Notas iniciais
lá meus amores, tudo bem com vocês? Consegui trazer um novo capítulo mais cedo que eu esperava aushua E avisando apareceram mais novos personagens, espero que gostem ;) Boa leitura ^^

Por muitas vezes a euforia, raiva e felicidade fazem as pessoas esqueceram muitas paranoias e medos que possuem. Mas, mesmo que a preocupação do jovem com a sua família fosse imensa, ela não foi capaz de eliminar o seu medo por aviões. Seu estomago estava revirado, pernas bambas e mãos tremendo. Quando a aeronave posou, ele praticamente se jogou ao chão aliviado, uma cena nada condizente com um futuro chefe da máfia. Mas vindo de Tsuna, não era uma surpresa.

Logo correu atrás de um toalete, pelo jeito a pizza queria voltar por onde havia entrado e cuspiu o mundo. Um pouco tonto, saiu do banheiro em busca de água. Sem muita noção de direção tropeçou em alguém e quase caiu no chão, se a pessoas não lhe tivesse segurado.

–Ei, você está bem?- Tsuna escutou a voz de um rapaz.

–Sim...- respondeu ainda mareado.

–Você está pálido. –o rapaz o sentou em um banco.- Espere aqui, comprarei algo para você tomar.

Minutos mais tarde, Tsuna sentiu-se revigorado quando a água transbordou seu corpo e finalmente conseguiu observar quem o estava ajudando. Era um rapaz oriental, com cabelos repicados de ruivo tingido e olhos castanhos. Usava uma calça jeans de malha desbotada, all star e uma camiseta vermelha, com algumas listras brancas nas mangas. Pelo seu rosto, ele deveria ser um pouco mais novo que Tsuna.

–Está melhor?

–Sim, obrigado por ajudar um estranho.

–Nada como uma boa ação. Você está sozinho?

–Estou com alguns amigos, mas eu saí correndo atrás de um banheiro. Os deixei para trás. Falando nisso...- Tsuna olha para o celular. – Vinte chamadas não atendidas!!!- ele liga imediatamente para Yamamoto e explica aonde estava.

–Estão vindo?

–Sim. A propósito como é o seu nome?

–Kenjiro. E o seu?

–Sawada Tsunayoshi!

–Prazer em conhecê-lo Sawada-kun.

–Igualmente Kenjiro-kun. Você estava indo viajar para onde?

–Na verdade foi uma amiga que viajou, vim aqui me despedir dela.

–Para onde ela foi?

–...Canadá. E você?

–Eu estava na Itália.

–Passando as férias lá?

–É mais ou menos isso.

–Hahah, Tsuna. Você deu um baita susto.

–Yamamoto-kun!

–Tsuna idiota, não preocupe os outros assim.- o olhar de Reborn automaticamente virou-se para Kenjiro. O arcobaleno teve a séria impressão que o garoto o olhava com certo pesar, apenas não entendeu pelo qual motivo. Seria capaz que Kenjiro saberia que ele era um ex arcobaleno amaldiçoado?

–Este é o Kenjiro-san. Eles são Yamamoto-kun e Reborn!

–Prazer em conhecê-los.

–Tsuna precisamos ir.

Todos se despedem e partem em busca de um taxi. Reborn realiza mais indagações acerca do curioso garoto que gentilmente ajudou o jovem Vongola, sem muitas respostas. Quando saíram depararam-se com a noite com estrelas brilhantes inundando o grande teto da terra. O ar abafado chocou-se contra a pele de Tsuna e o cheiro da comida tradicional japonesa invadiu suas narinas, se o seu estomago ainda não estivesse revirado com certeza teria aberto o seu apetite. Ouvir os habitantes falando sua língua natal trazia conforto a sua audição e boas recordações. Os dias que havia passado na Itália apenas o fazia recordar-se do seu ano terrível.

Entrou no taxi, o motorista havia deixado em uma estação de rádio com músicas no ritmo pop adolescente, aquelas que fazem qualquer um viajar em pensamentos. Ao olhar pela janela admirando Nanimori não viu o tempo passar e foi acordado quando Reborn chamou pelo seu nome para sair do taxi.

