Cuore Di Bella

27 Capítulo 20


Meu aniversário de 27 anos chegou em um piscar de olhos. Uma pequena festa ao redor da piscina estava correndo com toda minha família e amigos. Deitada em uma espreguiçadeira, minha barriga se movia visivelmente com meus seis meses (quase sete) de gravidez. Não via a hora de deixar de ser uma bola e ter meu filho nos braços. Ia ser tão gostosinho tê-lo aqui.

Até ainda pouco Landon estava nos meus braços, esfregando o rostinho gordinho nos meus seios porque sentia cheiro de leite. Jéssica o levou para trocar a fralda e alguém o reivindicou atenção no caminho de volta a mim.

Jane estava jogando com Jonathan e claramente roubava. Félix tinha ajuda de Charlie e Jacob na churrasqueira quando as mulheres estavam na cozinha preparando comidas que fui proibida de participar porque era meu aniversário. Seth dormia do meu lado, com sua girafinha preferida e chupeta. Ele cópia fiel de Jacob com a personalidade de Leah.

Estava muito feliz, muito mesmo. Todos estavam aqui para comemorar comigo um dia especial e um momento especial da minha vida.

Natalie distraía Caroline para Alice do meu lado. Procurei por Edward, mas não o encontrei do lado de fora.

– Tia Bella, você está bem?

Eu estava com dor nas costas, mas não tinha uma posição para ficar.

– Estou, querida. Só preciso do seu Tio Edward. Você poderia chamá-lo pra mim?

Natalie saiu correndo, deixando Caroline ao meu lado, babando sua bonequinha de plástico. Tão malditamente fofa com essas bochechas gostosas. Queria mordê-las. Thomas se moveu conforme tentava me ajustar e ele empurrou minhas costelas com força. Essa merda doía.

– Devagar com a mamãe. – resmunguei massageando o ponto onde ele empurrava – Isso dói, bebê.

– Bella? Está tudo bem? – Jane alarmou-se

– Sim, só o bebê que me empurra as vezes. – respondi respirando fundo. Edward apareceu com os cabelos bagunçados e o olhar assustado – Calma. Só preciso de um travesseiro.

– Thomas, empurrando a mamãe de novo? – provocou massageando minha barriga com as duas mãos. – Já vou buscar, linda.

– Quer beber alguma coisa? – Jane perguntou-me guardando as cartas que jogava com Jonathan – Hum... Mexe para a Dinda, bebê?

– Oh, por favor. – gemi irritada e ela riu. Thomas ficou chutando o toque de Jane. – Você é uma vadia.

– Sim querida. – bateu os cílios pra mim de brincadeira. – Você está tão linda, mas parece irritada, o que há?

– Só fique do tamanho de uma bola e você descobrirá o motivo, em falar nisso, seu inglês melhorou muito.

– Andei praticando. Tinha uns turistas em Volterra. Foi divertido.

– Obrigada por ter vindo. Estou feliz com todos aqui. – afaguei minha barriga – Ano que vem nós teremos esse fofinho sapecando entre a gente.

– Imagina a gordice que vai ser. – Jane suspirou – Félix e eu conversamos e nós vamos tentar engravidar ano que vem.

– Ano que vem? Por que tão longe?

– Tão longe? Falta pouco! Logo chega!

– Ah, mas eles podiam ser amiguinhos da mesma idade. Tom e um amiguinho italiano. – pisquei entrelaçando nossas mãos. – Você vai ser uma boa mãe.

– Só se eu não apertá-lo por achar fofo. Ou dá-lo ao meu pai por chorar muito. – sorriu de leve – Mas quero muito ter um mini-me* do meu homem nos meus braços. Imagina um Félix pequeno?

– Pequeno? Não dá para imaginar um Félix pequeno. Sou do tamanho da perna dele.

– Engraçadinha. Imagina um bebê daquele tamanho? Não cabe em mim. Não sai.

– Entrar grandinho entra, né? – provoquei fazendo cosquinha e ela corou rindo. – Cadê Edward?

– Aqui, amor. – sorriu colocando travesseiro atrás de mim – Melhor?

– Muito. Obrigada, eu te amo.

– Também te amo, linda. Eu já venho ficar com você. – sorriu beijando-me delicadamente e sumindo em direção a cozinha.

