Notas iniciais
Olá gente, sejam bem vindos meus queridos leitores a continuação da Céu selvagem. Gostaria de agradecê-los por continuarem a acompanhar a história e espero que gostem da continuação. Eu preparei um trailer para vocês e espero que gostem. ^^ Vou tentar escrever mais rápido a Céu Obscuro, já que finalmente terminei a faculdade o/

Trailer da Fanfic:https://www.youtube.com/watch?v=8ZP43IKGyzE

O sol quente de verão e o ar abafado inundava as ruas e os campos da cidade. As edificações ganhavam um toque amarelado em suas paredes, as pessoas pareciam felizes, cantantes e os pássaros assobiavam em sintonia.

Os turistas curiosos experimentavam todas as comidas tradicionais famosas e tomavam os vinhos artesanais que encontravam. Era fácil identifica-los, já que os mesmos portavam de câmeras fotográficas que ficavam penduradas no pescoço, mapas e roupas esportivas confortáveis. Pelos sotaques pareciam ser em maioria ingleses, brasileiros e americanos, o que dava destaque para o único jovem oriental presente naquele momento.

Ele junto a uma moça corriam pelas ruas da Toscana, tiravam fotos e suas risadas ecoavam pelos corredores estreitos. Era um casal apaixonado com a saudade latente em seus corações.

Após tanto caminharem, sentaram ao chão com vista aos campos coloridos pelos girassóis e pelas árvores ao fundo, pareciam àqueles típicos quadros de pinturas.

–Eu nem acredito que você está aqui!- exclamou Patrícia feliz abraçando o jovem.

–Haha, mas estou!- afirmou Yamamoto a abraçando.

–Não é estranho? Já faz dois meses depois de tudo.

–Não é bom? Está há dois meses com os seus pais de volta.

Ela riu.- E era dois meses sem você.

Ele beija a cabeça dela.- Vamos manter contato Patrícia-chan, não se preocupe.

–Bem... Eu tenho que agradecer ao meu irmão, graças a idiotice dele, eu conheci você e a Vongola.- ambos riam.

–Quem está afim de um sorvete?

–Eu!!!- ela levanta a mão energicamente.

–Ótimo, mas você os pede.

–Eu vou te ensinar como se fala em italiano.- eles saem caminhando.- Gokudera-kun não ficou triste de você ter vindo no lugar dele?

Ele ri.- Ah, você conhece o Gokudera.

–Bem, a Haru havia me falado que ficaria furiosa se ele troca-se as férias de verão para vir à Itália, ao invés de ficar com ela. E eu ficaria muito chateada se você não viesse. — Yamamoto apenas riu.

“Ela não sabe o quanto implorei para acompanhar Tsuna na Itália.”- pensa o jovem rapaz.

O Nono havia decidido que Tsuna deveria aproveitar alguns dias das férias escolares para passar um tempo na mansão Vongola, sendo designado apenas um guardião para acompanha-lo. O tempo que Tsuna ficaria no país seria para aprender mais sobre a família e o que ele iria assumir quando fosse o novo chefe Vongola.

–Que calor!!!- reclamava Tsuna sentado em um banco do jardim, enquanto esticava a gola da camisa para se refrescar. -Por que Reborn foi me obrigar a usar essas roupas sociais?

–É que todos se vestem assim aqui, Sawada-san. – respondeu Basil.

Tsuna usava uma camisa social branca com as mangas arregaçadas, gravata, calça social e sapatos pretos. A roupa havia o deixado com ar adulto combinando com sua feição que estava amadurecendo. Ele permaneceu com o cabelo curto em cima e comprido atrás preso em um rabo.

–Você parece descontente.

–Itália me traz más lembranças...- falava ele esticando os braços no banco.

–Entendo. Mas agora você está com suas memórias e poderes de volta.

“E uma alma sendo corrompida.”- Tsuna observava suas mãos, os três sinais ainda existiam em traços fracos.

A vida estava estranha para o jovem Vongola. Decorreu que tinha ficado um ano sem estar em contato com o Japão, havia perdido muitos acontecimentos e momentos com sua família e amigos.

