Cuore Di Bella

12 Capítulo 6


Já tinha se passado quatro dias depois que Bella embarcou para Itália. Charlie, durante o tempo que ela fez a mala, deixou claro que não queria que ela fosse. O que me deixou muito confuso. Havia algum problema tão grave assim? Bella o convenceu depois de quase o dia inteiro trocando farpas. Ele não perguntou sobre minha presença ali e me tratou muito bem, como sempre.

Quando Bella foi tomar banho, conversei com Jacob sobre banalidades enquanto ele brincava com seu lindo menino, chamado Seth. Ele tinha por volta de 1 ano e meio e passava as tardes na casa de Charlie e depois Jacob ou Leah, sua esposa, iam buscá-lo.

- Eu gosto de você com Bella. – Jacob disse simplesmente – Você é um bom rapaz e se isso for fazê-la ficar em casa, eu aprovaria de olhos fechados.

Eu não entendi o que ele quis dizer, mas Bella ficou pronta antes que pudesse questioná-lo. Ela parecia saber os momentos corretos para aparecer. Esses dias longe. acabei ficando no hospital. Comprei o presente de aniversário do meu pai e vi muitos momentos aguardando ansiosamente para falar com ela. Ela me ligava ou mandava sms e falava de tudo, menos do que estava acontecendo lá.

Novamente, eu me ofereci para busca-la no aeroporto e ela aceitou. Perguntei-me se Charlie ficaria chateado por estar reivindicando tanto da sua filha. Eu não sabia necessariamente o que sentia por Bella. Não eram sentimentos profundos, mas podia dizer que era diferente tudo que fazia ao seu lado. Cozinhar e ficar em casa passou ser minhas atividades favoritas.

Quando estava chegando a hora do seu voo chegar a América, sai correndo para o vestiário do hospital mesmo, tirando as roupas que trouxe e passando porque estavam extremamente amarrotadas. Tomei banho rapidamente, porque ainda tinha que fazer a barba.

- Mark, porra, sai da frente! Estou atrasado, inferno.

- Quem morreu?

- Ninguém, babaca. Bella está chegando e preciso buscá-la no aeroporto. – respondi irritado – Sai daí, você vai amassar minha blusa.

- Nossa... Essa Bella deve ser muito gostosa... – comentou rindo – Pra ser apenas no qual estão tendo um relacionamento puramente sexual.

- Ela não é só sexo. – respondi rapidamente sem nem avaliar a profundidade das minhas palavras. – De qualquer modo, esse papo mole está me atrasando. Sai daqui.

- Ok. Dê lembranças minhas a ela. – piscou

- Você não a conhece, asno.

- Se continuar nesse ritmo, vamos ter aquela saída de apresentar a namorada ao amigo. Me avise antes que preciso arrumar um encontro. – gargalhou fechando a porta na hora que joguei o vidro de sabonete líquido nele.

Sai do hospital literalmente correndo em direção ao aeroporto e quando pisei no saguão de desembarque, as pessoas começaram a sair e pelo número no painel eletrônico, era o voo de Bella. Percebi que estava ansioso demais para vê-la, porque meu estomago parecia dar voltas e não era de fome.

Então, no meio da multidão, vi seu cabelo e um óculos escuros preso no alto. Seu rosto estava sem maquiagem, uma jaqueta de couro marrom, camiseta branca justa, calça jeans e os inseparáveis saltos altos. Ela não me viu inicialmente e estava procurando. Eu sorri quando nossos olhos se encontraram e apressando o passo com sua mala de rodinhas, ela jogou os braços ao redor do meu pescoço e suspirou feliz.

Nossos lábios se encontraram em um cumprimento glorioso. Eu não percebi ter sentido tanto sua falta até o momento que estava beijando-a.

- Você está cheirando malditamente bem e eu senti falta disso. – sussurrou enterrando o nariz no meu pescoço. Fiz o mesmo enterrando meu rosto nos seus cabelos, onde o aroma de morango era predominante.

- Eu também senti muita falta disso. – sussurrei buscando seus lábios novamente. – Fez boa viagem?

- Não. Eu mal via à hora de colocar os pés em solo americano.

- E os braços ao redor do meu pescoço. – completei fazendo-a rir. – Vamos almoçar?

