Código de conduta 2
46 Cuidado Vegeta! O inimigo está a espreita
Bulma acordou se vendo sozinha na cama, mas aí se lembrou de que foi dormir sozinha mesmo. Aquele dia tinha sido horrível, pareceu um pesadelo sem fim e apesar de ter passado uma tarde linda de amor com Vegeta sentia que tudo estava desmoronando, ele estava distante e sabia que não acreditava nela, que talvez não confiasse mais nela que iria lhe mandar para longe. Estava com medo, não queria perde-lo, queria poder contar a verdade e tinha mais medo ainda, nunca tinha se imaginado em sua situação assim, em que tantas coisas estivessem dependendo dela. Se levantou pra beber água e quando passou pela sala viu Vegeta sentado no sofá, a tv estava desligada e ele estava com as mãos na cabeça, pela roupa parecia que ele não tinha nem ido dormir ainda. Se aproximou dele e sentou do seu lado no sofá, sentiu seu coração bater muito rápido dentro do peito, pois ele tirou as mãos da cabeça e olhou pra ela agora e estava totalmente indiferente, os olhos negros que ela tanto gostava de ver estavam completamente vermelhos.
— Você tá bem? – ela pergunta a ele para abrir um assunto, não sabia o que dizer.
— Não, eu tô tão cansado Bulma. Tô tão cansado... – ele suspira.
— Eu sei que é por minha causa.
— Eu só queria que você fosse sincera comigo Bulma. – ele a olha de novo de forma séria. _ Você não vê o que tá fazendo comigo? O quanto você está me magoando.
— Eu não sei o que você quer que eu diga Vegeta...
— Eu quero que você assuma Bulma. Porque você queimou aquilo, foi o Samuel que mandou você fazer isso? Ele obrigou você ou você fez pra proteger ele?
— Não Vegeta, eu já disse que não, não tem nada a ver com ele.
— Então me diz por quê? – ele grita e se levanta. _ Me dá uma explicação porque eu não aguento mais. Isso está acabando comigo.
— Por favor, só acredita em mim... – ela olha pra ele nervosa, morde os lábios e sente um aperto no peito.
— Não dá Bulma, todo dia você me dá um motivo diferente pra eu não confiar em você. Eu faço tudo por você, mas desse jeito não dá mais.
— Você quer terminar comigo? – olha pra ele aflita. O coração aos pulos.
— Se você não me contar agora o que está acontecendo é o que vai acontecer Bulma porque eu não consigo mais viver assim. – ele olha pra ela cansado, não queria ter que dizer aquilo, mas estava exausto.
— Por... Por favor, não desiste de mim! — ela pede aflita se aproximando dele sentia que aquele era o fim. _ Eu amo você, eu quero me casar com você, quero passar a minha vida inteira com você, por favor, não desiste de mim...
Vegeta olha para ela chorando em sua frente e senti seu coração apertado dentro do peito e por mais que quisesse, por mais que achasse que fosse a coisa certa a fazer não conseguia se afastar daquela garota, não conseguia abrir mão dela mesmo que se sentia fraco por isso quem poderia culpá-lo? Sempre cuidou daquela garota com o máximo de exímio e dedicação sempre a amou de todas as formas possíveis. Olhou para ela sentindo seus olhos arderem segurou na nuca dela colocando sua cabeça em seu peito e ela o abraçou forte enquanto chorava e soluçava nos braços dele...
***
Na manhã seguinte Bulma não conseguiu levantar para ir a faculdade acordou se sentindo muito mal e seu corpo não queria obedecer. Não tinha dormido nada à noite depois da conversa que teve com Vegeta seu o mundo parecia estar desmoronando em sua cabeça e ela não sabia o que fazer. Vegeta tinha saído bem cedo pra delegacia, mas ele também nem tinha dormido ela ouviu os passos dele pela casa e ele perambulando pela madrugada a dentro, estava mal, pois Vegeta tinha se cansado dela, tinha se cansado da adolescente problemática que estava sempre lhe dando problemas e queria se livrar dela e nunca quis que isso acontecesse.
