Cupcake

12 Capítulo 12


Notas iniciais
Hey, quanto tempo!

Passamos um tempo em silêncio, ouvindo uma música dançante do rádio. Noah bate as mãos no volante no ritmo da música enquanto Santana reveza entre me olhar e mandar mensagens. E eu, bom, apenas observo o movimento, tentando esquecer um pouco a loira furiosa que espera por mim.

Uh, essa música dançante. Não tenho boas lembranças disso.

– Rach, está tudo bem? – Santana pergunta.

Ah, como eu senti falta de falar com você. Eu não falei isso, né? Ainda bem.

– Huh, acho que sim. – respondo e encaro minhas mãos. Esse relacionamento ou o que quer que seja com a Quinn é confuso e extremamente cansativo, mas não posso dizer isso a melhor amiga dela.

– Vamos, diga o que está incomodando você. É com a Q, não é? — Santana insiste e eu assinto envergonhada.

– Puckerman, aumenta o rádio que agora é papo de garota. – ela ordena e Puck nos olha pelo espelho.

– E eu não posso ouvir, Rachel? – Noah pergunta charmoso e eu o encaro considerando a possibilidade.

– PUCK! – Santana o repreende e ele levanta as mãos em rendição.

– Não, tudo bem. Você tem...experiência, vai poder ajudar. – digo e Puck comemora, fazendo caretas para Santana.

– Tanto faz – Santana diz e revira os olhos – O que está acontecendo?

– Bom, eu e a Q, vocês sabem...

– OH MEU DEUS NÃO DIGA QUE VOCÊS JÁ... – Noah me interrompe ansioso e Santana arregala os olhos de expectativa.

– O quê? Não. – digo corada e o sorriso de Noah se desmancha – Er... E-eu estou meio perdida.

– Perdida com o quê? – Santana me pergunta séria.

– Com a Q, com isso tudo. – respondo e Santana me encara — Eu não sei o que está acontecendo e parece que a cada minuto ela é uma pessoa diferente. É...confuso.

– Bem-vinda ao meu mundo. – Noah diz rindo e Santana o repreende com o olhar.

– Vocês precisam conversar sobre isso, Berry. – Santana diz e eu assinto – A Q está completamente sem noção ultimamente, mas isso vai passar.

Sorrio e Santana retribui com um abraço desajeitado.

– Obrigada – agradeço e Santana concorda com um gesto.

– Pode contar comigo, Rachel.

– E comigo também! – Noah diz sorrindo e rindo de Santana que estava com uma careta – Não gosta de abraços, Sant?

– Ora, cala a boca. – Santana responde e eu caio na gargalhada.

A viagem demora mais quinze minutos por conta do trânsito.

– Chegamos, garotas. – Puck anuncia nossa chegada.

– Ainda bem, díos mio. — Santana reclama saindo rapidamente do carro, quase caindo na calçada.

Rio junto com Noah e Santana nos olha furiosa.

– Bom, Rach, eu já vou então. Me ligue quando acabar... – Noah diz subitamente sério.

– Tudo bem... Quinn quer que você vá lá, hum, falar com ela. – falo cautelosa e vejo Noah empalidecer.

Gargalho e ele fica cada vez mais pálido.

– Estou ferrado, não estou? – ele pergunta arregalando os olhos e eu saio do carro.

– Nah, só um pouquinho. – respondo rindo e ele engole em seco.

– VAMOS, BERRY, QUE DEMORA! — Santana grita e eu corro para acompanhá-la subindo no elevador.

Verifico o celular mais uma vez e Santana me soca no braço.

– Ouch, vai ficar roxo! – reclamo e ela revira os olhos.

– Guarde seu drama para a Quinn e toque a maldita campainha.

– Por que você não toca? – questiono e Santana me olha apreensiva.

– Eles são seus amigos, Rachel... – ela responde me olhando com uma expressão adorável – Por favor...

– Argh, está bem. – digo tocando a campainha e Santana comemora.

