Notas iniciais
Autora: Miss Salustiano
Classificação: +18
Gênero: Comédia, Hentai, Universo Alternativo

N/A: Oi, pessoas. Acho que muita gente não me conhece, então, Miss S., prazer. E quem já lê minhas histórias...Heeeey! Olha eu aqui o/ anyways, Lali veio me trazer a realidade que ficwriter não pode tirar férias, e vim aqui postar minha one u.u Já podem sentir o meu amor por vocês. Quando acabarem de ler, não esqueçam de mandar o seu review, preciso saber o que acharam da one. Estou tremendamente insegura, já que não fiquei muito fã do resultado final, mas nunca se sabe... Boa leitura e nos vemos lá em baixo

Notas da Lali: Oláááá!
Quero agradecer a INARA pela linda recomendação! Obrigada linda, os autores e autoras daqui agradecem, um trabalho bem feito é sempre maravilhoso de se receber recomendações :3

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Produzo um muxoxo de insatisfação ao sentir as mãos de Venia e Octavia puxando as ligas que prendem o vestido a mim com mais força do que o necessário. Prendo a respiração diversas vezes, mas algo está impedindo o grande vestido amarelo de fechar. Não acredito que precisarei de mais uma by InstantSavings\">dieta inútil para caber nele. Já não aguento mais ter que praticamente parar de comer.

– O que você anda comendo, Katniss? – Estalo a língua contra minha mãe, mas ela apenas revira os olhos – Está engordando muito rápido. Como quer vencer o concurso se mal entra no vestido?

– Eu vou caber, sim. E ainda irei by InstantSavings\">ganhar, mas fica difícil parar de comer se meu aniversário foi há pouco tempo atrás – Levo mais um puxão nas costas e quase tropeço nos meus próprios pés — A culpa foi sua por ter comprado aquele bolo gigantesco.

– Kat, prenda a respiração apenas mais uma vez – Venia me instrui e eu faço o que ela pede – Se não fechar, fazemos ajustes depois.

Tranco minha respiração assim que ela me manda um sinal para fazê-lo. Mas alguns puxões até ouvir as duas costureiras e minha mãe comemorarem atrás de mim. Assim que volto a respirar, escuto o típico barulho de tecido se rasgando.

– Ótimo – resmungo ao colocar os dedos no rasgão localizado na lateral do meu corpo – Era uma vez um vestido amarelo.

– Filha, você está gorda!

Rosno em direção ela, que se sobressalta. Octavia tenta prender sua risada ao olhar o estado que eu deixei minha mãe.

– Não estou! Esse vestido que está muito pequeno.

– Ele cabia em você até dois meses atrás quando o provou pela primeira vez.

Ignoro completamente o seu comentário para não acabar a respondendo de um jeito grosseiro. Venia e Octavia me ajudam a livrar-me de tanto tecido amarelo, já que sozinha não conseguiria retirar nem metade. Quando estou colocando minha camisa de volta para o corpo, minha mãe me chama atenção.

– Olhe só! – Ao olhar para o espelho, não vejo nada além do meu próprio reflexo e o dela – Você está barriguda!

– Barriguda?! Isso é excesso de gostosura, Effie – Minha mãe detesta quando a chamo pelo seu nome, por isso o fiz – Tudo isso é culpa... – Perco a fala assim que meu telefone toca. Procuro o celular na bolsa e nem preciso olhar no visor para saber quem é – Oi, Peeta.

– Oi, Katniss. Preciso falar com você.

Franzo o cenho assim que escuto a segunda frase. Seu tom de voz é sério, o que me faz ficar com medo do que viria a seguir. Afasto um pouco o celular do rosto apenas o suficiente para falar com Effie.

– Mãe, vou te esperar no carro, ok? — Depois de receber sua reposta, volto minha atenção a Peeta enquanto caminhava para a saída — Aconteceu alguma coisa muito séria?

– Prefiro te falar pessoalmente.

– Peeta, você está me assustando – Volto abrir minha bolsa, mas dessa vez a procura da chave do carro – Me diz, o que aconteceu?

– Não posso falar agora, sweetheart. Estou saindo da empresa do meu pai – Posso ouvir o barulho de algumas buzinas de carro e depois o praguejar alto vindo dele – Posso parar na sua casa?

– Tudo bem, estou indo para lá agora. Amo você.

Não recebo nenhuma resposta quando o telefone desliga. Meu Deus, ele vai terminar comigo! Arregalo os olhos quando essa conclusão chega. Ele não pode terminar comigo assim do nada! Ou será que pode? Estou surtando, isso é liquido e certo.

Torço meus dedos alucinadamente enquanto espero minha mãe voltar para o carro. Consigo vê-la através do vidro da loja, toda vez que planeja sair, alguma coisa a atrai para dentro novamente. Tento chamar sua atenção com a buzina do automóvel e a assisto mandar sinais impacientes para mim de volta.