- Não. Eu só comi comida de restaurante, por favor, deixe que eu cozinho. – resmungou emburrada.

- Então, o que você quer fazer?

- Vamos ao mercado fazer compras e depois para seu apartamento. Pode ser?

- Perfeito. – sorri beijando seus lábios mais uma vez e pegando sua mala.

Bella ligou para seu pai avisando que tinha chegado bem e estava comigo. Nós fizemos compras em um mercado diferente de Los Angeles. Era um cheio de temperos diferentes e itens culinários raros. Ela não me deu tempo de pagar a conta. Na verdade, ela me beijou e entregou o cartão de crédito a atendente. Depois tinha passado, não tinha como voltar atrás.

Seguimos ao apartamento com ela rindo do seu feito e eu também ri, porque foi uma boa ideia e para acontecimentos futuros, poderia usar a mesma técnica.

- Você precisa de ajuda com alguma coisa? – perguntei estabelecendo as compras no balcão da cozinha. – Quer tomar banho primeiro e depois cozinhar?

- Estou fedendo, Cullen? – estalou colocando as mãos na cintura, mas eu sabia que estava brincando – Quero sim. Vou só pegar uma roupa na mala.

- Não se preocupe em vestir nada querida. Você fica bem nua. – gritei da cozinha e sua gargalhada alta foi minha única resposta.

Tirei as compras das sacolas, peguei alguns pães de alho recheados que ela comprou para beliscarmos enquanto o almoço ficava pronto e fui a adega escolher um vinho tinto suave de 1950. Esperei do fundo da minha alma que ela gostasse.

Fui até o quarto tirar a roupa e colocar uma calça de pano confortável e voltei para cozinha, dando privacidade no seu banho. Eu engoli o desejo de entrar no chuveiro com ela, mas nós nunca iriamos sair daquele quarto.

Então, como o paraíso, o apartamento inteiro ficou impregnado com o cheiro do seu xampu. E ela surgiu vestindo nada mais que um short camisete curto e uma blusinha fina colada ao corpo, com cabelos molhados jogados de lado. Uma visão dos infernos. Linda pra caralho.

- Hum, vinho? – ofereci entregando uma taça e roubando um beijo.

- Delicioso. Para o beijo e para o vinho. – sorriu devolvendo o beijo.

- O que você vai fazer?

- Espero que goste de Filé a Parmegiana.

Ela me instruiu a temperar quatro bifes grandes com pimenta petra moída e sal em um refratário de vidro quando ela tinha outro com farinha de trigo, farinha de rosca e queijo ralado. Como não tinha coordenação motora para quebrar e bater os ovos sem destruir tudo, ela ficou com essa função cheia de graciosidade, quando peguei a panela grande para esquentar o óleo.

Renovei nossas taças e a alimentei com pequenos pedaços de pão enquanto passava os bifes nas farinhas, depois nos ovos e por fim, colocando dentro da panela.

- Pega o queijo na geladeira? Eu vou fazer o molho enquanto está fritando.

- Quer mais alguma coisa?

- Sim, mais dois beijos e tomates. – sorriu cutucando minha bunda com o garfo.

- Dois beijos. – brinquei dando dois beijos estalados – E dois tomates. – coloquei no balcão.

Minha tarefa era verificar os bifes. Quando eles estivessem dourando, seria à hora de virar.

- Agora, é só colocar queijo e molho, quando derreter, está prontinho. – sorriu orgulhosa do meu trabalho – Muito queijo ou pouco?

- Muito.

Mais dez minutos e nós colocamos a mesa com a deliciosa refeição. Sozinho, nunca iria conseguir fazer aquilo, nem com a receita na mão. Nós comemos com vinho e conversando brevemente sobre o tempo que ficou fora. Só que tudo relacionado a mim e nenhuma a ela.

- E como foi lá?

- Lá onde? – mastigou lentamente

- Na Itália...

- Ah, foi tudo bem e não foi, entende? – bebeu um gole do vinho – Jane estava muito triste. Marcus era um bom homem. Ele era muito protetor com sua família, apesar de estar doente durante algum tempo...

- Como você os conheceu?

