — Raditz passou a mão pela cabeça de novo estava cada vez mais confuso e as peças não estavam se encaixando, como aquele incêndio começou? Quem tinha feito aquilo? E a pergunta mais importante, onde é que Vegeta estava?

No mesmo instante em que teve esse pensamento seu celular tocou de novo e quando viu o nome Vegeta no visor teve que sentar no meio-fio, pois as pernas não queriam mais obedecer sentia seu coração galopar de alívio.

—Vegeta, onde diabos você está? — ele grita assim que atende.

— Oi... Você é o Raditz? – uma voz estranha pergunta do outro lado e Raditz levanta a sobrancelha ao perceber que não era Vegetal no telefone.

— Sim... Quem é que está falando?

— Meu nome é Oolong eu sou barman aqui no bar karaokê no final da rodovia... É que seu amigo tá jogado aqui na mesa completamente bêbado e não quer ir embora.

— O Vegeta? Mas que droga está acontecendo?

— Eu preciso fechar o bar, mas ele não quer sair, ele está muito bêbado para ir embora sozinho e perguntei se tinha alguém que eu poderia ligar e ele mandou eu ligar pra você.

— Ah graças a Deus! – Raditz suspira de alívio de novo, Vegeta estava bem.

— Seu amigo está aqui jogado na mesa completamente bêbado e você diz graças a Deus?

— Deixa pra lá, me manda o endereço, eu tô indo aí agora buscar ele.

— Anota o endereço aí...

Assim que pega o endereço com o rapaz Raditz avisa Elita e vai com ela até o local buscar o amigo, mil e uma perguntas se formavam na sua cabeça, mas pelo menos Vegeta estava bem, não estava na casa quando tudo aquilo aconteceu e estava perto de casa o que significa que ele tinha ido andando e isso explicava o carro ter ficado na garagem. Cerca de 10 minutos depois ele estaciona em frente ao bar que já estava com a porta fechada, bateu na porta de ferro e logo o rapaz, com certeza o que falou com ele no telefone, abriu.

— Oi, deve ser o Raditz! — o rapaz levanta a mão para cumprimentá-lo.

— Onde ele está?

Raditz já vai entrando ignorando o pobre rapaz que ainda ficou com a mão estendida.

— Ele está bem ali na mesa. – ele responde a abaixa a mão. Quando Raditz se aproxima e vê Vegeta debruçado sobre a mesa sua expressão se suavizou, tinha duas garrafas de whisky vazias ao lado dele.

— Vegeta! — ele chama e o homem murmura algo. _ Você não sabe o alívio que eu tô de ver você cara.

— Tá fazendo o quê aqui? — Vegeta murmura quase inteligível com a língua embolada.

— Eu vim te buscar seu doido, tá acontecendo uma coisa na tua casa e você precisa ir pra lá agora!

— Bulma voltou pra casa? — o homem pergunta com a voz embolada e Raditz sente pena.

— Não, é algo muito pior.

— Não tem nada pior que isso Raditz...

— Vegeta presta atenção, alguém colocou fogo na sua casa, sua casa inteira foi incendiada!

— O quê? — Vegeta levanta a cabeça agora. _ Do que você tá falando?

— Sua casa queimou em chamas, não sobrou nada, é por isso que estou aqui!

— Mas que droga!

— Eu tenho que levar você pra lá, mas você precisa lavar esse rosto primeiro. Onde fica o banheiro? – ele pergunta para o barman que estava na porta.

— O masculino fica à esquerda.

Raditz ajuda Vegeta a se levantar e o leva até o banheiro, Vegeta não está entendendo nada o álcool anuviava sua mente, e embaçava seus sentidos, mas a palavra incêndio fez ele acordar. Lavou o rosto na água fria e tomou um copo de água bem gelada que o rapaz lhe ofereceu e logo saíram do bar. Elita estava no carro esperando por eles...

...