Observou sua casa e estranhamente estava com as luzes apagadas. Seria possível que sua mãe já havia ido dormir? Ainda eram nove horas da noite. Tudo fez sentido ao abrir a porta e escutar em alto e bom som:

–Sejam bem vindos!!! – disseram Nana e os amigos de Tsuna. Eles conseguiram arrancar sorrisos dos três viajantes. Eles haviam planejado uma festa surpresa ao estilo Vongola.

–Décimo, você finalmente voltou.

–Eu disse que você não precisava se preocupar Gokudera. Ele está inteiro.- afirmou Yamamoto rindo.

–Não fez mais que obrigação. – disse o cabelo de polvo com a cara enfuscada.

Kyoko recebeu Tsuna com um abraço apertado, Nana com um abraço maternal e Lambo com balas de uva. Fizeram os três irem para sala, pois iria acontecer um quiz mais tarde entre os amigos.

Nas proximidades da casa de Tsuna...

–Algum sinal de movimento?- indagou o jovem ruivo escondendo-se entre os galhos das árvores. Estava com um celular em mãos e observando a casa do jovem Vongola.

–Nada! Eles devem estar temerosos.

–Fique atento. Havia alguém nos vigiando enquanto eu lutava contra os dois caras.

–Fique tranquilo. – e desligou.

Em um carro estacionado na rua, um jovem de pele pálido e cabelos pretos repicados observava o garoto ruivo na árvore com binóculos. Uma sombra batia no motorista não podendo ser possível ver seu rosto.

–Tss, tss Kenjirou, você nunca foi bom para esconderijos. Bem, estão vigiando o Neo Primo Vongola.

–A intuição do professor estava correta. — falou o outro homem.

–Como sempre. Mas duvido muito que apenas derrotar dois de seus membros faça que o Grupo Giustizia desista.

–Bem...- O homem arranca o binoculo das mãos do rapaz.- Chega de perder tempo. Você possuiu outro objetivo aqui do que apenas vigiar as atividades da Epifania.

–Não deveríamos proteger o líder da Vongola?

–Para quê? Kenjirou-kun e seu grupo já estão fazendo isto por nós. Poderemos nos focar totalmente no objetivo principal.

–Ótimo. Não precisarei proteger aquele trouxa.

–Mais respeito, garoto.

–Ele não merece um pingo de respeito meu.

O homem liga o carro e parte em direção ao centro da cidade.

Em uma sala de um prédio empresarial...

–Senhor, Epifania está vigiando a moradia do jovem chefe.- avisou um rapaz voltando quase sem fôlego.

–Droga! Estão contendo todos os nossos ataques.

–Precisamos de mais homens.- afirmou um homem enquanto caminhava mancando.

–Fábio!? Volte a descansar.

–Não! Precisamos resolver esta situação logo. — ele sentou-se.

–Os nossos homens mais fortes estão no campo de batalha. Não podemos retira-los.

–Dois devem ser suficientes! Entendam que devemos acabar logo para termos paz.

–Ele tem razão. Vamos trazer mais dois membros nossos.

Os dias passavam e a jovem Vongola aproveitava as férias de verão com tranquilidade e esquecendo aos poucos o último ano tenso que a Vongola teve. Tsuna começou a se aproximar melhor de Kyoko e tenta-la recompensar pelos acontecimentos, afinal a garota ter seu namorado raptado e substituído por um clone deveria ter feito uma grande confusão em seus sentimentos. Yamamoto e Patrícia se falavam todos os dias pelo celular ou web cam, Gokudera e Haru saiam por toda a cidade e visitavam vários lugares, menos a casa do jovem, pois a garota ainda esta receosa de retornar lá. Ryohei estava se concentrando na sua carreira como lutador e Hana o apoiava, apesar de alguma brigas pela falta de atenção do rapaz no namoro deles. Assim se passou os dias, até o retorno das aulas.

Tsuna nem acreditava que aquele era o seu último ano como estudante colegial. Enquanto os outros alunos pensavam em arrumar empregos ou seguir para a universidade ao término das aulas, o jovem Vongola seria um chefe da máfia. Pensamentos como universidade ou uma vida normal não estava a sua disposição, teria que preocupar-se com um mundo violento, lutas e negociações perigosas.