Sabia que deveria contar a verdade pra ele, que dessa vez estava agindo errado, mas pelos motivos certos, e do porquê de ter feito tudo o que fez, mas não sabia se seria a melhor escolha Vegeta jamais ficaria quieto e muito menos não deixaria por baixo ela o conhecia muito bem sabia como ele era explosivo ele iria confrontar Freeza e esse poderia ser o fim, o homem poderia não estar blefando e não queria perde-lo, por Deus! Tudo que ela estava fazendo era só para proteger ele porque não queria que ele se machucasse, não queria que seus amigos se machucassem, não queria que nada disso estivesse acontecendo e ver ele desistindo dela e não poder fazer nada doía demais.
Pegou seu celular e viu que tinha várias mensagens de Chichi, mas não conseguia responder agora não conseguia nem levantar daquela cama queria poder ficar ali para sempre queria poder dormir e quando acordasse todo aquele pesadelo teria passado. O que faria agora? Sua vida sem Vegeta não teria nenhum sentido.
Seu celular tocou e reconheceu o número, mesmo tendo apagado no dia anterior reconheceu as iniciais, era ele. O Freeza. Deixou o celular tocando, pois não queria atender, mas o homem insistiu e não sabia o que ele queria agora depois de ter obrigado ela fazer o que fez. O celular não parava de tocar e ela sabia que ele não iria desistir achou melhor atender logo de uma vez.
— Alô!
— Bulma, como é bom ouvir sua voz a essa hora da manhã. – a voz mansa do deputado soou do outro lado e Bulma fecha a cara.
— O que é que você quer?
— Preciso falar com você e tem que ser agora! – ordena.
— Eu não tenho nada para falar com você!
— É aí que você se engana, ainda temos um assunto a resolver.
— Eu não posso falar com você agora, estou na aula. — ela mente na tentativa de se esquivar daquele encontro.
— Não banque a esperta comigo, sei muito bem que está em casa que não foi na aula hoje, não tente fazer esse joguinho comigo, estou de olho em você como também estou de olhos vivos em seu policial. – ele diz e Bulma sente seu coração disparar. _ Estou na pracinha na esquina da sua casa quero você aqui em 10 minutos e se não vier o seu policial vai receber uma visita e ele não vai gostar.
Dando o assunto por encerrado Freeza desliga o telefone e Bulma coloca a mão na boca pra abafar o soluço, não queria encontrar com ele e não entendia o que ele ainda queria com ela, olhou para cima e procurou alguma solução, que não vinha e no fundo sabia que aquilo ainda não tinha acabado. Levantou-se da cama a contra gosto e vestiu uma calça e uma camiseta, fez um rabo-de-cavalo nos cabelos e saiu de casa foi até a pracinha que ficava no começo da rua de cima.
Enquanto se aproximava já reconheceu o homem sentado em um dos bancos ele estava disfarçado para não ser conhecido e usava um sobretudo grande e marrom, um óculos escuro no rosto e um boné cinza, mas ela sabia que era ele. Se aproximou e se sentou na ponta do banco ficando distante dele.
— Tinha tempo que eu saia assim durante o dia para não fazer absolutamente nada e não ter um bando de eleitor medíocre atrás de mim. — o homem disse olhando para o céu já tinha notado a presença da garota do seu lado.
— Porque você me chamou aqui? – Bulma perguntou impaciente, tudo o que queria era sair dali de perto daquele homem.
— Porque ainda temos um assunto para resolver.
— Eu não tenho mais nada pra resolver com você, eu já fiz o que você queria e agora o Vegeta está com raiva de mim e nem olha na minha cara direito!
— Aí a culpa foi sua minha querida, você deveria ter disfarçado não deixado ele saber que foi você. – ele a olha com um sorriso sarcástico.
— Eu não iria mentir pra ele, mais do que eu já estou mentindo!
