Notas iniciais
Autora: Luana Suzuki
Censura: +18
Gênero: Romance, Linguagem Imprópria, Hentai, Comédia.

N/A: Hey, guys! Agora é minha vez de postar e espero sinceramente que gostem, porque fiquei meio insegura com a one, mas a Lali deu uma forcinha e me fez largar a insegurança. Sei que ninguém me conhece, então, eu sou a Luana ^^
Boa leitura povo!

\"\"


– Obrigada pela compra, volte sempre e feliz Dia dos Namorados – disse a mesma sentença que venho proferindo desde as oito horas da manhã, com um ar irritado. O que foi desnecessário, assim como a frase polida.


Senhor Taylor, que aparentava ter por volta dos 70 anos, segurou tremulamente com suas mãos enrugadas, o enorme buquê de rosas que eu estendia a ele. Encarou-me através dos by safesaver\">óculos redondos e vincou a testa, fazendo com que ela ficasse mais enrugada do que de costume.

– Dia difícil Katniss? – indagou diante de minha irritação matinal e eu balancei a cabeça negando. Eu era tão previsível assim? – Vamos garota, saia, se anime, hoje é o Dia dos Namorados!

Se eu ao menos tivesse um namorado...

Bob, que era como ele gostava de ser chamado, alegando que o jeito como soava o deixava mais jovem, era como um avô para mim. Sendo meu cliente desde a abertura de minha pequena floricultura, acabei criando laços com ele. Todo manhã ele comprava uma rosa vermelha para sua namorada, Molly, uma senhora pequena, que assim como Bob, acabou se tornando uma avó para mim.

Os dois eram uma comédia, o tipo de velhinhos baladeiros que deixavam qualquer jovem com os hormônios a flor da by safesaver\">pele no chinelo. Se estiver ocorrendo um baile no famoso salão Happy Dance, lá estarão Bob e Molly. Se uma balada está acontecendo no Eletronic Psy, lá estarão Bob e Molly de novo. Eles eram a própria encarnação em pessoa da frase “ser jovem não tem idade”.

– Katniss está rabugenta assim porque só ela vai passar o Dia dos Namorados sozinha – minha sócia saltitou até nós e enlaçou seu braço incrivelmente fino no pescoço de Bob – Concorda tio Bob?

– Calada, Annie – rosnei em sua direção.

– Ué, mas eu estou apenas falando a verdade! – colocou a mão no peito em um falso ar de indignação, os lábios tremiam ligeiramente para não se abrirem em um sorriso.

– Annie – censurou Bob, aceitando o carinho que Annie realizava com as palmas das mãos em seu cabelo quase inexistente, olhava vez ou outra nos olhos de suas duas netas postiças – não diga isso de sua amiga. Tenho certeza de que Katniss vai encontrar uma pessoa especial, afinal hoje é o Dia dos Namorados e de um jeito indireto, ele pode realizar magia.

– Nossa, tio Bob, que frase mais clichê, eu ainda acredito na hipótese de que Katniss vai morrer encalhada, provavelmente virando uma daquelas velhas caquéticas que moram sozinhas e têm uns mil gatos – gracejou minha melhor amiga enquanto se desviava do beliscão que eu ia dar em seu braço.

– Heeey! Eu sou alérgica a gatos! – disse já sorrindo, o mau-humor de momentos atrás se dissipando.

– Então vai criar linces, dá na mesma – rebateu rindo.

– Mas linces são meio...

– Meninas, parem – Bob interferiu apartando a briga, tentando parecer um avô durão, mas vacilou ao rir na última sentença.

– Foi ela que começou! – eu e Annie apontamos simultaneamente uma para a outra.

Logo estávamos os três rindo, Annie era uma pessoa ótima, alegre e jovial, além de ser uma excelente funcionária. Esse foi um dos motivos de eu tê-la escolhido como sócia, é fácil conviver e rir com ela. Bob, então, nem se fala.

– Foi ótimo conversar com vocês, meninas, mas eu tenho que voltar para a minha amada Molly – Bob disse abraçando nós duas e segurando o buquê fortemente de encontro ao peito.

– Ei, Bob! Por falar em Molly, quando você vai pedi-la em casamento? – comecei a rir quando Annie cutucou o lado sensível de Bob: Casamento – Faz cinquenta anos que vocês dois namoram, daqui a pouco Molly se cansa de tanto esperar e acha outro velhinho em uma das baladas que vocês dois vão. Fica esperto em, acho que você não vai querer se juntar a Katniss. Imagino os dois caducos criando gatos – soltou uma gargalhada estridente, mas logo guinchou de dor quando eu finalmente acertei meu alvo e belisquei seu braço com minhas unhas.

– Eu... – Bob engoliu em seco e torceu as mãos. Pareceu confuso por um momento, tentando achar uma desculpa plausível para o questionamento de Annie. De repente um lampejo de compreensão traspassou seu rosto, estalou os dedos que não seguravam o buquê e por um momento eu pensei que gritaria “eureca!” – Só vou pedir Molly em casamento quando Katniss também se casar, pronto!

Ao meu lado, Annie se contorcia de tanto rir. Eu me limitei a apenas revirar os olhos.

– Pode pedir para Molly ir arranjando outro velhinho, tio Bob. Katniss vai morrer encalhada cuidando de gatinhos, já falei.

Uma pergunta martelava em minha cabeça. Será mesmo?


***



– Como faz para parar de chegar tanta gente assim? – Annie perguntou baixinho, desesperada enquanto tentava a todo custo agradar uma senhora que pedia insistentemente por um buquê de flores que ela dizia se chamar Bubes – Mas minha senhora! Eu não tenho nenhuma flor chamada Bubes! Tem certeza de que ela não tem outro nome? Tulipa? Rosa? Lírio? Margarida? Não, nenhuma? Eu te dou de graça esse buquê de Dálias, pronto, aí todo mundo fica satisfeito. Não também...


Limpei o suor que escorria em minha têmpora e suspirei extenuada. Terminei o laço do enfeite que envolveria o buquê rapidamente, ciente da enorme fila que se formava atrás da mocinha para quem eu ajeitava o laço e arrumava o buquê.

Minha pequena floricultura estava abarrotada de pessoas. Podia visualizar desde rapazes até velhinhos como Bob. Uns estavam incrivelmente saltitantes e felizes, como diria meu avô postiço: “Katniss, é a magia atuando no Dia dos Namorados”; já outros estavam com um mau-humor do caramba, parecia que tinham chupado limão, de acordo com as expressões amarradas e ranzinzas.

Era esse o problema de ter muitos clientes, mas possuir um estabelecimento extremamente pequeno: Não tinha espaço suficiente para tanta gente. As pessoas se amontoavam umas sobre as outras, dando a impressão de que ocupavam o mesmo espaço. Dois adolescentes que estavam em um canto da loja lutavam vorazmente por um buquê de lírios, que parecia ser o último do estoque.

Eu suspirava de alívio a cada cliente que saía satisfeito.

Em meio à balbúrdia que estava minha floricultura e os sons animalescos que as pessoas reproduziam, eu pude ouvir o sino da porta chegar aos meus ouvidos, fazendo com que a dor de cabeça que havia apaziguado minutos atrás voltasse novamente. Mais um, para atormentar o meu dia. Pensei, ao constatar que mais um cliente entrava.

