Céu Selvagem
21 As mentiras venenosas da víbora
Notas iniciais
O bosque próximo ao lago estava agitado perto do final da tarde. Vários jovens vasculhavam cada canto dele, nem sequer uma misera raiz foi esquecida. O rapaz de cabelos pratas deu-se de encontro com a raiz enorme, ainda com um pedaço do tronco da árvore. Sua atenção se deu para a parte de baixo, que estava muito elevada e ao olhar de perto, conseguiu ver pedaços do que deveria ser escadas.
–Eu encontrei, décimo!!! Aqui está a entrada.
–Mas é extremamente pequena. Tem certeza que é essa?
–Falaram que a entrada ficava a seis metros do lago. E ele está bem ali. – apontou Gokudera.
–E se...Removermos as raízes?- sugeriu Chrome.
–Hum...Poderíamos fazer isso, mas deve ter outra forma, pois as pessoas saem por aqui e as raízes são disfarces.
Yamamoto começa a mexer no pedaço de tronco e todos conseguem ouvir um click. Gokudera pede que seu amigo continue a mexer e localizam engrenagens. Aquele tronco fez um movimento de meia lua para a lateral e liberou espaço suficiente para que os jovens passassem.
–Conseguiram?
–Sim, Reborn. Localizamos a passagem.
–Pelo computador, a mansão está a quarenta metros de vocês. Tomem cuidado!
–Temos que realmente esperar anoitecer até podermos entrar?
–Sim! As nossas câmeras instaladas no bosque mostram uma intensa atividade no exterior da mansão. Estão apenas esperando qualquer ataque nosso.
Havia um barulho de passos constantes em uma das celas. A frustação fez a garota esquecer as dores dos machucados e a impaciência só aumentava. O garoto estava de pé em sua cama, sondando pela pequena janela, para sua tristeza era dava para um corredor de pedra escuro. A mulher cantarolava algo em inglês, lembrava muito aquelas músicas de ninar.
–QUE TÉDIO!- falou Marcella jogando-se na cama.
–Esse lugar é totalmente isolado. Não conseguimos nem ter noção de onde estamos ou do tempo.
–Você parece estar calma, Natalie.
–Cantar me acalma.
–Quem você veio ver?
–Meu filho.
–Ele é do Céu Selvagem?
Ela ri.- Sim.
–Você é mafiosa então?
–Eu já fui esposa de um.
Os três ouvem gemidos vindos de um das celas das garotas.
A mesma sensação dormente que Cielo sentira estava em Haru. Sentia o medalhão gelada em seu peito e seus lábios secos. Sua cabeça parecia girar e ao fundo, ouvia vozes. Abriu os olhos lentamente e assustou-se em estar num lugar estranho. Sentou-se na cama e sentiu seu estomago revirar, parecia que não havia comido há horas. Enxergou com a visão um pouco embaçada, uma garota loira a observando atrás das grades.
–Patrícia?
Marcella surpreende-se.
–Garota, você conhece a minha irmã?-perguntou ela em italiano.
Haru esfregou a manga na blusa nos olhos na tentativa de enxergar melhor. Focou a visão e viu que a garota era muito semelhante à amiga, mas era notável que era mais velha e possuía cicatrizes na face.
–Não entendi o que disse.
“Uma japonesa”. –pensou Marcella. – Você conhece a minha irmã?- perguntou ela em japonês que Haru demorou um pouco para entender graças ao sotaque italiano.
–Irmã?-perguntou confusa. — Apenas achei que você fosse uma amiga minha.
–Minha irmã chama-se Patrícia. Ela é parecida comigo.
–Minha amiga apenas possui um irmão. Nunca falou nada de ter uma irmã.
“Ela deve ter me escondido para me proteger”. -Por que você e aquelas outras duas meninas estão aqui?
–Duas meninas?- Haru observa melhor e percebeu Kyoko desacordada na cama da cela a sua frente. Ela não conseguia ver as outras celas.- Kyoko-chan!!!
–A outra está na cela ao meu lado. E da cela do seu lado está Cielo. – Marcella pediu em italiano para que o garoto a cumprimenta-se.
–Olá!-gritou Cielo em italiano.
–Ao fundo está Natalie!
–Olá minha jovem. –falou Natalie em inglês.- Você sabe inglês?
–Sim.
–Eu e Cielo também sabemos falar em inglês. É melhor porque podemos nos entender.- O meu nome é Marcella, qual é o seu?
–Haru. Onde estamos?
–Ainda não descobrimos, acordamos a poucas horas. — ecoou a voz de Cielo.
–Mas acho que não saímos da Itália.- afirmou Marcella.
–Itália? Mas eu estava no Japão!!!
–Olha Cielo ela é japo...