— Aí o problema é seu!
— O que é que você ainda quer de mim? Eu já fiz o que você queria agora me deixa em paz! – Bulma verbera tentando entender o que aquele homem ainda queria, ele estava sentado e olha para cima com um sorriso medonho que assustava, ele parecia estar tranquilo.
— Fez, mas o serviço não foi bem feito, seu namorado ainda vai continuar investigando e vai reunir todas as provas que tem contra mim de novo. Ele está empenhado em me colocar na cadeia e a minha saída agora é fugir para bem longe antes que a bomba estoure.
— E o que você quer que eu faça? Eu tentei convencê-lo a não fazer isso, mas ele não quer me ouvir!
— Você não soube fazer sua parte do serviço direito e agora temos um problema, um problema que precisamos resolver, pois eu ainda estou correndo perigo e vou precisar sair do país e vou levar o Samuel comigo.
— O que é que você quer? Fala logo de uma vez! — Bulma pergunta com o coração na mão, não estava gostando daquela conversa.
— Só tem um jeito do seu policial desistir dessa investigação e esse jeito é você saindo daquela casa e indo embora. – ele diz e faz Bulma arregalar os olhos.
— O quê??? Eu não vou fazer isso!
— Você vai! Se você ir embora ele vai ficar tão arrasado, tão empenhado em trazer você de volta que não vai ter tempo em fazer investigação nenhuma.
— Você quer me obrigar a deixar o Vegeta? Eu não vou fazer isso, nunca! – ela nega e se levanta, seu peito subia e descia.
— Você vai sim. Tem que me compensar pelo que fez ao meu filho Samuel era um garoto cheio de vida e cheio de sonhos e agora passa o dia dentro de um quarto sem querer ver ninguém por que está apaixonado por você.
— Eu não tenho culpa!
— Você tem sim, mulher tem uma mania de jogar a responsabilidade pra cima do homem, mas você tem culpa sim você deixou esse sentimento dele crescer por você e ele te quer e se ele quer ele vai ter!
— Por favor, não me obriga fazer isso... Isso não...
— Mas é o que você vai fazer, você tem até o final do dia para sair daquela casa, um carro ficará te esperando do outro lado da rua e você vai entrar dentro dele não vai olhar para trás caso não faça isso eu acabo com seu namorado eu não tenho mais nada a perder a escolha é sua, encare isso como um presente, sua vida em troca da do seu amado, é uma troca justa, não é?
Freeza se levantou esticando a coluna e se afastou deixando Bulma completamente perdida naquela praça, ela voltou a se sentar, pois as pernas amoleceram. Ele atravessou a rua e entrou em um carro que estava esperando por ele olhou pela janela e viu Bulma sentada com as mãos na cabeça ele sabia que ela iria fazer o que ele queria, mas precisava de uma motivação. Enquanto o seu motorista saia com o carro perguntou:
— Jonas, os homens ainda estão em frente à delegacia?
— Estão sim senhor Freeza.
— Mande que eles deem um susto naquele policial, essa garota precisa de uma motivação para fazer o que eu quero. – manda olhando pela janela, vendo Bulma sumindo de vista.
— Como o senhor quiser!
— Só não o mate, não o quero morto ainda.
— Pode deixar senhor.
— Essa garota vai entender com quem ela está lidando...
Freeza sorri.
***
Vegeta recebeu a ligação de uma ocorrência e avisou a Mai aquele dia estava sendo horrível e se enfiar no trabalho era a única forma de esquecer o que estava passando. Foi para a sala dos armários pegar seus materiais antes de sair e Raditz foi falar com ele.
— Vegeta, como você está?
— Vou ficar melhor. — ele respondeu colocando as pistolas no coldre na cintura.
— E como está sua situação com Bulma?
— Eu não sei Raditz, sinceramente não sei.
— Você ainda vai mandá-la para Portland?
— Vou, toda essa história ta muito esquisita, tenho pensado em umas coisas, mas quero tirar ela daqui primeiro antes de resolver.