Ao meu lado Annie respirava ruidosamente, olhando de esguelha pude notar ela dando um último nó em seu laço no mesmo momento em que eu terminava o meu. Enrolei- o em volta do buquê e pousei delicadamente em cima da bancada branca, que me separava de um contato maior com os clientes.

– Próximo! – gritei assim que a menina pagou as flores e mais uns cinco clientes passaram pelo mesmo processo. Olhando para baixo e massageando a lateral de minha cabeça, não pude ver quem seria a próxima pessoa a ser atendida por mim – Eu disse o próximo! Meu dia já está ruim, então dá para fazer a merda do pedido para que eu possa lhe desejar feliz Dia dos Namorados?

Todo aquele estresse matinal; fosse por minha enxaqueca, a floricultura parecendo uma feira ou até mesmo o simples fato de eu estar completamente frustrada por ser praticamente a única pessoa sem alguém no Dia dos Namorados, estava entalado em minha garganta desde cedo. E agora aquele ser demorando a fazer o pedido pareceu ser o gatilho para que a minha paciência e diligência para com o meu trabalho fossem para o espaço.

Ergui meu olhar destilando ódio, para depois escancarar a boca e arregalar os olhos. Meus dedos pararam imediatamente de massagear a lateral de minha cabeça acabando por fim pendidas em cima da bancada.

O mundo parou e não tinham mais clientes, não tinha mais fragor e nem balbúrdia. O som ao meu redor era nulo, só podia ouvir as batidas constantes e cada vez mais rápidas de meu coração. Tudo estava em silêncio absoluto, assim como minha mente, porque eu estava olhando para ele, era o meu cliente e eu.

Meu coração bateu mais forte em um solavanco e de repente parecia que uma escola de samba fazia a festa em todo o meu corpo. Cada célula minha reagiu instantaneamente ao analisar o homem a minha frente.

Peeta estava mais lindo do que há um mês. Os cabelos loiros e ondulados estavam um pouquinho maiores, jogados de um modo relaxado para todos os lados, como se tivesse acabado de acordar e não se importasse com o fato. Ele não sabia como aquilo o deixava extremamente sexy.

Deixei meu olhar vagar em seu rosto a procura dos olhos que eu tanto ansiava por um encontro com os meus. O cinza contrastando com o azul. Os cantos de seus olhos repuxados para os lados lançavam em minha direção, um sorriso com o olhar.

A camisa Polo, agarrada em seus músculos sobressalentes, delineava perfeitamente seu corpo másculo, o tipo de corpo que pessoas que vão a academias tanto almejam.

Eu devia ter percebido, no momento em que senti aquele perfume inconfundível e que tanto me inebriava, eu deveria ter compreendido que ele estava aqui, que o homem que ganhou meu coração estava em minha floricultura.

Meus olhos pararam de explorar detidamente cada canto de seu ser, e foram de encontro aos seus. Corei imediatamente ao perceber que Peeta sabia que eu o havia analisado. Senti um fogo subir para minhas bochechas e fechei os olhos, quando os abri ele me olhava com um sorriso refulgente no rosto que ofuscaria até a estrela mais brilhante da galáxia.

De repente ficou quente aqui...

– Oi Katniss! – falou roucamente e eu me questionei internamente se o modo que ele falava soava tão lascivo assim, ou se Peeta causava aquele efeito exclusivamente em mim.

Permaneci calada por no máximo dois minutos, e vi o sorriso de Peeta morrer gradativamente quando não respondi ao cumprimento. Estava com medo que de minha boca saísse alguma merda irreparável, eu sabia quão surtada eu podia chegar a ser.

– Ai! – gritei no momento em que o cotovelo de Annie acertou acidentalmente minha cintura. Virei-me para Peeta e rezei para não gaguejar – Oi Peeta.

Ele voltou a sorrir.

– Ufaa! – sorriu e eu amoleci novamente – Pensei que estivesse brava comigo, ou sei lá, você está diferente hoje...

__ Eu sei que estou diferente, estou mais estranha que o normal não é? – indaguei colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha, um gesto de nervosismo.

Na realidade eu fiz a pergunta por que não queria que ele dissesse que eu estava estranha, era melhor que eu falasse e ele apenas concordasse; aquilo faria com que minha auto-estima não fosse parar sete palmos abaixo do solo.

Peeta gargalhou e eu me deliciei com o som de sua risada retumbando em minha mente, que se esforçava para não se esquecer do som maravilhoso.

– Eu ia dizer que está diferente, mais bonita hoje... Se é que isso é possível – falou a última sentença para si mesmo, e eu senti meu ego ser amolecido – Mas você não me deixou terminar.

– Tudo bem – falei debilmente, eu ainda estava me deliciando com o fato de que tinha sido elogiada por ele.

Olhamo-nos por mais alguns segundos, que mais pareceram minutos e baixei o olhar envergonhada. Passei a mão levemente pelo meu braço direito e fiquei ali parada, ainda sem olhá-lo.

Um silêncio incômodo se instalou entre nós dois. O que era uma besteira de se dizer, afinal a minha floricultura voltou à algazarra de antes. Não que ela tenha acabado alguma vez, mas estava tão entretida em nossa bolha impenetrável que uma bomba poderia cair, eu não ligaria ou me daria conta. Bom, pelo menos eu pensei assim, quem é boba apaixonada sou eu.

– Hum, er... O que você vai querer? – perguntei resolvendo por um fim e quebrar o silêncio importuno.

– O mesmo de sempre – ao falar isso, eu me lembrei do pequeno problema de ser apaixonada por Peeta.

“Minha floricultura tinha completado um ano desde sua abertura. Eu estava incrivelmente feliz com tudo aquilo. O que eu pensava que iria ser apenas uma ajuda nas despesas estava se tornando meu lucro principal. Até a decoração da loja estava mais bonita, exalando modernidade, mas ao mesmo tempo tendo aquele jeitinho de coisa natural.

Com o aumento considerável de clientes eu precisei também contratar novos empregados. Cato cuidava das entregas, Mary enchia as prateleiras com os mais variados tipos de flores que chegavam e minha sócia, Annie, me ajudava em tudo.

O dia estava calmo. Era cedo e nenhum cliente comprava algo em minha floricultura.

Mal tive tempo de pensar isso e o sino tocou, avisando que um cliente entrava. Prontamente voltei a minha postura profissional e abri meu melhor sorriso. Quando bati meus olhos naquele homem de orbes azuis e cabelos loiros eu sabia que estava apaixonada e pensei. É meu. Chame de amor à primeira vista, amor instantâneo, o que você quiser pensar.

– Olá! Seja bem-vindo, o que vai querer? – agradeci aos céus por não agir como uma pata idiota e vacilar nas palavras. O loiro se limitou a dar um pequeno sorriso, sorriso este que demonstrou que estava triste. Segurei-me para não perguntar o que o afligia, afinal de contas eu nem o conhecia.

– Um buquê de tulipas coloridas – sua voz era rouca e grossa, senti um arrepio na coluna.

Posso dizer que tenha caprichado em seu pedido. As melhores flores, o melhor laço e é claro, o melhor atendimento. Joguei todo o meu charme em direção a ele, mas o homem parecia indiferente a qualquer coisa que eu fizesse. Vez ou outra eu dava uma vasculhada em sua mão esquerda a procura de um anel que demonstrasse compromisso. Nada.

