Código de conduta 2
31 Confie em mim!
Vegeta saiu do banheiro enrolado numa toalha e viu Bulma sentada na cama e parecia estar fumegando.
— Que cara é essa Bulma? – pergunta.
— Eu quero saber o que significa isso Vegeta! – Bulma se levantou jogando os papéis na cama e Vegeta vê o que estava nas mãos dela.
— Onde foi que você achou isso? – ele pergunta e coloca as mãos no quadril.
— Na gaveta!
— Sabe que eu não gosto quando mexe nessa gaveta Bulma. — ele fala de forma séria e vai pegar os papéis na cama.
— Eu não estava mexendo! Abri por acaso, mas isso não vem ao caso agora. Eu não tô acreditando que você fez isso Vegeta, a que ponto você chegou! – ela o olha incrédula.
— O que você acha mesmo que é isso Bulma? – ele encara a garota e a vê soltar o ar com raiva.
— Você está investigando a vida do pai do Sam como um maníaco Vegeta!
— É isso que você pensa?
— É isso que eu tô vendo Vegeta, o que é que você está procurando? Quer encontrar alguma coisa pra jogar na minha cara que sempre teve razão? Que ele não é confiável?
— E ele não é confiável Bulma!
— Isso é o que você tá dizendo, é o que você tá procurando!
— Eu tenho razões suficientes para acreditar que eles não são boas pessoas, que estão por trás de muitas coisas ruins que tem acontecido.
— Meu Deus! – ela passa as mãos pelos cabelos. _ Olha só pra você, você não confia em ninguém Vegeta, você acha que todo mundo é um vilão!
— E você que todo mundo é bonzinho, que o mundo é cor-de-rosa, que as pessoas andam em cima de unicórnios bonitinhos!
— PARA DE ZOMBAR DE MIM! – ela grita enfezada.
— Mas é verdade Bulma! Você não consegue ver maldade em ninguém, se tiver uma cobra na sua frente você não acredita que ela vá te picar, se um leão aparecer você acha que ele vai mostrar a barriga pra você fazer um carinho, o mundo não é assim, as pessoas não são assim!
— Mas eu não saio por aí desconfiando de todo mundo investigando a vida de ninguém! – ela rebate.
— Eu tenho os meus motivos, tudo que eu tô fazendo é para proteger você Bulma porque você é importante demais pra mim, será que você não consegue enxergar isso? Todos esses anos que ficamos juntos mesmo antes de começarmos a namorar não significam nada?
— Não é isso que eu tô falando Vegeta!
— Mas é o que parece! Parece que você dá mais ouvidos e mais importância para um cara que você conheceu ontem!
— Não é isso Vegeta, Claro que não é! Mas tem acontecido coisas demais e eu não consigo entender. Você levou um tiro e ninguém quer falar sobre isso, você tá sempre estranho desconfiado de tudo, fica até tarde naquele notebook fazendo sei lá o quê implicando com meus amigos o tempo todo, o que você quer que eu pense?
— Eu sei que as coisas estão estranhas, sei que tudo parece está desmoronando, mas preciso saber que você tá comigo porque eu não consigo fazer isso sozinho. Eu sinto que você está escorrendo pelos meus dedos Bulma, só preciso que você confia em mim.
— Eu confio em você, é você que não confia em mim!
— Por favor, Bulma eu não quero brigar droga eu já tô de saco cheio disso parece que não fazemos outra coisa!
— Então me fala o que tá acontecendo Vegeta, o que é que tá acontecendo? – ela pede aflita e Vegeta cede, não dava mais para continuar mentindo pra ela e tendo aquelas brigas.
— Eu estou investigando o pai desse rapaz porque eu tenho motivos para acreditar que ele possa estar envolvido em muitos crimes é só o que eu posso te contar agora. Eu só peço que você confie em mim eu sei o que eu tô fazendo, eu não quero prejudicar ninguém sem ter provas de nada, eu não quero acusar ninguém sem ter certeza, eu não estou fazendo isso por implicância a seu amigo, mas porque esse é quem eu sou Bulma, eu ouço a minha intuição e eu não quero envolver você no meio disso e é por isso que não falei nada antes.
Quando ele diz Bulma olha para cima e suspira eram muitas coisas para pensar e nem sabia por onde começar a verdade era que não estava entendendo nada. Vegeta se aproxima dela que estava de braços cruzados agora e olhava para ele confusa e sem saber o que dizer.
