Código de conduta 2
32 Um beijo inesperado
Bulma ainda estava no refeitório, mas já tinha terminado de lanchar só estava esperando terminar o tempo de intervalo para voltar para a sala. Débora e Raquel se levantaram para ver uns comunicados no mural que tinha perto dali e Chichi foi ao banheiro. Ela terminava de tomar um refrigerante pelo canudo e falava com Vegeta no celular mandou mensagem perguntando se ele estava sentindo alguma coisa e sorriu quando ele respondeu que estava sentindo falta dela, era estranho que mesmo as coisas estando difíceis entre eles o amor ainda era o mesmo, não conseguia se sentir diferente em relação a isso, jamais se sentiria, só queria entender porque que as coisas estavam ficando tão diferentes.
Sam olhou para ela sorrindo enquanto digitava no celular e se sente incomodado como sempre se sentia, sabia que ela estava falando com o namorado e sabia que não deveria ter esse tipo de sentimento com alguém que não era dele e que não poderia ser, mas Bulma tinha mexido com ele de forma que nenhuma outra mulher tinha feito e ele nunca tinha se apaixonado antes e era sim estava apaixonado por ela não tinha mais dúvidas mesmo com todo mundo dizendo que deveria esquecer que não deveria levar esse sentimento adiante, pois Bulma era louca pelo namorado e estava em conflito com os próprios sentimentos por que algo lhe dizia que seu pai tinha alguma coisa a ver com aquele atentado, viu a pesquisa de seu pai, viu que o mesmo estava investigando sobre o homem e ele tinha deixado bem claro que Vegeta estava lhe atrapalhando e algo dentro dele dizia que deveria impedir que deveria avisar a Bulma do que estava acontecendo, que não poderia compactuar com as maldades de seu pai, era o certo, era o que a ética lhe mandava fazer, mas não conseguia, poderia ir contra seu próprio pai? Até porque se algo acontecesse a Vegeta, Bulma estaria livre para ele e por mais que fosse horrível pensar assim a ideia chegava até o ponto de lhe agradar. Sempre quis ser amado por alguém e nunca tinha sido amado antes, duvidava de que a própria mãe o amasse e duvidava plenamente também de que seu pai o ame eles sempre estiveram mais preocupados com a briga entre eles e se esqueceram que tinha um filho, nunca tinha tido o amor de uma mulher e nos últimos tempos estava desejando tanto isso e queria que fosse o amor de Bulma. Ela era gentil, carinhosa, estava sempre preocupada com os amigos e a forma com que ela cuidava e se preocupava com Vegeta, era isso que ele queria, ele também queria sentir esse amor, esse cuidado e esse carinho ele também merecia, não merecia? Quem não merecia o amor dela era Vegeta, não achava que ele fosse o homem certo para Bulma ele estava sempre a magoando, tinha visto outro dia ela chorando no pátio com Chichi porque ele tinha feito alguma coisa e estava sempre ouvindo ela dizer para a amiga que Vegeta não tinha mais tempo para ela, que estava sempre trabalhando e às vezes parecia que o trabalho era mais importante. Bulma merecia mais e queria que ela enxergasse que ele talvez poderia ser esse mais.
***
Vegeta estava no sofá tomando um refrigerante preferia estar tomando uma das suas cervejas, mas foi terminantemente proibido pelo médico de beber enquanto estava fazendo uso dos antibióticos então para não ficar com sede tomava um refrigerante de latinha. A campainha tocou e se levantou para atender não via à hora de Bulma voltar ficar sozinho em casa sem ela era horrível e odiava não tem nada para fazer. Abriu a porta e era Raditz.
— E aí amigo, como vai esse ombro? — Raditz perguntou já entrando.
— Está ótimo, eu já poderia até voltar para o trabalho!
— Relaxa Vegeta! Você levou um tiro cara, ainda tem mais alguns dias de licença médica.
— Eu odeio ficar em casa o dia todo! – reclama.
— Aproveita esse tempo de descanso você estava precisando! Não que tivesse que tomar um tiro para isso, mas aproveita.
— Fica você então no meu lugar, tomando remédio de meia em meia hora! – resmunga e volta a se sentar.
