Cupcake

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Yay, novo capítulo... e dos grandes, hein? Boa leitura!

Os minutos passam devagar e minha ansiedade já está mais do que palpável, já é quase como uma outra pessoa ligada a mim. Para piorar, aula de introdução à arte barroca. Aff, o que eu fiz para merecer isso? Olho mais uma vez para o celular, só mais dez míseros minutos...

– Vocês terão que me entregar para amanhã e, não se esqueçam, só aceito trabalhos feitos em grupo de cinco pessoas. – a instrutora diz me encarando por cima de seus óculos ridiculamente vermelhos e então a ficha cai: merda, eu não tenho grupo.

Espera um pouco, ela disse AMANHÃ!?

A aula acaba em seguida e uma multidão me empurra para fora da sala. Caminho o mais rápido que posso e vou para o banheiro feminino mais próximo. Lavo o rosto diversas vezes e encaro minhas mãos.

Não pode ser, eu acabo de perder o encontro com a Q? AQUELA VACA VAI ME PAG...

– Ahn, Rachel Berry, não é? — ouço uma voz adocicada e me viro imediatamente.

– Sim? – respondo meio incerta, afinal, eu nunca vi essa garota antes. Vai ver que ela é uma das espiãs daquela professora que está querendo arruinar a minha vida...Espera, eu não estou no ensino médio mais...Isso também vai acontecer em NYADA? EU NÃO...

– Rachel? – a garota diz me tirando dos meus pensamentos. Wow, eu preciso parar com isso.

Levanto o olhar e prendo a respiração. A garota é simplesmente divina: cabelos ruivos, olhos verdes bem escuros e um sorriso angelical. Automaticamente me lembro de Quinn e sinto minhas bochechas esquentarem, estou ferrada.

–No que posso ajudá-la? – pergunto e ela pisca lentamente. Ela é algum tipo de deusa grega ou o quê?

– Você quer, hum, fazer o trabalho de arte barroca comigo? – ela questiona sedutoramente e sinto minha boca secar. Ok, Quinn já não ia gostar de cancelar o encontro e, bom, sair com essa deusa vai deixá-la furiosa. Hum, Q furiosa... bom.

– Claro! – respondo sorrindo do jeito mais sexy que consigo e ela sorri abertamente em resposta olhando fixamente a minha boca – Mas, o grupo é de cinco pessoas, não?

– Hum? – ela pergunta aérea enquanto levanta o olhar, agora olhando profundamente para meus olhos, seus lábios se separando levemente. Meu deus...

– O grupo tem, hum, cinco integrantes. – digo e ela finalmente sai de seu transe, piscando rapidamente com as bochechas coradas.

– Ah, sim. Bom, eu já combinei com o Jake e a Marley. Todo grupo tem que ter um veterano para ajudar, por isso meu irmão vai nos ajudar. Bom, só falta você... – ela fala e ajeita nervosamente uma mecha que cai de seu cabelo.

Sorrio e me aproximo, colocando a mecha ruiva atrás da orelha dela. Sinto a respiração entrecortada da garota e logo me dou conta do que estou fazendo, me separando rapidamente dela.

Não, você quer a Quinn. Só a Quinn.Você é gay apenas por ela.- Repito isso mentalmente várias vezes, mas a garota me encara deixando tudo tão... confuso.

– Bom, eu aceito. – digo decidida e meu subconsciente grita loucamente comigo. EU SÓ POSSO ESTAR FICANDO LOUCA.

Ela se aproxima hesitante e me dá um pedaço de papel com seu endereço escrito numa caligrafia invejável.

– Er... eu ainda não sei o seu nome. – digo envergonhada enquanto releio o endereço. Não faço a mínima ideia de onde seja a casa dela.

– Melanie Weston, prazer – ela responde sorrindo e eu aperto sua mão macia – Te vejo às seis?

– Pode apostar – digo e já sinto o olhar de Quinn queimando a minha pele. Estou muito ferrada.

Corro para fora do campus e ligo para Noah.

– Puckerman, em que posso ajudar? – ele atende extremamente formal e eu contenho uma risada.

– Noah, sou eu Rachel. Eu preciso da sua ajuda.

– Princesa judia! O que aconteceu? – ele pergunta soando como... sempre.

– Primeiro eu tenho que chegar a Vogue em vinte minutos, te explico o resto no caminho.