— Não me olha assim Bulma! Eu te amo, eu faço qualquer coisa por você e não é porque eu ache você incapaz de se cuidar sozinha ou fraca, muito pelo contrário, eu faço isso porque eu te amo porque você é tudo pra mim e eu faço sim qualquer coisa pra proteger você.
Bulma soluça, revelando que seus olhos já não conseguiam mais suportar o peso das lagrimas que embaçava sua visão, aquilo tudo era confuso demais e sua cabeça parecia dar um nó. Vegeta puxou a cabeça dela contra seu peito e logo sentiu lágrimas molhadas em seu peito.
— Não chora minha menina... Vai ficar tudo bem. Eu tô aqui com você.
— Eu tô com medo Vegeta... — ela soluçou mais forte. _ Eu não sei mais o que pensar.
— Não se preocupe, não precisa ter medo, tudo vai se resolver logo, eu prometo.
Bulma o abraçou forte pela cintura sentindo-o massagear seu couro cabeludo.
— Só diz que me ama... Eu só preciso ouvir.
— Eu te amo Vegeta...
— Então deixa eu fazer as coisas do meu jeito.
— E de que jeito é esse que você tá resolvendo Vegeta?
O homem ficou em silêncio, havia coisas que ele não poderia contar, ela jamais aprovaria.
— Só do meu jeito... — cheirou os cabelos dela sentindo aquele adorável perfume, depois sorriu. _ Agora será que você pode trocar esse curativo? Essa merda tá molhada e tá coçando!
Bulma riu e olhou pra ele.
— Senta na cama meu paciente. – diz e tenta não pensar naquilo por hora. Vegeta se sentou e Bulma ficou entre as pernas dele para trocar o curativo, não conseguia ter raiva daquele homem, mas também estava preocupada e confusa queria descobrir o que estava acontecendo, porque sabia que Vegeta não estava lhe contando tudo. Ficou olhando para ele sentado naquela cama só de toalha com os cabelos domados pela água e aqueles olhos negros olhando para ela. Puxou o esparadrapo com cuidado, como estava molhado foi fácil de tirar quando olhava para aquela ferida sentia as pernas enfraquecerem e um arrepiou medonho percorria seu corpo.
Passou um pouco da pomada cicatrizante e fez um curativo novo prendendo o esparadrapo em três pontos. Enquanto fazia isso com todo o cuidado do mundo Vegeta estava com o braço em volta da sua cintura e olhava para ela sem parar admirando aquela menina que tanto amava.
— Eu estou com saudades de você Bulma...
— O médico disse que você não pode fazer esforço! — Bulma responde, sabendo bem o que ele queria dizer.
— Ficar com você não é esforço nenhum. – ele a olha agora curvando os cantos dos lábios num sorriso e Bulma evita olhar, pois seu corpo fica molinho quando ele lhe olha assim. Suspira.
— Eu só não quero que você abra esses pontos, o médico disse repouso absoluto!
— Então me dá pelo menos um beijo... — pediu com aquele olhar e Bulma não resistiu, quando iria conseguir? Inclinou a cabeça e colocou a mão no lado esquerdo da lateral do pescoço dele e o beijou, os lábios dele estavam gelados, mas se aqueceram no exato momento que seus lábios tocou os dele. Vegeta estava com o braço em volta de sua cintura, mas foi descendo a mão pela bunda e as coxas dela e pela primeira vez odiou o que ela estava de calça, quando usava aqueles shorts curtos ou mini saias era mais fácil tocar no corpo dela e mesmo que as coisas estavam estranhas entre eles há alguns dias estava sentindo muito a falta dela, do corpo sempre quente dela no seu. Colocou a mão na nuca dela para aprofundar o beijo apertando os lábios carnudos com os seus o gosto do beijo dela era a droga mais viciante, ela o beijava com medo que ele fosse se quebrar a qualquer momento ou com medo dele se machucar, mas realmente o que lhe machucaria agora era não a ter por perto, era sentir que ela realmente estava escorregando pelos seus dedos.
Bulma o soltou para recuperar o fôlego e sorriu para ele com as bochechas vermelhas.
— Você está muito safadinho para alguém que tá doente.
— O que tá doente é meu ombro! – diz olhando para baixo e apontando com os olhos para a ereção visivelmente protuberante na toalha.
— Deixa de ser safado! – ela cora mais e evita olhar. _ Vou fazer um almoço pra gente, você não estava reclamando que já estava de saco cheio da comida do hospital? – ela pega os produtos que usou para fazer o curativo e guarda dentro da caixa.