Lembrava-se como almejava uma vida normal antes de conhecer o mundo mafioso, mas sabia que com certeza seria um fracasso em qualquer coisa que fizesse. Faculdade? Isso nunca havia passado pela mente de Tsuna antes, se o colégio já era difícil para ele pense uma universidade. Imaginava-se em um trabalho com salário baixo, continuaria a morar com os seus pais por alguns anos e depois alugaria um pequeno apartamento de dois cômodos em Nanimori mesmo e talvez um dia, conseguir casar com Kyoko.

Mas o destino dava reviravoltas e o garoto que tinha tudo para um futuro rumo ao fracasso, estava destinado a ser o chefe de uma poderosa família mafiosa, viveria na Itália em uma bela mansão e com sorte se casaria com a ruiva que amava. Este futuro parecia ser muito promissor, mas cheio de responsabilidades que o jovem temia que não conseguisse suportar. Mas as lutas estavam convencendo-o pouco a pouco de suas capacidades que sequer conhecia e após tudo que Adelina o fez passar, seu coração havia decidido o que queria para o seu futuro.

Sua decisão parecia também condizer com sua aparência agora: Tsuna aparentava mais velho, seus traços de menino o abandonavam a cada dia, sentia-se crescer em altura, sua voz estava mais grossa, seu corpo musculoso e seus cabelos longos auxiliavam na aparência matura que possuía agora. Nunca se esqueceu de como chamou a atenção do pessoal do colégio quando voltou.

Não foi apenas ele que mudou seus amigos também carregavam os mesmos traços de homens adultos agora. Estavam mais altos e corpulentos, Haru e Kyoko já transpassam para o mundo das mulheres, tornando-se mais belas a cada dia. Reborn e os outros arcobaleno também pareciam mais altos, Tsuna tinha certeza que o efeito da maldição estava finalmente passando e logo tomariam formas adultas.

Depois da cerimônia de abertura as aulas se iniciaram, Tsuna e seus amigos haviam ficados separados, mas com o jeito de Reborn e com acordos entre professores, conseguiu novamente ficarem na mesma turma. O único que ia fazer falta de ver nos intervalos das aulas era Ryohei que havia finalmente se formando, desta vez na turma correta. Chrome estaria estudando novamente com eles este ano.

“As aulas mal começaram e não faço ideia do que o professor esteja falando”. – pensou Tsuna enquanto assistia à aula de matemática. Com a matéria chata e desinteressante, começou a observar os arredores: Gokudera pouco prestava atenção nas aulas, estava mexendo no celular com certeza falando com a Haru ou olhando para fora como sempre. Yamamoto estava pensativo, deveria ser com o clube de beisebol já que logo teriam um torneio pela frente. Com certeza não estava mexendo no celular porque na Itália era noite e Patrícia deveria já estra dormindo. Kyoko, Chrome e Hana eram as únicas que estavam prestando atenção nas aulas.

Pegou o celular em mãos e mandou uma mensagem para Kyoko.

Quer sair depois das aulas?

Sim, para onde?

Poderíamos ir para o parque.

Só nós dois?

Sim, como nos velhos tempos.

Está ótimo! ♥

Tsuna sorria enquanto olhava o visor e se encostou-se à cadeira novamente. Sua alegria terminou ao escutar um vidro se quebrando, uma flecha acertou o visor do seu celular e sangue respingou na tela. A arma havia passado de raspão em sua mão. Uma dor pulsante percorreu seu corpo e sentiu seus pelos eriçarem, seu corpo logo amoleceu em seguida, mas ele resistia para não desmaiar. Sua visão estava embaçada e apenas via penumbras ao seu redor.

–Décimo...- o jovem Vongola ouviu Gokudera chama-lo, mas sua voz parecia distante.

–De onde veio isso? – ele escutou alguém indagar.

–Yamamoto-kun tem estilhaços de vidro em você!- disse uma garota.

–Tsuna-kun, você está bem? Responda-me. –essa era a voz da Kyoko.

–Tinha...alguma coisa...naquela flecha...-afirmou o jovem.

–Levem ele para a enfermaria. – ordenou o professor. Gokudera e Yamamoto o apoiaram e levaram rapidamente o amigo para a enfermaria. O professor seguiu atrás. Colocaram-no sentado em uma maca e a enfermeira o analisou concluindo que a flecha poderia estar envenenada.