–Acho que você foi sequestrada. – Marcella gritou acobertando a voz de Natalie. A mulher ficou em dúvida se aquilo foi proposital. –Você deve ter se metido com alguém que não devia. “Se essa garota é amiga da minha irmã e está aqui, ela tem alguma ligação com a Vongola! Mas não parece ter algum tipo de poder”.
–Eu não faço ideia. – Haru mentiu.
É claro que ela sabia, afinal, ela namorava um dos guardiões do futuro décimo Vongola. E Kyoko estava pelo mesmo motivo. A outra garota, Haru imaginava que deveria ser a Hana. Ela sentou novamente na cama e o mal-estar voltou. Segurou o seu medalhão com todas as suas forças e implorava para que Gokudera viesse atrás dela.
–Estão todos a postos no túnel, Adelina. Vongola nem sequer chegará à lavanderia.
–Colocou para se encontrar a partir da segunda bifurcação?
–Sim, de acordo com as suas ordens. Assim que virarem para a esquerda, será o fim deles!
–Chefe!-Sabrina abre a porta e apenas via-se sua cabeça surgindo detrás dela.
–Entre!- além dela, Sandra, Fernando e Magno também vieram. – O que é isso? Não podem desgrudar do rabo da saia de Sabrina?
–Saiam daqui! Não precisam ficar me seguindo.
–Deixe. Agora já estão aqui. Então?
–Trouxemos três presentes para você. Três pessoas para chantagear a Vongola.
–Quem?
–A namorada do décimo Vongola e outras duas que namoram os guardiões dele.
–Me surpreendeu agora. — disse sorrindo.- Aonde elas estão?
–No calabouço, junto daquela mulher de cabelos claro, de uma garota loira e um garoto mascarado.- respondeu Fernando.
–O QUÊ!? Você é uma anta Fernando!? Como pode deixar três pessoa interligadas a Vongola junto ao Cielo!? Separe eles imediatamente!!!
–Sim, sim chefe!-saiu correndo.
–Vocês, o ajudem!- também saem correndo. –Quase colocaram meu plano em risco.
–Não se preocupe. Vai dar tudo certo.-disse Claudio.
–Estamos entrando no túnel.
–Ok décimo. Poderia checar se o relógio de vocês está salvando a rota?–indagou Giannini.
–Sim, está funcionando perfeitamente.
–Ótimo! Não hesite em me chamar em qualquer problema.
–Ok!
O grupo iniciou a caminhada pelo túnel empoeirado e lutavam contra as enormes teias de aranhas. Tsuna perdeu a conta de quantas vezes seu rosto bateu contra elas, apesar de não ver nenhuma aranha seu corpo estramente começou a coçar.
–Não passam há anos por esse lugar!- observou Gokudera.
–Eii! Há rastros novos aqui. -falou Ryohei apontando os rastros quando chegaram a uma bifurcação. — Alguém esteve nesse lugar há pouco tempo.
–Provavelmente são do meu mestre. Ele me disse que marcou o caminho com tinta fosforescente. — Basílio começou a apontar a lanterna especial para várias partes das paredes, até achar uma flecha verde brilhante. – Por aqui!
–Como seu mestre achou esse caminho?-indagou Gokudera.
–Ele não me disse.
–Estranho, não?
–Estão temerosos que seja uma armadilha?
–Não uma armadilha, mas que tenha algo percorrendo estes túneis e não seria nada bom toparmos.
Nas masmorras Fernando e os outros entram apressados. Nas mãos dele estava um pano e na outra um vidro azul. Sabrina se dispôs diante a porta de Marcella, a destravou e a jovem saiu sem reboliço. Já Fernando caminhou até a cela de Cielo e ordenou em grosseria.
–Se você não me obedecer, o farei apagar de novo!
–O que pretende fazer comigo?
–Apenas vai para outra masmorra!- ele destravou a porta da cela. – Vamos!
–O que vão fazer comigo?
–Cielo, obedeça a ele!- aconselhou Marcella.
–Vai nos eliminar, não é?
–Garota faça esse idiota nos obedecer logo!- ordenou Sabrina a Marcella. Ela caminhou até a cela dele e pegou em sua mão.
–Confie em mim! Ficaremos bem! Vamos!- e o puxou para fora da cela.
Natalie e Haru observavam a cena. A morena estava apreensiva e lembrou-se de filmes de terror, onde geralmente executam um por um, até que somente um sobreviva. Mas o mais apavorante, que aquilo não era um filme e o pior, ela não estava entendo muita coisa, pois todos estavam falando em italiano.
–Cielo!- chamou Natalie e ele virou para ela.- Tome cuidado, está bem?
–Ok...- Cielo sentiu-se nostálgico graças a fala de Natalie. Aquilo era estranhamente familiar.
Ambas acompanharam os dois prisioneiros caminharam até a porta de ferro fechar.
–Natalie! O que vão fazer com eles?
–Vão troca-los de celas.
–Não é somente isso não é?
–Estou torcendo que seja.
