Notas iniciais
Autora: Carol Dantas
Classificação: +16
Gênero: Romance e Comédia

N/A: Bom, hoje é o meu dia de lançar a one do Dia dos Namorados. Fiquei muito feliz em saber, que várias pessoas já comentaram na outra one e estou esperando que na minha seja o mesmo.
Tentei fazer da melhor maneira possível a one. Muito esforço e muito trabalho foram usados.. Então espero que valha a pena.. Com muito amor, Carol.

\"\"

Amanhã na escola teremos o The Valentine's Day, que é um baile de dia dos namorados. Daqui a pouco eu, os meninos e as meninas vamos para a casa do Peeta. Todas as sextas-feiras nós nos juntamos na casa de alguém para fazer o que chamamos de noite da pizza.

Eu adoro esse dia, eu e as meninas conversamos sem parar, os meninos também, sem contar a zoação que rola solta a noite inteira. A nossa primeira noite foi quando eu me tornei amiga do Peeta há uns 2 anos atrás. Lembro-me do dia em que o conheci até hoje.

''Eu estava na escola. O único problema era que eu estava em um colégio novo, como você deve saber, o primeiro dia de uma novata é horrível.

Eu estava indo para a sala de aula, indo não, procurando, até que a minha busca foi maravilhosamente interrompida.

Eu estava andando, até que eu esbarrei com um menino e fui de ''encontro'' ao chão. O menino me ajudou a levantar e a pegar meus livros que estavam espalhados pelo chão do corredor. Assim que eu peguei tudo, foi a hora das desculpas.

– Foi mal, estava distraído — disse o menino.

E foi aí que eu consegui olhar melhor pra ele. Loiro, estatura mediana, malhado (mas de forma apreciável) e com os orbes azuis mais cristalinos que se pode encontrar.

– Somos dois então, desculpa — falei assim que consegui despertar do meu transe particular.

– Bom você parece meio perdida por aqui. Precisa de ajuda? — ofereceu

– Preciso mais que tudo agora. Minha primeira aula é sociologia — eu disse sem dizer o número da sala, porque pelo jeito ele estuda aqui há muito tempo.

Assim que eu disse isso, ele abriu um sorriso instantâneo. Um sorriso fofo e meigo

– Então me siga que nós teremos aula juntos e antes que eu me esqueça, meu nome é Peeta, Peeta Mellark — disse da forma mais cavalheira possível, pegando minha mão e dando um leve beijo nela, fazendo com que eu risse e fosse logo seguida por ele.

– Bem lembrado. O meu é Katniss, Katniss Everdeen — terminei curvando-me, fazendo com que ele risse mais uma vez.

Entrelaçamos nossos braços e seguimos para a sala rindo mais que nunca. E pelo jeito, o primeiro dia de uma novata, não foi assim tão horrível, digamos que tenha sido inesperado''

Foi assim que eu o conheci e foi a partir dele que eu conheci a Madge, a Clove e a Annie e os meninos, Cato, Finnick e o Gale que é como um irmão mais velho pra mim.

Depois disso fazíamos tudo junto, nós nos tornamos uma família, tendo até brigas... entre casais. E sim na nossa família tem casais... Quase todos na verdade. Tem o Gale e a Madge, que estão namorando desde o início do ano letivo e são puro mel, a Annie e o Finnick que já namoram tem uns dois anos e são pura diabete... rsrsrs É verdade! E tem o Cato e a Clove que começaram a namorar tem uns dois meses, que apesar de brigarem o tempo todo, se amam realmente.

Você deve estar pensando:

''Mas e você e o Peeta?''

Bom, realmente falta apenas eu e ele, mas não rola nada mais que a amizade entre nós. A verdade é que nós nos tornamos melhores amigos. E antes que você leitor, me pergunte mais uma vez... Sim, já rolou um beijo, mas depois nós fingimos que não tinha acontecido. O beijo só fez a nossa amizade se intensificar ainda mais... Mas o que eu nunca disse ao Peeta é que depois daquele beijo, eu me apaixonei por ele.

'' Era uma tarde calma, nem tão calor, nem tão frio, uns 30 graus no máximo. Peeta me chamou para um passeio no Central Park e como eu não tenho nada para fazer em casa, eu aceitei.

Eu já estou pronta. Com um short jeans, uma camisa do Mickey e um all star vermelho. Peeta já está na varanda da minha casa, eu só estou procurando o meu celular, que por algum motivo inexplicável sumiu no meu quarto.

Se é que você pode chamar isso de quarto, não é Dona Katniss?

Cala a boca consciência

Tá bom bitch. Pi Pi Pi olha o recalque hein!

Acabei achando meu celular em baixo do meu travesseiro. Saí do quarto correndo, dei um beijo na minha mãe, murmurei um tchau e saí de casa indo para o carro do Peeta.

– Que demora KatKat — disse logo que eu sentei ao seu lado

– Estava procurando o celular Peeta — falei colocando o cinto

– Ta explicada a demora. Não sei como você acha as coisas naquele fuzuê que você chama de quarto — disse rindo

Mostrei-lhe a língua e seguimos para o parque. Conversando banalidades sem sentido.