Melanie abre a porta com um vestido curto que evidencia bem a bela extraordinária dela, me deixando completamente sem ar. Olho para Santana que está boquiaberta. O efeito Melanie é universal.

– Rach! – Melanie me chama, nos puxando para dentro do apartamento.

O lugar era aconchegante e lindo. Decoração clássica em tons bem claros com quadros grandes em todo o local, almofadas no chão e muitas flores. Era simples, mas muito deslumbrante assim como Melanie.

– Meninas! – Marley nos cumprimenta animada – Finalmente podemos começar!

– Hey, Rach! – Brody aparece na sala e eu o encaro surpresa – Er... eu sou o monitor do grupo!

– Brody! – o cumprimento com um abraço.

–Esse desengonçado aqui é o meu irmão. – Melanie diz apontando para Brody e Santana nos fita deslocada.

– Sant, este é o Brody e essa é a Melanie. Pessoal, essa é a Santana. – apresento-os e eles abraçam Santana que me olha desesperada, arrancando risos de mim e da Marley.

– Hey, Santana. Senta aqui. – Marley oferece e Santana se desvencilha do abraço quase que correndo.

Sento-me ao lado oposto de Santana e logo depois Melanie se junta a nós.

– Então, vamos começar? – Marley pergunta e Brody corre até nós, trazendo garrafas de cerveja nas mãos.

– Oh yeah! – Brody responde animado distribuindo as garrafas.

– Hey, isso é um trabalho em grupo sério, não é para você embebedar as garotas. – Melanie reclama divertida e Brody levanta as mãos em rendição.

– Que péssimo exemplo! – Marley diz e abre o notebook para começarmos o trabalho de fato.

– Então, alguma ideia de formato para fazermos a apresentação? – pergunto revezando o olhar entre as garotas e só então percebo Melanie me encarando sedutoramente.

– Hum, slides são bons e meio que autoexplicativos... O que vocês acham? – Santana se pronuncia receosa.

– Concordo totalmente. – Mel diz ainda me olhando, umedecendo os lábios.

Oh merda, esses lábios.

– Eu também... Rachel? – Marley diz enquanto pesquisa no notebook.

– Sim, com certeza. – respondo piscando para Melanie que sorri de volta.

Ah, sim. Se isso é um jogo, pode apostar que estou dentro.

– Bom, então podemos dividir o trabalho, assim terminaremos mais rápido. – Santana sugere enquanto sorve um pouco da cerveja.

Observo minha garrafa intocada e assinto, abrindo a mesma e tomando alguns goles da bebida. Brody se junta a Marley e nos ajuda a separar as etapas: início da arte barroca, difusão e alusão a outros movimentos artísticos. Melanie aproveita e se senta colada a mim. Suspiro me lembrando de Quinn, mas abraço a garota ruiva mesmo assim.

– Hey, o que você está fazendo? – Santana sussurra para que somente eu possa ouvir.

– Eu não sei. – respondo e Sant me olha confusa – Mas está tão bom...

– Você quem sabe. – a latina sibila para mim e volta a prestar atenção em Marley e Brody.

Melanie se remexe e me puxa mais para si, invertendo as posições.

– É melhor assim. – ela explica falando baixo no meu ouvido.

Estremeço e sinto a ruiva sorrir.

– Mel e Rach ficam com o início, Santana e Marley com a difusão e eu procuro o resto, pode ser? – Brody pergunta e um sorriso malicioso surge assim que me vê.

Assinto silenciosamente assim como Santana.

– Mas e depois? – Marley pergunta digitando sem parar.

– Nós podemos juntar tudo, discutir sobre o assunto e concluir! – Brody responde e concordamos.

Me separo de Melanie para pegar minha bolsa.Abro-a e pego um caderno e algumas canetas enquanto a ruiva me olha maliciosa. Abaixo o olhar e sinto minhas bochechas esquentarem e então lembro do ocorrido com Quinn mais cedo.

– Hey, Rach. Está tudo bem? Você está parada aí vermelha. – Mel pergunta já em pé.

