Céu Obscuro
2 Novos Ventos
Notas iniciais
Suas escolhas podem afetar sua vida e muda-la completamente. Não somente o seu destino, mas influenciar também nas alterações para as pessoas próximas. O fato é que tudo o que conhece poderá desaparecer em segundos, minutos ou anos, junto a sua idade, a sua pele envelhecida e a chegada de cabelos brancos.
Suas expectativas diante as tomadas de decisões podem vir a se tornarem ilusões e receber uma grande derrubada da realidade. Pessoas fortes conseguem contorna-las e seguir em frente e continuarem ambiciosas com o sucesso.
Claudio havia passado por decepções ao ser enganado pela bela mulher de cabelos carmesins, que injetou o veneno ilusório em sua alma e usou de seus laços familiares para obter o controle da sua vida.
Ele sabia que muitas coisas eram de sua própria culpa, mas o destino havia sido caridoso ao lhe dar a segunda chance de reverter seus erros. Mas para cumpri-lo, sabia que enfrentaria inúmeras pedras pelo caminho e neste exato momento estava diante de uma delas.
Há pedido de Leonardo, a Vongola estaria auxiliando a Céu Selvagem na busca de informações para a purificação de ambos os garotos, mas isso implicaria em Claudio permanecer no território da mansão Vongola. Não sendo de agrado para os membros da família, já que o mesmo retirou por um ano Tsuna da família, mas Nono e Reborn acharam a solução perfeita.
Claudio ficaria sendo vigiado pro um grupo peculiar e difícil de conviver, podendo arder aos olhos a primeira vista a forte e marcante aparência dos membros. Quando chegou a sede, se deparou com este curioso grupo e um frio na espinha lhe percorreu quando ouviu um grito estridente de um homem com cabelos pratas longo. O recebeu com um sorriso nada agradável, na verdade Claudio achava que aquilo nem poderia ser um sorriso, estaria mais como algo desagradável a sua frente, o rapaz não conseguiu definir bem.
–VOIIIIIIIIIIIII!!! O QUE TEMOS AQUI!? VOCÊ É O NOSSO HOSPEDE?- gritou Squalo.
–Err... sim...- Claudio sentiu sua voz desaparecer. Ele observou o homem da cabeça aos pés.- Bem... Poderia falar com o seu chefe?
–HAHAHAHA!!! Ele nunca que vai receber um merdinha como você, o traidor. HAHAHAHAHA!!!
–O que temos por aqui?- indagou Lussuria lambendo os lábios.
“Que coisa bizarra é essa aí?”-pensou Claudio.
–Um novo brinquedo. Quero fura-lo.
–Bel ele é protegido do Nono.
–Não vou machuca-lo “muito”.
“Onde eu vim me meter! Você me paga Leonardo!”
–Calem a boca seus merdas e levem essa bosta para o quarto dele. – ordenou Squalo.
Estava um lindo dia de verão escaldante e o casal caminhava pelo parque da cidade. Estava perto das três horas da tarde, havia algumas sombras graças às árvores ali presentes e a fraca brisa não conseguia livrar o ambiente do ar abafado. Apesar de Haru estar desejando muito andar de mãos dadas com Gokudera, estava envergonhada se suas mãos começassem a suar. Namoravam há pouco tempo e queria se poupar deste mico. Pelas reações e movimentos do rapaz ele não parecia ter a intenção de lhe dar a mão também. Na dúvida, ela preferiu se conter. Agarrou com ambas mãos a latinha de refrigerante e dali não se soltaram mais.
–Ei, por que está quieta?
–Haru quieta?- Ela não havia percebido que o seu estado pensativo havia durado tanto.- Haru estava... Haru estava pensando no que poderíamos fazer depois.
–Hum... Tem alguma ideia?
–Haru não conseguiu pensar em nada. “Como se a Haru tivesse pensado em alguma coisa do gênero!”
–O que acha... De irmos para a minha casa depois?- a garota sentiu na voz dele que havia segundas intenções.
Ela rapidamente recordou-se do primeiro beijo do casal e o que aconteceu logo em seguida.