— Eu estou pensando em ir à casa de vocês mais tarde e conversar um pouco com ela talvez ela se abra comigo.
— Tudo bem, eu tenho uma ocorrência agora, a Mai está me esperando.
Vegeta saiu e Raditz ficou com pena o amigo estava acabado e queria entender o que estava acontecendo com eles, pois nada disso estava fazendo sentido.
Vegeta saiu da delegacia com Mai a viatura que eles usariam já estava na frente do departamento. O policial estava verificando os pneus do veículo, se estavam todos cheios, Mai foi abrir a porta do carro e quando olhou no retrovisor lateral viu um carro do outro lado da rua estacionado um pouco mais abaixo que o carro deles o vidro do carro se abriu e Mai vê um homem colocando uma arma para fora do vidro, como se estivesse em câmera lenta olha para seu lado direito vendo Vegeta vindo na sua direção para olhar os pneus do seu lado. Naquele momento ela não pensou em nada, quando viu Vegeta se aproximando a única coisa que conseguiu fazer foi empurrá-lo passando na frente dele no mesmo instante em que deram dois tiros em sua direção.
—NAO!!!
Vegeta grita ao ver Mai cambaleando para cima dele não estava entendendo nada tudo foi muito rápido e só ouviu os barulhos dos disparos no exato momento em que a policial passou em sua frente. Segurou a mulher pela cintura vendo que ela estava com a mão sobre a barriga que sangrava, ele entra em pânico ao perceber que ela tinha levado aquele tiro. Olhou para o lado vendo que o carro cantava pneus fugindo do local, mas naquele momento nem poderia ir atrás deles, Mai começou a perder o equilíbrio das pernas e ele a segurou olhou para ela em pânico vendo que a mulher sangrava no ombro e na barriga.
—SOCORRO!!! PRECISO DE AJUDA AQUI!!! — Vegeta grita apavorado e logo os policiais começam a chegar.
— Mai fica calma, vai ficar tudo bem. — ele diz a mulher pressionando o ferimento na barriga dela que sangrava, Mai fazia uma careta de dor sentindo sua barriga e seu braço queimando. _ Sua louca por que você fez isso? — ele pergunta agora se dando conta do obvio aqueles tiros não eram para Mai e sim para ele, a mulher só teve a infelicidade de recebê-los, pois passou em sua frente.
— Eu não sei... Não sei o que me deu na hora. — ela responde fazendo careta, jamais conseguiria explicar, agiu por impulso. Vegeta pressionava sua mão na barriga dela com mais força na tentativa de estancar todo aquele sangue e sua mão já estava encharcada do sangue dela.
— Vai ficar tudo bem, eu prometo. – diz a ela e logo vê vários policiais chegando, Raditz corre até eles em pânico ao ver a cena.
— Vegeta o que aconteceu?
— Um carro estava do outro lado da rua e atirou.
— Puta merda! Como ela está?
— Ela levou dois tiros tá sangrando muito, chama uma ambulância!
— Merda! Fica calma Mai! – Raditz se afasta tirando seu celular do bolso e liga para a emergência, logo a rua se encheu de curiosos para tentar saber o que tinha acontecido, mas alguns policiais continham as pessoas as mantendo afastadas e outros entraram em viaturas para tentar localizar o carro e consequentemente quem atirou. Mai estava deitada sobre as pernas de Vegeta e ele segurava a barriga dela estava aflito, pois via que a mulher estava perdendo a consciência.
— Mai fica acordada, olha para mim, fica acordada! — ele pedia, tentava conversar com ela e mantê-la consciente...
Poucos minutos depois ouviram o barulho da sirene da ambulância se aproximando os paramédicos desceram com uma maca e Mai foi colocada rapidamente nela e levada para dentro da ambulância.
— Raditz vou com ela! – Vegeta diz já entrando na parte de trás da ambulância.