— Nossa Vegeta, onde está o seu senso de humor? Tenho certeza que não está sendo tão ruim, ainda mais tendo Bulma com enfermeira! – ele pisca. _ Por falar nela, ainda está na faculdade?
— Sim, mas daqui a pouco ela deve estar voltando aí. Quer um refrigerante?
— Eu prefiro uma cerveja! Eu sei o caminho!
Raditz se levanta e foi até a cozinha pegou uma das cervejas de Vegeta que sempre tinha na geladeira e voltou, fez questão de abrir a garrafa na frente do amigo e dando uma longa golada satisfeita, sabia que Vegeta não poderia beber, mas não iria perder a oportunidade de provoca-lo.
— Isso tá muito bom, geladinho. – Sorriu, vendo Vegeta rosnar.
— Você não vale nada Raditz! Pode esperar que vai ter volta!
— E você e Bulma, como estão? – pergunta e coloca a garrafa na mesinha de centro.
— Não sei, às vezes eu a sinto meio distante.
— E por que você não abre o jogo com ela? Não fala logo a verdade sobre o que tá acontecendo?
— Eu não posso Raditz, eu não quero envolver Bulma no meio disso.
— E você não acha que ela já está envolvida o suficiente? Se não se lembra ela é a melhor amiga do filho do cara que você está investigando!
— E acha que eu não sei disso? Acha que eu gosto dessa situação?
— Mas está tentando resolver do jeito errado. – ele pega a garrafa de novo.
— E qual é o jeito certo, me diz? – ele encara o amigo.
— Eu estou preocupado com essa sua investigação Vegeta, veja só como isso está desgastando você e Bulma, estão brigando direto por causa disso, por causa dessa sua cisma de que o pai dele é um vilão!
— Não é uma cisma Raditz, eu já tenho boas evidências que comprovam as minhas teorias eu só preciso de um pouco mais de tempo para apresentar tudo isso ao Bills e fazer uma denúncia formal contra aquele cara.
— Mas a que custo Vegeta? O que isso está lhe custando? Mesmo depois do que aconteceu com você vai continuar insistindo nisso?
— Eu não posso desistir, justamente por isso, quem quer que esteja tentando me manter calado não vai conseguir!
— E o que vai fazer em relação à Bulma e o novo amigo dela?
— Eu só preciso afastar ela daquele garoto, eu não quero que nada disso respingue nela.
— Vegeta se você não percebeu Bulma agora é uma mulher adulta, ela não é mais uma criança que você mandava e ela tinha que te obedecer!
— Bulma não mudou muita coisa, ela continua achando que o mundo é cor-de-rosa.
— Vegeta você sabe que se acusar o deputado e estiver errado isso pode custar o seu emprego não sabe? – salienta.
— Eu sei Raditz, mas eu não estou errado e esse atentado prova isso, prova que eu estou chegando perto de algo, algo grande.
Raditz suspirou sabendo que não daria para convencer Vegeta do contrário a única coisa que poderia fazer agora era ajudá-lo.
— E o que eu posso fazer para te ajudar?
— Por enquanto nada, assim que eu voltar a delegacia vou reunir o restante das provas que preciso e vou convocar uma reunião para apresentar tudo que descobri até agora. – diz.
— Eu vi a pasta da última vez que vim aqui.
— Se você viu ainda acha que eu estou errado?
— Eu acho que você é maluco! Por que você não aproveita esse tempo, pega Bulma e viaja com ela para algum lugar longe disso tudo para vocês conversarem e voltarem a se entender? – sugere.
— E do que adianta se quando eu voltar todos os problemas vão estar aqui me esperando? Não, eu quero terminar isso.
— E você acha que a Bulma vai te perdoar por colocar o pai do amigo dela na cadeia?
— Ela já viu a pesquisa, sabe da investigação e dos meus motivos, sei que ela não vai ser contra isso quando tudo vier à tona. A única coisa que eu quero agora é descobrir se o Samuel tem alguma participação com o pai porque se tiver Bulma está correndo perigo perto dele e esse é o meu maior medo.
— Tá certo, eu vou voltar pra delegacia agora mais tarde eu volto e a gente conversa melhor sobre isso.