–Poderíamos ir para o cinema. – disse deixando o receio presente em sua voz.
–Tudo bem. – Gokudera havia entendido o recado, Haru apenas o observou com o olhar de desculpas. Ele sorriu e lançou o braço sob os ombros dela, a deixando próximo a ele.
A caminhada de ambos não durou muito quando o rapaz sentiu algo bater contra suas pernas. Ele praguejou e olhou para baixo a fim de descobrir a causa da dor: viu alguém muito pequeno, pele clara e cabelos pratas, passando uma das mãos sobre a cabeça onde havia batido. Ele observou mais a fundo e percebeu que se tratava de uma criança usando um vestido azul rendado. Quando ela olhou para ele, pode ver que era uma bela garotinha de olhos castanhos claros profundos e brilhantes, parecia ter cinco anos. Quando seus olhos se encontraram, ela lhe deu um grande sorriso surpreso. Gokudera pareceu ficar sob um encanto com aquela expressão da criança.
–Você está bem?- Indagou Haru se ajoelhando.
A garotinha olhou para Haru imediatamente e lhe respondeu também com um grande sorriso, deixando a moça no mesmo estado de encanto que o rapaz.- Estou bem!
Haru ficou segundos em silêncio a observando deslumbrada pela beleza da garotinha.
–Onee-san?
–Hahi!- voltou a si.- Está perdida?
–Err...- Ela Olhou para os lados parecendo estar procurando alguém.- Acho que sim, Onee-san!
–Onde estão seus pais? – falou Gokudera pela primeira vez.
–Papai e mamãe não estão comigo. Foi o Masao-san que me trouxe.
–Quem é Masao-san?
–O mordomo do papai.
–Qual é o seu nome?- indagou Haru.
–Meu nome é...
–Jovem dama!!!- chamou um homem trajando vestes de mordomo. Possuía traços orientais, cabelos curtos e negros, seus olhos eram castanhos mel. Ele correu e ajoelhou-se perante a garota, colocando uma de suas mãos em seu ombro. –Não saia de perto de mim de novo. – falou ofegante.
–Estou bem Masao-san.
–Por favor jovem dama, cuide-se. E muito obrigado por cuidar dela!- ele levanta-se para cumprimentar o casal e sua fisionomia aliviada é tomada pela surpresa.
–Sem problemas. — disse Haru. Gokudera apenas apertou a mão do mordomo, estranhando a reação do homem.
–Despeça-se e vamos.
–Tchau Onii-san e Onee-san!- e ambos saíram dali rapidamente.
–Hahi! Haru achou aquela garotinha linda!!!
–“Onii-san”?- comentou Gokudera.
–As crianças parecem realmente gostar do Gokudera-kun. — disse a jovem rindo.
–Para mim são todos uns pestinhas.
–Mas Gokudera-kun se acerta com Lambo.
–...Vamos para o cinema.- Disse ele ao pegar uma das mãos da garota. Haru viu que o gesto foi apenas para interromper o assunto, afinal, seu namorado detestava admitir que possuía um lado gentil.
–Jovem dama, o que pensa que estava fazendo?-indagou o mordomo, enquanto caminhava de mãos dadas com a garota.
–Foi sem quer Masao-san.
–Eu lhe conheço muito bem. Não deve desobedecer as ordens do mestre.
Ela apenas respondeu com um sorriso travesso.
Na Itália, um jovem rapaz treinava em uma sala especial para tal tarefa. Usava sua Vongola gear e a lança que havia ganhado do mestre. A sua frente havia vários bonecos tarjados com alvos, recebendo vários golpes do garoto. A sua intuição estava fervendo e parecia que logo surgiria uma nova técnica com ambos os equipamentos.
–Ei Tsuna, não está cansado de bater nesses bonecos?
–Yamamoto-kun! Pensei que estava com Patrícia.
–Além de visita-la eu vim para ajuda-lo. Prometi ao Gokudera que o auxiliaria em tudo, já que vim no lugar dele. – ele riu em seguida, fazendo Tsuna sorrir.- Queria que um dia viesse junto para conhece-la melhor.