- Jane foi minha colega de quarto na faculdade. Ela é filha de Aro, o que a faz neta de Marcus. Nós criamos um vinculo muito forte. Eles são, de certo modo, minha família.

Eu sorri feliz. Foi a primeira vez que ela simplesmente me respondeu a verdade. Nós terminamos de comer e limpamos a mesa, pegando mais vinho e indo em direção a sala.

- Então... – Bella cantou, sentando no meu colo de frente pra mim, com joelhos ladeando meu corpo – Alguém disse que tinha sentido minha falta... – sussurrou repousando a taça na mesa do telefone. – Só não disse o quanto...

- Hum... – soltei minha própria taça puxando seus lábios para os meus e seu corpo pra mim. Como senti falta de agarrar rudemente sua bunda. – Você pode sentir o tamanho da minha falta?

- Uhummm. – cantarolou moendo contra mim. Puxei sua blusa pela cabeça e sorri fitando os seios mais bonitos que já tinha visto na vida. Levei seu seio à boca, tocando levemente com a língua no seu bico e fazendo um pouco de pressão com os lábios. – Ah, como eu amo isso. – gemeu enterrando os dedos nos meus cabelos e arqueando as costas.

Belisquei seu outro mamilo bem forte só para ouvir seu grito preencher o silencio da minha sala.

- Filha da puta, isso dói. – resmungou meio mole.

- Eu sei. – sussurrei chupando seu pescoço para deixar marca.

- Edward, vamos para o quarto. – choramingou mordendo meu ombro. Eu gritei um palavrão – Ué, é bom fazer isso comigo? – sorriu maliciosamente levantando do meu colo.

- Isabella, volta aqui. – rosnei para a perda do corpo. – Agora.

- Tsc tsc tsc campeão. – negou se afastando e tirando o short curto – Vem pegar se quiser. – jogou o pedaço de pano na minha direção e saiu correndo.

No meio do corredor peguei seu corpo e joguei sobre os ombros e ela ficou rindo, batendo na minha bunda ou puxando o elástico da cueca para bater com força na minha pele.

- Você gosta de provocar, não é?

- O que eu fiz demais? Eu sou a única pessoa agradando aqui. – sorriu torto. – Estou inteiramente nua. Na sua cama. Esperando por você. – eu sorri e abaixei para ajoelhar na cama, mas ela bateu com o pé na minha barriga. – Você, tira tudo ou elas não abrem. – ordenou cruzando as pernas e foi realmente um pecado.

Tirei minha calça com a cueca junto e ela mordeu os lábios scanneando meu corpo por completo. Eu particularmente adorava o olhar ardente de desejo que ela sempre tinha pra mim.

- Olá campeão. Senti sua falta. – Bella ronronou sentando na cama, colocando as pernas no chão – Vamos matar as saudades...

A próxima coisa que senti foram os seus lábios quentes me chupando.

Poooorra. Essa mulher nunca mais ia viajar.

.~.

Bella foi embora no inicio da noite, precisando levar sua mala e jantar com Charlie e seu irmão com sua pequena família. Como não tinha chance dela voltar essa noite porque seria egoísmo demais da minha parte, chamei meu único amigo solteiro para tomar uma cerveja e jogar sinuca. Eu ainda precisava aproveitar minha folga, de qualquer modo.

- E aí, a patroa deixou sair?

- Se foder, Mark.

- Sério, hoje cedo você estava tão desesperado, que achei que só ia te ver no plantão. – deu tapinhas irritantes nas minhas costas – Duas cervejas – pediu ao garçom e sorriu torto para duas meninas pouco vestidas da outra mesa – Vocês brigaram?

- Mark, não sou você. Ela precisou ver sua família.

- Hum... Tiveram sexo de reencontro?

- Caralho, cara!

- Calma, Cullen. Você fica todo enfezadinho por causa dela, eu tenho que zoar.

Resolvi que meu silencio seria a melhor maneira dele me deixar em paz, por isso ele mudou de assunto e finalmente começamos uma conversa amigável que não envolvia diretamente Bella. Bebemos algumas cervejas e comemos amendoins enquanto jogávamos sinuca. Foi engraçado e era bom ter esses momentos, eu não tinha mais Emmett para fazer isso, porque sua programação de casado envolvia mais Jasper do que eu.