Logo após terminar seu buquê e já saber detalhadamente os traços simétricos e perfeitos de seu rosto entreguei o buquê a ele. Desanimada era o que me caracterizava. Minha esperança era que ele voltasse mais vezes.

– Vai querer o cartão? – perguntei como era de costume. Dar um cartão de presente para o cliente era uma das dádivas que só minha floricultura possuía. Vi ele assentir com a cabeça e peguei um cartãozinho vermelho – O que quer que eu escreva?

Ele pareceu pensar um pouco e eu me perdi em pensamentos enquanto admirava a expressão fofa que se formava em sua face quando ficava pensativo.

– Escreva: Eu amo você, sempre – ao ouvi-lo terminar a frase retesei os músculos que iriam escrever o cartão. Isso queria dizer que o bendito tinha uma namorada?! Por isso que digo que alegria de Katniss é efêmera! Quando chove na minha horta o cara tem namorada, é enrolado, casado ou gay. Ódio viu! – Se quiser colocar meu nome, coloque Peeta Mellark.

Mesmo contra todos os meus instintos, escrevi de má vontade o cartão. Peeta pagou pelo pedido, agradeceu cordialmente e por fim saiu. Deixando-me apenas com a lembrança de seu sorriso quando atravessou a porta.”

Passou-se quatro anos e eu o vi todos os meses.

Sabe, lembrar daquilo me deixou com uma puta raiva. Se ele é compromissado não precisa jogar esse charme todo pra cima de mim, e nem me elogiar. Isso só faz com que eu lembre que não posso tê-lo. Coloquei uma carranca na cara e fiz o pedido dele.

– Toma! – estendi para Peeta, o buquê e a droga do cartão para a namoradinha dele. Ficar brava e emburrada é uma coisa infantil? Então vamos ser infantis!

– Por que está brava? – perguntou e eu ignorei sua carinha duvidosa.

– Nada.

– Sei que está brava, o que eu fiz?

– Nada.

– Não vai me falar?

– Não.

– Dá para parar de falar monossílabos?

– Não vou parar, e se não se importa tem mais pessoas atrás de você e eu estou ocupada atendendo meus clientes.

– Vou embora então!

– Ótimo!

– Ótimo!


***



– Tem certeza de que não vai querer sair com a gente Katniss? – perguntou Annie pela milésima vez.


– Não.

– Katniss! – implorou Annie em tom de súplica, se desvencilhando dos braços de seu namorado para vir ao meu encontro. – Nós prometemos não fazer nada. Juro que nós não vamos nos beijar na sua frente. Prometemos, não é Finnick?

Encarei debochadamente e arqueei minha sobrancelha em direção ao moreno de olhos verdes a minha frente. Finnick simplesmente virou a cabeça de lado, encostou levemente a cabeça no batente da porta e fingiu não ter escutado a pergunta de sua namorada.

Annie lhe deu um pontapé na canela.

– Ouch, Annie! Tudo bem prometo não beijar você! – minha amiga se virou, olhando para mim e sorrindo como se dissesse. Viu, prometemos não fazer nada. Revirei os olhos quando tive o vislumbre de Finnick lançando um sorrisinho malicioso para mim, este, porém dizia. Não acredite em nada do que eu disse.

– Não, tudo bem. Vão vocês dois. Eu ainda tenho que fechar a floricultura e entregar uma encomenda enorme – disse forçando um sorriso que mais pareceu uma careta.

– Peça para o Cato entregar, esse é o trabalho dele! – argumentou e eu cortei com os dentes um pedaço de fita crepe para selar a caixa.

– Annie, está tarde, já são sete horas. Além disso, não seria justo com ele pedir para que fosse entregar algo há essa hora, seu expediente já acabou.

A verdade era que eu não queria sair. Meu desejo era ir para casa e me aconchegar nas cobertas, esperando que o abominável Dia dos Namorados passasse logo, para que eu pudesse acordar no dia seguinte tendo minha rotina maçante novamente.

Quando Annie e Finnick já haviam ido embora, arrumei a floricultura, selei caixas, borrifei água nas flores, e em algumas plantas que tinham ali. Sentei em uma cadeira confortável perto da porta de vidro e descansei um pouco, enquanto meus pensamentos entravam em colapso.

Peeta.

Incrível como os meus pensamentos automaticamente se direcionavam a ele. Um dos motivos de eu sempre passar o Dia dos Namorados sozinha, era por causa dele. De que adiantava eu conseguir arranjar alguém se meu coração sempre pertenceu a ele? Mesmo o vendo mensalmente eu já nutria algo forte por Peeta, sabia disso. Mas infelizmente ele era compromissado.

Olhei para o meu relógio de pulso e levantei em um pulo. Merda! Já eram oito horas, eu ainda precisava entregar uma encomenda em um restaurante. Uma encomenda gigante, diga-se de passagem.

Agarrei as caixas que estava selando momentos atrás, peguei minha bolsa, apaguei as luzes e fechei a porta da floricultura. Minha sorte era que o restaurante era ali pertinho.


***


Empurrei com o pé a porta do restaurante Mellark’s. Segurei as caixas com mais força evitando assim que eu caísse no chão, levando toda a encomenda junto.

Parei para analisar o lugar e praguejei mentalmente por não ter vindo com uma roupa melhor. Meu vestido com pregas e estampa floral nada combinava com os trajes sociais da clientela daquele restaurante. Da entrada, se abria um enorme corredor, onde alguns casais dançavam uma música leve reproduzida por violinistas no fundo do restaurante. De cada lado do corredor havia mesas redondas dispostas simetricamente, mantendo uma distância de quatro metros uma da outra. A luz tênue que brotava das luzes fluorescentes dava ao lugar um toque clássico.

– Por aqui senhorita! – Vire-me e dei de cara com uma mulher loira e baixa, ela segurou meu cotovelo e me guiou em direção ao fundo do restaurante – Está atrasada, os clientes já chegaram e agora não tem como colocar as flores nas mesas, devia...

Estava pronta para me desculpar, mas uma voz interrompeu a mulher e eu congelei imediatamente no lugar.

– Effie, deixe a entregadora em paz, a maioria dos clientes está dançando, mande os garçons colocarem nas mesas, ninguém vai perceber – Parou seus passos que vinham em nossa direção, a boca ligeiramente aberta interrompendo sua própria fala. Seus olhos azuis pareceram confusos por um momento. Peeta se dirigiu a mim – Katniss? O que está fazendo aqui?

Burra, burra, burra! Como pude esquecer? Mellark não era um nome comum. Soube esses dias que o restaurante Mellark’s havia passado para as mãos do filho mais velho, porque o pai iria se aposentar. Mas nunca imaginei que Peeta trabalharia ali. E olha que, para uma pessoa que só pensa nele, é estranho não ter notado tal semelhança.

– Vim entregar sua encomenda. Dispensei o entregador, então me restou fazer o serviço. Onde eu coloco?

Foi preciso mais do que dois minutos para que ele respondesse.

– Ah, claro, claro, a encomenda. Deixe com Effie e me siga para acertarmos o valor da compra – deixei as caixas nos braços da mulher chata e o segui.