— Vai lá, vou cuidar de tudo aqui depois te encontro no hospital. – Raditz grita e eles partem rapidamente para o hospital mais próximo. Dentro da ambulância Vegeta olhava assustado os paramédicos examinando Mai ela estava sangrando muito e estava perdendo a consciência colocaram uma máscara de oxigênio no rosto dela e tentavam estancar o sangramento até chegar ao hospital...
Assim que chegaram ao hospital Mai foi levada às pressas para dentro da emergência e Vegeta ficou na recepção e não sabia o que fazer ficava andando de um lado a outro e só torcia para que ela ficasse bem, Mai era uma boa pessoa e não merecia ter passado por isso, ter recebido tiros que com certeza eram para ele. Uma enfermeira veio falar com ele e ver se ele estava ferido, pois estava completamente sujo de sangue, mas ele disse que estava bem, precisava fazer a ficha de Mai, mas assinou apenas o nome, Mai Kimura, pois não sabia os outros dados dela.
...
Um tempo passou e Mai ainda estava na sala de emergência, Vegeta estava apreensivo na sala de espera ainda não tinha nenhuma notícia dela e estava preocupado não queria que nada de ruim acontecesse com ela. Sentou em um dos bancos azuis da recepção esperando alguma notícia quando viu Raditz e outros policiais chegando no hospital. Raditz avista o amigo sentado nos fundos da sala e vai até ele.
— Vegeta! Como Mai está? – pergunta.
— Eu não sei, até agora ninguém veio me falar nada.
— Cara como isso foi acontecer? Porque atiraram na Mai? – Raditz pergunta mais confuso que nunca.
— Os tiros não eram para Mai, Raditz, eram para mim, Mai passou na minha frente e levou os tiros no meu lugar.
— Puta merda Vegeta! Essa história está saindo do controle!
— Foi ele Raditz eu tenho certeza, nada disso é coincidência, é a segunda vez que ele tenta me matar!
— Eu tenho que concordar com você agora, tem alguma coisa muito errada acontecendo, primeiro foi essa história da Bulma e agora isso?
— Ele não vai me intimidar com isso, mas não vai mesmo!
— Fica calmo não podemos fazer nenhuma especulação agora os policiais já estão atrás do carro e vi nas câmeras da rua que já tem alguns dias que aquele carro está rondando a delegacia.
— Com certeza estavam me vigiando, só estavam esperando a hora que eu iria sair.
— Vamos pegar quem fez isso, eu não vou descansar enquanto não pegar esse desgraçado!
— Ela salvou minha vida Raditz, se acontecer alguma coisa com a Mai...
— Não vai acontecer nada, ela é forte, vamos ter fé.
— Raditz mande uma viatura para a frente da faculdade de Bulma e peçam pra ficar de olho nela.
— Claro vou fazer isso agora mesmo, você acha que eles podem ir atrás dela?
— Eu não sei de mais nada, só sei que querem me matar e eu não posso arriscar a segurança dela, vou tirar ela de Oregon hoje ainda eu não posso deixá-la aqui agora.
— Até eu vou te dar razão agora quanto mais longe Bulma estiver vai ser melhor, eu também vou colocar uma viatura na porta da sua casa.
— Eu só vou sair daqui quando eu ter alguma notícia dela, ela não merecia isso.
— Eu imaginei isso, por isso trouxe uma camisa limpa para você trocar.
— Obrigada Raditz.
— Eu vou ver se consigo alguma notícia acho melhor também avisar a família dela o que acha?
— Por favor, avise sim, eu não fiz isso, pois não tenho o telefone de ninguém. Você trouxe os documentos dela? Preciso terminar de preencher a ficha.
— Trouxe sim, ela tinha deixado lá na delegacia.