Mike e Ben se bandeavam para o lado deles. Nenhuma das suas mulheres parecia querer seus maridos dentro de um bar cheio de outras mulheres seminuas. Também não seria muito bom da parte de nenhum deles estar aqui.

- Então, vocês dois querem companhia? – uma loira e uma ruiva peituda apoiaram de forma que deveria ser sexy na mesa de sinuca.

- Obrigado, mas eu dispenso. – respondi e no relógio, marcavam três da manhã. – Mark, acabou meu tempo.

- Já?

- Amanhã é aniversário do meu pai. Eu preciso estar acordado para isso.

- Tudo bem. Até amanhã. – Mark sorriu e virou-se para as meninas – Então, quem quer se divertir?

Vadio sem vergonha.

Cheguei em casa, tomei banho para tirar aquele maldito cheiro de bar e bati na cama morrendo de sono. Tive aquela sensação de fechar os olhos e ser acordado com a campainha insistente. Levantei meio grogue querendo matar o filho da puta que me tirou do sono mal começado às seis horas da manhã.

- Alice? Porrrrrrcaria – consertei quando vi as crianças me olhando – você esta fazendo aqui agora... – minha voz foi morrendo com a vontade de bocejar.

- Você aceitou tomar conta delas enquanto preparava com Rosalie e mamãe o jantar hoje a noite.

- Aceitei?

- Sim. Aceitou. Emmett e Jasper estão trabalhando e você é o único livre. – Alice passou por mim, colocando Caroline sentadinha no chão com uma boneca. Natalie sorriu e sentou no sofá e Jonathan fez o mesmo ao seu lado – Seja bonzinho e divirta as crianças. Te amo. Tchau amores.

No mesmo pé que entrou a maldita mestre dos magos saiu deixando três crianças me olhando com expectativas. Eu estava com sono demais para pensar em algo divertido. E porra, eram seis horas da manhã. Isso é castigo. Peguei o telefone e disquei o numero que agora sabia de trás pra frente.

- Então, o que vamos fazer Tio Edward? – Jonathan perguntou bocejando.

- Tem doces? – Natalie quicou no sofá.

Caroline começou olhar ao redor, talvez procurando por Alice. Seus cachinhos loiros foram bagunçando, nariz ficando vermelho, lábios tremendo, olhos com lágrimas e pulmão potente. Merda. Isso não é música para meus ouvidos.

- Alô? – Bella atendeu sonolenta – Quem é o filho da puta? São seis horas da manhã!

- Eu preciso de ajuda.

- Edward? Tem criança chorando aí?

- Preciso da sua ajuda, tipo, agora.

- Ai Deus... Estou me vestindo. – desligou

- Vem cá, Carol. É Tio Edward. – peguei a baixinha bochechuda no colo e ela deitou a cabeça no meu ombro.

- Eward. – suspirou abraçando a bonequinha.

Quanta maldade acordar essa criança cedo. Ela estava com sono e nenhum pouco acostumada a dormir comigo. Mesmo me conhecendo e sendo familiarizada com meu colo, minha casa não tinha nada atrativo para as crianças. Natalie se enrolou no sofá, ligando a tevê em um desenho e Jonathan fez o mesmo do outro lado.

Fiquei andando de um lado ao outro com Caroline no colo e ela nada de dormir, bocejando, com os olhos pesados, mas não caia na inconsciência. A campainha tocou e como devia ser Bella, abri sem olhar. Ela tinha uma bolsa grande e vestia um longo vestido verde e sandálias baixas.

- Quem convidou você? – Natalie disparou assim que ela fechou a porta.

- Natalie!

- Olá e bom dia pra você também, Natalie. – Bella desafiou arqueando sua sobrancelha e Natalie se encolheu com o olhar que recebeu.

- Peça desculpas, Nat, por favor. – suspirei – Bella vem a minha casa quando quiser e você não tem nada com isso.

- Desculpe. – debochou.

- Tudo bem. – Bella sorriu ignorando a criança mal criada que era minha sobrinha. – E você, doce Caroline, o que tem?