– Baby, monta um prato de comida pra mim? Estou com fome! Quero tudo que tiver de gostoso! — gritei para Edward e ele assentiu rápido. – E então, é melhor você me contar exatamente tudo que aconteceu nesse tempo que estou fora...

– Você lembra o Paolo?

E assim o dia passou. Muita comida gostosa. Muitos parabéns. Bolos, doces, tortas e churrasquinho do papai. Jane ficou me contando nos mínimos detalhes tudo que aconteceu na Itália. Tarde da noite nós voltamos para casa e meu lindo namorado mandou-me esperar na sala, apesar de estar bem cansada e louca para um banho, fiz o que foi pedido.

Jane estava indo embora pela manhã, e eu estava com saudades. Dela e parcialmente de tudo que vivemos lá. De todas as festas, baladas, provas, restaurantes, bebedeiras, sorrisos, gargalhadas, guerras de travesseiro e gargalhadas até altas madrugadas. Mas ela me fazia falta.

– Toda vez que Jane vem você fica assim. – Edward cortou-me dos devaneios.

– O quê?

– Eu sei que viver aqui não fazia parte dos seus planos. – sussurrou no escuro da sala – Eu pensei que você estivesse feliz.

– Edward do que você está falando? – sussurrei confusa virando-me para fita-lo. Algo estava errado. – Que surpresa você tinha pra mim?

– Vem comigo... – piscou oferecendo sua mão pra mim – Acredito que vai gostar.

Através do corredor escuro, caminhamos devagar devido a minha forma arredondada até o quarto que seria do bebê. Na porta tinha escrito Thomas Gabriel, garotão da mamãe e do papai. Ofeguei ansiosa.

– Não acredito, Edward! – sussurrei frenética abrindo a porta do quarto. Ele estava pronto. Totalmente montado – Quando você fez isso? Edward, eu não posso acreditar!

– Essa madrugada. Achei que seria um bom presente ter o quarto do bebê pronto.

O berço, cadeirinha de balanço, poltrona, trocador, carrinhos de pelúcia, girafinhas... Tudo tão lindo que comecei a chorar. Edward e eu escolhemos tudo. Eu escolhi e ele vetou o que achava estranho. Lemos infinitos livros sobre pedagogia infantil e o que era bom. Quais cores, brinquedos aconselháveis e saudáveis.

– Está do jeito que imaginava?

– Você fez isso tudo ontem? Estou dormindo pesado. – murmurei olhando ao redor – Está melhor. Adorei. E você, gostou?

Seu sorriso foi enorme. Brilhante e sincero.

– Mal vejo a hora de tê-lo em nossos braços. – sorriu me abraçando – Espero que esteja feliz.

– Só preciso de você e Gabe para ser feliz. Nada mais importa. Passado ou frustrações. Vocês são meu presente e o meu futuro. Eu amo você, Edward. Desculpa se dei a entender errado, mas sinto falta de Jane, dela, da nossa amizade. Só que nunca trocaria você por nenhuma saudade.

– Eu te amo, minha vida. Vocês dois são tudo pra mim.

.~.

Aos oito meses de gravidez, minha posição favorita era deitar em Edward. Era a posição de parto que aprendemos no pré-natal, mas era ótima porque ficava confortável e protegida por ele. Nós conversamos, namorávamos, assistimos TV e brincávamos com a barriga. Tom – chamado por Edward – e Gabe por mim correspondia nossos toques, músicas e conversas.

Chorei muito com a ultrasson 4D que pude ver perfeitamente seu rostinho. Bochechudo e com o dedinho na boca. Eu quis apertá-lo e no mesmo momento, ele chutou tão forte que fiquei encantada com o movimento da sua perninha.

– Quer comer alguma coisa? – perguntei baixinho. Edward estava concentrado no filme de ação qualquer que eu não estava vendo. – Baby?

– Quer pedir pizza?

– Vai me deixar comer uma?

Edward era muito, mas muito, extremamente muito chato com minha alimentação. Se dependesse de mim, comeria até pedra se parecesse gostosa.

– Claro. Você escolhe o sabor. Sem refrigerante.

– Pizza com chá? Se for para deixar, deixe tudo.

– Um refrigerante. Só um. – sorriu torto me abraçando apertando. – Qual o sabor?

– Frango com catupiry. – disse baixinho e ele bufou.