Todos estavam mais velhos e caminhando para o amadurecimento adulto, tanto em ações e lógicas, que sequer haviam percebido. Os relacionamentos também mudaram, foi um grande espanto para ele se dar conta que Gokudera e Haru estavam juntos, sequer isto passou pela sua mente alguma vez. Ele apenas lembrava-se da garota estar afastada do grupo desde que havia iniciado o seu namoro com Kyoko e Gokudera a consolando sobre o fato. Não foi surpresa para ele ver Ryohei e Hana juntos, afinal o cabeça de grama já havia visto que este namoro ia acontecer no futuro e contado aos amigos, apenas não esperava que fosse tão cedo. O namoro que Tsuna ficou sem entender foi entre Yamamoto e a irmã mais jovem de Claudio. Havia percebido que a garota havia se tornando amigas de todos, bem, menos dele.

Claudio havia feito o que ele chamou de generosidade, ao invés de destruir as memórias do seu clone ele as havia colocado em sua mente. Para não causar confusões, elas apenas funcionariam como um banco de dados para Tsuna. Afinal, para todos de Nanimori o garoto sempre esteve presente e interagiu com os mesmos, com estas informações Tsuna não ficaria tão perdido.

A experiência com Céu Selvagem havia o tornando uma pessoa calada e solitária, sem carinho ou amor. Desafiava-se a retornar com sua personalidade passada, na época que era amado por todos. Mas o jovem sabia, aquele um ano havia o marcado profundamente, deixando uma cicatriz em seu coração que temia que nunca sumisse.

Japão, Nanimori...

–Experimente esse também!- falava Haru esticando um pedaço de bolo para Gokudera.

–Tonta, você quer que eu vire um balão? Pare de me fazer comer tantos doces.

–Só esse.

Ele suspira e come.

–Haru está tão feliz de passar o verão com Gokudera-kun. – falava sorridente.

–Eu também.

Ela esticou um copo com suco de laranja.

–O que é isso?

–Haru e Gokudera-kun vão brindar a dois meses sem caos.

Ele riu.- Logo, logo eu vou sentir falta de tanto agito.- e brindou com o seu refrigerante de limão.

–Foi bem emocionante Haru e as meninas serem levadas para Itália e serem resgata depois. Aiii, tanto bolos deliciosos lá. E não se esqueça, Gokudera-kun prometeu ensinar italiano a Haru.

–Não é culpa minha se você é preguiçosa.

–Haru não é preguiçosa! Haru só estava sem tempo.

–Sei,sei.

–Haru pode perguntar uma coisa?

–Claro!-ele se esticou na cadeira.

–É impressão da Haru, ou todos estão meio estranhos com o Tsuna-san?

O semblante contente de Gokudera se torna sério.- Não é impressão sua. É somente estranho se adaptar, pois por um momento estávamos com um clone que agia como o décimo era antes e agora, depois que ele voltou está diferente.

–Tsuna-san sofreu muito na Itália, não é?

–Sim, eu imagino o que ele deve estar passando. Como amigo e braço direito é o meu dever estar o apoiando. – ele colocou os braços na mesa e encarou Haru nos olhos. -Como a Kyoko está agindo em relação a isso?

Haru entrelaça uma de suas mãos a do namorado. — Não está sendo fácil para Kyoko-chan também. — Gokudera a olha preocupado.- Sem preocupações, Haru está ao lado dela.

Gokudera parece se lembrar de algo e pega ligeiramente o celular.- Haru que horas era o filme que íamos ver?

–Quatro horas, por quê?- ele a olha espantado.

–São quinze para ás quatro.- ela o olha assustada, ambos se levantam ligeiramente e saem correndo pela porta da lanchonete até o cinema.

–Vamos sua lerda!- falou ele em tom de brincadeira a puxando pela mão. – Chegaremos atrasados.

–Você que é distraído, deveria ficar de olho no horário.- e saíram os dois rindo e correndo até o destino.

Itália, mansão Vongola...

