Cura pelo amor.

1 Capítulo 1: Mudança de ares.


P.O.V. Rebekah.

Como sempre o Elijah e o Niklaus me arrastaram pra mais uma roubada. Estamos na ensolarada Califórnia.

Viajem em família. Ideia do Elijah óbvio.

—Deixa disso Rebekah. Cara feia é fome.

—Ou o simples fato de estarmos num lugar que não conhecemos cercados de pessoas que nem sabemos quem é.

E pra piorar mais ainda a noite acaba de cair completamente e o nosso carro enguiçou.

Um carro utilitário para e vem em nossa direção. O motorista para o carro e desce.

Era uma moça. Ela estava toda produzida.

—Oi. Precisam de ajuda?

—Tem um celular ai?

—Infelizmente os celulares não tem sinal aqui. Essa parte da Califórnia é bem menos tecnológica. Mas, posso levar vocês até a minha casa se quiserem. Passem a noite.

—É muita gentileza sua, mas...

—Você não vai ter como negar. Vai começar a chover em três, dois, um... Pronto entrem no carro.

—O bebê!

—Eu o pegarei.

A garota pegou a minha sobrinha, a cobriu com seu poncho e correu para o carro.

—Tome moça, o seu bebê.

—Obrigado.

—Todos de cinto?

—Sim.

—Então vamos nessa. O meu nome é Grace Cullen.

—Como sabia que ia chover?

—Minha mãe ligou avisando.

—Sua mãe? Ela é meteorologista?

—Não bobinha, ela é vidente. As previsões de madame Renesmee nunca falham.

—Madame Renesmee?

—Chamo ela assim só pra zoar. Temos lá em casa duas videntes. Minha mãe e a tia Alice.

—Sua família é grande?

—Comparada com as de hoje em dia é sim.

—E o seu pai?

—Ele mora na Itália. Ele é do Clã Volturi.

—Clã?

—Quero dizer, família Volturi.

—Sua mãe e seus parentes são bruxos?

Ela freou o carro bruscamente. O que gerou uma crise interminável de choro da parte da minha sobrinha.

—Faz ela parar Rebekah!

—Estou tentando Niklaus.

—Os originais da história da minha avó. Foi você, você matou a prima da minha mãe, você é o híbrido.

—Sim. Faz ela calar a boca Rebekah!

—Estou tentando!

—Parem de gritar estão assustando ela. Me dá.

—Não.

—Dá logo pra ela.

A menina pegou Hope e começou a conversar com ela enquanto a balançava bem de levinho e um lado para o outro.

—Eles não vão machucar você gatinha. Sabe, quando eu era pequena eu morria de medo do meu Tio Emmett porque ele é enorme, mas depois eu descobri que ele só tem tamanho mesmo. Minha tia Rose chama ele de ursão, porque ele é enorme de tamanho mas é dócil como um urso de pelúcia.

Antes que percebecemos Hope já estava dormindo.

—Pronto. Problema resolvido.

—Podemos continuar a viagem? Ainda falta muito?

—Só um pouquinho.

O bairro era super luxuoso. Era Miami afinal.

—Chegamos. Entrem por favor. Sejam bem vindos.

—Temos que arrumar onde ela dormir.

—Minha mãe fez um quarto pra ela. Segunda porta á direta subindo a escada.

—Obrigado.

—Ah! Por favor, na segunda porta á esquerda do quarto principal. Vocês não podem entrar lá.

—O que que tem lá?

—Eu não sei. Minha mãe nunca fala sobre aquele quarto ela passa longe e ninguém da família e nem visitantes podem entrar lá.

—Certo. Obrigado.

—Vocês dormem?

—Você não?

—Eu e minha mãe sim, mas os outros membros da nossa família nunca dormem. Nunca.

—Porque não?

—Os mortos não precisam dormir. Vou arrumar os quartos pra vocês.

Ela arrumou três quartos um pra cada um.

—Arrumei um quarto pra você que fica encostado com o da sua neném.

—Obrigado.

—Eu tava falando com a mãe, mas a cama é de casal então... e os quartos tem feitiço silenciador e ar condicionado. Enquanto estiverem com tudo fechado ninguém ouve o que se passa lá dentro e tranquem as portas se não quiserem ser incomodados.

Espera... ela estava pensando que Nik e eu...

—Não. Não somos um casal.

—Então vocês são polígamos? Tudo bem eu entendo.

—Somos irmãos.

—Ah, caraca que mancada a minha. Desculpe.

—Tudo bem.

—Você tem uma filhinha adorável senhorita Rebekah. Bom, devem estar com fome certo?

—Sim.

—Tenho sangue na geladeira. Vou buscar. Vocês não são alérgicos á nenhum tipo sanguíneo são?

—Não.

—Ótimo. Tem alguma preferência?