Peeta parecia nervoso. Olhei para todos os lados em busca de sua namorada. Nunca a havia visto, então seria difícil deduzir quem era. Seria uma mulher bonita, claro.

Peeta deu a volta no balcão e eu fiquei do lado inferior, esperando enquanto ele apertava os botões da caixa eletrônica.

Cruzei os braços, envergonhada. Aquela minha birra de mais cedo me atingiu de tal modo que me senti humilhada por agir como uma criança e ter brigado com ele. Peeta era livre para amar quem quisesse, e eu não tinha o mínimo direito de atrapalhar isso.

Uma quantia de dinheiro foi posta em cima do balcão e eu peguei, pronta para dar um tchau e ir logo embora dali. Sua voz rouca me fez levantar o olhar.

– Que tal, se você ficasse e eu pagasse em dobro a encomenda com um jantar?

Olhei imediatamente para ele, procurando em seus olhos qualquer resquício de brincadeira. É claro que ele estava tirando uma com a minha cara. O que a namorada dele iria pensar se o visse jantando comigo? Provavelmente me estrangularia ou nem ligaria depois que olhasse para mim e constatasse como eu não valia a pena.

Vi que ele sorria de lado, o que só reforçou minha hipótese de que ele estava brincando comigo.

– Acho melhor não. Sua namorada pode não gostar – vi o sorriso dele murchar.

– Katniss, eu não tenho namorada – O QUÊ?

– Você precisa ter uma namorada – lógico que precisa! Eu não avancei em cima de você durante quatro anos porque pensava que você tinha uma, então é melhor você ter uma namorada!– Noiva? Amante? Ficante? Enrolado?

Em todas as minhas perguntas Peeta negava com a cabeça. E em cada uma das perguntas o sorriso dele aumentava. Parecia estar se divertindo com toda a minha afobação, eu estava parecendo uma surtada, mas quer saber? Foda-se. Peeta não tem uma namorada e isso que importava.

– Então tá – respondi a sua pergunta.

– Então tá você aceita o meu convite para jantar, ou então tá você está indo embora?

Ri e peguei a mão que ele estava estendendo para mim. Um pequeno choque pareceu chegar a todo meu corpo ao tocar sua mão forte e macia.

Caminhamos até uma mesa vaga que já tinha as minhas flores dispostas em um vaso luxuoso. Peeta puxou a cadeira para que eu sentasse e sorri para ele. Hum, ele era cavalheiro. Isso vai para minha lista de atributos que só Peeta Mellark tem.

Ele sentou de frente para mim. A camisa social e a gravata frouxa, mais o cabelo loiro desgrenhado lhe dava um aspecto natural, não tanto formal. Senti-me melhor por estar usando aquele vestido floral de menininha.

– O que vai querer? Posso lhe garantir que a comida é ótima – piscou para mim e eu ri, coisa que eu frequentemente fazia quando estava perto dele.

Peguei o cardápio e logo meu olhar vagou para a lista de comida gordurosa. Eu não era muito adepta a regimes e muito menos gostava me comer salada. Tentava sempre comer coisas saudáveis e fazer exercícios. Mas quando se colocava um pedaço de pizza na minha frente eu jogava para o céu toda a preocupação em comer coisas saudáveis e caia na tentação. Resolvi pedir um cozido de carneiro, parecia ser delicioso.

Depois de Peeta realizar o pedido eu descansei as palmas das mãos na mesa. Estava pronta para lhe perguntar algumas coisas, algo estava martelando em minha cabeça. Se ele não tinha namorada, nem noiva, para quem ele mandava aquelas flores e o cartão afinal?

– Peeta – comecei o assunto levemente, tentando não soar direta demais. Ele olhou para mim visivelmente interessado em minhas palavras, resolvi continuar – Há quanto tempo trabalha aqui?

– Completou dois meses hoje. Meu pai se aposentou, estava cansado demais e queria aproveitar seus últimos anos de vida. Quando completei vinte e oito anos ele resolveu passar os cuidados do restaurante para mim. Posso dizer que este lugar tem aumentado bastante em questão de clientela e lucros. O restaurante Mellark’s nunca teve andado tão bem antes – vi-o sorrir triunfante como se orgulhasse do que havia feito ao pai. A mãe dele também devia estar muito orgulhosa do filho, Peeta era um homem de ouro.

– Sua mãe deve estar muito orgulhosa de você.

Peeta retesou os músculos do rosto e eu engoli em seco. Eu havia pisado em campo minado.

– Minha mãe morreu, Katniss – disse com um traço de pena no olhar, como se sentisse muito de falar sobre aquilo comigo.

– Oh! Desculpe Peeta... Eu realmente não sabia. Desculpe – baixei o olhar envergonhada. Eu nunca havia dado muito bem com meus pais, por isso o motivo de vir para os Estados Unidos e tentar uma vida só. Eu tinha uma mãe e nunca dei valor. Peeta não tinha a dele e o que mais queria era que ela estivesse viva – Desculpe mesmo.

– Heey, não precisa ficar assim. Já faz quatro anos que ela faleceu. Ainda sinto muita, muita falta dela. Mas o tempo amenizou a dor. E uma pessoa também me ajudou muito.

Então era isso! Era para a mãe dele que Peeta comprava as flores. Sempre pensei que ele tinha uma namorada, mas no final de tudo era apenas para a mãe dele. Nunca precisei recuar e hesitar em dar um passo maior com ele porque Peeta durante todo esse tempo dava aquelas flores e o cartão a sua mãe!

– Todas aquelas flores e o cartão, eram para sua mãe? – perguntei olhando em seus olhos. Peeta afirmou com a cabeça.

– Todo mês eu deixava as flores e o cartão em seu túmulo. Ela amava tulipas coloridas, deixar aquelas flores para ela era como se eu ainda tivesse uma ligação com minha mãe, entende?

– Entendo – foi o fim da conversa quando o cozido de carneiro e o vinho finalmente chegaram.

Meu estômago roncou e Peeta riu, deixando de lado o assunto triste. Um garçom vestido de branco como todos os outros, colocou o vinho em duas taças de vidro. Deixou o cozido e Peeta nos serviu, agradecendo ao garçom.

Começamos a comer e eu suspirava a cada colherada. O cozido estava delicioso, o caldo passeava por minha boca deixando um gosto divino para trás. O vinho em muito ajudava para acentuar o gosto da comida.

Tudo estava perfeito, assim como a companhia.

Peeta transbordava alegria. Eu imaginava que depois de falarmos de um assunto tão delicado ele se fecharia para mim, jantaríamos e eu praguejaria comigo mesma por ter tocado em tal ferida. Mas, não. Ele estava sorrindo e fazendo piadas que eu não podia deixar de rir.

Sem querer eu derrubei o saleiro, fazendo com que caísse uma quantidade absurda em meu prato. Eu meio que olhei dementemente para o sal em meu cozido rodopiando conforme ia deslizando pelo caldo. Eu e Peeta começamos a gargalhar e eu discretamente percebi como ele ficava lindo dando risada. Covinhas se instalavam ao lado de sua boca toda vez que ele sorria. Era tão lindo isso.