– De novo, amor?

– Pede duas. Uma com meu sabor e outra com o seu sabor... Eu comerei as duas. – pisquei sentando para que ele pudesse levantar e assim, apertei sua bunda. – Será que eles fazem uma mini pizza de chocolate com banana?

– Não abuse da sorte, Isabella.

– Ei, estou pedindo uma mini pizza. Que mal em querer um doce de sobremesa? – argumentei rindo e fiquei sem resposta. Ele ia comprar de qualquer modo.

Meu celular tocou uma música do Linkin Park e sorrindo, atendi sabendo quem era.

– Meu pequeno homem.

– Hey Bella! – Nate gritou do outro lado – Como vai? O bebê? E Edward?

– Estamos bem, e vocês? Riley está na faculdade?

– Sim, ele tem uma namorada. Papai disse que ele está apaixonado.

– Que gracinha, e você tem alguma namorada?

– Eca, eu não.

– Você vem nas suas férias?

– Papai deixou só se tirar notas altas. Você me leva na Disney?

– Claro que sim. Quero ver suas notas. Será a primeira vez de Gabe também.

– Tudo bem. Tenho que ir. Eu te amo.

– Também te amo, meu amor. Mande beijos para Phil e Riley, ok? Se cuida.

Nate e Riley me ligavam regularmente para contar novidades ou apenas conversar sobre nada. Meus irmãos eram homenzinhos adoráveis e alegres. E que no momento, cuidavam de si mesmo, ajudavam o pai e viviam como a idade permitia. Às vezes, gentilmente, Phil perguntava minha opinião. Eu o sentia perdido sem minha mãe para ajuda-lo com decisões. Não era como se eu o conhecesse bem, mas ajudava no que podia.

Edward voltou com o telefone no ouvido com a expressão cômica.

– Deixe-me ver com Bella, um minuto – disse rindo – Podemos ficar com Caroline amanhã enquanto Alice leva Jonathan ao médico?

– Claro, o que ele tem?

– Apenas uma gripe, mas sabe como é Alice. – respondeu-me rindo – Ei, não grite, eu sei que está aí. Traga minha garotinha. Devolveremos tatuada com piercing. Até mais, te amo.

– Ei, moço bonito, me beija aqui, por favor.

– Sempre, moça bonita.

– Amor, cadê a pizza? – perguntei depois de vários beijos – Seu filho está com fome.

O interfone tocou no exato momento e ele sorriu me dando mais um beijo e me ajudou a levantar da cama. A pizza acabou rápido demais para meu gosto e nós deitamos no sofá juntos para assistir um filme e namorar um pouquinho. Eu amava ser mimada. E tinha a leve sensação que Tom também.

– Olha só ele te empurrando... – Edward sussurrou com adoração – Irei amar vê-lo fazer isso pertinho de mim.

– Oh baby, eu também. – bocejei recostada ao seu corpo – Vamos dormir. Ainda faltam semanas para o bebê nascer.

– Que horas é o aniversário de Emmett esta manhã? – Edward perguntou depois de um tempo e eu revirei os olhos rindo – 18h?

– Não, baby. As 15h. – sussurrei sonolenta – Não se atrase.

.~.

– Onde nesse inferno está Edward? – gemi irritada sentando na primeira cadeira acolchoada na praia. Eram 16h30 e nada do meu namorado aparecer na festa de aniversário do seu irmão mais velho. Estava lotado de gente, nunca vi a praia tão cheia com isso.

– Tia Bella, eu não sei. – Nat amuou – Você quer que eu chame o vovô?

– Eu gostaria.

Estava com uma sensação ruim. Um tanto desconfortável. Eu estava irritada, aquele lado gravido que muda de humor tão facilmente quanto água com corante. Tinha comido frutas e bebidos todos os sucos diferentes do buffet, socializado, tirado fotos, conversado com amigos, distraí todas as crianças e nada dele.

– Querida? – Carlisle apareceu com toda beleza que o filho puxou, vestido com uma camiseta florida e um cordão de hula-hula no pescoço.

– Será que teríamos outra cadeira com mais almofadas? Sinto umas pontadas logo abaixo... – apontei para minha cintura – Isso está me irritando.

– São contrações? – perguntou-me ajudando-me a levantar.