–Olá Jack.- falou o jovem rapaz em tom de brincadeira rindo logo em seguida. Ele estava na porta de entrada da mansão.

–Claudio!? O que faz aqui?-indagou o jovem Vongola.

–Bem, soube que você havia vindo para a Itália, Tsuna. Vir conferir como você está. Pela sua fisionomia parece estar mais feliz.

–Estou trabalhando nisso.

–E essas roupas sociais? Nem parece o mesmo garoto.

–Padrão Vongola.- ele esticou os braços enfatizando o sarcasmo.

–Sabe onde está o seu chefe atual e professor?

–Sim, siga-me.

Eles começaram a caminhar pelos corredores até uma das salas.

–Como está a mansão?

–Além de todos me olharem como o merda da família, com exceção do Leonardo, está tudo bem. Ah, o verdadeiro Lorenzo está morando lá também, é o mestre de Jack.

–Isso deve ser estranho.

–E é! Quando eu o vi pela primeira vez, comecei a discutir com ele e o cara não entendeu nada. Achei que o Leonardo estava fazendo travessuras comigo. Meu relacionamento com o chefe também é louco, eu não o vejo mais como antes, para mim é uma pessoa muito próxima.

–Adelina conturbou a vida de todos.

–Fato! Mas é um alivio saber que não estava apaixonado por ela de verdade. Eu seria um masoquista. — ele riram.

–Você parece diferente.

–Voltei a ser o velho Claudio! Brincalhão, playboy e tentando ser rico.- ele ria.

–Corrigindo, você está diferente. E Jack?

–Garoto insuportável!!! Eu havia esquecido porque eu invocava com ele. Sem memórias ele era um tipo de pessoa, agora que sabe de tudo, voltou a ser um mimado filho da mãe. Era por isso que eu não topava com você no começo, sei lá, para mim você devia ser igual a ele por ser um futuro chefe.

–Está tudo explicado.

–E agora ele me odeia, só imagine como as coisas estão.

–E o mestre?

–Está muito bem. Voltou com a Natalie e feliz de estar com o seu filho. A família está voltando aos poucos a sua glória. E nossa, ele está reformando a mansão, nem parece à mesma.

–Tsuna riu.- E teve progresso com a purificação?

–Estou trabalhando nisso. Nunca tive amor pela leitura, mas estou gostando. Li vários livros antigos acerca do assunto tentando achar alguma solução.

–Está é a sala.- abre a porta e atrás dela estava um luxuosa sala, com sofás, poltronas vermelhas e almofadas macias. Um relógio cuco ficava diante de uma lareira apagada. As cortinas eram de sedas egípcias creme que rodopiam com o vento. Em cada poltrona estavam Reborn e Nono tomando chá.

–Nada mal.

–Bem vindo. Consultará a alma dele hoje?- falou Nono.

–Sim.

–Consultar minha alma? Isso é estranho.

Claudio riu.-Bem vindo ao mundo da máfia. As bizarrices estão em todo lugar. Agora deite em um sofá.

Tsuna deitou.- Como vai fazer isso?

–Apesar de não termos mais uma ligação, eu consigo pelo que restou dos sinais. Qualquer um serve.

O jovem estica uma das mãos e o rapaz envolve com a sua.

–Feche os olhos e se concentre. — e Tsuna o fez.

O garoto sentiu arrepios pelo corpo, como se algo estivesse lhe fazendo cócegas. Não durou muito e o rapaz lhe despertou.

–Não teve muitas mudanças nesses dois meses. Podem ficar tranquilos.

Tsuna suspirou aliviado.

–Excelente! Senhores, lhes convido para apreciarem um vinho em meu escritório.

–Nono, eu tenho uma mensagem do meu chefe para o senhor. – ele lhe entrega uma carta lacrada por laço azul incandescente.

–Eu a lerei mais tarde, com calma.- e guardou no bolso interno do terno.

–Sem problemas.

–Vamos?