Talvez estivéssemos rindo alto demais, e gesticulando muito também. Eu não sabia se estávamos sob efeito do álcool. Talvez sim, talvez não. Provavelmente sim, porque se não estivesse em meu total controle sobre mim mesma, eu com certeza não teria falado aquilo. Pelo menos não diretamente a ele.

– Você é lindo – automaticamente cobri as mãos com a boca como se tivesse dito um palavrão.

Peeta me olhou e franziu as sobrancelhas, depois soltou uma risada estridente. É, talvez ele estivesse um pouquinho bêbado. Chegou um pouco mais perto de mim e sua respiração bateu quente em meu pescoço. Arrepiei. Puxou o ar para os seus pulmões e girou seus olhos azuis em direção aos meus.

– E você é cheirosa, muito mais cheirosa que todas as flores do mundo inteiro – abanou os braços abrangendo o ar, como se quisesse reforçar a coisa do mundo inteiro.

Mesmo tendo certeza que o álcool em minha corrente sanguínea estava contribuindo para minha inibição, não pude deixar de corar com seu comentário.


***



Eu estava sentada. Quietinha enquanto olhava para o restaurante vazio. Todas as pessoas já havia indo embora. Já passava das onze horas e eu podia ver a lua cheia através da janela toda enfeitada. Era tarde.


– Está melhor? – Peeta perguntou e eu olhei para cima. Dei um espaço para ele se sentar ao meu lado.

Ainda podia sentir uma vertigem quando levantava, mas pelo menos não estava mais rindo igual louca e eu podia agora ter consciência total de meus atos. Peeta também parecia estar do mesmo modo agora.

Nós não estávamos tecnicamente bêbados àquela hora. Um pouco alegres, mas não completamente bêbados. Effie, quando viu que a coisa estava saindo do limite, nos deu algo mágico para beber. Melhorou consideravelmente minha noção do ridículo. E eu agora podia ver um Peeta, em vez de dois. Não sei o que aquela mulher deu para a gente, só sei que mudamos da água para o vinho.

– Melhor sim, envergonhada talvez – respondi.

– Por ter surtado? – olhei feio para ele – Ok, ok. Effie tem o poder de deixar as pessoas envergonhadas. Depois que minha mãe morreu Effie adquiriu um tipo de afeto por mim. Principalmente agora que eu trabalho em tempo integral no restaurante, ela acha que deve me proteger; cuidar de mim. Mas agora eu acho que Effie vai me fazer ficar longe de você pelo resto da vida. Ela agora acha que você é uma bêbada de carteirinha – senti minhas bochechas queimarem.

– Nunca fiquei bêbada exatamente. Sinto muito – levantei do banco e peguei minha bolsa – Acho melhor eu ir embora, bom, foi ótimo jantar com você Peeta.

Estava pronta para ir embora. Eu finalmente tinha estragado o único Dia dos Namorados que tinha como dar certo. Eu tive a chance de jantar com Peeta e fiquei bêbada. Ótimo, já havia passado vergonha demais por hoje, era melhor eu ir embora o quanto antes.

– Ei, onde você pensa que vai? – Peeta segurou meu cotovelo e eu me virei para ficar de frente para ele – Eu te levo Katniss, estou de carro. E se está preocupada com Effie, relaxe, eu não conseguiria ficar longe de você nem se quisesse – O que foi que ele disse?

Quando resisti e tentei ir novamente em direção à porta, Peeta segurou meu pulso e tecnicamente me arrastou para a cozinha.

Havia pelo menos dois empregados ali ainda. Acompanhei os passos de Peeta e observei as duas últimas pessoas passarem pela porta do restaurante depois de se despedirem da gente com um aceno e um feliz Dia dos Namorados.

Agora só restávamos nós dois no restaurante. Não sei por que, mas esse pensamento fez com que eu sentisse um arrepio.

– Chaves, chaves – murmurou consigo mesmo enquanto vasculhava as gavetas e olhava em direção a todos os lugares. Sentei-me em uma bancada preta de granito, meus pés balançando no ar – Eu juro que deixei aqui, onde estão minhas chaves?

Em um momento eu estava relaxada, quieta e esperando ele terminar de procurar suas chaves. A presença de Peeta me afetava por completo, e como afetava! Mas tudo parecia tão calmo quando se estava perto dele. Eu não precisava de mais nada, olhá-lo fazia com que meu coração se acalmasse. Eu necessitava apenas do som da sua voz, de sua risada e de seu olhar concentrado em meus olhos. Mas quando ele de repente se virou e seu corpo veio de encontro ao meu, eu já não acreditava mais nessa teoria. Eu precisava além de seu sorriso, de seu olhar e de sua voz. Eu precisava de seu toque. Eu precisava de Peeta por inteiro.

Sua respiração quente acariciava minhas bochechas. Eu estava sentada em cima da bancada, compensando assim a diferença de altura. Seu olhar vagava em meus olhos e descia para a minha boca. Senti um aperto no estômago de ansiedade por pensar no que estava por vir.

Peeta pousou delicadamente as palmas das mãos em cada lado de meu quadril, sem tocar realmente em meu corpo e eu comecei a respirar rápido quando ele lançou um sorriso malicioso em minha direção. Um sorriso sagaz. Um sorriso próprio de um caçador.

Aproximou seu rosto do meu e eu entreabri os lábios, ansiosa demais para um contato maior. Senti seu perfume inconfundível e inebriante cada vez mais perto e me preparei mentalmente para o que tanto sonhei.

Ao contrário do que imaginei, seus lábios não pousaram sobre os meus. Tocaram levemente meu pescoço e eu apertei com minhas mãos a bancada fortemente. Se eu estava assim e nem o havia beijado ainda, não imaginava o efeito que causaria se ele estivesse dentro de mim.

Aspirou a fragrância de meus cabelos e enrolou um cacho moreno em seu dedo.

– Acho que uma indústria deveria pegar seu cheiro e prender em um frasquinho, venderia muito – colocou uma mão em minha nuca e a outra pousou levemente em minha coxa. Inspirou novamente, dessa vez com mais força e eu não pude reprimir o gemido que saiu – Bom, acho que chega de enrolar.

Mal tive tempo de assimilar suas palavras quando um grito estrangulado saiu de minha garganta. Arquejei totalmente surpresa com seu movimento. Peeta grudou nossas bocas com uma velocidade incrível. Nossas línguas duelavam por posse e eu gemia quando ele apertava a pele macia de minha cintura. Enganchei meus dedos em seu cabelo, sentindo a textura macia. Eu estava em chamas. Todo o meu corpo parecia pegar fogo. E Peeta parecia ter consciência disso. Como se lesse meus pensamentos e desse conta do calor que eu estava sentindo, Peeta deslizou o zíper de meu vestido e o tecido parou em minha cintura.

Eu estava trêmula, meus dedos tremiam. Eu estava impaciente demais, um turbilhão de emoções me dominava. Vendo que eu tremia e que não conseguiria com êxito abrir os botões de sua camisa, Peeta tirou ele mesmo a gravata e sua camisa social. Meus olhos percorreram toda a sua fisionomia. Ele era forte, mas não exageradamente. Passei as mãos por seu abdômen, braços e ombros; sentindo todo seu corpo e querendo tê-lo para sempre na memória. Peeta parecia fascinado enquanto eu o analisava e o tocava. Levantei o olhar e seus olhos não estavam azuis. Estavam negros, negros de desejo por mim.