– Oh, sim. – sorrio levemente e a garota me puxa — Aonde vamos?

– Para meu quarto, assim conseguimos fazer nossa parte tranquilamente. – ela diz em um fôlego só enquanto corremos pelas escadas do loft – Chegamos.

O quarto era meigo. Um tom verde claro nas paredes realçava a beleza dos móveis brancos. Algumas fotos estavam penduradas pelas paredes e uma grande luminária iluminava o local, deixando-o ainda mais surreal.

– Seu quarto é... wow, lindo. – digo extasiada e a ruiva ri.

– Obrigada, eu mesma o decorei. – Melanie diz enquanto tirava algumas almofadas da cama.

– Você era decoradora? – pergunto realmente impressionada com a harmonia das coisas, tudo se encaixava perfeitamente ao ambiente.

– Ah, pode-se dizer que sim. Trabalhei como designer de interiores durante alguns anos e até comecei a fazer um curso na NYU disso, mas... sei lá, o teatro me chamou. – Melanie responde distraída e eu a encaro perplexa.

–Você tem muito talento. – elogio e ela sorri sem graça – Com certeza, vou te contratar para decorar meu apartamento.

– Será um imenso prazer, Rachel. – Mel diz se aproximando perigosamente de mim.

Revezo meu olhar entre seus lábios e seus olhos. A garota vai diminuindo os escassos centímetros que nos separavam e me olha mais uma vez antes de me beijar. O beijo era suave e refrescante, assim como o de Quinn. Não, o de Quinn é infinitamente me...

Oh não. Quinn. QUE MERDA ESTAMOS FAZENDO!?

– Mel, para! – peço e a garota se afasta bruscamente de mim.

– Oh, e-eu... Me desculpa. – Melanie diz e me olha culpada – Eu só achei que...

– Não, tudo bem. – interrompo-a e ela me olha confusa – Eu só não consigo fazer isso.

– Tem outra pessoa, não tem? – a ruiva me pergunta e eu assinto corada.

A imagem de Quinn invade meus pensamentos automaticamente.

Merda, merda, merda. Estou ferrada.Ah, Quinnie. EU SOU UMA IDIOTA!

– Meninas, vocês já começaram? – Brody grita lá de baixo e eu olho Melanie desconfortável.

– Sim, terminaremos em quinze minutos. – ela mente e olha preocupada para mim.

– Eu não sei o que dizer, Rachel. Eu realmente não queria... Me desculpa, isso não voltará a acontecer. Porra, eu... nossa, eu sinto muito. Brody tem razão, eu só estrago as pessoas.

– Hey, não diga isso. Você não sabia, não é? Eu deveria ter parado antes, eu também retribui o beijo. – digo tentando consertar as coisas, mas tudo parece ainda mais catastrófico quando eu digo em voz alta.

Ficamos alguns minutos em silêncio. Melanie liga o notebook e se senta na cama. Ela digita algumas coisas e eu apenas a observo. Eu ainda não acredito que traí. Espera, eu traí Quinn? Nós nem temos um relação de fato...

Sinto meu coração afundar. Eu acabei de estragar tudo ou o quase nada que eu tinha com a Q. Algumas lágrimas escorrem pelo meu rosto e eu rapidamente me recomponho. Não, eu não posso chorar. Eu tenho que... Resolver tudo e conquistar a minha Quinnie.

– Rach, você está bem? – Melanie pergunta e eu nego envergonhada com a cabeça.

A ruiva bate no colchão me convidando para sentar e assim eu faço. Um nó se forma na minha garganta e eu engulo em seco.

– Você quer falar sobre isso? – a garota me pergunta triste e eu forço um sorriso.

– Nós temos que fazer o trabalho... Vamos começar?

Deito sobre o balcão chorando copiosamente e sinto a latina bufar pela quarta vez.

– Berry, chorando não se resolve nada.

– Mais uma dose de tequila, por favor. – peço entre soluços ao atendente do bar que olha horrorizado e trás a garrafa inteira para mim.