Meus sinais de desespero não chegam até ela, fazendo-me beirar o limite do bom senso. Tenho a péssima e incontrolável mania de roer as unhas quando estou nervosa ou ansiosa. Às vezes os dois. Isso chama a atenção de Effie, já que elas deviam estar perfeitas para o concurso.

Noto que devia ter roído elas antes, fazendo minha mãe voltar para o carro mais rápido. Effie Everdeen é uma incógnita, sempre mudando antes que eu possa começar a estudá-la de fato. A porta bate com força desnecessária, pendendo-me para o lado e depois de volta ao lugar de origem.

Ela estende a mão com um olhar de fúria e tudo o que eu consigo fazer é mudar meu semblante de desespero para confusão.

– Deixe-me ver essas unhas já! – Não faço nem menção em contrariá-la, estendo-as quase que imediatamente – Eu e Flavius vamos matar você se destruir essas belezinhas, Katniss Everdeen!

– Argh, mas que marcação cerrada comigo, mãe. Precisa disso tudo? – Antes que ela me respondesse, eu o faço – Óbvio que não! Já estou surtando e você só está piorando.

Prendo o cinto de segurança contra meu corpo com um bico maior do mundo. Minha mãe bufa em frustração pelo meu mini surto. Ela diz que é normal estresse perto dos concursos, já que participo deles desde os seis anos de idade.

Eu não era muito chegada à arte de desfilar, mas ela sim. Minha mãe, como eu, colecionava títulos em sua “época” e me ensinou a gostar. Meu pai morreu pouco antes da minha primeira aparição, o que me fez entrar de cabeça nesse fantástico mundo. Minha irmã mais velha, Johanna, detesta tudo que envolva etiqueta e beleza, então minha mãe deposita todos os seus sonhos em mim.

Checo constantemente meu telefone para ter certeza de que Peeta não ligara ou mandara alguma mensagem que me passou despercebida ou se brigamos recentemente, mas ambas as respostas são negativas. Minha cabeça é revirada para tentar entender o motivo da ligação repentina e seu tom de voz, mas nada tem sentido.

Quando o celular vibra em minha mão, quase o derrubo pelo susto. Minha mãe pragueja baixo depois de frear bruscamente, também assustada. Trago a saliva ao ver que era apenas uma mensagem de texto da minha irmã.

Hey coisa, Peeta está aqui e ele parece nervoso. Está chegando?

– Droga — Sibilo antes de começar a digitar rapidamente uma mensagem em resposta – Mãe, pode ir mais rápido?

– Ainda não aprendi a voar. E o carro também não.

– Delicada como uma rosa.

Estou a uns dez minutos de casa, manda ele se acalmar.

Literalmente jogo o celular de volta na bolsa assim que termino de digitar a mensagem para Johanna. Minha vontade é de descer do carro e seguir o resto de meu percurso a pé, mas estou com preguiça e revoltada demais para isso. Tento ignorar os resmungos sobre violência gerar violência da minha mãe.

Chega a ser engraçado de ver como eu, minha mãe e minha irmã somos completamente distintas. Eu sou a princesinha explosiva, minha mãe é a pacifista narcisista e minha irmã é a violenta sádica. É difícil manter uma relação estruturada com as duas, mas vamos desenrolando. Peeta já se acostumou com minha família, ou pelo menos era o que eu achava.

Meu coração perde umas três batidas ao mirar o modelo esportivo vermelho de Peeta estacionado em frente a minha casa. O carro de minha mãe mal para, mas eu já salto do mesmo sem nem pensar em consequência nenhuma. Talvez meu nível de sorte estivesse alto, porque cai de modo certo.

Effie grita do carro que esqueci a bolsa, porém minha cabeça não capta a mensagem. Sempre levei tudo aos extremos, é tudo ou nada, por isso agora eu não poderia manter a calma depois de uma conversa de celular suspeita.

Abro a porta da casa em um rompante, batendo-a bem no rosto da minha irmã. Como ela sempre foi ligada ao dramalhão, Johanna leva as duas mãos ao rosto e se joga com tudo no chão, produzindo grasnidos como um pato morrendo por asfixia. Dou de ombros e a cutuco com o pé direito.

– Peeta está aqui? – Ela continua com sua nada perfeita atuação, então arrisco minha vida e a chuto de leve – Peeta está aqui?

– Na cozinha, doente.

Passo por cima dela, no sentido literal da palavra, correndo em direção a cozinha. Escuto-a praguejar de dor ainda no corredor de entrada, mas depois eu vejo se a machuquei de verdade. Passo pelo umbral da porta da cozinha e paro assim que encontro o olhar de Peeta no meu.

Um silêncio até incômodo de segue, mas resolvo quebrá-lo.

– Oi?

– Podemos conversar lá em cima? – Gelo da cabeça aos pés assim que sou respondida com outra pergunta – A sós, de preferência.

Franzo o cenho, mas entendo o que ele quer dizer assim que viro e vejo minha mãe e Johanna nos observando do pequeno corredor. Produzo um muxoxo e puxo a mão de Peeta, nos levando até meu quarto. As batidas do meu coração estão um pouco descontroladas, meu medo é que Peeta queira terminar tudo. Tenho a ligeira impressão de que é isso que ele quer.