Haru se encostou na grade apavorada. –Vão fazer o mesmo conosco!!!
–Não vão. Não irei permitir.
Quando Haru foi indaga-la, ela ouviu gemidos vindos de outras celas. Kyoko e Hana finalmente deveriam estar acordando.
–Outra bifurcação? — falou Gokudera irritado.
–Acalme-se, apenas tenho que achar a marca.
–Pessoal, tem mais pegadas por aqui e são recentes!- falava Ryohei ajoelhado no chão.
–O que!?- Gokudera ajoelhou-se junto a ele.- A vários tamanhos de pegadas.
–Estão sentindo a energia? Tem várias pessoas por aqui.- falava Yamamoto.
–E parece vir de lá!- Tsuna apontava para o corredor da esquerda.
“Uma armadilha?”- pensou Basílio. -“O mestre não teria prevenido isso?”.
–Estou ouvindo barulho de passos!- afirmou Chrome.
–Vocês sentem algo vindo deste corredor?-indagou Basílio apontando para o corredor da direita.
Tsuna fechou os olhos para concentrar-se. – Não sinto nada anormal vindo dele.
–Eu não encontrei a marca do meu mestre, mas vamos por ele então.
–Boss-boss... Tem algo vindo!-avisou Chrome.
E da escuridão ouvia-se passos e vários pontos brilhantes surgiram, ela vieram em direção a eles, quando Tsuna jogou a luz na lanterna nelas, eram pequenos discos afiadíssimos. Rapidamente Gokudera utilizou suas bombas de potencia baixa para que elas mudassem de direção.
–Eu falei que tinha ouvido vozes!- afirmou uma voz feminina.
–Nossas ordens foram para aguardar no corredor com os outros.- falou um jovem moço.
–Dane-se! Se matarmos esses caras, seremos eternamente recompensados.- falou outro rapaz.
Eram três indivíduos mascarados que saíram da escuridão daquele corredor. Tsuna observou que suas mascaras possuíam oculares personalizadas para que pudessem enxergar no escuro.
–Sinto muito, mas não poderão fugir.
–Como se o fizéssemos!- afirmou Gokudera.
–Quem são vocês?- indaga Ryohei.
–Dispenso apresentações! O que me interessa é a cabeça de cada um!- disse a moça, jogando discos em direção a Gokudera, Yamamoto foi mais rápido e os quebrou com suas espadas.
–Tentem não fazer muito barulho!-advertiu Basílio, já com uma adaga em mãos.- Chrome e Patrícia, peguem esta lanterna e procurem a marca do meu Mestre. -Ele cochichou para as garotas e elas apenas afirmaram balançando a cabeça.
Foi fácil para eles derrotarem os três indivíduos com os seus poderes e sequer suas habilidades chegavam aos pés de outros inimigos na qual já haviam lutado. Ryohei em um gesto rápido de boxe atacou o moço mais baixo seguido por um ataque dinamite de Gokudera. Como o jovem haviam ficado zonzo, Ryohei precisou de apenas um soco em seu estomago para fazê-lo desmaiar. Tsuna usou Zero chitten toppa-first edition para congelar os discos da moça e assim fazer uma sequência de ataques de socos. Yamamoto e Basílio também não tiveram dificuldades com o outro rapaz que usava pistolas para atacar, onde com a espada o guardião da chuva desestabilizou as balas e Basílio socou a cabeça do sujeito. Com a adaga, ele danificou as pistolas do rapaz.
Patrícia, ao invés de procurar pela marca ficou assistindo a luta impressionada. Ela estava vidrada pelos movimentos rápidos deles.
–E-eu-eu achei a marca...Está aqui!
–Ótimo trabalho Chrome-chan.- parabenizava Patrícia.
–Ela está apontando para a direita! “Como imaginei, o mestre nunca nos enviaria para uma armadilha.”-Bem, precisamos esconder esses caras em algum lugar. — sugeriu Basílio.
–A quantos dias estamos aqui? E meus pais!? Meu deus!!!
–Acalma-se Kyoko-chan. Estamos na mesma situação.
–Eu estou confusa. O que é tudo isso?-indagava Hana.
“É mesmo, Hana não sabe nada sobre a máfia.”- pensou Haru.
–Acalmem-se meninas. Acalmem-se!- surpreendentemente, Natalie sabia falar em japonês. Ela parecia estudar a fechadura da porta.
–Natalie-san, como pode estar tão calma?
–Hum... Quando você sabe os truques...- Natalie faz uma pequena bola azul surgiu em sua mão direita e a coloca contra a barreira eletrificada. Em segundos, a barreira desaparece. Em seguida coloca sua mão na fechadura e joga um pouco de energia nela. Uma pequena explosão ecoou pelas masmorras e a porta destravou. — Você não entra em desespero!- disse ela sorrindo enquanto abria a porta. As meninas ficaram surpresas. — A uma outra masmorras ao lado dessa, Cielo e Marcella devem estar nela.