Em Nanimori, Kyoko estava deitada em sua cama olhando as fotos em seu celular. Eram dela com Tsuna ou do clone do garoto. A garota estava emersa em saudades e confusões, aquela história não estava às claras para ela. Ficava perdida ao pensar que namorou por um ano alguém criado por magia.

Não conseguia se decidir por qual Tsuna ela gostava mais: aquele que ela conheceu antes do caos ou para o que ele se tornou. Apesar de ainda possuir resquícios da sua personalidade ingênua, os pensamentos e ações dele estavam mais maduras. Seu comportamento e até as vestimentas haviam mudado.

–O que está fazendo, Kyoko-chan? Está muito quente para ficar trancada no quarto.- indagou Hana parada na porta do quarto.

–Tsu-kun está na Itália, Haru-chan saiu com o Gokudera-kun e a Chrome-chan sumiu.

–Saia comigo e o Ryohei-kun.

–Ahhh...Não estou afim de ficar de vela.- ela ria.

–Tudo bem, qualquer coisa ligue.

–Pode deixar. – ambas se assustam quando o celular cai da cama de Kyoko sem qualquer explicação. A garota o pega sem entender. Mais coisas caem da escrivaninha dela como retratos e livros.

–Kyoko-chan... O seu quarto...

Hana não completou a frase quando a terra sacudiu fortemente. A população ficou assustada e gritava que era um terremoto. Corriam se proteger em locais preparados para estes acontecimentos. Não duraram muitos e logo os efeitos passaram.

–Vocês estão bem?- entrou Ryohei correndo no quarto.

–Sim, estamos. — respondeu Hana.

–Isso foi extremo!!! Veio de repente como sumiu da mesma forma.

Hana percebeu que Kyoko tremia de susto.

–O que acha de ficarmos na sua casa hoje? – ela mostrou Kyoko discretamente com o olhar.

–Claro, venha Kyoko, vamos assistir a um filme extremo!

–Com pipocas!-completou Hana. E saíram para a sala puxando Kyoko.

Itália, escritório do Nono...

–Você parece preocupado? O que há nesta carta?-indagou Reborn.

–Parece que vamos ter que acolher o traidor.

–Como!?

–Leonardo afirmou que não está conseguindo acesso a várias informações para encontrar a forma de purificar a alma dos garotos. Está pedindo auxilio da Vongola.

–Bem, Claudio precisa obedecer às ordens da Vindice.

–Ele não me parece um jovem confiável. Mas ajudar Tsuna é a nossa prioridade!

–Estou certo que existe um grupo perfeito para ele. – Reborn sorria em sarcasmo e o Nono retribui. Ambos estavam com o mesmo pensamento.

–Claudio...

–Sim Tsuna?

–Quais são suas apostas para este ano?

–Um ano calmo, feliz, tranquilo e eu achando como purificar a alma de dois garotos. –eles riram.- Confie em mim, eu com certeza vou encontrar.

–Estou apostando em você.

–E quanto ao futuro chefe Vongola, o que sua hiperintuição diz?

Tsuna é tomado pela preocupação. — Algo está me deixando nervoso, mas não consigo definir.

–Retorno das aulas? Assumir a Vongola?

–Não. A algo mais. Eu sinto.

–Temo que isso queira dizer que não teremos um ano tranquilo pela frente.

–Não quis dizer isso.

Claudio ri.- Não se preocupe tanto garoto. Divirta-se e curta o momento, você está na Toscana em pleno verão!

–Bem, vamos ver o que nos espera no outono.- falava rindo.

Em outro local de Nanimori, algo estava acontecendo em um beco.

–Isso foi chamativo demais!- falou uma voz feminina.

–Já aconteceu uma vez, não se preocupe. Não devem ter percebido nada.- falou uma voz masculina familiar.

–Então é apenas seguir este mapa que encontraremos o local?- indagou outra voz masculina.

–Sim! O resto do pessoal estará vindo logo em seguida. Retornarei agora. Boa sorte!

–Não se preocupe, tudo dará certo.- falou a voz feminina.

–Conto com vocês!

Notas finais
Espero que tenham gostando do prólogo da continuação *_* Até o próximo capitulo o