— Ta! Raditz não conta nada disso pra Bulma, ela não sabe mentir não vai conseguir disfarçar e pode soltar alguma coisa pro tal de Samuel e posso perder o pai dele. – pede.
— Olha eu espero de verdade que você esteja certo!
— E eu estou certo!
— Tudo bem amigo, me liga se precisar de alguma coisa.
Vegeta levou Raditz até a porta, estava convicto no que deveria fazer e algo lhe dizia que teria surpresas em breve e queria estar pronto para elas.
***
Bulma saiu da faculdade após o término das aulas, se despediu das amigas que tomaram caminhos diferentes. Estava atravessando a rua, mas estava tão distraída, absorta em seus próprios pensamentos que se esqueceu de olhar para os dois lados da via como se mandava o bom senso. Colocou o pé na avenida para atravessar sem olhar direito e não percebeu que uma bicicleta estava vindo no acostamento, provavelmente sem freio e o ciclista não tinha intenção de parar. Assim que colocou o pé na rua ouviu um grito muito alto.
— BULMA CUIDADO!
Bulma foi puxada para fora da rua pelo braço no exato momento em que a bicicleta passou desgovernada em sua frente, o ciclista ainda saiu xingando. Ela olhou para os lados atordoada e percebeu agora que estava nos braços de Sam que ele tinha impedido que ela fosse violentamente atropelada por uma bicicleta desgovernada. O jovem rapaz a segurava pela cintura o susto foi tão grande que seu coração começou a bater acelerado e ela ainda tentava assimilar o que foi que tinha acontecido, num instante estava atravessando a rua e no outro estava nos braços de Samuel que olhava para ela sem desviar o olhar.
— Você tá bem? — ele perguntou olhando preocupado vendo que ela nem se mexia.
— E-Eu acho que sim...
— Foi por pouco, aquele louco estava vindo com tudo iria bater em você em cheio!
— Nossa... Eu não percebi!
Bulma tentava controlar a respiração, mas não conseguiu ainda se desvencilhar dos braços de Sam.
— Ainda bem que eu estava atrás de você e te puxei no último segundo.
— Obrigada Sam, se não fosse você eu estaria esborrachada no chão agora!
— Eu não deixaria isso acontecer.
Bulma sorriu sem graça, viu que todo mundo que estava em frente o portão estava olhando pra eles e tentou se soltar dos braços dele, mas o ato fez o rapaz lhe abraçar mais forte olhando para ela com os olhos cor de Violeta e Bulma não conseguiu se desvencilhar agora achava que aquela era a primeira vez que reparava nele, no quanto os olhos dele eram bonitos e diferentes. Não conseguiria explicar o que aconteceu agora e porque não se dava mais conta de nada do que aconteceu em volta só consegui olhar para os olhos do rapaz que estavam cravados nela.
Sam inclinava a cabeça para baixo ficando cada vez mais próximo do rosto dela e Bulma parecia não ter reação e não saberia dizer o porquê, sentiu os lábios gelados de Sam tocando os seus e mal estava se dando conta de que não deveria deixar aquilo acontecer ele lhe beijou de forma delicada no começo, mas após sentir que ela não colocou nenhuma resistência entreabriu os lábios dela com os seus intensificando aquele beijo tão esperado por ele, diversas vezes tinha se imaginado fazer aquilo e sempre se pegava imaginando como seria o gosto dos lábios dela e, no entanto estava ali e o gosto era melhor do que tudo que já tinha provado, a fruta mais doce e saborosa que já tinha provado antes.
Bulma sentiu as mãos dele apertando sua cintura e se deu conta do quanto àquela situação era errada e não poderia estar deixando aquilo acontecer o rapaz estava lhe beijando e ela não colocava nenhuma resistência aquilo era errado e ela sabia disso, se soltou dos lábios dele de forma brusca e o empurrou.
— Sam o que é que deu em você? — ela se afasta tentando colocar os pensamentos em ordem e entender o porquê de ter deixado aquele beijo acontecer.
— Bulma me desculpa... Eu... Eu não sei o que deu em mim.
— Você é louco? Você sabe que eu tenho namorado!