Já no parque, encontramos uma barraquinha de sorvete e pedimos dois, um de morango pra mim e um de chocolate para o Peeta. Depois de comermos, sentamos no banquinho que tinha de frente a um laguinho e continuamos conversando, até que sinto Peeta me puxar para mais perto dele e ao perceber minha cara de confusa, ele chegou perto do meu ouvido e sussurrou, fazendo com eu ficasse arrepiada.

– Tem um garoto te secando ali na frente

Discretamente olhei e vi que ele não era... aquele Deus Grego, mas também não era de si desperdiçar. Ri um pouco e sussurrei de volta:

– E porque toda essa proteção?

– Porque você é minha... — não terminou

– Minha...? — disse o incentivando a falar

– Minha amiga e não vou deixar que nenhum marmanjo qualquer chegue perto de você — falou e eu ri com sua resposta — e você devia saber que é minha.

Disse eu fiquei confusa de novo

– E como é que eu iria saber disso?

Falei. Ainda estávamos sussurrando no ouvido do outro, mas assim que ele disse que eu devia saber que era dele. Chegamos mais perto ainda e focamos nos olhos um do outro. O que fez com que eu me perdesse naquela cor azul.

– Sabe, tem algo que eu quero fazer a tanto tempo e nunca fiz — falou se aproximando ainda mais, se é que isso era possível.

Eu não sei o por que .. Mas eu não conseguia e não queria me afastar.

– E o que seria?

– Isso

Falou antes de colar seus lábios aos meus. Mesmo depois do sorvete... Eles ainda tinham gosto de menta. Seu beijo era muito bom. Ele pediu passagem e eu cedi. Encontramos o nosso ritmo e seguimos o beijo. Não sei quanto tempo durou, mas ao sentir seus dentes puxando meu lábio inferior, nos separamos.

Nenhum de nós sabia o que falar principalmente eu. Nunca fui boa com as palavras, imagine em uma situação dessas! Sorrimos''

Depois daquele dia... Eu me apaixonei por ele, mas é claro que eu nunca disse, quem sabe ele não gostasse de mim, que aquele beijo tenha sido só uma experiência pra ele ou qualquer coisa deste tipo. Eu não queria perder a amizade. Melhor tê-lo apena como amigo, do que não ter.

Ele também nunca mais tocou no assunto. Fico pensando se ele ficou decepcionado com o beijo que eu dei nele.

Para de pensar nisso Katniss. Ninguém pode resistir ao seu charme.

Obrigada consciência

O que eu estou fazendo agora? É isso que vocês devem estar se perguntando. Bom, eu estou a caminho da casa do Peeta, para a noite da pizza. Coloquei um short vermelho, uma blusa soltinha com uma bailarina e um tênis all star, meu cabelo está solto com cachos nas pontas e a maquiagem bem clarinha.

***

Ao chegar à casa de Peeta, bato na porta e quem me atende é a Clove.

– Oi Clove.

– Oi Kat, tá linda hein! — falo sorrindo e me dando um abraço assim que passo pela porta.

– Você também baixinha! — falei e ela fechou a cara.

– Já disse pra não me chamar assim.

– Quando o Cato te chama assim, você não reclama Clove — falei e ela ficou vermelha.

Sorri e fui falar com o resto do pessoal.

– Cadê as meninas Clô?

– Estão lá na sala, os meninos na cozinha.

Segui para a sala e as meninas estavam vendo filme, que eu acho que se chama ‘’As Vantagens de Ser Invisível’’

– Cheguei! — falei abrindo os braços

– Oi Kat — disseram em uníssono.

Sentei com elas no sofá, conversei um pouco e percebi que os meninos ainda não saíram da cozinha, decidi perguntar:

– O que é que os meninos estão fazendo?

– Eles estão conversando sobre algo que nós não podemos ouvir — falou a Annie.

– Que não podemos ouvir? — perguntei confusa.

– Nós estávamos com eles, esperando você chegar e e quando o celular do Peeta tocou eles nos expulsaram da cozinha falando que tinham que conversar a sós — explicou a Mad.

– Aposto que eles nem sabem que eu já cheguei. Vou lá falar com eles — disse e levantei do sofá, seguindo para a cozinha. Quando chego bem perto, escuto um dos meninos falando o meu nome, percebo que é o Peeta, então decido ficar escondida e escutar o que eles falam.

– ...falar em frente ao baile que a Kat é irritante, estranha, que ela só é a minha amiga, porque se não fosse ela seria um zero a esquerda na escola, que tudo isso é caridade. Que aquele beijo que nós tivemos, foi só uma experiência, um completo erro e uma total decepção.

Há essa hora eu já estava debulhada em lágrimas, mas não queria soltar um soluço, queria ouvir mais. Ele disse algo depois que eu não consegui entender. Eu já não aguentava escutar mais nada e queria que ele soubesse que eu estava ouvindo tudo e que visse o meu estado, para ele ver o estrago que está fazendo em mim.