–Quem são esses?- indagou Hana.
–Em breve você irá conhecê-los. — falava ela colocando novamente a bola azul de poder na cela de Hana.
–Novamente, um corredor de pedra. – falava Cielo frustrado olhando pela pequena janela da sua nova cela. Ele apenas teve o silêncio de Marcella como resposta. Sentou-se novamente a cama e viu a garota deitada olhando para o teto.-Eu não sei como você me vê. Talvez como um fardo, mas... Ainda bem que está aqui.
–Você não é um fardo! E é ótimo você estar aqui também. — ela virou a cabeça e falou sorrindo para ele.
–Você parece preocupada.
–Sim. Eu estou com medo do que possam fazer a você.
–Preocupe-se em ficar viva que já ficarei feliz.
–Não é justo.
–Então... O que você sabe sobre mim? Eu tenho pais? Família? Amigos?
–Quantas perguntas. Eu sei que sua mãe está viva, sobre o seu pai...- Marcella pareceu refletir e Cielo percebeu.- Eu não sei! Você tinha muitos amigos onde vocês viviam e eles se importavam muito com você.
–Está inventando tudo isso?
–Não...Vai ser meio estranho te explicar como eu sei.
–Depois de tudo, não estranho mais nada.
–Cielo, eu fui ordenada parar tirar suas memórias e tive que as ler.
–Jack estava certo. Nossas amnesias são manipuladas. Por que está fazendo isso?
–Então, lembra-se de Claudio? Ele é meu irmão. Ele entrou para a Céu Selvagem e acabou revelando nossos poderes para Adelina. Esta mulher detestável raptou nossos pais e nos chantageou para que a obedecêssemos em troca da liberdade deles quando tudo acaba-se. Se não o fizermos, eles morrem.
–Essas cicatrizes...
–Adelina fez em mim quando você teve aquela crise de memórias. Foi culpa minha, eu não soube controlar sua amnesia.
–Desgraçada!-ele dá um soco na parede.- Ela terá o troco!
–Você não fará nada a ela.
–Mas olha o que ela fez comigo e a você!!! Marcella me conte tudo que sabe.
–Sobreviva, devolverei suas memórias e saberá sobre tudo.
–As devolva agora e eu poderei ajuda-la!-Cielo gruda na cela.
–Não, o processo é doloroso. Você não se recuperaria a tempo.
–Droga!!!
–Ahhhh!!!- gritou Tsuna e logo em seguida ouvir ordens de silêncio.
–Quer que o inimigo saiba que estamos aqui?- repreendeu Patrícia.
–Mas tinha uma aranha enorme em mim!!!
Basílio riu.
–Não envergonhe a Vongola.– Reborn o repreende pelo comunicador.
–Reborn esquece sempre que ele é um clone.- comenta Patrícia.
–Por que ele é perfeito. Eu também esqueço que não é o verdadeiro Tsuna.- explica Yamamoto.
–Para mim ele é o décimo. – explica Gokudera.
–Desculpe interromper o sentimentalismo, mas devemos seguir caminho.- Aponta Basílio.
–Aonde esse lugar vai chegar?
–Ele sai em várias salas, mas a que vamos seguir será para uma que sai na sala das armas, que fica um andar acima das masmorras.
–Sala das armas? Não é provável ter inimigos lá?
–Não. É uma apenas uma sala de armas antigas que o falecido chefe colecionava.
–Todos os chefes da máfia tem salas de coleção?-indagava Patrícia.
–Claro! O décimo do futuro também possuía uma sala enorme com vários veículos que ele colecionava.- explicava Gokudera sem pensar.
–Décimo do futuro?-indagava Patrícia confusa.
–Eu quis dizer, que com certeza o décimo lá no futuro, quando assumir como chefe, também terá uma sala de coleção.- mentia Hayato para disfarçar.
–Ok! Por hora irei fingir que acreditei nisso.
–Pessoal, a uma marca extremamente grande aqui!- apontava Ryohei.
Basílio a ilumina com a lanterna e ela brilhou em tom verde fosforescente-Então deve ser a porta de acesso a mansão!- Basílio começou a procurar o mecanismo que abria a porta. Ela ficava escondida por uma pedra, Basílio a retirou e puxou uma pequena alavanca e assim, abriu na sala das armas.
Basílio sondou antes, prevenindo ataques inimigos, mas a sala estava vazia. Acendeu as luzes dos abajures e assim tiveram a visão da sala. Ela estava completamente empoeirada e havia muitas teias.
A luz refletia o metal dos rifles enfileirados nas paredes e das espadas. Nas estantes havia pistolas, pedaços de armadura e balas de inúmeros tamanhos. Uma pequena lareira enfeitava a sala, cheia ainda de fuligem e teias. No meio da sala, estavam em exibição espadas que pareciam ser muitos antigas e em uma parede, estava o mapa da Itália.