Pego a garrafa e dou dois longos goles. Sinto meu estômago revirar, mas continuo bebendo. Santana se aproxima de mim e tira a garrafa de minhas mãos. Olho com raiva para ela que joga a bebida inteira no lixo.

– Rachel, para. Foi só um beijo, porra. UM BEIJO! Não é como se você tivesse transado ou algo do tipo. E outra, vocês nem estão numa relação de fato ainda, então: SE CONTROLE AÍ, ANÃ!

– Maaaaas, Santy. EU A TRAÍ NUM MALDITO TRABALHO. EU NÃO QUERIA, MERDA. EU AMO A QUINN. EU ESTRAGUEI TUDO. EU SOU HORRÍVEL!

– Berry, primeiro: desce desse balcão. – Santana diz e me puxa, eu caio lindamente de bunda no chão e continuo a chorar ali mesmo. Algumas pessoas nos olham assustadas e Santana espanta todas elas, ameaçando-as.

– Oh, meu deus. Pelo menos use um lenço. – a latina me repreende enquanto eu limpava o rosto na manga do garçom.

O garçom me olha enojado e confuso, mas mesmo assim pisca para mim sugestivamente. Santana o empurra e eu seguro a perna do moço.

– NÃO, ME DESCULPE. EU NÃO QUERIA, EU JURO! – digo e o rapaz se desvencilha de mim e sai correndo assustado.

– Rachel, pare de gritar. Como eu estava dizendo... Segundo: pare de chorar; terceiro: você está completamente bêbada e Q vai me matar por isso.

– EU NÃO QUERO IR! – digo e me jogo em Santana – Q vai me trocar porque eu beijei aquela garota e...

Começo a soluçar novamente e roubo a bebida do primeiro garçom que passa. Santana me olha e pega seu celular. Antes que eu possa reagir, a latina já está me puxando para fora do bar.

Noah chega em menos de cinco minutos.

– Santana, a Q vai nos espancar por isso. Princesa, você está bem? – Noah diz preocupado enquanto passa as mãos no cabelo – Vem, vou levar vocês.

– Eu sei que a Q vai nos matar. Mas a grande questão é a merda que a Berry fez, temos que ajudá-la, Puckerman. – Santana diz me olhando severa e eu me encolho.

– E-eu não queria! – digo e sinto algumas lágrimas escorrerem. Santana revira os olhos e me dá mais lencinhos.

– O que ela fez? – Noah pergunta e eu me encolho mais.

– Beijou a menina do nosso grupo do trabalho. – Santana responde e Noah me olha surpreso.

– Isso é sério, Rachel? – ele pergunta e eu assinto vergonhosamente – Uh, pegadora.

– PUCK! – Santana o repreende e ele revira os olhos — Berry, você sabe que vai ter que se esforçar para a Q não descobrir.

– E-eu estava pensando em contar para ela e...

– O QUÊ? – os dois gritam em uníssono.

– Você é uma péssima bêbada, Berry. – Santana diz e eu coro.

– Mas, por que eu não contaria? – pergunto confusa e Noah bate a mão na testa.

– Rachel, vocês já não estavam muito bem e você vai lá e beija outra pessoa... No que adiantaria contar já que a Q já tá com ciúmes e quer te matar mesmo?

– E-eu não sei, eu não queria mentir. – digo angustiada e Santana põe a mão no meu ombro.

– Rachel, pelo menos espere essa noite, ok? Eu falo com Quinn e explico o quão irresistivelmente gostosa era a garota e que você estava totalmente babando nela.

– O QUÊ? –pergunto desesperada e os dois caem na gargalhada.

– Eu estava brincando, Berry. Mas, sério, não conte hoje porque eu quero fazer outras coisas sem ser aguentar mais fúria Fabray. – Santana diz séria e Noah concorda com a cabeça.

– Muito menos eu! Chegamos, senhoritas. Boa sorte, Rachel! – Noah diz com um sorriso e saio do carro.