– Eu não sei como ela iria reagir se eu falasse isso tudo a ela.. — Peeta disse e nessa hora que eu apareci

– Você quer saber como eu vou reagir? — perguntei, atraindo os olhares dos meninos, todos me olhando assustados e preocupados — Então... É assim que eu estou reagindo. Está gostando do que está vendo? Espero que sim — falei, já iria me virando, mas senti alguém puxar o meu braço e eu sabia quem era. Peeta.

– Kat, não é o que você está pensando — falou assustado.

– Me solta, não olha mais pra mim, não fala mais de mim. EU NÃO QUERO TE VER NUNCA MAIS! — gritei e uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Agora éramos nós dois chorando e as meninas que estavam na sala, agora estavam atrás de mim e os meninos atrás do Peeta nos observando. Quando eu fui puxar meu braço de suas mãos, ele pareceu despertar e me puxou mais pra perto.

– Kat! Por favor, me deixa explicar! — ele iria continuar, mas eu o interrompi.

– Peeta, sinceramente, você acha que depois do que eu acabei de ouvir, eu vou te escutar? Você sempre foi meu melhor amigo, eu sempre confiei em você, sempre foi meu porto seguro, a pessoa que me ajudava nos dias ruins e quando eu tinha pesadelo. Depois que eu te conheci, no corredor da escola, você trouxe alegria pra minha vida, você me protegia, me escutava quando eu precisava e me dava sermão quando eu merecia. — neste momento ele já chorava desesperadamente assim como eu — Acho que você nunca percebeu, mas você sempre foi a pessoa mais importante na minha vida. Eu amo quando você me faz rir, quando é fofo, quando é chato no momento em que algum menino me encara, me protege, me faz sentir especial, eu amo seu cabelo loiro como a areia, seus olhos azuis como água cristalina. Eu te amo, sempre te amei, mas depois do que aconteceu agora, acho que você nunca gostou de mim, nunca foi sequer meu amigo. Isso tudo foi enganação Peeta. Tudo! Me deixa em paz!

Falei tentando manter a voz firme, mas chorando era algo impossível. Peeta também chorava, assim como eu e as meninas, que deviam estar chorando por saber que eu estava desistindo dele. Elas sempre souberam do meu amor por Peeta e acho que depois do que elas acabaram de ver, sentiam minha dor.

Peeta soltou meu braço, no momento em que eu escutava a Madge dizendo algo como ''O que você fez Peeta?'' Baixei o olhar e saí correndo da casa dele escutando passos atrás de mim. Acho que eram as meninas. Chamei um táxi e entrei, recuperando um pouco meu estado e dizendo meu endereço ao motorista.

***

Minha mãe já devia estar em casa, eu não queria que ela me visse assim, mas eu não tinha condições de subir a árvore pra pular a janela do quarto. Cheguei cambaleando, com a visão ainda turva pelo choro, eu não queria falar com ninguém, não queria ouvir ninguém. Assim que abri a porta, bati com uma força desnecessária e minha mãe me olhou assustada.

– Minha filha! Por que você está chorando? Fala com a sua mãe Kat — gritou minha mãe, já a minha frente, agarrando meus braços desesperada.

– Mãe, eu vou pro quarto. Não deixa ninguém ir lá. Por favor! — falei com a voz entrecortada pelo choro que vinha cada vez mais forte, ao saber que Peeta não estaria aqui pra me acalmar, quando, na verdade, esse meu choro é por causa dele.

– Minha filha, me explica o que ouve — ela disse, quando tentei me soltar de seu aperto.

– Por favor! Faz o que eu te pedi!- falei e ela me soltou. Subi as escadas correndo e assim que cheguei ao quarto, tratei de trancar a porta e me jogar na cama. Chorar era a única coisa que podia fazer agora.

A verdade de repente me atinge. Tudo o que nós vivemos foi mentira, uma farsa. Eu só não entendo o por que. Porque todas as frases que me faziam rir era enganação, todas as vezes que ele me elogiava era mentira. Por quê? Porque tudo isso? Quando está tudo bem na minha vida, uma bomba dessas cai aos meus pés.

Escuto um barulho perto da janela e me agarro ao travesseiro, pensando na possibilidade de ser o Peeta, já que ele era o único que sabia/conseguia pular a janela, mas assim que escuto uma voz feminina chamar meu nome percebo que são as meninas atrás de mim.

– Kat... Kat, olha pra mim, por favor — escutei a voz da Madge

Sentei-me na cama, ainda agarrada ao travesseiro e ao edredom que até agora pouco, estava por cima de mim. Abri espaço para as meninas na cama e elas se sentaram em forma de meia lua na minha frente. Não fazemos nada, apenas nos encaramos, nenhuma delas sabia o que dizer e eu também não aguentava encará-las, minhas mãos pareciam muito mais interessantes. Quando tudo parecia mais tranquilo, escuto o celular tocar e era o meu celular, com o toque dele.