Assim que fecho à porta a trás de mim, o vejo passar a mão rapidamente pelos cabelos loiros e depois virar-se para mim. Tento sorrir, mas ele não corresponde. Meu sorriso se apaga no mesmo instante.

– Katniss, meu pai veio falar comigo hoje pela manhã. E ele me lembrou que nossa empresa patrocina o concurso que você participa.

– Eu sei disso, Peeta, eu havia te contado há um tempo – Aproximo-me dele, sentado em minha cama, e tento parecer controlada ao passar a mão gentilmente pelo seu rosto – O que aconteceu?

– Meu pai...

Cruzo os braços em frente ao peito quando ele se engasga com as próprias palavras.

– O que houve com o seu pai?

Peeta se senta melhor em minha cama, como se fosse me dar à notícia do século. Ele afrouxa o nó em sua gravata e respira fundo, e eu me preparo emocionalmente para o que vai vir.

– Ele vai viajar na noite do concurso então me colocou para ser o jurado no lugar dele.

Vou saboreando a notícia aos poucos, preciso de um tempinho para assimilar tudo em minha cabeça. Senhor Mellark vai viajar, Peeta vai ser o jurado do concurso que eu vou participar. O voto do senhor Mellark correspondia a quarenta por cento da média final, ou seja...

Acho que vou ter um ataque cardíaco.

– Peeta, isso é incrível! – Atiro-me em cima dele sem nem pensar duas vezes. Meu botão de euforia fora acionado assim que posso me imaginar ganhando o concurso automaticamente – Você é perfeito, sabia?

– Incrível? – Sou empurrada para longe, rolando quase de encontro ao chão quando Peeta se levanta — Katniss, você não consegue entender o problema?

– Não, realmente não consigo. Não há problema algum para mim.

Olho para os lados para me certificar de que Effie não está me espionando ou algo do gênero e levo às unhas a boca, roendo-as de modo displicente enquanto mantenho o olhar fixo no de Peeta.

– Eu não posso julgar você.

– Qual é, Meeta – Tiro as mãos da boca e as limpo na barra da blusa, recomeçando meu discurso para consertar meu erro – Peeta. Não ligo se você vai ser meu jurado ou qualquer outra coisa do tipo. Diga-me o porquê de tanto alarde.

– Se eu votar em você, não estarei sendo imparcial.

– Quem liga para imparcialidade?

– Eu ligo! – Replico com um sei petulante e volto a colocar minhas unhas na boca – Então, desculpe, mas não vou poder votar em você.

Engasgo com um pedaço de unha assim que ele termina de falar. Peeta nunca tinha tido um choque de bom garoto tão forte como hoje, nunca havia parado para pensar na remota possibilidade de vir a ser meu jurado algum dia. Eu já cheguei a imaginar isso acontecendo, mas pensava que ele iria votar em mim acima de tudo.

– Peeta, eu não preciso de imparcialidade. Eu preciso de você junto a mim e isso basta. Pode tentar me entender?

– Não, você que precisa me entender.

– Não posso te entender! Você está fazendo uma tempestade em um copo de água.

– Katniss – Suspiro ao ouvir meu nome ser pronunciado com tanta firmeza. Peeta leva ambas as mãos até meus ombros e os aperta de leve, conectando nosso olhar e acionando uma descarga elétrica por todo o meu corpo – Essa é minha decisão final.

Ele e abaixa somente o necessário para depositar um beijo em minha testa e sorri fracamente. Não consigo mandar o sorriso de volta, acho que vou explodir de raiva, mas travo uma luta interna para permanecer calada.

– Desculpe, você precisa arranjar um jeito de vencer sem mim.

Continuo parada na mesma posição enquanto observo Peeta se afastar letamente de mim. Posso sentir o gosto de sangue invadir minha boca depois de morder a língua com extrema força. Mesmo sabendo que ele não pode me ouvir mais, gargalho roucamente com a voz seca em direção ao caminho que ele seguira há pouco tempo.

– Veremos.

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– Johanna, pode segurar a minha mão?

Minha irmã solta um resmungo e larga a revista que estava segurando enquanto me esperava fazer o exame de sangue. Effie insistira em me levar para o nutricionista para tentar entender porque estou engordando e Fulvia, só para acabar com o desespero desnecessário da minha mãe, me manda fazer uma bateria de exames de rotina.

Eu morro de medo de tirar sangue, desde pequena. Johanna ainda resmungando, puxa um banquinho para o meu lado e segura a minha mão.

– Patético. Você desse tamanho com medo de um exame – agarro a mão dela como se minha vida dependesse disso — Se fosse uma endoscopia, até dava para entender.

– Tirar sangue é ofensivo.

A enfermeira baixinha me manda ficar parada no lugar para conseguir fazer o exame corretamente, mas eu não consigo. Sinto uma tapa inaugurar o lado direito do meu rosto e quase grito pelo susto.