Levantei um pouco o corpo e deixei que o vestido terminasse seu rumo e caísse no chão. Entrelacei sua cintura com minhas pernas e aproximei seu corpo em direção ao meu. Soltei um gemido alto quando senti sua ereção pressionada de encontro a minha intimidade. Peeta atacou meu pescoço, dava mordidas fortes em minha pele exposta e passava a língua depois para amenizar a dor. Tateei cegamente até chegar a meu ponto principal. Agarrei seu cinto tentando desafivelar o couro rapidamente, quando consegui por fim meu objetivo, deixei que sua calça fizesse companhia ao meu vestido. Voltei a pressionar nossos sexos e gritei quando senti sua boca em meu mamilo esquerdo já rijo.

Não sabia quando nem como Peeta havia tirado meu sutiã, mas eu não ligava a mínima para isso. Eu estava totalmente concentrada no tratamento que ele aplicava ora em meu mamilo esquerdo, ora no direito. Ele mordia o bico rijo e eu urrava com a dor prazerosa, para apaziguar a dor Peeta passava a língua eroticamente e eu rolava os olhos enquanto arqueava as costas em um perfeito arco.

Apertei sua ereção, já duro sobre a cueca, e o ouvi soltar um gemido alto aumentando consideravelmente o aperto em meu seio. Deslizei a peça por suas pernas e antes que o processo fosse concluído minhas costas foram de encontro à bancada de granito. Meu corpo ardente e com um fogo abrasador o envolvendo contrastou contra o tampo gelado. Peeta colocou seu corpo sobre o meu e eu estava pouco me fodendo se a bancada não aguentasse e cedesse por causa de nosso peso. Eu amaria Peeta até no chão se fosse preciso.

Apenas em meus sonhos mais quentes eu pensava ter Peeta em cima de mim e me dando prazer. Eu havia me apaixonado pelo Peeta quieto e sorridente, eu havia me apaixonado pelo meu cliente. Dizer que eu não estava nesse momento me apaixonando mais ainda por ele seria uma mentira descarada. Eu estava amando e muito aquele Peeta que estava em cima de mim lambendo meu pescoço e sussurrando coisas sujas em meu ouvido.

Podia contar nos dedos a quantidade de homens com quem eu já havia dormido, o número era abominantemente pequeno para uma mulher que já completava seus vinte e seis anos. Mas nenhum homem com certeza conseguiu me levar à loucura maior, prazer maior que esse, que Peeta estava me proporcionando.

Antes que meus pensamentos sobre ele se concretizassem ouvi um estalo primeiro do lado direito depois do lado esquerdo. Confusa e assustada pensando que fosse alguém chegando, fui pega de surpresa quando dois dedos deslizaram por minha intimidade. Apertei os ombros de Peeta e deixei minha cabeça pender para trás. Quando seus dedos começaram a se movimentar dentro de mim eu comecei a gemer, quase gritar de tanto prazer que aquele homem de proporcionava apenas com as mãos. Meus gemidos e gritos pareciam incentivá-lo ainda mais, porque antes que eu pudesse respirar e tomar fôlego senti ele me penetrar forte e fundo.

Gritei surpresa por sua movimentação rápida e sem aviso, aos poucos fui me acostumando e arranhava suas costas com minhas unhas.

Abri mais as pernas e enlacei-as em sua cintura para garantir uma fricção maior. Peeta agarrava meu quadril me ajudando nos movimentos e eu os jogava para frente e para trás.

Podia sentir o orgasmo chegando. Todo o calor que estava sentindo momentos atrás parecera migrar das pontas de meus dedos, de todo meu corpo e ir em direção ao meu baixo ventre. Eu era lançada em todas as direções e revirei os olhos quando atingi o céu e fui jogada ao chão. Um sentimento de satisfação e cansaço se apoderava de todos os meus músculos. Peeta precisou de mais algumas estocadas e ele gozou também se juntando a mim.

Eu parecia uma boneca feita de gelatina em seus braços. Eu estava mole, meu corpo estava mole sob o seu. Peeta pareceu respeitar meu tempo, mas meu período de descanso não durou muito. Rolou seu corpo até que eu ficasse sobre ele. Nossa posição sem pudor parecia diverti-lo levando em conta o sorriso totalmente malicioso que ele carregava em seus lábios lascivos. Empurrou meu corpo contra sua ereção e eu apoiei as palmas de minhas mãos em seu peito. Descia e subia meu corpo, nossos quadris se chocavam e Peeta me olhava sem piscar, totalmente concentrado nos movimentos que meus seios faziam.

Jogou meu corpo para o lado e eu bufei frustrada por ter interrompido nossa ligação. Antes que eu pudesse protestar ou até mesmo soltar algum impropério em direção a ele senti a língua de Peeta em meu sexo.

– Ahhhhhhh, Peeta! – gritei quando Peeta chupou meu clitóris. Eu soltava palavras totalmente desconexas, e revirava os olhos nas órbitas.

Estimulado por meus gemidos e gritos ele começou a desenhar círculos invisíveis em minha intimidade e adentrava sua língua quente em meu sexo úmido. Eu resfolegava ruidosamente, divida entre gritar ou continuar a empurrar sua cabeça em minha direção. Agarrei seus cabelos como se minha vida dependesse daquilo e empurrei sua cabeça o incitando a continuar com as carícias.

Meu corpo fervia, podia sentir todas as minhas terminações nervosas vibrarem e meu sangue entrando em combustão. Nunca pensei que pudesse sentir tanto calor assim em minha vida, mas Peeta apenas com sua língua conseguia fazer isso. Ele beliscou meu clitóris e senti o orgasmo me abater pela segunda vez naquela noite.

Peeta parecia satisfeito de me ver toda descabelada e com a sensação de pós-orgasmo. Ele sorria para mim, mas eu não conseguia visualizá-lo direito. Meus olhos pesavam e eu estava mole, se me jogassem no chão agora eu provavelmente não conseguiria levantar.

Senti braços envolverem meu corpo e Peeta aconchegou minha cabeça em seu peito nu. Acariciou minhas costas, subindo e descendo seu polegar por minha coluna. Nossas respirações voltavam ao normal e finalmente as imagens em minha frente pareciam entrar em foco. Ergui meu olhar em direção a ele e me surpreendi ao perceber que ele sorria. Quando devolvi o sorriso com vigor Peeta apertou mais forte seus braços ao meu redor.

– Sabe quem me ajudou muito também? – perguntou com a voz rouca e eu segurei a vontade de pular em cima dele novamente quando meu sexo se contraiu. Franzi as sobrancelhas e ele entendeu o recado – Digo, sabe quem além do tempo me ajudou a superar a morte de minha mãe?

Balancei a cabeça negativamente. Realmente não fazia ideia. Effie talvez?

– Você – arregalei os olhos. – Ir todo o mês em sua floricultura me ajudou a superar a morte dela. De algum modo você, sem nunca fazer nada, apenas me atendendo, conseguiu me tirar do escuro e me dar alguma esperança de viver, uma esperança de viver feliz novamente.

