Notas iniciais
Autor: Icaro Pratti
Classificação: +16
Gênero: Romance

N/A: Olá pessoinhas que estão aqui para prestigiar este romance. Quero muito CRÍTICAS, SUGESTÕES... É minha primeira One-shot e tentei não me arriscar tanto. Espero que venham a gostar e ficar com um gostinho de quero mais (irão me entender). Desde já, agradeço por estarem aqui.
Nos encontramos nas notas finais!
Grande beijo do Ics.

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– Táxi, táxi – o mesmo grito comum de todas as manhãs.

Havia se tornado complicado estacionar o taxi a beira de uma calçada na enorme avenida movimentada que ela morava. Todas as manhãs meu despertador tocava cedo, preferia estar um pouco antes e arrumar uma vaga privilegiada ali. Acelerar poucos segundos antes dela alcançar à calçada e fingir que estava passando pela rua; hábitos criados com o tempo. Seu grito comum me convocando para uma viagem assumia um ânimo por meu corpo incomum, parava próxima a ela e poderia seguir o rumo do seu trabalho.

– Você de novo? – indagou começando a revirar a pequena bolsa em mãos.

A pergunta foi uma surpresa, uma aflição que vai dos dedos aos pés e faz com que uma das mãos, involuntariamente, percorra a ponta dos meus cabelos e depois a nunca e num ato desconcertado uma pequena risada frouxa deixe meus lábios. Não há explicação para isso a não ser uma obsessão amorosa comum de um menino pobre apaixonado pela beleza de uma socialite de uma grande capital.

– De novo? – perguntei desdenhoso.

As palavras saíram em uma forma de desviar a atenção de mim e de tal situação que havia me submetido. Esperar por seus graciosos movimentos e sua maravilhosa voz acenando para um táxi qualquer. Ela havia me identificado de algumas viagens anteriores, o que me deu uma luz de que algo pudesse ser correspondido. Isso é idiota – repetia mentalmente.

– Sim, todas as manhãs você, aqui. Nossos horários se encaixam – concluiu ditando o endereço.

Ela havia reparado que todas as noites estava ali esperando por ela, sempre graciosa e bela com seus lindos vestidos e cabelos bem arrumados, poucas vezes vi-a um pouco desarrumada. Certas vezes, enquanto passava com o táxi por ali a encontrava gritando da calçada por um, parecia coisa de destino. Era engraçado vê-la algumas vezes desarrumada, sem suas fortes maquiagens, que não faziam mais do que realçar a beleza tão expressiva em seu rosto.

O endereço era sempre festas em grandes hotéis ou outros lugares, um deles sempre me chamara atenção, um pequeno casebre de madeira, aparentemente abandonado, mas que demonstrava uma grande informação de vida pelas flores coloridas e pela enorme rede que balançava na pequena varanda com um lindo guarda-corpo.

Passando por aquela rua de manhã, era incomum encontrá-la, ainda mais com uma roupa bastante social e um cabelo um tanto desarrumado, pude identificá-la de longe e logo estacionei ao seu lado e logo anunciou um endereço comum, comum parar mim, jamais para ela. Olhei pelo retrovisor central a procura de alguma expressão no seu rosto, uma explicação para que ela iria para um escritório de pedagogia, não podia fazer perguntas aos meus clientes.

A enorme pasta que pousava ao seu lado, o traje social e a maleta realçavam uma mulher que iria começar um trabalho, completo meu pensamento quando avisto, ainda pelo retrovisor central, uma presilha bem colocada em seus cabelos e bem evidente para aqueles que olhassem poucos segundos para o seu rosto.

Não podia fazer qualquer pergunta para ela apesar de ser uma grande vontade, queria falar da pena que está em seus cabelos. Suas lindas e macias bochechas acomodadas em um travesseiro de penas e ela jogando o despertador que fizera acordar tão cedo, era tão bobo em pensar dessa forma.

Volto mais uma vez meus olhos para tentar encontrar qualquer movimento diferenciado vindo do banco traseiro; meus olhos ficam semicerrados no momento que vejo aquele batom vermelho percorrer cada milímetro daqueles lábios e me tirar do chão, hesito antes de pular para o banco de trás e fazer loucuras. Eu não faria isso, jamais – repeti em minha mente.