Para surpresa de nós dois, Caroline quis ir no colo de Bella. Jonathan reclamou de fome então fui para cozinha pensar o que seria bom para crianças. Uma pequena mão beliscou minha bunda e eu saltei no lugar.

- Bom dia. – sorri prensando seu corpo contra o balcão e beijando-a do jeito que quis fazer quando a vi. – Esse vestido é um convite para descobrir o que tem por baixo?

- Sr. Imoral. Tem três crianças no recinto. Comporte-se. – Bella empurrou-me

- Cadê Caroline?

- Dormiu.

- Como você fez isso em cinco minutos.

- Tenho meus dons. – deu os ombros tirando alguns ingredientes da geladeira. Só pela palhaçada dei um tapa forte na sua bunda. – Isso dói, porra.

- Responde...

- Ela só precisava colocar a chupeta na boca. Jonathan me disse isso e ela dormiu, satisfeito?

- Por que ele não me disse isso?

- Bom, por que ficou divertido vendo você embalar desajeitadamente uma criança? – perguntou retoricamente com um sorrisinho estupido nos lábios.

- Tanto faz. O que é isso?

- Fazendo besteiras. Panquecas com chocolate, pedaços de morango e um suco cheio de calorias.

- Isso não é muito saudável, é?

- Se é divertido, não é saudável, o que você escolhe? – perguntou-me dando aquele olhar que deu a Natalie. Engraçado, ele não era bonito quando relacionado a mim. – Foi o que pensei. Quer me ajudar?

- Mandona. – murmurei baixinho beijando seu pescoço e empurrando meu corpo contra o dela. – Você sabe que eu adoro que você mande em mim, não sabe? Eu amo quando você fala firme querendo coisas que eu faça com você... – sussurrei distribuindo beijos molhados no seu ombro e pescoço.

- Edward... – gemeu baixinho – Merda, as crianças, não faz isso.

Rindo, me afastei e ri mais ainda quando seu corpo tremeu e o rosto ficou vermelho. Ela me olhou feio antes de continuar fazendo a massa de panqueca e eu picava os morangos para jogar por cima. Espiei as crianças quietas na sala e a única coisa que conclui a paz entre os dois seria a fome e o sono.

Não demorou muito para que sentissem o cheiro e começassem a quicar ao redor de Bella querendo provar alguma coisa. Ela chegou segurar a vasilha no alto enquanto ria das crianças pulando ao seu redor. Eu dei um pouco de morango com chocolate derretido para cada um deles e ficaram quietos na sala enquanto esperavam as ultimas panquecas ficarem prontas.

Bastardo sem coração como sou, peguei um morango grande, afundei por completo na calda de chocolate e arrastei contra os lábios dela e os chupei ganhando um gemido, deixei pingar no seu ombro e fui fazendo grandes rastros, chupando ou dando longos beijos molhados. Até no seu decote, no vão dos seus seios, deixei cair uma única gota e lambi até de encontro a outra que estava na sua clavícula.

- Edward... – gemeu baixinho, completamente mole contra o balcão.

- Oi? Já parei. – sorri me afastando por completo. Ela ainda estava meio incoerente – Vai queimar se não virar.

Bella xingou alguma coisa baixinho quando retirou as panquecas perfeitas, estabelecendo no prato e montando a mesa sem realmente me olhar. Por um tempo de silencio, achei que ela estivesse chateada, mas depois que seu olhar fervia de puro desejo e também ódio, percebi que isso poderia ser divertido.

- Está tudo tão gostoso... – Jonathan faltou gemer feliz com as panquecas. – Quem dera poder comer isso todos os dias.

- Todo dia vai enjoar, Jonathan. E tem mais, suas mães nunca deixariam. – Bella afagou sua cabeça. Sua outra mão estava repousada na minha perna.

- Eu nunca desisto de perguntar a minha mãe se podemos ir ao Mc Donald. Só que ela diz que isso pode deixar meu coração gordo. – Natalie deu os ombros e eu quase cuspi meu café.

- Coração gordo? Eu sendo cardiologista e minha cunhada ensina a filha o termo coração gordo? – perguntei retoricamente e os três riram de mim.

- Fast food não é gostoso. – Bella repreendeu – O que vocês acham de comer hambúrguer e batatas fritas no almoço?