—B positivo.

Nós respondemos. Ela desviou o olhar, coçou a cabeça.

—É.. que nós não temos esse tipo aqui para evitar... incidentes.

—Incidentes?

—Minha mãe é alérgica a B positivo. Ela passa muito mal então, o vovô não compra deste tipo pra cá.

—Seu avô é...

—Um vampiro médico. Eu sei, chocante né?

—Espera, pensei que fossem bruxos?

—Não só eu e minha mãe que na verdade é uma híbrida de bruxo e vampiro. E eu também, mais ou menos.

—Mais ou menos?

—É que a parte bruxa em mim é recessiva! É recessiva!

—Sei.

—Seis não entenderam foi não?

—Nada.

—Sou mais vampira que bruxa. Entendeu agora fio de Deus?

—Sim.

Niklaus respondeu rindo.

—Tá rindo de mim?! Eu tenho cara de palhaça é?

—Não. É que já me chamaram de cada nome que pra mim é engraçado quando alguém me chama de filho de Deus.

—E tu acha que não é filho de Deus?! Então tu é filho de quem? Do capeta?

—Eu...

—Não responda. Melhor não responder. Você é filho de Deus igual a todo mundo e Deus perdoa seus pecados e tudo o que você fez de ruim. Ele sempre te dá uma nova chance pra concertar tudo.

—Você é tão novinha e tão sábia.

—Eu não sei de nada. Só to dando uma de papagaio pra parecer inteligente. Afinal, não é todo dia que a humilde casa dos Cullens comedores de coelhos recebe convidados tão importantes.

—Importantes?

—Vocês iniciaram uma espécie! São praticamente Deus, mas Deus está acima de todos nós e vê tudo. Amém.

—Sua mãe deve ser muito devota.

—Ela é. Ela vai no Centro todo sábado.

—Centro?

—Centro Espírita rapaz! Es-pí-ri-ta!

—Tudo bem.

—Vou pegar sangue pra vocês. Tem chuveiro nos banheiros do quarto e eu botei lá toalha, shampoo, condicionador pra tu Rebekah e eu botei sabonete também. Tirei suas roupas do carro e baseado no que eu vi vocês usando hoje distribui nos armários e se tiver algo errado vocês me desculpem e troquem tá?

—Claro. Obrigado.

P.O.V. Elijah.

A garota foi extremamente gentil. Na hora de trazer o sangue, ela não trouxe apenas o sangue, ela trouxe uma bandeja com comida, refrigerante e dois copos. Um com sangue e o outro vazio. E havia até uma florzinha em um vaso para enfeitar.

Quando ela bateu na porta, pensei que fosse minha irmã, mas não. Era a senhorita Cullen com três bandejas uma na cabeça e uma em cada mão.

—Pode escolher é tudo igual.

Peguei uma das bandejas e ela saiu não sem antes dizer:

—Bom apetite e boa noite.

Ia fechar a porta para ela, mas ela diz:

—Olha o dedo!

Ela fechou a porta com o pé.

Quando o dia nasceu ela não veio nos acordar. Fomos acordados pelo berro duma moça.

—O que aconteceu?

—Mas, oh menina arretada! Trouxe os originais pra dormir aqui e bota eles na cama dos parente!

—Não fazem nada direito nessa casa! Mas, será o impossível.

A senhora entrou num dos quartos o qual imaginei ser o quarto de Grace.

—Menina acorde. Acorde.

—Não mãe. Fiquei acordada até tarde ontem.

—Nada disso. Hoje é sábado, vamos na igreja. Vamos! Vamos rápido.

—Ai, mãe como você é chata.

—Vamos logo Grace! Estamos te esperando lá embaixo. Seja rápida, quero chegar lá com tempo pra bater um papo com as minhas colegas.

—Mala.

—É o que menina?

—Nada.

—É. Sei.

A senhora Cullen parou em frente a espelho para prender o cabelo e quando vi o rosto dela quase caí pra trás.

—Meu Deus!

—Eu sei que sou linda. E que sou aquela palavra com D.

—Como?

—A minha mãe é descendente de uma irmã da Isobel e daí ela foi adotada visse. E casou com meu pai que me fabricou e daí eu tive a minha garotinha.

—Niklaus vai ficar...

—Ele não ficar coisa nenhuma! Sei que ele vai querer de mim, mas eu não vou dar. Nenhuma gotinha. Tenha um bom dia. São bem vindos pra ficar, mas se arrumarem briga com a minha família chuto suas bundas originais pra fora da minha casa.

Ela não disse mais nada. Simplesmente desceu as escadas.

—Vamos Grace!

A menina desceu.

—Desculpe pela minha mãe. Ela é temperamental. Puxei a ela nesse aspecto.

—Menina!

—Estou descendo! Tenho que ir. Tchau.