Não custa ter uma imaginação fértil e atitudes que gostamos de desenvolver em nossa mente, como é bom imaginar e viver cada momento, ou deixá-los de viver. Afinal, imaginar é bom mesmo? É praticamente uma tortura fazer coisas que seu corpo não tem coragem de fazer, pensar como seria bom o que você não fez, é um ato de se auto-torturar.

– Biiiiiiiiii – uma buzina interrompeu-me dos contatos com os lábios. – Barbeiro – me alertou.

A realidade em si voltou no momento que a palavra ‘barbeiro’ fora mencionada. Realmente havia perdido o foco da estrada e o carro passara a andar entre uma faixa, ocupando duas das pistas, a moto que havia me alertado de tal imprevisto deu tempo de me consertar antes de passar por um guarda policial localizado em uma moto, pronta para dar o bote em motoristas barbeiros. Não seja idiota, não seja idiota – implorei significativamente.

– Essas estão boas, Senhor? – a voz suave da atendente me trazia para a realidade.

Um dos meus cotovelos escorregara assim que a mulher me interrompera da conexão com a moça. Ajeitei minha postura desajeitadamente e peguei o buquê, começando a analisar cada botão de rosa ali dentro... O cheiro, a maciez e as cores.

Entreguei o dinheiro e logo segurei o buquê firme em uma de minhas mãos enquanto abrira a porta do táxi com a outra mão em extrema dificuldade. Sentei em cima das chaves. Eu sou um desastrado – suspirei.

Olhei para o relógio e entrei em pânico, já estava quase na hora dela ir para o serviço e ainda estava na porta da floricultura. Ela não é sua – minha mente alertava-me. Tirei um cartão do bolso da camiseta assim que comecei a acelerar o carro, coloquei o cartão desajeitadamente em cima das flores e pisei fundo, era uma longa jornada até chega ao seu prédio.

Peguei os atalhos que já eram de extrema facilidade para mim, algumas pessoas gritavam por táxi, mas não podia atendê-las, possuía minha cliente fixa, mesmo que ela não soubesse disso, ou mesmo, não quisesse. Acelerei entre os carros que ouvia uma grande quantidade de buzinas ou alertas. Falta pouco, falta pouco – suspirava enquanto acelerava cada vez mais.

Pisei no freio bruscamente no momento que vi uma idosa começando a atravessar uma das faixas de pedestres, o buquê voara para o chão. Consegui parar a tempo. Tentei desajeitadamente colocar o buquê no banco de novo, decidi não acelerar tanto como estava.

Depois de incansáveis quinze minutos, chegara ali na sua calçada apenas esperando pelo seu gracioso grito vindo da calçada enquanto começava a correr para o meio-fio. A diferença é que não costumava me atrasar, sempre tive o privilégio de sair alguns minutos antes, mesmo que ficasse esperando alguns minutos – Ela não era mesmo de cumprir muito horários.

Dessa vez as coisas pareciam ter sido diferentes, ela saíra mais cedo e eu chegara mais cedo. Não hoje, por que hoje? – bati a mão no volante e a buzina acionou. Fiquei um bom tempo olhando para o pequeno jardim em frente sua casa.

– Táxi, táxi – o mesmo grito comum de todas as manhãs.

Acelerei o carro em busca de fingir que estaria passando por ali aquele dado momento,não era muito bom para disfarças as coisas, mas era uma boa tentativa. A minha mente apenas alertava que era a minha vez de tentar, nunca me arrisquei em qualquer relacionamento. Que relacionamento? Não seja tolo – me martirizava.

Parei o táxi próximo à calçada e logo ela entrara com seus cabelos desarrumados (mais que o comum) e pousava sua maleta no banco de trás, logo que se acomodara depois de alguns minutos fechara a porta e logo comecei a acelerar o carro. Ela olho entre os bancos as flores e analisou-as por alguns segundos, minha respiração começara a ficar ofegante.

– Para, para – ela gritou. – Esqueci o presente do meu namorado! – terminou.

As palavras me atingiram como flechas, estava despedaçado depois que suas palavras me pegaram de surpresa. Não havia pensado jamais na hipótese dela ter outro, ou então de sempre ter tido outro. Suas mãos não haviam alianças, ainda não há.

– Para, para... Está surdo? – gritou puxando o freio de mão.

Não havia percebido que ainda estava em movimento, apenas olhei pelo espelho retrovisor e avistei seus cabelos caminhando até a porta e abrindo-a depressa, ela estava bem arrumada, mas com a mesma cara de quem acordara atrasada todas as manhãs.