–De onde...essa...flecha veio?- indagou o jovem Vongola com dificuldade.

–Não sei. Ela apenas atravessou a janela e acertou na sua carteira.

–Não entendo de onde veio está flecha. Vou pedir para a policia investigar tudo.- comentou o professor.

–Podem ter sido mais um ataque de gangues. -afirmou a enfermeira. — Já houve um ataque próximo do colégio nas férias de verão.

–É verdade. Bem vou para a sala do diretor resolver esta situação e chamar a mãe de Sawada-kun para acompanhá-lo até um hospital. Gokudera volte para a sala na próxima aula.

Todos afirmaram com a cabeça e o professor saiu da enfermaria. A enfermeira fez curativos para que o jovem não perder-se mais sangue, tratou dos vidros que estava no braço de Yamamoto e sentou-se em sua cadeira a espera da mãe de Tsuna.

–A Adelina...ainda está... presa? Ela usava... flechas...- sua voz parecia trêmula.

–Não se preocupe Décimo. Ela ainda está presa na Vindice.

–Como pode ter certeza!? Ela pode estar solta e atrás de mim! -disse Tsuna de forma tão grosseira que Gokudera surpreendeu-se. Ele perguntava-se de onde o amigo tirou energia para falar de tal forma.

–Não seja paranoico Tsuna.

–Reborn...

–Você não está mais com o Céu Selvagem, o seu tempo negro acabou Tsuna. Precisamos tratar deste veneno que está em você.

–Além do mais a segurança do décimo está em questão aqui.

–Pode ter sido uma flecha perdida.- argumentou Yamamoto.

–Por que raios alguém estaria atirando flechas por aí Yamamoto!?- argumentou o guardião da tempestade.

Gokudera teve sorte, naquele exato momento ele havia se aproximado de Yamamoto e Tsuna havia abaixado pelas tonturas que haviam iniciado. Por um triz, ambos os garotos não foram acertados por mais uma flecha perdida que atravessou o vidro e fincou na parede pingando algo semelhante a óleo, aquilo deveria ser o veneno que infetou o jovem Vongola. A enfermeira viu o que aconteceu e saiu correndo aterrorizada pelos corredores clamando por ajuda.

–Viu o que eu disse maníaco do beisebol!?- disse Gokudera branco de pavor, sua vida tinha sido salva por um triz.

–Gokudera e Yamamoto descubram quem está fazendo isso.- ordenou Reborn.

No exterior...

–O alvo está na mira senhor. — afirmou um homem de cabelos castanhos e roupas azuis segurando um arco e flecha de caça. Ele e outro homem estavam no telhado do colégio.

–Tente não errar desta vez!- afirmou um homem loiro mais velho com a mesma roupa.

–Sim senhor. Só estou aguardando suas ordens.

–Se você acerta-lo seu capitão morre.- falou o jovem ruivo dispondo sua espada na garganta do outro homem.

– Kenjiro!? Mas como!?

Ele ri em sarcasmo. -Parece que a Giustizia esqueceu quem somos nós, a Epifania. Largue esse arco Leandro! Ou a vida de Paolo já era!

–Não escute ele Leandro! Atire!!!

–Pense bem Leandro.

–Atire!!!Vai logo!!! Minha vida não será perdida em vão.

–São vocês que estão destruindo o meu colégio?- indagou alguém de voz familiar. Quando os três se viraram para ver quem era, suas expressões ficaram pasmas.

–Hi-Hibari Kyoya!!!-disse Leandro.

–Huf! Como sabem o meu nome? Vou mordê-los até a morte.- com suas tonfas já em mãos ele partiu para ataca-los.

–Adeus trouxas. – e Kenjiro some deixando os dois como alvos fáceis para Hibari.

Fora dos portões do colégio, estava sentado em um galho de árvore o jovem do carro de outra noite com o seu binóculo de longo alcance.

–Epifania e Giustitizia são trouxas para sequer fazer um reconhecimento de campo. Como não sabiam de Hibari Kyoya estudava em Nanimori!? — ele ria em deboche. Logo o seu celular tocou e era o motorista do carro.- Oi, o que você quer?

–Fabricio, já foi na biblioteca pública?