— Me desculpa, eu não consegui resistir ter você tão perto...
— Não faz isso nunca mais ouviu bem? Nunca mais!
Bulma saiu de lá atravessando a rua se afastando de Samuel o máximo que conseguia o rapaz ainda ficou olhando para ela e passou a mão pelos cabelos aquela reação já era esperada, mas porque ele esperou outra? Xingou a si mesmo, não era assim que deveria ter acontecido, Bulma agora ficaria com raiva dele e poderia perder a amizade dela e não suportaria se isso acontecesse.
...
Bulma andava pela calçada do outro lado da rua e nem sequer olhava para trás estava completamente confusa e se xingava de todos os nomes feios que encontrava. Porque tinha deixado Sam lhe beijar? O que foi que deu nela? Não gostava dele, não tem nenhuma atração por ele, então por quê?
'' Meu Deus se Vegeta souber disso...'' ela pensava enquanto andava tentando entender o que tinha acontecido com ela acabou se esquecendo que o senhor Cutelo estava do outro lado da rua esperando por ela com a filha já dentro do carro e passou direto por eles enquanto ainda tentava recuperar sua sanidade. Voltou à realidade apenas quando ouviu a buzina do pai da amiga e o carro dele ao lado, próximo a ela na calçada.
— Bulma! Tá doida? Você passou direto! — Chichi gritou colocando a cabeça para fora da janela e Bulma agora se deu conta de que tinha passado por eles. Abriu a porta do carro e entrou nele estava completamente apavorada com o que tinha acabado de acontecer.
— O que deu em você? Que cara é essa? — Chichi perguntou, não tinha visto nenhum dos episódios nem o quase atropelamento da amiga e nem o beijo, pois já estava dentro do carro do pai com ele fazendo várias perguntas a ela.
— Chichi fiz uma besteira... – ela sussurra.
— E o que foi que você fez?
Bulma olhou para ela em pânico e depois olhou para o senhor Cutelo na direção e a morena percebeu que era algo que não poderia contar na frente do pai, ela percebe que eles passavam quase em frente a uma pracinha e fez um pedido ao seu pai.
— Papai dá uma paradinha aqui preciso falar uma coisa com a Bulma, assunto de menina!
Cutelo revira os olhos e parou o carro ao lado da praça no mesmo instante em que Bulma abriu a porta e saiu tentando puxar o máximo de ar que conseguia para os pulmões não estava sabendo como lidar com aquilo. Chichi foi atrás dela injuriada, mas o que foi que aconteceu nos poucos instantes que se afastou de Bulma?
— Bulma você quer me falar o que foi que aconteceu criatura? – ela alcança a amiga e grita.
— Chichi o Sam me beijou! – Bulma diz de uma vez e vê os olhos de Chichi se arregalarem.
— O quê? Mas como assim? Que horas foi isso? – ela dispara, não estava entendendo nada.
— Foi quando você saiu, eu fui atravessar a rua e uma bicicleta quase me atropela ele me puxou da rua e quando vi já estava nos braços dele e ele me beijando.
— Puta merda garota! Como foi que você deixou isso acontecer?
— Eu não sei o que deu em mim Chichi, por um momento eu não tive reação, mas eu o empurrei depois e disse para ele não fazer mais isso, mas o problema... O problema é que eu deixei!
— Ai que merda! – Chichi olha pro céu e puxa o ar, o que é que estava acontecendo com sua amiga? _ Garota eu não tô acreditando que você beijou o Sam na frente da faculdade inteira para todo mundo ver! – grita.
— Chichi você não está me ajudando!
— Você está atraída pelo Sam?
— Mas é claro que não! – nega veemente.
— E porque você o beijou criatura?
— Eu não o beijei foi ele que me beijou!
— Merda eu sabia que isso ia acontecer, eu falei pra você que o Samuel era afim de você, que ele olhava pra você diferente, eu falei! — Chichi gritava com as mãos na cintura vendo Bulma andar de um lado para o outro.
— Chichi o que eu vou fazer agora? Se o Vegeta souber disso...
— Se ele ficar sabendo disso Samuel é um homem morto e você vai perder o namorado!
— Para não diz isso pelo amor de Deus! – ela começa a tremer.