Então me diz o que eu faço

Pra tentar te esquecer

Eu nem sei o que eu gosto

Tanto, tanto em você


Seu sorriso



Seu jeitinho, de tentar me irritar


Se tiver uma maneira

Vou tentar evitar

Olhei para as meninas e elas rapidamente entenderam o que eu quis dizer. Clove pegou o meu celular correndo e atendeu, colocando na viva-voz.

– O que você quer Peeta? — atendeu Annie, deixando a Clove calada, enquanto a Mad ainda estava na cama comigo.

Me deixa falar com ela – disse com a voz fanha, o que indicava que ele também havia chorado.

– E o que você quer falar com ela? Quer estragar a vida da Katniss mais do que você já estragou? — perguntou Clove grossa.

Vocês entenderam errado, eu não falei aquilo por querer, eu só... Ah meu deus, me deixa falar com ela – repetiu.

A esse ponto eu já chorava novamente, por ele ter que me fazer lembrar tudo o que eu ouvi. Abracei a Mad que passou as mãos em meus cabelos, tentando me acalmar.

– Você está escutando isso? Está fazendo a Katniss chorar. Peeta qual é o seu problema? Até parece que a Katniss não significa nada pra você. Peeta, a Kat sempre foi a sua melhor amiga, por que de repente tudo isso? Você não percebe que a Kat te ama? — gritou Clove no celular já irritada, enquanto a Annie ficava ao seu lado me encarando.

Clove, por favor! Eu estou aqui na porta da casa da Kat. A mãe dela não me deixou entrar, a janela está fechada. Por favor. Meninas eu preciso falar com ela– ele disse já chorando também.

As meninas me olharam, com um Q de pergunta, eu apenas balancei a cabeça em sinal de negação e finalmente a Annie respondeu:

– Tchau Peeta

Kat, por favor, me escu...– não conseguiu terminar, pois a Clove havia desligado.

A Clove e a Annie sentaram-se comigo novamente e me acalmaram. Eu o amo tanto e depois de tudo o que eu ouvi, vivi, foi como se eu tivesse sido atingida por várias facas pelo corpo.

As meninas me convenceram a ir para o jardim e usar o arco, que é algo que sempre me acalma. Peeta já havia ido embora. Então eu pude relaxar mais fácil. Minha mãe trouxe um lanche pra gente e sem que eu percebesse perguntou as meninas o que tinha acontecido. Só fui perceber, realmente, quando elas tocaram no nome do Peeta, fazendo com que eu me desconcentrasse, errasse o alvo e acerta-se um vaso de plantas da minha mãe. Fazendo que eu chamasse a atenção delas e me olhassem assustadas.

Olhei para baixo, tentando recompor um pouco a concentração, sabia que elas agora me encaravam. Levantei o arco novamente, coloquei a flecha, ajeitei bem perto do meu rosto e respirei 3 vezes. Soltei, finalmente, a flecha acertando o alvo. Recebendo um sorriso por parte das minhas amigas e um sorriso de admiração da minha mãe. Meu pai que havia me ensinado a usar o arco, mas ele morreu assim que eu completei 11 anos. Por isso que o arco e flecha é a única coisa que me acalma, me leva de volta aos tempos com o meu pai.

***

As meninas dormiriam aqui em casa, nós passaríamos o dia juntas e nos arrumaríamos aqui em casa, a mãe da Madge trouxe nossas roupas e os nossos sapatos aqui pra casa, pois ainda estavam na loja.

Elas me ajudaram muito, a noite inteira, sempre que me dava vontade de chorar ao ver uma foto minha e de Peeta, que havia ao lado da minha cama, elas abaixavam o porta retrato e me tiravam do desânimo.

No dia seguinte, na parte da tarde:

– Gente, eu estou falando sério, eu não estou nenhum pouco a fim de ir ao baile deste ano. – falei pela milésima vez, mas elas ainda me ignoravam.

– Você vai sim, senhorita Katniss, depois de aguentar uma noite com você chorando todas as vezes que via a foto dele, ou o seu celular tocava, nós precisamos de um tempo de diversão e a você vai e PONTO FINAL — falou Annie, já irritada comigo.

– Mas eu vou ficar sozinha e se ele estiver lá e... — falei, mas fui interrompida.

– Katniss, CALA A PORRA DA BOCA! — gritou a Clove comigo.

– Nós não vamos te deixar sozinha lá, você vai se arrumar, vai ficar ainda mais bonita e vai se divertir com as suas amigas...

– Irmãs – corrigi.

– Isso suas irmãs. Kat, você vai gostar do baile desse ano, é o nosso último. Nós não podemos perder. Faça isso pelas suas irmãs. Por favor — implorou Mad, com cara de gatinho Shrek , fazendo com que as outras meninas a imitassem.

– Ta bom, nós vamos. Mas nem pensem em me deixar sozinha naquele baile e saírem por aí com seus respectivos namorados ta bom? — perguntei e elas logo se animaram.