– Aproveita e retira essa pena do seu cabelo – zombei enquanto ela corria desajeitada pela calçada.

Os minutos que ela passara lá dentro foram terríveis para mim. Preferia ter ido embora ali naquele momento, mas sua maleta de trabalho estava no meu banco traseiro jamais quebraria um compromisso com um passageiro, principalmente minha passageira favorita.

Depois de incansáveis minutos que mais pareciam eternidade, ouvia bufar e sentar no banco de trás com os cabelos arrepiados e respirando ofegante. Levei o pé até o acelerador com a menor vontade de fazer isso, mas era o meu trabalho e meu dever.

Deixei-a em seu trabalho ainda absorto de qualquer pensamento positivo, meu dia estava por um fio e não tinha para quê continuar ali, sem fazer qualquer coisa. Olhei para o buquê e ele olhou para mim, era dia dos namorados e eu tinha um lindo buquê de flores ao meu lado.

– Meu filho, que surpresa! – minha mãe gritara quando meu viu em sua porta com o buquê em mãos.

– Para você – disse enquanto entregava o buquê que já estava sem o querido cartão que estava bem guardado no bolso do meu paletó.

Minha vontade de voltar para o trabalho, para incansáveis jornadas de trabalho e, principalmente, carregar casais para cima e para baixo, havia ido embora. Não tinha qualquer motivo para voltar para aquele táxi, o local onde tudo começou... Nada começou – suspirei.

Os biscoitos da mamãe e as flores bem cuidadas em um arranjo bem no meio da sala, ali era o lugar que aquele buquê sempre deveria se encontrar, o lugar mais apto. Fazia anos que ela não recebia um presente neste dia, meu pai se fora em um acidente de caminhão alguns anos atrás, desde então, minha profissão deixa-a aflita, a cada minuto meu celular toca desesperado.

Muitas vezes é necessário que desligue o para não ter clientes a menos, eles ficam muito desconfortáveis com qualquer vulnerabilidade do seu condutor que, nesses casos, sou eu. Minhas particularidades com o respeito e seguir regras sempre foram absurdas, o que me culpo bastante. Como gostaria de quebrar várias regras e não me culpar por isso, como queria.

Fui até a sala e comecei a passar os canais, filmes de dia dos namorados, romances e mais romances, flores, venda de anéis... Uma infinidade de possibilidades para os casais usufruírem nesse dia tão especial.

Uma chuva forte começara a cair e o frio a se instaurar pela cidade, até na casa da mamãe próxima a lareira que fora ligada, o frio é intenso e a chuva não dá trégua a cada segundo, os pingos grossos e a infinidade de trovões assustam minha mãe.

– Mãe, vou assim que der uma trégua – gritei para que ouvisse da cozinha.

– Filho... – não era preciso qualquer entendimento.

– Tá mãe, dormirei aqui. Só hoje – completei.

Peguei a chave do carro e um guarda-chuva da minha mãe para ir até o carro buscar minha pequena maleta de improvisos. Sempre preparava uma pequena maleta de roupas e utensílios pessoais caso ocorresse algum imprevisto ou passasse na casa da mamãe, apesar desse não ser um dos projetos de hoje.

A chuva estava forte, os ventos incansáveis e as folhas ao vento junto com as árvores que pareciam ter sua copa entortando. A luz amarelada de algumas lojas entregava que a energia também não estava muito boa, piscavam incansáveis vezes respondendo aos movimentos bruscos dos fios.

Assim que abri a porta do carro paralisei no momento que meus olhos encontraram-se com aquele embrulho no branco traseiro. Ela esquecera o presente do namorado no meu banco e não me dei conta disso o dia todo.

Olhei para o relógio e vi que faltava ainda uma hora para sua saída do trabalho. Como sou burro – repetia diversas vezes. Voltei para a porta e gritei que estava saindo e já voltaria para minha mãe. Ouvi seus passos em direção a porta, mas logo larguei o guarda-chuva na entrada e corri para o carro. Seria uma aventura inusitada.

O caminho estava escorregadio e vários carros haviam parado ou sido abandonados pelas ruas, alguns que não haviam sido abandonados mostravam que haviam sido estacionados de forma muito bela, onde caberiam dois carros, parecia mal caber um.

O trajeto que era grande e movimentado não parecia tão afogado assim, apenas via que as pequenas ruas estavam com problemas devido a pouca movimentação de carros ou alguns impedimentos ao longo do circuito.