— E estava mesmo!
— Pois então, vou fazer aquela comidinha do jeito que você gosta pra você ficar bom logo.
Vegeta resmungou, mas obedeceu. Bulma ajudou ele a se vestir e o deixou sentado no sofá e foi fazer um almoço. Passou à tarde com ele e descobriu algo que não sabia, Vegeta era completamente mimado quando estava doente e isso para ela era novidade, pois nunca via ele doente o máximo que ele tinha em um resfriado de vez em quando, mas sempre melhorava com xarope e ele nunca deixava de fazer suas atividades quando ficava gripado nunca tinha visto ele internado num hospital ou tendo que ficar em repouso em casa e a birra e a manha dele era até engraçada, fazia toda aquela pose de homem durão e machão, mas virava criança na hora de tomar os remédios e Bulma realmente não imaginou que fosse ver aquilo Vegeta fazendo careta para tomar um simples comprimido ele reclamava que o remédio derretia na língua antes dele engolir.
A noite dormiu cedo com ele, mas estava impossível conseguir dormir não tirava todas as coisas que tinha acontecido da cabeça principalmente aquelas pesquisas que viu sobre Freeza. Estavam acontecendo tantas coisas e não sabia por onde começar a pensar, o pai de seu amigo poderia ser um bandido? Não fazia sentido, apesar que ultimamente nada estava fazendo sentindo mesmo. Acendeu a luz do abajur e olhou para Vegeta deitado na cama ele estava dormindo bem e decidiu olhar aquela pesquisa mais uma vez.
Levantou-se nas pontas dos pés usando a luz do abajur para andar pelo quarto sem Vegeta perceber, rezava para que a primeira gaveta do guarda-roupa ainda estivesse destrancada. Abriu a porta do guarda-roupa dele tentando não fazer barulho e o olhou o vendo na mesma posição, puxou a gaveta e agradeceu por ela estar destrancada e a pesquisa sobre Freeza estava lá por cima de outros papéis a pegou com cuidado fechando a gaveta novamente e voltou a andar nas pontas dos pés saindo do quarto, andou no escuro mesmo até chegar à cozinha tinha o costume de andar no escuro. Ligou a luz da cozinha e sentou-se à mesa começando a ler com mais calma todo aquele conteúdo.
Tinha muito material sobre a vida pessoal de Freeza, alguns dados sobre a infância dele, onde morou, onde trabalhou, onde estudou antes de ser quem era. Notou que havia muitas lacunas entre uma informação e outra como se tivessem ficado alguns anos perdidos no tempo, mas imaginou que ele não devia ter feito nada de importante nesse tempo. Tinha também algumas informações sobre a carreira profissional dele como tinha se tornando deputado e os seus principais aliados, as coisas que tem feito como um representante para o povo e as causas que defendia, havia também outras informações sobre o patrimônio dele, imóveis, extratos e informações da receita federal, e ficou impressionada pela quantidade de imóveis que o homem tinha no nome dele não imaginava que um deputado pudesse ganhar tão bem.
Havia algumas cópias de recibos e comprovantes de pagamentos e recebimentos e Bulma realmente se impressionou com os altos valores expostos ali, foi lendo as outras informações, que não entendia muito bem, viu que havia algumas fotos ali tiradas do homem sem que ele percebesse, ele sempre estava acompanhado e em vários ângulos diferentes, realmente não estava entendendo nada daquilo, mas não se demorou ali, não queria que Vegeta percebesse que ela tinha pegado novamente aquela pesquisa para ler.
Após ler tudo decidiu voltar para o quarto e agora sim é que tinha muito mais coisa no que pensar. Apagou a luz da cozinha e voltou para o quarto no escuro já tinha deixado a porta do mesmo aberta para facilitar, entrou na ponta dos pés e Vegeta ainda dormia, sem fazer barulho abriu a gaveta colocando os papéis no mesmo lugar e fechou a porta do guarda-roupa.
— Bulma...
Virou o corpo ao ouvir a voz de Vegeta, mas ele ainda estava com os olhos fechados.
— Eu tô aqui... — respondeu percebendo que ele não tinha visto nada.
— Onde você estava? – ele murmura.
— Só fui beber água.
— Vem deitar... — ele chamou ainda de olhos fechados e Bulma tinha esquecido que ele sempre percebia quando ela saia da cama, mas ele não tinha percebido que ela tinha saído com a pesquisa na mão talvez só tenha visto que estava sozinho no quarto. Ela voltou para a cama e deitou no peito dele sentindo o mesmo lhe abraçando e aí mesmo que não dormiu.