– AAAAAAAAHHHHHHH — gritaram e me abraçaram.

Passamos a tarde nos arrumando. A Madge fez as nossas maquiagens e eu o cabelo das meninas, deixando o meu liso em cima e enrolado na parte de baixo.

O tema do baile não nos permitia usar vestido de gala. Tinha que ser algo mais descontraído, já que a festa seria no gramado. A Madge estava com uma blusa branca transparente e um shost azul desfiado com uma sapatilha douradae os cabelos lisos.

A Annie estava com um vestido floral rosa, amarelo e branco, com um cordão dourado e salto branco.

A Clove estava com uma blusa preta com cruzes brancas, uma saia de cintura alta branca e uma ankle bootie estampada .. linda.

E eu estava com uma blusa dourada com paetês, uma jaqueta branca e um short bege, com uma sapatilha dourada.

Já estávamos prontas e seguíamos no carro com a minha mãe para o campo, onde teria o The Valentine's Day. Conseguimos convencer a minha mãe a não tirar tantas fotos, já estávamos quase cegas de tantos flashes.

Havíamos tirado fotos para o Instagram juntas e uma minha sozinha, Peeta curtiu a foto. Sem perceber o que eu havia feito, eu já estava vendo suas últimas fotos, encontrei uma dele, tirada a alguns minutos, usando uma calça jeans e uma blusa verde, com a legenda: #ansioso Retirei do perfil e bloqueie o celular, hoje seria uma noite inesquecível e pensar nele não me ajudaria em nada.

Saímos do carro alguns minutos depois e entramos no campo de mãos dadas. Esse era um dos últimos bailes juntas. Então teríamos que aproveitar. Assim que pisamos no gramado, já fomos cercadas pelo Gale e pelo Cato, que cumprimentaram com um beijo suas respectivas namoradas.

– Mais gatas do que nunca — disse Gale.

– Obrigada — respondemos juntas.

– Como é que você está Kat? — perguntou Cato, fazendo com que todos os olhares se dirigissem a mim.

– Levando, mas nada de tristeza hoje. Essa noite é NOSSA! — falei levantando as mãos, fazendo com que todos gritassem um ''UHUUU'' juntos, rimos e seguimos a diante.

Finnick ainda não havia chegado e Peeta também não. Eu e as meninas fomos para o meio dançar, enquanto os meninos iam buscar algo para nós bebermos.

Nós já estávamos cansadas de tanto dançar, suadas e os meninos ainda não tinham aparecido. Quando nós tínhamos decidido procurá-los, a diretora da escola Effie chamou-nossa atenção.

– Boa noite alunos. Espero que estejam se divertindo no nosso baile The Valentine's Day. Como o próprio nome diz o dia dos namorados. Nós teremos um correio do amor, onde meninas e meninos podem mandar bilhetes para seus queridos ''amores''. Aproveitem a festa e daqui a pouco, nós teremos uma surpresinha.

Terminou de dizer e a música voltou. Bebemos um pouco de água e voltamos a dançar. Eu e as meninas combinamos de não mandar nenhum bilhetinho de amor. Eu não mandaria pra ninguém mesmo, mas as meninas teriam seus namorados, mas queriam ser surpreendidas. Então elas não mandaram pra ninguém.

Algum tempo depois, todas nós recebemos bilhetes. TODAS sem exceção, inclusive eu. No das meninas tinha o nome de Cato, Gale e Finnick, mas no meu não tinha nada. Mostrei as meninas o bilhete que continha a seguinte frase.

''Agora você terá uma surpresa. Espere só''

E assim ele terminava. Sem mais nenhuma dica. Decidi ignorar, mas mesmo assim, guardei o papel no bolso da jaqueta.

– Meninas e meninos. Agora nós teremos a surpresa que eu disse para vocês há uma hora. Só mais alguns instantes. Obrigada — disse Effie um tempo depois.

No momento seguinte, chega um Finnick, um Cato e um Gale totalmente risonhos e com uma cara suspeita.

– Onde vocês estavam? – perguntei.

– Resolvendo um problema aí — respondeu o Finn.

– Podemos saber que problema é esse, senhor Odair? — perguntou Annie cruzando os braços e recebendo um beijo em troca.

– Vocês já vão saber — respondeu em seu lugar Gale.

E sem mais nem menos, uma voz já bastante reconhecida aparece em alto e bom som, chamando o meu nome. Olho rapidamente para os meninos e eles estão sorrindo, enquanto as meninas tinham cara de surpresas.

– Senhorita Katniss Everdeen. Está muito bonita esta noite — disse Peeta, aparecendo em meio a multidão, fazendo com que as pessoas abrissem caminho, para que ele pudesse passar a chegar perto de mim. Estava com a mesma roupa da foto, a diferença é que agora, estava com um microfone nas mãos.

– O que você quer Peeta?

– Primeiro, eu quero que você me escute e se acalme, depois eu gostaria que você me responda uma pergunta — respondeu simplesmente, enquanto todos os olhares já estavam em nós.