– Não sei. Não deve ser... Estou irritada e fiquei muito tempo em pé e muitas horas com Caroline no colo. E eu quero saber de Edward, ele não me atende!

Antes que Carlisle pudesse me responder, seu celular tocou alto.

– Desculpe querida, é do hospital, prometo voltar e descobrir sobre Edward, ok? – beijou minha testa.

Percebi que todas as pessoas ao meu redor estavam tentando me distrair, isso ficou tão óbvio. Eram sete horas da noite, nada de Carlisle e muito menos Edward. Estava estampado na cara de Esme o quão preocupada e Alice parecia tensa e sorrindo forçadamente.

Comecei a chorar quando Esme ficou meia hora no telefone e ninguém me contava nada. Eu tinha uma sensação de que era com Edward e isso estava me doendo tanto. Minha mente começou a pensar no pior e por isso tremia. Alice estava arrumando argumentos para me fazer ficar calma, mas eu nem sequer ouvia nada.

– Calma filha, pensa no bebê. – Charlie me abraçou apertado – Não chora, amorzinho. Está tudo bem.

– Não está. Cadê ele? – choraminguei na sua camisa – Cadê Edward e por que todos estão assim?

– Deus, você esta ficando gelada, filha o que está sentindo? – Charlie me sacodiu

– Diz pra mim que Edward está bem. – pedi desesperada, sentindo frio, calor, medo, apreensão... Meu coração estava apertadinho.

– Edward está bem. Aconteceu um problema no hospital e ele ficou preso por lá.

– Que problema?

Não passou despercebido o tom cauteloso de Charlie.

– Não sei dizer ao certo.

– Ele se feriu? Alguém morreu? – sussurrei frenética sentindo Gabe chutar a toda força.

Comecei a tentar ficar calma pelo meu filho, mas eu estava enlouquecendo.

– Papai, eu não me sinto bem... – sussurrei com a voz rouca – Preciso beber um pouco de água.

– Talvez seja melhor leva-la para clínica. – Alice sugeriu docemente – Drª Kate saberá o que fazer...

– Papai, me leve para clínica. Estou com medo. – pedi nervosa.

Gabe não parava de se mover e parecia histérico seus movimentos. Naquele momento eu estava com muito medo e queria tanto, mas tanto Edward que chegava doer. Esme e Charlie correram comigo para a clínica quando comecei a sentir pontadas significativas. Eu sabia que aquilo era contração, de verdade, e estava vindo em um intervalo de 10 minutos.

Nunca vi Charlie correr tanto quanto naquele momento. A paisagem da cidade passou por mim como um borrão e eu fui, lentamente, fazendo exercícios de respiração com Esme.

– Isso, linda. Respire. – Esme afagou minha barriga – Devagar. Não chore...

– Quero Edward... – choraminguei quando Charlie estacionou em frente a clínica – Não quero ter meu bebê sem Edward.

– Você não terá, amor. Confia em mim...

Drª Kate já estava a minha espera quando chegamos a clinica. Foi tudo rápido, vários exames, conversas e um pouco de soro e as contrações pararam e eu parei de chorar. Mesmo sentindo meu coração esmigalhado.

– Esme... Seja sincera comigo. Você não sabe o que aconteceu com Edward? – sussurrei no escuro do quarto.

– Não. – respondeu chorosa – Isso está me matando também, é apenas apreensão. Meu filho está bem.

– Como você pode ter certeza?

– Meu coração me diz. Confie em mim.

Eu não confiei. Meu olhar pousou no relógio do quarto e eram 23 horas da noite. Pelo monitor instalado em mim podia ver que Gabe se mexia, mas estava dormindo. Simplesmente sabia que aquela seria sua posição favorita de dormir. Era tão lindo e pequeno. No fundo, dizia a mim mesma que precisava muito concentrar no meu filho. Eu tinha 39 semanas... Faltava um pouquinho só.

Para meu desespero, as contrações voltaram. Elas estavam em um tempo maior, a cada 20 minutos, mas eram fortes do suficiente para me fazer gritar. O rosh rosh bendito estava alto, isso siginificava Thomas Gabriel Swan-Cullen agitado, pedindo para nascer.

– Você está tendo dilatação, querida. — Dra. Kate disse após me verificar — É oficial, você acaba de entrar em trabalho de parto.