–Ainda não. Ela está fechada.

–Já são nove horas, ela já está aberta.

–Então eu já vou lá.

–Onde está?

–Vendo Paolo e Leandro levarem uma surra do Hibari-kun.- ele ria.

–Está vigiando as atividades dos dois grupos novamente!? Fabricio você possuiu um objetivo!

–Deveria me agradecer! Eu desviei duas flechas envenenadas que Paolo lançou naquele trouxa. Kenjirou chegou atrasado desta vez e deu no pé quando Hibari-kun chegou. Grande protetor!

–VÁ LOGO PARA A BIBLIOTECA!!!

–Vá estourar os tímpanos da sua mãe, idiota!- e desligou. -Cara mais insuportável! Quem ele pensa que é!?- Fabricio desce da árvore e caminha em direção à biblioteca.

A luta entre Hibari, Paolo e Leandro continuavam. Ambos homens estavam tentando fugir, mas o guardião da nuvem sequer deixava abertura para tal. O barulho atraiu Yamamoto e Gokudera que logo foram para o terraço. Quando abriram a porta se depararam com os dois homens muito machucados e um guardião enfurecido.

–Hibari! Quem são estes?

–Esta luta é minha, se interferirerm os morderei até a morte.

–Gokudera-kun e Yamamoto-kun estão aqui. -comentou Leandro.

–Vamos!- disse Paolo aproveitando a pequena distração do guardião da nuvem para fugirem com sucesso. Gokudera não pode deixar de observar que um deles portava um arco e flecha de caça.

–Então eram eles que atacaram o décimo.

Em outro local...

–Hum...- Era Fabricio enquanto olhava os títulos dos livros.- Não e não. – disse enquanto pegou dois em suas mãos. -Capa azul e letras douradas...- disse a si mesmo.-Ahá! É este. Nossa está novo!

Ele se dirigiu para uma das mesas de estudo da biblioteca e folheou atentamente as páginas, até chegar ao número cinquenta e três. Seu rosto se encheu de alegria ao ver que realmente era o que procurava. Pegou sua mochila e guardou rapidamente o livro nele, o local estava vazio então foi fácil. Logo que saiu do prédio ligou novamente para o motorista.

–Alô, está mais calminho agora?

–Minha paciência com você está curta.

–Que seja! Eu o encontrei!

–Não emprestou o livro não é?

–Sem cadastros, de acordo com as ordens! Agora onde está a pessoa que precisa disto? Eu entrego hoje mesmo a ela.

O homem do telefone ri. –Ele esta bem longe, em outro país.

– Vai me fazer viajar?- disse ele animado.

–E eu sou louco de deixar um garoto de treze anos viajar sozinho!? Irá outra pessoa muito mais responsável e mais velha para realizar a entrega.

–Tenho quase quatorze! E está se esquecendo de quem eu sou filho?

Não interessa. Volte!-e desligou.

–Resumindo: estou preso em Nanimori.- ele voltou caminhando enquanto praguejava.

No corredor do hospital...

–Não precisam se preocupar, o corpo dele absorveu pouca quantidade de veneno. Ficará bem com o antidoto! – afirmou o médico.

–Meu garoto é forte doutor. Ele sequer desacordou!- disse Nana sorridente.

–Deixaremos ele em observação por algumas horas e será liberado ainda hoje a tarde.

Nana entrou no quarto onde estava Tsuna sentado na maca. Reborn estava ao seu lado.

–Quando vou ser liberado mãe?

–À tarde provavelmente.

“Só porque eu ia sair com a Kyoko-chan.”- pensava frustrado.

As horas se arrastavam para Tsuna diante o tédio do hospital. Sua mãe ficou o tempo todo com ele e seus amigos vieram busca-lo na hora que ele saiu pelo menos Kyoko estava junto a eles. Saiu caminhando com eles e sua mãe quando o sol estava se pondo.

–Sua mão está doendo muito Tsuna?

–Não muito, mãe. “Isso aqui não se compara aos tipos de ferimentos que eu já tive antes.”

–Oh, uma liquidação!!! Meninos sigam em frente, preciso ver isso.

–Mãe...- E ela saiu correndo até o pequeno mercado.- “É assim que ela se preocupa com o seu filho!?”