– E que pergunta seria essa? — perguntei mais calma desta vez.

– Você já vai saber.

Assim que ele acabou de dizer, uma modificação da música ''As Long As You Love Me'' começou a tocar e Peeta a cantar.

We're under pressure

Seven billion people in the world trying to fit in

Keep it together

Smile on your face even though your heart is frowning

But I will take my chances

Estamos sob pressão

Sete bilhões de pessoas no mundo tentando se encaixar

Mantê-lo juntos

Sorriso no rosto mesmo que seu coração está carrancudo

Mas eu vou me arriscar


As long as you love me


We could be starving

We could be homeless

We could be broke

As long as you love me

I'll be your platinum

I'll be your silver

I'll be your gold


Oh, nós não precisamos de asas para voar


Contanto que você me ama

Nós poderíamos ser sem-teto

Contanto que você me ama

Eu vou ser a sua prata

Contanto que você me ama

Contanto que você me ama

I'll be your soldier

Fighting every second of the day for your dreams, boy

You will be my "HOVA"

I can be your "destiny's child" on scene, boy

Eu serei seu soldado

Lutando a cada segundo do dia para os seus sonhos menino,

Eu vou ser o seu "hova"

Você pode ser "criança do destino" meu menino em cena,

So don't stress and don't cry

Oh, we don't need no wings to fly

Just take my hand

Portanto, não se estresse e não chore

Oh, nós não precisamos de asas para voar

Apenas pegue minha mão

As long as you love me

We could be starving

We could be homeless

We could be broke

As long as you love me

I'll be your platinum

I'll be your silver

I'll be your gold

Contanto que você me ama

Poderíamos estar morrendo de fome

Nós poderíamos ser sem-teto

Nós poderíamos ser quebrado

Contanto que você me ama

Eu serei seu platina

Eu vou ser a sua prata

Eu serei o seu ouro

As long as you love me

As long as you love me

As long as you love me

Contanto que você me ama

Contanto que você me ama

Contanto que você me ama

As long as you love me

We could be starving

We could be homeless

We could be broke

As long as you love me

Contanto que você me ama

Poderíamos estar morrendo de fome

Nós poderíamos ser sem-teto

Nós poderíamos ser quebrados

Contanto que você me ame


Terminou e todos já estavam aplaudindo, menos eu, mas estava sorrindo muito por dentro, por saber que ele estava se ''declarando'' pra mim. Mas eu não aceitaria apenas uma música e tudo já estaria bem. Cruzei os braços e percebendo que ele não falaria nada, resolvi falar.

– O que isso significa?

– Significa que ontem você não deixou eu te explicar o que havia acontecido. A Glimmer disse que se eu não ti falasse tudo aquilo aqui no baile, ela faria de tudo pra você não entrar na faculdade. Mas, pensando bem, ela não tem como fazer algo deste tipo. Ela não tem nada. Ela quer ter o que é das outras pessoas. Ela que me ter, sendo que eu já tenho dona. – falou.

– E eu posso saber quem é essa dona? – perguntei.

– Você.

Todos murmuraram algo como um ''own'', mas eu só descruzei os braços, esperando que ele falasse mais.

– Katniss, desde que nos conhecemos, eu venho me apaixonado cada vez mais por ti. Seu jeito brincalhão me fascina, eu gosto quando você faz piadas sem graça, mas que faz com que todos riam, só pelo simples fato de que você sorri ao acabar uma delas. Eu gosto do seu sorriso, de quando usa óculos, do amor que você tem pelas suas amigas, pela sua família, por todos ao seu redor. Eu gosto da sua mania de colocar a mão no rosto quando esta envergonhada, gosto de quando você morde o lábio inferior quando esta nervosa ou ansiosa por alguma coisa. Katniss, você nunca percebeu, que era sempre eu que estava ao seu lado, quando algo dava errado, quando você precisava de alguém pra te consolar, quando seus pesadelos te atormentavam a noite?!

Depois daquele dia no parque, depois do nosso primeiro beijo, eu só pude me certificar do quanto eu estou apaixonado por você, eu só não consegui dizer nada por medo, de que você não sentisse a mesma coisa por mim. Kat, te ver chorando ontem foi uma das piores imagens da minha vida e saber que eu fui o causador de tudo aquilo, foi o fim do mundo pra mim. Kat, eu te amo tanto, que eu não pude deixar para outro momento o que eu estou prestes a fazer agora. Katniss Everdeen, você aceita ser a minha namorada?

Olhei pra baixo, envergonhada, por estar chorando de tanta emoção. Perdemos tanto tempo juntos, mas o destino nos juntou de volta. Peeta pegou com o Gale um buquê de rosas e estendeu para mim, ao mesmo tempo em que levantava meu rosto com sua mão.

– Então, qual é a sua resposta? – perguntou.

Não tinha o que falar, a não ser agir. Grudei seus lábios aos meus, ele deve ter ficado meio surpreso no início, mas logo pediu passagem e eu cedi. Eu só conseguia escutar as palmas e assovios do pessoal ao nosso redor. Nos separamos e o pessoal se silenciou novamente.