— E você quer que eu fale o quê? Eu avisei pra você ficar longe dele, para se afastar dele, mas você não me ouviu! O problema não é o Sam ter te beijado o problema foi que você deixou! Você quis!
— Eu não quis Chichi...
— Então por que não rodou a mão na cara dele assim que percebeu o que ele ia fazer?
— Droga Chichi você não tá me ajudando... — Bulma sentou agora em banco de pedra, não sabia o que dizer, se arrependimento matasse já estaria bem morta há àquela hora. _ Eu não sei o que deu em mim tá legal, eu não quis isso, eu sei que eu não deveria ter deixado eu sei disso, mas na hora eu não consegui evitar. Eu não tenho atração pelo Sam e não sei como isso foi acontecer. – Justifica.
— Vamos rezar agora pra ninguém que conhece vocês tenham visto e pro Vegeta não saber, eu o conheço, ele não vai gostar nada disso. – Chichi senta agora do lado dela.
— E você acha que eu tô preocupada com o quê?
— Se afasta do Sam Bulma, se você queria um motivo para isso tá aí o motivo, o Sam vai fazer você ter sérios problemas com o Vegeta se você não cortar essa amizade logo, ele beijou você no meio de todo mundo sem um pingo de remorso e sem nem se preocupar com o que poderia acontecer com você.
— Eu sei Chichi...
— Se sabe então vê se me escuta caramba!
Chichi olha para ela e sente pena, mas sabia que ela precisava ouvir o sermão.
— O Vegeta não pode saber disso Chichi, ele não vai me perdoar...
— E não vai saber é só você não abrir essa boca para contar! Amanhã eu vou passar saber se alguém viu, não vou perguntar diretamente óbvio e eu vou ter uma conversa com o Sam eu vou mandá-lo ficar bem longe de você ou eu mesma vou falar pro Vegeta que ele tá te secando!
— Vegeta não vai me perdoar se ele souber, eu sei que não vai, ele já não gosta do Sam imagina se souber... – ela olha pra amiga com os olhos cheios de lagrimas.
— Fica tranquila a gente vai dar um jeito. Agora melhora essa cara se você chegar em casa assim o Vegeta vai perceber logo de cara!
— Tá bom...
— Vamos! –ela pega na mão de Bulma e a levou de volta para o carro, a garota não parava de se recriminar por ter deixado aquilo ir tão longe.
Em poucos minutos chegou em casa destrancou a porta e entrou, a trancou novamente e colocou as chaves em uma mesinha ao lado da porta e logo viu Vegeta saindo da cozinha ele estava sem camisa e usando um short de malha, era tão estranho ver ele descontraído assim no meio da semana. Quando olhou para ele sentiu vontades de chorar, pois não sabia mentir e não sabia se iria conseguir esconder o que aconteceu dele.
— Eu não via a hora de você voltar! — Vegeta foi até ela a abraçando.
— Eu disse que voltaria assim que terminasse a aula. – ela respira fundo. _ Tá tudo bem? Tomou os remédios direito? — pergunta disfarçando, não poderia em hipótese alguma deixar Vegeta perceber.
— Se tá falando daqueles purgantes eu tomei sim!
— O que você ficou fazendo a manhã toda? – coloca a bolsa no sofá.
— Assistir um monte de bosta na televisão, mexi um pouco no carro e fiz um almoço. – ele responde e volta pro sofá.
— Você não fez esforço né Vegeta? Você sabe que não pode!
— Não se preocupe eu já estou ótimo! Nem precisa dessa preocupação toda!
— O médico disse que você não pode fazer esforço para não abrir os pontos. — ela foi examinar o curativo no ombro dele e sentiu quando ele a abraçou de novo. Quando Vegeta a olhou ela teve que fazer um esforço absurdo para não chorar, ela não podia ter deixado aquilo acontecer e agora com Vegeta a olhando assim a culpa caiu sobre ela de tal forma que seu corpo tremeu.
— O que foi Bulma? Você tá tremendo?
— Não é nada... Acho que é um calafrio. — ela disse e se soltou dele precisava se afastar um pouco ou não conseguiria esconder.