–Ficar de vela não é muito minha praia.
–Traga Reborn!- ambos riram. Yamamoto colocou sua Vongola Gear e ficou em posição de defesa. Seu olhar brincalhão passou para destemido.
Tsuna assentiu com a cabeça e avançou em ataque. Seus novos movimentos rápidos surpreenderam o guardião da chuva. O décimo Vongola tentava combinar as chamas do céu com a sua lança, trazendo uma onda de ataques impressionantes. Yamamoto não ficou para trás ao usar sua Vongola Gear.
Em outro local da Itália...
–Não acha que está ficando muito tempo em seu quarto?
–Estou lendo pai!- respondeu Jack.
–Você e seus livros. Poderíamos estar treinando!
Jack apenas revirou os olhos. O antigo jovem apavorado e confuso agora estava com a feição de esplendor e confiança. Seus cabelos que estavam no ombro, agora curtos e repicados. As roupas brancas deram lugar a boa e velha calça jeans e uma camiseta cinza.
–Enfim, você tem visita!
–Visita?
–Pode entrar. –detrás da porta saiu uma jovem loira de olhos verdes, com um sorriso familiar. Ela acenou timidamente para ele.
–Marcela!?- disse surpreso levantando-se da cama e derrubando no chão o livro. Leonardo apenas ria em silêncio.
–Como vai Jack?
–Bem, muito bem.- o garoto fez sinal para que o pai se retira-se do quarto. -O que faz aqui?-indagou enquanto alisava com uma das mãos o cabelo tentando ajeita-lo.
–Hã...Checar a sua alma. Uau! Isso soou um pouco estranho ao se falar.
Jack riu.-O que eu preciso fazer?
–Deite-se. – disse indicando a cama, o jovem obedeceu e ela sentou ao seu lado. Ela pegou a mão na qual estivera o sinal e faz o mesmo procedimento que Claudio realizou em Tsuna.- Está controlado. Pode ficar tranquilo.
–Então...- disse sentando-se na cama. -Já que você verificou minha alma, o que acha de sairmos um pouco? Preciso sair dessa mansão pelo menos por um minuto! Conversar com alguém da minha idade iria ser ótimo!
–Eu sou dois anos mais velha que você.
–O que são dois anos!?
–Desculpe, eu tenho algumas coisas para resolver.- ela colocou-se em pé.
–Está me evitando? –disse desaparecendo o seu sorriso.
–Jack... Eu só não me sinto confortável ao seu lado após tudo o que lhe fiz. Lhe escondi tantas coisas.
–Esqueça! Aquilo nunca aconteceu. Adelina não existiu! Veja, meus pais estão juntos novamente, Tsuna voltou para sua família e eu em tornarei o chefe da Céu Selvagem!
–Não se pode ignorar o passado! Fiquei dois anos sem ver meus pais e minha irmã! Eu fiz você sofrer sem suas memórias e achando ser outra pessoa. Eu não mereço o prazer da sua companhia.
–Já falou tudo? Então vamos?- disse caminhando em direção a porta.- Conheço uma lanchonete muito boa no centro da cidade.
Marcela apenas revirou os olhos e sorriu, seguindo os passos do rapaz.
–Uauuu, quantas pilhas de livros. Seria interessante testar minhas novas facas nelas.- comentou Bel.
–VOIIIIIII!!! Sem livros atorados por aqui. Eles são caros.
–Meu...deus...- comentou Claudio observando diante de uma grande mesa retangular de madeira. Pelas suas contas deveriam ter umas trinta pilhas de livros antigos ali. Sua mente ficou cansada apenas de observar.
–Escutou seu merda? Cuide desses livros!!!
–Sim, sim senhor Squalo!!!- Claudio pegou o livro da primeira pilha. Ao abri-lo, páginas caíram e o pó atingiu seu rosto, o fazendo ter uma crise de tosses.
–VOIIIIIIIIII!!! Idiota o que eu disse sobre cuidar dos livros!? Preste atenção ou vai conhecer a minha lâmina!!!- Squalo apontou a espada para ele, Claudio acabou não se defendendo graças à crise de tosse recente, que o impedia de falar.