– Para de coisa, mulher – a voz de Johanna está meio firme, meio brincalhona. Reclamo do tapa recebido e isso só me faz ganhar mais um – Fica quieta.

– Dá para parar de me bater?

Mordo o lábio inferior, tirando meu braço do meu campo de visão. Logo o sinto ser perfurado e a enfermeira solta meu braço do aperto de uma liga. Ela anuncia que já acabou e assim que termina de falar, Johanna larga a minha mão e se levanta.

Eu devia ter ganhado um pirulito, mas aparentemente sou velha demais para ganhá-lo. Que país é esse? Direitos iguais para crianças e para mim. Saio da saleta com o braço esticado, sendo ironizada pela minha irmã, dizendo-me que eu não vou morrer se dobrá-lo.

As ruas estão apinhadas de gente e os restaurantes lotados. Hoje é um dia perfeito para comércio de praticamente todo tipo, hoje é dia dos namorados. Peeta combinara de me ver à noite, mas eu tenho planos para encontrá-lo bem antes.

A senhora Mellark me dera à chave do apartamento dele sem ele saber e irei para lá depois que almoçar com Johanna. Vai ser o terceiro dia dos namorados consecutivo que ela passa só por opção, e eu definitivamente não consigo a entender. Depois que comecei a namorar Peeta, há quatro anos, não consegui mais me imaginar sem ele. Pode parecer piegas, mas é a verdade simples e absoluta. Johanna diz que a vida é melhor quando se vive sozinha e quem sou eu para discutir?

Passo o resto do almoço ansiosa para colocar meu plano em prática. Olho constantemente para o relógio em meu pulso para me certificar de que não me atrasarei nem um segundo sequer e ele me confirma de volta que estou seguindo meu horário a risca. Quando faço menção em colocar meus dedos na boca, Johanna é mais rápida com sua costumeira tapa.

– Para de roer essas unhas! – Coloco minhas mãos embaixo da mesa, escondendo-a com a toalha branca — Que mania irritante.

– Você está parecendo a mamãe.

– E você não poderia ter usado um insulto pior – Comenta ela enquanto beberica casualmente um pouco de café – se me comparasse com a Lady Gaga eu ficaria menos ofendida.

– Qual o problema com a Lady Gaga?

– Ela me dá medo – Responde com simplicidade.

Dou de ombros e deixo o talher tombar contra o prato de porcelana em cima da mesa do restaurante. Minha irmã não me dá atenção e continua a comer um petit gateau enquanto termina o seu café. Não consigo colocar absolutamente nada na boca, e sinto que se colocar, não irá durar muito tempo.

– Johanna, eu vou indo. Preciso resolver umas coisinhas com Peeta, ok?

Não espero a resposta e me guio logo para a saída. Com a bolsa pendendo sobre o meu braço direito, saio cambaleando e batendo sem querer nas pessoas que cruzassem meu caminho. Já ao lado de fora, luto contra o mar de pessoas que tenta me empurrar para os lados.

O sol forte me incomoda e por ter olhos claros e fotossensíveis, preciso parar por poucos minutos para tirar os óculos escuros de minha bolsa. Assim que já estou com eles no rosto, devidamente protegida, sigo meu caminho para a casa de Peeta a pé mesmo.

Seu apartamento fica a duas quadras do restaurante que estive com Johanna, uma caminhada de vez em quando não mata, principalmente agora que minha mãe entrou em estado de paranóia por achar que eu estou gorda.

Chego ao portão do prédio cerca de vinte minutos depois com o braço marcado pelo peso mediano da bolsa em meu braço. Cumprimento o porteiro alegremente e ele me deixa passar com a mesma simpatia. Entro no elevador e aperto o botão que indica o número doze, sentindo o costumeiro solavanco logo depois.

Assim que as portas metálicas se abrem, salto do elevador e corro pra a última porta do corredor, onde sei que é o apartamento de Peeta. Perco uns três minutos caçando a pequenina chave no meio da minha bolsa, competindo com milhares de tralhas. Entro correndo no apartamento e jogo minha bolsa longe.

Meu braço está vermelho pelo peso dela, mas finalmente me livrei. Sorrio. Hoje a noite será bem interessante.

_x-x_

Apago a última luz na mesma hora que o elevador do outro lado da porta apita, para avisar que alguém chegara ao andar. Sinto meu estômago embrulhar por antecipação e agarro o estofado do sofá em minhas mãos. Quero gargalhar, mas reprimo assim que escuto a chave ser girada na porta.

A feição de Peeta é impagável.

Assim que ele liga as luzes e me vê sentada no sofá, se assusta a princípio. Mas depois ele olha mais uma vez e suspira audivelmente, talvez por me ver apenas com as roupas íntimas.

– Katniss, ahn – Não consigo evitar e gargalho baixo quando o vejo hesitar e analisar se é ou não seguro chegar perto de mim — Não íamos nos ver apenas no jantar?

– E vamos – confirmo — Mas eu estava em casa, com minha mãe e Johanna, resolvendo umas coisinhas e notei que preciso muito da sua ajuda.