– Isso é um sim? — perguntou sorrindo

– Você ainda tem dúvida? — respondi com outra pergunta.

Sorrimos e nos abraçamos, peguei o buquê com uma das mãos e sussurrei em seu ouvindo, enquanto mais uma vez, as meninas principalmente iam a loucura.

– Eu Te Amo Peeta Mellark

– Eu Te Amo Katniss Everdeen

Alguns anos depois...

Hoje é um dia muito especial. Hoje é o aniversário do Peeta e de presente pra ele, eu tenho a melhor surpresa que eu poderia dar-lhe. Algo bom pra mim e bom para o Peeta.

Tudo começou quando a Madge estava aqui em casa...

#Flash Back On#

Nós estávamos vendo filme. ''Vendo'', porque nenhuma de nós duas estava prestando atenção nele. Nós tínhamos acabado de almoçar e agora estamos no meu quarto conversando. Peeta não está em casa, ele foi à casa dos pais resolver um problema e eu não quis ir por que estava meio tonta e tal e como o Peeta é SUPER protetor, queria me levar ao médico. Daí eu o convenci a trazer a Madge para não ficar sozinha em casa e ele poderia resolver o problema dele.

– E ai amiga como está a vida com o noivinho Gale? -perguntei. Gale tinha a pedido em casamento uns dois meses atrás.

– Está bem amiga, ele tem sido super fofo e gentil como sempre foi — disse — E como é que está a faculdade?

– Ta bem né amiga, o mesmo de sempre... A gente estuda, estuda, estuda e faz prova. É um ciclo vicioso sabe?! — falei e Mad riu. Eu já estou com 23 anos, mas eu fiz 2 faculdades. Uma de arquitetura e a de música, que faço agora.

Continuamos papeando, mas eu comecei a passar meio mal e quando dei por mim, já estava no banheiro vomitando e com Madge segurando o meu cabelo. Depois de colocar tudo pra fora, fui a pia e escovei os dentes. Saí do banheiro e deitei na cama com os olhos fechados para ver se a tontura passava um pouco.

– Kat, você tá bem? — perguntou preocupada.

– To meio tonta Mad – respondi.

Eu não sei o que falei demais, porque assim que abri os olhos a Madge estava andando de um lado para o outro, pensativa.

– O que houve? – falei.

– Katniss, presta atenção em mim ta legal? — assenti — Você está tonta, acabou de vomitar e

de manhã você cismou que queria comer macarrão a bolonhesa, quando já tinha almoço pronto. Kat quando foi a última vez que a sua menstruação veio? — disse rápido demais pelo desespero.

– Eu não sei... Acho que uma semana antes da minha última prova – falei.

– E quando foi a sua última prova? – perguntou.

Assim que ela acabou de falar, sentei no colchão da cama com os olhos arregalados. Minha última prova tinha sido...

– 2 meses atrás Mad.

Ela junto comigo arregalou os olhos.

– Mad, você acha que eu possa estar...? — não terminei.

– Acho que sim, mas nós só iremos descobrir daqui a pouco — falou pegando o telefone.

– Madge o que você vai fazer? – perguntei.

Mas em troca recebi um aceno com as mãos indicando que eu deveria ficar calada e assim ela saiu do quarto falando com alguém ao telefone.

***

Depois de uns 15 minutos, Madge apareceu no quarto com um copo de água e uma sacola plástica.

– Toma — disse-me estendendo o saco, eu vi que ali havia um teste de gravidez.

–Mad, eu não estou com vontade de fazer xixi agora — falei

– Por isso que eu trouxe água pra você. Bebe tudo.

Bebi a água e segurei o teste em minhas mãos. Eu estava sem coragem para fazê-lo. Não que eu não quisesse um filho, mas...

– Kat, o que foi? — perguntou interrompendo meus pensamentos.

– Falta coragem – falei.

– Falta coragem por quê? Você não quer um filho? — disse sentando ao meu lado na cama.

– Quero, mas...

– Mas o que? Katniss, você quer um filho e vivi me dizendo que o Peeta fala toda hora em se tornar pai. Qual é o medo? – disse.

Pensei um pouco. Peeta tem dito que quer um filho tem uns 6 meses. Eu nunca dizia nada,

só sorria ao pensar em um bebê de olhos cinza com o cabelo loiro ou dos olhos azuis com o cabelo bem pretinho. Pensar nisso me fez ter mais segurança. Então levantei da cama recebendo um sorriso da Mad em troca. Entrei no banheiro e fechei a porta.

***

10 minutos haviam se passado, mas eu ainda não tinha visto o resultado do teste.

– Kat você ainda ta viva? — perguntou a Madge batendo a mão na porta.

– To sim Madge – falei.

– Já viu o resultado?

– Ainda não – respondi.