– Quer dizer que você e a Q... – Noah diz divertido e eu tampo o rosto envergonhada, arrancando risadas dele.

– Não é engraçado, Noah. – o repreendo e ele desvia o olhar do trânsito para me encarar por alguns segundos, parando de rir.

– E não é mesmo, desculpa. – ele fala tentando manter a voz séria – Eu só não... imaginava que meus sonhos se tornariam realidade.

– O QUÊ? – pergunto chocada e ele cai na gargalhada.

– Estou falando sério, Rachel. Eu sempre imaginei vocês duas, é tão... quente. – ele responde me encarando maliciosamente pelo espelho e eu coro violentamente.

– Você é nojento. – digo indignada e ele ri.

– Mas, então, você precisa da minha ajuda para... – ele fala sugestivamente enquanto eu olho as pessoas pela janela. Nova York é tão intensa...

– Eu teria um, er, primeiro encontro com a Q hoje, mas vou ter que desmarcar para fazer trabalho com uma ga...

– Oh não, a fúria Fabray não! – ele exclama e eu o encaro pidona pelo espelho.

– Por favor, Noah...

Ele reveza o olhar entre ao semáforo fechado e o espelho, suspirando alto.

– Tudo bem, eu ajudo. Aliás, vou enfrentar a fúria da Ice Queen de qualquer jeito mesmo. – ele diz e ergue os ombros.

Grito animada e ele anuncia nossa chegada ao prédio da Vogue.

– Barbra! O que faz aqui tão cedo? Pensei que seu encontro fosse só às sete... – Kurt diz surpreso enquanto me cumprimenta com o habitual beijo na bochecha.

– Então, mudança de planos. – falo e ele me encara confuso – Tenho que fazer um trabalho em grupo para amanhã.

– RACHEL BARBRA BERRY, EU NÃO ACREDITO! – Kurt grita exasperado e as pessoas do saguão nos encaram.

– E-eu – começo a me explicar e Kurt me interrompe, me puxando para o elevador.

– Que irresponsabilidade! Você sabia desse trabalho? – Kurt interroga bravo e eu nego com a cabeça.

Ele suspira e passa as mãos pelo cabelo, bagunçando levemente o topete. Aproveito para observá-lo e percebo que suas olheiras estão mais marcadas do que de costume. Blaine.

– Quinn já está sabendo disso? – ele pergunta fechando os olhos e eu solto um grunhido.

Kurt abre os olhos e me encara:

– Boa sorte com ela.

Sento-me na poltrona da sala mega espaçosa de Kurt enquanto ele trabalha silenciosamente. O lugar é lindo e elegante: cores claras nas paredes, uma mesa de vidro no centro com um tapete vinho embaixo, adornos pequenos e quadros, além da janela enorme que dá vista para toda Manhattan.

Kurt se levanta para pegar café e me oferece uma xícara que aceito prontamente. Ele se senta ao meu lado e eu o encaro.

– Semana difícil? – pergunto e ele assente.

Ficamos uns minutos em silêncio, tomando nosso café e observando a Nova York inquieta lá fora.

– Você ainda não ligou para a Quinn, né? – Kurt questiona com a sobrancelha arqueada e eu coro.

– E-eu vou ligar. – digo e ele balança a cabeça em descrença rindo – Agora.

Ouço batidas na porta e Kurt vai até a porta, abrindo-a. Um moço alto e loiro entra cautelosamente na sala e me observa envergonhado. Eu o encaro. Ele é extremamente familiar, mas é difícil dizer com toda a barba que esconde metade do rosto dele.

– Hummel, Smith está nos esperando. Pegue a papelada. – ele diz e então reconheço quem é.

– Sam, não se lembra da Rachel? – Kurt pergunta e me levanto sorrindo.

Sam se remexe desconfortável, porém me cumprimenta e sorri levemente.

Santana pirar quando souber que ele está por aqui...E Brittany? Será que ela também está por aqui? Os dois ainda estão juntos? OH MEU DEUS.

Kurt pega alguns papéis da mesa e os entrega a Sam, que sai da sala praticamente correndo.

– Você trabalha com Sam? – pergunto e Kurt me olha rapidamente enquanto ajeita sua mesa.

– Na verdade, ele foi transferido para cá desde... ontem. – Kurt responde rindo e se dirige a porta — Volto já, Barbra. Ligue para Quinn!