–Não se preocupe décimo o levaremos com segurança até em casa.

–Pedi aos seus amigos ficarem vigiando você, até descobrirmos que são estas pessoas. -afirmou Reborn.

“Guarda pessoal? Ótimo!”- reclamava Tsuna em pensamentos, apenas queria tem seu tempo a sós com sua namorada, mas a máfia sequer o deixava ter estes momentos.

–Cuidado décimo!

–Por que...- Ele trombou com alguém novamente, caindo ao chão.

–Tsuna-kun você está bem?-indagou a ruiva.

–Décimo!!!

Kyoko e Gokudera o acudiram.

–Estou bem.Ehhhh!!! Kenjirou-kun!!!

–Tsuna-kun!!!- falou ele surpreso e riu em seguida, era a segunda vez que eles se trombavam. Yamamoto estendeu sua mão para ele levantar e Gokudera ajudou Tsuna.

–Estou reconhecendo você, o garoto do aeroporto certo?- indagou Yamamoto.

–Exatamente.

–Quem é esse décimo?

–Kenjirou-kun, ele me ajudou no aeroporto quando eu estava passando mal. Esses são os meus amigos Kenjirou-kun!

–Prazer em conhecê-los.

Gokudera olhou de atravessado para Yamamoto tentando entender porque o Guardião não havia ajudado o seu amigo. O guardião da chuva apenas riu chateado.

–O que houve?- ele apontava para a mão enfaixada do jovem.

–Err..Eu tropecei e acabei batendo minha mão em um vidro.

–Nossa, mas já está tudo bem?

–Sim, sem problemas.

–Tsuna-kun, devemos ir. Você precisar descansar. – Recordou-lhe Kyoko e pegou em sua mão o puxando para andar.

–Ah sim... Até mais Kenjirou-kun!

–Até! – disse sorridente e saiu caminhando em sentido contrário.

Em segundos Yamamoto ouve um click, o barulho das folhas mexendo ferozmente e algo vindo rapidamente na direção deles. Parecia muito com o efeito que as bolas de beisebol faziam quando eram lançadas por ele. Rapidamente olhou para árvores e viu bolas de metal espinhosas em direção ao grupo. Rapidamente colocou sua Vongola Gear e bradou ataques em defesa. Moveu-se em direção a Tsuna e Kyoko para protegê-los, mas era tarde demais, uma das bolas o acertariam em cheio. Foi quando viu um rastro de chama da chuva passar por ele e ficar diante ao jovem Vongola, fazendo as bolas ficarem em pedacinhos. Quando olhou para trás, Gokudera estava com sua Vongola Gear protegendo Haru e jogou um de seus ataques em outra bola que acertaria Yamamoto.

Tsuna ainda zonzo olhava pasmo para o acontecimento de segundos atrás e surpreendeu-se ao ver quem o estava protegendo: o garoto ruivo que acabaram de conhecer. Ele estava segurando uma longa espada com chama da chuva e usava agora uma roupa semelhante a uma armadura na cor vermelha.

–Seus ataques são em vão Giustizia!!!- gritou Kenjirou.

–Saia do nosso caminho Epifania!- gritou Paolo ainda com cortes nos rosto.

–São os caras de hoje mais cedo! Foram eles que atacaram o décimo. — afirmou Gokudera.

“Giustizia? Epifania? Quem são esses?” – se indagava Reborn.

–Mas o que está acontecendo?- indagava Tsuna a si mesmo enquanto tentava entender a cena. Quem raios eram aquelas pessoas?

No telhado de uma casa...

–Meu deus!!! Eles conseguiram me deixar apavorado!- comentava Fabricio ao telefone segurando o binoculo.

–O chefe Vongola está bem?

–Sim, graças ao Kenjirou! Não há jeito, teremos que vigiar esse mané! A Epifania não dará conta.

–Temos outro objetivo. Já o ordenei para parar de vigiar as ações dos dois grupos!

–Ele não será completado se o jovem Vongola morrer, idiota! Terei que ficar na vigia daquele garoto!

–Desisto! Faça como quiser!– e desligou.

Ele ri em ironia. – Como quiser!- e guardou o celular.

Notas finais
Espero que tenham gostado XD Obrigado por ter lido, um beijinho no rosto de cada um ;)