Observei seu olhar hesitante como se não tivesse certeza de qual seria minha reação ao ouvir isso. Meus olhos se encheram de lágrimas antes que pudesse impedir tal ato. Esperei tanto, tanto tempo para isso e ele me dizia que sempre gostou de mim? Mas quer saber, não importa. O tempo fez apenas que meu amor por ele aumentasse. Nunca deixei de amá-lo e nunca deixarei. Naquela cozinha estavam duas pessoas que iam além de um cliente e uma vendedora. Ali, naquele lugar onde haviam acabado de demonstrar seu amor, estavam acima de tudo Katniss e Peeta. Homem e mulher que iriam tentar começar uma história. Uma história juntos.

– É o começo de uma história? – perguntei a ele hesitantemente.

Peeta olhou para baixo e encontrou meus olhos.

– É o começo de uma história – confirmou deixando um beijo doce e terno em meus lábios.


Um ano se passou...



– Eu avisei, eu disse para você Katniss que fazer uma reforma no Dia dos Namorados era uma péssima ideia, mas ninguém escuta a Annie, não é? – ralhou minha melhor amiga comigo, ao mesmo tempo em que acariciava sua barriga enorme.



Annie era uma daquelas grávidas que o crescimento da barriga não altera em nada o tamanho do corpo. Com sete meses de gravidez ela ostentava uma barriga enorme, que carregava um lindo menino, mas seu corpo continuava magro como sempre. Eu passava horas imaginando como meu corpo ficaria se eu viesse a ficar grávida, eu viraria um jumbo ou manteria meu peso natural?

– Acho melhor eles se apressarem, os clientes já irão chegar – Annie disse apontando com a cabeça para os pedreiros que davam os últimos toques em minha floricultura.

Aquilo era mais uma expansão no lugar do que uma reforma.

Quando os lucros passaram a aumentar cada vez mais, eu e Annie chegamos à conclusão de que precisávamos expandir a floricultura. Tínhamos muitos clientes para muito pouco espaço. Depois de passar três meses guardando dinheiro e tomando cuidado para comprar flores dos fornecedores que lançavam os melhores preços, nós conseguimos juntar o suficiente para ampliar o lugar.

Compramos a casa vazia que ficava atrás da floricultura e contratamos pedreiros para unir a floricultura com a velha casa. Fazia exatamente cinco meses que o meu local de trabalho estava passando pela expansão. O trabalho era perdurável porque os pedreiros só trabalhavam antes dos clientes chegarem e depois de todos já terem saído.

Mas hoje, no Dia dos Namorados eu queria que meus clientes chegassem e encontrassem a floricultura reformada e com um espaço amplo e renovado. Faltava pouco para as oito horas, horário em que os clientes tinham livre permissão para entrar. Em compensação, a obra também estava acabando. Alguns ajustes aqui e ali e tudo estaria perfeito.

– Cadê o Finnick? Ele saiu daqui faz mais de uma hora! Se ele não voltar da padaria logo meu filho vai nascer com cara de sonho! – revirei os olhos ao ouvir Annie reclamar pela centésima vez.

Annie era o tipo de grávida chata, reclamona e que só sabe comer. Perdi as contas de quantas vezes ela fez o maior escândalo porque queria comer algo que simplesmente não estava em nosso alcance.

– Ele saiu não faz nem dez minutos, Annie. Peeta foi junto com ele, logo, logo os dois voltam – consolei-a e soltei um suspiro apaixonado ao falar o nome do meu namorado.

Eu finalmente tinha um namorado no Dia dos Namorados!

Completava hoje um ano desde aquele nosso Dia dos Namorados louco – louco, mas delicioso – em seu restaurante. Minha vida nunca mais foi a mesma depois que eu passei a vê-lo todos os dias em vez de mês em mês. Peeta era o homem mais atencioso e maravilhoso que um dia eu pude ter a oportunidade de conviver. Às vezes eu chegava a pensar que ele era bom de mais para mim. Como uma pessoa como ele podia ter se apaixonado por mim? Tinha noites em que eu revirava na cama a noite toda pensando nisso. E se ele me abandonasse? E se Peeta finalmente se cansasse de mim? E se ele visse com quem estava perdendo seu precioso tempo?

Sempre quando esses “E se?” apareciam em minha mente lá estavam os braços de Peeta para me amparar e espantar esses pensamentos impertinentes de minha cabeça. Ele havia se mudado para minha casa quando havíamos completado seis meses de namoro. Foi rápido, mas não havia casal mais apaixonado que nós dois. E pensar que eu havia hesitado tanto, com especulações de que Peeta tinha uma namorada.

Nossa vida juntos era simples, se resumia a dias de semana trabalhando, eu em minha floricultura e ele em seu restaurante, mas à noite nós ficávamos juntinhos aproveitando a companhia um do outro. Éramos um casal caseiro, e que gostava de ficar em casa, mas Annie, Finn e até Bob e Molly nos obrigavam a sair com eles para alguma balada. Por falar nisso, meu avô e minha avó postiça amaram o Peeta. Disseram até que ele era a pessoa certa para se casar. Semana passada, quando tocaram no assunto casamento lembro que Peeta ficou duro ao meu lado, mas logo depois relaxou os músculos como se nada tivesse acontecido e ninguém tivesse percebido. Não fiquei desconfiada, talvez ele fosse apenas como Bob e abominasse a ideia de casamento.

– Ai meu pai eterno! Se esse Finnick Odair não trazer logo o meu sonho, Andrew vai ser órfão de pai! – gritou minha melhor amiga abanando o rosto com as mãos.

Andei até Cato, que estava ajudando também a ampliar minha floricultura, e o vi limpando alguns pedaços de pisos quebrados no chão.

– Falta muito para a obra acabar, Cato? – perguntei.

– Não, já acabamos, vou só limpar aqui e você poderá abrir a floricultura! – Cato sorriu para mim. Ele era novo, estudante ainda eu acho, estava trabalhando para ajudar a família com as despesas, eu sabia um pouco olhando o currículo dele. Bati brincalhona em seu ombro. – Obrigada, Cato. Hoje eu deixo você sair mais cedo, e te dou um dinheiro a mais por ter ajudado, pode levar sua namorada Clove para jantar no restaurante Mellark’s.

Ele me levantou com um abraço e eu acreditei em sua sinceridade quando agradeceu.

– Muito obrigado, Katniss.

Voltei ao lado da Maria reclamona.

– Relaxe, está bem Annie? Finn já irá chegar... Ah! Ali está ele! Finnick sua noiva estava quase tendo o bebê agora de tanto que ela queria esse sonho! – falei a ele quando o vi atravessar a porta da loja e vir ao nosso encontro. Tentou dar um beijo em Annie, mas esta desviou alegando que estava brava por ele ter demorado muito.

Annie desembalou os sonhos e começou a comer como se fosse a última coisa do mundo.

– De nada, meu amor – Finn ironizou e Annie soltou um som qualquer em meio a sua mordida. Ele dirigiu seu olhar para mim. – Katniss, tem uma encomenda lá fora para você.

Fiquei surpresa.

– Tem uma encomenda para mim, lá fora? O que é? – perguntei já me aproximando da porta.

– Vá lá ver – respondeu. Escutei-o falando com Annie depois, mas não compreendi muito bem – Vem meu amor, acho que você vai querer ver isso.

