Cupcake

4 Capítulo 4


Notas iniciais
Hey, obrigada pelo comentário! Aqui vai mais um capítulo. O reencontro com Quinn está cada vez mais próximo. Boa leitura!

Engasgo com minha própria saliva. Brody é gay? Eu estou ouvindo direito? É isso mesmo?

Coço os olhos e belisco meu braço, me certificando se é um sonho. E não é.

Brody gargalha alto com a minha reação. Abro a boca para dizer algo, mas nenhum som sai. Estou completamente chocada.

– Rach? – ouço a voz de Kurt me chamar e me viro em direção a ele.

– Kurt! – me levanto e o cumprimento com dois beijos em suas bochechas.

Percebo o olhar curioso de Brody sobre nós e sussurro “ele é totalmente seu” disfarçadamente para Kurt que apenas ri levemente.

– Kurt, este é Brody – digo indicando o rapaz suavemente – e Brody, este é Kurt, meu melhor amigo.

Brody se levanta e surpreendentemente abraça Kurt que corresponde o abraço desajeitadamente.

Não aguento e dou risada, atraindo a atenção de Brody que solta meu amigo completamente corado.

– Desculpe – ele diz para Kurt e volta a se sentar à mesa.

– Não t-tem pro-problema. – Kurt gagueja enquanto também se senta à mesa.

Pedimos mais bebidas, porém, quem anota o pedido dessa vez não é Danielle. É um menino moreno alto. Tento ver seu nome no crachá, mas ele se vira rápido demais.

– Então – eu falo percebendo o silêncio constrangedor que se instalou entre os dois rapazes – Kurt também vai para NYADA.

Vejo Brody abrir um sorriso de orelha a orelha.

– Sério?

– Sim – Kurt responde parecendo mais confortável – Eu me inscrevi três vezes já, mas só consegui entrar esse ano.

– Ah, entendi. O processo seletivo de lá é realmente rigoroso. Eu tive muita sorte por ter conseguido entrar. – Brody diz

– Vo-você estuda em NYADA? Meu deus, Rachel, porque você nunca me disse isso antes? Isso é simplesmente espetacular! — Kurt fala já no seu habitual tom animado

No momento em que eu ia retrucar chegam nossos pedidos.

Os meninos engatam uma conversa animada, completamente diferente de poucos minutos atrás. Aproveito para ir até o balcão, onde Danielle estava conversando com o menino moreno que aparentemente também preparava as bebidas.

– Com licença, hum, Danielle. Eu acho que te conheço de algum lugar... — digo pensativa, tentando me lembrar de onde eu a conhecia.

– Ah, oi! Eu também tive essa impressão. Por acaso você não é a Rachel Berry da turma de culinária italiana do Rustico Cooking? — Danielle fala com um sorriso

– Oh, meu deus! Sim, quanto tempo! Como você está? E a sua banda? – digo finalmente conectando os pontos e me lembrando dela.

Conheci Danielle alguns anos atrás, quando decidi fazer um curso para aprender a cozinhar. Obviamente, não deu certo e, na segunda semana de aulas, acabei desistindo após queimar a terceira pizza e a sala de aula inteira.

– Estou bem, foi um pouco complicado sair de Lima, mas aqui estou eu. Infelizmente, minha banda já era! – ela responde divertida — Ah, e você? Está diferente, hein? E o Finn, como ele está?

Finn, meu ex-namorado. Só de ouvir esse nome, meu estômago revira e fico com uma sensação horrível. Me lembro de quantos dias eu chorei pelo o que ele fez, enquanto Quinn, a pessoa quem eu menos esperava, ficou ao meu lado me apoiando.

Ah, Quinn, como eu sinto sua falta.

– Rachel? Você está bem? Eu falei algo de errado? – Danielle diz meio confusa.

– Não! – falo rapidamente, não querendo prolongar o assunto – Está tudo bem!

Ela me olha desconfiada e eu forço um sorriso convincente, que deve ter saído um tanto parecido com o do Coringa.

Dani faz menção de dizer alguma coisa, mas é interrompida pelo garoto moreno:

– Dani, pedido 118!

– Já estou indo, Jake. – ela responde e depois se vira para mim, me entregando um papel com seu número — Me liga qualquer dia desses, assim podemos continuar nossa conversa.

Dani pega a bandeja, sai em direção às mesas e pisca para mim.

Observo o papel por alguns instantes antes de guardá-lo no bolso da minha calça, reencontrei Dani na hora certa. Procuro a mesa de Kurt e Brody com o olhar e percebo que eles não estão mais lá. Abro um sorriso, o que será que eles foram fazer?

Caminho por algumas horas até finalmente achar o prédio em que moro. Não acredito que não prestei atenção no caminho e, meu deus, por que todas as ruas de Nova York são tão parecidas?

Subo rapidamente os três lances de escada que separam o térreo do primeiro andar e paro ofegante no meio do corredor, me preparando para subir mais quatro andares. Estamos em pleno século 21 e eu moro num prédio SEM elevador! Outra coisa que deveria ir pra Declaração dos Direitos Humanos: TODOS os prédios DEVEM ter um elevador.

Chego ao quinto andar completamente sem ar, xingando mentalmente meu sedentarismo e todos os cupcakes que comi durante a semana, que me fizeram engordar quase uma tonelada. Tateio os bolsos à procura de minha chave e percebo que não estou com elas.

– OH, DROGA. QUE MERDA! – grito comigo mesma enquanto digito rapidamente uma mensagem para Kurt:

Onde escondemos nossa chave reserva mesmo? — Rach

A resposta chega alguns minutos depois:

Barbra, você não vê filmes, não? Está embaixo do tapete. – Kurt

Bato em minha testa, como eu não pensei nisso antes?

Entro em meu quarto e me deito em minha cama, tentando descansar um pouco. Mas não consigo, minha cabeça está a mil por hora. Lembrar-me de Finn é sempre amargo, nosso relacionamento acabou da pior maneira possível e ele nem sequer se arrepende.

Felizmente, Quinn me ajudou e me apoiou nessa hora tão difícil. Apesar de termos nossas diferenças, ela estendeu a mão e me reergueu. E nossa amizade começou.

Suspiro alto, fechando os olhos. Eu preciso dormir para espantar esses pensamentos. Minhas aulas começam em poucos dias e devo focar nisso, apenas nisso.

Eu estava caindo no sono quando a campainha tocou.

Me levanto sonolenta e vou até a porta caminhando em passos largos.

– Kurt deve ter esquecido as chaves — murmuro.

Kurt, ele me deve explicações.

Porém, quando abro a porta não é ele quem está do outro lado.

– Hey, Berry. Vim morar com você!

Notas finais
Então, quem será que vai morar com Rachel e Kurt? Algum palpite sobre o término de Finchel? Haha, até mais!