–Agora entendi porque o mestre nos enviou para cá. É fato que ninguém a usa mais.
–Você nunca entrou aqui pelo jeito.
–Não mesmo. Este andar possuiu muito pouca atividade, é praticamente abandonado. A única sala ainda muito utilizada é a lavanderia, que pelo mestre ela fica a esquerda deste andar.
–Como iremos acessar as masmorras?
–No depósito a um antigo elevador de serviços, que leva até o andar das masmorras. — falou ele selando a entrada.
–Ei, Ramiro acorde!! Acorde!!!- uma mulher o balançava constantemente tentando acorda-lo. O rapaz estava atrás de um monte de rochas caídas e coberto de poeira.
–O Valter e Pamela estão aqui!-falou outro homem mais adiante do corredor. Seus colegas estavam também cobertos de poeiras e restos de rochas.
–Alguém passou por esse corredor. As Pegadas e as teias estão desfeitas.- concluiu um outro homem encapuzado enquanto olhava pelo corredor que dava acesso a saída perto do lado.
–Neste corredor também!- Outra mulher disse referindo-se ao corredor da direita.
–A Vongola já deve ter nos invadido. Avise Claudio!-concluiu o homem encapuzado.
–Adelina!- Claudio entrou apressado na sala.- A Vongola está aqui e não fazem a menor ideia de onde estão.
–Como?
–Eles derrotaram três dos nossos e foram por caminhos alternativos.
–Aqueles trouxas devem ter feita algo errado. Mandem-nos procurarem em todos os corredores e selar as entradas e saídas.
–Sim!
–E Claudio, não se esqueça em dar um jeito em nosso traidor!- falou ela sorrindo.
–Claro!-ele apertou as mãos com raiva.
A Vongola estava escondida em outra sala.
–Tem muito movimento corredor. — falava Patrícia enquanto sondava pela fechadura.
–Devem ter descoberto que estamos aqui.- concluiu Ryohei.
–O depósito está longe?-indagou Tsuna.
–Tem mais duas salas para chegarmos nele.
–Vamos esperar o movimento acabar e nos deslocamos para lá.-sugeriu Gokudera.
–Isso se esses dois caras parados no corredor saírem. Já faz uns dez minutos que estão ali. — informa Patrícia.
–Só estão os dois?- perguntava Gokudera enquanto ajoelhava-se ao lado de Patrícia, e também sondou pela fechadura.
–Sim.
–Então eu tenho uma ideia. – falava ele sorrindo e chamando Uri.
Na sala de Lorenzo...
–Então Adelina mandou vários capangas invadirem os caminhos alternativos?-falou Lorenzo. Ele estava sentado em sua cadeira.
–Sim. A nossa ideia foi por água a baixo. Se a Vongola for localizada ela vai obrigar Jack a lutar contra Vongola.
–Mas eu esperava uma invasão de frente da Vongola. Por que ela está fazendo isso na surdina?-indagou Jack que estava encostado na parede.
–Com certeza para pegar Adelina de surpresa.
–Mas a Vongola não é mais forte que a Céu Selvagem?
–Não menospreze sua própria família, Jack.
–Não estou menos prezando, apenas assumindo a realidade. O mestre sempre disse isso.
Claudio encara Lorenzo.
–O quê!? Queria que o engana-se? Ele precisa saber a força real do inimigo. -Justificou Lorenzo.
–Enfim, podemos nos esconder.- sugeriu Jack.
–Será difícil para nos escondermos na mansão, os capangas também estão espalhados pelos corredores. — afirmava Lorenzo.
–Então, eu terei que lutar contra a Vongola!
–Talvez no meio de tudo, conseguiremos fugir.
–Mestre, precisamos resgatar Cielo!
–E iremos Jack.
Claudio percebeu quando Lorenzo o encarou de forma irônica.
–Não deixarei meu amigo sozinho. Irei para o meu quarto me preparar. – e Jack sai da sala.
No segundo que Jack fecha a porta, Lorenzo viu uma lâmina afiadíssima disposta em seu pescoço. Ele riu sarcasticamente.
–Não havíamos nos tornado amigos?
–Eu até tentei, Lorenzo. Mas ela acabou quando você colocou a Vongola aqui dentro.
–Não tem como provar!
–Eu te falei daquela entrada subterrânea e adivinha? A Vongola nos invadiu através dela!
–Você parece magoado.
–Eu tentei confiar em você, seu idiota! Adelina lhe deu uma segunda chance de passar para o lado dela e esta foi à forma que encontrei para você se salvar. Daria tudo certo e você e Jack escapariam, mas você jogou tudo fora! Pois bem, traidores devem morrer.