Pulo do sofá e me encaminho lentamente para perto dele, com um sorriso brincando em meus lábios. Tento adicionar minha melhor expressão de garota desolada que precisa de ajuda quando entrelaço minhas mãos as suas.

– Em que posso ser útil? – Solto uma risada fraca ao mirar seu sorriso malicioso em minha direção.

Sem aviso prévio, ataco os seus lábios e solto suas mãos, migrando as minhas próprias para o seu rosto. Ele até que se assusta de imediato, mas não são necessários mais de dois segundos para se recuperar e devolver o beijo com a mesma astúcia.

Quando o aperto em minha cintura começa a se tornar até possessivo, o empurro contra o sofá e o deixo cair lá só. Peeta me olha confuso e eu dou de ombros, limpando meu batom no canto da boca que agora está desalinhado. Ele me olha frustrado, como uma criança que acabara de perder seu brinquedo preferido.

– Está calor, não está? – Comento enquanto vou prendendo meu cabelo em um rabo de cavalo e ele assente – Tira essa camisa.

Mordo o lábio para não rir de suas feições. Peeta ainda está meio assustado com minha posição displicente, mas acata o meu pedido assim que eu projeto o lábio inferior para frente, formando um biquinho. Nunca vou cansar de ver seu peito nu, isso é líquido e certo.

– Mais algum pedido, senhorita Everdeen?

– Agora não. Mas voltando ao assunto, eu estava precisando muito da sua ajuda em uma coisa — Ele balança a cabeça, um jeito de me estimular a terminar – Eu precisava de uma opinião masculina sobre as roupas que irei usar amanhã

– Sei... – Tento manter meu personagem assim que ele me olha intrigado – E você planeja ir assim?

– Acha que os jurados irão gostar? – respondo com outra pergunta, tentando parecer inocente.

Peeta rosna, algo parecido com um rosnado animalesco e eu noto que ele já está animadinho com a minha pequena atuação.

– Algo me diz que um dos jurados já gostou, Katniss – Comemoro internamente e volto a empurrá-lo contra o sofá sempre que ele faz menção em se levantar – Mas acho que você fica melhor sem isso tudo.

– Você acha? – Pergunto ingenuamente, brincando com a alça esquerda do meu sutiã de cor vinho – Não fica muito exposto se eu fizer isso?

– Se for só para mim – ele pigarreia – quer dizer, para o jurado loiro e bonitão – gargalho antes que possa evitar e ele ri um pouco também – acho que fica perfeito.

– Com salto ou sem salto?

Ele nem hesita, logo me responde.

– Definitivamente com salto.

Levanto o dedo indicador, pedindo para que ele esperasse, e procuro minha bolsa com os olhos. Encontro no móvel da TV e vou buscá-la, ficando de costas para Peeta. Derrubo um dos saltos de propósito para ter que me abaixar e pegá-lo. O pego com uma lentidão maçante e escuto um resmungo atrás de mim.

Calço os saltos e me viro procurando aprovação. Como eu nunca pensei em brincar assim com Peeta antes? As expressões que ele está fazendo são hilárias e confusas, me fazendo querer rir a toda hora, mas me seguro.

– Você é linda, Katniss.

Involuntariamente, sei que corei. Chacoalho a cabeça para esconder minha vergonha e volto à postura do papel que adquiri.

– Tenho mais um pedido para você – continuo a falar assim que ele me pede – quero ver você sem a calça.

Ele pisca mais algumas vezes repetidamente para só depois reagir. Deixo que Peeta se levante do sofá e assim que ele leva suas mãos ao botão, o impeço.

– Mas eu quem devo tirar.

Afasto suas mãos e abro o botão por conta própria, desviando o meu rosto do seu. Depois de anos, ainda conheço esse tipo de vergonha. Peeta sorri roucamente perto do meu ouvido e sinto até os pelos da minha nuca se arrepiar.

Quando Peeta está apenas com a cueca box preta, levanto o meu olhar e o dele encontra o meu. De novo o aperto possessivo em minha cintura está lá, me abrigando contra ele e sinto uma de suas mãos descerem das minhas costas e se infiltrar na minha calcinha. O sorriso do meu namorado se alarga quando ele espalma sua mão em minha bunda e depois a aperta.

O beijo novamente, tentando parecer mais calma dessa vez, mas tudo o que Peeta não quer hoje é calma. O encontro de minha língua com a sua é quente e febril, e puxo os seus cabelos por puro reflexo, para ter algo em que eu possa me segurar. Solto um suspiro assustado e abro os olhos involuntariamente em um rompante quando sou empurrada com tudo contra a parede fria do corredor.

Um porta-retratos que ficava preso a parede cai no chão e Peeta o chuta para a sala, voltando a se concentrar em mim. Seus lábios migram para o meu pescoço e eu arquejo o corpo para lhe dar um ângulo privilegiado dele. Do mesmo jeito que ele fizera, infiltro minhas duas mãos na parte de trás de sua cueca quando estou escorada contra a parede.