...
Seu telefone despertou às 06:00 horas, mas já estava de olhos abertos há muito tempo só vendo Vegeta dormir e agradeceu por ele ter dormido bem à noite. O acordou apenas para lhe dar um dos antibióticos receitados pelo médico, deu o comprimido e fez ele dormir de novo dizendo que lhe acordaria quando fizesse um café. Deixou ele deitado e se levantou, fez um café rápido e foi para o quarto se arrumar para a faculdade tomou um banho e se vestiu voltou para o quarto de Vegeta de novo para ver se ele ainda estava acordado, mas viu que ele dormia de novo e ficou com pena de acordá-lo. Se aproximou dele lhe dando um beijo casto nos lábios e sussurrou:
— Eu volto mais tarde moreno...
O deixou dormir e saiu de casa, pegou um ônibus no ponto do outro lado da rua e foi para a faculdade. Chichi já esperava por ela no pátio como sempre fazia e logo as duas se encontraram.
— Bom dia amiga! – Bulma diz assim que encontra a morena.
— Bom dia, como está às coisas? E o Vegeta?
— Está tudo bem, estamos em casa agora.
— Que bom amiga eu estava rezando para ele sair logo.
— Eu também. Ele já estava enchendo o saco de todo mundo naquele hospital, mas agora em casa ele vai se recuperar melhor. E o meu afilhadinho, como ele está? — perguntou de forma carinhosa pegando na barriga de Chichi.
— Ele tá bem, fiz o pré-natal ontem e tá tudo bem. Acredita que eu tive impressão essa noite de que ele mexeu?
— Deve ter sido gases Chichi, sabe que ele ainda é muito novo para mexer.
— Foi o que meu pai disse, mas o Goku também achou que era ele mexendo!
— Vocês dois são uma figura! – Bulma ri e as duas entraram na sala, escolhendo os lugares de sempre para se sentar a fileira ao lado da parede.
— Mas eu conheço essa cara, tem alguma coisa te incomodando não tem? – Chichi comenta e Bulma gira seu tronco para olhar pra ela.
— E tem mesmo Chi! Mas não sei de deveria falar sobre isso com você...
— E desde quando a gente tem segredos heim?
Bulma solta o ar. Precisava dividir aquilo com alguém.
— Tem acontecido tantas coisas ultimamente que eu não sei por onde começar a pensar, aqueles caras aqui na frente da faculdade foi tão estranho.
— É e foi mesmo, todo mundo aqui estava comentando sobre isso, foi assustador! Mas alguém já sabe porque fizeram aquilo?
— Não e ninguém quer falar no assunto! O Vegeta e o Raditz vivem de segredos agora, começam conversar, mas é só eu aparecer que param!
— Sério? Mas porque isso? – Chichi também fica intrigada.
— Eu não sei, tem alguma coisa acontecendo Chichi e ontem eu descobri uma coisa. – ela se inclina mais para falar tomando o cuidado de ninguém mais ouvir. _ Vegeta começou a investigar o pai do Sam, o deputado.
— Investigar? Como assim?
— Ele reuniu um monte de documentos sobre o Freeza, sobre a vida dele, Vegeta acredita que ele possa estar envolvido em algum crime. – Sussurra.
— Caramba é sério isso? – os olhos de Chichi dobram de tamanho agora.
— É sério, toda essa implicância que ele tinha com o Sam era uma desconfiança que ele tem do pai dele.
— Bulma meu Deus! – a morena leva a mão a boca, realmente ficou chocada. _ Não dá pra acreditar! Mas será que ele tem razão?
— Eu não sei Chichi, confesso que li coisas bem estranhas, mas eu não entendo nada sobre isso.
— Ele acha então que o Sam também pode ter alguma coisa envolvida?
— O que exatamente ele acha que o Freeza faz ou fez eu não sei, ele não me fala sobre isso não quis contar nada e eu sinceramente não sei o que pensar agora.
— Se eu fosse você me afastava do Sam, ta aí um motivo bem plausível pra isso, já pensou se o pai dele é um bandido? E você dá muita confiança para ele, deixa ele ficar muito perto de você.
— Isso que você ta falando já é preconceito Chichi, o fato do pai dele ter feito alguma coisa errada não quer dizer que ele também faça! E eu não posso simplesmente me afastar do Sam e parar de falar com ele assim!