Ele afasta a adaga do seu pescoço e rapidamente pega Claudio pelo pescoço e o encosta violentamente na parede, quase o sufocando. -Olha aqui moleque! Você não está lidando com nenhum estúpido por aqui! Acha que acreditarei em tudo que o cachorrinho daquela vadia fala? Só quero ver como irá lidar com a situação agora ou irá apanhar de novo dela. — e o joga no chão. –Você não quis me salvar Claudio, você apenas obedeceu ordens dela e nada mais. Se realmente quisesse, não teria informado sobre a passagem.
Claudio um pouco zonzo, senta no chão afagando o pescoço dolorido. O rapaz nunca havia visto aquele homem agir daquela forma e ele realmente sabia ser assustador quando queria.
Lorenzo abre a porta para sair. – Espere, e quanto a Jack?
–Foi uma promessa e não vou quebra-la. — e ele sai da sala.
Claudio quando pensou em ir atrás dele, sentiu o celular vibrar no bolso.
– Sim, já estou indo aí!- ele desliga.
Na sala da Chefe...
–Sim, Adelina?- indagava Claudio enquanto entrava na sala dela. A mulher estava parada diante da sua janela, olhando para o exterior.
–Com certeza eles estão escondidos lá fora.
–Quem?
–A Vongola, é claro. Nunca que mandariam um grupo pequeno para o resgate de Cielo. Deve haver mais deles lá fora. E é por isso que precisamos tomar medidas emergenciais!
–Que medidas?
–Ora, fazer dois grandes amigos se encontrarem. — falava ela sorrindo tão sarcasticamente que Claudio sentiu arrepios.
–O que você pretende?
–Dar o que Jack mais deseja: a verdade! E ele finalmente entenderá as minhas ações.
–Depende de qual “verdade” você contará a ele.
–Meros detalhes. Traga Cielo para cá.
–Mas e Jack?
–Está na sala ao lado. Fiz meus seguranças o barrarem quando ele estava indo para o quarto.
–Como deseja. – e ele lhe deu as costas.
–Ah, e Claudio, traga a sua irmã também.
–Adelina, o que pretende fazer?- a indagava enfurecido.
–Siga minhas ordens!!!
Ele aperta as mãos de raiva e sai bufando da sala. O que aquela mulher pretendia fazer? E por que precisava de Marcella?
–Está conseguindo?-indagou Kyoko.
–Quase! A um feitiço nessa porta!- explicou Natalie.
–Ei, eu ouvi barulho de passos lá fora.- avisou Haru, mas não deram muito atenção ao seu aviso.
–Consegui! Ajudem-me a abri-la. – Kyoko e Hana a ajudam.
–Esperem! Tem alguém lá fora.
O barulho da porta não deixou que as outras ouvissem o alerta de Haru e a porta foi aberta. Quando a morena tentou impedi-las, já era tarde demais, as três já estavam no corredor. Natalie estava certa, a outra masmorra ficava ao lado da delas, mas a porta curiosamente estava aberta. Entraram apressadas na sala e havia seis capangas de Adelina, um deles estava com Cielo desacordado nos braços e outro colocando algemas em Marcella.
–Cielo!!! Marcella!!!
–Largue eles!
Natalie tentou ataca-los, mas o sétimo capanga entrou pela porta e desacordou Natalie, colocando algemas nela. As outras meninas foram trancadas as pressas nas celas junto a Natalie. Os setes saíram rindo pelo vitória fácil.
–Droga!!!- praguejou Haru.
Assim, os sete levaram Cielo e Marcella em destino a sala de Adelina. Cielo acordou no meio do caminho e começou a praguejar e ordenar que o soltassem, sem sucesso. Apenas dois capangas entraram na sala da chefe e o colocaram em uma cadeira e Marcella se dispôs ao lado dele, sendo retirado as algemas dela. Ele estava algemado dos pés a cabeça.
–Olá Cielo. –cumprimentou Adelina de forma nada agradável.
–Você... Você é Adelina?
–Exato!
–O que você quer?
–Ora, apenas faze-lo se encontrar com o seu amigo. Claudio traga ele!
Uma porta se abre e dela sai Jack e Claudio, e param diante de Cielo a alguns metros de distancia.
–Jack!
–Cielo! Mas, você não havia sido capturado pela Vongola!?
–Não! A céu Selvagem trouxe-me para cá.
–E por que ele está algemado? O que pensa que está fazendo Adelina?
–A uma explicação para tudo, Jack!- disse ela calmamente, surpreendendo o garoto.
–Você mentiu para mim!!!
–Jack!!! – disse ela com lágrimas nos olhos e o tom de voz de choro.- Eu sei o quanto este ano que ficou aqui o machucou. Não é mais justo você não saber de nada. Então te revelarei tudo.
–Como?
–Meu querido afilhado. — Aproximou-se dele.- A sua amnesia não é normal, ela foi adquirido através de feitiços.
“Como se eu não soubesse.”- Quem fez isso?
–Claudio, o seu guardião, a meu pedido.
–Mas por quê!? O que eu fiz para você, Adelina?