Brinco um pouco com o elástico e suspiro muito forte quando meu corpo roça no seu e o sinto pulsar em minha barriga. Uma ideia estala em minha cabeça assim que eu o escuto suspirar também. Quando Peeta volta a beijar meus lábios, mordo os seus com força desnecessária e estranha, fazendo sangrar.

– Mas o quê...? – tento segurar minha risada malvada ao ver de novo uma de suas perfeitas expressões – O que porra foi isso?

– Íamos jantar, não lembra? – Me separo dele assim que suas mãos saem de mim para avaliar a boca agora vermelha pelo sangue – Dia dos namorados, Peeta, acorde.

– Não estou com um pingo de fome agora, sweetheart. Quer dizer, estou com fome de outra coisa... Não podemos ir jantar depois de terminarmos aqui?

– Não mesmo, estou morrendo por qualquer prato que tenha salmão. Podemos continuar depois, ok?

– Você acha graça em me ver frustrado, sweetheart?

– Você pensa isso de mim? – exagero no nível de menina boazinha e ele bufa frustrado – Vai tomar um banho para irmos. Quanto mais cedo formos, mais cedo voltamos.

O observo caminhar com passos largos e pesados até o banheiro do seu quarto. Assim que escuto a porta se fechar, mas não ser trancada, coloco meu outro novo plano em ação. É certo que pará-lo foi ruim para ele e muito mais para mim, mas a ideia irá sobrepor o tempo perdido na brincadeirinha.

Procuro sua camisa branca no chão e a encontro um pouco atrás do sofá. Desataco o sutiã em minhas costas e o deixo tombar em qualquer canto, a calcinha segue o mesmo caminho logo em seguida, e visto apenas a camisa branca de Peeta.

Tiro os saltos para não fazer barulho quando encostar-se ao piso de madeira que uma parte do seu quarto tem. Vou à ponta dos pés até o quarto e posso ouvir o chuveiro ligado. Respiro fundo antes de invadir.

– Katniss?

– Hey, babe – abro o Box do banheiro e aumento meu sorriso malicioso ao fitá-lo – Posso tomar banho com você?

– Lógico que pode. Ahn, sweetheart, pode levantar os braços?

Dou de ombros e os levanto, fazendo a camisa de Peeta beirar minha cintura, mostrando coisas. A respiração dele fica ofegante rapidamente e eu tento sorrir do modo mais ingênuo que consigo. Empurro-o de leve para dar espaço e eu consiga entrar. Peeta continua paralisado na hora em que deixo a água molhar meu corpo em cima da camisa branca.

O tecido cola em minha pele e fica transparente em poucos segundos. Sinto a água fria deixar meus seios túrgidos e o olhar de Peeta viaja do meu rosto diretamente para eles. Sei que estou brincando com fogo, mas eu quero me queimar.

– Como foi o seu dia, babe? – pergunto quando solto meus cabelos do rabo de cavalo e os deixo cair por minhas costas.

– Uma maravilha.

– O meu também. Pode me ajudar aqui? Não consigo tirar essa camisa, ela grudou no meu corpo.

Peeta não espera nem dois segundos quando eu termino de pronunciar minha sentença. Suas mãos seguram cada uma um lado da camisa e a abre em um rompante, fazendo os botões pularem para longe. Escuto o barulho de alguns batendo no Box de vidro.

Deixo escapar uma exclamação de surpresa quando a camisa é puxada para longe de mim com brutalidade. Faz um baque um pouco alto ao bater molhada contra o piso escorregadio do banheiro. Olho para Peeta alarmada.

– Melhor agora? – Sinto milhares de tons sarcásticos em sua voz, o que significa que não devo responder. Mas mesmo assim eu o faço.

– Perfeito.

– Você quer brincar, sweetheart? Ok, eu sei brincar.

Tomo um susto tremendo quando a mão de Peeta vai abruptamente para o meu colo e o aperta. Solto um grito controlado quando ele me ergue e leva sua boca a eles. Coloco minhas mãos em seu cabelo, prendendo-o ali. Sua outra mão vaga para o meu seio esquerdo e o aperta novamente, me fazendo ver estrelas.

Rolo os olhos de prazer e solto um muxoxo triste quando seus lábios saem de lá. Volto a beijá-lo diretamente nos lábios, sem nenhuma objeção. Sinto meus seios doloridos ao extremo, mas tento ignorá-los. Descontrolada, levo umas das mãos de Peeta até... Lá. Foi algo involuntário, só notei que tinha feito isso quando uma risada roca ecoa em meu ouvido.

E ele não me decepciona em nada. Mando toda a delicadeza para o quinto dos infernos e grito com vontade. Projeto minha cabeça para trás, batendo-a na parede do Box de vidro. A boca de Peeta beija minha garganta exposta antes de me deslizar para baixo, nos conectando de maneira rápida.

– Isso é melhor que chocolate – Deixo escapar antes de voltar a beijá-lo com astúcia.