Eu não sabia o que era. Não estava esperando nenhuma encomenda. Quem enviaria algo para mim? Meus pais com certeza não eram, fazia mais de seis anos que não nos falávamos. Então... Quem era?

Abri a porta e o sininho tocou. Quando olhei para frente cobri as mãos com a boca. Peeta estava em cima de um caminhão lotado de flores. Tinha os mais variados tipos: Rosas vermelhas, margaridas, lírios, jasmim, orquídeas e a flor que fez com que nós nos conhecêssemos; tulipas coloridas. Peeta estava lindo em uma calça jeans e uma camiseta vermelha. O sol batia em seus cabelos loiros, o que o deixava mais lindo.

Ele moveu o dedo indicador em minha direção para que eu fosse em direção a ele.

Uma pequena multidão se aglomerava nos arredores de minha floricultura. Curiosos deviam estar se perguntando: O que um louco estava fazendo parado no meio da rua montado em um caminhão? Eu estava fazendo-me a mesma pergunta.

Estendeu a mão e eu a peguei. Tomei impulso e subi na rampa improvisada. Varri os olhos pelas pessoas a procura de Annie. Quando arqueei as sobrancelhas ela deu de ombros como se não soubesse de nada. Era bom que não soubesse mesmo, porque se ela tivesse alguma coisa a ver com isso e não me contou...

– Katniss – Peeta começou. Não parecia nervoso, pelo contrário, aparentava estar com uma garantia imensurável de seus atos. Assenti para que ele continuasse – meu amor por você começou com flores, nada mais justo que dar flores a você em um dia tão especial.

O que ele queria dizer afinal? Dia especial? Será que ele estava se referindo ao Dia dos Namorados?

– Está vendo todas essas flores, meu amor? – concordei e ele pegou minha mão e me levou ao meio da carroceria do caminhão. A minha volta estava todas as suas flores. Peeta ficou um pouco mais afastado e olhou para mim novamente – Todas essas flores são a garantia do meu amor por você. Eu juro, juro por minha alma que enquanto a última flor não morrer, meu amor por você não morrerá.

O que Peeta estava dizendo? Flores morriam, era uma coisa natural da vida. Tínhamos como perdurar seu tempo de vida, mas em uma hora elas morriam, ainda mais essas que não estavam plantadas. Ele estava querendo dizer que em uma hora o amor dele por mim também iria acabar?

Foi impossível impedir que lágrimas rolassem por minhas bochechas. Eu sabia, eu sabia! Ele ia me abandonar e no meio de toda essa gente!

– Peeta – solucei – porque está fazendo isso comigo?

– Psiu! Ainda não terminei – se aproximou e limpou uma lágrima que escorria em minha bochecha – Agora quero que procure a maior tulipa colorida que puder encontrar.

– A maior tulipa? – funguei chorosa.

– Sim, meu amor. Ache a maior tulipa e a entregue para mim.

Peeta me olhava com tanto amor, com tanta convicção de que tudo ia dar certo que foi impossível não ouvi-lo. Saltei do círculo sem flores e saí à procura da tulipa.

Eu não achava a bendita, quanto mais eu fuçava procurando o que Peeta me pedira parecia que mais longe eu estava de encontrar. De repente eu avistei uma tulipa diferenciada de todas as outras. Aquela era grande, grande demais para parecer normal. Peguei-a rapidamente e levei até Peeta que estava com um sorriso lindo no rosto. Agarrou a flor ao mesmo tempo em que pegava minhas duas mãos.

– Olhe bem para a flor, Katniss. Do que ela é feita? – perguntou sorridente me encorajando a responder.

– A flor? – eu ainda estava chorando, pensando que ele ia me abandonar, era difícil pensar chorando. Senti a textura da flor e fiz uma careta – Ela é de plástico?

– Isso meu amor! E repito o que disse antes. Meu amor é como essas flores, enquanto a última flor não morrer, meu amor por você também não morrerá! Todas essas flores que estão no caminhão vão morrer um dia. Mas vai ter uma, vai ter essa flor – sacudiu a flor que unia nossas mãos. Nessa hora eu estava chorando de alegria. Eu havia entendido – que nunca irá morrer, assim como meu amor nunca morrerá. Não tenho dúvida sobre isso. Assim como também não tenho dúvida de a gente foi feito um para o outro, não tenho dúvida nenhuma de que eu quero passar o resto de meus dias ao seu lado, que eu quero acordar e te ver do meu lado com seus olhos fechados e sua carinha de anjo; quero poder te acordar todos os dias de minha vida com beijos de bom dia. Muitas vezes sou eu que penso que não sou bom o suficiente para você. Mas você me encanta todos os dias; amo seu jeito bobo; seu sorriso, e isso faz com que eu te ame mais ainda todos os dias. Não tenho vergonha de te dizer que você, Katniss Everdeen, em breve Katniss Mellark, é o amor da minha vida. Então, aceita se casar comigo?

Eu não acreditava no que estava vendo. Peeta na minha frente, ajoelhado na carroceria em meio a todas aquelas flores, e me pedindo em casamento com um par de alianças presa nas pétalas. É claro que eu queria me casar com ele! Minha vida sem Peeta, não seria vida.

– Sim, eu aceito! – quando ele me beijou e me abraçou forte, lágrimas quentes transbordaram de meus olhos.

Eu via com a visão embaçada a multidão de pessoas aplaudindo. Algumas mulheres batiam em seus respectivos maridos e namorados por não terem feito algo desse tipo com elas também. Uma dessas mulheres era Annie, ela batia em Finnick usando a sacola com os sonhos como arma. Podia ouvi-la daqui, comecei a dar risada.

– Fique com a porcaria dos sonhos! Você não me pediu em casamento assim seu idiota!

Descemos do caminhão abraçados, eu beijava Peeta toda hora, não queria mais soltar meu noivo.

Depois de afastarmos a multidão dos abraços de parabenizarão que queriam dar na gente, encontrei meus avós postiços. Ambos sorriam para nós dois.

– Katniss – cantarolou Molly – adivinha, adivinha, adivinha!

– O que? – perguntei sorrindo.

– Adivinha quem acabou de me pedir em casamento?

Olhei chocada para Bob.

– Mentira! Você a pediu em casamento, Bob?

– Não disse que quando você se casasse eu pediria Molly em casamento? Então, cumpri a promessa! – respondeu sorrindo e eu puxei Annie pelo pulso, ela estava fugindo de Finn.

– Adivinha quem vai se casar finalmente?

– Mais casamentos? Finnick você vai ter que casar de novo comigo, ouviu? E vai ter que pedir com estilo! – ralhou ela com seu noivo que parecia perdido.

Deixei os dois discutindo e peguei a mão de Peeta. Levei-o num lugar afastado, mas ainda podíamos ouvir a balbúrdia que virou a rua em frente de minha floricultura.

Sorri para ele. E enlacei meus braços em torno de seu pescoço.

– Sabe que te amo, né? – perguntei.

– Sim, e você, sabe que eu te amo? – indagou e beijou a ponta de meu nariz.

Concordei e o beijei como nunca havia beijado antes. Porque naquele Dia dos Namorados mágico, eu era a mulher mais feliz do mundo.



Notas finais
E então? Ficou bom? Deixem reviews galerinha, quero opiniões!
Beijinhos!
Luana.