Kurt bate a porta e eu encaro o celular em minha mão. Você consegue Rachel.

– Alô? – Quinn atende no segundo toque e eu gelo de medo e ao mesmo tempo de saudades.

Q? Você está ocupada? – digo temerosa.

Não, baby. O que foi? Aconteceu alguma coisa? – ela pergunta preocupada e meu coração se derrete por inteiro e começo a me sentir realmente culpada.

– Er... eu vou ter que, hum, desmarcar nosso jantar. Tenho um trabalho surpresa para fazer em grupo... –respondo e ela suspira.

– Tudo bem, Rach. – Quinn diz desanimada e a culpa começa a me consumir.

Fecho os olhos com raiva de mim e suspiro. Eu estou com saudades dela e não vou poder vê-la por causa daquela maldita professora.

–Você está trabalhando? – pergunto

Saio daqui quinze minutos. – ela responde e eu sorrio abertamente.

Até mais. – digo e desligo, correndo para fora da Vogue.

Abro a porta da Forever 21 e o sino do mal atrai umas vinte vendedoras. Passo por elas, ignorando-as, mas ainda consigo ouvir os cochichos de “que mal educada”. Reviro os olhos e procuro o provador dos funcionários.

Entro discretamente e vejo a silhueta familiar de Quinn no escuro. Reprimo um suspiro e me aproximo em passos grandes. Quinn é linda em qualquer ocasião, mas aqui ela é completamente sexy.

Abraço-a pela cintura e deposito um beijo atrás de sua orelha. Ela suspira, porém continua de costas, guardando suas coisas na bolsa.

– Pensei que você tivesse me dispensado. – Quinn diz fria e eu a aperto mais.

– Quinnie...

– O que foi? – ela pergunta se virando e eu aproveito para encará-la. Ela revira os olhos e volta a ajeitar as coisas. Puxo seu braço, fazendo-a virar para mim.

– Estou com saudade. – digo manhosa e ela cruza os braços, arqueando uma sobrancelha.

– Tem certeza? Então por que...

Estico-me na pontinha do pé e deposito um selinho demorado nos lábios de Quinn que me puxa mais para si, aprofundando o beijo. Suspiro audivelmente e Q sorri entre o beijo, separando-o com uma leve mordida em meu lábio inferior.

– O que você está fazendo comigo, Rach? – Quinn sussurra ainda de olhos fechados, me arrepiando por inteiro.

Abraço-a forte e permanecemos assim por alguns minutos, curtindo o momento e nos separamos apenas quando meu celular apita.

Quinn pega o aparelho do bolso da minha calça e o verifica rapidamente antes de me entregar.

– Oh, é uma mensagem – ela diz me entregando o celular, adquirindo sua postura fria de momentos antes.

Estou te esperando na casa da Mel – Marley

Respondo rapidamente a mensagem. Quinn mantém o olhar distante e sai do provador assim que eu guardo o celular no bolso. Corro para acompanhá-la, esbarrando em algumas roupas da loja, mas ela continua impassível.

– Q... – chamo-a depois de virarmos a esquina em direção ao metrô.

Quinn me olha furiosa e eu coro instantaneamente.

Parabéns, Rachel. Você está definitivamente ferrada.

–Diga, Rachel. – Quinn responde entre dentes, olhando a rua movimentada.

– E-eu, hum, é... – começo gaguejando e Quinn atravessa a rua e eu corro, quase sendo atropelada.

– Você o quê? – Quinn pergunta assim que chego ao lado dela.

– Me desculpa, Quinnie. – peço e Quinn para de andar no mesmo instante – Eu realmente preciso fazer esse trabalho e...

– Tudo bem, Rachel. – Quinn me interrompe e me olha pela primeira vez desde que saímos da loja – Eu só... estou de cabeça cheia. Me desculpe por descontar isso em você.

Pisco rapidamente e me aproximo de Quinn para observá-la. Seu olhar parece cansado e não tem mais o brilho dourado de sempre. Seus olhos estão inchados e olheiras marcam sua pele branca e macia. Toco a bochecha de Q, fazendo um carinho sutil e a loira fecha os olhos em seguida sorrindo leve.

– Hum, temos meia hora. – digo e Quinn abre os olhos, me encarando confusa.

– O que a Srta. Berry está planejando? – ela pergunta divertida e eu a olho travessa.