Acelerei bastante mesmo com algumas pessoas que buzinavam de acordo com que passava delas, era um sinal de alerta que deveria reduzir e assim fiz. Não havia motivos para correr, pelo menos, nenhum positivo para mim.

Cheguei até a avenida em que seu trabalho ficava. O trajeto até ali era formulado automaticamente pelas minhas mãos. A chuva impedia de ver a entrada do local e também diferenciar entre as pessoas que usavam suas capas de chuva e guarda-chuva tampando os rostos.

– Táxi, táxi — era a mesma voz de sempre.

Suspirei antes de parar o táxi próximo a ela e deixar com que entrasse. Era incrível seu inconfundível cheiro e sua bela aparência mesmo depois de um dia de trabalho. Agora já aparecera com seu cabelo bem arrumado.

– O presente – mexi no retrovisor tentando mirar meus olhos nos seus.

– Não A-CRE-DI-TO. Você? – pegou o presente em mãos. – Para minha casa... Acho que sabe o caminho – finalizou.

Sim, eu sei o caminho... Todas as manhãs eu estou lá por sua causa – eram as palavras que gostaria que deixasse meus lábios, mas elas não correspondiam aos meus comandos.

Continuei o caminho ainda um pouco desequilibrado e segurando firme o volante. Tudo piorou no momento em que avistei pelo retrovisor novamente aquele batom percorrendo seus lábios, os batons que me induziriam a pular no banco de trás e falar que ela seria minha.

O trânsito foi piorando ao longo do trajeto até que tivemos que parar por alguns minutos. O silêncio era a única coisa que estava ali dentro a não ser pelo barulho dos dedinhos percorrendo o teclado do celular em suas mãos, o barulho de cada teclinha e os barulhos que a tempestade proporcionava alguns instantes.

– Pode parar com isso? – disse estridente.

– Ah, tá bom. Acho que vou a pé – pegou seu guarda-chuva e sua maleta saindo do carro em meio à tempestade que estava um pouco pior.

Antes mesmo de tentar inibi-la de sair, a porta já estava fechada e ela já saíra em meio à tempestade segurando firme sua maleta e o presente com enorme dificuldade. Não podia deixá-la ir com isso tudo em mãos.

Corri pela calçada atrás dela, não havia nem sinal de qualquer movimento dela ou de onde poderia estar. Hesitei antes de gritar, estava ficando ensopado naquela tempestade, viria uma gripe na certa.

– Katniss – gritei repetidas vezes.

– Aqui – ouvi distante.

Corri para onde julguei ter ouvido a voz e lá estava ela, sentada na calçada com a chuva caindo sob sua cabeça e um guarda-chuva quebrado em mãos e o presente encharcado em outra.

– O que aconteceu?

– Torci o tornozelo – estremeceu.

Tossi duas vezes antes de levar um de meus braços até a parte de baixo de seus joelhos e o outro até suas costas. Carregá-la até o táxi não fora tão difícil. Nunca havia ficado tão próximo de seu rosto, uma vontade de tocar meus lábios nos seus foi imensa e hesitei antes de tentar tal barbaridade. Ela tem alguém – lembrei-me.

Coloquei-a no banco traseiro e pude sentir sua respiração próxima da minha, o movimento de seus lábios e o ar quente que ele deixara invadindo meus pensamentos. Os olhos zonzos e ao mesmo tempo com uma insegurança, seus cabelos molhados caindo pelas costas.

Tentei puxar o máximo de assunto possível até chegar à calçada de sua casa, foi a primeira vez que conversamos tantas coisas e ao mesmo tempo me machucava cada vez mais. Meu celular vibrava diversas vezes no porta-luvas do carro, sabia que era minha mãe.

– Chegamos – abri a porta e segurei sua mão para que saísse do carro.

Ela tentou forçar os pés no chão e não obteve um resultado satisfatório. Seu tornozelo estava realmente torcido e não conseguira dar sequer um passo. Tomei novamente a iniciativa de segurá-la e caminhar até sua casa. Ela me entregou a chave e tentei com dificuldade abrir. Suas mãos segurando meu pescoço e sua respiração tão próxima da minha. Sim, eu estava pirando.

Caminhei com ela até próximo a entrada e deixei-a na poltrona próxima, ela levou as mãos até o tornozelo se livrando dos sapatos e começando a massagear e logo tentou forçar o pé no chão conseguindo algum resultado significante.