Os movimentos são fortes e intensos, estou presa demais na minha própria bolha para notar qualquer outra coisa. Só sinto minha vontade subir mais e mais. Seguro nas paredes estreitas para me dar apoio quando sinto Peeta estar próximo a um espasmo junto comigo. Meu estômago embrulha automaticamente, um frio na barriga grande.

Para tentar prolongar o momento, tateio em busca do registro do chuveiro e o fecho. Completamente molhado, Peeta me prende mais em seu corpo e vamos cambaleando até o quarto. Fecho a porta do banheiro com o pé, chutando-a sem piedade alguma.

Antes de ser jogada na cama, viro com força e quem acaba caindo primeiro é Peeta comigo em cima dele. Fico de joelhos e tento tirar o cabelo molhado do meu rosto. Pobre da senhora que arruma a casa de Peeta três vezes por semana. Cama e piso molhado, não sei como não caímos.

Abaixo e beijo cada extensão do rosto de Peeta que alcanço. Boca, bochecha, nariz, orelhas. Desço meus beijos até o seu pescoço e acabo perdendo o foco a cada estocada. Ele vira bruscamente, ficando em cima de mim. Peeta leva suas mãos para a cabeceira acima de mim e serve de apoio.

– Peeta... – chamo debilmente e ele me olha com as íris negras – Prometa que vai votar em mim.

Mas ele me ignora, preso ainda em sua bolha. Resolvo segurá-lo com os pulsos firmes, impedindo-o de se movimentar dentro de mim e luto contra minha sanidade mantendo-me parada.

– Prometa.

Nosso olhar fica preso um ao outro e estou quase cedendo e voltando a me movimentar quando ele sorri e me beija de maneira rápida.

– Você sempre será a minha rainha. Acha mesmo que depois de tudo isso eu não iria votar em você?

Amoleço em seus braços quase que instantaneamente. Dessa vez, eu o beijo de forma lenta e ele corresponde lentamente também, saboreando o beijo. Coloco minha mão em meio a massa de cachos loiros e gemo em sua boca quando o sinto ir fundo dentro de mim.

– Podemos continuar de onde paramos?

Sinto meus olhos brilharem de expectativa. Antes que eu possa responder, Peeta toma à dianteira e volta a se apoiar na cabeceira da cama. Definitivamente, seu corpo é muito melhor que chocolate.

Tão rápido quanto paramos, voltamos. Não consegui me segurar mais que três minutos, logo consegui enxergar a tênue luz ao final do túnel. Quando atingi meu ápice, foi como se tivessem me jogado para as alturas e em um movimento tão brusco quanto, fui puxada de volta. Senti espasmos atravessarem meu corpo ao mesmo tempo em que uma descarga elétrica fazia o mesmo trabalho.

Peeta desabou por cima de mim e foi como recobrar a consciência. Suspirei, apesar do seu peso sobre mim e sua respiração pesada contra meu pé do ouvido, produzindo uma agonia gostosa.

– Me sinto morto de cansaço – passei meus dedos por entre seus cabelos molhados do banho e do suor, atenta a suas palavras – sou capaz de dormir aqui, em cima de você.

– Sinta-se à vontade para isso, senhor Mellark.

– Mas eu sou pesado, Katniss.

– Não importa agora – Roço meus pés nos seus e ele ri novamente em meu ouvido. Aconchego melhor meu rosto na curvatura de seu pescoço, nossos corpos escorregadios em contato – Quero você aqui do jeito que está.

Palavras não foram necessárias mais. Foi um dia dos namorados um pouco conturbado, mas eu gostei. Diria mais, pode ter sido um dos melhores. Sorrio com todas as lembranças da nossa tarde/noite enquanto passo minhas unhas agora pequenas na base de sua coluna.

Depois do tempo que Peeta acha ser suficiente, ele rola para o outro lado da cama, ficando de barriga para cima bem ao meu lado. Sinto sua mão capturar a minha e viro de lado para poder focar meus olhos nos seus. Logo sua mão solta a minha e me puxa pela cintura mais para perto.

Aninho-me melhor ao seu corpo, suspirando quando ele deposita um beijo em minha testa. Quando já estou perto de relaxar completamente, escuto o telefone de Peeta tocar em algum ponto da cama e resmungo.

– Deixa tocar – ronrono contra o seu pescoço, mas mesmo assim ele puxa o telefone, ainda bem perto de mim. Seu olhar fica confuso assim que ele lê o visor.

– É a sua mãe.

– MINHA MÃE? — Arranco o telefone de suas mãos e atendo – Tinha hora melhor para ligar não? Eu estou meio... Oh Deus – Trago a saliva contra Peeta quando ele volta a me estimular com beijos no colo – Estou ocupada agora, mãe.

– Só para avisar que peguei o seu exame de sangue.

– Mãe! Podemos falar disso amanhã quando eu for para casa? Estou completamente... Peeta, para com isso, pelo amor de Deus – Reclamo mais uma vez quando ele volta a me provocar – Estou completamente indisponível agora.