Os dois membros saíram do local que parecia ser uma mini biblioteca, com várias estantes com livros antigos transbordando. Claudio juntou as páginas caídas do chão e as inseriu novamente no livro. Correu abrir as janelas e respirar ao puro até que as tosses sessassem. Uma água seria muito bem vinda, mas não estava disposto a sair e topar com os punks malucos no corredor era como ele se referia aos membros da Varia.
Ele se encostou à parede e observou novamente as pilhas de livros: alguns possuíam capas em perfeitas condições, outros estavam rasgados ou descosturados e em dois deles, jurou ter visto aranhas. Olhou para o sinal da Vindice em sua mão e novamente para os livros.
–Acho que após tanta leitura escrevei um livro sobre: Não pegue a mulher do seu chefe. — e suspirou. Pegou em mãos o livro novamente e sentou-se em uma confortável poltrona. Claudio calculou que passaria várias horas de sua vida naquela sala.
Japão, Nanimori no silêncio da madrugada...Duas sombras moviam-se pelas moitas espreitando a casa de Tsuna.
–Está é a moradia?-indagou uma voz masculina jovem.
–Pelas coordenadas, sim.- afirmou outra voz masculina.
–Nossa, um pouco simples para um chefe da máfia.
–Isso não importará mais daqui a uns instantes.- o homem tira uma pistola do bolso.
–Acalme-se. – o outro colocou a mão sobre o peito dele.- Nem sabemos se está em casa.
–Se eu fosse vocês não ficaria tão calmo. – falou outro jovem atrás deles. Era um rapaz com roupas em tons vinho, cabelos ruivos e segurando uma espada com aura azul.
–Merda! O que está fazendo aqui!?
–Eu lhes segui, meu caro! Sua ingenuidade foi imensa ao achar que seu caminho estaria livre.
–Isso demonstra que seu chefe está realmente preocupado.
–Apenas medidas de prevenção. –e o jovem de cabelo ruivo mexe sua espada lançando um ataque feroz, atingindo ambos os homens nas pernas, lançando-os ao chão. Sem preocupar-se ao redor, duas árvores foram cortadas ao meio e algumas grades foram atingidas. O asfalto ganhou uma pequena rachadura e o sangue começou a se espalhar lentamente pelo chão.
–Co-como!? Isso foi rápido demais!- disse um deles se levantado com dificuldade.
O ruivo suspirou.- Odeio oponentes teimosos. Fique ao chão que é o seu lugar!- lançando outro ataque, mas não atingindo os homens desta vez, graças a uma barreira projetada pelo mais novo.
–Tar-tarcisio...saia daqui...-resmungou o homem que estava ao chão.
–Não vou te deixar Fabio!
–Vai morrer rapaz ingênuo! Saia e avise os outros.
O ruivo ri. –Vocês são piadas!- ele guarda a espada. – Da próxima vez tragam alguém do meu nível... – Repentinamente ele interrompe sua própria fala e olha fixamente para o telhado de uma casa, ri e volta a olhar para os dois homens. – Não pensei que haveria companhia. -e ele some.
–Sumiu! Mas por quê? – indagou Tarcisio.
–Havia alguém nos vigiando.
–O que!?
–Deixe para depois. Tivemos sorte de sobreviver. Chame os outros, precisamos sair daqui o quanto antes. O ataque daquele idiota chamou atenção dos moradores.
Tarcísio pode ver que Fabio falava a verdade, várias casas antes escuras agora estavam com as janelas iluminadas e sombras sondavam pelas frestas das cortinas. Não demoraria muito para a policia chegar ao local.
Itália...
–O que!? Acontecimentos estranhos em Nanimori?
–E teve um muito próximo da sua casa Tsuna.- Comentou Reborn.
–Como está a minha mãe?
–Estão todos bem. Não se preocupe. Seus guardiões já estão vigiando a casa.
–E que outros acontecimentos teve na cidade?