–Nada! E não foi o acidente que matou seu pai, foi alguém que o assassinou diante dos seus olhos.O trauma que aquilo gerou deixou você em profunda depressão. Eu e sua mãe não sabíamos o que fazer para que você melhora-se, então foi quando achamos melhor retirar suas memórias.
Jack perdurou segundos em silêncio até processar tudo.- O quê!?
–Exatamente o que ouviu!
–E por que eu vim para cá?
–Tentaram mata-lo também. Inúmeras vezes. Foi então que sua mãe decidiu que primeiramente iria para África para despista-los, depois viria para cá e o esconderíamos de todos. Em toda essa confusão, descobrimos que a Vongola havia causado todo este infortúnio e fomos atrás do responsável, e foi assim que capturamos Cielo.
–Cielo é da Vongola?
–Sim, ele é nosso inimigo. Marcella foi responsável em retirar os poderes e memórias dele. Nós analisamos as memórias para tentar encontrar o responsável.
–Marcella...- falou Cielo.
–Sinto muito!
–Jack, a uma razão para Cielo estar preso e vocês dois estarem frente a frente. É que lhe trago boas notícias! Encontramos o culpado!
–Quem?- um medo instintivo surgiu nele.
–Sawada Iemitsu, o pai de Sawada Tsunayoshi.
–Meu pai!?- falou Cielo surpreso.
–Sim, seu inútil. O seu pai. – ela aproximou-se de Cielo. Havia uma raiva evidente em seu tom de voz. – Sabe o porquê de tê-lo nomeado como Cielo?- o garoto a observava. — Huf! Claro que você não sabe! Não tem a menor ideia de quem é para a Vongola. Você é o décimo, o futuro chefe. O garoto que possuiu a chama do céu. – ela apontava em forma de acusação para ele.
–Então a Vongola invadiu aqui atrás de mim!
–Exato!
–O QUÊ!?-agora foi a vez de Jack assustar-se. -Não! Não! Eu não vou mata-lo! Ele é o meu amigo!!!- Claudio o segurou pelos ombros o impedindo de aproximar-se de Cielo.
–Ele é apenas seu amigo, porque não possuiu as memórias e os poderes. –Adelina aproximou-se dele e colocou delicadamente uma de suas mãos na face do garoto. — Na verdade, vocês nem devia ter se conhecido, mas o seu mestre sempre fez burradas.
–Não faz sentido!
–O que não faz sentido, Cielo?-indagou Adelina em sarcasmo.
–Faz quase um ano que eu estava preso no monastério! A Vongola só veio atrás de mim, agora!
Adelina riu. –Nós apenas o enganamos e colocamos um substituto. Um clone muito bem feito, possuindo suas memórias e poderes. Sinceramente, eu nem sei como descobriram que estavam com um clone.
–Quando eu sair daqui você vai ver...
–Quem disse que irá sair daqui? Bem, pode até sair, mas não com vida. Jack! Mate-o!
–Jack, faça o que ela diz e você estará livre!- implorava Claudio.
–Não! Deve ter outro jeito, Claudio. – Jack suplicava. Ele via no olhar de Claudio que ele estava contra ao garoto fazer aquilo, para ele parecia estar sem esperanças de haver outra forma de fugir dali.
–Você acha que se Cielo tivesse a oportunidade de ficar livre matando você, ele não o faria? –Adelina não deixou que Cielo responde-se. -Claro que sim! Lembre-se, você é forte, mas...- ela aponta para o coração de Jack.- algo em você pode mata-lo um dia...
–A minha compaixão. — disse Jack completando a frase naturalmente e segundos depois ele indagou a si mesmo. Como ele sabia a resposta? Algo nas palavras de Adelina pareceu eliminar um véu da sua mente. Por segundos, teve a sensação da possibilidade de resgatar suas memórias. Sentiu um dos sinais em suas mãos vibrarem e notou a surpresa tomando conta da face de Claudio. — Você... Você já me disse isso uma vez não é?
–Jack, Adelina nunca lhe disse isso. – afirmou Claudio.
–Não...- ele colocou uma das mão sobre a testa dele.- Ela já me disse...ela já disse...-flashes confusos começaram a passar pela mente dele.
Agora foi a fez de Cielo sentir um dos sinais de suas mãos vibrarem.-Estamos conectados de alguma forma, não é?- ele cochichou para Marcella. Ela não respondeu, mas ele pode ver a surpresa na sua face.
–Sim Jack, eu já lhe disse isso. Antes de eu apagar suas memórias, lhe disse que eliminaria o nosso inimigo e você implorou por uma negociação. Você não queria batalhas.
–Não. Não foi assim.- Jack parecia confuso e Adelina o abraçou, espantando todo mundo da sala.
