Cupcake

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Bom, já aviso que as personagens vão entrando na história aos poucos. Portanto, vou tentar postar mais vezes. Boa leitura!

Ficar em casa é realmente entediante quando se tem Nova York inteira para explorar ainda. Com uma mão debilitada, a única coisa que posso fazer, além de cantar, é assistir depressivamente todos os musicais em DVDs já produzidos pelos seres humanos. Kurt me interrompeu após quatro horas de aquecimento vocal, musicais e lamentações.

– Hey, Rach! Como está sua mão? – disse Kurt com o habitual sorriso no rosto.

– Eu me sinto imersa num mundo escuro e sombrio onde nem meus próprios pais visitam a estrelinha machucada deles. — digo me relembrando da breve conversa que tive com papai:

“Ah, doeu, sinto muito! Estrelinha, nós temos que desligar. Nos avise se piorar.”

– Para com isso, drama Queen. Hoje é dia de m-o-d-a! – Kurt diz soletrando tão rapidamente que mal consigo acompanhar seu entusiasmo – Quem mora em NY, NUNCA está completa antes de uma transformação de visual.

Kurt conseguiu um emprego na revista Vogue e mesmo com apenas poucas semanas de trabalho, ele foi promovido três vezes. Isso significa que, com tantas promoções, ele acabou sendo o editor-chefe da revista, ou seja, agora ele tem roupas o suficiente para dar, vender e doar ou como ele gosta de dizer “transformar o visual” das pessoas.

– Eu não sei, Kurt. — digo e suspiro. Eu não tinha percebido, mas, ficar em casa por quatro horas de puro tédio é extremamente cansativo.

– Mas, Rachel, eu trouxe até seus cupcakes. – Kurt diz enquanto me entrega uma caixinha.

Não consigo conter minha felicidade e acabo aceitando a tal transformação. Afinal, não pode ser tão ruim assim.

Algumas horas depois, Kurt finalmente me libera para que eu veja o resultado. Congelo na frente do espelho, completamente chocada.

– E então, Barbra, o que achou? – Kurt fala entre risos, observando minha reação.

Me encaro por alguns minutos.

– E-eu não sei o que dizer... — digo por fim, ainda perplexa

Kurt gargalha me mostrando outros looks já prontos. Era muito bom para ser verdade, pisquei lentamente me certificando de que não era um sonho. E era a realidade, meu cabelo mais claro nas pontas, maquiagem marcada... Eu havia me tornado uma Rachel... sexy?

Começo a dar pulinhos e vou em direção a Kurt, agradecendo-o. E ele ri enquanto diz:

– Bem-vinda a Nova York!

Notas finais
Amanhã tem mais!