– Acho que você vai ter me alcançar para saber. – digo e saio correndo, arrancando risadas de Quinn, que me segue.

Abro a porta do apartamento completamente ofegante por causa da corrida de 10 quarteirões para chegar até aqui e Quinn gargalha.

– Hey, não ria de mim. – repreendo-a e ela ri mais ainda.

Belisco seu braço e Q para de rir.

– Ouch, que agressiva. – Quinn diz enquanto esfrega o braço e eu mostro a língua.

– Você mereceu.

– Acho que Leroy não vai gostar de saber dessa sua falta de educação, estrelinha. – Quinn zomba e eu faço bico.

– Quinnie! – digo e ela ri me dando um beijo suave.

– ARRUMEM UM QUARTO. – Santana grita nos assustando e Dani ri da nossa reação.

Encaro Santana severamente e puxo Quinn para dentro. Ficamos em um silêncio constrangedor por alguns instantes e então me sento no sofá, acompanhada de Quinn, Santana e Dani, que me encara maliciosamente e eu abaixo a cabeça corando.

– Então, pombinhas, sede? – Santana pergunta e eu assinto, sem olhá-la – Q, você pode vir me ajudar rapidinho?

Quinn e Santana saem da sala. Dani se aproxima e eu a olho de relance, envergonhada.

– É ela, não é? –Dani pergunta animada e eu concordo com um gesto, evitando muito contato visual.

– Vocês ainda não se conhecem? – digo e Dani nega, olhando Quinn pela porta da cozinha.

– Hum, ela é gostosa. – Dani diz e meu olhar cruza com o de Quinn que sorri e pisca sedutoramente.

– Sim, muito. – concordo e Dani ri da minha cara – Espera, você está chamando a MINHA NAMORADA de...

Dani cai na gargalhada e eu enrubesço.

– Eu não acredito que você acabou de admitir que É namorada dela. – Dani diz entre gargalhadas e eu fico mais envergonhada.

– Eu não admiti nada. – digo e Dani limpa as lágrimas que escorreram durante a crise de riso – Você que fica me provocando, tarando a Quinn. Santana não vai gostar de saber disso.

Dani cora e eu sorrio vitoriosa.

– Hum, o que eu perdi aqui? – Quinn pergunta trazendo algumas taças e bolachinhas enquanto Santana pega o vinho na cozinha.

– Q, essa é a Dani. Dani, essa é a Quinn. – digo apresentando-as.

– Ouvi muito de você, Quinn. – Dani diz e Quinn me olha curiosa.

Eu coro e pego algumas bolachinhas.

– Alguém aí quer vinho? – Santana pergunta e entra na sala trazendo o vinho.

Quinn abre a garrafa e nos serve. Hum, vinho tinto...

– Então, vocês finalmente se conheceram! – Santana diz sem graça para Quinn e Dani, que a encaram.

– Santana fala MUITO de você, Dani. – Quinn diz, fazendo a latina corar.

Eu rio da cena. Santana corando é algo BEM raro.

– Que tipo de coisas você fala de mim, Sant? – Dani pergunta entrando na brincadeira, deixando Santana mais envergonhada ainda.

– Apenas o necessário. – a latina responde engasgando com o vinho e eu reprimo uma risada, trocando olhares com Quinn.

– Fiquei sabendo que você trabalha na Starbucks, você por acaso conhece o Jake? – Quinn pergunta a Dani, mudando um pouco o assunto.

– O Puckerman? Sim, sim. – Dani responde – Ele é um cara legal.

– Ele é irmão do Puck? – pergunto e Quinn assente – Eles moram juntos, né?

– Moram? – as três perguntas juntas e eu rio.

– Puck está aqui em Nova York? – Quinn pergunta animada e eu assinto.

Antes que eu possa falar mais, meu celular começa tocar e eu me afasto das três indo para meu quarto.

Sim? – atendo sem olhar o visor.

Rachel? Você já está vindo? – a voz adocicada de Melanie soa e eu bato na minha testa.

Droga, como eu fui esquecer?

Sim, estou! Só passei no meu apartamento para buscar umas coisas... – digo disfarçando, espiando a interação das meninas na sala.

Ah, sim, logo imaginei. Bom, o Jake não vai poder vir então o Jesse fará o trabalho com a gente, ok? – Melanie pergunta e eu gelo.

Er... ok. Até daqui a pouco.