Natalie e Jonathan olharam para Bella como se fosse um alienígena. Eu realmente ri alto por isso.

- Alguém me dê um pouco mais de crédito aqui. – Bella falou mais alto beliscando minha perna.

- Esse é mais saudável, crianças. E muito mais gostoso.

- Ah sim. – Natalie suspirou em entendimento.

Depois que o café se foi, Bella reuniu as crianças na sala para assistir desenhos. Ela quem os trouxe e contou ser dela porque gostava muito das histórias antigas da Disney. Natalie não quis ver Bela Adormecida ou Bela e a Fera, então foi decidido Mulan, nenhuma das protagonistas tinha o nome parecido com a linda mulher que estava encolhida no meu sofá quase chorando com o filme.

Caroline acordou mais disposta e ficou andando por todo lado, puxando coisas ao seu alcance. Eu nunca pensei ter tanta coisa perigosa ou valiosa ao alcance de suas mãos hábeis. Essa atividade ia me render uma boa dor nas costas.

Brinquei com as crianças na sala de rolar no chão, qual é a música e qualquer coisa estupida que eles inventaram para mim. Bella fez todo almoço sozinha, mas ou eu ajudava ou divertia as crianças. Ela pareceu não se importar e fez tudo muito rápido.

Nós almoçamos com suspiros de aprovação e ela tinha um lindo sorriso no rosto enquanto me ajudava a alimentar Caroline. Ela queria brincar mais do que comer, ainda assim achamos que foi tudo bem. Depois de mais algumas brincadeiras, Carol sentiu sono e veio andando com seus passinhos engraçados, com a chupeta na boca, pedindo colo. Dessa vez ela dormiu comigo.

- Então crianças. Vamos assar alguns cupcakes e depois tirar uma soneca? – Bella perguntou animada e eles correram pra cozinha, me deixando morto no sofá.

Em 48 horas eu tive três horas de sono.

Depois que um cheiro delicioso tomou conta do apartamento, peguei as bolsas das crianças e levei para o quarto, onde elas tomaram banho fazendo uma bagunça do cacete e deitaram e dormiram logo em seguida. Voltei para cozinhar e encontrei um monte de cupcakes sendo decorados com carinhas divertias e fantasias.

- Ual. Dá até pena de comer. – sussurrei em reverencia e ela riu – Posso decorar também?

- Sem bagunça. Isso é para as crianças.

Nós ficamos 1 hora decorando cupcakes e rindo das caretas punk que criei na minha metade. Os bolinhos dela tinham sorrisos, piscadelas, caretas divertidas e os meus pareciam saídos de um filme de terror. Acordei as crianças para comer enquanto estava engraçado e ela ficou me zoando que eu era quem queria comer logo. Para falar a verdade, era isso mesmo.

Não sobrou quase nada para contar história. As crianças quiseram ajudar Bella com a louça enquanto trocava a fralda de Caroline.

- Eu estou melada porque alguém achou legal entornar doces em mim. Vou tomar um banho, ok? – Bella sussurrou no meu ouvido e deu um beijo na minha bochecha.

Fiquei parado olhando sua bunda se mover e a campainha tocou.

- Olááá! – Alice cantou pegando sua filha – Minha bonequinha tão cheirosa. Você se divertiu com Tio Edward?

- Oi Alice. – sorri torto – Nós nos divertimos muito. Vimos filme, comemos coisas gostosas, brincamos no chão da sala, eles tomaram banho e ainda tiraram a soneca da tarde.

- Nossa, você fez isso tudo? – perguntou olhando para crianças arrumadinhas e penteadas. Natalie tinha até uma trança embutida bonita. – Eu imaginei encontra-los sujos e descabelados. Estou surpresa.

- Eu sei, fiz um bom trabalho.

- Por favor, Tio Edward. – Natalie bufou – Quem fez isso tudo foi a Senhorita Bella. Você só ajudou.

- Hey, o papel de ajudante é vital, ok?

- Bella esteve aqui? – Alice perguntou séria – Crianças, vão chamando o elevador, por favor.

Eu sabia o que ela estava fazendo. Tirando as crianças do alcance de sua voz.

- Edward, vocês passaram o dia juntos? Ela já voltou da Itália?