Santana vira a chave sem fazer muito barulho e assim que ela abre a porta damos de cara com uma Quinn furiosa e Dani completamente confusa. Santana faz um gesto para Dani que sai em direção ao quarto e passa para dentro correndo. Quinn me encara sem piscar e eu me encolho ainda do lado de fora.

– SANTANA, VOCÊ NÃO ESCAPARÁ AMANHÃ! – Quinn grita ameaçadora e me puxa para dentro fazendo uma careta.

– Oi... – digo envergonhada e ela me olha de cima a baixo.

– Você está cheirando a tequila, Berry. – Quinn fala enquanto me leva até o meu quarto.

Esqueço momentaneamente da raiva de Quinn e encaro suas pernas completamente expostas. Tão branquinhas e lindas. Mordo o lábio e subo o olhar, encontrando uma loira furiosa e, hum, extremamente sexy.

– Rachel, você tem enlouqueceu? Aonde a Santana te levou? RACHEL!

– Hum? – digo parando de olhar as pernas de Quinn e ela bufa incrédula.

– Vem, tira a roupa. – Quinn ordena e eu a encaro maliciosa, mas ela revira os olhos. – Você precisa de um banho.

– E-eu não... Quinn. – digo confusa sem conseguir tirar minha blusa e Quinn me ajuda a me despir pacientemente.

– Vira de costas. – ela manda e eu obedeço.

Quinn prende meu cabelo e me ajuda a entrar debaixo do chuveiro. Ela me oferece o sabonete, mas eu não consigo sequer segurá-lo. A loira sorri divertida e ensaboa meu corpo rapidamente. Bufo frustrada e ela ri abertamente.

– Vem! – ela me puxa pela mão e me seca com uma toalha. Eu a observo atentamente. Quinn é perfeita demais para mim.

– Quinn – chamo e sinto meu corpo doer. Ela me olha preocupada e eu me sento no chão, vomitando.

Quinn se senta ao meu lado e me segura levemente. Ela se levanta apenas para me vestir. Eu a olho culpada e caio em prantos. EU SOU HORRÍVEL. Q me abraça e me ajuda a levantar. Ela me carrega até a cama e deita junto comigo. Seguro-a forte junto a mim e apago completamente.

O despertador toca estrondosamente e minha cabeça lateja. M e mexo, mas não consigo levantar. Olho ao redor e estou sozinha. Quinn, será que ela me... Não. Desligo o despertador e reúno forças para ir até o banheiro.

Arrasto-me até lá e encontro Quinn dormindo apoiada num balde. Sorrio para a cena e automaticamente me lembro da noite anterior. Oh, merda. Eu não mereço Quinn. Tomo uma aspirina que estava estrategicamente na pia e escovo os dentes. Agacho-me e toco levemente o rosto angelical. Quinn se remexe e abre os olhos assustada.

– Rach, você está bem? – ela pergunta preocupada e eu não consigo evitar.

Choro audivelmente e a loira me abraça. Soluço alto e aperto mais ainda Quinn.

– Q-quinn, e-eu beijei uma... – começo e ela me olha confusa – Eu trai vo-você.

Escondo meu rosto na curva de seu pescoço e Quinn fica em silêncio me abraçando até o choro cessar. Ela se afasta de mim e se levanta, saindo do banheiro. Eu me levanto desesperada e consigo ver seus olhos marejados.

Merda.

– Quinn, eu... Me perdoa, eu fiquei confusa, mas eu não queria. Eu não queria porque....

– Você não tem que se explicar. – Quinn me interrompe segurando o choro — Nós nem sequer estamos numa relação ou algo do tipo. Você não tem culpa de nada.

Quinn sai em disparada do apartamento e eu desabo, chorando como eu nunca havia chorado antes.

Notas finais
Então... eu meio que já tinha este capítulo pronto há séculos atrás. Porém, eu estava sem tempo para postar. Mas, eu estou de volta, yay! Já estou preparando uma mini maratona para eu me redimir! Fiquem de olho!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.