Raditz deu a Vegeta os documentos de Mai que tinha trazido e foi tentar pegar alguma informação da mulher e Vegeta voltou à recepção para terminar de preencher a ficha dela. Depois de preencher ele entrou no banheiro do pronto-socorro para trocar de camisa a sua estava suja do sangue da mulher, colocou a camisa suja dentro da sacola e lavou as mãos voltando em seguida para a recepção. Saiu para fora um pouco para poder ligar para Bulma precisava explicar a garota o que estava acontecendo e pedir que ela tomasse cuidado, iria pedir também para ela dar um jeito sair que uma viatura iria lhe buscar e a levar pra casa iria mandar que ela arrumasse suas coisas, pois assim que tivesse notícias de Mai iria tirar ela de Oregon, tinha pensado em desistir de mandá-la para longe, mas diante daquele novo atentado era melhor a decisão não poderia mantê-la ali. Imaginou que ela estivesse na faculdade e ligou torcendo para que atendesse.
***
Bulma tinha voltado pra casa completamente em choque andava pela rua sem sentir o chão embaixo dos seus pés aquilo só poderia ser um pesadelo ela não poderia fazer aquilo não poderia ir embora assim se jogou no sofá completamente sem forças para levantar ou para fazer qualquer coisa, não iria fazer aquilo, não seria justo com ele, iria contar, iria contar pra Vegeta o que estava acontecendo e o que o Freeza estava obrigando-a a fazer porque não poderia deixar Vegeta assim. Seu celular começou a tocar e leu o nome Vegeta na tela sentiu vontade de chorar só de ler o nome dele e atendeu mais que depressa, contaria tudo e seja o que Deus quisesse.
— Vegeta, que bom que você ligou!
— Oi Bulma, você tá podendo falar agora?
— Eu estou, estou em casa.
— Como assim? Não foi pra faculdade?
— Não, hoje não acordei me sentindo bem, eu já ia te ligar, eu preciso te contar uma coisa...
— Depois você me conta Bulma, aconteceu uma coisa hoje e preciso te pedir uma coisa e vai ter que prometer que vai fazer o que eu mandar. – ele diz e Bulma sente que a voz dele estava estranha.
— O que foi Vegeta?
— Eu quero que você tranque bem as portas e as janelas e não saia de casa por nada e nem abra a porta para ninguém até eu voltar.
— Porque Vegeta, não estou entendendo...
Vegeta fica em silêncio por alguns segundos sem saber se deveria contar ou não o que aconteceu, mas não iria mentir ela precisava saber o que estava acontecendo.
— Teve um outro atentado, dessa vez na porta da delegacia Mai levou dois tiros e está no hospital.
— O quê? Como assim Vegeta?
— Tentaram atirar em mim Bulma... Mai passou na minha frente recebeu os tiros no meu lugar e eu estou com ela aqui no hospital agora.
— Não!!!
Bulma grita começando a se desesperar ao ouvir o que ele disse.
— Vegeta você tá bem? Você tá ferido? Quem fez isso? – ela dispara a perguntar arfando.
— Fica calma eu tô bem, eu ainda não sei quem fez isso a polícia está atrás deles, mas eu tô aqui no hospital com a Mai.
— O Ditz ta bem e como Mai está?
— Está, ele está aqui no hospital procurando saber notícias da Mai, ainda não sabemos o estado dela.
— Vegeta por favor, volta pra casa, volta pra casa... — ela pede aflita seu coração estava batendo acelerado.
— Eu vou sim, só vou esperar ter notícias da Mai primeiro ela salvou minha vida Bulma...
Bulma colocou a mão na boca para abafar o choro não queria que ele ouvisse e precisou sentar de novo, pois as pernas perderam as forças, ela sabia bem quem tinha feito aquilo.
— Eu quero que você arrume suas coisas, assim que eu voltar vou levar você pra Portland eu preciso ir atrás daqueles caras quero resolver isso e eu não vou fazer com você aqui e, por favor, não discute comigo, eu volto para casa assim que eu puder, qualquer coisa me liga tá bom.
Bulma não conseguiu mais responder e quando Vegeta desligou o telefone caiu em um choro desesperado sem saber o que fazer agora.
— Foi ele! Foi ele! — ela dizia enquanto soluçava...
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