–Meu querido, eu sei a dor que deve estar passando. – ela afagava os cabelos dele. -Queria que me desculpa-se por tudo, mas eu sempre quis protege-lo. Eu sei que por muitas vezes eu fui dura com você, mas apenas tenho sede de vingança e a obsessão em protegê-lo dos nossos inimigos. Você e a Paola são as únicas ligações com o pai de vocês. Sua mãe também teve que se esconder este tempo todo e como vi sua solidão, pedi para que Claudio escrevesse cartas se passando pro ela, para aliviar sua dor. –ela colocou as mãos nos ombro dele e o olhou diretamente nos olhos. -Quer que tudo isso acabe logo?
–Sim... Eu não aguento mais!
–Então... Mate Cielo e acabe de vez com esta confusão . O pai dele tirou o seu pai. Vingue-se no filho dele.
–Ela está fazendo lavagem cerebral nele. – comentou Cielo para si mesmo, mas Marcella pode ouvir.- Se meu pai realmente fez isso, eu entendo o porquê está mulher agiu desta forma o tempo todo. Você já sabia sobre o meu pai, por isso não contou sobre ele.
Marcella apertou as mãos em agonia.
–E no final, todos nós estamos aqui lutando e se ferindo por quem amamos. Marcella, posso fazer um pedido?
–Claro!
–Quando Jack estiver prestes a me matar, você poderia me fazer lembrar-se da minha família? Não quero ir embora pensando que estava sozinho.
Marcella sentiu algo negro começar a invadir a alma de Cielo.Uma lágrima escorreu pelo rosto de Marcella e tocou as bochechas de Cielo.- Claro...-disse em voz de choro.” A alma dele, começou a se corromper”.- e a moça o abraçou disparando em lágrimas.
“Então, você também se apegou ao garoto que estava cuidado, Marcella”.-pensou Claudio observando a cena.-“Ambos não tem nada haver com a ambição de Adelina, com a verdadeira vingança”.
–Então, vamos terminar tudo isso?-perguntou Adelina da forma mais carinhosa possível.
Ele olhou profundamente nos olhos dela antes de respondê-la.- Sim!- E um largo sorriso se estendeu na face de Adelina. Ela tirou a lança do bolso do garoto e o colocou em suas mãos. Acariciou os cabelos dele e o beijou-lhe na testa. – Boa sorte!- sussurrou e deu espaço para ele.
O desgosto tomou a face de Claudio. Seu estomago começou a se revirar em um grande nervosismo, apertou suas mãos para que parassem de tremer. Estava crente que Adelina estava tirando vantagem do lado negro de Jack, o lado que estava se corrompendo aos poucos e que ele não havia conseguido purificar. Ela nunca tinha comentado, mas talvez fosse um dos seus objetivos fosse corromper a alma daquele jovem. Lembrou-se de quando ela o repreendeu por tentar salva-lo. Mas, Claudio acreditava que aquela seria a única forma de Jack ser livre e tentar salvar sua vida diante os acontecimentos inesperados.
Mas, por outro lado, se o garoto mata-se Cielo, tudo estaria perdido. A sua alma estaria a um passo de corromper-se totalmente e não teria volta. Claudio imaginava Jack entrando em profunda angustia ou elevando-se a um novo jovem, totalmente oposto a quem ele conheceu um dia.
Marcella em desespero ainda estava abraçada a Cielo quando Jack armou sua lança. Ela percebeu o quão determinado ele estava para executar aquela ação bem na frente dos seus olhos. Cielo apertou uma das mãos de Marcella, que pode sentir o desespero que ele estava apesar de tentar forçar um sorriso para ela.
Jack avançava com passos vagarosos e a lâmina das lanças brilhavam, demonstrando quão afiadas eram. Bastava um golpe para eliminar Cielo. Os olhos dele não desviam do ex-amigo e sua face tomou uma expressão sombria e feroz. Podiam-se ver algumas veias elevadas no pescoço. Ele se dispôs finalmente diante de Cielo e o observou. Pegou as lanças em modo de ataque, mas algo o parou antes de executar a ação.
–Adelina...
–Sim meu querido?
–Aonde devo perfura-lo?
–Seu mestre nunca lhe ensinou?
–Não!
–Tss! Lorenzo inútil. – Adelina se dispôs atrás de Jack, pegou a lança por cima das mãos dele e o ensinou aonde deveria enfia-la. Ela deu um passo para trás.
Jack observou novamente o seu inimigo: Cielo estava suando frio, tremia de nervos e havia um falso sorriso calmo. Em seu olhar, pode ver a decepção quanto à escolha do amigo. Jack sorriu sarcasticamente para ele e virou-se até encontrar o olhar frustrado de Claudio e lhe devolveu em resposta um sorriso confiante, deixando Claudio pasmo.
“Jack, você não poderia...”
Jack afirmou balançando à cabeça apenas uma vez e olhou para Cielo novamente. Os uivos de dor ecoaram pela mansão e o sangue fora jorrado pelo carpe bege.
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