– E a bolsa? — Esme perguntou preocupada

– Ela irá romper em breve, se não, dependendo do tempo e da dilatação irei furá-la. Apenas fique tranquila.

– Como ficar tranquila? — chorei novamente — Meu bebê está nascendo antes da data marcada e o pai dele não está aqui.

– Oh querida, fique calma. Isso iria acontecer hoje, é normal alguns bebês serem apressados. Ele já está todo formado, grandinho e se acha que está pronto, está pronto. É a natureza, ninguém luta contra ela. — Dra. Kate afagou meu joelho docemente.

Não passou despercebido para meu desespero que ela não citou Edward em momento algum. Horas se arrastaram com meu choro de medo e dor. Não foi dessa maneira que imaginei ter meu filho... Não sem Edward. Minha bolsa rompeu quando o intervalo ficou de 7 minutos.

Charlie estava sentado ao meu lado, segurando minha mão. Ele gentilmente contou que toda nossa família estava no saguão, exceto Rosalie que ficou em casa com as crianças. Juro que pedi perdão a Deus porque não era nenhum deles que eu queria aqui. Era só meu Edward. Porque era nosso filho.

Uma sensação amarga de medo e solidão foi subindo aos pouquinhos, me tirando a vontade de gritar de dor pela contração.

– Diz pra mim que Edward está ao menos vivo. — sussurrei para Charlie.

– Oh, meu bebê. Eu... Eu gostaria poder te dizer isso, mas realmente não sei.

Um grito agudo escapoliu dos meus lábios de medo e ao mesmo tempo de contração. Foi nesse momento que várias vozes distintas e familiares chegaram aos meus ouvidos e a porta se abriu, revelando meu anjo particular, bem machucado.

– Edward! — Charlie levantou-se em um salto — Filho, pelo amor de Deus.

– Amor... — Edward sentou-se na cama que estava encolhida de dor, me puxando para seus braços. Dessa vez, chorei de alívio. — Respira amor, estou aqui, me perdoa.

– O que aconteceu com você? — sussurrei agarrada a ele como se minha vida dependesse disso — Nunca mais me deixe, ok? Nunca mais!

– Aconteceu algo horrível. Agora não importa mais, ok? Eu te conto depois, tudo. Só vamos pensar no bebê.

– Por que você está tão machucado? — perguntei assustada com seu estado.

– Eu prometo te contar, depois.

– Edward, depois não. Eu quero agora.

– O hospital sofreu um atentado... Um maníaco nos fez de refém... Eu não tinha como falar com ninguém ou com você... — divagou agarrando um punhado de cabelo.

– Oh meu Deus. — gemi sentindo outra contração — Era pra vir em sete minutos!

– Está na hora! — Edward meio que gritou, entrando em pânico — Está na hora? A bolsa estourou?

– Fique calmo... — gemi baixinho — Sim, estourou, está quase nascendo. Ninguém te falou?

– Meu pai disse que eu precisava vir correndo pra cá, então, pegamos o carro e tem muita gente lá fora, eles me agarraram ao mesmo tempo, quando Alice me empurrou pra cá. — falou rápido, frenético e eu comecei a rir histéricamente. — Do que você está rindo?

– Tudo com a gente é diferente, aí porraaaa! Está doendo muito!

– O que eu faço? — Edward gritou entrando em pânico.

– Que médico você é, ein. — Charlie riu dando tapinhas nas costas dele — Fique calmo, homem.

– Hã? — Edward meio que sussurrou confuso e eu comecei a rir, mas parei porque outra fisgada forte veio me rasgando.

O momento perfeitamente estranho foi interrompido por Dra. Kate. Ela contou o tempo e simplesmente disse que estava na hora. Ainda perguntou se Edward estava bem para assistir o parto. Ao mesmo tempo que estava aliviada, estava curiosa. Só que ambas as coisas foram deixadas de lado quando um clique soou alto na minha cabeça.

– Meu bebê está nascendo! — gritei assustada.

As enfermeiras riram, expulsaram Charlie da sala e Edward saiu para se preparar. Foi o tempo que mudaram minha posição na cama, uma enfermeira checou meus dados e foi gentil em passar um pano úmido no meu rosto, pescoço e ombro.