- Sim, qual o problema?

- Edward, o que você está fazendo? Trazer sua ficante para passar o dia com seus sobrinhos? Vocês se agarraram na frente deles?

- Não Alice. Eu sinceramente não estou entendendo. Bella entra e sai da minha casa a hora que ela bem entender. Nós não fizemos nada além de entreter as crianças.

- Então, isso está ficando sério? – perguntou com uma pontada de desdém. Alguma coisa tinha acontecido.

- Alice, o que houve?

- Nada, Edward. Você é grandinho e faz as suas escolhas. – resmungou dando as costas. – Quando ela te trair, você vai saber que estou falando.

Realmente, alguma coisa tinha acontecido.

Tranquei a porta só por via das duvidas e fui até o quarto, tirando a roupa e não pensei duas vezes antes de pular no chuveiro com ela.

- Hum, isso é bom. – murmurei para sua massagem no meu coro cabeludo.

- Você gosta mesmo? Eu adoro seus cabelos.

- Você tem mãos mágicas. – suspirei abaixando um pouco mais a cabeça e beijei seu ombro. Ela me empurrou para debaixo do chuveiro novamente – Aconteceu alguma coisa entre você e Alice?

Bella bufou e emburrou a cara.

- Sua irmã está acostumada a forçar os limites pessoais. Eu a coloquei em seu devido lugar e ela não gostou. Desde então, estamos nessa.

Independente do que tivesse acontecido, ela estava certa em um ponto. Alice não respeitava os limites de ninguém. Mas eu era seu irmão e estava acostumado. Fazer isso com outra pessoa, não teria um bom resultado. Eu olhei ainda curioso e Bella suspirou, pegando a esponja e enchendo de sabonete liquido.

- Você deve saber que aconteceram coisas desagradáveis nos últimos dois anos que estive na Itália. – sussurrou meio envergonhada – Eu ainda não me sinto pronta para falar sobre isso com ninguém. Vejamos, um dia, em algum momento, se isso for pra frente, eu vou te contar porque você merece saber. Entende? – olhou pra mim com lindos olhos marrons, completamente suplicantes. – Agora, eu não preciso contar isso para sua irmã porque ela está curiosa.

- Eu compreendo. Depois ela esquece, ok? – beijei seus lábios. – Você não precisar fazer nada que não queira.

- Obrigada por compreender. – sorriu genuinamente e nem em um milhão de anos iria conseguir absorver o significado de suas palavras. Foi como um soco de emoção no meu peito. Se minha compreensão era tudo que ela precisava de mim agora. Eu daria.

Nós deitamos na cama apenas para dormir. Por mais que quiséssemos brincar, corríamos o risco de simplesmente apagar durante o sexo. Não me preocupei em colocar roupa quando deitamos e praticamente a obriguei de fazer o mesmo.

- Uma regra. Nada de roupas nesse apartamento quando estamos sozinhos.

- Posso pensar no seu caso. – bocejou deitando a cabeça no meu peito.

Adormeci sonhando com flashes do dia e acho que estava feliz. Acordei e perdi um bom tempo apenas olhando para Bella falando meu nome durante seu sono. O homem das cavernas que vivia dentro de mim estava rugindo no meu peito. Eu acho que tudo estava mudando tão rápido. Eu não conseguir pensar em um momento que não gostaria de acordar com ela ali.

Não pelo sexo. E sim pela alegria que só ela podia me dar.

N/A: Nanana c'mon!

Buenas mutchatos! hahahahah

Bom, como muiiiiiiiitas de vocês estão curiosas e me enchendo de perguntinhas, resolvi fazer o seguinte. Abrirei meu formspring e vocês podem me lotar de perguntas sobre #CdB. Tudo que quiserem.

Quem chegar perto nas confabulações, rola extra. Dessa vez mais esclarecedor.

Concordam? Lembrando que vocês podem, devem, rever os extras se tiverem dúvida em algum, é só perguntar: http://www.formspring.me/Marizoch

N/B: Aiai dia lindo o deles cuidando de criancinhas *-* Alice chaaaaata, intrometida... Uff... Mas que fofinho esse final!! Eles são tão lindinhos s2 Beijos xx LeiliPattz