Ela não disse mais nada. Eu simplesmente abri a porta do banheiro para que ela entrasse e eu fiquei só encarando o teste em cima da pia. Encostei-me à parede e fui descendo até o chão, Madge logo depois se sentou em seguida.

– Kat, o que foi? — falou

– E se der negativo Mad?!

– Você quer que dê positivo Katniss?

– Madge, enquanto eu estava aqui, eu comecei a pensar em como seria bom ter uma criança em casa, o meu bebê, meu e do Peeta, com a combinação perfeita de nós dois. O primeiro passo, o primeiro dentinho, a primeira palavra, papai ou mamãe. Como seria bom ter uma criança correndo por aqui, causando o terror, espalhando brinquedos pela sala, batendo palminhas, nos fazendo rir. Madge, um filho só faria a minha vida ficar melhor do que já é. Bem mais alegre divertida. O quão coruja eu e o Peeta seríamos. Eu não nos veria mais como adolescentes apaixonados, adultos apaixonados. Eu nos veria como pais, que fariam de tudo pelo bem do nosso filho. Madge, ter um bebê, seria uma das melhores coisas que poderia aparecer na minha vida e na do Peeta. E eu estou com medo de que depois de eu ter pensado tanto na família perfeita, eu não possa tê-la. — falei rindo em algumas partes.

– Katniss, você acha que depois de tudo que você disse Deus não daria a ti o que queres? — disse-me encorajando.

Logo em seguida, levantei do chão junto com a Mad, fui até a pia, peguei o teste de gravidez e logo uma lágrima escorreu pelo meu rosto.

Eu e o Peeta seremos pais!''

#Flashback Off#

Eu não contei nada ao Peeta, esse seria o presente de aniversário dele. Ele está trabalhando agora, eu pedi ao meu chefe Cinna que me deixasse sair mais cedo, expliquei a situação e ele logo me liberou, desejando-me boa sorte.

Eu fiz o jantar, pois daqui a pouco ele está chegando do trabalho. Peeta me disse que queria passar o aniversário comigo apenas. Não queria festa nada disso, apenas um jantar comigo, em casa mesmo, já que morávamos juntos agora. É claro que eu não deixaria o aniversário dele passar apenas com um jantar comigo, então amanhã eu vou levá-lo a pizzaria e lá estarão os nossos amigos, Mad, Gale, Annie, Finn, Cato e Clove. Os meus pais e os pais dele. Tirando eu e a Mad, ninguém sabe da minha gravidez, então eu contarei a todo o resto amanhã.

***

Peeta já estava em casa. De manhã eu tinha feito o café da manhã na cama. Comemos juntos e tal. Agora ele estava tomando banho para jantarmos. Eu já tinha posto a mesa, nosso jantar era ensopado de carneiro com ameixas secas e de sobremesa uma tortinha de chocolate.

Escuto barulhos na escada enquanto termino de colocar os talheres na mesa e sinto braços me rondando.

– Que mesa linda KatKat – disse.

– Obrigada meu amor. Vem vamos jantar — falei depois de dar-lhe um beijo.

Peeta sentou-se ao meu lado na mesa. Nosso jantar foi calmo e como sempre cheio de risos. Nós já tínhamos acabado de comer e estávamos sentados no sofá, eu estava no meio de suas pernas, com a cabeça encostada em seu ombro e nós conversávamos sobre coisas sem importância alguma. Levantei rápido, fui à cozinha e peguei o presente dele. Escondia nas costas e voltei para a sala.

– O que você está escondendo aí amor? – perguntou.

– Seu presente

– Você já é o meu presente — falou e eu ri. Depois de tanto tempo, ele continua sendo romântico.

– Toma logo seu bobo – respondi.

Ele pegou uma caixinha embrulhada em papel de presente verde.

– O que será? — perguntou levantando-se

– Abra e você vai saber.

Ele abriu com todo o cuidado e ali dentro havia uma caixinha transparente com um par de sapatos de bebê branco. Assim que ele viu, abriu um sorriso meio desconfiado e disse:

– Creio que esse sapato não caiba em mim – falou.

– Mas cabe nele – falei.

– Nele quem? — disse já desconfiado com a resposta

Tirei a caixinha de suas mãos e juntei com as minhas em cima da minha barriga

– Nele Peeta — disse e ele abriu um sorriso do tamanho do mundo.

– Jura? — falou ainda sem acreditar.

– Juro juradinho — falei abrindo um sorriso também.

Ele me pegou no colo e me girou, como se fosse o dia mais feliz da sua vida. E creio que é, até a nossa ou o nosso bebê nascer.

– Eu vou ser papai!

– E eu vou ser mamãe!

– Você já é mamãe e a mais linda desse mundo — falou

– E você já papai, o mais sexy do mundo — retribui

Rimos e nos abraçamos mais uma vez. De fato, aquele mal entendido, de anos atrás na escola, foi a melhor coisa que já poderia ter me acontecido. E foi o meu melhor dia dos namorados.

Fim



Notas finais
Espero que tenham gostado! Esperando reviews e quem sabe recomendações hein?! Beijão e até a próxima.