Até! –Melanie responde e eu desligo, já discando o número do Noah.

Entro na sala e vejo Santana e Dani se beijando em posições BEM sugestivas.

– Cadê a Q? – pergunto e Santana aponta o quarto dela.

Vou para o quarto de Santana, entrando sem bater e vejo Quinn nua de costas, escolhendo uma roupa das gavetas. Oh meu deus.

– Sant, você não tem nenhum pijama decente? – Quinn pergunta se virando em direção a mim, ainda completamente nua.

Minha boca seca e eu não consigo formular nenhuma frase. Não me contenho e observo o corpo de Quinn de baixo para cima. Sinto meu rosto esquentar, mas continuo olhando sem piscar e Q fica levemente corada.

Wow, eu deixei a Q com vergonha. Isso é possível? Peraí, ela ainda está nua? Eu quero tocá-la. Oh meu deus. Não, melhor eu não fazer isso. Você tem que fazer um trabalho, Rachel. Foco, Rachel, foco.

– Vai sair? – Quinn pergunta me tirando dos meus pensamentos indecentes e eu apenas assinto, mordendo o lábio.

– Huh, er... eu chamei o Noah, ele vai me levar porque... – começo a falar, mas não consigo terminar a frase.

Quinn sorri sedutoramente e veste uma camisa larga, vindo em direção a mim.

– Diga ao Puck para ele vir me ver na volta, ok? – Quinn sussurra na minha orelha enquanto arruma fios rebeldes do meu cabelo.

– Hum, ok. – respondo.

Não toque nela, Rachel. Não toque. Você consegue. Maldito trabalho, maldita professora. Oh você viu os... Ah,tão perto... Feche os olhos, Rachel.

– Rach?

– Hum?

– Você pode abrir os olhos, eu coloquei um short já. – Quinn diz divertida e eu coro.

Abro os olhos lentamente e Quinn me dá um selinho.

– Você vai dormir aqui, Q? – pergunto e sinto meu celular vibrar: Noah.

– Santana me chamou, mas... só se você quiser. – Quinn responde travessa e eu sorrio.

– Até mais, Quinnie.

Noah buzina pela quinta vez em frente ao prédio.

– QUE PORRA DE ESCÂNDALO, PUCKERMAN! – Santana grita – JÁ ESTAMOS INDO CARALHO.

– SEMPRE EDUCADA, QUE MEIGA. – Noah grita de volta e Santana mostra o dedo do meio enquanto se despede, digo, beija indecentemente Dani.

– Isso é realmente necessário? Vocês só vão fazer a merda de um trabalho. – Quinn diz emburrada e eu dou selinho nela.

– UH, QUE ISSO HEIN FABRAY? – Puck grita do carro e Quinn o encara estilo Ice Queen, calando-o.

Rio abertamente e Quinn me abraça de lado.

– Vamos logo, Santana, é só a merda de um trabalho. – digo e Q sorri – Aliás, não precisava ter feito TODO mundo descer.

– Cala a boca, Berry. – Santana rosna e Dani limpa sua boca sua de batom rindo.

– Além disso, você nem faz parte do meu grupo.

– Na verdade, eu faço sim. A sua amiga com cara de cachorro fofo me mandou uma mensagem dizendo que o “Jesse St. James” caiu fora e me perguntou se eu queria fazer esse trabalho aí.

– Jesse St. James? – Quinn questiona me soltando e arqueando a sobrancelha.

– UH OH, FÚRIA FABRAAAAAAY! — Noah grita, deixando Quinn mais irritada.

– Er... Santana, vamos embora! – digo e faço menção de ir para o carro, mas Quinn me puxa.

– Você me deve muitas explicações, Berry. – Quinn diz soando como quando era líder de torcida do McKinley.

A loira me solta e entra furiosa no prédio, sem olhar para trás e sem se despedir.

– Dani, você fica com a Q? – Santana pergunta e Dani assente cautelosa – Vamos?

– Vamos! – digo e entramos no táxi de Noah.

– Então, garotas, para onde vamos? – ele pergunta e me olha preocupado.

Reza para a Q não descobrir quem é a Melanie, Rachel. Ou então estamos ferradas, MUITO ferradas.

– Chelsea, sétima avenida, 348 B. – Santana responde e me olha de relance.

– Lá vamos nós! – Noah diz ligando o carro.

Notas finais
Comentem! Até mais...