— Eu vou usar o banheiro e trocar de roupa aí a gente almoça tá bom?
— Tá, mas não demora!
Ela vê Vegeta se levantar e ir para a cozinha e vai para o quarto, assim que entra joga a mochila na cama e entrou no banheiro trancando a porta colocou a mão na boca para abafar um soluço profundo que escapou da garganta, se olhou no espelho se deixando chorar por alguns segundos aquilo não poderia estar acontecendo. Colocou as mãos na borda da pia para se apoiar e tentar segurar a culpa que pesava muito mais que seu corpo se Vegeta soubesse do que aconteceu ela o perderia ela sabia disso ele não iria perdoá-la, ainda mais porque ele estava sempre desconfiado do amigo. Se olhou no espelho de novo se sentindo a pior pessoa do mundo por ter feito aquilo com ele, por ter beijado outro homem, por ter se deixado beijar... Olhou para cima e apertou os olhos tentando parar aquelas lágrimas que não queria parar, fez um rabo de cavalo nos cabelos e lavou o rosto com água fria, finalmente conseguiu parar de chorar só precisava se livrar daquele rosto vermelho porque Vegeta com certeza perceberia ele sempre soube quando alguma coisa estava errada com ela nunca conseguiu esconder nada dele não importasse o que fosse.
Voltou para o quarto e tirou a roupa vestindo um vestido solto, desses que ela gostava de ficar em casa ele era de alça e meio florido. Tirou o celular de dentro da mochila e viu que já tinha várias mensagens de Sam, mas ignorou todas, sabia que teria que conversar com ele depois sobre o que aconteceu, mas não agora ela não tinha condições nenhuma ainda mais com Vegeta em casa. Colocou o celular no silencioso e saiu do quarto, Vegeta a esperava na cozinha e viu ele arrumando a mesa.
— Como foi à aula? – ele pergunta.
— Foi bem, vai ter outro seminário sobre direito constitucional na semana que vem.
— Outro? Esses professores não gostam mais de dar aulas como antigamente, vive enchendo os alunos de seminários.
— Dessa disciplina vai ser o último, estamos quase no final do semestre.
— Vem comer logo enquanto tá quente, sabe que eu odeio requentar comida depois!
— Sim senhor! — ela bate continência apenas para provocá-lo, o como sempre fazia e depois se sentou.
— O Raditz veio aqui hoje de manhã encher minha paciência como sempre! – ele comenta levando as panelas de comida para a mesa.
— Deixa de ser chato, ele só veio ver como você estava e se você não estava aprontando!
— Nossa, vocês me tratam como se eu fosse uma criança!
— Porque a gente te conhece né Vegeta! Você é daquele tipo que nem se perder as pernas e os braços fica quieto!
— Eu só estou acostumado a trabalhar só isso!
— O Ditz já sabe quem fez isso com você? – pergunta vendo se ele se sentar de frente para ela.
— Ainda não. – responde e demonstra que não queria falar no assunto.
— Não conseguiram descobrir nada? E se tentarem de novo Vegeta?
— Não se preocupa com isso, agora eu vou ficar mais atento, eu só fico preocupado com você andando sozinha por aí.
— Eu também estou atenta viu, e bem que poderia andar armada! – brinca.
— Nem sonha de tirar aquela arma do cofre ouvir bem?!
— E que graça que tem ter uma arma e não poder usar?
— Porque você não tem licença mocinha, se te pegam com arma daquelas você vai presa e nem eu vou conseguir te tirar! Quando chegar a hora certa eu vou tirar sua licença.
Eles colocaram o almoço e começaram a comer em silêncio, Bulma tentava não olhar para Vegeta, pois olhar para ele fazia toda aquela culpa recai sobre ela, mas sempre que por ventura olhava via os olhos negros de Vegeta sobre ela, ele a analisava como sempre fazia.
— Você parece preocupada. — Vegeta comentou tomando um gole de seu suco.
— Não estou! — Bulma disfarçou o máximo que pôde.
— Aconteceu alguma coisa na faculdade?
— Não... Só o de sempre!
Bulma também tomou um gole de seu suco sustentando o olhar dele não poderia mostrar que estava realmente nervosa...
...
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