– Edward e Bella, posição 5 do pré-natal, lembram? Bella, preciso que esqueça tudo que aconteceu hoje, concentre-se que eu marido está com você e foque sua atenção no Thomas, ok?

Aquela queimação maldita parecia aumentar a cada 1 segundo e meio. Meu ventre ia explodir a qualquer momento, eu sentia isso. Edward estava me segurando e cada vez que alguém me mandava empurrar, queria mandar algum deles para a putaquepariu. Foram muitos incentivos, muitos empurrões e um alívio estranho tomou conta de mim quando ouvi um chorinho baixo.

– Nasceu... — Edward sussurrou no meu ouvido — Você foi incrível, meu amor. Eu te amo muito.

Eu quis responder, mas minha respiração estava alta ainda e meus batimentos bem fortes. Sorri para Edward e ele me beijou bem forte nos lábios. Deus, eu amava esse homem.

– Thomas, meninão lindo! Bem-vindo ao mundo. — Dra. Kate gritou levantando-o — Lindo demais, Bella! Vem cortar o humbigo, papai! — Edward saiu de mim foi até lá enquanto ainda sentia Dra. Kater terminar comigo.

– Eu quero vê-lo! — sussurrei chorosa, só vendo-o de longe com Edward e a enfermeira que estava limpando-o.

– Aqui está, amor... — Edward aproximou-se com um pacote azul se contorcendo — Não chute o papai. — brincou, mas ele estava chorando — É tão lindo.

E era. Thomas era um menino grande. Cabelos escuros, mas dava para ver o brilho bronze do pai. Nossa surpresa foi que ele não parou de mover as perninhas e se esfregar em mim.

– Oi amor, eu sou a mamãe. Abre os olhos pra mim, vai. — pedi baixinho chorando junto, mas ele só fez isso quando esfreguei meu nariz no seu — Você é tão a cara do seu pai. — sorri para seus olhos cinzas. Bom, ia ficar claro, eu achava.

– Eu tenho que admitir... Ele tem cara de joelho como todos os bebês! — Edward riu.

– Amor! Meu filho não tem cara de joelho. — rebati sem conter a risada com lágrimas — Ele parece com você.

– Não parece não. — sorriu torto e isso denunciou que estava apenas me provocando — Não posso acreditar que fiz algo tão perfeito.

– Só fez porque foi comigo. — provoquei virando-o para olhá-lo — Eu te amo, obrigada por tudo.

– Eu te amo, só você para me dar uma das maiores dádivas da vida. — sorriu antes de abraçar a nós dois e me beijar. Thomas soltou um choramingo baixo e ele estava novamente com os olhinhos fechados.

– Papai e mamãe... Preciso levá-lo para o exame do neonatal, mas ele volta, ok? — a enfermeira sussurrou e eu assenti, muito a contra gosto, deixando-a levar meu filho — Ele volta, eu prometo.

– Bella, agora, vamos cuidar de você. — Dra. Kate sorriu docemente — Edward, acompanhe o bebê, eu fico com a mamãe ok.

Agora eu fiz bico.

– Eu volto, amor. Já já. — Edward me beijou rapidamente e saiu.

– Você foi ótima, garota. Estou orgulhosa do nosso trabalho. — Dra. Kate sorriu pra mim e eu joguei meu corpo na cama.

Ual, eu estava cansada. Parecia que tinha lutado contra uma ressaca. Tudo valeria a pena, porque ao fechar meus olhos, a imagem do rostinho gordinho vinha a minha mente. Não podia acreditar... Meu bebê tinha nascido.

. . . . .

N/A: Querem saber o que aconteceu? Sabem o que fazer... Tô na moita. O POV dele tem as respostas! Obrigada por todas as reviews! Eu quase choro...

Estou com um site pessoal www.marizoch.com volte e meia darei notícias de fanfic por lá, sigam no Friend Connect porque vocês me amam e querem me ajudar ahahahah Bjs!

E ah...

N/B:Jesus quase tive um treco lendo esse capítulo, fiquei tão tensa que pensei que ia infartar. Essa Mari matando geral. Creio que muitas quase caminharam para a luz no fim do túnel. Estou curiosa sobre esse atentado, será algo aleatório? Hun... Bem o que importa é que o bebê nasceu agora tem bebezinho beward na fic nhac* *-* Vamos deixar uma review para comemorar. Beijos xx LeiliPattz