– É isso... Boa noite de dia dos namorados – caminhei até a porta suplicando para ouvi-la me mandar ficar.

Sou um tolo. Sim, sou um tolo. Fechei a porta e caminhei pela chuva até o taxi e sentindo uma pequena lágrima escorrer pelo meu olho. Levei minha mão até o volante. Não gostaria de sair dali, não iria sair dali.

Fiquei imóvel por um bom tempo apenas com a cabeça pousada no volante tentando esquecer tudo isso e como era um imprestável, como sempre fora um imprestável. O frio estava cada vez mais intenso e minhas roupas molhadas não ajudavam em nada.

Comecei a tirar o paletó e abrir os botões da camiseta, parei o paletó em minhas mãos retirando o pequeno bilhete contendo o nome dela. Suspirei antes de amassá-lo e jogar na lixeira do carro. Segurei o paletó em mãos e joguei-os para o banco traseiro.

O barulho de um plástico me fizera assustar, não poderia ser verdade tal destino cruel. Corri meus olhos pelo banco e avistei em meio ao meu paletó o embrulho do presente. Era muita coisa ruim para uma pessoa só ter.

Peguei-o em mãos e segurei firme entre elas antes de decidir correr até lá e entregar aquele embrulho. Abri a porta segurando o presente e a camiseta, a chuva iria destruir ainda mais o embrulho. Corri até a porta e logo toquei a campainha, nenhum sorriso no rosto, apenas a expressão séria tomara minha face.

– Acho que esqueceu isso – estiquei a mão com o presente.

– Como posso agradecer? – emocionou-se. – Que bom que trouxe o meu presente.

Minha visão turvou-se no momento que suas mãos encontraram a gola da minha camiseta e puxou-me para perto do seu rosto fazendo com que nossos lábios unissem. Acorda Peeta, você está sonhando – tentei alertar minha mente.

Era real, minhas mãos trêmulas seguravam o presente e nossos lábios ali unidos não tendo qualquer reação com aquele pequeno toque de lábios. Ela afastou-se com as bochechas vermelhadas e apenas um sorriso contido naqueles lábios. Maravilhosos lábios – tive que ressaltar.

Minha expressão ficou imóvel até o momento que caí na realidade, seu passo em mão para trás e seu desequilíbrio pelo tornozelo machucado fez com que grudasse em seus braços e entrelaçasse meu corpo ao seu. Encostei meus lábios aos seus e aquele hálito invadia meu corpo, começara a me dominar.

Grudei-a na parede enquanto a beijava, minha mão percorrendo suas costas e ela respondia mexendo em meus cabelos diversas vezes. Suas mãos correram pelas minhas costas por baixo da camiseta e estremeci quando suas unhas percorreram minhas costas fazendo com que grudássemos mais nossos corpos.

O beijo tornara-se constante. Isso é errado – gritava uma voz em minha cabeça – você está estragando um relacionamento.

Afastei nossos rostos antes de continuar, as mãos delas na minha nuca e as minhas já estavam nas suas costas encostando-se ao sutiã. Aquilo era errado, totalmente errado. Apenas voltei meus lábios aos seus com mais vontade que antes e percorrendo minha mão levantando-a. Ela prendeu suas pernas em tordo de meu abdômen, empurrei a porta com minha bunda ainda beijando-a.

Os melhores momentos da minha vida, minha respiração ofegante se juntava com a dela ao mesmo tempo em que nos separávamos dos beijos. Queríamos mais e assim fazia a mesa feita para um jantar a dois na cozinha me fez parar um longo tempo de um beijo.

Encontrei meus olhos nos seus, cinzentos e sempre tão belos... Meu corpo pedia por mais e minha mente avisava para ter calma. Chega de calma – brigava constantemente. Apenas comecei a beijar aquele pescoço perfeito e tão cheiroso, eu apenas sabia de uma coisa: aquela seria a primeira noite de muitas, a nossa primeira noite de dia dos namorados.

“Te amo minha Querida passageira” – sussurrei em seu ouvido.

“Cale a boca... Meu... Taxista” murmurou enquanto mordia minha orelha e abria o zíper de minha calça.


Notas finais
Bom, como disse foi minha primeira tentativa de One-shot... Ficou bem curta, e esse final em aberto é uma das minhas marcas (quem lê minha fic sabe disso bastante). Enfim, espero que tenham gostado e aguardo ansiosamente pelos reviews de vocês ♥
Até a próxima.

Grande beijo do Ics :33