– Você não está doente, Katniss.

– Eu já imaginava, isso é tudo neura da sua cabeça. Estou gorda porque amo comer. Podemos desligar agora?

– Está com Peeta, não é? Melhor ainda! — Sou ignorada, mas não estou com atenção voltada para ela e sim, para Peeta — Então conte para ele que você está gorda porque você está grávida dele.

– EU ESTOU O QUÊ? – Peeta se sobressalta com meu grito e muda seu semblante para preocupado. Ele faz sinais perguntando o que houve, mas eu o ignoro.

– É exatamente isso que você entendeu. Quanta irresponsabilidade, pensei que tinha mais juízo! Quero ter uma conversa esclarecedora, com os dois. Amanhã no mais tardar!

– Pode me dar tempo para assimilar tudo isso? – explodo do nada, levantando-me correndo da cama, ainda nua, e levando a mão livre aos cabelos. Sou capaz de arrancar todos pela raiz — Para de aumentar a voz, estou ficando nervosa!

Escuto minha mãe suspirar do outro lado da linha e me afogar nas palavras de um discurso. Algo como eu só ter vinte e cinco, estar começando minha vida agora. Mas não consigo escutar tudo.

– Mãe, por favor, nos falamos amanhã, ok?

– Ok, Katniss. Ok.

Desligo a chamada e me jogo em cima da cama, usando minhas mãos para cobrir meu rosto. Como eu vou caber no vestido agora? Chacoalho a cabeça depois de ter me perguntado isso. Foi algo totalmente sem sentido e involuntário.

– Sweetheart? – Viro meu corpo para o outro lado e abraço melhor meus joelhos – O que aconteceu?

– Hã, eu... Quer dizer, nós – produzo uma risada nervosa. Seria cômico se não fosse trágico – Minha mãe me ligou e me disse que eu estou grávida.

Balanço a mão, tentando fingir que é algo trivial, mas Peeta trava no lugar, com os olhos quase saltando de suas órbitas.

– Eu, você... Eu e você... Uau.

– Pois é – comento balançando a cabeça do mesmo modo banal e meu namorado produz uma careta estranha – Eu entendo que não queira isso.

– Não ponha palavras na minha boca – adverte ele.

– Não estou colocando – repliquei nervosa, já roendo a maldita da unha.

– Está sim – a tréplica dele me dá raiva.

– Mas é que um filho agora é algo tão inesperado, somos ainda novos, não sei se você vai gostar de ficar preso a mim apenas por esse compromisso. E seu pai vai matá-lo, Peeta. Entende a gravidade disso? – comento tudo rápido, parando nem uma vez para respirar – Minha irmã vai rir tanto e minha mãe vai capá-lo. Ca-pá-lo. Minhas costureiras vão ter que fazer roupas largas, vou virar uma bola gorda e chata e...

– Sweetheart, olhe para mim – Ele me interrompe segurando minhas duas mãos – Eu amo você e eu quero isso. Vamos ficar bem, nós três. Podemos reformar o meu apartamento e morarmos aqui – meus olhos incham pela sua perspectiva e olhar agora animado. Posso jurar que vi o olho azul marejar — Casaremos e faremos esse bebê muito feliz. Não importa suas mudanças de humor, ou que os outros vão pensar ou até mesmo as roupas que irá o usar. Estar com vocês dois compensa tudo.

– Oh, Peeta – Puxo seu rosto para perto do meu e planto vários beijos em seus lábios, pontuando cada um com um eu te amo – você é tão perfeito, tão perfeito.

– Eu sou, não sou? – ri um pouco com o seu jeito enérgico. Seus olhos estavam arregalados e ele falava como se estivessem injetado heroína em seu corpo. Comecei a me preocupar – Casa comigo, Katniss Everdeen?

Gargalho das suas reações e o beijo mais uma vez.

– Sempre e sempre.

– Ok então – ele assentia positivamente com a cabeça, parecendo um chiuaua de tanto que tremia. Coloco minhas mãos em seu pescoço, mas ele não muda – Estou vendo pontos pretos na minha visão, que estranho.

Estou pronta para perguntar o que ele tem ou do que ele está falando quando Peeta perde os sentidos de repente e desmaia na cama. A principio, gritei seu nome assustada, batendo em seu rosto para que ele acordasse.

Mas depois não consegui me segurar e soltei uma risada. De todas as reações do mundo, essa era a que eu menos esperava dentre as menos improváveis. Puxo seu celular novamente e ligo para minha mãe, seu número gravado como última chamada.

– Mãe, preciso de ajuda. Não, estou bem. Um jurado loiro e bonitão acabou de desmaiar no próprio apartamento, o que eu faço?

Notas finais
Gostaram? Amaram? Odiaram? Manda um review que a gente conversa mais sobre isso. Vou tentar ao máximo arranjar tempo para responder, já que estou viajando e quando não estou fora do hotel, estou dormindo. Mas enfim, quem quiser recomendar, sinta-se à vontade. Mellarkisses e até depois.