— Eu não tô dizendo parar de falar com ele, eu tô dizendo afastar mais você deu muita liberdade para ele e você conhece o Vegeta Bulma se ele diz que tem algo errado é porque tem!
— Eu não consigo acreditar sabe, o Sam não tem cara nenhuma de que pode ser uma pessoa ruim, que está cometendo algum crime.
— Bulma e bandido por acaso tem cara?
— Claro que não, mas o Vegeta está tão paranoico com isso ultimamente que eu não sei mais o que tá acontecendo com ele.
— Se o Vegeta está cismado tem algo errado mesmo, ele fareja coisa errada de longe, você o conhece melhor do que eu para saber disso, se eu fosse você eu ouvia!
Bulma gira o tronco novamente voltando pra frente sua cabeça não parava de pensar, mas sabia que Chichi tinha razão, ela conhecia Vegeta o suficiente para saber que ele nunca erra. Mas como poderia acreditar naquilo? E se ele estivesse errado dessa vez?
Viu Samuel entrando na sala e seguiu o trajeto dele com os olhos, acompanhou ele indo se sentar na fileira ao lado dela e lhe sorriu, retribuiu o sorriso meio sem graça, Sam era um bom rapaz, inteligente e um ótimo amigo, estava sempre lhe dando força e apoio durante os dias que Vegeta ficou internado não conseguia acreditar que todas as coisas que Vegeta disse poderiam ser verdade não fazia nenhum sentido, um rapaz como Sam ser mau caráter?
...
Depois das três primeiras aulas o sinal tocou para o intervalo e os alunos pouco a pouco foram esvaziando as salas para ocupar o pátio e as cadeiras do refeitório. Bulma e as amigas saíram, mas como estava se repetindo durante os dias ela mal prestou atenção nas aulas estava preocupada com tudo o que estava acontecendo, o tiro que Vegeta levou não lhe saia da cabeça e agora aquela investigação, tudo parecia ser o pior dos pesadelos e só queria acordar!
Andava pelo corredor até chegar ao térreo do prédio para irem ao refeitório quando ouviu Sam lhe chamar:
— Bulma!
— Oi Sam! — ela se vira para cumprimentar o rapaz, mal tinha falado com ele na aula, não estava sabendo bem como reagir.
— E aí como está às coisas? Está tudo bem? – ele pergunta percebendo que ela esteve distante a manhã inteira.
— Está sim... Tá tudo bem. – ela sorri meio sem graça.
— A gente mal conversou na aula, nem tive como perguntar, mas o Vegeta já está melhor?
— Já sim, ele teve alta ontem e já estamos em casa.
— Que bom, fico feliz que ele esteja se recuperando. O pessoal vai se encontrar mais tarde no shopping depois da aula, mas eu disse que só iria se você fosse também. – diz e sorri para ela.
— Hoje não Sam. Eu prometi para o Vegeta que depois da aula eu voltava direto pra casa pra poder ficar com ele. – Nega e vê a decepção se estampar no rosto dele.
— Ah, entendo, tudo bem...
— É que não tá sendo fácil para ele ficar tanto tempo em casa sabe, ele sempre foi acostumado a trabalhar e não tá podendo fazer muito esforço por causa do ombro, então eu quero ficar perto dele pra evitar que ele faça alguma besteira. – ela força um outro sorriso sem graça, para disfarçar que aquele não era o único motivo.
— Nossa é sério?
— Pior que é... Mas deixa para uma próxima tá?
— Tá. Mas tudo bem mesmo? Você parece estar estranha comigo.
Sam não era bobo, sentia que tinha algo de errado com Bulma e ela estava o evitando.
— Não, Claro que não... Não é nada com você é só que esses dias eu não tenho dormido bem e eu não sou eu mesma quando não durmo.
— Tem alguma coisa que eu possa fazer pra te ajudar?
— Não imagina, é só o Vegeta melhorar que a minha rotina também volta ao normal.
— O Vegeta tem sorte de ter você cuidando dele com certeza vai melhorar logo.
— Eu queria ter o mesmo otimismo que você porque Vegeta é um chato quando está doente reclama o tempo inteiro! — Bulma sorriu para cortar o clima e Sam também.
— Todo mundo diz que o homem sofre mais quando fica doente!
— Ah tá!
Bulma sorriu e voltou a andar, as outras meninas já iam longe. Chegaram ao refeitório e pediram uns sanduíches naturais e refrigerantes para lancharem antes da volta dos dois últimos horários...
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