–Pelo que a policia local declarou, deve estar havendo um conflito de gangues. Há sinais de brigas em vários locais.
–Então não tem haver com a minha família. Eu pensei automaticamente em Adelina.
–Adelina acabou Tsuna. Olhe somente para frente. Mas eu não poderia deixar de falar que há um porem nestas brigas.- aconselhou Nono.
–Que seriam?
–Todos foram em locais de passagem sua. Colégio, cinema, lanchonetes, casa dos seus amigos...
–Creio que não sejam gangues mas...- comentou Reborn.
–Outra família mafiosa rival?- supôs Tsuna.
–Há possibilidade.
–Nenhum deles atacou um membro da nossa família.- completou Reborn.
–Eu preciso voltar para o Japão!
–Na verdade, depois que do ocorrido anterior, preferia que fica-se aqui.
–Nono, minha família está lá!
–Os trazemos para a Itália. Você terá que morar neste país quando tornar-se chefe! Estaremos apenas adiando.
–Não foi o nosso acordo. E minha família possuiu uma vida lá.
–Sabem das consequências e estão conscientes de seus deveres.
–Nono, eu voltarei.
–Tsuna, você ficará aqui.
–Nono, eu...
–Nono creio que será uma experiência interessante para Tsuna. E ele está precisando voltar ao ritmo da Vongola. É uma oportunidade perfeita. -sugere Reborn.
“Reborn, você está me ajudando.”- pensa Tsuna sorrindo.
Nono apenas ri em sarcasmo. –Tudo bem, volte Tsuna. Mas cuide-se.
–Com certeza!- e saiu correndo fazer suas malas.
–Desta vez foi você que me fez passar a mão na cabeça dele.
–Nono, não se esqueça de que a alma dele está sendo corrompida. Temos que amenizar situações conflitantes.
–Não sabemos o que lhe espera no Japão, poderá ser demasiadamente pior para a alma dele do que ficar aqui.
–Descobriremos no futuro.
Itália, a noite...
–Pessoal, apresento a vocês uma das melhores pizzas que eu já comi!- falava Patrícia e piscou para Tsuna, deixando o rapaz sem jeito.
–Hahaha! Parece muito boa mesmo.- falava Yamamoto sorridente.
–Obrigado, Patrícia -chan.
–Você tem um ótimo gosto. – elogiou Reborn.
–Obrigada, faço tudo pelos meus amigos. É uma forma de recompensar o que aconteceu dois meses atrás.
Toca o celular do Tsuna, no visor mostrava o nome da Kyoko.- Já volto, preciso atender.- e ele sai para o exterior.
–Eu já volto. – fala Reborn saindo também.
–Reborn vai atrás do Tsuna?
–Acho que está preocupado depois que soube dos ataques na cidade.
–Estão atrás de nós?- Patrícia entrelaça seus dedos com os do namorado.
–Não atacaram ninguém da Vongola.
Ela suspira. – Você vai voltar três dias antes do combinado.
–Venha para o Japão em visitar.
–Eu não sei se meus pais deixariam depois de tudo o que aconteceu.
–Então voltarei para cá. Ajudarei mais o meu pai para guardar dinheiro.
–Não se prejudique.
Ele beija a testa dela. –Vale a pena.
Ela sorri.- Manteremos contato pelo celular e pela web cam.
–Ok.
Quase trocaram um beijo, até Patrícia ver Tsuna e Reborn voltando, pareciam estar discutindo.
–Reborn, você não pode ficar me sondando!
–Não estava sondando, apenas checando algo. – disse com seu sorriso sarcástico.
–Você não me engana!- e ele sentou novamente a mesa, fazendo Patrícia e Yamamoto rirem da situação.
–O que acham de brindarmos pela nossa última noite juntos e dia maravilhosos na Itália?
Todos concordaram e brindaram logo em seguida. E assim continuaram a conversar sobre o tempo e as memórias na Itália. Entre tantos risos, Tsuna sentiu calafrios e sua pele arrepiou-se por inteiro, não era frio pois estava abafado, o jovem Vongola temia que fosse sinal de um pressentimento nada agradável.
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