"Ne me quitte pas. Il faut oublier. Tout peut s'oublier. Qui s'enfuit déjà. Oublier le temps..." – cantei caprichando no sotaque francês — Eles vão descobrir sobre você.

– Apenas fique quieta... Pare de cantar!

– E se não quiser?

– Você não tem querer... Você faz o que eu mando.

– Coitado. — bufei — Espere sentado.

– Isabella Marie Swan, se você não cooperar por bem, vai ser por mal, entendeu?

– Não adianta, não vou ficar presa aqui muito tempo... — dei os ombros e soprei minhas unhas recém lixadas.

– Eu quero saber o que você estava fazendo no interior da Toscana no dia que Caius Volturi foi assassinado. Qual a sua relação com ele e com a família?

– A mesma que você já sabe. Sou amiga de Jane e só.

– E você teve relações sexuais com Demetri...

– Não sou obrigada a te responder nada. Nem sequer te conheço. — cortei bruscamente.

– Isabella, você não está na América onde seu pai tem influencia por todo país. Aqui não é seu território.

É aí que ele se enganava. Sorri docemente e pisquei cruzando minhas pernas.

– Qual a sua relação com James Donato? — exigiu socando a mesa. Ela estalou e rachou sobre seu punho. Eu sabia como fazer um homem perder a cabeça.

– Acabou seu tempo, Smith. Ordens diretas de Berlusconi que ela saia imediatamente dessa prisão.


O oficial goodbody fervilhou de raiva e me deixou levantar sem ter sua resposta. Ajeitei minha saia e penteei os cabelos com os dedos e saí rebolando no meio do corredor cheio de policiais. Não era mulher de bandido. Bom, não intencionalmente.

O carro estava me esperando e assim que o motorista abriu a porta, sentei ao lado de Jane. Ela me entregou uma bolsa e uma garrafa de água fresca.

– Como foi?

– Eles nunca vão desconfiar.

– Será que eles sabem do paradeiro de James?

– Não. Não sabem. Ou ele estaria preso...

– E quanto a Caius, o que perguntaram?

– Apenas nossa relação. Nada demais... Eles queriam saber o que estava fazendo no interior naquele dia.

– E?

– Nunca saberão. Os olhos estão totalmente voltados a morte de Caius. Eles querem pegar um de vocês.

– E a velha? Vai ficar quieta?

– Ela quer o filho dela vivo. Então é melhor que fique. Além do mais, eu preciso que ela ache que está no controle... Que eu sou fraca e boba. Eu preciso que ela acredite no meu amor doentio por James e me leve a ele.

– E Victória?

– Não oferece perigo.


Jane sorriu docemente e piscou seus lindos olhos azuis. Eu ia encontrar James. Nem que fosse até o inferno.

– Você deveria descansar...

– Apenas me leve pra casa... Vou dormir feito um bebê e amanhã, começará tudo novamente.

– Nós vamos encontrá-lo, Bells James vai pagar por tudo isso.


Claro que vai. Ou eu mudo de nome.


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